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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Bom dia, Sr. Phelps.
Há dois anos,
uma esfera de um raro isótopo conhecido como trivanium,
foi-nos roubado.
Trivanium é inestimável e pode levar ao desenvolvimento de armas nucleares
tão baratas que qualquer nação poderá comprá-las.
Foram três homens que planearam o assalto do trivanium.
O primeiro chama-se Otto Silff.
O segundo major Paul Johan.
O terceiro, o líder,
coronel Alex Vorda, chefe de segurança do seu país.
Jim, a sua missão, caso decida aceitá-la,
é encontrar o esconderijo do trivanium e trazê-lo de volta.
Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.
for capturado ou morto,
o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos. Boa sorte, Jim.
FORÇA DAS MISSÕES IMPOSSÍVEIS
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Vorda planeou entregar o trivanium à República das Pessoas Unidas,
em troca do seu apoio a derrubar o governo do seu país.
Mas nós sabemos que, na noite do roubo,
Johan matou Silff e escondeu o trivanium
para seu ganho pessoal.
E o Vorda?
O Johan convenceu o Vorda de que o Silff levou o trivanium,
escondeu-o e foi morto num acidente de carro.
O Vorda acha que está perdido.
E sabemos que o major Johan marcou vendê-lo sexta-feira.
Isso dá-nos apenas 48 horas, Jim.
Exato, Monique.
Agora, alguns de nós contactaremos este homem,
Erhard Poltzin.
Ele foi mandado pela RPU para ir buscar o trivanium
e agir como o conselheiro político de Vorda.
Paris, como estava a pasta do Silff?
Tinha uma gravação de voz, descrição dos maneirismos,
tudo de que precisava.
E a publicidade do Dr. Lumin, Barney?
Vai sair amanhã, Jim. Cobertura completa.
Rádio, televisão, jornais.
Ótimo. Monique?
O primo Wilhelm cancelou a viagem a Amsterdão.
Vai tirar férias maiores em setembro.
Na zona ribeirinha, num convés de um navio.
Sim, sim, foram 15 países no total.
Gostou da sua viagem, doutor?
Estou feliz por estar de volta.
Doutor Lumin, deu alguma demonstração da sua nova técnica
do tratamento da amnésia lá fora?
Não, não. Foi uma viagem de aprendizagem.
Agora, se me dão licença, foi uma viagem muito longa
e estou cansado. - Obrigado, doutor.
Onde vai com isso?
Mandaram trazê-lo para cima antes desta secção fechar.
- A sua requisição? - Não tenho uma.
Nada sai das salas de arquivo sem uma requisição.
- Ponha-o de volta. - Muito bem.
Poderia perguntar à senhora ao piano se gostaria de se juntar a nós
após o concerto?
Obrigado.
Eu não me importo de ser ignorada, major,
mas tinha a sensação de que vínhamos discutir a minha missão em Donengrad.
Esta não é a...
"Beyond the Shadow of Today".
a música que tu e o Otto dançavam pelas longas horas da noite.
Alguma vez te ocorreu que estás a exagerar o teu luto?
Eu amava o Otto.
E ele amava-me.
Mesmo assim, já passaram dois anos. A vida continua.
Deixe-me apresentar-me, sou o major Paul Johan.
Erica Cruzon.
Esta é uma amiga minha, senhora Ober,
uma colega do Departamento de Segurança Interno.
Pode juntar-se a nós?
Estou curiosa sobre a última música que tocou, senhora Cruzon.
"Beyond the Shadow of Today"?
Raramente se ouve essa música.
Queria saber como a conheceu.
Um senhor meu amigo mostrou-me a música.
Há quanto tempo trabalha aqui, senhora Cruzon?
Desde ontem.
Então estou encantado.
Seria terrível pensar que já cá está há semanas,
ou até meses, e ainda não a tinha visto.
Senhora Cruzon,
o senhor que lhe mostrou a "Beyond the Shadow of Today",
como é que se chamava?
Acho que era... Stefan!
Boa noite, Erica.
Estava agora mesmo a pensar em ti.
Senhora Ober, major, este é um grande amigo meu, Stefan Denker.
Como estão?
- Quer-se juntar, senhor Denker? - Obrigado.
- Posso? - Claro.
Estava à espera que jantasses comigo esta noite.
