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Zulu
No sistema de justiça criminal,
O povo está representado
por dois grupos separados, mas igualmente importantes:
a polícia, que investiga crimes,
e os procuradores distritais, que processam os infratores.
Estas são as suas histórias.
Vão. Toca a andar.
Ei, Jordy, nós tratamos disto, certo?
Fica atento. Mantém-te vivo.
- Polícia de Nova Iorque! Mãos ao ar! - Mostrem-me as vossas mãos!
- Atenção! - Eles têm armas.
Mostrem-me as vossas mãos!
- Jordy, eu trato destes tipos. - Vá verificar a sala dos fundos.
A tratar disso.
Polícia de Nova Iorque!
Para.
Parado!
Não há saída.
Desiste. Mostre-se.
Não! Não!
Olá! Largue isso!
Pare!
Grant! Grant, socorro!
Aqui.
Ajuda-me. Anda lá.
Jordy, dá-me o teu braço, amigo.
Dá-me o seu braço. Vamos lá.
Vamos, Jord.
Ei, estás bem?
Pensei ter-te dito para permaneceres vivo.
A causa da morte parece ter sido um único tiro nas costas.
Com base na temperatura corporal, diria que ele morreu
há apenas cinco ou seis horas.
Então alguém o matou por volta da meia-noite.
- Hum-humm. - Não é o momento mais inteligente
para andar a passear pelo parque.
Telemóvel.
Ele também tem a carteira.
Então, não é um roubo?
Ah, Cristo.
A vitima é um polícia.
Sargento Jordan Harrison,
Principais Casos de Estupefacientes.
É melhor ligarmos ao Brady.
- Porquê? - Ela está fora da 2-9.
É a antiga esquadra dela.
LAW & ORDER S24 - E08
Tradução e adaptação PPine
- Conhecia-lo bem? - Sim.
Fui eu que recomendei que ele se transferisse
para o Departamento de Grandes Narcóticos.
Era um ótimo policia.
Eu odeio isto.
- O que sabemos? - Encontraram-no esta manhã.
Até ao momento, nenhuma testemunha, nenhuma câmara na área.
O assassino usou uma 9 milímetros.
Encontrei uma cápsula perto do corpo.
Nem imaginava que isso ia acontecer.
A arma de serviço dele ainda estava no coldre.
A chegar, Lou.
Jess, obrigado por ligares.
Capitão.
Está bem?
Quando encontrarmos o tipo que fez isto, eu estarei, sim.
Ele tem dois meninos em casa.
Partilha a custódia com a sua ex.
Vamos avisar a família.
Faz alguma ideia do que ele poderia estar aqui a fazer
ontem à noite por volta da meia-noite?
Tudo o que sei é que a unidade dele realizou um ataque
num esconderijo ontem à noite.
Foi uma boa operação. Conseguiram quatro detenções
e apreenderam 10 quilos de fentanil puro.
Ele era um bom policia.
Os companheiros de equipa dele respeitavam-no muito.
Foi morto por volta da meia-noite, baleado pelas costas.
Brandt.
Calma, amigo.
Oh, não me fales em ter calma, Melcher.
Ele não era o seu parceiro.
Miles, nós compreendemos.
Todos nós queremos apanhar este filho da puta que fez isto.
Mas olha para mim.
Miles, olha para mim.
Tu conheces-me.
Todos vocês me conhecem.
Vou fazer o que está certo pelo Harrison.
Vamos descobrir quem fez isto,
e vamos fazê-lo pagar.
- Sim. - Só para que fique claro,
A Tenente Brady está a liderar esta investigação.
E cabe-nos a todos fazer tudo o que pudermos para a ajudar.
OK, vamos começar pelo início.
Alguém sabe porque é que o Harrison esteva no parque ontem à noite?
Bem, saímos todos para beber um copo depois da apreensão.
Foi num lugar no East Village,
então devia estar a voltar para casa.
Alguém sabe a que horas saiu do bar?
- Tenho a certeza que todos nós sabemos. - O que é que isso significa?
Foi uma cena daquelas.
Ele estava a perseguir a Mimi novamente.
A Mimi?
Ele tem uma nova namorada, Maureen.
Ela encontrou-se conosco.
Ela pode ser alguém muito difícil de lidar.
E ele estava a persegui-la?
Começaram a discutir por volta das 11h30.
Mas aqueceu.
Ela saiu furiosa e ele correu atrás dela.
Não acredito que o Jordy esteja mesmo...
