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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Bom dia, Sr. Phelps. Após cinco anos no exílio,
o General Rados Gollan, o ditador destituído da Luxania,
está pronto para lançar uma invasão que o devolverá ao poder.
Tal invasão resultaria no derrube do atual regime democrático
e levaria à guerra na região.
Gollan pretende pagar o seu exército mercenário
com os fundos dos 600 milhões de dólares
que roubou durante o seu mandato.
A sua missão, Jim, caso decida aceitá-la,
é travar Gollan.
Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.
for capturado ou morto,
o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
FORÇA DAS MISSÕES IMPOSSÍVEIS
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
As estradas devem ser desimpedidas para o tráfego militar.
Estes anúncios oficiais são transmitidos a cada meia-hora,
neste canal.
Parece um sinal fraco e distante, Barney...
Ótimo.
É uma gravação de segunda geração, Jim.
As versões finais serão igualmente más.
Através de uma substituição,
não teremos problemas em converter a televisão de Gollan
numa receção de circuito fechado.
E não haverá perigo de apanhar quaisquer canais reais?
Nenhum. Estas são cópias exatas dos rádios de Gollan.
O do quarto está equipado com um gravador.
Tudo bem, Barney.
Doutor Ziegler?
Preparei tudo para que, amanhã,
o General Gollan terá o que aparentará ser um caso de pneumonia grave.
Isso deverá deixar a Eva Gollan
e o Major Denesch, o assessor do General, felizes.
Ambos querem a riqueza do General
para satisfazerem as suas ambições pessoais.
De momento, a Eva está em vantagem,
mas as suas ações serão altamente imprevisíveis.
Mantê-la-ei ocupada. E em relação ao Denesch?
Ficarás de olho nela, Willy.
Assim que lhe passares os números bancários falsos,
ela deixará o castelo e ele acompanhá-la-á.
Como saberemos que temos o número certo, Jim?
O General não confia na sua memória, Tracy,
pelo que inseriu o número da conta num computador.
Somente ele é que sabe operá-lo.
Quanto tempo temos, Jim?
Espera-se que o advogado do General chegue ao banco, em Zurique,
às três e meia. Isso significa que teremos de enviar o número certo até as três,
para dar-lhes tempo para esvaziarem o cofre dele.
Conseguiremos pôr o Gollan a falar até às três?
Sim, se o conseguirmos convencer de que me matarás e o salvarás.
Podes informar o Coronel Sabbatier
de que, apesar de não poder ir ao banco em pessoa,
receberá o pagamento de 20 milhões de dólares, hoje.
Já comuniquei o número da minha conta, em Zurique, a um advogado.
O dinheiro será transferido às três e meia.
O Coronel Sabbatier recebê-lo-á, conforme o combinado.
Elaborei este documento para proteger os nossos objetivos comuns.
Mas...
Isto confere-te controlo total sobre os meus bens
e eu já tomei providências para depois da minha morte.
Sim, eu sei.
A Madame Gollan deverá reunir-se com um advogado desconhecido
e receberá os bens. Fui completamente excluído.
No entanto, a Madame Gollan nunca demonstrou particular interesse
na sua política ou nos seus objetivos, General.
Receio que, face ao acordo atual,
a sua esposa não usará a sua riqueza para reassumir Luxania.
Estás enganado. Falei com a Eva e ela prometeu
e deu-me garantias de que dará continuidade aos meus planos
e que tu continuarás a ser o segundo em comando.
As mulheres são conhecidas por mudar de ideias, General.
Estás a acusar a Eva de quê?
De nada.
Mas, se assinar este documento,
estará a proteger os seus interesses em toda a sua plenitude.
Faço a mesma garantia que a Eva fez.
Todos os seus desejos permanecerão iguais, como exigiu que fosse.
Quando morrer, dificilmente conseguirei exigir o que quer que seja.
- Dr. Ziegler. - Madame Gollan.
- Como está o General, hoje? - Muito pior, doutor.
- Ele tomou os comprimidos? - Eles não aliviam as dores.
- E a tosse está, definitivamente, pior. - Fico surpreendido...
- Doutor Ziegler. - Bom dia. Esperem aqui, por favor.
Ele ainda não te contou, pois não?
O quê?
