All language subtitles for The Count of Monte Cristo (2024) [1080p] [BluRay] [5.1] [YTS.MX]

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Original subtitles

O Conde de Monte Cristo Tradução e Correções by Angel

1815 - Napoleão, expulso do poder, refugiou-se na ilha de Elba.

Enquanto seus apoiadores mantinham o sonho do seu retorno,

o novo Poder Monarquista os perseguem sem piedade.

Prisões e execuções continuam

aumentando com clima de guerra civil.

Em uma noite de tempestade na costa do Cabo Corso,

o navio mercante Faraó cruza com um barco à deriva, em perigo.

Você a salvou!

Traga-me um cobertor!

Eu te disse para você não ir!

Você está de castigo! Não quero te ver até Marseille!

O que foi?

Você acha que sou Cruel?

Não só eu sei que sou, como tenho orgulho disso.

Vamos lá!

Vamos lá, todos aos seus postos!

Seque-a, antes que morra congelada.

Espere!

Vamos lá!

Você dormiu bem?

Você tem algo que me pertence.

Eu nunca tinha visto a caligrafia do Imperador.

Devolva-me essa carta.

Acho que não.

O que você quer?

Uma boa razão para não denunciá-la.

Que tal dinheiro?

Isso geralmente funciona.

Eu não tenho nenhum.

Mas eu tenho amigos.

Se você falar sobre essa carta com alguém,

eles te encontrarão e te matarão,

Capitão Danglars.

Senhor?

Eu te causei muitos problemas.

Não sei como agradecê-lo.

Você acabou de fazer.

Cuide-se.

Senhorita...?

Angèle.

Edmond.

Nunca esquecerei a sua coragem.

Mas se esqueça do meu nome.

Adeus, Edmond.

Adeus, Angèle.

Morrel quer vê-lo.

Tínhamos acabado de trocar de turno, na costa de Cabo Corso.

O mar estava agitado com ondas fortes

e estávamos a 200 braças do naufrágio.

Dê-me o diário de bordo.

Estávamos batendo nos escombros

quando Dantès quis lançar o bote salva-vidas.

Eu o proibi. Era uma loucura.

- Isso é verdade? - Sim, Senhor.

Mas não foi loucura, teríamos feito isso

por qualquer um dos nossos homens.

Essa decisão cabia a mim.

Assumi a responsabilidade dos riscos.

Eu pedi para mudarmos de curso, e ele mergulhou.

Você mergulhou?

O Capitão Danglars não me proibiu de mergulhar.

Já chega!

Você viu tanta insolência?

Senhor Morrel, eu te digo, esse garoto é incontrolável.

Eu não quero navegar com ele, nunca mais.

- Você não navegará mais com ele. - Eu te avisei!

Porque você não navegará mais para mim.

Perdão?

Como você pôde deixar que ela se afogasse?

Eu... eu salvei sua carga, Sr. Morrel.

E Dantès salvou minha honra, Danglars.

- Capitão Danglars. - Você não é mais capitão.

Vá preparar as suas coisas.

Eu providenciarei o seu pagamento.

Sequer sabemos quem é essa mulher.

Eu sei o que você fez. E isso é o suficiente para mim.

Garoto! Venha aqui.

Vamos!

Que isso sirva de lição para você.

Hum?

Quando você é um homem,

não deve se esconder atrás de sua posição social

ou debaixo de uma mesa.

Edmond eu te apresento

meu neto, Maximilien.

Prazer em conhecê-lo, Maximilien.

Maximilien, eu te apresento o Capitão Dantès.

Bom dia, Capitão.

Então, quantos anos você...?

Capitão?

Sim, tente ser digno do cargo, Edmond.

Claro, Senhor.

Claro.

Hum?

Isso é bom.

Edmond!

Não posso acreditar!

Eu tenho que... Tenho que te contar uma coisa.

Que você me ama?

Sim... isso, mas...

- Não, não há Mas. - Espere.

- Mas eu... - Você está começando de novo.

Você beija um futuro Capitão.

- Você vai ser...? - Sim.

- Então nós podemos...? - Sim. Nós podemos.

Senti muito a sua falta!

Que saudade! Que saudade!

Até logo!

Edmond!

- Juliette! Você está bem? - E você?

Sim.

- Como vai você? - É Edmond, filho de Louis.

- Bom dia, Senhor. - Bom dia.

Onde está meu pai? Preciso vê-lo.

Em casa.

Até mais tarde!

Você pode sorrir,

é uma boa notícia.

Você parece sério.

É alegria.

Estou muito orgulhoso de você.

Capitão!

Capitão!

Você informou o Sr. e a Sra. de Morcerf?

Ainda não. Eu queria te contar primeiro.

Tudo irá mudar, Papai.

Temos que anunciar isso a eles.

- Tudo isso graças a eles. - E graças à você também.

Eu não paguei pelos seus estudos navais.

Vamos lá, vai, meu filho!

Vá prestar suas homenagens.

Então, um brinde! Eu brindo

em memória da sua mãe, Edmond.

Porque sentimos a sua falta

e porque ela deu à luz

ao mais jovem Capitão de Marseille!

Bravo!

Sim, sim aplaudam, ele ficará envergonhado.

Pronto, perfeito!

Mas acima de tudo

porque Mathilde Dantès

foi a enfermeira de um futuro par da França

com um destino heroico,

um dos melhores oficiais da Europa,

Refiro-me a Fernand de Morcerf, ao seu dispor.

Louis! Venha brindar conosco. Esta é a ocasião!

Obrigado, senhor.

Talvez mais tarde.

Você pode repreender a Mercedes. Ela já não me escuta mais.

Você verá, ela se atrasará para o próprio casamento.

- Ah, finalmente! - Ah.

Me desculpe pela demora, minha Tia.

- Bom dia, meu Tio. - Mercedes!

Horace de Balios

estava sendo difícil, pirraçando. Quase dei uma palmada nele.

Mas sério, Mercédès!

Quem é esse Cavalheiro?

Ele é um cavaleiro, mamãe, vem de uma ótima família.

- Olá, minha prima. - Olá, meu primo.

Edmond.

Mercédès.

Você está pronta para comemorar? Edmond tem ótimas notícias.

Sim, sim.

Sim, serei Capitão.

Capitão do Faraó. É oficial.