Infelizmente, está.
E ouvimos dizer que vocês os dois discutiram ontem à noite.
Os amigos polícias dele disseram-te isso?
Eles odeiam qualquer um
que interfira no clube dos rapazes.
Então não discutiram ontem à noite?
Tivemos um desentendimento.
Sobre o quê?
O Jordan estava de muito mau humor.
Porquê?
Ele não me disse.
Ele tinha tanta coisa a acontecer lá dentro.
Mas ele nunca me deixou entrar.
Sim, o trabalho pode fazer isso consigo.
Não é fácil ser polícia.
Nem amar alguém.
Então vocês discutiram sobre isso ontem à noite, certo?
- Eu estava bêbada. - Entrei num táxi,
e disse-lhe que não podia mais fazer isto,
e fui-me embora.
Conhece alguém que possa ter tido um problema
com o Jordan?
A única pessoa em quem consigo pensar é no irmão dele.
- O irmão dele? - Não se dão bem.
Eles mal se falam.
Mas, por alguma razão,
almoçaram ontem à tarde.
Quando lhe perguntei como foi,
disse que não queria falar sobre o assunto.
Localizei o taxista.
Apoiou a história da namorada.
Sim, também olhei para os registos telefónicos dela.
Ela enviou 27 mensagens bêbadas ontem à noite depois de se terem separado.
A última foi às 3h12,
horas depois do Harrison já ter sido baleado.
Portanto, ou ela é uma criminosa de alto calibre
a tentar despistar-nos ...
Ou ela não fazia ideia de que ele estava morto.
E o irmão?
Sim, também o investigámos,
tenho uma boa ideia de porque é que ele e o Harrison não se davam bem.
Ele é assistente social em Red Hook
e um membro muito ativo de uma organização
chamado Abolir Agora.
Suponho que ele não está a falar de acabar com a escravatura.
Não, o grupo dele acredita que a força policial
devia ser totalmente eliminada.
Bem, não estás a brincar sobre o tipo de paleio.
Ele publicou isto há quatro dias.
"O único polícia bom é um polícia morto".
Tão compassivo quanto original.
Rastreie o idiota.
OK, por hoje chega.
Obrigado a todos pela partilha.
Tyler Harrison.
Eu sabia que me iam encontrar.
E não lamento nada.
Fiz o que tinha a fazer.
Isso foi fácil.
Você vem connosco.
- Tire as mãos de cima de mim! - Ei, temos algum problema?
Sim, temos, chama-se uso excessivo da força.
Ah, isso é interessante.
Você é que matou o seu irmão.
E somos nós os culpados de força excessiva?
O Jordan está morto?
Exatamente como queria, certo?
"Só um polícia bom é um polícia morto"?
- Espere, espere. - E ... eu não o matei.
Eu não sabia que ele...
Ai sim? Onde estava ontem à noite por volta da meia-noite?
Eu quero um advogado.
O meu cliente não teve nada a ver com
o que aconteceu com o irmão dele.
Então porque é que ele não nos diz onde estava
na noite em que o Detetive Harrison foi morto?
Sabemos que almoçaram antes nesse dia e discutiram.
Sabemos o que ele sente em relação à polícia.
"Não peço desculpa. Fiz o que tinha a fazer."
É uma forma muito fria de descrever o assassinato do seu irmão.
Eu não estava a falar do Jordan.
Do que é que estava a falar?
Vandalizei um carro da polícia no meu bairro.
Vandalismo?
É com isso que está preocupado?
Os agentes a quem o carro pertencia continuavam a rondar o meu quarteirão,
a assediar crianças negras sem motivo.
E achou que esta era a melhor solução?
Quando o detetive apareceu, pensei que fosse por isso.
O Jordan e eu discutimos, mas eu nunca o ia magoar.
Eu amava-o.
É por isso que eu não queria que ele fizesse parte
de uma instituição tão corrupta.
Eu não entendo.
Quer dizer, sim, claro, existem algumas maçãs podres.
Claro que existem.
Mas o seu irmão não era um deles.
Eu conhecia-o.
Era exatamente o tipo de pessoa de que se gostava que fosse da polícia.
Não existe isso de algumas maçãs podres.
Estragam o grupo todo.
A questão é que o meu cliente estava em Brooklyn
quando o Jordan Harrison foi assassinado.
Encontrámos imagens de câmara de rua do Tyler Harrison
a cortar os pneus do carro da polícia, como ele disse.
