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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Bom dia, Jim.
Até há pouco tempo, o padre Paolo Dominguin
liderou uma revolução democrática contra a cruel ditadura
que governa o seu país.
Agora, os nossos inimigos do Extremo Oriente
estão a tomar conta do movimento do padre Dominguin.
Os agentes dele são Carlos Martillo, o insurgente local,
e o lendário revolucionário internacional Juan Acero.
Mantêm o padre Dominguin prisioneiro na aldeia montanhosa de Lagonas,
e Acero planeia matá-lo
assim que encontrar uma forma de o fazer
sem despertar o ódio da população local.
A sua missão, Jim, caso decida aceitá-la,
é resgatar Dominguin e restaurar o seu controlo da revolução.
Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.
for capturado ou morto,
o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
Será suficiente para detonar todo o arsenal?
Se multiplicares o que acabaste de ver por mil.
A caixa está marcada.
Quanto tempo tem o padre Dominguin?
Muito pouco, Willy.
Tanto o Acero como o Martillo o querem morto.
A única coisa que estão a discutir é como e quando.
Porque estava o Acero tão disposto a ver os Amigos da Religião?
Porque acha que são uma fachada para a Inteligência dos EUA.
Espera que lhe deem um bode expiatório.
Jim, sobre essa rivalidade entre o Martillo e o Acero...
- É grande? - É grande, Barney.
O Martillo cresceu lá, o Acero é forasteiro.
Que acontece ao Martillo quando sairmos?
O país do major Shen trouxe o Acero,
porque o seu movimento revolucionário, o SMV,
perdeu a fé no Martillo.
Para eles, não passa de um incendiário local.
Com o Acero fora, cortarão cada cêntimo.
Claro, não será assim que o nosso major Shen agirá.
- Onde está o verdadeiro major Shen? - Está seguro, sob custódia.
Juntamente com o pombo-correio do Acero.
Jim, há alguma outra saída a não ser por este desfiladeiro?
Não, apenas por corta-mato, é um terreno acidentado.
Se os homens do Acero forem atrás de nós, não teremos hipótese.
Então, depende tudo do helicóptero.
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Comandante Acero...
Imploremos que liberte o padre. Ele é bom homem.
Já não é, Esbarto. Foi corrompido pelos EUA.
Agora, é um fantoche, trabalha com eles para apoiar o ditador.
Mas, comandante, os EUA não apoiam o ditador.
Quem acha que eles apoiam?
Trabalhadores, camponeses como vocês? Nunca!
Querem os porcos dos militares no poder,
porque só eles podem manter-vos de joelhos.
O padre Dominguin disse-nos o contrário.
O padre Dominguin... mentiu.
Mas ele é um de nós.
Ensinou os nossos filhos, cuidou dos doentes.
Acreditamos nele, não em si.
Esbarto, está cego pela cruz dele.
Bom dia.
Sou o Allan Slater, Sociedade Amigos da Religião.
O comandante está à minha espera.
Está calor, não está?
Somos pessoas humildes, mas estou a avisá-lo.
Não magoe o padre.
Não vamos magoá-lo, Esbarto.
Mas temos de lhe arrancar a verdade.
Todos vocês...
... têm de entender que somos vossos amigos.
Ele é o vosso inimigo.
- Pode passar. - Obrigado.
Daqui, posto de controlo.
Um representante dos Amigos da Religião está a entrar.
Padre, se quer viver, assine esta confissão.
Deixe as pessoas saberem como as traiu com o ditador!
Martillo...
Já te disse.
Não comprarei a minha vida com mentiras.
Amarra-lhe as mãos.
Padre, vai agora cometer suicídio.
Martillo.
Discutimos isto muitas vezes. Achei que tivesses entendido.
- Não vamos martirizar o padre. - O padre vai suicidar-se.
Seremos inocentes.
Estou a ver...
O padre...
O padre católico, para quem o suicídio é uma garantia do Inferno,
matar-se-á na nossa cela,
sob a nossa guarda, e seremos inocentes.