O tempo de vida do meu marido está a esgotar-se, tal como o teu, Alex.
Tal como o de Luxania.
Tem sido difícil viver no exílio?
Não é difícil para quem vive uma vida sem propósito.
O que farás depois de ele morrer?
Encontrarás outro General Gollan, outra Luxania?
Ele ainda não morreu.
Enfermeira.
- Quão grave é? - É difícil dizer.
Gostaria de honestidade, doutor.
Tem uma hipótese.
- Agora, tenho de sair. - Sair? Não! Não deve ir embora!
Tenho de ir à capital. Assuntos do governo. É urgente.
Voltarei o mais rapidamente possível.
O Dr. Wessel está no hospital, no caso de uma emergência.
Enfermeira!
Sim, doutor?
Assegure-se de que ninguém o incomoda, por favor.
Sim, doutor.
Interrompemos este programa para transmitir um comunicado especial.
Um porta-voz oficial do governo acabou de confirmar os rumores
de que os exércitos da República Popular Europeia
se concentraram junto à nossa fronteira.
Um pedido oficial da parte do governo para que a RPE retire as suas forças,
foi rejeitado.
O nosso governo fez, agora, um apelo urgente às Nações Unidas
para um debate de emergência face à crise.
Durante vários dias, os rumores de um distanciamento com a RPE
fora negado.
Diga à Madame Gollan para vir, imediatamente, ao quarto do General.
O que se passa?
- Chame o Dr. Ziegler de volta. - Ele já se foi embora.
Vou ligar ao doutor Wessel, no hospital.
Ele recuperará a consciência, doutor?
Não sei. Está muito fraco.
Tem de o fazer voltar a si. É imperativo que fale com ele.
Se ele recuperar a consciência, mandá-lo-ei chamar.
Se recuperar? Caro doutor...
Por favor! Porque não paramos esta conversa e levamo-lo ao hospital?
Não há tempo. Precisamos de fazer uma traqueotomia, de imediato.
Para facilitar a sua respiração.
Livre.
Livre.
Ele ficará consciente dentro de alguns minutos.
Como está ele?
Começaremos a operação, de imediato.
Ele ganhou consciência, por breves momentos.
Ele não conseguiu falar, mas conseguiu escrever esta mensagem.
ADVOGADO IMPORTANTE. LIGAR 237980. DIZ-LHE VALHALLAH
Obrigada.
Ligue-me para este número.
Estou sim?
Valhallah?
Daqui fala a unidade de fronteira número 43,
ligar para o quartel-general da divisão. Responda.
Doutor?
Disse-lhe para verificar a condição do Coronel.
É uma ordem, doutor!
Sargento, disse-lhe para ficar ao telefone
e contactar uma das nossas unidades.
Daqui fala a unidade número 43, a ligar para qualquer pessoa.
Responda.
Tenho o vídeo. Não há som.
Vê se consegues encontrar a frequência no rádio.
Esta é a unidade de fronteira número 43,
a ligar para o quartel-general da divisão. Responda.
- Alguma coisa? - Nada, senhor.
- Alguma coisa, Sargento? - Não, nada.
Continuem a tentar.
Quartel-general da divisão. Responda, por favor.
Quartel-general da divisão. Responda.
Daqui fala a unidade de fronteira número 43.
Está muito fraco, General. Deve deitar-se.
O que se está aqui a passar?
Explicar-lhe-ei, quando se sentir melhor.
Porque estamos aqui em baixo, no bunker?
Tem de descansar. Não está em condições...
Quero saber. Quem são estes homens? O que está a acontecer?
Silêncio!
Comunicado oficial do Ministério de Informação n.° 106.
Devido à elevada quantidade de radiação na capital,
todos os reservatórios estão contaminados.
Depois de uma batalha feroz na Linha Zansted,
o exército do Norte foi forçado a uma retirada estratégica.
A seguinte ordem foi decretada pelo Ministério da Segurança Interna.
"A Lei Marcial está em vigor em todo o país.
Ninguém deve tentar abandonar da sua área de residência.
As estradas devem ficar impedidas para o tráfego militar."
Estes comunicados oficiais do governo são transmitidos a cada meia-hora,
neste canal e em ondas médias.
Acabei de receber um boletim.
