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Original subtitles

N�MERO DESCONHECIDO

N�o.

"N�o" quer dizer "n�o".

- Bonjour. - Carl, eu sei que �s tu.

Ol�, meu. Ia agora ligar-te. Que estranho!

Tinha o teu n�mero marcado e ia carregar no bot�o "chamar".

- Bloqueaste o teu n�mero? - Bloqueei.

Nunca atendes quando n�o bloqueio.

Que fazes?

- Estou no meu apartamento. - Recebeste a minha mensagem, certo?

- O qu�? Que mensagem? - Vamos todos sair esta noite.

Meu, parece-me fixe. Quem me dera poder ir.

Mas estou ocupad�ssimo. N�o sei para que lado me virar. Est�s a ver?

N�o, de todo.

Passam-se v�rias coisas. Tenho de fazer uma coisa.

Se fosse noutra noite � que era. C'um cara�as!

- Coisa? Que coisa? - Uma coisa.

Se tivesse a minha coisa � frente, podia dizer-te o que �, mas sei que h� uma coisa.

Uma coisa? Acho que n�o tens nada anotado na tua agenda falsa.

N�o, � uma coisa espec�fica.

Uma coisa espec�fica como estares na fila do clube de v�deo?

O qu�? O que est�s a dizer?

N�o estou no clube de v�deo. Estou no meu apartamento.

Eu estou-te a ver, Carl. Estou � porta do clube de v�deo.

- N�o sou eu. - N�o?

J� sei o que se passa.

H� um tipo muito parecido comigo que vai a muitos dos clubes de v�deo a que eu vou.

Deve ser ele que est�s a ver neste momento.

Isso � espantoso, porque a boca dele est� sincronizada com o que est�s a dizer.

Carl, sei que n�o est�s a dizer nada. Carl, anda c� fora.

- Sei que n�o est�s a falar. - O qu�?

- Carl! - Est� bem.

- Vejam s� quem est� c�. - Ol�!

Ol�!

N�o acredito! Carl Allen.

Nunca pensei ver o dia, bacano. Pensei que tinhas arrumado, cowboy.

N�o, s� se passa muita coisa. H� coisas que tenho de fazer.

Assuntos pendentes. Mant�m-me bastante ocupado.

Ai �? Estou a ver, parceiro.

Estamos muito entusiasmados por estares aqui, Carl, porque temos um an�ncio a fazer.

Querida, mostra-lhes.

- L� est� ele! Vejam s�! - Estamos noivos.

- Boa! � um passo grande, n�o? - Sim, � um passo gigante!

Isso est� a andar r�pido. Tudo bem.

Est�o juntos h� quanto tempo? Seis meses?

- N�o. - Dois anos.

Pois, ent�o, j� estava na hora.

Adiante, vamos dar a nossa festa de noivado no dia 21. Bar aberto.

- Seu sacana, sabes sempre como me apanhar. - Fixe.

- Carl, tudo bem para ti? - Sim, logo vemos.

O que h� para ver?

- Meu Deus, vejam s� quem est� c�. - N�o caio nessa, Carl. O que h� para ver?

Carl, � bar aberto. Qual � o problema?

Estou a falar a s�rio. A Stephanie est� no bar.

- "A" Stephanie? - Sim, a minha ex-mulher. Est� no bar.

Meu Deus, � mesmo a Stephanie.

- Parece que trouxe companhia. - Sim, parecem contentes. Que bom para ela.

Vejam, est�o a tocar nos �rg�os genitais um do outro. N�o � maravilhoso?

Estou t�o contente por ter vindo sair.

- Sabem que mais? Tenho de ir. - N�o, Carl, vais ficar.

J� passaram tr�s anos. N�o podes ir embora sempre que ela aparece.

N�o tem nada a ver com isso.

- N�o tem nada a ver com a Stephanie... - Carl. Peter.

- � a Stephanie, malta! - Ol�!

- Este � o meu namorado, o Ted. - Ol�.

- Acho que ainda n�o nos... - N�o, acho que ainda n�o.

- Est�s de partida? - Sim, infelizmente.

O timing foi p�ssimo, pois acabaste de chegar.

Tu tamb�m acabaste de chegar, Carl.

- Sim, mas ele tem uma coisa para fazer. - Sim, uma coisa. H� uma coisa e...

N�o h� tempo. H� falta de tempo e o tempo � o principal.

Adiante, estou "nu" ir.

N�o soou l� muito bem. Bom...

At� � vista, malta.

- Ol�, Tillie. - Bom dia, Carl.

Queres ir a minha casa tomar o pequeno-almo�o?

Parece-me muito bem, mas n�o posso.

- Cereais, um iogurte?! - Pois, n�o...

- Que tal uma torrada? - Tenho de ir trabalhar, mas obrigado.

Bom espect�culo esta noite. Venha ver-nos. O senhor � que perde.

Meu, queres curtir esta noite?

- � o senhor. A ver se adivinho: N�o? - Sim.

- Sim? - N�o, o "sim" foi para o seu "n�o".

Tudo bem.

"LocalizadorDeEsposaPersa.com". N�o, obrigado.

- Festa de m�scaras? - Pois... n�o.

Cara�as...

Aqui vamos n�s.

- O Carl Allen apresentou-se ao servi�o? - N�o sou um soldado, Norman.

�s um soldado na linha da frente das Finan�as.

Norman, linha 1.

Quer atender isso na privacidade do seu escrit�rio?

- N�o, atendo aqui mesmo. - Tudo bem.

Fala o Norman.

Tem a certeza? Porque... Est� bem. O senhor � que sabe.

Lembras-te daquela promo��o de que fal�mos?

- Sim. - N�o vai acontecer.

Tentei lutar por ti agora ao telefone.

Era entre ti e o Demco e optaram pelo Demco.

N�o importa. N�o queria assim tanto o emprego.

Calculei que, ap�s cinco anos seria a escolha l�gica, mas paci�ncia.

V� as coisas por este lado... Pelo menos n�o foste "mertratado".

- Sabes o que quer isso dizer? - Despedido?

Como sabias o significado? J� me ouviste a diz�-lo antes?

N�o, � uma express�o muito comum.

Nos meus c�rculos de amigos. Fui eu que inventei.

Est� a espalhar-se.

Isto vai animar-te: Vou dar uma festinha em minha casa.

� uma festa engra�ada de chap�us e/ou perucas.

Cara�as! � pena eu estar fora.

- N�o sabes em que dia �. - Quando �?

- Sexta-feira. - Estou fora.

Falaste ao mesmo tempo que eu. Quase pareceu que estavas decidido a diz�-lo,

independentemente do que eu fosse dizer.

Admito que o neg�cio tem andado fraco. Quer dizer, h� muito menos procura

numa pequena loja de patins, com a Big 5 e a Sport's Chalet,

mas os meus modelos v�o revolucionar a Ind�stria dos patins.

Eu sei, Marv, mas n�o tem patrim�nio l�quido.

- E o seu cr�dito... - Est� mau.

- Mas n�o quero parecer desesperado. - Pois.

N�o h� outra alternativa.

REJEITADO

- N�MERO DESCONHECIDO - IGNORAR

Carl, h� quanto tempo!

Nick Lane? Ol�.

N�o continuas a trabalhar no banco, pois n�o?

Sim, � meio por causa disso que estou aqui fora sentado,

a comer o meu almo�o, com uma placa com o meu nome.

Deves estar � frente disto, por esta altura.

Podia estar. Tive algumas ofertas. N�o quero ficar amarrado.

- Como est� a Stephanie? - Bem! Deus!

Est� bem.

- Que tens feito? - Tenho andado por todo o mundo, meu.

Tenho vivido. Escalei o Kilimanjaro.

Comi um morcego em Laos. Matei uma vaca com uma bazuca.

N�o estou orgulhoso dessa �ltima coisa, mas consegui, meu.

- Parece-me selvagem. - Queres saber o meu segredo?

Sou um "Homem Sim"!

- A palavra "sim" mudou-me a vida. Toma. - N�o, obrigado. Estou bem.

- Bem? O camandro � que est�s. - Tudo bem.

- N�o queres trabalhar aqui, Carl. - Quero, sim.

N�o queres nada.

Porque n�o pegas nesta pedra, atira-la ao banco e partes a janela?

- N�o, obrigado. - Ent�o, pergunta-me se eu quero.

- Queres atirar esse pedra ao banco? - Sim!

- Est�s maluco? - Vai ao semin�rio, Carl.

N�o se mexa!

