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Merda.
ERIKSAND87 POSSO TE LIGAR?
Olha…
vamos dar um jeito de trazer a MJ de volta.
Oi, Alfred.
- Quer um sanduíche? - Não.
Sinto muito pelo negócio dos ovos.
Não sei por que fiz aquilo. Tivemos uma briga e tal,
mas foi muito infantil.
Tá, tudo bem. Mas foi um saco limpar tudo.
Tore, pesquisei no Google.
Por lei, você tem 14 dias pra desfazer a venda da MJ.
Liga pra eles pra reavê-la.
Como pôde vender a MJ?
Ops. Não, mas não…
Eu sei que não devia.
Mãe.
Quê?
- A mamãe quer te dizer uma coisa. - O quê?
Fala!
Tá, vou falar.
Achei que podíamos acender uma vela na sepultura hoje.
E pensei que talvez quisesse ir junto.
Achamos que seria bom pra sua cabeça.
Vamos.
Oi, Bosse.
- Quer acender? - Não, acende você.
Está bem.
Você está bem?
Então tá.
Tudo bem ficar triste. Põe pra fora.
Não sei o que pôr pra fora.
Vamos?
Podemos esperar um pouco.
Mas eu não o conhecia.
Isso dificulta pôr as coisas pra fora.
Quê?
Ele ia morar com uma namorada.
Ele se cansou de mim, então me cansei dele.
Só isso.
- Não, mas… - Para.
Ele não se cansou de você.
Ele ia te contar. Só estava apreensivo.
Ele não se cansou de você.
Fui eu quem disse ao Bosse pra você se mudar.
Você fez 27 anos e ainda morava com seu pai.
Ele fez aquilo porque te amava e estava preocupado com você.
- Queríamos que começasse a fazer coisas. - Certo, mas eu faço coisas o tempo todo.
Vocês ficam repetindo: "Ah, ele já fez 27."
Então falassem comigo!
Tá, mas não fica bravo com ele. Fui eu que…
- Não, ele estava mudando tudo. - Não. Fui eu que…
Ele reclamava que eu não fazia as coisas, mas eu faço. E ele não via!
Não.
Ele não via.
Ele não queria mais morar ou trabalhar comigo.
- Não. - Não.
Eu sei.
Ele…
era um cuzão.
Droga, Bosse. Seu covarde.
Alô.
Oi, Johan! É o Tore, que te vendeu a MJ. A Cher, desculpa.
Sim! Oi, Tore.
Só queria dizer
que aconteceram umas coisas, e vou ter que trazê-la de volta.
Não estou entendendo.
Vou te devolver o dinheiro, claro.
Veja bem,
não é assim que funciona.
Tenho 14 dias pra desistir da venda.
- Então a gente pode mudar de ideia. - Mas…
- Tore. - E agora mudei de ideia.
- É o comprador que pode mudar de ideia… - Tem uma cliente aqui.
…não o vendedor.
Tá, mas é minha cachorra. Ela está aí há dois dias.
- Tem uma cliente pra você. - Sério, não vai dar. Entendeu?
- Tchau. - Alô?
- O quê? - É isso.
Ela disse que precisa falar com você. Uma cliente.
Quem…
- Olá. - Oi.
- Sou o Tore. - Maj Olsson.
- Oi, Maj. - Oi.
É um prazer… Sim.
Pode sentar.
- Como posso te ajudar? - Quero falar com você.
Você é o Tore, certo?
- Sim, sou o Tore. - Sim.
Estou interessada em comprar um pouco de chá.
Minha amiga me falou.
Certo, mas…
Sabe,
nunca me envolvi com nada disso,
mas fui diagnosticada com Alzheimer há alguns meses.
E eu gostaria muito de encontrar meu Sten uma última vez,
enquanto ainda estou…
Sim.
Ah, Tore! Ia ligar pra você hoje.
Tá. Por que ignorou o que eu te disse?
Quê?
Achei que tínhamos combinado não contar a ninguém.
Vamos conversar aqui dentro. Entra.
Mas foi contar pra sua amiga. Por que fez isso?
- Heidi? - Quero saber exatamente o que Maj disse.