Que inteligência, que subtileza.
Martillo, és um orgulho para a revolução.
Também és um tolo.
- Desamarre-o. - Não!
O padre não assinará a confissão, portanto, tem de morrer!
Martillo, diz-me lá... Gostas de escorpiões?
Matas o padre, e haverá escorpiões por todo o lado.
Desamarre-o!
Dominguin, que sabe sobre os Amigos da Religião?
Muito pouco.
É uma organização internacional de caridade, creio.
E uma fachada para a Inteligência dos EUA.
Não. Não, que eu saiba.
Isto é entre nós. O seu rebanho nunca saberá.
São ou não são da Inteligência dos EUA?
Quando vai entender, Acero?
Não tenho nenhuma ligação à Inteligência dos EUA.
Se eles me apoiam, é sem o meu conhecimento.
Ao contrário de si, eu controlo a minha revolução.
Controlo-a daqui. E não recebo ordens de ninguém!
Entregar-nos o padre Dominguin
seria um gesto humanitário que todo o mundo aplaudiria.
Faz sentido, Sr. Slater
Nos EUA, chamam-lhes relações públicas, não é?
E boas relações públicas podem ser uma arma potente no nosso arsenal.
Ainda assim, estamos em guerra aqui.
E se pudéssemos obter algum ganho material,
como leite para os bebés da população local...
- Acho que podemos enviar leite. - Muito gentil.
- E ligaduras e medicamentos? - Sim, sim, pode arranjar-se.
Excelente.
Pois bem...
- Há outra coisa, Sr. Slater... - Sim?
- Armas. - O quê?
Nada de mais.
Um camião de espingardas novas, munições, granadas...
- Comandante. - Juntamente com o leite.
Comandante, somos uma organização religiosa.
Simplesmente, não pode acontecer.
Que pena.
Mas talvez seja melhor.
Afeiçoámo-nos ao padre. Detestaríamos perdê-lo.
Sr. Slater, foi interessante.
Bem, vou... Vou ver o que se arranja.
- Sociedade Amigos da Religião. - Identificação.
Daqui, posto de controlo.
Chegou o camião das armas.
Vou inspecionar.
Deixe-nos ver o camião.
Comandante...
O camião dos Amigos da Religião está no posto de controlo.
Os Amigos da Religião.
Já reparaste, Ortiz, como a Inteligência dos EUA
gravita em torno de disfarce religiosos?
Surge da crença de que Deus é um deles.
Portanto, não têm escrúpulos em usá-Lo.
De certeza que são da Inteligência dos EUA?
Quem mais forneceria um camião de armas em tão pouco tempo?
E, agora que tens as armas, vais atirar sobre eles.
Não, Martillo, não.
Vão dar-nos uma maneira de matar o padre
e o seu movimento de uma só vez.
Daqui, posto de controlo.
Inspeção do camião das armas concluída.
Camião a passar pelo posto de controlo.
Dominguin, tem uma visita, dos Estados Unidos.
É uma grande honra, padre.
Allan Slater, Sociedade Amigos da Religião.
Sr. Slater, bem-vindo a Lagonas.
Pelo menos, à minha pequena parte.
Sr. Slater, cometeu um erro de moralidade,
e isso levou-o a um erro de tática.
- Refere-se às armas? - Exatamente.
Não pode comprar a vida com a morte.
Nem pode dar-se ao luxo de subestimar o comandante.
O padre é um ator muito competente.
Mas, padre, a Sociedade Amigos da Religião
deu-me a missão de lhe salvar a vida.
As armas eram a nossa única hipótese.
Mas salvou-a?
Ele vai ficar-lhe com as armas,
mas nunca nos deixará sair destas montanhas vivos.
Devo sublinhar novamente, Sr. Slater,
que o comandante é extremamente inteligente e totalmente implacável.
A única razão pela qual ainda estou vivo
é ele ainda não ter encontrado uma forma de me matar
sem provocar as pessoas.