"As Democracias Livre do Hemisfério Ocidental
declaram estado de guerra entre eles e a República Popular Europeia
e os seus países aliados." Nestes tempos difíceis...
O que é que isso significa?
A III Guerra Mundial está prestes a começar.
Daqui fala a unidade de fronteira número 43,
a chamar o quartel-general de divisão. Respondam.
Nada.
Vê como ele está.
Ele está a arder com febre, Capitão.
Doutor.
Tem de voltar para a outra divisão e deitar-se.
- Mas quero... - Por favor, não tente falar.
- Doutor? - Sim.
Dê-me um momento.
Daqui fala a unidade de fronteira número 43,
a chamar o quartel-general de divisão. Respondam, por favor.
Capitão, este homem está a morrer.
Não há muito que possa fazer por ele.
- Mantenha-o vivo, - Como?
Apenas mantenha-o vivo.
A penicilina é a única que o ajudará e já utilizei toda a que tinha comigo.
Daqui fala a unidade de fronteira número 43,
a chamar o quartel-general de divisão. Respondam.
Isto é tudo o que temos.
- Quem és tu? - General!
Ao falar, só vai piorar a sua condição. Volte e deite-se.
Irei ter consigo assim que me despachar.
- Continuem a tentar no rádio. - Quem és tu?
General, tem de descansar.
Quero saber o que estes homens estão aqui a fazer.
Estamos a arrendar o espaço durante o verão, general.
Eu disse-te para ficares ao telefone!
Seria melhor se fosse para a outra divisão.
General, explicar-lhe-ei, assim que me despachar.
Exijo saber o que é que este homem está aqui a fazer!
Sargento, leve-o.
Capitão, ele está muito doente.
Sendo assim, tem de se deitar. Leve-o, Sargento.
Largue-me!
- Então, irei com ele, - Não. Ficará com o prisioneiro.
Demorará apenas um momento.
Além disso, este homem necessita de cuidados médicos.
Este homem não tem importância militar. Não me é útil.
Ficará com ele.
Não.
Não farei mais nada a esse homem,
até que tenha permissão para cuidar do General Gollan.
Muito bem, doutor.
Quem são estes homens?
São guardas fronteiriços. Temos de ser muito cuidadosos.
Não pertencem ao exército normal.
Não sei muito mais sobre isso, mas, aparentemente,
o Coronel da RPE veio exigir a rendição deles,
mas fizeram-no prisioneiro.
E o Capitão quer mantê-lo vivo,
porque ele acha que o Coronel pode ter informação crucial
que será importante para o seu exército.
Está-me a levar ao limite, capitão. Pare de se armar em ditador.
Vou manter a disciplina.
Disse-te para ficares ao telefone
e é uma ordem! - Porquê?
Ninguém nos vai responder
e, mesmo que seja o caso, ele vai morrer.
Não o conseguirá pôr a falar. Ele está a morrer.
Para o teu bem, é bom que esperes que ele fale,
porque, se ele não falar e morrer, vou levar-te ao Tribunal Marcial
por lhe disparares nas costas.
Como viemos aqui para baixo?
Bem...
... estava a caminho da capital,
quando ouvi as noticias do ataque aéreo
e, depois disso, aconteceu tudo muito rapidamente.
Apressei-me a vir para aqui, encontrei-o inconsciente,
consegui levá-lo para o elevador e eles apareceram, uns minutos depois.
E foi aí que soube que Capital fora destruída por uma explosão atómica.
A Eva! Onde é que ela está? Onde é que ela está?
Lá em cima. Estão todos mortos.
Doutor, o Coronel precisa de si.
Saiam da frente! Saiam da frente! Tenho de ir ter com a Eva!
Não. General, não!
Estou? Estou?
Saia da frente.
Não há nada que possa fazer por ela, ou por qualquer um deles.
Se for lá acima, General, não posso permitir que volte.
O quê? Como assim?
Há radioatividade, lá em cima.
Radioatividade?
Sim. Se quiser juntar-se à sua esposa, a decisão é sua.
Quanto tempo temos de esperar até podermos voltar lá acima?
Semanas. Talvez, meses.
Talvez, nunca.
Valhallah é a senha para uma carta
que o General confiou à nossa firma de advocacia.
O que é contém essa carta?
Os números da conta secreta do General.