Carl, vive a vida! N�o te vais arrepender.

- N�MERO DESCONHECIDO - IGNORAR

- Quer ver a minha banda? - N�o.

Lamento.

REJEITADO

- Estou? Carl? - Stephanie?

Sim, sou eu. Apeteceu-me ligar-te.

Estava com saudades tuas, acho eu. Estranho, n�o?

Sim, Carl. Tenho de desligar. O Ted e eu vamos dar um passeio de barco.

Fant�stico. Que bom para voc�s.

Credo, Pete. Ou n�o estou ou estou ocupado.

Por favor, j� vais a meio. Corta isso de uma vez.

- Pete? Ol�. Onde tens andado? - N�o recebeste os meus telefonemas?

O qu�?

Meu Deus, n�o. Perdi o telem�vel.

�s um tretas.

- C� est� ele. - Pois, a� est� ele.

Sabes uma coisa, parceiro? Perdeste a minha festa de noivado.

N�o! Cara�as, est�s a gozar? Era esta noite?

Sinto muito, meu. Esqueci-me mesmo. Eu compenso-te, prometo.

Juro. Escolhes tu o dia que quiseres. Vamos sair e "bebericar".

- O que quer isso dizer? - N�o sei.

Isto n�o se tratava de bebidas num bar, Carl. Era a minha festa de noivado.

- S� te casas uma vez. - Certamente, n�o voltaria a faz�-lo.

Eu sei, Carl. Sei que a Stephanie te deixou e que tens problemas por causa disso,

mas isto n�o � sobre ti. � sobre mim.

Quando foi a �ltima vez que fizemos algo divertido? Inventas sempre desculpas.

"N�o me quero comprometer. N�o quero ficar amarrado."

- Sabes sequer o apelido da minha noiva? - Sim. Fisher.

Fishman.

- Espera. Fish Wall? - Fish Wall?

- Achas que o nome dela � Lucy Fish Wall? - N�o? Est� errado?

- � Burns. � Lucy Burns, Carl. - Burns?

E adivinha s�? Ela n�o gosta do meu melhor amigo.

E n�o paro de tentar arranjar raz�es para ela gostar, mas sabes que mais?

- N�o me ocorre nenhuma. - Pete, eu...

N�o quero ouvir mais desculpas, Carl. Credo! Faz o que quiseres.

S� te estou a dizer que, se n�o mudas de vida, vais acabar sozinho.

Sozinho, Carl. Sozinho!

Ol�, Carl.

Rooney, chega aqui.

O Carl parece-te um pouco estranho? � de mim ou ele parece estar um bocado morto?

N�o, n�o mais do que o normal.

N�o sei, n�o. A mim parece-me que est� morto.

Nunca o vi muito, por isso, �-me dif�cil ver a diferen�a.

Pois, � verdade. Ele nunca fez grande coisa.

N�o foi bom amigo. N�o foi bom a nada.

- H� mais cervejas no frigor�fico? - Desculpa, era a �ltima.

Isso � pat�tico.

O que foi isto?

COMECE A APRENDER A DIZER "SIM" � VIDA... HOJE!

Sejam bem-vindos ao "Sim".

Estamos prestes a come�ar. Por favor, arranjem um lugar.

Carl? Carl!

Carl, meu, ent�o!

- Carl! - Ol�, Nick!

Vieste, meu. Posso sentar-me ao teu lado?

Sabia que vinhas. Vi-o nos teus olhos, meu. Vais adorar isto.

O Terrence � um g�nio. Vai rebentar-te com os miolos por toda a sala.

- Parece uma granada para a mente. - N�o sei se quero isso.

Pois, mas precisas. � por isso que est�s aqui.

Tens de come�ar a dizer "sim", meu caro. A tudo.

Est� a come�ar.

A vida. Todos a vivemos.

- Ou vivemos mesmo? - Forte.

A mudan�a � gerada pela consci�ncia, mas, onde se gera a consci�ncia?

No mundo externo. E como controlamos o mundo externo?

Com uma palavra. E que palavra � essa?

Sim!

SIM

A palavra � "sim"!

Sim! Sim! Sim!

Digam-na um milh�o de vezes. Digam-na mais um milh�o de vezes.

E a palavra que ter�o dito dois milh�es de vezes �...

Sim!

Quero que convidem o "sim" para as vossas vidas,

porque "sim" vai ser a resposta obtida.

Quando dizem "sim" �s coisas, abra�am o poss�vel.

Agarram todas as energias da vida e dispensam o desperd�cio.

Antes de come�armos hoje, quero dar as boas-vindas aos nossos novos membros.

- Quem, de entre n�s, � novo? - Ele �! Este tipo aqui! Ele � novo.

- Aqui. - Caramba.

Venha at� c�, futuro "Homem Sim"!

N�o � preciso, s� estou a fazer uma auditoria.

N�o se pode fazer uma auditoria � vida, meu amigo.

- Agora, venha at� aqui. - N�o, obrigado. Estou bem assim.

Perd�o? O que foi que disse?

- Disse que estava bem. - Antes disso?

- Obrigado. - Recue s� mais um pouco.

- N�o? - "Homem N�o", "Homem N�o"...!

Muito bem.

Se o mont�culo n�o vai ao Terrance,

vai o Terrence ao mont�culo.

- Como se chama? - Carl.

Deixe-me adivinhar, Carl. Algu�m convenceu-o a vir c� hoje, certo?

- Sim. - Sim!

E n�o est� certo quanto a isto, ou est�?

- N�o. - "Homem N�o", "Homem N�o"...!

Est� morto, Carl.

Diz "n�o" � vida, portanto, n�o vive.

Inventa desculpas para as pessoas que o rodeiam e para si mesmo.

Est� preso no mesmo emprego sem sa�da h� anos.

N�o tem namorada. N�o tem nada parecido com uma namorada.

E perdeu o amor da sua vida porque ela n�o podia estar com algu�m que n�o vivia a dele.

E, na maioria das noites, est� t�o entediado e deprimido,

que nem consegue invocar o entusiasmo necess�rio para se masturbar.

Estou certo, Carl?

Tenho alguns problemas.

Vamos fazer um pacto, Carl. Quer fazer um pacto?

- A palavra � "sim", Carl. - Sim...!

Assim que sair deste edif�cio,

sempre que se apresentar uma oportunidade,

seja ela qual for, dir� "sim".

- Sim...! - Sim...!

E se eu disser... a outra palavra?

Estar� a fazer uma promessa a si mesmo.

E, quando quebra uma promessa que fez a si mesmo,

as coisas podem dar um pouco para o torto.

Que me diz, Carl?

Est� preparado para fazer um pacto?

- Sim...! - Sim...!

- De novo. - Sim.

- Diga-o de novo. - Sim!

- Fa�a-me acreditar! - Sim! Sim! Sim!

Sim!

- C� est� ele. - Foi maravilhoso.

- Obrigado. - Aquilo foi muito poderoso, n�o?

- � bom t�-lo connosco. - Sim.

- Ent�o, vais faz�-lo? - N�o sei, talvez.

Estranho. N�o tinha dado conta de que t�nhamos sa�do de um semin�rio do "Talvez".

Ol�, meu. Belo carro. Podes levar-me at� ao Elysian Park?

Sim! Claro que pode. Certo, Carl?

Sim, porque n�o?

Sim! N�o te vais arrepender, Carl.

- Posso usar o teu telem�vel. - V� l�, meu.

Continuo ou paro aqui? Tem import�ncia?

Espera um segundo, n�o me consigo ouvir a pensar.

S� mais um bocado, meu. � j� ali no cimo.

Continua.

Fico por aqui. Tudo bem, sim.

O qu�? Estou?

Merda, meu. A tua bateria acabou.

Fant�stico.

Obrigado.

Obrigadinho, amigo. Foi muito simp�tico da tua parte teres-me dado boleia.

A maioria das pessoas diria logo que n�o.

� certo que ultimamente tenho tido muita sorte ao p� daquele hotel.

N�o faz mal. Tenha uma boa noite.

Emprestas-me algumas mocas?

Tudo bem. J� que vim at� aqui...

Empresto, pois.

Tem a� muito. Posso ficar com tudo?

Claro. � tudo seu.

Deus te aben�oe, meu.

V� l�!

V� l�. N�o...

Perfeito.

Olha l�, Carl, queres dar todo o teu dinheiro a um sem-abrigo? Quero, pois!

