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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Bom dia, Sr. Phelps.
Uma destas notas de 100 dronas
é a verdadeira moeda do Reino de Bahkan.
A outra é uma falsificação perfeita.
Cem milhões destes dronas falsificados
foram impressos por Igor Stravos,
Ministro das Finanças da República Popular Federada.
Stravos exigiu que Bahkan resgate a sua moeda em ouro.
Se Bahkan não conseguir provar que as notas são falsificadas,
terá de cumprir a exigência.
Stravos sabe que isto esgotará a reserva de ouro de Bahkan
e precipitará a queda do governo pró-ocidente de Bahkan.
A sua missão, Jim, caso decida aceitá-la,
é destruir os dronas falsificados, recuperar as placas
e garantir que Stravos nunca mais representa uma ameaça.
Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.
for capturado ou morto,
o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
FORÇA DAS MISSÕES IMPOSSÍVEIS
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Só ouvi um zumbido baixo.
Proteger-te-á do som ultrassónico, mas apenas durante dez minutos.
Doze minutos no exterior. Depois disso, a bateria esgota-se.
E o que acontece depois?
As ondas ultrassónicas a operarem a um milhão de ciclos por segundo
podem cozer um ovo. A frequência de som, nesse corredor,
é de três milhões de ciclos. Não conseguirás ouvir,
mas, em dois minutos, pode tornar-te num vegetal.
Tentar-me-ei lembrar disso.
Infelizmente, só a voz do Stravos pode desligar a corrente no corredor.
Não podemos fazê-lo sem o conhecimento deles.
- Willy? - Isto encaixará no cofre automático.
Quando ajustarem para abrir às 8h,
isto vai recalibrar a hora para que abra a porta do cofre à meia-noite.
Ótimo.
O governo de Bahkan concordou em cooperar connosco.
Já deram acesso ao Stravos a um duplicado deste ficheiro
e deram-nos um drona verdadeiro.
Pelo menos, um lado dele.
E isto.
- Placas verdadeiras? - Sim. Com uma pequena alteração.
Barney?
Está bom, Barney.
Mas, Jim, o papel-moeda empacotado de forma tão sólida,
não arderá na totalidade.
Tens razão, Beth. Mas o Stravos fez uma falsificação perfeita dos dronas.
São indetetáveis.
Podes ter a certeza de que ele está a tomar todas as precauções
para garantir que ficam protegidos.
Nós vamos utilizar as suas precauções para destruí-lo.
Sim?
Barão Rakozny, enviado especial do Reino de Bahkan, ministro.
Deixe-o entrar.
Barão Rakozny.
Ministro Stravos.
- Por favor, sente-se. - Obrigado, mas prefiro ficar de pé.
- Conhaque? - Não, obrigado.
Aceitaria um copo de conhaque.
Gostaria de ir direto ao assunto. Não temos tempo para amenidades.
Proceda, barão.
Foi informado de que o governo do meu país decidiu resgatar, em ouro,
os cem milhões de dronas detidos pela República Popular Federada.
Sim.
Sendo assim, proponho que esta reunião ocorra amanhã à tarde,
aqui, no seu escritório, às 14h
e que a Comissão Monetária Mundial testemunhe a troca.
Isso é satisfatório.
Muito bem. Este é Yuri Zagar.
Se não se opuser,
gostaria que ele inspecionasse os dronas que o seu país detém.
Mas porquê?
Ouvimos rumores de que a nossa moeda foi falsificada em quantidade.
O seu governo pode ter recebido parte dele, inadvertidamente, claro.
Naturalmente, gostaríamos de o isolar.
O Sr. Zagar está qualificado para descobrir dronas falsificados?
Altamente qualificado, ministro.
Quando gostaria que acontecesse essa inspeção?
Se permitir, imediatamente.
Muito bem. Sigam-me.
Qual é o problema?
Estas lâmpadas precisam de ser trocadas.
Tenho uma reunião na embaixada. Se não se opuser,
o Sr. Zagar ficara aqui e continuará a inspeção?
Claro.
Providencie ao Sr. Zagar toda a assistência que precisar.
Bruno!
Elizabeth.
Ministro Stravos, a minha esposa, a baronesa Elizabeth Rakozny.
- Baronesa. - Ministro.
Estou muito ocupado, Elizabeth. O que queres?
Prometeste-me, esta manhã, que me levarias a almoçar. Lembras-te?
Possivelmente, mas receio que não será possível, neste momento.
Mas é o nosso último dia aqui e queria ver o Café Intime.
