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ERIKSAND87 ESTÁ SEGUINDO VOCÊ
TOHOL96: OI!
Oi!
Oi!
Espera…
ERIKSAND87 ESTÁ DIGITANDO
OI, GIRASSOL!
E AI?
- Desculpa, acordei você? - Não, já estava acordado.
Você…
já se decidiu?
Não sei, Erik.
- Porque combinamos que… - Por favor, não começa.
Só vim pegar meu carregador.
Não posso ficar esperando por você.
Não quero ter 70 anos quando meu filho terminar o ensino médio.
Lá vem você de novo.
Talvez seja melhor terminarmos.
Assim evitamos tudo isto.
Aí está você.
- Oi. Sim. - E aí?
- Oi. - Oi.
- Cachorro bonito. - É, obrigado.
Viemos andar por aqui hoje.
Legal.
O carro é manual?
Isso mesmo.
Estou pra tirar a habilitação, e parece que você começa a ver…
É como se um novo mundo se abrisse, e isso é legal.
Você começa a reparar: "Ah, o carro é manual."
É, sei como é.
Bom, preciso ir…
- Mas que bom que você… Bom te ver. - Igualmente. Manda um oi pra Gunvor.
- Mando. - E…
Só uma pergunta.
Rapidinho.
Comecei a procurar autoescolas, mas são bem caras.
Aí pensei em você.
Sei que você dirige muito e vi que dirige bem.
Então queria ver se você teria tempo pra me ensinar o básico.
Só uma meia hora quando tiver tempo. Sem estresse.
Meu horário é de boa. Não tenho hobbies.
Certo.
Bem, na verdade, jogo boliche.
Sabe, eu adoraria te ajudar,
mas fica um pouco pesado pra mim. Tem o trabalho e a casa, então…
Acho que seria melhor pedir a outra pessoa.
- Deve ser melhor mesmo. - Bem, pelo menos por enquanto.
De boa. Só queria ver com você primeiro. Mas está tudo bem…
É a Ulla. Vamos a uma conferência. Mas obrigado mesmo assim. Foi bom que…
- Que bom que você me pediu. - Que bom que você me respondeu.
Oi! Tentei te ligar esta manhã.
Sim, eu vi, mas já estava a caminho.
Trouxe a MJ hoje. Ela não gosta de ficar sozinha.
Sim, mas queremos conversar com você.
- Tá. Sobre o quê? - Oi!
O ônibus está vindo.
Bem, na conferência, não é uma boa hora pra falar.
Sugiro que leve a MJ pra um agradável passeio na floresta.
Amanhã conversamos com tranquilidade.
- Funerária de Årsta? - Isso mesmo!
Então tchau por enquanto. Tchau, garota.
Mas vou pegar o ônibus. Também vou à conferência.
É algo sobre aquela garota, a Maja?
- Sabe… - Se for, diz.
- Não é hora. - Não é hora de quê?
Sei que tem algo errado. Você está com aquele olhar esquisito.
- Temos que ir pro ônibus. - Tá.
- Diz logo. Tem alguma coisa… - Sim!
Parece que Maja vai te substituir.
- Desculpem, mas temos que ir agora. - Sim.
Podem continuar a conversa no ônibus.
- Olha, ligo pra você à tarde. - Não, temos…
E vamos resolver isso. Então teremos essa conversa.
Passa um tempo com a MJ agora. Tratamos disso depois, Tore.
- Oi. - Ah, você…
- Licença, vou entrar. - Espera um momento.
Esse seu amiguinho, não sei se…
Não foi informada sobre um cão de serviço?
- Cão de serviço? - Sim. Pra Tore.
Epilepsia.
Não. Aqui diz que vão Ulla, Tore, Per e Bosse.
Sim, exatamente. Bosse.
É o Bosse?
Vamos, Bosse.
Bosse Holmberg?
- Bi-bi. - Ah, certo.
- Tudo bem. - Sim?