Não há forma dele ter conseguido
voltar a Manhattan até então.
Ele não é o nosso rapaz.
Tudo bem, solte-o.
Não queremos detê-lo por vandalizar o carro?
Não desta vez.
Olá Lou.
A balística acabou de sair.
Marcas das estrias na bala de 9 milímetros
que mataram o Harrison correspondem aos das balas
de uma vítima de tiroteio há seis meses.
Quem foi a vítima anterior?
Aparentemente, algum traficante de droga de baixo nível
levou um tiro na perna por causa de alguma situação de guerra territorial.
A polícia deteve alguém?
Não, não havia provas suficientes,
mas tinham um suspeito, Edward White.
A sério?
Esse nome significa algo para si?
Sim.
O White é um traficante cujo esconderijo
foi invadido pela unidade de Narcóticos
na noite em que o Harrison foi assassinado.
Então acha que o White matou o Harrison?
Eu não disse isso.
Então por que razão está à procura dele?
Porque a arma que matou o Harrison é a mesma que atingiu o White.
Acha que o White
de alguma forma localizou o Harrison após o ataque e disparou sobre ele?
É uma teoria.
Ou talvez o Harrison o tenha rastreado.
Culpou-se por deixar o White escapar.
Ele continuou a falar sobre isso no bar.
Ele não ia desistir.
OK, alguma ideia onde possa estar o Eddie White?
Temos vigilância em todos os seus locais habituais...
o apartamento dele, o clube que utiliza como escritório.
Nenhum avistamento até ao momento.
Os textos são de leitura divertida.
Quer dizer os sex-textos?
Sim.
O gajo gosta de coisas bem selvagens.
Alguma ideia de quem é a sortuda?
Sim, a Hailey Vonn.
É uma cabeleireira com quem ele namora intermitentemente
nos últimos meses.
Tenho alguém à porta do apartamento dela,
mas nenhum sinal do White.
- OK. - Vamos segui-la então.
Se ele não vem ter com ela, ela vai ter com ele.
- Não, pá. - Eu respeito o meu cólon.
Obrigado.
Vocês tiveram sorte em conseguir a transferência da Brady.
Ela é sólida.
Sim, acho que sim.
- Acha que sim? - O que é que isso quer dizer?
Ela joga as cartas dela bem perto do colete.
Mas ela é uma das nossas, sabe?
Dispara direto.
Se não está a obter respostas,
simplesmente não está a fazer as perguntas certas.
Aí está a nossa menina.
- Sim. - O Melcher está com ela a pé.
Tudo bem.
Vou dar a volta ao quarteirão para que ela não me descubra.
- Sim, está tudo bem. - Estamos de olho nela.
Ela vai buscar um almoço para o namorado?
Ooh, rolinhos de atum picante. Nem me fales.
Pá, acabaste de comer uns 15 palitos de carne.
Comi 11. Tu não sabes contar.
Há quanto tempo vocês dois são parceiros?
Há pouco mais de um ano.
Parecem 10, no entanto.
Eh.
Onde raio está a Vonn?
- Tenho estado de olho na frente. - Ela não saiu.
Sim, isso não está certo.
Melcher.
- Não, não, não. - Não lhe toque.
É um alarme.
Olá.
Não se mexa, certo?
Está a ouvir-me? Não se mexa.
- Mãos. Mãos. - Porta! Corredor!
- Ficas com ela? - Vai. Eu fico com ela.
Mantenha as mãos para cima.
- Vou dar a volta. - Sim.
Parado!
Ei, largue a sua arma!
Largue isso! Largue a sua arma!
Eu rendo-me.
- Largue a sua arma! - Eu disse que me rendo, pá.
- Já está no chão. - Largue isso!
- Ele está desarmado. - Baixe isso.
Ele está desarmado.
- Vire-se. - Apanhamos o seu homem.
Vire o seu rabo!
Ed White, está preso.
Tudo o que disser pode e será usado contra si.
- Compreende? - Eu não fiz nada.
- Obrigado. - Peço desculpa, acabei por...
Fiquei demasiado tenso com isso tudo.
Entendo.
Aquele pedaço de lixo disparou sobre o seu parceiro.
Mas fazemos isto direito, certo?
Sim.
Estamos a dar-lhe uma hipótese aqui, Eddie.
Vamos então tentar de novo, desta vez com alguma honestidade.
Que tal assim?
Estou a dizer-lhe, eu não tive nada
a ver com o que aconteceu a este polícia
de que continuas a falar, pá.