De certeza que ainda está à procura disso.
Não confiamos mais nele do que o padre.
No entanto, entrou neste imbróglio com ele.
Não pretendemos manter a palavra mais do que ele.
Temos um plano, padre.
Um plano muito bom.
Preocupa-me, Sr. Slater, que possa estar a desperdiçar a sua vida.
Qual é o seu plano?
Em primeiro lugar, assim que estiver nas nossas mãos,
será feito um anúncio no Capitólio
que chamará a atenção do mundo inteiro para Lagonas.
Está a caminho.
Também é melhor ires andando.
De certeza de que tratas da pá do rotor sozinho?
Sim.
Antes de chegar ao posto de controlo, há uma série de penhascos altos.
- Conhece-os? - O Paredão de Penhascos.
Sim. Logo a seguir, um desfiladeiro sai do complexo.
Deixamos o carro e fazemos corta-mato.
Será perigoso, Sr. Slater.
Está preparado?
Sim, padre, estamos preparados.
- Reza comigo? - Seria uma honra, padre.
Pai Nosso, que estais no Céu...
Podes estar a perder detalhes dos planos deles.
Martillo, é uma sorte os teus compatriotas oprimidos
não precisarem de depender apenas de teu intelecto.
Achas que não sabiam que a cela estava sob escuta?
- Então, porque ouvimos sequer? - Boa, Martillo.
Nessa questão, está o fraco lampejo da inteligência.
Acero...
- Às vezes, quero... - Matar-me?
E a tua revolução vai comigo?
Contém-te, Martillo.
Vamos tornar esse lampejo pelo menos numa chama.
Ouvimos para saber o que eles não vão fazer.
Entendes esse conceito?
Por exemplo, não vão perto do Paredão de Penhascos.
Major Shen.
A autenticação do major Shen.
Alguns homens gostam de perfume,
eu gosto do cheiro de espingardas novas.
Comandante.
Duzentos mil cartuchos de munições
e uma dúzia de caixas de granadas. - Muito bem.
Ora bem...
Onde estão o Sr. Slater e o padre Dominguin?
Estão a rezar.
Leva-as para as cavernas e guarda-as no arsenal subterrâneo.
Sim, meu comandante.
E o Sr. Slater e o padre?
Motorista do camião, não seja impaciente.
Há coisas para tratar.
Terá o seu padre quando estivermos prontos para lho entregar.
Não antes.
Não entregou as armas?
Claro que as entreguei, Sr. Slater.
Mas acho que ele não pretende deixar-nos ir.
Ora, finalmente, o famoso major Shen.
O major Shen é, digamos, o coordenador de revoluções do SMV.
Coronel Ortiz, major Martillo.
Coronel Ortiz.
Major Martillo.
É de facto um grande prazer.
O SMV observa as suas atividades há algum tempo,
e com muito apreço.
Obrigado.
Comandante...
Foi enviado para cá com ordens para liquidar o padre Dominguin.
Porque continua ele vivo?
Ortiz, traz o major Esbarto.
Não, comandante.
Nunca me convencerá de que o padre Dominguin é inimigo da revolução.
Esbarto, porque é tão teimoso?
Há estado-unidenses em Lagonas, para negociar a vida do padre.
Porque acha que vieram?
Eles são religiosos. Vieram porque ele é padre.
Religiosos, Esbarto?
Com armas?
Sabiam que não aceitaria mais nada.
Esbarto, estou comovido pela sua devoção.
Resolvi soltar o padre sob custódia dos estado-unidenses.
Comandante, está a dizer a verdade?
- Conte ao seu povo. - Sim, comandante.
Obrigado, muito obrigado.
Vê?
Gostaria de que o amor irracional se transformasse em ódio irracional?
Acero...
O Dominguin é um cancro.
Um cancro que tem de ser removido imediatamente.
Concordo.
E, assim que souber como os estado-unidenses planeiam fugir,
inventarei uma forma de os matar a eles e ao padre
que nos deixe inocentes.