Que tal deix�-lo acabar com a bateria do teu telem�vel, de maneira a n�o poderes chamar

a Assist�ncia em Viagem quando ficares sem gasolina?

Sabes que mais? Parece o raio de uma grande ideia!

Porque n�o vais dar um passeio nocturno pelos vales e ser morto pela fam�lia Manson?

N�o te admires que o fa�a!

V� l�, meu.

- CR�DITO, PRESSIONE SIM OU N�O - Sim!

� a minha �nica hip�tese.

Gostarias de carregar um reservat�rio com 9kg de gasolina

por um vale enorme acima, at� ao teu carro?

Posso? Posso mesmo?

Boa pose.

Ol�.

- Tirou-me uma fotografia? - Talvez.

- Ficou sem gasolina? - Talvez.

Isso � uma treta. Aconteceu-me a mim, na semana passada.

Quando estava a conduzir para muito longe para deixar um sem-abrigo,

que acabou com a bateria do seu telem�vel,

de maneira a n�o poder chamar a Assist�ncia em Viagem?

- N�o. Presumo que foi o que lhe aconteceu. - N�o.

Porque presumiria isso?

- Ele usou o seu telem�vel? - Sim.

Aparentemente, era o sem-abrigo mais popular do planeta.

Estava a manter contactos. Foi bom de se ver.

- Fico contente por ter feito parte disso. - Deve saber bem.

Sem d�vida. E tenho a oportunidade de fazer exerc�cio, o que � porreiro.

- Precisa de boleia? - Nisso?

- Estou a ir demasiado r�pido para si? - N�o. Ali�s, devia ir mais r�pido.

Assim, se tivermos um acidente, pelo menos eu morro.

S� n�o quero ser mantido vivo artificialmente.

- O que est� a fazer? - Estou a tirar uma fotografia. Sorria.

- N�o consigo ver. Estou cego! - Eu tamb�m! N�o � fant�stico?

Sim, est� a ficar bom.

- Mais uma vez, obrigado pela boleia. - Na boa.

Tenho esperan�a de que a cor regresse � tua cara, em breve.

- Gosto mais de quatro rodas. - A s�rio?

Nunca teria adivinhado. Ficas muito tranquilo em cima de duas.

- Podes devolver-me o capacete? - Ainda o tenho na cabe�a, n�o �?

Obrigado.

- Ficas bem? - Sim, fico.

- A n�o ser que queiras c� ficar a curtir. - O qu�?

O que disseste?

Olha, eu...

Boa noite.

Porreiro.

"O "sim" leva sempre a algo bom."

"Nunca desperdice oportunidades. Podem aparecer sob qualquer forma."

- Estou? - Carl, � o teu parceiro Norman.

E patr�o tamb�m. Mas mais parceiro do que patr�o, certo?

Acho que sim.

Estamos com pouco pessoal neste s�bado. H� maneira de c� vires?

Claro. N�o h� coisa de que goste mais do que o interior de um banco num lindo s�bado.

Pois, h� algo de m�gico sobre este s�tio.

Se eu gostava de aumentar o tamanho do meu p�nis?

At� parece... Como se eu precisasse.

- TUDO ISTO PODE SER SEU! - SIM, LEVE-ME AT� L�

"LocalizadorDeEsposaPersa".

Ol�, sou a Faranoosh. Serias tu o homem para mim?

Parece-me que sim.

Desculpe. Gostaria de pedir um empr�stimo para um pequeno neg�cio.

E qual � o seu neg�cio?

Fa�o bolos em forma de caras de v�rias celebridades.

- O Mickey Rourke! - N�o, � o Bono.

Pois, certo. Esperemos que n�o saiba ao Mickey Rourke.

Ent�o, o que acha?

Acho que sim.

APROVADO

Interessante. Bolos?

Sim, segui o meu instinto, Norm.

Chamaste-me "Norm"! Pode ser a minha alcunha?

- Sim, acho que sim. - Boa. Gosto do teu estilo, "Car".

- Pode ser a tua. - "Carl" j� � muito pequeno, mas...

Sim, mas � o tipo de brilho que precisamos por estes lados.

Certo.

- Sabes o que fiz? - O qu�?

Aquela cena com o Demco deixou-me fulo.

Fui at� l� cima e disse aos superiores: "O Carl � promovido em vez do Demco

ou como o Demco, como queiram.

- Ou eu vou-me embora." - A s�rio? Que disseram eles?

Ficaram bastante atra�dos pela op��o de eu me ir embora, por um momento.

- Mas depois tirei isso de cima da mesa. - Bem jogado.

E disseram que, se come�asses a mostrar alguma iniciativa, eu podia promover-te.

- E? Sim? - Est�s a faz�-lo!

- Sim, a cena do bolo! - Sim.

- Est�s a inventar alcunhas. - Certo.

Sabes, liguei ao Demco hoje de manh�, para ver se podia trabalhar no s�bado.

- Sabes o que disse ele? - N�o.

- Como sabias? - Ele n�o est� c�.

Pois, mas tu est�s, Car. E � por isso que te vou dar o emprego a ti.

Norm, isso � fant�stico. Meu Deus, obrigado.

E vais ter um aumentozinho de sal�rio tamb�m.

- O teu sal�rio vai passar para 65. - Mil?

Claro, mil. D� c� mais cinco, Manoseph.

Reparaste no que fiz? Juntei "Mano" com "Joseph": "Manoseph". Muito fixe, n�o?

Muito fixe, Norm.

Tenho sido t�o ot�rio e idiota.

Mais idiota do que ot�rio, provavelmente, mas,

desculpa, devia ter l� estado.

- A s�rio. - Deixa-te de tangas, Carl.

A s�rio, meu. As coisas est�o diferentes.

Tudo bem. Ent�o, espera... Tens de dizer "sim" a tudo?

Sim, exactamente. Tal como disseste, n�o estava aberto para as coisas e,

agora que estou, elas est�o a mudar para mim.

� como se a era do "sim" tivesse come�ado.

Muito bem. Se isso te tira de casa, sou completamente a favor.

Desculpe. Arranja-nos outra rodada?

Na verdade, vamos abrir uma conta, e o nosso bom amigo Carl Allen � que paga.

- Pode ser, certo, parceiro? - Pode, pois.

Tudo bem.

Devia estar a preparar a minha obra para segunda, mas n�o posso perder isto.

Meu, d� outra snifadela no piripiri.

Voc�s est�o mesmo a gostar dessa parte.

Uma rodada por minha conta!

Carl, foi fant�stico.

- Desculpe. Posso... - Completamente.

Acho que n�o era isso que ela ia pedir, mas est� bem.

Eu estava a mascar pastilha?

- O que achas que est�s a fazer, paspalho? - Calma. Foi um mal-entendido.

S� estou a dizer "sim" � vida. Tem de se dizer "sim" � vida.

Fiz um pacto secreto.

Pareceu perverso.

- Acho que temos de ir l� fora. - N�o. Meu Deus, n�o...

Tudo bem, n�o h� problema. Eu trato disto.

Tudo bem. Mas, se eu ganhar, posso levar a tua linda menina a um baile.

Porque ela merece isso.

Todas as lindas meninas merecem ir a um baile.

Isso foi t�o querido.

Deste-me um murro mesmo na cara, meu.

- Anda, eu protejo-te. - N�o proteges ningu�m.

- Desculpa, meu, a culpa � nossa. - N�o andava � bulha desde o 7� ano.

- Olha l�, vamos lutar ou n�o? - Vamos, pois.

Vamos lutar, pois. Queres levar, �? Mais?

Porque estou aberto para negocia��es, est� bem?

Onde � que eu fui? Onde � que eu fui?

Como combates o que n�o consegues ver?

Viste "A Lenda de Billy Jack"?

Porque eu vou pegar neste p� e vou dar-te um pontap� nesse lado da cara.

E n�o podes fazer patavina em rela��o a isso.

S� n�o me partas os dentes na cal�ada, est� bem?

Mas vamos ser convincentes. Proporcionar-lhes um espect�culo.

O qu�?

Primeiro, temos de estabelecer as regras b�sicas.

E as regras b�sicas s�o que n�o h� regras b�sicas.

Idiota. Sou o tipo errado.

Talvez precises de come�ar a ser o tipo certo.

� por isso que levaste um murro. Porque tens uma postura errada.

Estou aqui, ot�rio.

Meu Deus, isso � t�o engra�ado. �s um completo...

Est�s bem?

Quase que o bloqueei. S� n�o cheguei a tempo.

Olha, and�mos a beber. Ele bebeu mesmo muito...