- Isso é verdade? - Sim.

- Bravo. - Ao Capitão!

- Eu entendi! - Te peguei! Ah! À sua saúde!

Estou tão feliz por você, meu amigo.

Eu também!

- Estou feliz por mim, meu amigo! - A você!

Você vai comprar um uniforme novo?

Sim.

E um novo salário.

Ele poderá aproveitar a vida,

Se divertir muito.

Nós ensinaremos isso a ele.

O principal, eu poderei me casar!

O que foi que você disse?

Você será a minha testemunha.

- Não conte com isso! - Bem, sim!

A testemunha de um desperdício!

Por favor, Mercédès, diga alguma coisa.

Eu tentei, mas ele está perdidamente apaixonado.

Ah, completamente louco.

E ela, ela sabe? Em fim, ela concorda?

Sim. Pelo que ela me disse,

- Sim, sim. - Eu sei.

É a Juliette.

- Quem? - A empregada com o olhar travesso.

Não! Não, não é Juliette.

Não, ela é uma mulher de verdade,

muito linda!

Não é apenas linda.

Hum.

- Misteriosa e encantadora. - Sim! Não, não,

- Sim, sim. - Mas quem é ela?

É a sua prima.

Mercédès Herrera de Morcerf.

Você?

- Sim. - Nós vamos nos casar.

Mas você está insana.

E sua mãe jamais concordará.

Você acha realmente que mamãe me negará alguma coisa?

Então você a convencerá.

Você sempre foi o sobrinho favorito dela.

Amém!

Eu trago aqui,

assinado pelo Sr. de Villefort

o procurador do rei,

um mandado de prisão para Edmond Dantès.

Sim senhor, siga-nos.

O que está acontecendo?

- Não, deixe-o em paz. - Deve haver uma explicação.

- Venha! - Solte-me.

- Espere! - Fernand, faça alguma coisa!

O que está acontecendo? Meu filho não fez nada!

É definitivamente um mal-entendido.

Para aonde vão levá-lo? Eu os acompanharei.

Devemos levá-lo sozinhos, Senhor.

Tenente

Tenente Fernand de Morcerf.

Peça aos seus amigos que nos deixem passar.

É uma ordem Real.

Eu cuidarei disso.

Por favor, siga-nos agora. Senhor!

Edmond!

Eu voltarei logo, meu amor!

Edmond Dantès, Sr. Procurador.

Podem se retirar.

Sempre admirei marinheiros como você, Sr. Dantès.

Eu só tenho medo do mar.

É verdade, esse abismo sem fim.

Essas águas profundas.

Um monstro sempre parece pronto para emergir e devorar você.

Do que estou sendo acusado?

Por que estou sendo preso no dia do meu casamento?

Você tem algum inimigo, Sr. Dantès?

Um... Um inimigo?

Sim, Sim, ou um invejoso?

Você acabou de ser nomeado Capitão,

e se casará com o melhor partido da região.

Você pode ter despertado muita inveja em alguém.

Não sei, não.

Tive um desentendimento recente com um membro da tripulação,

mas do que ele poderia me acusar?

Não sei.

De ser um agente bonapartista, por exemplo.

Perdão?

Mas... isso não faz nenhum sentido!

Nós encontramos esta Bíblia na sua cabine.

Esta é a sua Bíblia, não?

Seu nome está escrito nela.

Sim, mas isso não é um crime.

Isso é verdade.

Mas também encontramos dentro dela uma ordem de missão

assinado pelo próprio Napoleão.

E isso é Um crime.

Espere. Espere.

Não, não, esta é a primeira vez que vejo esta carta.

Se você não tem inimigo, quem poderia tê-la colocado isso ali?

Na costa de Cabo Corso,

salvei uma jovem mulher que estava se afogando.

Ela te agradeceu em sua cabine?

Não.

O Capitão Danglars a trancou. Ela só saiu em Marseille.

Você pode verificar.

Pergunte ao Intendente Gaspard Caderousse, pode confiar nele.

- Caderousse? - Sim.

O que você sabe sobre ela?

Nada.

Senhor Dantès.

Eu já interroguei dezenas de conspiradores na minha vida

e acredito que você não seja um deles.

Estou disposto a ajudar um amigo dos Morcerfs,

mas preciso que você também me ajude.

Eu te juro Senhor que não sei nada sobre ela.

Ela só me disse que se chamava Angèle.

Isso é tudo.

Então você...

revelou o nome desta jovem para alguém?

Não.

Nem mesmo para o Intendente Caderousse?

Não.

Para ninguém. Eu juro.

Bem, veja, Sr. Dantès, acredito em você.

No entanto, terei que detê-lo aqui um pouco mais de tempo,

até que eu possa interrogar o resto da tripulação.

Se confirmarem o seu testemunho,

o que não tenho dúvidas que o farão,

Eu te devolverei a sua noiva,

que terá tempo de sobra para me odiar por fazer isso.

Pode contar com isso.

Fernand irá trazê-lo de volta.

Não aguento mais, vou lá.

Você não pode fazer mais nada.

Seria conveniente para você se não o libertassem.

Como você pode dizer tais horrores? Mercédès!

Gerard, o que seja que tenham te dito sobre Dantès,

Eu respondo por ele.

Senhores podem se retirar, por favor.

Fernand, sinto muito pelo seu amigo.

Eu conheço seus laços familiares.

Mas creio que você não sabe de tudo.

Encontramos em sua posse uma ordem de missão do Imperador.

E os membros da sua tripulação afirmam

que ele é um dos seus apoiadores.

Acho que você entendeu a gravidade dessas acusações.

Ele foi preso antes que pudesse se casar com Mercédès

e antes que o mal irreparável fosse cometido,

mas se você estiver disposto a se responsabilizar por ele,

se você crê que esses dois homens estão mentindo

Se você estiver disposto a correr esse risco,

então eu o libertarei.

Você só precisa dizer uma palavra.

Não.

Não?

Ele não merece.

Ele não merece o quê?

Que o nosso nome de família seja manchado.

Se Dantès nos traiu,

ele deveria sofrer o destino dos traidores.

Eu posso garantir...

que nenhum julgamento manchará a reputação dos Morcerfs.

Eu precisarei do seu testemunho.

Você entende o que está acontecendo?

Então fique de boca fechada.

Senhor Dantès?