Nem sei quem ele é.
Muito bem, então como explica que a arma que
foi usada para matar o agente Harrison
acabou no seu pequeno esconderijo?
Não sei.
Alguém deve ter colocado isso lá.
Depois alguém espalhou as suas impressões digitais
através dela também, é isso?
- É a minha arma, certo? - Mas eu perdi-a.
Se nos vai mentir, pelo menos faça com que pareça direito.
Estava na minha mochila.
A mochila azul que tinha quando a polícia invadiu a minha casa,
- estava lá. - Aqui vamos nós.
Já verificámos isso, Eddie.
Não houve registo de uma mochila azul
a ser recuperada do ataque!
Portanto, eu acho que isso significa que não há registo
dos 50 mil em dinheiro que lá estavam também, hein?
Ou o produto no valor de 300 mil?
- Não há. - Bem, aí está.
- Ah, bem, aí está. - Aí está.
O que é que isso significa, espertinho?
Quer dizer, quero o meu advogado.
Eu acho que é uma boa decisão
porque está a ser acusado do assassinato
do Jordan Harrison.
E ele derruba o criminoso.
Deve ter percorrido 6 metros num salto.
Sim, eu disse-lhe, você está a exibir-se.
E ele vai,
se conseguiu, exiba-o.
E ele conseguiu.
Para o Harrison.
Para o Harrison.
E para a Brady,
que apanhou o filho da puta que o matou.
- Sim. - Sim.
- Olá. - Sim.
Já fui a muitos desses.
Bem, não se tornam mais fáceis, isso é certo.
Sim, eu sei.
Olá, eu e a Linda comprámos um apartamento no Arizona.
Estamos a pensar em nos aposentar lá.
Sim, vou beber a isso.
- Mais adiante. - Esta noite, bebemos em memória do Harrison.
Eu admirava mesmo aquele miúdo. Ele fazia tudo direito.
Lembra-se daquela vez há um tempo atrás
antes de me transferir,
quando ele veio ter comigo com aquela reclamação?
Oh, está a falar daquela vez
que ele queria denunciar um colega oficial aos Assuntos Internos
por embolsar um pouco de dinheiro?
Tive de lhe ensinar que existem certas coisas
que não vemos, mesmo que vejamos.
Ele alguma vez tornou a fazer algo do gênero?
O que quer dizer com isso?
Apanhaste o assassino dele, Jess. Isso é tudo o que importa.
- Eu só... - Deixa lá isso.
Podes me arranjar a filmagem da câmara corporal
da noite do ataque?
Para quê?
Acho que prendemos o tipo errado.
Do que é que estamos à procura exatamente?
Uma mochila azul.
O White disse que ao deixou quando fugiu.
Disse que a arma que matou o Harrison estava na mala.
Sim, bem, é claro que ele vai dizer isso.
Ele está frito.
Ele já está a montar a sua defesa.
Talvez.
A verdade vai acabar por vir ao de cima.
Podemos muito bem ir à frente com isto.
Jess,
tem que deixar passar.
Já apanhou o seu assassino. Acabou.
Ali.
Bem ali.
Esta é a câmara corporal do Harrison
depois do White já ter escapado.
Mochila azul, como disse o White.
Hum-hum.
Mas isso nunca foi posto como evidência.
Certo.
E agora?
Então quem apanhou aquela mala é provavelmente o assassino.
Espere, então estás a dizer que achas que há um polícia envolvido.
Claro que parece isso.
Sem incluir o Brandt,
estavam lá nove polícias naquela noite.
Realisticamente, qualquer um deles podia ter agarrado naquela bolsa
e tê-la levado sem que ninguém se apercebesse.
Sim, mas apenas um deles a podia ter plantado
na cafetaria de sushi.
- O Melcher. - Sim.
Quando perseguimos o White, o Melcher ficou para trás.
Isso dar-lhe-ia tempo suficiente para colocar a arma
debaixo do colchão onde a encontrámos.
Eu não acredito nisso.
Eu... trabalhei com o Melch durante 10 anos.
Ele não faria isso.
Bem, só há uma forma de ter a certeza.
Quer dizer, temos de descobrir se ele está na posse da bolsa.
- E se ele estiver... - Ele é um polícia.
Ele não vai guardar isso em casa dele.
Há alguns anos, a mulher dele expulsou-o,
e eu e alguns rapazes ajudámo-lo a mudar-se.