Café Intime... Não podes estar a falar a sério.
Não sabes da sua reputação?
Sim. É um dos cafés mais famosos da Europa.
Infames, queres tu dizer. É um ponto de encontro para amantes,
para homens e as suas amantes, Elizabeth.
Bruno, somos casados. Quero ir.
- Não, proíbo-te. - Não proibiste o Sr. Zagar.
O Sr. Zagar faz o que quiser, visto que não tem uma reputação a defender.
Agora, tenho de ir ter com o embaixador dentro de 20 minutos.
- Mas, Bruno... - Não, de todo!
Ministro.
Gostaria que lhe arranjasse um carro do governo para levá-la...
Estou farta de ver o seu país através de uma janela de hotel.
Peço desculpa, a culpa não é sua.
O Bruno é impossível.
Ele é deveras estranho, bastante vitoriano.
Vitoriano? Autocrático, quererá dizer. Acha que manda em tudo.
Em todos, menos no Sr. Zagar.
O Sr. Zagar é diferente. Ele é...
O quê?
Diferente em que sentido?
Está tão curiosa acerca dele quanto eu estou acerca do Café Intime?
O seu marido proibiu-a de lá ir.
Sei muito acerca do Sr. Zagar.
Estaria disposta a falar sobre ele, durante o almoço.
Receio que o seu marido ficará muito, muito chateado.
O Sr. Zagar é um criminoso.
Que tipo de criminoso?
Almoço... Digamos, às 13h?
Receio que não seja corajoso o suficiente
para arriscar a irritação do seu marido. Por favor, que tipo de criminoso?
É um falsificador.
E... Mais, às 13h?
Combinado.
Desculpe.
Acenda as luzes, por favor.
Primeiro-Ministro Roshkoff, entendo a sua preocupação.
Mas garanto-lhe que o Reino de Bahkan não consegue provar nada.
Espero que não. Seria muito embaraço se o conseguissem.
Um embaraço que teria repercussões graves.
- Faço-me entender, Stravos? - Perfeitamente, Primeiro-Ministro.
Sim?
O Sr. Zagar está aqui para vê-lo.
Deixe-o entrar.
Já completou a inspeção, Sr. Zagar?
Sim.
Pelo menos, para a minha satisfação.
A sua? E a do barão Rakozny?
Veremos.
Fascina-me que o barão Rakozny
procure o auxílio de um homem como você para aconselhá-lo.
- Um homem como eu? - Sim, um falsificador.
Consegue pensar em alguém mais qualificado
para detetar...
... dinheiro falsificado?
Como assim?
Sabe o que quero dizer.
Mas elas são boas. Excelentes, na verdade.
- Não são falsificadas. - São, sim.
Mas passarão na inspeção da Comissão Monetária Mundial.
Contudo, não causarão uma crise monetária em Bahkan.
Porque não?
Por» foi enganado em relação à quantidade de ouro
que o governo de Bahkan tem na reserva.
Tem duzentos milhões, não cem.
Não acredito em si.
Porque mentiria?
Mas, agora que está avisado, só tem de imprimir mais cem milhões de dronas.
Não é assim tão simples.
O barão tem autoridade para retirar a totalidade dos duzentos milhões em ouro
da tesouraria de Bahkan. Se for necessário.
Porque está a ser tão prestativo, Sr. Zagar?
O que quer?
As minhas necessidades são simples.
Vivo uma vida modesta.
Digamos...
Três milhões de dronas em ouro.
Claro que, de forma a pagar-me,
terá de persuadir o barão a trocar o resto da reserva de ouro de Bahkan
por outros cem milhões de dronas,
sem que o seu governo tivesse conhecimento.
- Uma troca secreta? - Exatamente.
Uma que ocorrerá algures junto à fronteira, após a troca oficial.
A ideia é absurda. Nunca resultaria.
Além disso, não sei de nenhuma forma para chantagear o barão Rakozny.
Você sabe?
Não, mas estou certo de que a a República Popular Federada
tem um dossiê completo de todos os oficiais dos mais altos cargos
do governo de Bahkan.
E, talvez, no arquivo do barão, exista algo que possa utilizar.
Pense nisso.
- Sim, ministro? - Traga-me o arquivo do barão Rakozny.
Agora, consigo perceber o porquê de o café ser uma lenda.
Pergunto-me quantas destas pessoas são casadas.
A maioria é, mas não entre si.
O Sr. Zagar, aparentemente, é um mulherengo.
Pois é.
Não percebo.