Você conseguiu falar com o Sr. Procurador?

Sim, senhor.

Este é um dia que jamais esquecerei.

Você não me levará para casa?

Não, de fato.

Vá.

O que está acontecendo?

O que está acontecendo?

Deixe-me ir.

Ligue para o procurador. Eu falei com o procurador!

Ligue para ele!

Eu sou inocente!

Eu não fiz nada! Sou inocente! Solte-me!

Shh, shh, shh!

Se você fosse culpado, eles o teriam enforcado.

Eles estão te levando embora,

porque você sabe de coisas que eles não querem saber.

Vão!

Parem!

Parem!

Não!

Soltem-me!

Onde ele está?

Eu não pude fazer nada.

Mercédès.

Deixe-me em paz!

Isso não ajudaria em nada.

- Mercédès? - Pare.

Por favor.

O que está acontecendo, Victoria?

- Não está feliz em me ver? - Sua irmã está aqui.

Senhorita de Villefort!

Você usa bem os seus segredos.

Desculpe, não posso retribuir o elogio.

Conhaque? Desculpe, mas estou sem água do mar.

Sim, é meu trabalho me inteirar de tudo.

Então você sabe que Dantès é inocente.

Inocente... Sim!

Mas quem é realmente inocente hoje em dia?

Ele não fez nada.

Por que você o prendeu?

Foi para salvar a sua vida. É a questão!

Minha vida ou a sua reputação?

Nós dois estamos fazendo política.

Na política, você não elimina um homem,

você elimina um obstáculo.

Eu sabia que você exercia a sua profissão com crueldade,

mas eu esperava que pelo menos fizesse isso honestamente.

Por que você não confessa no lugar dele?

Mas eu farei isso, Gérard.

Se você se recusar a salvá-lo, é o que farei.

Mas você preferiria que a minha existência fosse ignorada,

assim como a de Victoria,

a sua amante,

e do seu futuro filho.

Exatamente como eu pensava.

Prisão Château d'If Quatro anos depois

Vivo?

Vivo.

Vivo?

Vivo!

Vivo?

Vivo.

Afaste-se bem Fique longe da costa.

E quem sabe o caminho. Quem sabe exatamente.

Tem alguém aí? Tem alguém aí?

Tem alguém aí? Tem alguém aí?

Tem alguém aí?

Tem alguém aí? Tem alguém aí?

Tem alguém aí?

Quem é você?

Eu sou... Dantès, Edmond Dantès.

Quantos anos você tem?

Sua voz parece a de um homem jovem.

Eu sou...

Já nem sei mais!

Eu tinha 22 anos... quando me prenderam.

Em 16 de maio de 1815.

Isso foi há quatro anos.

Você tem 26 anos.

Quatro anos?

E...

E você, quem é você?

Um prisioneiro.

Igual a você.

Há quanto tempo?

Silêncio!

O quê?

- Eles estão vindo. - Espere.

Não me deixe.

Quem é você? Pelo menos me diga seu nome.

Seu nome!

34! Vivo?

Vivo.

Eu estava te esperando.

Você realmente acha que consegue sair daqui?

Eu cavei 30 metros em seis anos.

Para contornar a sua cela e chegar ao exterior,

levará o dobro do tempo.

12 anos?!

Talvez um pouco menos, agora que seremos dois.

Por quê? Você tem outros planos?

Não.

Eu sou Abbé Faria.

Edmond Dantès.

Você já viu esta carta?

Não, nunca.

E você? Sabe por que está aqui?

Sim.

A você queriam te silenciar. E a mim queriam me fazer falar.

Ma Io scelgo le persone di cui posso fidare.

Eu escolho as pessoas em quem eu posso confiar.

Você não sabe italiano?

- Não. - Inglês, árabe, latim, grego? Não?

Eu só conheço o mar.

Se você quiser, eu te ensino.

Com paciência e vontade irá...

em 6 ou 7 anos, você saberá tudo o que eu sei.

História, Filosofia,

Matemática.

Isto são...

Estas são as armas

que liberta tanto quanto esta.

Hum.

Qual é a primeira coisa que você fará

se conseguirmos sair daqui?

Eu encontrarei Mercédès.

O que você fará se ela não esperou por você?

Então não me restará mais nada.

Vou te contar uma história, Edmond.

Setecentos anos atrás,

em Jerusalém, durante a Primeira Cruzada,

os cavaleiros

encarregados de proteger o túmulo de Cristo

criaram a Ordem dos Templários.

No primeiro dia, eles eram poucos,

mas eles tinham uma fé imensa.

Graças às suas vitórias,

a ordem acumulou uma fortuna...

considerável.

Consi... Considerável!

Estou falando do maior Tesouro que a Terra já conheceu.

E...

ao longo do tempo,

o poder e a grande riqueza deles, estimulou a inveja e cobiça.

E na sexta-feira, 13 de outubro de 1307,

o rei da França, Filipe, o Belo,

ordena a sua prisão

e a apreensão dos seus bens.

Mas ninguém jamais encontrou o tesouro.

Você sabe...

o que esses cavaleiros fizeram com essa imensa fortuna?

- Não. - Nada!

Edmond, nada.

Estavam muito ocupados buscando vingança,

punindo aqueles que os traíram,

eles morreram um após o outro.

Pelo menos, quase todos eles.

O último deles

foi o Cardeal Spada.

No final da sua vida, refugiado na ilha de Monte Cristo,

ele teve tempo para treinar um último cavaleiro.

Este jovem se chamava...

Giuseppe de Faria.

Eu sou o último sobrevivente, Edmond.

E eu sei

onde está o tesouro.

Cuja metade

te pertence a partir de hoje.

Mas o que você fará com toda essa fortuna?

Você fará o bem?

Ou deixará o seu coração se encher de ódio?

Prisão do Chãteau d'If 10 anos depois

Vou esvaziar a bolsa.

Edmond?

Hum?

É salgada.

É água salgada!

Estamos quase lá. É uma questão de dias.

Chegamos, chegamos!

Já volto.

Afaste-se!

Abbé?!

Abbé?! Abbé?!

Aqui.

- Edmond. - Não, não, não fale.

Vou pedir ajuda.

Não.

É tarde demais.

Não fique triste.

Você foi o único consolo da minha vida que

o Senhor me mandou...

um pouco tarde, mas ele me mandou.