E colocámos um monte de coisas dele num armazém em Queens,
em, hum, Woodside,
lá para o Norte.
Tinha um nome um bocado idiota.
Autoarmazenamento Don Jon?
É isso.
Vou ligar para a instalação e obter o número da unidade.
Vou arranjar um mandado.
Quer dizer, pode demorar um minuto,
mas acho que conheço alguns juízes que vão alinhar nisso.
- Pronto. - Vamos abrir.
OK, aqui vamos nós.
Mochila azul.
Uau.
Não sou especialista, mas isto parece-me fentanil.
Sim, é.
Deus.
Você tinha razão. É o Melcher.
- Miles Brandt... - Ei, ei, ei, ei, ei.
Está preso pelo assassinato do Jordan Harrison.
- O que raio está a fazer? - Shaw.
O Melcher não possui esta unidade de armazenamento.
Ele nunca possuiu.
Foste enganado, mano.
- Roubou o dinheiro. - Roubaste as drogas.
E quando o Harrison ameaçou denunciar-te,
mataste-o.
O teu próprio parceiro.
Do que raio está a falar?
Tirem-me esse pedaço de lixo da vista.
- Com todo o gosto. - Toca a andar.
Vamos.
- Bom trabalho. - Hum.
Mas como é que sabias que era o Brandt?
Vamos chamar-lhe de palpite.
A Brady trabalhou com os Assuntos Internos para preparar uma armadilha,
e o Brandt caiu direitinho nela.
Então, a Brady tinha câmaras escondidas por toda a instalação
e dentro da unidade.
Temos vídeo, claro como o dia,
O Brandt a invadi-la com a mochila.
Impressionante.
Mas isso só prova que o Brandt estava na posse
do dinheiro roubado e do fentanil,
não que tenha assassinado o Jordan Harrison.
Mas ter a mochila também significa que tinha a arma do crime.
A arma estava na mala.
De acordo com o Eddie White,
um criminoso de carreira com motivo próprio para cometer o homicídio.
Vamos precisar de muito mais do que isso para convencer um júri.
E nós temos isso.
A polícia executou um mandado de busca na casa do Brandt.
O sangue do Harrison foi encontrado nos sapatos que o Brandt usava
na noite do homicídio.
Então vamos acusar o filho da mãe de homicídio de grau um.
Este é um caso claro de arrogância política
do gabinete do procurador distrital.
Estão a tentar ganhar pontos com a vossa base liberal
ao atropelar um oficial condecorado da NYPD
à custa de processar o verdadeiro criminoso
deste hediondo assassinato.
E somos nós que nos exibimos.
Vou ouvi-la sob fiança, Sra. Maroun.
O Povo solicita a prisão preventiva.
Meritíssimo, dado que a prisão é notoriamente
local inseguro para os polícias,
estamos a pedir uma fiança razoável.
A fiança está fixada em 2 milhões de dólares.
Greg.
Diga-me a verdade.
Você sabia?
Eu sabia a mesma coisa que tu,
que não tinha medo de embolsar um pouco de dinheiro da droga
aqui e ali.
Mas tanto quanto eu sabia, era isso.
Não foi mais longe do que isso.
Era um polícia muito bom.
Fechou mais casos do que qualquer outro polícia na nossa esquadra.
Sim, obteve resultados.
Depois todos olhamos para o outro lado.
Olha, se estás à espera de um pedido de desculpas meu,
isso não vai acontecer.
Parte-me o coração, mas ele fez o que fez,
e agora vai pagar o preço.
Precisamos que testemunhe sobre a que horas
o Brandt saiu do bar na noite em que o Harrison foi morto.
Precisamos de estabelecer um cronograma para o júri
e mostrar-lhes que o Brandt teve oportunidade
- para cometer o homicídio. - Bem, ele fê-lo.
Saiu um pouco depois do Harrison, por volta das 11h45.
- Isso é ótimo. - É tudo o que precisamos que diga.
Pode ser que seja o caso, mas, hum, isso não vai acontecer.
Não testemunharei contra outro polícia.
A sério?
O Brandt tentou incriminá-lo pelo assassinato.
Eu sei.
Ele é uma escumalha.
Mas daqui a alguns anos,
ninguém se lembrará dos pormenores.
Tudo o que vai ficar na mente das pessoas
é que fui testemunhar e traí um colega polícia.
Sabe que podemos intimá-lo, certo?
Vá em frente.
Não vai gostar do resultado.
Olha, ainda tenho muitos anos.