Quero essa informação, mal o meu marido morra.
Tenho a certeza de que não haverá problema, depois da autópsia.
Não haverá autópsia.
Bom, após o funeral, então.
Quero-a mal ele morra.
Bem, presumo que possa vir comigo ao escritório.
- Pode fazer com que liguem para aqui? - Sim, Madame Gollan.
Muito gentil da sua parte.
O que está a fazer, doutor?
O General está muito doente. O seu estado é critico.
Ele também tem de tomar penicilina.
Há suficiente para manter ambos vivos?
Lamento, doutor.
Não pode estar a falar a sério.
Não!
Tenho de tomar! Tenho de tomar!
Lamento, General. Eu compreendo, mas, face às circunstâncias...
Não entende...
Não me posso dar ao luxo de entender.
Se não tomar a penicilina, morro.
Sim, são momentos de grande sacrifício pessoal por parte de todos nós.
O nosso país, provavelmente, já foi dizimado.
Não quero discursos. Quero a penicilina.
Não! Chega de discussão.
Tenho de a tomar! Tenho de a tomar!
Leve-o, doutor.
Capitão, peço-lhe. Este outro homem não vai sobreviver.
Leve-o daqui para fora!
Ziegler, diga-lhe que tenho de tomar a penicilina. Por favor, faça-o entender.
Faça-o entender.
Em nome do meu marido, decidi adiar a invasão, indefinidamente.
Queria que fosses o primeiro a saber.
Não pode fazer isso!
Não?
Não tens mais poder de decisão acerca do que quer que seja, Alex.
- Quem é? - É o Major Denesch.
Abra a porta!
Lamento, mas não posso.
Tenho de descer, imediatamente, ao bunker. Abra a porta!
Estamos a meio de uma operação.
Se não abrir esta porta, imediatamente, mandarei arrombá-la.
Por favor. Só um momento.
Temos problemas. O Denesch vai descer ao bunker.
O Denesch vem aí.
Doutor, venha cá.
Temos problemas. Deixe-o inconsciente, rapidamente.
Penicilina?
Não. É apenas um sedativo.
É o último aviso! Abra a porta!
Um momento, por favor.
Espere, não pode mesmo entrar aqui.
Há certas precauções que têm de ser tomadas.
Saia da frente!
Fecha.
Tem de ficar quieto, General.
Tem de ficar quieto.
- O que aconteceu? - Desmaiou.
O nosso equipamento funciona. Mas não há ninguém, lá em cima,
para receber o nosso sinal.
Não há discussão. Tente!
Vou já, Capitão.
Não sei porque é que gasta tempo com ele, de todo. Ele não tem salvação.
Essa decisão foi sua.
Sim.
- De volta ao trabalho. - Sim, senhor.
Tentarei erguer o morto, senhor, se é essa a sua ordem, senhor.
Quanto tempo me resta, doutor?
Não sei. Não muito.
Se tomasse a penicilina...
Teria uma hipótese.
Vou voltar a falar com o Capitão. Tenho de ir.
O que estás a fazer?
Vá dormir, velhote.
Onde está a chave?
De que estás à procura?
Recordações. Onde está a chave?
Não há nada de valor, aí.
Alguma coisa?
Não, senhor. Apenas estática, até ao momento, senhor.
O Mundo está a desmoronar-se e ele ainda me chateia.
Para onde é que está a olhar?
Porque é que não faz um favor ao Capitão
e morre de uma vez por todas?
Não gostas do Capitão, pois não?
Não. Pretendo matá-lo, mais cedo ou mais tarde.
Ele não ficará acordado muito mais tempo.
Posso fazer-te com que valha a pena, se for mais cedo do que tarde.
Disse que não havia nada de valioso ali dentro.
Não há.
Mas há um cofre, aqui em baixo, que contém artigos valiosos.
Podia dar-te a combinação em troca da penicilina.
Não. Eu espero até ele adormecer.
- Depois, roubo-lhe a arma. - Não!
Não tenho tempo suficiente. Tem de ser agora.
Não, é demasiado perigoso apressar. Arruinaria a minha única oportunidade.
Ouve-me. Tenho um plano. Escuta...
E depois, decide-te.
De novo, Madame Gollan, as minhas condolências.
Sim, doutor. Assine o certificado de óbito, por favor.