- Stefan, eu adorava, mas... - Mas ela já aceitou um convite meu.
Bem, nesse caso, fica para outra altura.
Espero que não fique ofendida, senhora Ober.
Caricaturas raramente são bajuladoras.
Alguém, uma vez, disse:
"A bajulação corrompe aquele que recebe e o que dá."
Edmund Burke.
Já me tinha esquecido.
Eu tive um amigo que conhecia o trabalho de Burke de coração.
- Ouvi-o dizer isso muitas vezes. - A sério?
Quero comprar isto, sr. Denker.
Não, não é bom o suficiente...
- Eu quero. - Muito bem.
Por favor aceite-o com os meus cumprimentos.
Obrigada.
Sim, suponho que haja semelhanças no estilo.
Semelhanças? Olhe bem, coronel.
O estilo é idêntico.
É uma coincidência.
E a frase de Burke, é uma coincidência também?
Senhora Ober...
E o isqueiro da senhora Cruzon?
Era exatamente igual àquele que deu ao Otto
ao fim de cinco anos no departamento.
Tinha a mesma data gravada nele,
dia 19 de março de 1965.
Não estou a imaginar isto, coronel.
Stefan Denker tem a voz do Otto, os seus maneirismos, os seus olhos.
Mas não tem a sua cara.
Está planeado ir para Donengrad
para a sua missão em uma hora, senhora Ober.
É melhor ir, ou vai perder o comboio.
Não vai investigar isto?
Sim, vou averiguar.
Averiguar?
- Só isso? - Já chega, senhora Ober!
É uma fala barato, a sua senhora Ober.
Mencionou algo sobre ter visto o fantasma de Otto Silff
no Cabaré Candide.
É uma mulher estúpida e histérica, Poltzin.
Talvez não seja,
de acordo com algumas notícias
que recebi dos diplomatas do meu país na Suíça.
Que notícias?
Que alguém neste país, que está a agir como intermediário,
fez um acordo com a República das Pessoas de Norte Ásia
a prometer entregar o trivanium em Berna, sexta-feira.
Vorda,
o meu governo tem um acordo consigo,
o nosso apoio na sua tentativa de coup d'etat
em troca do trivanium.
Temos esperado pacientemente durante dois anos
para cumprir o nosso lado do acordo,
mas, ao meio dia de sexta-feira, o acordo perderá o efeito.
Não lhe resta muito tempo para encontrar o trivanium,
pois não, coronel?
A sua nova lista telefónica.
Conhece bem o Stefan Denker?
- Nem por isso. - Onde o conheceu?
Há um ano, no cabaré.
Então conhecia-o antes do acidente.
O acidente foi há quase dois anos.
Então ele teve um acidente?
Não fique nervosa, senhora Cruzon. Diga-nos a verdade.
Diga-nos tudo o que sabe sobre o Stefan Denker.
Conheci-o no Hospital Mother of Mercy.
Não o tinha conhecido no cabaré?
- Não. - Mentiu, porquê?
O Stefan fez-me prometer que nunca contaria o que aconteceu.
O que lhe aconteceu?
Foi sinistro. Primeiro a cara dele estava...
Ele tinha estado num incêndio, mas é tudo o que sei.
O Stefan não falava sobre isso, ainda não fala.
Acreditem em mim!
Se o Stefan está em problemas, não sei de nada!
Como se chamava o médico?
- No hospital? - Sim, claro.
Não me recordo, eram tantos. Não me lembro dos nomes.
Bem, pense melhor.
Havia um médico, doutor Wynson, ou Wyson, algo assim.
Wynson?
Não, já sei! Wysart, era isso! Wysart.
Wysart?
Tragam-me um doutor Wysart.
Já posso ir?
Sim, mas mantenha-se disponível para mais interrogatórios,
caso seja necessário. Obrigado.
Major, traga o Stefan Denker para interrogatório.
- Sim? - Fala o doutor Wysart.
Olá, doutor. Peço desculpa por incomodar,
precisava de saber alguma informação sobre um paciente seu.
Sim, coronel, Stefan Denker. Eu lembro-me bem desse caso.
Fez cinco operações num período de 20 meses.
Estou a perceber.
Conseguiu descobrir a causa da sua desfiguração?
Com facilidade. O homem foi gravemente queimado.