Não posso ser conhecido como o polícia que testemunhou contra outro polícia.
Eu simplesmente não consigo.
E duvido que mais alguém na minha unidade o faça.
Bem, nenhum dos membros do esquadrão do Brandt
estão dispostos a testemunhar contra ele.
O que tornará difícil colocar o Brandt
perto do Harrison no momento do homicídio,
entre outras coisas.
Bateu na parede azul.
Precisamos de enterrar o Brandt de uma forma ou de outra, por isso...
Está a sugerir que ofereçamos um acordo?
Estou a sugerir que faças o que for necessário
para colocar o Brandt atrás das grades.
E se isso significar fechar um acordo, que assim seja.
Quer se queira quer não, Nolan, o réu
é um polícia condecorado,
e a nossa principal testemunha é um traficante de droga com 27 condenações.
Ainda acho que podemos vencer.
Então vai em frente.
Mas a defesa vai atacar
a credibilidade do Eddie White.
Certifica-te de que sais à frente dele.
Mas a arma que matou o agente Harrison
foi encontrada no restaurante de sushi
onde você estava escondido.
Isso pode ser verdade, mas não fui eu que a coloquei lá.
O arguido não estava presente
quando os detetives revistaram a sala?
Sim.
Então ele podia tê-la lá plantado?
Objeção. É mera especulação.
Sustentado.
Sr. White
você é um criminoso condenado.
Foi considerado culpado de atirar em pessoas no passado.
Porque raio devemos acreditar em si?
Porque estou a dizer a verdade, a sério.
De maneira nenhuma eu poderia ter disparado sobre aquele tipo.
Primeiro, nem o conheço.
Ele era apenas um polícia branco aleatório que arrombou a minha porta
com um bando de outros polícias brancos.
E segundo, eu estava escondido da polícia quando ele foi morto,
não nas ruas a tentar apanhá-lo.
Obrigado. Nada mais.
Sr. White, durante a invasão ao seu esconderijo,
a polícia confiscou mais de meio milhão de dólares
de fentanil, que você planeava distribuir.
Gostava de voltar ao que o Sr. Price aludiu anteriormente,
que alvejou pessoas no passado.
E em cada caso, o motivo foi a retribuição.
Não sei o que isso significa.
Significa que estava à procura de vingança.
Ah, sim, isso é verdade.
Tive problemas com esses tipos.
Então, quando as pessoas lhe fazem mal, dispara sobre elas, correto?
Depende apenas do quanto me injustiçaram, suponho.
Ora, neste caso,
a polícia prejudicou-o muito.
Confiscaram as suas drogas e o seu dinheiro,
o que significa que queria vingança.
Objecção, Meritíssimo. Ela está a atormentar a testemunha.
Sustentado.
Vou deixar assim.
Nada mais.
Detetive Riley, pode explicar-nos
o que está o arguido a fazer aqui neste vídeo?
Está a invadir uma unidade de armazenamento
que ele sabia que íamos fazer uma busca no dia seguinte
e plantar a mochila roubada.
E o que estava naquela bolsa?
Exatamente o que Edward White nos disse que estaria,
50 mil dólares em dinheiro e uma quantia significativa de fentanil.
De seguida, realizámos uma busca na casa do arguido,
onde recuperamos um par de sapatos
que mais tarde foram determinados como sendo os sapatos que estava a usar
na noite em que o Harrison foi morto.
Encontrou alguma coisa nesses sapatos?
Encontrámos pequenos elementos de sangue.
Os testes de ADN confirmaram posteriormente que eram, de facto, do Harrison.
Obrigado. Sem mais perguntas.
Detetive Riley, estava presente
quando a arma do crime foi encontrada no quarto
onde o Eddie White se escondia da polícia, não estava?
Eu estava, sim.
Viu o meu cliente plantar a arma
debaixo do colchão de Eddie White, como sugeriu o Sr. Price?
Não.
E não foi ele que encontrou a arma.
Não.
Na verdade, ele nunca tocou na arma em momento algum, pois não?
Que eu saiba não.
Disse que os testes mostraram
que o sangue doe Jordan Harrison estava no sapato do meu cliente.
Estes testes foram capazes de determinar
há quanto tempo o sangue estava ali?
Creio que não, não.
Você também é polícia.
Não é possível que em quase dois anos
que trabalharam juntos, que o Jordan Harrison tenha sofrido
algum corte ou ferimento que resultasse
que um pouco do sangue dele tenha caído no sapato do meu cliente?