- E você? - Estou bem, obrigada.
Sim. Vou me sentar. Isso vai ser um pouco…
"Apoio ao luto em foco quando a morte é sua colega."
Uma diversão e tanto.
Ulla, talvez possa haver dois assistentes.
Entramos no e-mail do Bosse esta manhã,
e há um e-mail indicando que ele planejava demitir você.
Bem, gostaria de apresentar a última equipe que se juntou a nós.
Esta é a equipe da Funerária de Årsta
formada pelo quarteto Tore, Ulla, Per e essa gracinha chamada Bosse.
Bem-vindos!
Por que paramos aqui?
- Não vamos à conferência? - Sim, mas é pra casas de repouso também.
Casa de Repouso A Gaivota? Bem-vindos, entrem.
- Oi. - Oi, Linn.
- Oi, como vai? - Vou bem.
- Bom te ver. - Bom te ver também.
Oi.
- Oi. - Oi.
- Olá, Tore. - Oi, e aí?
Vamos falar dos efeitos da sinergia, de incentivar a diversidade de ideias.
VIGGO BAR-CO: COMO VAI?
Como vocês, trabalhando junto a parentes próximos de formas diferentes,
podem interagir da melhor forma?
PENSEI MUITO EM VOCÊ
É hora da terceira das cinco palestras de hoje, antes de encerrarmos o dia…
TOHOL96: ESTOU ÓTIMO! TE VEJO À NOITE?
…com um delicioso bufê de jantar.
Agora, a principal psicóloga da região…
ONDE? QUERO CONVERSAR
…do centro Lundagårdens pra idosos.
Pra falar sobre seu trabalho inovador, ninguém menos que Louise Ask!
Obrigada. E agradeço o convite, Lotta. É uma honra estar aqui.
Apoiar o luto é um assunto difícil.
Fico feliz que estejamos aqui pra falar dessa questão.
Obrigado.
Vou ligar pro advogado amanhã, Tore, e ver o que podemos fazer.
- Não prometemos nada, mas vamos tentar. - Não, claro.
Sabe, Tore, quando fiz 20 anos, entrei numa universidade popular.
Foram os melhores anos da minha vida.
Estou feliz do jeito que as coisas estão.
- Mas você vai ligar amanhã, né? - Vou.
Legal.
Uma grande apresentação dessa Louise. Ela é ótima.
- Tickets pra bebida? - Sim.
- Dois pra cada. - Vou pegar pra um amigo também.
Isto é aberto ao público? Tudo bem convidar um amigo?
Receio que não. É um evento fechado.
- Mas se eu quiser trazer alguém? - Desculpa.
Quem você quer chamar?
- Oi. - Oi.
Algo novo pode ser interessante.
Você queria ser veterinário quando criança.
- Mas não quero mais, Ulla. - Como está o machucado?
Bem.
Está bêbado ou o quê?
Pode não ser uma boa hora pra começar a beber.
Linn, não sei como dizer isso,
mas não é estranho que amigos se afastem.
- Não? - Não.
Não leva pro lado pessoal. Vou te ver quando rolar.
Talvez você possa me dar mais espaço em vez de ficar forçando a barra.
- Achei que eu estava na sua frente. - Desculpa.
Não, não quero isso.
Alguém mais quer furar a fila?
VIGGO BAR-CO: CHEGUEI
Aqui está.
Com licença. Oi. Só queria me apresentar.
Louise.
- Tore. - Não sei se sabe quem eu sou.
Sim, sua palestra foi ótima, muito interessante.
Ah, não, quer dizer,
fui ao funeral do Bosse.
Entendo.
Bosse e eu nos conhecemos na Feira Sênior.
Sou namorada do Bosse. Era namorada dele, ou parceira, ou como queira chamar.
Oi.
Não quero incomodá-lo, só queria dizer
que seu pai foi a melhor coisa que me aconteceu em muito tempo.
Só queria que soubesse.