A s�rio, meu, estou contente por termos tido esta experi�ncia.

Acho que crescemos os dois com ela.

- Liga-me. - Idiota!

- Conseguimos! - Conseguimos, mesmo!

- Ela nunca ir� a um baile. - Pois n�o.

Tillie, c� est� a senhora.

- Ol�, Carl? - Em que posso ajud�-la?

Ser� que me ajudava a montar umas prateleiras?

A s�rio?

Pronto, j� deve estar despachado.

- At� logo, Tillie. - Foi maravilhoso, Carl.

Calminha...

Que est� a fazer?

- Cara�as, esqueci-me de ir ao banco. - N�o faz mal.

Estou a ficar t�o esquecida.

- � da idade. - N�o se preocupe.

Vou ter de te recompensar, de alguma forma.

S� fiz um favor a uma vizinha. Chega-me.

�s t�o jeitoso.

Como � que nunca te vejo com uma rapariga por l�?

N�o tenho nada s�rio, mas tenho uns encontros.

- Queres libertar-te? - Perd�o?

Tu sabes... Uma liberta��o sexual?

- O que estamos a fazer? - N�o tens de fazer nada, Carl.

Deita-te, que eu trato de tudo.

N�o sei o que dizer. Estou parvo. Confuso.

N�o sei se posso dizer "sim" a isto, Til.

- V� l�... - Mas obrigado pela proposta e pela imagem.

Tenho de fazer uma coisa. Vemo-nos por a�.

Nos meus pesadelos!

Por favor, poupem-me.

O Terrence disse que isto aconteceria se eu dissesse "n�o".

Isso � rid�culo. Sai l� da�!

Se eu quiser dizer "n�o", digo "n�o"!

Lindo c�ozinho.

Relaxa. Eu trato disto.

Deus!

Deus! N�o! Meu...

Isso...

Como consegue fazer isso?

"Festa de m�scaras. Vista-se como a sua personagem preferida do Harry Potter."

� para j�, Norm.

- VAI COMPARECER? - SIM

TEM UMA RESPOSTA DE CONVIDADO! CARL ALLEN VAI COMPARECER

Ol�.

A s�rio? Sempre quis experimentar.

Sim. Ent�o, posso esperar a entrega entre as 08h00 e as 17h30?

Ol�. Ser� que tem um momento para falar

sobre a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos �ltimos Dias?

Sim, entrem.

- Meninas das Buttercup! - Meninas das Buttercup.

Sim, boa.

Est� a resultar!

� lindo, meu. � lindo.

Quero ter aulas de guitarra. Quero aprender a voar.

Sim, gostava de aprender coreano.

Muito bem, j� apanhei.

O que � que ele me chamou?

- PODE AJUDAR OS SEM-ABRIGO? - Sem-abrigo.

Venham c� buscar. Aqui tem.

- Quer um pouco? - Ele nunca d� ouvidos.

Quero come�ar um neg�cio de distribui��o de fertilizantes org�nicos.

APROVADO

Pr�ximo!

- Quer ver... Desculpe. - Sabes que mais? Adorava.

Assim � que �.

ESTA NOITE MUNCHAUSEN BY PROXY

Aqui tem.

- Ol�! Acabei por vir. - �ptimo.

Uma Rolling Rock, por favor.

Ol�, Jake, Penelope, Rodrigo, Phillip, Zachary.

- Somos os Munchausen By Proxy. - S� podem estar a brincar.

J� conhecem o meu amigo Ian? � um pirata de computadores.

Ajudou-me a apagar o teu MySpace.

E o MySpace da tua banda.

E a tua p�gina do Facebook. Feliz navega��es, idiota.

Arranjas-me uma �gua?

O tipo que ficou sem gasolina que eu beijei.

N�s beij�mo-nos? Pois foi, j� me lembro.

- O que fazes aqui? - Isto n�o � de doidos?

- � mesmo. Andas a perseguir-me? - N�o, nunca faria tal coisa.

J� agora, a mob�lia da tua sala de estar parece muito boa, vista do quintal.

- Grande concerto, ou l� o que foi aquilo. - Obrigada.

- Letras fortes. Inventas aquilo? - Vem de experi�ncias pr�prias.

Porreiro. Queres tomar um copo?

N�o posso. Tenho de acordar cedo, por isso, tenho de ir, mas...

A s�rio?

Mas podes levar-me at� � minha lambreta.

Ensino um grupo de jogging/fotografia, para pessoas

que querem tanto fazer exerc�cio como praticar fotografia.

Sim, sim, isso est� a ficar muito popular.

� no Griffith Park e fazemos um circuito de cerca de 8 km.

�s seis da manh�.

N�o acordo �s 6 da manh� desde... nunca!

- Isso � cedo. - Sim, mas � �ptimo para fotos maravilhosas.

Muito bem, tens uma banda, fazes o jogging/fotografia... Que mais?

O que eu quiser.

Sou volunt�ria num abrigo. Pinto umas coisas.

Porreiro. Tamb�m j� fiz algum trabalho de caridade.

E modelagem nua, para que saibas.

� bom saber. Se alguma vez precisar de um...

Adiante, a minha resposta � sim. Adorava sair contigo.

N�o te convidei para sair.

Parecia que sim, com aquele coment�rio da modelagem nua.

Foste tu que disseste isso.

Quem quer que o tenha dito, deixou-me muito desconfort�vel.

Porque n�o apareces na minha aula amanh�?

Porque n�o paras de te atirar a mim? A s�rio, � demasiado cedo.

Sim, adorava.

Muito bem, vemo-nos amanh�...

Carl.

Allison.

Sim, Rooney?

Boas, Carl. Vamos �s discos. Temos uma grade de Red Bull.

Vamos fazer uma directa. Alinhas?

Sim.

Est�o todos prontos? T�m as m�quinas carregadas?

- Allison? - Sim?

- Precisamos de usar o flash? - Quando est� sol n�o, Reggie.

Noite linda, malta.

Levam as coisas ao limite, respeito isso. Liguem-me esta semana.

Vamos faz�-lo novamente.

Carl, se algu�m me pedir para descrever esta noite, direi "lentaaaa".

- Igualmente, Roon. - Lee, mal te conhe�o,

mas sinto-me � vontade. V� o qu�o perto fico de ti.

Ol�, Allison, sou eu, o Carl. Estou aqui.

Allison, estou aqui.

Allison!

Ol�. Quem eram aqueles tipos?

Eram o Rooney e o meu novo amigo, o Lee. � enfermeiro.

Fomos a umas festas ontem � noite. Foi a desbunda!

- Sim, est�s um bocado energ�tico. - Bebi alguns Red Bulls.

J� alguma vez bebeste um Red Bull?

Nunca tinha bebido antes, mas bebi ontem � noite e gosto muito.

Tenho um colar novo. Brilha no escuro.

Mas n�o se consegue ver agora, a n�o ser que fa�as assim.

Isso � algo e tanto. O Red Bull n�o te d� uma grande quebra?

N�o, acho que n�o. N�o.

Olha, depois de fazermos jogging dev�amos ir beber um Red Bull.

Tu podias beber um Red Bull e eu podia beber um Red Bull.

Pod�amos partilhar um Red Bull.

- Tudo bem, isso seria muito div... - Red Bull.

- Parece-me... - Red Bull.

- Acho que preferia... - Red Bull.

Tudo bem, muita energia. Gosto disso.

Malta, este � o Carl. Carl, apresento-te a malta.

Ol�, malta.

V�, vamos l� p�r-nos em forma.

N�o se mexam. Consegui!

Carl, est�s bem?

N�o te mexas.

Sabe bem.

N�o sei muito bem como �s. �s um bocado imprevis�vel.

Um bocado misterioso.

Sabes, gosto de manter as coisas frescas.

Gosto de viver a vida, de fazer v�rias coisas.

Se n�o gostas disso, � melhor acabarmos isto agora mesmo.

Eu adoro isso.

N�o sei como � que as pessoas encaram a vida com a mesma rotina, todos os dias.

- Prefiro que me d�em um tiro. - Mesmo na cara.

A s�rio, andei com um tipo e ficava espantada

com a perfeita satisfa��o que ele tinha de viver a vida fechado numa caixinha.

Eu sei, � t�o frustrante. S� quero pegar nessas pessoas e aban�-las.

Dizer-lhes: "Acordem, 'p�! Est�o a desperdi�ar muito,

numa pequena coisa chamada "vida"." - Grande verdade.