Não havia chance de restaurar a fisionomia dele,
mas a aparência visual melhorou bastante.
- Certo, obrigado. - De nada, coronel.
Identificação fraudulenta, isso é ridículo!
- Chama-se Stefan Denker? - Não é isso que aqui diz?
Chama-se Stefan Denker?
- Sim. - Não é Otto Silff?
Otto Silff? Quem é Otto Silff?
É você!
Obrigado.
O que é isso?
Impressões digitais. As do Otto Silff e as suas.
São idênticas.
Está a negar ser o Otto Silff?
Se eu sou o Otto Silff, então quem sou eu?
- O que é que eu fiz? - O que é que está a dizer?
Eu não me lembro de nada
antes de acordar no hospital, há dois anos.
Onde está o trivanium?
Eu não sei nada sobre isso. Eu imploro, têm de acreditar em mim.
- Está a mentir! - Não estou, por favor, acreditem.
- Não estou! - Vorda!
Talvez esteja a dizer a verdade.
Eu estou.
Se me lembrasse onde escondi o trivanium, eu dizia.
- Não o quero! Não o quero! - Levem-no daqui.
Doutor Anton Lumin.
Ele não é o psiquiatra que estava nos jornais
a desenvolver uma nova técnica para tratar a amnésia?
Aparentemente, o Silff tem uma consulta com ele amanhã.
O doutor Wysart sugeriu que o viesse ver.
Ao contrário do que as pessoas pensam,
a amnésia total, como a do Denker, é muito rara,
mas lamento ter de desapontá-lo. - Porquê?
O Wysart mandou uns raios-X dele, tem um tumor cerebral.
A minha técnica de compressão pode magoá-lo.
Doutor Lumin, é crucial que a memória do Denker
seja restaurada em 24 horas.
- Tem de estar a brincar! - Em 24 horas.
Eu disse que tem um tumor cerebral.
Denker é um criminoso. O seu nome verdadeiro é Otto Silff.
Ele já vai para a forca.
- Isso não faz sentido, não posso... - Doutor Lumin, seria desagradável
se os meus investigadores descobrissem algo
que pusesse fim à sua brilhante carreira.
Escusa de me ameaçar, coronel, não tenho nada a esconder.
Doutor, toda a gente pode ter algo a esconder.
Compreendo.
Onde será o exame?
Na sede de Segurança.
Preciso do meu equipamento ligeiro.
Quero uma lista de questões e as áreas que quer investigar.
Preciso de toda a informação que há sobre o homem.
Se vamos ter sucesso, nada pode ser retido.
E nada vai ser.
Queria que acreditasse que isto era do Otto Silff,
mas cometeu um erro.
O departamento ainda dava outro isqueiro
quando o Silff recebeu o seu. Não de butano.
Está a mentir-me, senhora Cruzon, e eu quero saber porquê.
Antes de fazer algo parvo, major,
deixe-me dizer que escrevi uma carta e dei-a a uma amiga
que a vai dar ao coronel Vorda caso algo me aconteça.
E isto não foi um erro.
Fiz aquilo que tinha de fazer, atirar-lhe areia para os olhos.
Perdoe a expressão.
Tem estado à minha espera.
Já conhecia o Oto antes do "acidente" dele.
Qualquer homem com esquemas
para fazer meio milhão de dólares interessa-me.
Como é que ele faria tanto dinheiro?
Roubando algo que valesse um milhão de dólares,
o que quer que fosse.
Ele e o parceiro iam dividir o dinheiro a meias.
Infelizmente, o Otto não me disse quem era o parceiro dele,
depois do acidente eu pensei que fosse o fim,
até que li que não encontraram o corpo do Otto.
Procurei em todo o lado por ele, fui a todos os hospitais.
E finalmente encontrei-o.
Naturalmente, a amnésia dele foi um choque.
Porque é que não lhe contou quem ele é?
Sem memória não me servia de nada,
por isso tentei encontrar o ex-parceiro dele sozinha.
Demorei a eliminar todas as possibilidades,
mas aqui estamos, major.
Espera que eu...
... lhe dê a metade da transação do Silff?
Ou faz isso, ou eu conto o que sei ao Vorda,
esta noite.
Não fique tão triste, major.
Sei que se der uma chance
este pode ser o início de uma longa e recompensadora amizade para ambos.