Então, se quiser tomar um café ou algo assim, é só entrar em contato.
Estarei aqui. Pode ficar com meu número, se quiser.
Tá. Desculpa, há quanto tempo namoravam?
Há uns seis meses, acho.
Vocês falaram sobre morar juntos?
- Bem, nós… - Digo, na casa dele.
Então, falamos um pouco sobre isso. Sim.
Só quero dizer que Bosse te amava muito. Ele falava de você o tempo todo.
Sei. Então, por que ele me expulsou pra morar com alguém que mal conhecia?
Ah, por favor. Isso foi mal conduzido.
- Não era assim… - Não, tudo bem. Não é culpa sua.
Só é bom saber.
- Merda. Porra! - Aonde vamos?
O que…
- Não. - Espera.
Relaxa. Não.
- Que foi? - Tore, não.
Temos que conversar.
- Temos que conversar. - Fala com o pinto.
- Vamos transar! - Preciso… Por favor, me escuta.
Eu…
não tenho me sentido legal…
ultimamente.
Estive com minha irmã, e ela disse que eu…
Por favor!
- Estou ouvindo! - Então escuta. Eu…
Sabe o primeiro dia que a gente saiu? Lá no beco.
- É, sei. Mas… - É.
Tentei transar com você lá.
Isso não foi legal. Agora eu entendo. E não sei por que fiz aquilo.
Achei que se transássemos, talvez você começasse a gostar de mim.
- Sei lá. Foi burrice. - Tá, mas quer saber, Viggo?
Tudo bem. Achei divertido.
- Não, não foi divertido. - Eu achei divertido.
Você não lê meus pensamentos.
- Tore… - Me come.
Ouviu alguma coisa do que eu…
Me come.
Ebba disse que você só quer estar comigo porque quer se machucar.
- Sou o agressor, e você é a vítima. - Não sou vítima.
- Vamos fazer isso ou não? - Não.
- Não com você assim. - Não comigo… Cacete, meu joelho!
O que está fazendo?
- Não está me ouvindo! - Por que veio?
- Por que acha… - Porque…
- Era você que queria fazer sexo. - O que está fazendo? Solta.
Procurando uma coisa.
- Te perdoo se me der isto. - É só isso que significo pra você?
Eu gosto de você!
Que cringe.
Mas, sim, eu…
acho que você é…
bom.
Talvez você não ache o mesmo de mim.
Bem, é que tem alguém que eu…
Não sei se é uma resposta, mas…
Desculpa, Viggo. Eu não sabia.
Não.
Tudo bem.
Nesse caso, acho que não devemos sair mais. Infelizmente.
Quê?
Alô.
Oi! Aqui é Emma, a recepcionista do Bétula hotel e conferências.
É o Tore?
Sim.
Estamos tentando falar com você. Linn Sjölund me deu seu número.
Ela me pediu pra dizer que está te esperando no quarto 25.
Tá. Por quê?
Ela não disse.
- Tudo bem. Obrigado. - Obrigada. Até logo.
Linn?
Linn?
Para com isso.
Ei, para com isso!
Linn!
Para com isso.
Linn, não tem graça.
Para! Acorda!
Linn, acorda! Sério, para!
Socorro!
Ei! Por favor, acorda, Linn. Estou falando sério. Não tem graça!
Linn, para! Acorda!
Acorda!
- Socorro! - Tore!
Olha.
Eu estou bem.
Só queria que soubesse como me senti quando te encontrei na neve.
Agora, se pensar bem, Tore…
Há um motivo pra você ter entrado em pânico:
sou importante pra você.
Tore, espera!
Não posso ficar assistindo você se matar!
- É porque me importo! - Vai se foder, sua vaca maldita!
Ótimo.
Agora eu sei.
VOCÊ RECEBEU UMA RESPOSTA AO SEU ANÚNCIO LABRADOR - FÊMEA - NOVO PREÇO
Por muitos anos, achei que ela fosse legal.
