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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Bom dia, Sr. Phelps.
Há 12 anos, este homem, Antoine Malek,
foi plantado na República Federal do Povo
para se infiltrar no programa de pesquisa atómica.
Agora, vítima de uma doença sem cura,
Malek está a agir à parte das ordens do seu país.
Às quatro horas, depois de amanhã,
Malek transformará um reator nuclear numa bomba atómica,
que dizimará a capital e começará uma guerra atómica.
Alguma tentativa de expor Malek,
apenas resultará numa explosão antecipada.
Jim, a sua missão, caso decida aceitá-la, é parar Malek.
Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.
for capturado ou morto,
o secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
FORÇA DAS MISSÕES IMPOSSÍVEIS
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Isto é um esboço do verdadeiro vitral
e este é o artista, Ivador Bolkonsky
Isto é como se parece o mecanismo de detonação de Malek.
Uma vez ativado e colocado na pilha nuclear,
Malek preparará o seu engenho antimanipulação.
Que é isso?
Se tentarem tirar o detonador, ou alterá-lo,
ativar-se-á, automaticamente, uma ação descontrolada, no reator,
e uma explosão nuclear.
Só quando tiras os pinos numa ordem concreta
é que podes remover o detonador.
Sim. E só o Malek sabe a ordem.
E a droga, Barney?
Jim, a nossa injeção terá dois efeitos no Malek.
A primeira será a sensação de morte,
a segunda será um desmaio.
Depois, o efeito desaparece.
Consegues cronometrar o avião?
Sim, ouviremos a explosão sónica
dentro de 20 segundos, em qualquer lado das 10 horas.
Que bom. Agora, o Malek está numa missão suicida.
No entanto, acho que ele terá um instinto de autopreservação.
Se não tiver, a explosão destruirá toda a capital.
Vai para a esquerda.
Eles vão a caminho.
O que vem a ser isto?
Isto é a escolta especial 43.
Temos autorização.
Registámos atividade terrorista, nesta zona.
Os seus papéis, capitão.
Podem ir embora.
Que bom, Paris. Perfeito.
- Coronel Malek. - Bom dia, general Brenner.
O que está aqui a fazer? Onde estão os técnicos?
Dispensei-os. Quero estar aqui sozinho.
Não entendo.
Não é fácil de explicar.
Este espaço foi a minha vida, nos últimos dois anos.
Queria estar sozinho, para me poder despedir.
Espero que entenda.
Entendo.
Não há esperança?
Pensava que o cientista austríaco estava perto da cura.
A medicina avança devagar, cautelosamente.
Infelizmente, a minha condição não.
Mais uma vez, obrigado por não falar da minha condição.
Foi egoísta da minha parte. Não quis retirá-lo do projeto.
Seria privado da sua valiosa contribuição.
- General Brenner, general Brenner. - Sou eu.
A escolta especial 43 está na entrada principal, general.
Estão atrasados.
Se o primeiro-ministro não desejasse
que trabalhássemos num ambiente culturalmente satisfatório,
não me interessava se eles não viessem.
Obras de arte são para museus, não para bases de reatores nucleares.
Dizem que ninguém viu a sua cara.
O primeiro-ministro é muito protetor da sua nova aquisição.
O mistério será revelado, em breve.
Digam-me, senhores, o que pensam?
Eu vejo uma mulher com três cabeças.
- Uma mulher com três cabeças? - Foi o que eu disse.
Não tenho tempo para discutir arte abstrata.
Não é arte abstrata. É cubista.
O que seja. Não tenho tempo,
nem predisposição para ter esta discussão ridícula.
Não julgaria demasiado o general Brenner, senhor Bolkonsky.
- Ele não tem inclinação artística. - Conheço bem o estilo do general.
Ele é um homem incapaz de reconhecer talento.
Tenho trabalho, coronel.
Preciso de ajuda para a instalação.
- Tenente Reiker. - Sim, senhor?
Ajude o senhor Bolkonsky no que for preciso.
Homens.
Ali.
Não, aqui!
Agora!
Isto vai para aquela sala.
As televisões estão no sítio?
Serão instaladas, em breve.
Obrigado, Tenente.
Aguardarei a sua chamada.