Eu não estou louco, Edmond.

Eu sei.

O tesouro existe.

Você irá encontrá-lo.

Iremos procurá-lo juntos!

Não se esqueça...

Monte Cristo.

Monte Cristo.

Monte...

Abbé?

Abbé?

Abbé?

Não me deixe.

Não se vá. Hum?

Não me deixe.

Vivo?

Vivo!

Vivo?

Número 17?

17?

Abbé?

Hei Abbé?

Hei! Ele está morto, jogue o saco!

Quem é o morto?

É Abbé.

Vivo?

Vivo!

Vivo?

Vivo?

Levante-se!

Fique de pé!

Eu disse levante-se!

Alerta!

Um.

Alerta!

Dois.

Alerta!

E Três!

Ei! Você não deveria estar aqui.

Vá embora!

Eu vim ver Louis. Louis Dantès.

Você também conhecia o Louis?

Sim.

Nós enterramos o pobre Louis.

Há muito tempo atrás.

Não, isso não pode ser verdade!

Ele se deixou morrer de fome após a morte do filho.

Ele queria se juntar a ele.

Mas seu...

Mas seu filho não está morto!

Eu sinto muito.

Você também era marinheiro?

- Sim. - Hum.

Eu te darei algo para comer, mas depois você desaparece, hum?

E Mercé... Mercédès?

E Fernand de Morcerf?

Eles não vêm aqui há sete ou oito anos.

Eles estão morando em Paris desde o nascimento do filho.

Você chegou tarde demais.

Evite o Mar da Ligúria

e suas constantes patrulhas.

Mantenha-se na direção da Sardenha.

Você pode parar em Santa Teresa di Gallura.

A ilha de Monte Cristo se encontra

a oeste do arquipélago toscano.

Você atracará no extremo sul.

Eu sei que ficará impressionado pela sua beleza austera.

Eu te invejo por ter descoberto isso pela primeira vez.

E aí está!

É isso. Você chegou!

O túmulo da ilustre família Spada.

O resto, Edmond,

será a sua história.

A história de um homem que detém o mundo

na palma da sua mão.

Marseille Um ano depois

- Eu imploro. - Pare.

- Eu te pago amanhã. - Não, não. Gaspard, saia.

O Sr. Caderousse é meu amigo.

Em seu leito de morte, Edmond Dantès

me pediu para compartilhar com aqueles

que eram importantes para ele.

Ele pensou que tinha sido traído por um certo Danglars.

Mas estava convencido de que dois homens permaneceram leais a ele.

Ele me disse:

Um se chama Gaspard Caderousse,

e o segundo, Fernand de Morcerf.

Fique com o seu diamante.

Nenhum de nós merece qualquer coisa.

Espere, meu filho.

Se eu revelar o que sei, eles saberão que fui eu quem contou.

E essas pessoas são ricas e poderosas.

Você não tem nada a temer,

Eu estou obrigado a não revelar nada pelo segredo de confissão.

Sente-se.

Dantès tinha razão quanto a Danglars.

Foi ele quem o denunciou.

Mas Fernand de Morcerf eles eram amigos!

Pode-se ser amigo de alguém que cobiça sua mulher?

Por amor a Mercédès,

ele sacrificou Edmond.

Ele viverá! Mas, para todo mundo, estará morto.

Hum.

O único que teria merecido o afeto de Dantès seria Morrel.

O armador?

Ele lutou para libertá-lo.

E ele também, a providência não teve misericórdia.

Após a prisão de Dantes,

ele teve que aceitar Danglars de volta como Capitão.

Mas Danglars também o traiu.

Ele fez desaparecer metade de sua frota,

supostamente roubada por piratas.

Arruinado, Morrel teve de vender à empresa.

E adivinha quem a comprou por uma ninharia?

Danglars.

Dois meses depois, como por milagre, os navios reapareceram.

Mas o procurador Villefort não fez nada.

Não esqueçamos que ambos partilhavam um segredo.

A jovem Victoria, amante de Villefort,

ela se tornou a Sra. Danglars.

Hoje ela é Baronesa!

Morrel, por outro lado, morreu na miséria.

E você, o que fez em tudo isso, Sr. Caderousse?

Você?

O que eu poderia fazer?

contra um Capitão, um Conde e um Procurador?

Se eu tivesse sido mais corajoso, certamente teria acabado como ela.

Ela?

Angèle.

Ela foi ver o irmão na esperança de salvar Dantès.

Eu me livrei de Dantès por você.

Agora é a sua vez de me livrar dela.

Viu? Eu também tenho amigos.

O que aconteceu?

Eles a mataram?

Ela teria sofrido menos.

Danglars tinha outros planos para ela.

Ele a vendeu aos irmãos Maillard,

os donos de um bordel em Toulon.

A menina era muito bonita,

ele conseguiu um bom preço por ela.

Você sabia de tudo e não fez nada!

Estou envergonhado, Padre.

Um dia eu retornarei.

E te darei uma chance de se redimir.

Não te procuro para implorar,

mas apenas para avisá-lo:

Eu farei o que você não conseguiu fazer.

De agora em diante, sou aquele quem recompensa e quem pune.

Deseja alguma coisa, Senhor?

Quem é você?

Anos atrás,

você me disse:

Não esquecerei a sua coragem, mas esqueça do meu nome.

Bem, não esqueci nem seu nome, nem a sua coragem.

Dantès!

Vim te procurar, Angèle.

Para mim, é tarde demais.

Mas você pode salvar a criança.

A criança?!

Quando cheguei aqui,

Eu tinha apenas uma ideia em mente:

Me vingar do meu irmão.

Durante semanas, procurei uma maneira de escapar.

Um dia, a oportunidade se apresentou e eu fugi

com um cliente.

Um comerciante de tecidos de Paris.

Eu sabia que Gérard tinha sido nomeado para lá.

Eu localizei o endereço de Victoria,

sua amante.

Eu queria retomar a história de onde havia parado.

Fazia um frio medonho.

Naquela noite...

era para Gérard morrer.

Nada poderia me impedir.

Ainda consigo sentir o metal da faca na minha mão.

Mas nada saiu como planejei.

Eu ouvi um grito.

O grito de Victoria.

Quando Gérard saiu para o jardim, ele carregava um baú.

Eu o segui.