Ent�o, o que aconteceu ao tipo fechado na caixinha?

Simplesmente n�o resultou. � uma longa hist�ria.

A mesma sobre a qual cantaste ontem � noite?

Talvez.

Rapazote fechado numa caixinha. T�pico sens�vel. N�o avan�ar.

Tudo bem, se queres saber, n�s vivemos juntos.

Pensava que era ele. O tal, sei l�.

E depois, surpresa, acabou comigo assim do nada, sem raz�o nenhuma.

Desapareceu e nunca mais voltei a v�-lo.

Deve ter sido dif�cil. Lamento.

Da pr�xima vez devias avisar-me sobre a dura��o da hist�ria.

- Arrastaste-a um bocado. - Vou melhorar isso.

- Limita-te aos factos. - Est� bem.

Cara�as, isto foi... muito saud�vel.

Ela � espont�nea. � arrojada. N�o faz ideia do que anda a fazer

e est�-se nas tintas. � completamente o oposto de mim.

- Carl, passas-me o Cholula, por favor? - Claro, Faranoosh.

- Como � que voc�s se conheceram mesmo? - "LocalizadorDeEsposaPersa.com."

� muito porreiro. Devias ver.

- Estou noivo. - Pois...

Devias estar a falar da Allison � frente da Faranoosh?

N�o faz mal, meu. Acab�mos de nos conhecer. Ela sabe que n�o � exclusivo.

- Al�m disso, n�o faz nada o meu g�nero. - Consigo ouvir-te.

Desculpa, Faranoosh.

Adiante, nunca teria conhecido a Allison se n�o tivesse dito "sim" ao sem-abrigo.

Tamb�m n�o estarias num encontro �s cegas com uma mulher iraniana estranha.

- Sem querer ofender, Faranoosh. - N�o ofendeu.

N�o tinha dado conta de que estava a lidar com um "Homem N�o".

N�o, eu acho que � fabuloso. Deita-me isto fora, sim?

- Ol�, querida. - Ol�.

Lucy.

- Faranoosh, Lucy. Lucy, Faranoosh. - Ol�.

Os meus amigos est�o a ser parvos e ainda ningu�m se ofereceu

para me organizar uma despedida de solteira.

Tenho uma ideia.

Carl, gostavas de organizar a despedida de solteira da Lucy?

Sim, com certeza. Porque n�o? Seria �ptimo. Adorava.

- Problema resolvido. - Sim.

- A s�rio? - Sim.

Obrigada, Carl.

Obrigada, � muito querido da tua parte.

- � querido, Carl. - Obrigado, Faranoosh.

Esqueci-me! Tenho de ir buscar m�scaras para mim e para a Allison.

M�scaras para o qu�?

- S� estava a brincar. - N�o faz mal. Bloqueei e reflecti.

M�scara fixe, meu caro.

S� tinham m�scaras para beb�s.

Esta � a Allison, com a sua varinha, feita a partir de uma sequ�ia.

- Ol�. Sim, prazer em conhec�-la. - Deve ser o Norman.

Obrigado por virem. Entrem.

Temos bebidas, batatas, pasta,

e boas pessoas, tal como voc�s os dois.

Obrigado.

Preparem-se, pois a noite vai ser de arromba.

- Fa�am marca��o � zona. - O molho � bom, n�o �?

Arranjei toneladas, com desconto.

Sabem, tenho um cart�o de membro exclusivo e, com esse cart�o, tenho acesso a tudo.

Posso comprar grandes quantidades de qualquer coisa, a pre�os com desconto.

Qualquer pessoa consegue arranjar um cart�o desses.

N�o, n�o me parece.

- Mas posso falar com algu�m, se quiserem. - Sim, mete uma cunha por n�s.

Parece estranho ir para casa, n�o �?

"Eu n�o vou para casa."

- N�o mesmo. - "N�o mesmo."

Muito bem, malta. Quem quer ver "A C�mara dos Segredos"?

Obrigado por terem vindo, malta.

- Prazer em conhecer-te. - Igualmente. Obrigado.

E olha... Isso mesmo. Entra ou sai. Mant�ns a tua m�o aqui para o aperto

e a outra m�o vai � volta para um abra�o.

- Obrigado pela explica��o. - Adeusinho.

Muito bem, malta. Todos a bordo do "Hogwart's Express".

Pr�xima paragem: Azkaban.

Olha l�, queres conduzir?

- Est�s a melhorar. - Nada mau, pois n�o?

Tudo controlado.

Tenho uma ideia.

- N�o podemos fazer isto. - Porqu�? Est�s assustada?

Despacha-te, vem a� algu�m. Acho que vi uma pessoa. Despacha-te!

- Isto � de doidos. - Eu sei.

Mas � fant�stico.

- Isto � surreal. - N�o podia concordar mais.

Sabes, nunca tinha deixado ningu�m conduzir a minha lambreta.

Nunca deixei ningu�m beijar-me no palco do Hollywood Bowl.

Boa noite, Los Angeles.

Por favor, d�em as boas-vindas, no Hollywood Bowl, aos Munchausen by Proxy.

Sou o teu maior f�. Matei-a! Sou algu�m.

N�o sei, n�o.

- Ent�o? T�m de ter f�s assustadores. - N�o me parece. N�o temos l� muitos f�s.

O que est�s a dizer? H� o Rodrigo e a malta do bar.

N�o se pode confiar neles. Depois h� eu e os meus amigos.

Ao todo, oito ou nove pessoas muito inst�veis.

- Qual � a capacidade disto? - Acho que s�o 17 mil pessoas.

Ent�o, cada um de n�s convida 1800 dos nossos amigos mais pr�ximos.

N�o � preciso. Sei que a nossa m�sica n�o � l� grande espingarda, mas adoro faz�-la.

� como a minha fotografia.

Sei que n�o h� l� grande procura por fotos desfocadas tiradas enquanto se corre, mas...

Eu n�o ia dizer nada.

Que me importa? O mundo � um parque infantil.

Sabe-lo quando �s crian�a, mas, algures no caminho, toda a gente se esquece.

Adoro a tua m�sica.

E toda a gente consegue tirar uma fotografia parado.

- O que est�o a fazer?! - Cara�as.

- Parem! - Estou a parar.

- V� l�, Carl. Corre! - Obrigado.

- Parado a�. - Tudo bem.

- Deitado no ch�o. - Como queira.

- Carl, o que est�s a fazer? Anda! - Tudo bem, n�o posso agradar a todos.

Corre!

Ol�, malta.

Um pouco de vitamina C para vos manter fortes.

J� a atendo. Passe isto, sim?

Chap�u. Boa onda.

- Lee? - Ol�.

Como vai isso, "bacacano"?

- N�o est� certo, pois n�o? - Carl, preciso de ti por um segundo.

Podes esperar um minuto, Lee?

O que se passa, Norm?

Algo grande vai acontecer. Est� c� um tipo da equipa corporativa. N�o olhes.

Ele quer falar contigo.

Acho que � sobre todos aqueles empr�stimos que tens aprovado.

Foi bom enquanto durou.

Posso ser "mertratado", Norm.

N�o te preocupes. Tenho a certeza de que levar� a algo de bom.

Eu tamb�m estou metido nisto. N�o me opus e permiti-o.

- Norm... - Quando estavas a senti-lo?

Estavas na zona dos empr�stimos, lembras-te?

- Pois estava. - E eu estava a ver-te.

- Pois estavas. - Mas acho que estamos tramados.

Agora, temos de enfrentar a m�sica. Anda.

- D�s-me s� um minuto? - Est� bem.

Lee, o que precisas? Pode ser o meu �ltimo empr�stimo.

� uma Ducati. Acho que vai fazer com que as pessoas

parem de falar sobre eu ser enfermeiro.

- Percebes onde quero chegar? - Sim.

Boa m�quina.

APROVADO

Vemo-nos no outro lado, Lee.

Carl.

Wesley T. Parker. Vice-Presidente da Brea Federal Savings.

Prazer em conhec�-lo.

A cada dois meses, o mero agente de empr�stimos aprova 35 a 40 empr�stimos.

Voc� aprovou... 561.

Um pouco mais do que o normal.

O que ainda � mais estranho s�o as quantias.

Um empr�stimo de 250 d�lares para uma bicicleta de montanha.

600 d�lares para aulas de windsurf.

J� experimentou? � divertido.

Carl, este banco, tradicionalmente, nunca cedeu empr�stimos pequenos.

- Se eu puder explicar, Wes... - Senta-te, Norman.