É possível, sim.
Obrigado.
Nada mais.
Senhora Paymore, pode chamar a sua primeira testemunha.
A defesa chama o agente Miles Brandt a depor.
O Jordan Harrison era o meu parceiro.
Claro que não o matei.
Eu faria qualquer coisa para o proteger.
E foi assim que acabei com o fentanil roubado.
Não compreendo.
Eu não roubei a mochila.
Foi o Harrison que a roubou.
Assim, naquela noite após o ataque,
Eu saí e apanhei o Jordy
a enfiar a mochila no pneu sobresselente do nosso veículo.
Havia muitas pessoas à volta para que eu dissesse qualquer coisa,
por isso esperei até mais tarde
e eu segui-o para fora do bar
e confrontei-o sobre isso.
O que é que ele disse?
Disse que fez um acordo com o Eddie White.
Até se ofereceu para me ajudar com aquilo.
Você aceitou isso?
Não.
E também não queria ver o Jordan seguir esse caminho.
Mas eu queria ajudar, por isso peguei na mochila dele,
e eu ia enfiá-la no armário das provas
no dia seguinte.
Mas depois, ah...
Depois o Jordan foi morto.
E então a Tenente Brady disse-me que
ela sabia que alguém da minha unidade tinha roubado a mochila,
e entrei em pânico.
Eu estava preocupado em assumir a culpa por isso.
E foi aí que eu...
invadi unidade de armazenamento
Eu devia ter feito melhor.
Eu devia ter intervindo antes.
E se eu tivesse...
então ele ainda estaria vivo.
Mas eu não o matei.
Obrigado.
Não tenho mais perguntas.
Não se manifestou depois do Harrison ter sido assassinado.
Não notificou a polícia, correto?
Porque queria proteger a reputação dele.
Não queria que a sua família soubesse, os filhos dele.
Mas de acordo consigo,
você sabia quem era o assassino dele ... Edward White.
E esforcei-me desde o primeiro minuto para o localizar.
Trabalhei com os Homicídios também.
O White era já o principal suspeito,
por isso manchei a memória do Jordan,
sem mencionar que isso teria apenas alimentado
os equívocos do público sobre a corrupção dos polícias.
E não se deixem enganar, estes equívocos
são a razão pela qual estou em julgamento agora
pelo assassinato do meu companheiro,
em vez do traficante que realmente o matou.
Afirma ser um nobre campeão da polícia,
ainda assim incriminou o seu colega oficial,
Travis Melcher,
o seu chefe de esquadrão... completamente inocente...
no entanto, estava disposto a deixá-lo cair por causa de tudo.
Eu estava todo desorientado.
Eu não estava a dormir.
E eu estava uma confusão com a partida do Jordan.
E eu sabia o quão mau isso ia parecer
se fosse apanhado com aquela bolsa.
Está a inventar tudo isso, não está?
Não há prova de que nada
do que está a dizer seja verdade.
Quer provas?
Que tal a minha Medalha de Serviços Distintos
e a minha Cruz de Combate
e outras 14 comendas em 25 anos
sem sequer uma reclamação
ou violação no meu arquivo?
Não se pode pedir uma prova melhor do que esta.
Este tipo mata o Harrison,
e agora está a destruir as suas memórias,
colocando a corrupção dele num bom polícia.
Só precisas de esperar que o júri seja inteligente o suficiente
para ver através de tudo isso.
A boa notícia é que
as pessoas não confiam na polícia como antes.
Pode ajudá-los a perceber que ele está a mentir.
Se me perguntarem, um distintivo ainda significa alguma coisa
para algumas pessoas,
especialmente contra a palavra de um canalha como o Edward White.
E o registo impecável do Brandt também não ajuda.
Bem, sim, parece um polícia perfeito.
O gajo é corrupto desde o primeiro dia.
O seu registo está limpo porque os polícias não denunciam outros polícias.
Se conhece alguém que possa acusar o testemunho do Brandt
que tem um historial imaculado...
Sou todo ouvidos.
Quer que eu testemunhe contra o Brandt?
Sabíamos das acusações.
Toda a gente sabia que ele estava a roubar dinheiro.
Caramba, nós sabíamos.
Está mesmo a pedir-me para destruir a minha carreira por isso?
Pelo Harrison e os seus filhos.
Isso não é justo, Jess.
Claro que é.
Quer dizer, se eu e tu tivéssemos feito o que devíamos fazer,
o Brandt teria sido expulso da polícia há anos,
e o Harrison ainda estaria vivo.