Sim?
Vou já verificar.
- Tenente. - Sim?
- Tenho de falar consigo. - Desculpe, mas vai ter de esperar.
- Tenente? - Sim?
Se não me ouvir, será tarde demais.
Muito bem. Do que se trata?
- Não ouve? - Ouvir?
O avião. Está a caminho.
Não entende? O vidro irá partir, faça algo!
- Sim, major? - Sou o major Hauser.
Quero falar com o delegado Voss.
Por favor, sente-se.
O vidro não estava defeituoso.
Então porque partiu?
Uso um vidro italiano raro. É muito frágil.
Mas estamos na trajetória de voo do jato.
O jato deveria ser redirecionado.
Não podia ter usado um vidro mais resistente?
Isso é impossível. Este vidro tem a capacidade
de capturar as sombras suaves da obra.
Não tenho interesse nas suas sombras ou sentimentos.
O que é que digo ao primeiro-ministro?
O primeiro-ministro ficará extremamente desapontado.
Também muito chateado.
Venha, senhor Bolkonsky.
Sim, major.
Ainda não arranjei a refrigeração.
Desculpe, senhor, mas na confusão...
Sim, major, imediatamente.
Escritório do delegado.
- Karl. - Sim, delegado.
Deve estar a chegar um oficial. Um tal de major Hauser.
Já cá está, delegado.
Diga-lhe que chego numa hora.
Pode usar o tempo para ler o caso Kreger.
Faça-lhe uma cópia da transcrição.
Sim, delegado.
O delegado diz que chegará dentro de uma hora.
E para ler a transcrição do caso Kreger.
Vou fazer uma cópia.
Entendo como se sente, senhor Bolkonsky,
mas haverá alguma maneira?
Não. Teria de recomeçar do início.
Teria de recapturar todo o espírito do trabalho.
E preciso da modelo Miasmin.
Vamos consegui-la.
É impossível, o primeiro-ministro nunca a larga.
Se essa é a única forma de substituir a janela,
vamos tentar.
Está bem.
Escritório do delegado.
Daqui é o general Brenner. Desejo falar com o delegado.
É uma emergência.
O delegado está com o primeiro-ministro,
no escritório. Vou transferir a chamada.
Sim.
Daqui e o delegado Voss. Que foi, general?
Houve um acidente nas instalações.
Um acidente? O que é que aconteceu?
O vitral partiu-se.
Que foi, Voss?
O vitral partiu-se, primeiro-ministro.
Dê-me o telefone. O que se passou?
Um jato. Uma explosão sónica. Aparentemente, o som...
Está o Ivador Bolkonsky aí?
Sim, primeiro-ministro.
É uma catástrofe. A minha obra-prima foi arruinada!
Brenner, está dispensado.
Primeiro-ministro, isso não substituirá a perda.
Primeiro-ministro,
o senhor Bolkonsky acredita na reparação.
É verdade, Ivador?
Sim, mas preciso da Miasmin.
Não me posso separar dela.
Estou ainda mais dependente dela do que antes.
Só umas horas, primeiro-ministro.
Não, o médico diz que se...
Preciso dela.
Espere.
Ela diz que me pode deixar, por algumas horas
Ela pode ir.
- Sim, primeiro-ministro. - Brenner, o coronel Dietrich
da Guarda de Elite acompanhará Miasmin.
Ele fará a inspeção de segurança da infraestrutura.
Primeiro-ministro, isto significa que ainda comando as instalações?
Sim. A não ser que receba um relatório desfavorável
em relação a si, do coronel Dietrich.
General Brenner...
Coronel Dietrich. Este é o coronel Malek.
Coronel. Esta é a Miasmin.
General.
- Miasmin. - Ivador.
- Minha querida. - Que terrível.
É trágico, mas agora que aqui estás, sinto a minha inspiração a voltar.
O primeiro-ministro informou-o do propósito
da minha visita às instalações?
Sim. Que parte das instalações quer inspecionar?
Tudo e todo o lado. Quero começar agora.
Coronel...
Sim?
Sim.
Nada. Não é nada.
É a nossa secção médica.
Gostaria de a ver.
Coronel Dietrich, este é o Dr. Wimmel.