Sabe, no come�o, pensei que andava a assaltar os nossos cofres.

Nunca faria isso.

Se eu pudesse fazia. Porque n�o faria voc�?

Mas, depois, vi a coisa mais de perto.

Estas pessoas est�o t�o gratas por lhe terem respondido �s necessidades,

que mais de 98% delas est�o a cumprir os pagamentos.

E, como concedeu tantos, estamos a fazer muito dinheiro.

Carl, estes micro-empr�stimos... n�o s�o nada maus.

Est�s a ver, Car, e estavas tu preocupado...

Carl, o que diria se lhe perguntasse se queria vir trabalhar c� para cima

com a malta da pesada?

- Sec��o corporativa? - Isso � fant�stico.

- Teria de dizer... - Espera, antes de darmos a nossa resposta,

falemos de dinheiro. D�lares e c�ntimos, Wes.

Lamento, mas n�o posso falar sobre isso contigo,

tendo em conta que s� vamos levar o Carl.

Percebido.

Dar-lhe-emos o contrato de emprego at� ao fim do dia.

Bom trabalho, Carl. Choque aqui.

- Falhei, tamb�m ia chocar. - Choca aqui.

Adoro-a especialmente na cor creme. O que achas?

- Adoro. Sim. - Sim?

Bingo Nupcial? Como se joga a isso?

� como um Bingo normal, mas s� se usa coisas embara�osas sobre a noiva. Certo?

- Sim. - N�o vou jogar a isso.

- Ent�o? - N�o quero nada de complicado.

Tens de aproveitar esta experi�ncia ao m�ximo.

N�o parece complicado. � complicado?

V�o fazer muitas mais perguntas? N�o tenho o dia todo.

- Talvez dev�ssemos ir a outro lado. - N�o faz mal, eu falo com ela.

Menina...

Passa-se alguma coisa?

Sim.

Passa-se.

Aqui estou eu, passo o dia todo

a ver os outros a ficarem noivos e a casarem-se, uma e outra vez.

N�o � justo. E eu?

E a Soo-Mi? Quando ser� a minha vez?

Eu compreendo. A sua vez chegar� em breve.

Est� a ver a senhora que veio comigo?

� a noiva do meu melhor amigo e odeia-me mesmo muito.

Safava-me se me ajudasse a tornar isto divertido para ela.

Vamos ficar na mesma equipa. O que dizes, Soo-Mi?

- Tudo bem. - Vamos l�!

Muito bem, o Bingo Nupcial � muito simples. Posso explicar-lhe os pormenores, se quiser.

N�o acredito nisto. Est� um homem no parapeito a tentar saltar!

- O que podemos fazer? - O que se passa?

Quer dizer, algu�m est� a tentar matar-se.

Salto.

Est�o a olhar para onde, cara�as?

N�o apontes para mim, parceiro.

Senhora, tire esse c�o da�.

Parceiro, podes afastar-te um bocado? Uns 6 dec�metros?

J� ligaram para a Pol�cia?

Sim, mas quando eles chegarem, ele j� estar� morto.

- Algu�m precisa de o convencer a sair dali. - Saiam da frente!

Algu�m o ajude!

- Ol�, parceiro. - Quem �s tu, meu?

N�o tentes nada. Vou matar-me, por isso, n�o tentes impedir-me.

- Est� bem. - Como assim, "est� bem"?

N�o foi isso que quis dizer. D�-me s� um segundo.

Devia dizer-te alguma coisa.

- Mas n�o sei bem o qu�. - Meu, �s terr�vel. �s pol�cia sequer?

Espera um segundo, estou a pensar.

Espera, j� sei.

Aonde vais, meu?

- Meu, est�s a�? - N�o o fa�as, vou j�.

A paci�ncia � uma virtude.

O que raios est�s a� a fazer?

Gostava que sa�sses Desse parapeito, meu amigo

Podias acabar com todas as mentiras Em que tens vivido

E se n�o me quiseres voltar a ver

Eu iria compreender

Eu iria compreender

Como � agora?

O rapaz zangado � um bocado maluco

A amenizar uma dor secreta

Sabes que este n�o � o teu lugar

Toda a gente que eu conhe�o Tem uma raz�o

- Para dizer... - P�e o passado para tr�s das costas

Gostava que sa�sses Desse parapeito, meu amigo

Podias acabar com todas as mentiras Em que tens vivido

E se n�o me quiseres voltar a ver

Eu iria compreender

Eu iria compreender

Eu iria compreender

Eu iria compreender

Eu iria compreen...

Tenho bolhas nos dedos.

Carl!

- Stephanie. Ted. Ol�! Como vai isso? - Ol�.

- O que fazem aqui? - Vamos passar uma semana ao Taiti.

O pai do Ted tem l� uma propriedade pequena.

40 hectares e meio n�o � assim t�o pouco, querida. Pelo menos, n�o no Taiti.

Vi-te na televis�o. Foi fant�stico, Carl.

Era s� uma vida que precisava de ser salva. Nada demais.

Ent�o, para onde vais?

Vim encontrar-me com a minha namorada. N�o sabemos aonde vamos.

- A s�rio? - Sim, vamos escolher um s�tio.

Tipo "um d� li t�". Mant�m a coisa fresca.

At� � vista, pessoal.

- Parece-me muito divertido. - D� para imaginar?

N�o.

Tenho aqui alguma bagagem de m�o.

Queria dois bilhetes para o primeiro avi�o que vai partir, por favor.

Nunca fizemos isto.

O pr�ximo voo dispon�vel para embarque tem como destino...

Lincoln, no Nebraska.

Tudo bem. Tudo bem. Lincoln? Sim. Aqui vamos n�s.

Aonde � que uma pessoa vai em Lincoln, Nebraska?

Claramente dev�amos ir ali.

MUSEU PIONEIRO DO TELEFONE

Os primeiros auscultadores dos operadores de distribui��o

pesavam mais de 4 quilos e meio.

- Interessante. - Olha para isto.

- O primeiro telefonema de sempre. - Bacano.

V� o telem�vel. � mais pequeno do que eu achava que fosse.

Espera, estou a vibrar. Estou?

Belo tiro.

-Que tal? - Muito sexy.

O que fa�o? Apenas...

- Calma. - Pronto.

Muito bem...

Lance.

Consegui! Consegui! Posso repetir? O que foi?

Vinte mocas em como Oklahoma ganha.

Pete, importas-te de p�r isso em cima de uma base para copos?

Agora vives c�, �?

Sim. Pedi ao Carl e ele teve de dizer que sim.

- Olhem l�, aquele � o Carl? - Esperem l� um segundo.

Ele est� no Nebraska.

Esta � a parte mais interessante,

porque, se n�o as decapitarem bem, mistura-se tudo no lote.

Algu�m fica com um bico no balde, ou uma boca cheia de tend�es

e t�m um processo em m�os.

Desmaiou uma pessoa na zona de decapita��o.

N�o acredito que tropecei daquela maneira.

- Pareceu mais que desmaiaste. - N�o, j� te disse que tropecei num prego.

Est� bem. Pensei que tivesse sido por causa dos bicos de galinha no balde.

N�o... Por favor.

Meu Deus, est� a come�ar a chover.

Tenho de te proteger. Anda. Despacha-te, n�o h� tempo a perder.

Temos de encontrar abrigo. Anda!

Entra aqui. Est� tudo bem, eu protejo-te.

Allison, est�s bem?

Est�s magoada? Est�s magoada?

Est�s bem?

- O que foi? - N�o sei, acho que te amo.

A s�rio?

Sei que gosto de ti h� um tempo, mas agora decidi que te amo.

- Tamb�m me amas? - Sem d�vida.

Amo-te tanto... que nem acredito.

� um bocado rid�culo.

Tenho andado a pensar e sei que � de doidos, especialmente para mim,

mas talvez, quando voltarmos, dev�ssemos morar juntos.

A s�rio? Tens pensado nisso?

- O que achas? - O que acho?

- Sim. - Meu Deus, fizeste uma pausa.

- N�o fiz nada. - Fizeste.

- N�o fiz nada. S� � um grande passo. - Foi uma ideia est�pida.

N�o devia ter dito nada. � demasiado cedo.

N�o, p�ra. O que est�s a dizer?

Pergunta-me de novo.

- Queres morar... - Sim!

Fiz alguma pausa? Provavelmente consigo diz�-lo

uns quantos milissegundos mais depressa.

- Para onde v�o viajar hoje? - Los Angeles.