E supondo que não consegue identificar as intenções deles?
Não irão embora até eu conseguir.
Que passos vai dar?
Tenho patrulhas a explorar a área em busca de provas da rota de fuga.
Martillo.
- Que acha de tudo isto? - É hora de parar com os jogos.
Sugiro que matemos o padre agora.
Se os camponeses se opuserem, matamo-los também.
Martillo, concordo.
Esta situação exige ação,
não intriga.
Que absurdo!
Os Esbartos da região esmagar-nos-iam.
Está a perder a coragem, comandante?
Recuso-me a colaborar com a estupidez.
Acero.
Foi abandonado pelos nossos camaradas europeus
por causa da sua teimosa recusa em obedecer a ordens.
Parece querer repetir a experiência connosco.
Europeus, asiáticos... Não me interessa o que são!
Conheço a revolução e conheço a América Latina,
e farei as coisas à minha maneira ou não farei nada!
Lagonas é um sítio humilde, major Shen.
- Espero que nos perdoe estes... - Por favor, Martillo.
Sou tão soldado como você.
Alguma vez notou algo estranho no comandante?
Estranho?
Esta ostentação dele é um padrão?
Sim.
Ninguém é maior do que o comandante.
E ele tenta rebaixar os outros?
Como sabe?
A mim, por exemplo.
A mim, que liderei a primeira tropa na batalha deste país.
A mim, que ele trata como lixo.
Ele é o salvador e nós somos vermes.
Martillo...
Pode ser necessário pô-lo de novo no comando das operações aqui.
Por favor...
... leia isto.
Perdoe-me, a língua é muito complicada.
Peço desculpa. Esqueci-me.
O comandante estava na universidade,
enquanto você estava nos canaviais, com uma arma nas mãos.
Isto é um estudo de personalidade psiquiátrica,
elaborado a longo prazo por psiquiatras do SMV.
Significa que sabemos muito sobre o comandante.
É um homem muito doente.
- Doente? - Da cabeça.
Ele sofre de uma doença chamada megalomania.
É a crença de que é como Deus, de que está sempre certo.
Aqueles que discordam dele
são tolos... ou pior.
Passe-se alguma coisa, major Shen?
Não sei.
A partir de agora, quero saber tudo o que o Acero faz.
- Tudo. - Sim, major Shen.
Espera.
Tenho uma maneira melhor.
Sanchez.
Entre.
Major Shen, encontraram um helicóptero.
Um helicóptero da Inteligência dos EUA.
- Onde? - Num desfiladeiro até aos penhascos.
E que pretendem fazer em relação a isso?
Pretendo fazê-lo cair, que todos eles morram.
E, nos destroços, encontraremos documentos,
provando como os estado-unidenses e o Dominguin
conspiraram com o ditador.
Comandante, não aprovo este plano.
Não aprova!
Eu é que fui enviado para cá para encontrar a maneira certa
de matar o padre,
para que se vencesse a revolução.
Pois, encontrei-a.
À custa de um helicóptero,
que pode valer... - Nada!
Nada, comparado com a vida do padre.
Será na mesma culpado pela morte dele.
Não da forma que planeei.
Haverá um acidente.
Socorro!
Largue-me! Ajudem-me!
Estás bêbedo!
Larga-me!
Saia-me da frente!
Que lhe fez? Não queria que o magoasse.
Sou o major Shen. Quero ver o padre Dominguin.
Lamento, senhor. É impossível.
O comandante deu ordens rigorosas. Ninguém vê o padre.
Pedro, lamento que ele te tenha magoado.
Ele vai ficar bem.
Não graças a si.
Que faz aqui, afinal?
Não é da sua conta, mas estou em patrulha.
Patrulha? Aqui?
Para quê?
Que há sobre aquele cume, afinal?
Ouça, soldado, está bêbedo.
Pegue na sua namorada e saiam daqui.
Só depois de ver o que está a patrulhar.
Como se chamar soldado?
- Anda ver o que estão a patrulhar. - Perguntei como se chama.