Continue o trabalho.
Esta droga é usada para ajudar os pacientes
que sofrem de uma doença sem cura.
Há aqui alguém que precise dessa medicação?
Não, coronel. Estou a usá-la para propósitos de pesquisa.
Entendo.
Não vem, coronel?
O coronel Malek tem uma consulta comigo, coronel.
Nada de errado, espero.
Não. Uns exames de rotina antes das suas férias.
Sente algum desconforto?
Um bocado. Mas a injeção ajuda.
Enviei o seu historial médico para o médico que visitará na Suíça.
Recomendei a continuidade das injeções.
Obrigado, doutor.
Quando irá embora?
O meu avião parte às 15h15.
Coronel Malek, o carro está pronto.
Estou a caminho.
Posso ajudar?
- Há algo errado? - Sim.
Talvez o general Brenner possa ajudar.
Tenho de apanhar um avião, em breve.
Temo que o general não me possa ajudar.
Por que razão me queria falar?
Sim, sim, sim.
Isto é difícil para mim, coronel.
Agora, de que se trata?
Não é um homem saudável, pois não?
- O quê? - Aliás, está bastante doente.
Por isso é que vai embora.
Estou ótimo e vou de férias.
Não é verdade. Tenho pressentimentos com isto.
- Quando o vi pela primeira vez... - Acredito, mas vou apanhar o avião.
Agora, se me dá licença.
- Eu posso ajudá-lo. - Eu não preciso de ajuda.
Precisa sim.
Por favor, não direi a ninguém.
Não há nada para dizer. Está enganada.
Não estou.
Posso curá-lo.
- Como? É médica? - Não.
- Então como? - Tenho métodos que são pouco ortodoxos.
Eu curo... Desde criança que tenho este dom.
Sim. Tenho a certeza de que tem bons resultados.
Agora tenho um voo para apanhar.
O primeiro-ministro não acreditou.
Vou ser honesto consigo.
Não acredito na filosofia de cura pela fé.
Peço desculpa. Adeus.
- O que é? - Nada. Já passa.
Acho que se deveria deitar.
Apenas chame alguém para me levar ao carro.
Tenho de me ir embora. Tenho de sair daqui.
Chame o doutor Wimmel, imediatamente.
- Deixe-me ajudá-lo. - Chame-o!
Doutor Wimmel, por favor.
O que é, doutor?
Está a acontecer mais cedo do que o que esperávamos.
O que está a fazer aqui, Miasmin?
Vim ajudá-lo.
Doutor, faça algo. Preciso de apanhar aquele voo.
Desculpe, coronel, isso é impossível. Por favor, não se esforce.
Que se passa, doutor?
O coronel está...
Bem...
General?
Está a morrer de uma doença sem cura.
- E há quanto tempo sabe disso? - Há um ano.
E não o reportou.
- Eu pedi-lhe. - Entendo.
Coronel, posso explicar.
De certeza que o primeiro-ministro está ansioso
para ouvir as suas explicações, general.
Miasmin, volte a juntar-se ao senhor Bolkonsky.
Não. Vou permanecer. Ele precisa da minha ajuda.
Mas ouviu-o. Não existe cura.
Também ouviu o médico do primeiro-ministro.
Cavalheiros, devem jurar segredo ao que Miasmin,
na sua pressa, divulgou.
Fala general Brenner.
General Brenner, venha à sala do reator nuclear.
Que aconteceu?
As paredes estão a ceder. Os alicerces enfraqueceram.
Impossível. Não acredito!
É verdade, general. Estou a olhar para elas.
Irei para aí, imediatamente.
General, espere. Vou consigo.
Miasmin, falarei com o primeiro-ministro.
Se não vier comigo, imediatamente, terei de informá-lo das suas ações.
- Pode arranjar-me estas ervas? - Algumas, sim.
Ainda bem. Traga-as quando puder, rápido.
Não entendo.
Os alicerces foram vistos a semana passada.
Então não foram bem vistos, ou então é sabotagem.
Em qualquer dos casos, é responsável.
A quem está a ligar?
Ao coronel Lambert, a pedir engenheiros.
Chame o coronel Lambert, por favor.
É o coronel Dietrich, da Guarda de Elite.