Que noite de verão quentinha, consigo ouvir os grilos
e os barulhos da cozinha em baixo.
As minhas irmãs estão a lavar-se.
Estou na cama.
Estou quente e estou seguro.
Estou feliz.
Amanhã é o meu aniversário.
Amanhã faço dez anos.
Continua, Otto.
A mamã está ali.
Vamos rir e falar sobre amanhã,
sobre as coisas que faremos no meu aniversário.
A mamã apaga as luzes,
estou quente, estou seguro, feliz.
A mamã está a cantar, oiçam.
O que se passa, Otto?
Ali! No canto, nas sombras!
Ele está à espera. Está sempre ali, está à espera.
Quem é, Otto?
É por isso que está a seguir-me!
Ele quer matar-me! Está a tentar matar-me, mamã!
Quem é, Otto, quem?
Mamã, mamã, faz com que ele me deixe em paz.
Mamã, não o deixes matar-me. Mamã, por favor!
Estás de volta à caminha, agora.
Faz com que ele se vá embora, mamã.
- Está tudo bem. - Mamã, fá-lo ir embora.
O que está a fazer? Porque parou?
O que quer, coronel, o trivanium ou um cadáver?
Isto está a demorar muito tempo. Tem de rever a vida inteira dele?
Sim, temos de o fazer.
Este "homem nas sombras",
esta figura dos pesadelos, é recorrente na sua vida.
Ele é um símbolo de cada pesadelo ou experiência que o Silff teve,
mas, a esta altura, ele é meio verdade, meio fantasia.
Temos de fazê-lo lembrar qual das metades é verdadeira.
Se fizermos isso, a memória volta.
Doutor, posso perguntar...
Coronel Vorda,
disseram-me que estaria aqui e eu...
Entre, major.
Doutor, major Paul Johan. Johan, doutor Anton Lumin.
Lumin?
- Doutor Lumin é o... - Eu sei quem é.
É o psiquiatra que se especializou em amnésia.
Major.
Sim?
Um momento. É para si, major.
Estou?
Erica Curzon, major. Preciso de vê-lo.
Peço desculpa, mas...
Venha já para aqui, ou eu vou ligar para falar com o coronel Vorda!
Passa-se algo, major?
Sim, uma emergência em casa.
Uísque, por favor.
Está um homem no bar, seguiu-me até aqui.
Foi por isso que lhe liguei.
O outro tem andado a seguir-me o dia todo.
Sabe quem são?
Não, mas o coronel Vorda tem muitos homens que eu não conheço.
Otto,
o homem nas sombras,
quem é ele?
Eu não sei, não consigo ver a cara dele.
Tente, tente.
Tenho medo, tenho medo.
Muito bem, descanse uns minutos.
- Doutor. - Sim?
Quero ver a Erica.
Isso não é possível.
A Erica está bem, Otto.
Eu quero ver.
A mulher é uma realidade emocional para ele, coronel.
Se não confiar em nós, não chegamos a lado nenhum.
Já atrasámos o suficiente.
Depois de dois anos, ninguém pode discutir isso, coronel.
Eu concordo com o doutor Lumin.
Se o Vorda tem alguém a seguir-nos,
então este doutor Lumin já conseguiu tirar algo ao Otto.
Eu não vou esperar para descobrir e se for esperto, foge também.
Não é assim tão simples para mim.
Não consigo mais vender o trivanium.
Não posso andar três metros sem ser preso.
Lamento que não tenha resultado. Gostaria de poder ajudar.
O Otto sabe onde está escondido o trivanium?
Sim, já soube.
Já se esqueceu, bem como tudo o resto.
Que pena,
é isso que eles querem saber.
Se se tivesse lembrado a tempo eles nunca saberiam de si.
Estou? A própria.
Coronel Vorda.
Compreendo.
Sim, sim.
Ele diz que o Otto me quer ver para ter a certeza de que estou bem.
Está a mentir. Vou-me embora.
Não, espere! Deu-me um ideia.
Se o Silff lhes disse o esconderijo do trivanium
isso seria o fim. - Mas ele esqueceu-se.
Ele vai lembrar-se onde está, só uma coisa.
- Como? - Você vai-lhe dizer.
Espere lá!