Mas quando eu me aproximei

Ouvi o choro abafado de uma criança.

Eu não podia deixá-lo lá.

Ele ainda tinha o sangue da mãe em seu corpinho.

Entre a vingança e a vida

Eu escolhi a vida.

E fugi com ele.

Eu não conhecia ninguém em Paris.

Então eu voltei para o meu cliente.

Mas os irmãos Maillard o tinham encontrado.

E eles estavam à minha espera.

Angèle.

O que aconteceu com a criança?

Bom dia, André.

A senhora Angèle me mandou procurá-lo.

Por quê?

Ela está morrendo.

Eu te levarei até ela, para que possa dizer adeus.

Depois, iremos embora.

Nós vamos levar...

todo o tempo que for necessário para nos prepararmos.

Prepararmos para quê?

Para nos vingarmos, André.

Para nos vingarmos dos três homens que roubou a vida,

a sua

e a minha.

- Eu quero matá-los. - Isso seria muito fácil.

Muito doce.

Não.

Temos que arrancar os seus corações.

Quem é você?

Eu sou o Conde de Monte Cristo.

Paris Cinco anos depois

O General de Morcerf, hoje decidiu deixar o exército

para dedicar sua vida à política, para a Câmara dos Lordes.

O exército francês perde um grande soldado,

mas a França ganha um grande Homem.

Fernand de Morcerf

combateu em Moscou, em Leipzig,

na Turquia.

Em todos os lugares, correndo risco de vida, ele defendeu

certa ideia do reino da França.

Fernand pagou na própria carne

o preço do seu compromisso e o respeito

a palavra dada.

Dez anos atrás, quando o aliado da França

Ali Paxá de Janina foi sitiada por tropas turcas,

Coronel de Morcerf apostou tudo.

À frente de um esquadrão de valorosos soldados,

ele rompeu a retaguarda dos otomanos

vindo em auxílio do seu aliado.

Este ato de coragem insana

infelizmente não foi o suficiente, mas todos os franceses sabem:

Você não luta na esperança de sucesso!

Não! Não, é ainda mais bonito quando é inútil.

Está melhor?

Você não tem sido muito atencioso com Eugénie Danglars.

Pai.

Ela terá dois milhões como dote,

no dia do seu casamento.

Fernand!

Então devo me interessar somente por sua fortuna?

Hoje em dia é melhor ter uma medalha a menos e um zero a mais.

Nosso filho é um homem do seu tempo.

Ele é um romântico que acredita em...

Devolva a medalha!

Pegue!

Já chega!

Senhor se eu soubesse que seria honrado com sua visita,

Eu teria me preparado mais para isso.

Senhor se eu soubesse que seria honrado com sua visita,

Eu teria me preparado mais para isso.

Fritz, fora!

Senhores, se eu soubesse que teria a honra da sua visita,

eu teria me preparado mais para isso.

Peço desculpas por recebê-los em uma casa improvisada.

Estou na França há pouco tempo.

Conde, te peço desculpas pela intromissão,

mas nunca poderemos agradecê-lo o suficiente por ter salvado Albert.

Tenho certeza de que ele teria feito o mesmo por mim.

Conde! Eu lhe devo a minha vida.

Estou feliz por vê-lo de pé.

Eu mandei consertar, o cabo estava rachado.

Agora ela é sua.

Agradeço imensamente, mas não posso aceitar.

Eu já tenho uma dívida com você que não sei como retribuir.

Você gosta de armas?

Por favor!

Esta é uma das mais belas peças.

Pistola de estilo Otomano.

Sim, mas a guarda de ferro com folhagem gravada

indica que esta arma é de fabricação Europeia.

De Veneza, de fato.

Você é um expert?

Meu pai lutou contra o Sultão Khursit

ao lado de Ali Pasha.

Morcerf.

Você é o celebre General Morcerf?

Estou muito impressionado.

Gostaria de experimentar?

Infelizmente, estão me aguardando na Câmara.

- Outra hora, talvez. - Não vai demorar um minuto.

Você faz jus à reputação que tem,

General.

Mudarei o alvo para você, Albert.

Lembre-me de nunca

desafiá-lo para um duelo.

Obrigado por me ceder seu filho por algumas horas.

Estou ansioso por aprender mais sobre aquele

que a providência colocou em meu caminho.

Participarei da caça promovida pelo Barão Danglars no domingo.

Por que não se junta a nós?

Gostaria mas não posso, receberei o príncipe Cavalcanti.

Então venham vocês dois.

Haverá veados suficientes para todos.

Vejo você em breve.

Até domingo, espero.

Está tudo bem?

Tenho uma pequena lembrança de metal

da minha estadia no Império Otomano.

Você prefere a música mais do que as armas?

Siga-me.

Perdão a minha indiscrição Conde?

Eu não tive a intenção de desrespeitar sua... sua esposa.

Haydée não é minha esposa. Ela é minha afilhada.

Depois de você.

Haydée?

Que lindo nome!

É um nome bastante comum na Grécia.

Poderia ser traduzido como... Modéstia ou... Inocência.

Posso te pedir que me apresente a Haydée?

Você parece ser um jovem confiável.

Então, te apresentarei a Haydée,

mas você deve me fazer uma promessa.

Eu te prometo, antecipadamente.

Não estou brincando.

Nunca tente seduzi-la.

Então você me acha perigoso?

Não.

Mas ela sim é.

Se você não cumprir a sua promessa,

ela vai quebrar o seu coração

e o dela própria.

Mas...

Ela ainda não está preparada para amar.

O segredo da sua voz

está na procura do seu passado.

Após o assassinato de seu pai,

ela foi vendida para uma tribo Valáquia dos Bálcãs.

Foi lá que eu a conheci e a acolhi.

Você sabe, há tristezas e feridas

que levam anos para cicatrizar.

Elas deixam um véu sobre as almas.

Nunca tente levantar esse véu, Albert.

Eu prometo.

Ótimo.

Você caminhará suavemente, sem olhar para nós.

Você só vai se virar quando eu te chamar.

Haydée.

Albert de Morcerf, te apresento Haydée.

Encantada Senhor.

Encantada Senhor.

Encantado Senhorita.

E se ele não quiser me conhecer?

Ele vai querer.

Postura ereta!

A partir de agora, manter-se ereto é sobreviver.