D�em-me s� um minuto.

Dev�amos fazer isto todos os fins-de-semana. Pod�amos ver o mundo todo.

Alinho nisso.

- Est�s bem? - Sim, estou.

Senhor, importa-se de nos acompanhar, por favor?

- Perd�o? - S� lhe queremos fazer umas perguntas.

�s hilariante. Fant�stico.

Lindo! Tamb�m est� metida nisto? Apanharam-me bem.

"H� um maluco no terminal. Alerta vermelho!"

- Bom trabalho. - Vamos, engra�adinho.

Venha, minha senhora.

Odeia o seu pa�s, Sr. Allen?

- O qu�? - Odeia a Am�rica?

- N�o, claro que n�o. - Ent�o, porque planeia atac�-la?

- O qu�? - Acho que t�m o tipo errado.

Desculpe, estava a falar consigo?

Temos andado a segui-lo, Sr. Allen. Sabemos quem � e o que planeia fazer.

Isto � de doidos. Acham que sou um terrorista?

Porque comprou estes bilhetes de avi�o � �ltima da hora?

Foram umas f�rias espont�neas.

Certo. Estava agora a dizer ao Agente Tweed que queria passar

umas f�rias repletas de divers�o em Lincoln, no Nebraska.

� membro do site "LocalizadorDeEsposaPersa.com"?

- Sim, mas n�o compreendem... - Sim? Quem � ela?

A Faranoosh. N�o foi nada. Eu posso explicar.

Explique isto, idiota.

Como chefe de empr�stimos da Brea Federal Savings and Loan,

deu dinheiro a um homem para come�ar um neg�cio de fertilizantes.

- Para qu�? Bombas? - N�o.

- Recentemente come�ou a ter aulas de voo? - Sim. Poupem-me!

Porque aprendeu coreano? Vai aliar-se aos norte-coreanos?

- N�o! O qu�? - Esteve casado durante apenas seis meses.

Foi alguma jogada para a imigra��o?

- J� foste casado? - Sim. Foi h� muito tempo.

Eu ia contar-te.

- Eu ia contar-lhe. S� n�o... - Desembuche, Carl.

Se � que esse � o seu verdadeiro nome.

Conhec�amos outro Carl do qual n�o gost�vamos muito, n�o era, Tweed?

O nome dele era Marx.

Preciso de falar com o meu advogado.

H� alguns meses, o meu cliente compareceu a um semin�rio de autonomia pr�pria,

que requer que ele diga "sim" a qualquer pedido que lhe seja proposto.

Portanto, todas as actividades aparentemente suspeitas, as aulas de voo,

as f�rias espont�neas,

deve-se tudo ao facto de ele ter de dizer "sim" a qualquer oportunidade.

- Ele leva a coisa a s�rio. - Dizes "sim" a tudo?

- Est�s a brincar? - N�o � o que parece.

A s�rio? Ent�o, o que �? Porque adorava saber.

Ser� que temos um local melhor para falarmos?

Sim, talvez dev�ssemos falar em privado. Vamos l� para fora.

- Foi por pouco. - Mas que raio, Carl?

A s�rio, dizes "sim" a tudo? Mesmo que n�o gostes?

N�o, claro que n�o.

- �s vezes. - Boa, que al�vio.

Porque pensei que mentias sempre. Afinal, � s� �s vezes. Excelente.

Ent�o, n�o querias ir ao meu concerto? N�o querias fazer jogging comigo?

- N�o querias viajar comigo? - Queria, pois! A ideia foi minha!

E, quando te perguntei se querias morar comigo,

foi algo que me custou muito e estava a falar a s�rio.

E n�o sabia o que esperar, mas calculava que, como adulto, ias pesar as op��es.

Fizeste uma pausa. Querias dizer "n�o",

mas n�o podias porque tinhas de dizer "sim".

Isso n�o � completamente verdade.

Como sei se o que fizeste foi porque quiseste

ou porque estavas a seguir um maldito programa?

Allison.

Adeus, Carl.

N�o acredito que n�o lhe disse que tinha sido casado. Sou um idiota.

- Sabes o que fiz? - O qu�?

Ela pediu-me para morar com ela e eu hesitei.

Foi como um "n�o". Devia ter dito logo "sim", sabes?

Foi a� que a coisa deu para o torto. Quebrei o pacto.

N�o, j� pensaste que a coisa deu para o torto porque disseste "sim"

a todas as coisas, sem pensares? N�o por causa do pacto que fizeste contigo mesmo.

Este pacto com o universo � importante, meu.

H� uma regra b�sica, Carl... Podes processar as coisas.

Podes pes�-las individualmente e tomar decis�es para cada caso,

tamb�m conhecido como "o que as pessoas normais fazem".

Bem visto. N�o te esque�as do que estavas a dizer. Allison!

Ou ent�o n�o!

- Allison! Por favor, podemos falar? - Afasta-te de mim.

Est� bem.

- Mais longe. - Est� bem.

Carl?

Adeus, Carl.

- Adoro boa comida. - Eu tamb�m.

Adora? Sabe que somos muitos parecidos?

Ol�. Sou eu novamente.

Especificamente, estou a falar de 15 a 20%. Vamos fazer isto...

CARL A CHAMAR

Muito bem, n�o estou a mexer em nada. Est�, oficialmente, a voar sozinho.

Fixe.

N�o h� melhor sensa��o no mundo, pois n�o?

Ol�, Jake, Rodrigo, Penelope, Phillip, Zachary.

Gostava de vos agradecer a todos por terem vindo sem outra raz�o

a n�o ser terem querido vir genuinamente.

J� agora, todas as outras pessoas podem ir saltar de uma ponte.

Allison?

N�o, � o Wes P., grande C. Apanhei-te em m� altura?

N�o, estou aqui pendurado.

S� queria ver como estavas, ver como a equipa corporativa te anda a tratar.

� uma treta ter de lidar com aqueles pe�es, n�o �?

- Nunca pensei bem em... - Espera s� um segundo.

Wes?

- Est� a ouvir-me? - Vai buscar a bola!

Escuta... Tenho um trabalho para ti.

Vamos fechar algumas ag�ncias e preciso que o digas aos gerentes.

Fechar algumas ag�ncias? Quais?

N�s somos Esparta!

Ol�, Norm.

Tem tr�s mensagens:

Ol�, Car, fala o teu atendedor.

N�o, sou eu, o Norm. Era para te lembrar da festa de esta noite.

Vemo-nos l�, parceiro. Terminado.

Carl, � o Roons. Obrigado por me teres deixado usar o teu carro.

H�s-de reparar que falta o p�ra-choques dianteiro.

Mas n�o te preocupes. Dei-lhes o teu seguro. Est� tudo a ser tratado.

E deixei uma pilha de roupa no meu quarto.

N�o te esque�as, n�o metas goma. Adoro-te.

� o Peter. Tenho a certeza de que est�s a tratar de tudo,

mas, s� me queria certificar de que a despedida de solteira da Lucy

continua de p� para amanh� � noite.

Ainda n�o recebi qualquer tipo de confirma��o da tua parte.

- De todo. - A despedida!

- Cara�as! - Est� de p�, certo? Liga-me.

- Ol�, malta. - O que foi?

- Preciso mesmo de falar convosco. - O que foi?

Vamos entrar, eu explico-vos tudo.

Surpresa!

- Meu Deus! - Feliz despedida de solteira!

- Como organizaste uma coisa destas? - Requeri uns favores

e atirei-lhes dinheiro. - Gosto, gosto mesmo.

- Rooney! - Ent�o!

- � o Bert. Ele � fertilizador. - Ol�, B.

- E o Lee. � enfermeiro. - Eu conhe�o o Lee.

Vamos arranjar um copo a este gajo. N�o tem muito tempo de vida.

- Bolo? Com certeza. - Obrigado.

- � o John Goodman. - N�o, � o Alec Baldwin.

Certo. Est� o m�ximo.

Norm? Obrigado por teres vindo, meu. Como est�s?

Estou bem, Car. A levar um dia de cada vez.

Quero que conhe�as uma amiga minha.

Soo-Mi, este � o Norman.

Norman, esta � a Soo-Mi.

Ol�.

Posso chamar-te Soo?

Sim. Dan�as?

J� ganhei algumas competi��es. V� isto. Vamos!

- Aquele � interessante. - E est� a metade do pre�o, por isso...

Esta � a melhor festa de casamento de sempre, meu.

- Voc�s merecem. Sim. - Est�s bem?