Tenho um problema estrutural.
Quero que envie os melhores homens que tiver à base do reator nuclear.
Sim, é uma emergência.
Quem?
O senhor Shambi.
Vai demorar alguns minutos.
O pulso está fraquíssimo.
O seu batimento cardíaco está mais forte.
- Não acredito. - Obrigado, doutor.
Não me agradeça. Agradeça às ervas e à Miasmin.
- Ela é a razão de estar vivo. - Obrigado.
Que horas são?
Quase três horas.
Senhor Bolkonsky.
- Aconselho- o a abandonar o edifício. - O quê?
Há a possibilidade de os alicerces estarem fracos.
Não posso sair. O meu vitral, o meu trabalho.
Imediatamente, senhor Bolkonsky!
Miasmin, falei com o primeiro-ministro.
Informei-o de certos defeitos na estrutura do edifício.
É perigoso ficar aqui. Deve retirar-se.
Não o posso abandonar. Ele vai morrer.
Só eu é que sei de que ervas ele necessita e como prepará-las.
Não!
Tem de a deixar ajudar-me.
Ele desmaiou.
Miasmin.
Não posso sair sem ele.
Pede o carro ao motorista.
O senhor Shambi precisará de plantas
e especificações das instalações, general.
Sugiro que vá buscá-las, rapidamente.
Então, senhor Shambi?
Não consigo ter a certeza, coronel, mas a julgar pelo tamanho das fendas,
um alicerce principal enfraqueceu.
Em qualquer caso, o edifício está em perigo
e tem de ser evacuado.
Retirarei os técnicos civis, o pessoal militar.
Os guardas ficarão.
- Prepare-se. Ele está quase a acordar. - Está bem.
O edifício foi evacuado.
O senhor Shambi está na sala do reator nuclear.
Ele não quer ser incomodado enquanto completa a examinação.
Vai.
Jim?
Aqui, Barney. O Malek está a acordar.
O que aconteceu?
Foi pedido ao pessoal militar para abandonar o edifício.
O que aconteceu?
Foi pedido ao pessoal militar para abandonar o edifício.
Chamaram-no no corredor C, doutor.
- O plasma chegou? - Não, doutor.
Doutor, ela está viva?
Sim, ficou só inconsciente.
- Ela vai ficar bem. - Que aconteceu?
Não tem tempo coronel. Tem de sair do edifício.
Coronel...
Que aconteceu?
Pouco depois de desmaiar, o edifício começou a colapsar.
- Como se sente agora? - Fraco.
Depois de preparar as ervas, ficará melhor.
Isso não vai ser necessário.
O que quer dizer?
- O meu tempo esgotou-se. - Não, não se esgotou.
Sim, não posso adiar mais a morte.
Mas não tem de morrer. Não, agora.
Tenho sim, não há outra forma.
- Não o entendo. - Entenderá.
Coronel, por favor. Tem de ter vontade de viver.
Eu pedi as ervas, devem estar a chegar.
- O que se passa? - Nada.
- Onde vai? - Há algo que preciso de fazer.
Onde estão o coronel Dietrich e o general Brenner?
Foram levados para o hospital.
Ele vai para a sala do reator, Barney.
Em cheio.
Uma hora, Barney.
Nove horas.
Três horas.
Sete horas.
- Jim? - Barney.
Há algo diferente na cara do relógio do Malek?
Sim, Jim. Tem um risco.
- Ele vai tirar o pino às 11 horas. - Certo, Jim.
Espera, Barney.
Acho que ele sabe.
Acho que ele tirou a errada de propósito.
Não tenho a certeza, acho que é o pino das cinco horas.
Se o dizes, Jim.
Não tenho a certeza, Barney. Posso estar errado.
Eu entendo, Jim.
Se estiver errado...
Jim, não temos tempo. Se é nisso que acreditas,
é isso que é.
Estavas certo, Jim.
O edifício está seguro, senhor Shambi?
Está, general, A viga defeituosa está na cave.
Vou enviar engenheiros para reparar.
Vou fazer um relatório ao primeiro-ministro.
Eu acompanho-o, senhor Shambi.
Tradução e Legendagem Pedro M. Serralheiro RTP - Produção
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