Não dar impressão de que você cresceu na miséria é sobreviver.

Você entende o Porquê, André?

Porque eu sou o príncipe Andréa Cavalcanti.

Cavalcanti, isso não significa cabra em espanhol?

O que?

Não fique surpreso. Você já me ouviu dizer: O quê?

Comece de novo.

Eu sou o príncipe Andrea Cavalcanti.

Você não tem sotaque, príncipe. Que maravilha, como pode?

Um professor muito rigoroso

me fez perder o sotaque com um pedaço de pau.

Insolência, seus cotovelos.

Caro Conde,

- É um prazer conhecê-lo. - Permita-me uma confissão.

A vida francesa ainda é desconhecida para mim,

perdão se meus modos parecem muito Eslavos, Napolitanos ou Árabes.

Amigos, aqui estão o Conde de Monte Cristo e o príncipe Andrea Cavalcanti.

- Senhores. - Conde.

Príncipe.

O encontro com o seu pai, por mais avassalador que seja,

não deve desviá-lo do seu alvo: O Barão Danglars.

Graças aos barcos roubados,

ele fez fortuna com o comercio de escravos.

Sua reputação o precede Conde.

Não se deixe levar pelo seu sorriso.

Ele é cruel e não só está ciente, como ainda se orgulha disso.

Posso te confessar uma coisa?

Como ainda não conheço a vida francesa,

gostaria de pedir que me desculpe

se meus modos parecem muito Eslavos, Napolitanos ou Árabes.

Quando alguém é rico, nunca se é demais.

O ponto fraco dele é a filha.

Príncipe.

Barão.

- Eugénie. - O campo está bom?

- Está perfeito. - Então vamos lá.

Aos cavalos, Senhores.

Faça as honras Conde.

Obrigado, Barão

mas eu jurei há muito tempo

matar somente em legítima defesa.

Então me deixe assumir a sua defesa, Conde.

Perfeito.

Príncipe.

Por favor.

Vamos almoçar.

Eugénie?

Obrigada.

Suzanne, te apresento o Príncipe Andrea Cavalcanti,

O protegido italiano do Conde de Monte Cristo.

Ele cuida de mim.

Meu pai teme que as beldades de Paris

me levem a tomar decisões loucas.

Você fala francês perfeitamente.

É por que um professor muito rigoroso

me fez perder meu sotaque com um pedaço de pau.

- Mas isso é horrível. - Isso é falso, em grande parte.

- Minha mãe é francesa. - Que idiota.

Estou feliz que conseguiu se juntar a nós.

A mão do seu protegido não tremeu.

O animal nem sequer sofreu.

E é especialista em execuções que fala isso.

Você costuma cortar cabeças?

Muito menos do que antes, agora a tendência é a clemência.

Desculpe-me por roubar o Conde,

mas quero apresentá-lo a alguém.

- Conde. - Senhores.

Inacreditável!

Querida.

Eu finalmente te apresento o Conde de Monte Cristo.

Senhora de Morcerf, meus respeitos.

Está tudo bem, mãe?

Sim, é que...

É a emoção de conhecer o homem,

que se não fosse por ele, hoje eu estaria banhada em lágrimas.

Senhor, te devo a vida do meu filho,

e por essa gentileza, eu te abençoo.

A senhora me recompensa

generosamente por um ato tão simples.

Mas eu estou feliz por tê-la poupado de tamanha tristeza.

Eu propus ao Conde que seja o nosso convidado,

mas até agora ele recusou.

Talvez você tenha mais sorte do que eu.

Você me daria o prazer e a honra

de algum dia ser o nosso convidado?

Certamente, Senhora.

Agora, com licença, odiaria monopolizá-lo.

Mas o que está acontecendo?

Você gostaria que eu chamasse alguém?

Albert.

O que você sabe sobre esse homem?

Mãe.

Você sempre desconfia de minhas novas amizades,

mas o Conde salvou a minha vida.

Ele é tão rico quanto um Rei.

O que devo temer dele?

Você tem razão.

Meus temores são tolices.

Senhor Procurador-Geral,

é uma honra que como tenente dos exércitos reais,

eu asseguro aqui, que o citado Edmond Dantès

demostrou na minha presença e em inúmeras ocasiões

simpatia pelo usurpador

e do seu desejo de pegar em armas para derrubar a Monarquia.

Essas palavras me ferem muito,

porque Edmond Dantès era meu amigo,

mas não posso deixar que esse crime fique impune.

Eu vi muitos homens morrerem

por causa dos traidores da Pátria.

Não é assim que conseguirá dormir, Conde.

Eu não estava tentando dormir.

Você tem medo dos seus pesadelos?

Tenho medo de não tê-los mais.

Eles me ajudam a manter as minhas feridas abertas.

Você a viu novamente?

Sim.

Ainda estava tão linda como em suas memórias?

Eu pensei que a tristeza a teria mudado.

Deve ter durado pouco.

Seus olhos não eram de uma mulher que chorou demais.

Ela sentirá o sabor das lágrimas

quando levarem o seu marido.

Eu passo.

200

mais 500.

Eu desisto.

Eu não o teria convidado à minha mesa se você soubesse jogar.

Ai está!

Restamos apenas nós três, Senhor.

Deixarei vocês dois se enfrentarem.

Dois pares.

Bom trabalho!

Flush.

Você tem copas demais para mim, Barão.

Estou fugindo antes que eu estrague a vida do meu pai.

- Vamos, Albert. - Sim, é isso mesmo,

- vá ver essas moças. - Azar nas cartas, sorte no amor.

Gosto muito do seu Príncipe.

Ele é encantador.

Para ser sincero, mal o conheço.

O pai dele é um sócio comercial.

De uma boa família, sem dúvida.

Se por Boa, você quer dizer Rico,

então sim, é a segunda maior fortuna da Itália.

Hum...

A segunda?

Então suponho que saiba qual é a primeira?

Não me force a ser presunçoso.

Finalmente, pessoas mais ricas do que eu.

A família dele sonha em vê-lo casado

com uma mulher em Paris, mas...

se o filho for tão volúvel quanto o pai, cuidado.

Fique tranquilo,

Eu desconfio de todos em geral,

dos estrangeiros, em particular.

Mas eu também sou estrangeiro.

Você, Conde, isso não conta. Você é um Conde.

E até rima, perceberam?