- Continua sem te ligar? - N�o.

O que vais fazer?

N�o sei. Acho que vou continuar com o programa, continuar a dizer "sim" a tudo.

Sei que parece tolo, mas talvez todas estas coisas m�s levem a algo de bom.

Isso n�o parece tolo. Pronto, talvez um pouco.

- Queres jantar amanh� � noite? - Sim.

- Porreiro. - E n�o � por obriga��o.

- Mas �s obrigado. - Sim.

- Mas queres? - Se quero.

- Tanto! - Meu Deus, eu tamb�m.

- S� consigo pensar nisso. - A s�rio?

Ol�.

Ol�.

Deve ser a Tillie.

- J� ouvi falar muito de si. - Que bom.

- Importava-se de me ajudar? - Com certeza, n�o h� problema.

Vamos.

- Estou? - Ol�, Carl.

Stephanie. O que se passa?

Podes vir c�?

Tivemos uma enorme discuss�o e ele foi-se embora furioso.

Estas coisas acabam por se resolver.

N�o sei. Desta vez, n�o. Acho que acabou.

Achas mesmo?

Talvez esteja destinado. Sabes?

Parte de mim sentiu que algo n�o estava bem, desde o come�o.

N�o sei, Carl. Estou t�o confusa.

Eu... tamb�m... estou... um... bocado... confuso.

- Passa a noite comigo. - Steph...

Steph, n�o posso. Desculpa.

O que est�s a dizer?

Estou a dizer "n�o".

Est�o a brincar comigo?

Jesus!

Por favor!

Nem vi que era zona de estacionamento proibido.

- S� estive aqui vinte minutos. - Lamento, amigo, n�o posso ajud�-lo.

V� l�, n�o pode dar-me uma ab�bia?

"Homem N�o"! "Homem N�o"! "Homem N�o"!

N�o � poss�vel!

Idiota.

Cap�tulo 26: Palavras que rimam com "Sim".

"Mim", "fim", "Joaquim".

� um nome. "Jasmim": Uma palavra e um nome.

- Terrence, n�o se assuste. - Mas que...

Caramba, aquela enfermeira poderia ser mais �bvia?

N�o p�ra de vir aqui ao quarto, � do tipo: "D�-me algum espa�o, gaja."

Mais uma vez, estou seguro de que ela s� tem c� vindo para ver como est� o Carl.

- O pacto. - Est�s bem, parceiro?

O pacto... est� a castigar-me � grande, meu.

Temos de fazer algo em rela��o a esse disparate do pacto.

- N�o � disparate nenhum. - � sim.

� ele.

Gra�as a Deus. Terrence, tem de remover o pacto. Est� a dar cabo de mim.

Primeiro, o que estava a fazer no meu carro?

J� lhe disse, preciso que remova o pacto.

N�o h� pacto nenhum. Nunca houve. Foi uma balela.

Balela?

Eu tinha de dizer alguma coisa, estava a ser dif�cil.

- A envergonhar-me em frente ao meu p�blico. - Ent�o, a cena do "sim" � tudo treta?

N�o, s� n�o sabe como us�-la. S� isso.

Sei, sim. Dizer "sim" a tudo. Que dif�cil de perceber.

N�o � isso que interessa.

Talvez seja, no come�o. Mas isso s� serve para se abrir, para come�ar.

Depois diz "sim" n�o por obriga��o,

n�o porque um pacto lhe diz para o dizer,

mas porque sabe, no seu cora��o, que quer dizer.

Sim. Tem raz�o. Faz todo o sentido.

- V�s. Eu disse-te isso. - N�o disseste nada.

- Disse, sim. - N�o o disseste desta maneira.

- N�o disse com sotaque, mas... - Como queiras.

Obrigado, Terrence. Pe�o desculpa pelo carro e pela sua cabe�a.

- Que horas s�o? - 5h40 da manh�.

Perfeito.

Eu disse-lhe isso.

Como queira.

Vou p�r-me na cama, s� para o caso da enfermeira voltar.

- Senhor, tem de voltar para o seu quarto. - N�o tenho, n�o.

- Senhor, pare. - Morde aqui a ver se eu deixo.

- Lee! O que fazes aqui? - Sou enfermeiro, lembras-te?

Pois, est� certo. Desculpe. Emprestas-me o teu carro?

J� n�o tenho o meu carro. Tenho a minha Ducati, gra�as a ti.

Ducati.

J� alguma vez andaste numa destas? S�o muito potentes.

Sim, ando sempre na lambreta com a Allison.

N�o, Carl, n�o � a mesma coisa. Tens de ter muito cuidado.

- Estas coisas t�m muita... - Santo Deus...

...for�a de trac��o.

- Como est�? - N�o me posso queixar.

Talvez queiram sair do caminho!

Desculpem.

Mas que idiota.

Carl, o que fazes aqui?

S� te queria dizer que n�o quero viver contigo.

Obrigada. O meu cavaleiro andante.

Muito bem, pessoal, vamos.

- Mas quero estar contigo. - Mas eu n�o quero estar contigo,

nem sequer sei quem �s.

Tudo o que te disse foi sentido, excepto a parte de vivermos juntos.

Isso deixa-me nervoso. Mas � normal, � uma decis�o importante.

N�o devemos partir para algo desse g�nero sem pensar nisso antes.

Porque n�o? Tu f�-lo com tudo. Dizes "sim" ao que quer que te apare�a � frente.

Isso n�o � verdade. Podes dizer "n�o" se n�o quiseres.

Brilhante, Carl. Onde aprendeste isso? Nos teus livros?

- Sei que a Filosofia tem algumas falhas. - Achas mesmo?

- A mim parece-me incontest�vel. - Mas se n�o tivesse feito isso,

nunca te teria conhecido.

Porque o velho Carl achava que n�o era suficiente para ningu�m.

Pensei que, se dissesse "sim" �s coisas e me desse com pessoas,

mais cedo ou mais tarde descobririam que n�o sou suficiente.

Achava que n�o tinha nada para partilhar.

Mas agora sei que o que tenho para partilhar � enorme.

- E quero partilh�-lo contigo. - Importas-te, Reggie?

- Fracamente, meu. - Desculpem, pareceu interessante.

Mesmo que te tivesse conhecido, nunca te teria convidado para sair.

Eras completamente o oposto de mim. Fazias coisas e tinhas amigos

e cantavas em bandas de rock e fazias a vida acontecer.

N�o tinhas medo de nada.

Achas que n�o tenho medo de nada? Quem achas que sou?

- Tenho medo de muita coisa. - Eu tamb�m.

Vamos ter medo juntos.

N�o sei o que queres que eu diga.

Ent�o, diz apenas "sim", mas s� se quiseres mesmo.

E podes faz�-lo rapidamente? Estou a ficar com calafrios.

- Pois, j� reparei. - Ent�o?

- Talvez. - V� l�.

- N�o vou dizer essa palavra. - Tudo bem, "talvez" serve.

Gosto de "talvez". Reggie, v� l�!

MISS�O DE SALVAMENTO

Desculpe, mas os vincos est�o fora de moda. Tem alguma coisa com a dianteira lisa?

- Soo-Mi, os vincos est�o fora de moda? - D�o bom aspecto ao teu material.

Obrigado, malta. Esta � a maior doa��o independente que j� recebemos.

N�o tem de qu�, mas foi o Carl que fez tudo acontecer.

- � um bom homem, Carl. - N�o foi nada demais.

Conhe�o muita gente disposta a dar.

Digam-na um milh�o de vezes. Digam-na mais um milh�o de vezes.

E a palavra que ter�o dito dois milh�es de vezes �...

Sim!

Santo Deus.

Realiza��o

Argumento

Produ��o

Com base no livro de

Tradu��o e sincronia: ninjitis

Revis�o: ninjitis e Barbarela

SIM!

Precisamos de saber mais alguma coisa?

O vosso instinto vai ser travar com o queixo ou com a testa.

- Tentem resistir a isso. - Certo.

E obrigado pelo empr�stimo. Nunca teria conseguido acabar os fatos sem ele.

Escuta, n�o vais descer na minha considera��o se n�o quiseres fazer isto.

- O qu�? - Vou continuar atra�do por ti,

mesmo que sejas um bocado maricas. (chicken=galinha)

E se for uma daquelas galinhas cuja cabe�a n�o � bem decapitada

e o meu bico acabar num balde?

Vemo-nos l� em baixo, a n�o ser que desmaies!

J� te disse que tropecei num prego!

Adoro isto!

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