- Acho que é muito atraente. - A sério?
Quer dizer, consigo compreender o porquê de as mulheres acharem isso.
Mesmo sendo um criminoso?
Um falsificador não é um criminoso. São mais como artistas.
Há algo de romântico na forma como eles...
Por favor, tire-me daqui. Ele não me pode ver.
Por aqui.
Todos os trabalhadores têm direito a uma pausa para almoçar, barão.
Sim, percebo.
Elizabeth!
Elizabeth!
Porque é que vieste aqui, depois de te ter expressamente proibido?
Barão, posso explicar. A culpa é minha. Eu...
Isso não é verdade. Pedi ao ministro Stravos para me trazer aqui.
- Sim, consigo acreditar nisso. - Barão...
Conheço a minha esposa melhor do que ela acha.
- Bruno! - Não faças uma cena, Elizabeth.
És desprezável, Bruno!
Falaremos disso e do teu comportamento, no hotel.
Agora, anda.
Estás a fazer um espetáculo, Elizabeth.
Não te esqueças de que és uma Rakozny.
Quem me dera conseguir esquecer!
Bem, isto é uma surpresa.
Espera no carro, por favor.
Também sugiro que se vá embora, Sr. Zagar, e termine a sua inspeção.
Claro, barão, depois de me despedir dos meus amigos.
Sr. Zagar, gostaria de falar consigo no meu escritório,
acerca do que conversámos esta manhã.
Nunca li um compêndio de integridade tão aborrecido em toda a minha vida.
Este homem é tão virtuoso. É completamente desumano.
Mas se não encontrou nada no dossiê do barão,
o que o leva a acreditar que ainda o pode chantagear?
Através da sua esposa, a baronesa.
- Não estou a entender. - Entende, sim.
É um homem muito percetivo.
Já reparou na forma como a baronesa olha para si?
Tudo o que tem de fazer é convidá-la para um jantar no Café Intime,
esta noite, numa das suas salas de jantar privadas.
É só isso que tenho de fazer?
Gravarei todo o encontro.
E mostrará a gravação ao barão...
... que me matará.
- Ele é um homem muito orgulhoso. - Precisamente.
O barão tem tanto orgulho no nome Rakozny
que fará tudo para protegê-lo de um escândalo público e da vergonha.
E também haverá ouro extra para si. Talvez, mais um quarto de milhão?
Estava a pensar mais...
... em metade.
Meio milhão? Está a esticar-se.
Não, não. Metade dos cem milhões.
Uma parceria plena.
Não pode estar a falar a sério.
Falo muito a sério quando se trata de arriscar a minha vida.
Não sei o que faria sem ela.
Bem, Igor, ligo para a baronesa
ou para o barão?
Câmbio de moeda estrangeira.
Caixa 9-14.
- Tem um fósforo? - Sim, acho que sim.
- Fique com eles. - Obrigado.
Deixe-me encher-lhe mais um copo de vinho.
Acho que não deveria.
Se o Bruno descobrir que...
Por favor. Não quero ouvir mais nada sobre o barão.
- Mas... - Por favor.
À nossa.
Mas mal nos conhecemos.
Isso é um erro que pode, facilmente, ser corrigido.
Acha que isto é adequado?
Com uma mulher bonita, o que poderia ser mais adequado?
Não deveria mesmo.
A sua voz diz que não,
mas os seus olhos dizem que sim.
Em qual devo acreditar?
Yuri. Yuri.
Conhece as minhas condições, barão.
Ou liberta os outros cem milhões em ouro
ou o filme que acabou de ver, será do domínio público.
Decência...
Não tem decência?
Não. Apenas um problema. Um que você pode resolver.
Então, barão?
A Casa dos Rakozny data do século XIV,
sem nunca ter tido um resquício de um escândalo.
Agora, para protegê-la, pede-me para tornar-me um ladrão
e um traidor para o meu país.
Todos temos de fazer pequenos compromissos.
Preciso de tempo para pensar.
Não. Quero que responda agora.
Então?
Quando e onde é que propõe que seja feita esta troca secreta?
No cruzamento da fronteira, a oeste de Zinogrado, amanhã, às 17h.
O ouro estará lá.
Parabéns, Igor.
Vou pedir à tipografia da Casa da Moeda do governo
para enviar dois seus melhores homens, de manhã,
para começarem a imprimir os dronas a mais.
- Eles podem falar. - Não, não.
Lidarei com eles da mesma forma que lidei com os dois primeiros.