Você é um poeta.

A propósito, falando em estrangeiros,

Sabiam que o jornal L'Impartial foi comprado por um Inglês.

Com certeza.

Um tal de Halifax. Um Lorde, ao que parece.

Ele compra jornais só para espalhar notícias falsas

e especular no mercado de ações.

Ele é um canalha vigarista da pior espécie.

Você parece não gostar muito desse Lorde.

Bem digamos que gosto de muitas pessoas,

mas eu realmente odeio certos indivíduos.

Odiar um inglês não é pecado. É bom senso.

Você já está indo embora?

É quase meia-noite,

a nossa carruagem se transformará em uma abóbora.

Albert.

Senhorita.

Você estava prestes a esquecer o seu leque.

Obrigada, senhor.

- Posso contar com você? - Para quê?

Para, em breve, se juntar a mim em um jantar

que estou organizando em Paris, encontrei uma casa.

Bem... Claro!

Ótimo!

Até breve.

Conde.

Senhora de Morcerf!

Você vai embora assim que eu chego?

Não vejo nenhuma conexão.

Eu queria me desculpar com você.

Pedir desculpas a mim?

Pela minha vertigem do outro dia.

Você me faz lembrar alguém

que eu conheci bem, há muito tempo

e que desapareceu sob circunstâncias trágicas.

Por um momento, eu...

Está acontecendo de novo,

não consigo encontrar as palavras certas.

Desculpe-me por ter reavivado essa lembrança dolorosa.

Fique tranquilo, ela já se dissipou.

Que bom.

Desejo-lhe uma boa noite, Senhora.

Conde.

Albert.

Haydée.

Eu não deveria te escrever, então não te escreverei.

Não devo me encontrar com você

então não vou sugerir que nos encontremos no Jardin des Plantes,

amanhã às 5 horas.

Este lugar, onde não estarei amanhã,

abriga as flores mais misteriosas de Paris.

Você vem de um país apelidado de:

A terra das nuvens e do jasmim.

Podemos contar com o céu parisiense para as nuvens,

e colocarei um jasmim na minha lapela.

Então, não direi até amanhã.

E eu, tampouco, direi que desde o dia em que a vi,

a sua voz e o seu rosto não saíram mais da minha mente.

Albert.

Ele vai nos denunciar?

Ele é muito leal ao Conde,

mas acho que ele tem uma queda por mim.

É uma Estrelitzia.

Da terra de onde eu venho,

havia muitas flores em um caminho que levava ao mar.

Também é conhecida por flor Ave do Paraíso,

Pasărea paradisului.

Pasărea paradisului?

Bem.

Como é que você ainda não tem uma noiva?

Mas talvez você já tenha?

Meu pai quer que eu me case com a filha de um Barão.

Mas eu...

procuro por algo que essa jovem nunca terá.

Esse... Encanto indefinível que é para uma mulher,

o que o perfume é para uma flor.

Ou que o sabor é para a fruta.

Não sei se as mulheres parisienses

gostariam de serem colhidas ou saboreadas,

mas não é o meu caso.

- Não foi isso que eu quis dizer. - Eu estava brincando com você.

Você estará no jantar do Conde no sábado?

Não. Eu servirei de álibi para a minha mãe

que evita eventos sociais como uma praga.

E você?

Eu não conheço a sua mãe,

desconheço os gostos dela,

mas compartilho as suas aversões.

Nem ele, nem a mãe irão ao jantar.

Mas Fernand de Morcerf, certamente estará presente.

O que foi?

Você não vai me contar sobre Albert?

Não há nada a dizer.

É normal duvidar.

Ter medo. Eu compreendo.

Mas quando chegar a hora, você deve se lembrar...

Eu não preciso que você

me lembre do que o pai dele fez com o meu.

Ele ousou colocar os lábios ali.

Obrigada, meu querido.

Claro.

Caros amigos.

Boa noite, Victoria.

Eu esperava algo mais espetacular,

não há necessidade de fazer essa cara.

O Conde deve ter alguma surpresa lá dentro.

Você parece ter pouco apetite. Sr. Villefort.

Eu tinha mais apetite antes do porco e das aves.

Esta casa é... magnífica.

Sinto que você ainda está surpreso, Barão.

Nada lhe escapa, Conde.

Eu pensei que um homem como você

escolheria um bairro mais central,

como o Champs-Élysées ou o Saint-Germain.

Comprei esta casa, justamente

porque me desaconselharam a fazê-lo. De fato!

Por que essa casa?

Bem, dizem que é mal-assombrada.

Dizem que ocorreu um crime aqui.

Um crime abominável, anos atrás.

Tome cuidado, temos aqui o procurador do Rei.

É verdade.

Dizem que uma criança foi sacrificada aqui.

Isso é horrível.

Você a comprou mesmo assim?

Fez muito bem, Conde.

Essas histórias de fantasmas são absurdos

inventados por servos com má intenção.

Ou de vizinhos invejosos.

Não se deixe enganar, Procurador.

Eu vivi na Ásia e nas Índias,

e é difícil retornar destes lugares

sem acreditar que de fato existe

um mundo invisível, povoado por espíritos.

Quando visitei esta casa pela primeira vez,

Eu senti imediatamente

Eu tive uma estranha convicção

de que um crime havia sido cometido aqui.

Então eu pedi

que me deixassem passar a noite aqui.

Mas você não sentiu medo?

Se a sua consciência estiver tranquila,

os fantasmas não te assombram.

Eles falam com você.

- E o que eles te disseram? - Sim, o que te disseram?

Naquela noite eu me sentei aqui,

bem em frente a esta lareira.

Eu fumei um pouco de ópio para ficar mais receptivo.

Não há nada melhor do que isso

para expandir o espectro da sua consciência.

E então na doçura da fumaça...

Eu me senti como se... estivesse suspenso.

Ouvi uma batida na parede.

Depois uma segunda batida.

Coloquei a minha mão.

E ouvi gritos vindos do andar de cima, subi as escadas.

Os gritos se transformaram em gemidos.

Vem de uma sala

no final do corredor.

Eu empurrei a porta e me encontro dentro de um quarto.

No meio, há uma cama.

Coloco a minha mão sobre ela.

E vejo uma mulher contorcendo-se de dor.

Ela está dando à luz a uma criança.

Ela está sozinha, abandonada.