- Sim, com certeza. Enfermeira. - Aqui tem, doutor.
Está tudo em ordem, Madame.
Penso que seria mais confortável
se concluíssemos este assunto no meu escritório.
O General quer vê-lo. Ele diz que é urgente.
Já vou.
Agora, Barney.
Esta é a rádio do governo.
Há uma novidade importante.
Segundo relatos não confirmados,
os nossos mísseis destruíram várias das maiores cidades
da República Popular Europeia,
numa represália pela destruição de ontem à noite, em Londres, Paris,
Zurique, por parte das RPE.
Os relatos de que o exército do Sul se renderá esta manhã,
foram confirmados.
Porém, o exército do Norte
conseguiu libertar-se das forças inimigas superiores
e fez uma retirada estratégica, a oeste da capital.
Todas as unidades ativas e de reserva têm ordens...
- O que se passa? - Aproxime-se, é muito importante.
Tenho algo para lhe contar.
O que é?
Quero...
Afaste-se!
Não interfira, doutor. O Sargento e eu temos um acordo.
Ele dar-nos-á a penicilina.
Após tratarmos do Capitão.
Como assim? O que pretendem fazer?
Dá-me a arma. Sargento! Dá-me a arma!
Dar-lhe-ei a arma, Capitão, peça a peça,
a começar pelas balas.
Sargento!
O homem morreu. Planeou isto com ele.
Se alguma vez sairmos daqui, certificar-me-ei...
Começa a soar como o Capitão.
Por favor, Ziegler. Foi uma pena, mas foi necessário.
Agora, dá-me a penicilina.
Mostre-me o cofre.
Sim. Leia, por favor.
Obrigado.
Madame Gollan, isto só pode ser feito em privado.
Apenas você pode saber o números.
É aí que se engana, Herr Hoffman. A Eva não pode saber do número.
Não entendo. O que se está a passar?
Apenas um jogo. Um jogo que acabou.
Aceita, Alex. Perdeste. Agora, vai-te embora.
A Eva não tem o direito aos bens do General.
Estás louco?
Esta manhã, o General assinou um documento
que revoga quaisquer acordos prévios.
Neste documento, ele nomeia-me herdeiro único dos seus bens.
- Estás a mentir. - Não, Eva.
O General, finalmente, viu quem tu realmente és, antes de morrer,
tal como eu, há três anos.
O General sabia que não eras de confiança
para apoiar o Coronel Sabbatier na invasão.
Ele sabia que apenas eu poderia fazer isso.
Isto é muito confuso. Um conflito de documentos.
Ele está a mentir. Não há documento nenhum.
Há, sim. Está no cofre, lá em baixo, no bunker.
Isto é muito irregular.
Receio que todo esta questão terá de ser decidida em tribunal.
Ele está a mentir. Vou chamar os guardas.
Matar-me não te garante os bens do meu marido.
Não, mas mostrar o documento ao Herr Hoffman, sim.
Vamos lá abaixo ao bunker, agora.
Esta é a moeda do nosso país. Não tem valor.
Não, não... Por favor. Eu não sabia.
Esqueci-me de que a moeda não valeria nada.
Escuta, escuta. Tenho outro cofre.
- A sério? - Sim, sim. Está em Zurique, na Suíça.
Sim e, provavelmente, está repleto de moedas sem valor, como esta.
Sim, sim, mas também tem ouro.
- Quanto? - Milhões, milhões.
- Estás a mentir. - Não. É a verdade. Posso provar.
Tenho uma declaração. Um inventário de todos os meus ativos no banco.
Vês? São milhões.
- Madame Gollan, estava prestes a... - Agora não, doutor.
Mas há algo que temos de falar, em relação aos preparativos para o funeral.
Sim e isso será tratado mais tarde. Saia da frente.
Temos assuntos mais urgentes.
O Denesch e a Eva vão descer. O Denesch tem uma arma.
Dir-te-ei o número da conta suíça em troca da penicilina.
Quatro, nove, sete, quatro, três.
Pode estar a dizer-me números ao calhas.
Juro que é o número certo!
Inseri o número no computador, para o caso de me esquecer.
Vou escrever o meu nome.
Tradução e Legendagem MIGUEL MARTINS RTP - PRODUÇÃO
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