Vou fazer um café.
Heidi.
- Que… Vai se mudar? - Levaram minha cafeteira.
Vamos tomar café instantâneo.
Espero que não se importe.
Pra onde você vai?
Tem três chances pra adivinhar.
Certo, mas quer se mudar pra um asilo?
Acho que vou conhecer umas pessoas.
Então…
quer que eu fale com alguém ou algo assim?
Se não quiser se mudar, tem o direito de ficar aqui.
Não. Mas gostaria de falar com Maj
e pedir que ela ficasse de boca fechada.
Não quero que se meta em problemas só porque uma mulher quer um pouco de LCD.
LSD.
- Olá. - Deus, você me assustou!
Deu pra chegar de fininho, Ann?
E você é?
Tore, da Funerária de Årsta.
- Cuidamos do Bertil. - Do funeral dele.
Tá. Tudo bem.
- Interrompi alguma coisa? - Não, já terminamos.
- Obrigado. Tchau, Heidi. - Obrigada, Tore.
Obrigado.
O que foi isso, mãe?
FLORES
Oi.
Oi.
Tudo bem?
Tudo.
Quer dizer, é…
Eu não…
E você?
Bem…
Na verdade, não sei.
O que queria me dizer?
Você queria me ligar.
- É. - Então…
Queria me desculpar por ontem à noite.
Era só pra…
Deu tudo errado.
Não, tudo bem.
Está…
Está tudo bem.
Mas… Era só isso?
Erik, pode me dizer quando você…
Ah, Tore! Oi!
Soube que vai sair do trabalho.
- É, mas ainda não é definitivo. - Não.
Torbjörn disse: "Tore é jovem. Ele quer fazer outras coisas."
Eu disse: "Não. Você não conhece o Tore. Ele vai ficar mais tempo que todos nós."
Não é mesmo?
Quer um café?
Erik comprou um daqueles pães com aquela coisa verde que você gosta.
Não, tudo bem. Obrigado.
Não precisa.
- Mas… Até mais, Gunvor. - Até.
Oi.
Que diabos você fez?
- O quê? - Você drogou nossa mãe!
Não sei do… Definitivamente não fiz isso.
Para com isso. Fiz a mamãe me contar exatamente o que você fez!
É verdade, Tore?
A gente ouve falar de jovens enganando idosos.
- Não foi nada disso. - Mas usar a funerária pra…
- É macabro! - Fez isso, Tore?
Você deu LSD à Sra. Lidgren?
Sim ou não?
Sim, mas fiquei com ela o tempo todo. Ela queria, e fizemos juntos.
- Minha mãe não sabe o que quer. - Deviam parar de vitimizá-la.
- Ela é uma vítima! Vítima de um crime! - Não, não é.
- Isso é horrendo! - Vou denunciar à polícia.
E seu local de trabalho é parte central disso.
Com certeza. E tomaremos medidas…
- Ulla, podemos conversar? - Já temos uma substituta pro Tore.
Você me conhece. Sabe que eu não faria isso.
Elas entenderam mal a situação.
Mas você fez isso! Você mesmo disse!
- Per, posso explicar… - Não há nada pra falar. Tchau!
- Tentamos, não foi? - Sim, tentamos.
Acho que precisa de ajuda, Tore.
Sabemos que sente falta do seu pai, mas há limites pro que se pode…
Como alguém pode…
- Vou chamar a polícia! - Espera!
- Vai embora, Tore. - Vai!
Sai!
Oi!
Oi.
O que você quer?
Eu só queria falar com a Carla.
Ela ainda não chegou.
Tá, mas vai ser rápido. Eu só…
Lo.
Oi!
Entra, então.
Tá.
Eu só queria me desculpar…
por, sabe, ter mentido e tal.
Ando meio atrapalhado das ideias.
Porque meu pai morreu
há poucos…
Bem, desculpa por ter mentido.
Qual era o nome do seu pai?
Bosse…
era o nome dele.
Foi atropelado por um caminhão de lixo.
Mas, se não se importam, prefiro
pensar em outra coisa agora.
Tá.
E as coisas com Erik?
Prefiro evitar isso também.