Bem, se pudesse voltar atrás e mudar isso, fá-lo-ia.
Podemos mudar isso agora.
Não, não podemos.
Eu a subir para depor e a testemunhar contra o Brandt
não vai trazer o Harrison de volta à vida.
O que é importante agora é que
cuidamos da família dele, dos seus filhos,
certificarmo-nos de que têm dinheiro suficiente para viver uma vida boa.
Está a ouvir-se agora?
Pareço o mesmo de sempre.
Sim, é esse o problema.
O que raio queres dizer?
As coisas mudaram.
Esta parede azul
tem mesmo de parar.
O homem está morto.
Eu entendo isso,
mas vou meter os meus papéis na próxima semana, Jess.
Estou a reformar-me.
E se eu for lá depor, vão despedir-me por
saberem o que fiz em relação ao Brandt e olhar para o outro lado.
E depois o que acontece?
A minha reputação? A minha pensão?
Depois de 40 anos na força, vou perder a minha pensão?
Não, não vou fazer isso.
E estou a pedir-lhe como amigo apenas para...
apenas fique fora disso.
Estás bem?
Sabias que o Brandt era sujo, não sabias?
Há muito tempo,
quando eu era apenas um agente,
estava um sargento na minha esquadra
que exigia "gorjetas" aos empresários locais.
Sabe, ele ia olhar por eles.
E o meu parceiro disse-me para não dizer nada.
E lembro-me de pensar,
mas é tão...
errado.
E agora, mais de 20 anos depois,
quando o Harrison vem ter comigo chateado
por o Brandt está a roubar das apreensões, eu digo-lhe,
Eu acho que seria melhor
se simplesmente não se preocupasse com essas coisas.
E nem pensei no facto de que era...
errado.
Quer dizer, todos nós deixamos as coisas passar de vez em quando.
E sei que é uma opinião impopular,
mas acho que há algo a dizer sobre
os polícias cuidarem uns dos outros,
protegendo-se um ao outro, percebe?
Nem sempre é mau,
sem razão.
O que é razoável?
Onde começa e onde acaba este maldito muro?
- Sim, sim. - Essa é difícil.
Onde está a tua linha, Vince?
Quando é que falas e quando é que ficas quieto?
Bem, se queres mesmo saber, eu...
Penso nos meus filhos,
a tentar descrever-lhes a situação.
Sabe, se eu não gosto de como soa
ou como me sinto a tentar racionalizar isso,
então é assim que sei que estou a fazer a coisa errada.
- Boa noite. - Boa noite.
Durante o seu tempo como tenente dele,
já teve conhecimento de acusações
de má conduta cometida contra o arguido?
Sim, recebi várias queixas sobre ele
por não registar com precisão a quantidade de dinheiro
ou outros itens valiosos recuperados durante os ataques.
Depois roubou dinheiro apreendido em operações criminosas
e embolsou para ele mesmo.
Sim.
Foram essas as acusações, sim.
O Jordan Harrison alguma vez o procurou com tal queixa?
Sim. O Harrison ficou muito chateado.
E reportou essas reclamações
ao seu comandante, o capitão Greg Stockwell?
Sim.
Mas nenhuma citação formal foi emitida.
O Brandt nunca foi investigado ou sancionado.
Porquê?
Assumo total responsabilidade por isso.
Fui eu quem convenceu o Harrison a desistir
de continuar com o assunto.
Foi isso que o capitão Stockwell o instruiu a fazer?
A verdade é que todos sabiam que o Brandt tinha liberdade para fazer o que fazia.
Ninguém pensava que iria tão longe.
Então, o que está a dizer
é que todos sabiam que o arguido era corrupto.
Há um entendimento entre os agentes.
A parede azul?
O Harrison não tinha estômago para isso.
Achava que ser um bom polícia
significava garantir que os polícias com quem estava a trabalhar
também eram bons.
E, hum,
Agora percebo que ele tinha razão.
Na acusação de homicídio em primeiro grau,
consideramos o arguido, Miles Brandt,
culpado.
Membros do júri, obrigado pelo vosso serviço.
Estão dispensados.
- Greg... - Poupe-me.
Você fez a sua escolha.
Não venha aqui à procura de perdão.
Tenho uma visita, Jess.
Tenente Brady?
Detetive Jason Cassidy, Assuntos Internos.
Precisamos de falar sobre o Miles Brandt.
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