Agora percebi que ela sempre foi assim comigo.
- Ela é solteira? - Bi!
Porque você sabe que adoro xoxotas tóxicas!
Bebida!
- Saúde! - Saúde!
O que ela fez de tão imperdoável? Fala!
Ela é uma babaca que está me sacaneando. E ela…
Isso sem falar sobre esta noite, que foi horrível.
Vocês são melhores amigos há 11 anos. Não terminem como Carrie e Samantha!
- Mas não depois disso. - Não?
Para de bancar o difícil. O que ela disse?
- Eu… - Parece que você está exagerando.
Ela admitiu pra mim, basicamente, que é homofóbica.
- Meu Deus! - Como assim?
Ela tinha bebido vinho e começou a falar que não é natural…
- Que não é natural? - Que é nojento!
E eu disse: "Tudo bem. É o que você acha. Tchau!"
- Sinto muito por você. - Onze anos!
Eca!
Maldito ser humano perturbado! Doente!
Não posso aguentar isso!
Ela nem se envergonha. Disse: "Tenho direito a minha opinião."
Ela não acredita em direitos humanos.
Ei! O que estamos fazendo?
Ficamos aqui discutindo. Esse é o problema, só falamos.
- Certo. - Cadê ela?
Ela… Não sei.
Sabe onde ela mora, né? Onde ela está?
- É aqui. - No térreo. Bom.
- Perfeito! - Certo, vai nessa.
Isso!
Uau. Muito bem, Tore.
Puxa lá do fundo.
Lembra de respirar.
Isso!
Vamos. Venham.
- Que porra é essa? - Que porra…
Sai daí, sua vadia homofóbica!
- Espera. Quem é homofóbica aqui? - Você!
- Homofóbica é você! - Homofóbica!
Tore, o que anda falando de mim? Cala a boca!
Chega, Lo.
- Então mostra os peitos! - Se voltarem aqui…
Vamos embora. Vamos!
- Vagabunda homofóbica! - Homofóbica!
Vamos, Lo!
Vou rasgar você da boceta até a boca!
Mostra os peitos, sua puta homofóbica!
Desgraçada do inferno! Fica no chão que é seu lugar.
- Mostra os peitos! - Cala a boca, vadia doente!
Transa comigo e prova que não é homofóbica!
Tore, seu merda!
Tore.
Fala.
Por que discutiram?
- Mentiu sobre ela ser homofóbica? - Não.
- Vamos festejar. - Não.
- Acho que rolou algo mais. - Não aconteceu nada. Vem!
Lida com isso como quiser. Não me deve nenhuma confissão.
Mas não meta eu e Lo nas suas confusões.
Odeio quando mentem pra mim.
Lo.
Vamos.
Lo, fica.
Vamos.
Que porra, Tore!
Desculpa!
Oi.
Oi.
Eu só queria saber como você estava, sabe, com as noites e tudo mais.
- Desculpa. Te acordei? - Não, imagina.
Você foi dançar?
É, mais ou menos.
Mas não foi divertido hoje.
Mais uma razão pra tomar um chá com biscoitos.
Bertil e eu
sempre comíamos biscoitos de cardamomo depois de uma noite na cidade.
- Por quanto tempo ficaram juntos? - Por 64 anos.
E ainda foi pouco pra mim.
Como assim?
Eu tinha uma amiga que estava satisfeita
com os anos que passou com seu Harald.
Mas não consigo…
Não estou satisfeita.
Eu quero mais.
Faria qualquer coisa
por uma última valsa com Bertil.
- Espera, está falando sério? - Qualquer coisa!
E o que seria isso?
Meu pai…
Quando tomo umas gotas disso aqui…
no meu chá…
aí…
Uma vez…
nós dançamos.
Tomando um alucinógeno?
Ah, Tore.
Acha que passei os anos 60 de bobeira?
Quero dançar!
Que tal um chazinho?
Legendas: Márcia Maciel
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