Se funcionar eu dou-lhe uma autorização de saída
e dinheiro para sair do país.
Mas o Otto não vai perceber.
Vai sim. Ele ama-a. Vai fazer o que lhe disser.
Diga-lhe que se lhes der a informação que querem, salva-lhe a vida.
Não me vão deixar ver o Otto sozinha.
Vai abraçá-lo e dizer-lhe ao ouvido.
Não quero saber o que faz, desde que faça algo.
Vai tentar.
Qual será o meu futuro?
O Vorda vai matar-me, vai deixar isso assim?
Se o Vorda sabe de mim,
eu garanto-lhe que vai saber de si.
Você é que quis entrar nisto, senhora Cruzon.
Ninguém a forçou.
Está bem, vou tentar.
O que digo ao Otto?
Diga-lhe que o trivanium está escondido
no Complexo de Guerra Química do Quarto Exército,
armazém D,
contentor número 144.
Sim, entre.
- Stefan. - Erica.
Têm um minuto.
Estás bem, Erica?
Estou bem Stefan. Estou pronta para a minha viagem.
Dizem que está a chover em Dobrany.
Tens a tua reserva de comboio?
Eu ia apanhar o 144,
mas o tio Warner não tem carro, por isso vou conduzir até lá.
Assim podemos ir até ao lago juntos.
Sim, Dobrany deve ser muito bonito nesta...
Muito bem, o tempo já acabou.
- Fica bem, Erica. - Adeus, Stefan.
Vês, Otto, a Erica estava bem.
Agora vamos voltar ao trabalho.
Agora,
tente lembrar-se da última vez que viu o homem nas sombras.
Há um navio,
agora um comboio,
um carro refrigerado.
O coronel Vorda diz que eles não vão parar na fronteira.
- Mas o comboio está a parar! - Na fronteira?
Não, já passámos a fronteira. Já passámos a fronteira!
Mas o comboio parou e estão a descarregar a esfera.
Estão a pô-la num camião.
Sou a esposa do General Dokam.
Quem são eles, Otto?
Não sei, nunca os vi antes.
Algo está errado, isto não foi o que planeámos.
Quem? Você e mais quem?
Ele, ele está a tentar enganar-me!
Tenho de o seguir.
Não leu isto? Você quer o armazém C.
Este é o D. Nada entra ou sai deste edifício.
Ajudem-me! Não me consigo mexer!
É a senhora Dokam, esposa do General. Está presa.
Soltem-na, vou chamar a ambulância.
Está muito presa, tenho ferramentas no camião.
Certo.
Cabo? Por favor, não me deixe.
Ali está! Está ali o camião.
- Onde, Otto? - No armazém D! Está a sair.
Está a sair do armazém!
- O homem nas sombras? - Sim, sim.
- Consegue ver quem é? - Não posso deixar que me veja.
- Quem é? - Calado!
Consegue ver quem é agora, Otto?
Paul! Paul Johan!
Tenho de sair daqui, ele consegue ver-me!
Onde está? Diga-me onde está?
Complexo de Guerra Química...
Quarto exército, contentor 144.
Guerra Química.
Ele viu-me!
Está a seguir o meu carro! Não, não, cuidado!
Devagar nas curvas.
- Otto, está tudo bem. - Devagar, 60, 70, 75.
Ele está a aproximar-se.
Cuidado, atenção ao penhasco!
Não, não, não. Ele vai atirar-me do penhasco!
Vou morrer!
- Sim? - Major?
O Silff lembrou-se onde escondeu o trivanium.
Vá ter ao Complexo de Guerra Química do Quarto Exército,
armazém D.
Está em mau estado.
Livre-se dele.
A ambulância demora, tenho carro, levo-a ao hospital.
Obrigada.
Estou à espera do major Johan.
Parabéns, coronel.
Vou tratar de enviar o trivanium para o meu país imediatamente.
Assim que for testado irá receber a sua...
Podemos chamar-lhe recompensa.
O coronel Vorda está à sua espera lá dentro, major.
Estranho, não é, major?
Como uns quilolitros de um líquido tão simples e inofensivo,
podem significar tanto para tantas pessoas.
Para o Silff, o Poltzin, para mim e para si.
Guarda. Tem um fósforo?
Tradução e Legendagem MARINA PINTO RTP - Produção
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