Isso pode levantar suspeitas. Mais dois impressores do governo desaparecidos,
pouco depois dos dois primeiros terem desaparecido.
Se o Primeiro-Ministro ficar a saber, pode começar a suspeitar.
- Não há alternativa. - Há, sim.
Dois antigos colegas meus.
Excelentes homens
e que calham estar a visitar a República Popular Federada, neste momento.
Estou a perceber.
Já tinha tudo isto planeado antes de sair de Bahkan, certo?
Não. A que horas devem os meus homens chegar, amanhã?
Às 8h de amanhã,
prontos para trabalhar assim que receber as placas do cofre.
Sim.
VIRAR DUAS VEZES PARA ESQ. 7 VIRAR UMA VEZ PARA DIR. 4
VIRAR UMA VEZ PARA ESQ. 3
VIRAR DUAS VEZES PARA ESQ. 7 VIRAR UMA VEZ PARA DIR. 4
VIRAR UMA VEZ PARA ESQ. 3
- O que é isso? - Tinta e solvente de limpeza.
Daqui fala o ministro. Desligue o som, por favor.
- Bom dia. - Bom dia, ministro.
- Os seus homens estão aqui? - Prontos e à espera.
- Quanto é que lhes contou? - Tudo.
São amigos. Completamente fiáveis.
E em relação ao guarda que está da parte de fora?
Também é fiável.
Por favor. Esta impressão têm de estar pronta às 14h,
para ser carregada para Zinogrado. Tem tudo o que precisa?
- Sim, Sua Excelência. - Então, mãos à obra.
Vai ficar, ministro?
Estas placas nunca sairão da minha vista,
exceto quando estiverem no cofre.
Perfeito.
Sentem-se, senhores. Direi ao ministro que estão aqui.
Sim?
Vou já.
O Rakozny e o Sr. Malcolm Forrester, da Comissão Monetária Mundial,
chegaram.
Guarda.
Deixe isto na sala ao lado e traga a moeda que já lá está.
Ministro, porquê perder tempo a levar isto para a sala ao lado,
a fazer essa movimentação?
Porque não utiliza esta moeda lá em cima e envia a outra para Zinogrado?
Afinal, é tudo igual.
Leve esta moeda para o meu escritório
e carregue a outra para a carrinha com destino a Zinogrado.
Dê-me as placas.
Leve isto para o escritório do ministro.
Ligue para o gabinete do cofre!
Ministro, tem uma chamada.
O quê?!
Primeiro-Ministro, que bom voltar a vê-lo.
- Sr. Malcolm. - Este é o barão Rakozny.
- Barão. - Primeiro-Ministro Roshkoff.
A outra moeda já foi enviada para o meu escritório?
Sim, ministro, há alguns minutos.
- Primeiro-Ministro Roshkoff. - Igor.
Não fui informado de que estaria presente, Primeiro-Ministro.
Não. Mudei de planos à última da hora.
Sr. Malcolm, continuamos?
Mas o homem do barão, Yuri Zagar, já inspecionou o dinheiro.
É preciso outra examinação?
Lamento, mas as regras da Comissão Monetária Mundial
exigem que seja feita, pelo menos, uma inspeção superficial.
É uma mera formalidade. De certeza que entende.
Estranho.
O quê, Sr. Malcolm?
Não sabia que o Rei Boris tinha um sinal na sua bochecha esquerda.
Está a dizer que são falsificadas?
Receio que sim. Terá de haver uma investigação.
Garanto-lhe, Sr. Malcolm, que nem o meu governo nem eu
tínhamos conhecimento disto.
Acredito que não houve nenhuma conspiração fraudulenta.
Mas haverá uma investigação. Uma mera formalidade.
- Espero que entenda. - Claro, claro.
Eu mesmo conduzirei uma investigação relativa a este assunto.
Se me derem licença, farei com que o ouro volte para a tesouraria de Bahkan.
Senhores.
Estava a pensar ir almoçar mais tarde com o embaixador, Primeiro-Ministro.
Talvez queira juntar-se a nós.
Noutra altura, Sr. Malcolm. Tenho assuntos importantes para tratar.
Compreendo.
Primeiro-Ministro...
Posso explicar.
Por favor, Stravos,
não quero ouvir mais nenhuma mentira que acabou de lhe ocorrer.
- Mas, Primeiro-Ministro... - Só tenho um simples pedido para si.
Mas posso explicar tudo.
Tem de me ouvir.
Dê-me uma oportunidade.
Adaptação e Legendagem Miguel Martins RTP - PRODUÇÃO
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