Pedro Sanchez.
Pedro Sanchez,
tenho ordens do comandante para desimpedir esta área.
Agora, saiam daqui!
Anda, vamos para outro sítio.
Podem ir.
Um dia, a paz chegará a Lagonas,
tal como chegará ao mundo.
Espero voltar em breve.
Enquanto isso, que Deus vos abençoe a todos.
Adeus, padre.
Esbarto.
- Fui justo, não fui? - Sim, comandante.
Agora, vem connosco.
Verá que foi a Inteligência dos EUA que veio atrás do Dominguin.
- Comandante, não... - Verá a prova, Esbarto.
Um helicóptero da Inteligência dos EUA.
Isso significa que vai pará-lo?
Não.
Mas quero que saiba a verdade sobre o seu padre Dominguin.
- Padre Dominguin, Barney Collier. - Padre.
- Tudo pronto? - Tudo pronto.
Vá com Deus.
Se ele tivesse confiado em nós,
se tivesse saído pela estrada, como disse que faria,
nada de mal lhe teria acontecido.
Tê-lo-íamos protegido, queríamo-lo vivo.
Porque significava muito para o vosso povo.
Parece que o comandante conseguiu.
Sim, Martillo, pois parece.
Major Shen, venha connosco.
Martillo, traz os corpos.
Sim, o corpo pode ser sepultado, não tenho objeções.
Esbarto, saia.
Trouxe o corpo do padre Dominguin?
Mandei-o sair!
- Não há corpos. - O quê?
Nenhum corpo! Nenhum vestígio de corpos!
Mas isso é impossível. Viram-nos descolar.
- Não podem ter sobrevivido! - Martillo!
- De certeza que não viste os corpos? - De certeza.
Haveria algum rasto, alguma coisa!
Isto é algum truque? Martillo, que estás a fazer?
Pergunta ao Sanchez. Procurámos juntos.
Vimo-los descolar. Vimo-los despenhar-se.
Eles estão mortos. Têm de estar mortos!
Sugiro que analisemos a zona de descolagem.
Porquê? Que espera encontrar?
Não sei, comandante. Talvez a verdade.
Vimo-los entrar no helicóptero, e vimo-lo descolar.
Não.
Vimo-los entrar no helicóptero, mas depois vimos o quê?
Pó.
Como este... e este.
Que está a fazer?
Martillo, Sanchez. Tragam um ramo e limpem isto.
- Não, não pode ser. - Não pode?
No pó, através do piso do helicóptero, para ali.
Sanchez, a caixa.
- Sabe o que é isso? - Sim, claro que sei.
Os comandos.
Agora, sabemos porque não havia corpos.
Eles estavam ali! Agora, podem estar em qualquer lado.
Mas eu vi-os na cabina após descolar. Todos os viram!
Sanchez, esse objeto... Dê-mo.
Ar comprimido.
Isso explica o que vimos.
Balões insufláveis semelhantes a eles.
Eles fugiram, comandante.
E, com o Dominguin livre, toda a revolução fica sem causa.
Não, major.
Nós prevaleceremos.
Temos os homens e as armas.
Todo o nosso arsenal...
Que armas usaremos agora?
Estamos acabados.
Acabados!
Comandante, uma vez que foi um verdadeiro revolucionário,
mas o seu próprio sucesso o destruiu,
o deixou doente de orgulho e arrogância,
vou reportar ao SMV
que já não nos é útil.
O Martillo está no comando.
Não abrirei mão do meu comando.
Eu posso salvar a revolução. Eu, não o Martillo! Eu!
Eu estou agora no comando.
No comando?
No comando de quê?
Sem o comandante, não há nada.
A revolução agora é do padre.
O país pertence ao Dominguin.
Deixaste o Ortiz armar um belo acidente.
O Ortiz tinha muito tempo Simplesmente, falhou.
Tive de refazer o trabalho ou o helicóptero não descolaria.
Tradução e Legendagem NADINE GIL RTP - Produção
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