Porque isso só dá vontade de deitar e morrer.
- Quer dizer, morrer não seria o caso. - Quer um vinho?
- Quero. - Beleza.
Quê? Não entendo. Nunca se apresentou lá?
Não, há seis meses, enrolo nesse palco de microfone aberto pra bêbados.
Hoje é a primeira vez que subo num palco de verdade.
Agora ela está ligando, cinco horas depois.
A vadia nem mandou o arquivo de áudio. Vadia preguiçosa.
Espera.
Não vou me estressar com isso.
Precisa falar com ela, senão vou ter um chilique.
Quer saber? Deixa essa mulher pra lá.
- Quê? Mas eu… - Vai ser melhor assim.
- Melhor como? - Ele vai abrir.
Vai ser bom. Ele precisa de diversão.
Quê?
- Posso? - Que está fazendo?
Pronto. Ótimo.
- Por que está… - Dois. Levanta. Pronto.
Você faz o número de abertura.
Nem pensar.
- E 81. Pronto, terminei. - Para! Sou convidado aqui.
Meu bem, o universo te mandou aqui por um motivo.
Só preciso pegar a batida.
- É só um minuto. - Mas…
- Sabe cantar? - Não, não sei.
- Certo. Repete comigo. - O quê?
Quando penso em
Vai.
Quando penso em
Quando penso em
Casa
Casa
- O que foi isso? - Estamos ensaiando.
Decora isto.
Quando penso em casa Penso num lugar
Onde há amor transbordando
Eu queria estar em casa Queria voltar pra lá
Com tudo que sei agora
Quando
Penso em casa
Penso num lugar
Onde há
Amor transbordando
Eu queria estar em casa
Queria voltar pra lá
Com tudo
Que sei agora
Apresento Carla Carnuda!
Palmas pra Tora, a Exploradora!
Oi. Pode me levar até Uppsala?
Acho que tem algo na sua cara.
Tentei trazer a MJ de volta, mas ele recusou.
Quieta, Cher!
- Oi! - Oi.
- Oi! - Oi.
Desculpem incomodar. Sou Josefina. Meu celular acabou de ser roubado.
Moro perto, então pensei em pedir pra usar seu telefone.
- Meu Deus, sim. - Claro.
- Entra. - Obrigada!
Quer sentar um pouco?
Obrigada.
Foi bem estranho. Tive a impressão de que havia algo errado.
Mas pensei: "Não é nada."
Então alguém me agarra pelo cabelo, puxa minha cabeça pra trás
e sussurra na minha orelha: "Me passa isso aí."
Aí eu grito: "Socorro! Ele está roubando meu celular!"
- E ninguém veio? - Ninguém.
- Ops! Olá. - Essa é a Cher.
- Cher? Certo. - Sim.
Meu Deus, tenho muito medo de cachorros. Tudo bem se…
Vem cá, Cher.
- Se puder tirá-la… - Cher, para! Vem!
Assim…
Ah, que bom.
Vou ligar pra um amigo agora. Se eu me lembrar do número dele.
É 070 ou 073? Não, espera. É 073.
Está chamando.
Ele não atende. É a cara dele.
Vou ligar de novo. É que…
Sabe, às vezes, é difícil. Ele nem sempre atende.
Meu amigo dorme muito. Ele é um pouco assim, bem desligado.
Agora vai.
É que foi um pouco… Nossa! Sinto muito.
Como fui fazer isso? Acho que estou abalada depois do que…
Realmente.
Com essas coisas, a gente fica meio…
Acabei de ter um flashback de tudo o que aconteceu.
Aí gritei: "Ah!" Foi algo bem desagradável.
Mas sou muito grata a vocês pelo seu tempo.
Significa muito pra mim. Me sinto segura com vocês.
Mamãe! Alguém do Drag Race levou a Cher!
- Filha, teve outro pesadelo? - Não.
Meu amigo mora a dez minutos daqui. Acho que vou a pé.
Espera!
- Lilly, você disse que levaram a Cher? - Sim.
Espera! Ei, espera aí.
Tore!
Entra!
Entra!
Entra!
Tore!
Entra!
Legendas: Márcia Maciel
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