Ela grita.

E então eu sinto uma presença atrás de mim.

De repente.

Você está assustando as mulheres, Conde!

Ele quer nos divertir

Continue Conde, eu imploro.

Controle-se querida, você está estragando a festa.

Eu me viro, tremendo,

E nesse momento,

Eu ouço um sussurro no meu ouvido.

É a voz de uma criança.

A voz de uma criança me implorando

para libertá-lo.

Finalmente encontrei uma porta,

uma porta escondida que eu ainda não tinha visto no escuro.

Eu abro a porta.

Há uma escadaria que leva ao jardim.

E nesse instante a voz da criança retornou.

Ela me disse que estava sozinha por muito tempo, e chorava.

Ela chama pela sua mãe.

Naquela noite, eu...

Eu procurei, mas...

o jardim era muito grande.

O que... O que você fez?

Perdão?

O jardim era grande demais...

O que você fez?

Sim.

Na manhã seguinte, nós escavamos

em todos os lugares.

Nós arrancamos as macieiras, reviramos o caminho.

E nada.

Então, mandei vir do Périgord um porco farejador de trufas.

E então?

Como ele também não encontrou nada,

nós o comemos esta noite.

Maravilhoso!

Eu disse que era tudo apenas uma fábula.

Uma fábula, exatamente.

Pelo menos era nisso que eu acreditava. Até ontem.

Enquanto estávamos fixando

as tochas para a recepção de hoje,

uma delas se quebrou completamente.

Nós cavamos no local e...

encontramos um baú.

E então?

O que havia dentro?

Não sei.

O que você quer dizer...? Não sabe?

Nós o abriremos juntos.

E se houver um corpo?

Nós providenciaremos uma sepultura.

Procurador, talvez você queira

abri-lo?

- Eu imploro, não abra. - Victoria, chega!

Abracadabra!

Ah, eu não sei

o que há de verdade nesta história,

mas você é um mágico, Conde.

Como é possível? Ele falou como se estivesse presente.

Todo esse detalhe foi...

Pensei que estava enlouquecendo.

Acalme-se, por favor.

- Onde está o corpo do nosso filho? - Eu não sei.

- Você o colocou lá, certo? - Sim.

Você me disse que ele estava morto!

Você me disse que estava morto!

Claro que ele estava morto.

- Então onde ele está? - Não sei.

- Onde está o nosso filho? - Não sei!

Fique quieta, você está histérica! Não sei.

Acalme-se.

Só sei de uma coisa...

É que dentro de oito dias,

Eu saberei quem é esse Senhor Monte Cristo,

de onde ele vem, para aonde ele vai,

e por que ele fala diante de todos nós

de crianças enterradas no jardim?

Danglars é obcecado por dinheiro.

Ele não vai suspeitar de alguém que não lhe pede nada.

Morcerf confia cegamente em mim

desde que salvei a vida do seu filho.

Depois temos o Villefort.

Villefort é procurador.

Ele é muito desconfiado.

E graças a este jantar, Victoria exigirá explicações.

Então, para tranquilizá-la e se tranquilizar,

ele conduzirá uma investigação.

E como sempre aprendemos mais com as línguas maliciosas

é o inimigo confesso do Conde que ele visitará

Lorde Halifax.

O que você quer saber?

Se eu puder feri-lo, será um prazer.

O conde já esteve em Paris? Ele afirma que não.

Se já tivesse estado aqui, eu saberia.

Mas então, você sabe onde ele estava há 15 anos?

Sim, na Índia.

Mas...

Devo dizer que,

naquela época ele até me divertia.

Mas depois...

Depois do quê?

Bem, uma noite eu estava repreendendo um criado

quem merecia.

Mas...

O Monte Cristo tinha uma paixão por aqueles selvagens,

com seus Deuses Pagãos, e sua magia absurda.

Aquelas crenças ridículas, sabe?

Então ele me desafiou para um duelo.

Por causa de um nativo?

Sim! Por um nativo!

Você acredita nisso?

Está quente, você não acha? Que calor!

Alguém pode me trazer meu leque, pelo amor de Deus!

Estamos morrendo aqui!

Isso não!

Obrigado.

Hum e você?

Senhor Villefort?

O que foi que ele te fez?

Nada.

Só não sei se devo tê-lo como um amigo ou inimigo.

Se ele fosse seu inimigo, você já saberia.

Ele tem seus defeitos,

mas não é do tipo que esconde suas intenções.

Hum.

Mas...

tome cuidado.

Senhor Procurador.

Se ele se tornar seu amigo,

isso fará de você meu inimigo.

É claro!

Sim.

Obrigado, Sr. Villefort, foi muito agradável

a conversa, mas tenho muito que fazer.

Eu agradeço Lorde Halifax.

Senhor Procurador.

Victor!

Conde?

Prepare os cavalos, voltaremos ao castelo.

Agora que Villefort abaixou a guarda

nós podemos preparar o nosso ataque.

Estou indo para o sul.

Eu voltarei para a festa de aniversário

de 20 anos da filha de Danglars.

Durante a minha viagem,

conto com você André para se aproximar dela.

E em você, Haydée, para encantar o Albert.

Vá em frente.

Bom.

Pode transportar até 600 escravos, 700 se apertar um pouco, mas...

sou humanitário.

Eu o batizei de Hércules.

Minha mãe dizia que essa

é a linha de pessoas destinadas a grandes feitos.

E esta é a sua... linha do amor.

E aqui, eu leio que...

André, eu preciso te falar uma coisa.

Sim?

Eu gostaria de te amar,

- mas não posso. - Eu sei.

Sei que você jamais poderá me oferecer

os mesmos sentimentos que você nutre por Suzanne.

Será o nosso segredo.

Tudo bem, será o nosso segredo. Comigo ficará bem seguro.

Eu sei como é ser duplo.

Eu também sei como é ser duplo.

Não ser capaz de se assumir.

Eu serei o seu álibi.

Louis Dantès 1759 - 1816

Chegou a sua hora de se redimir.

Eu revivo em sonhos

cada segundo desses momentos que passo com você.

Eu levarei para minhas noites a lembrança dos seus olhos,

e eu não quero falar com ninguém

para não desperdiçar o eco das suas palavras

que ainda reverberam em meu coração.

Eu mantenho perto de mim a sua partitura.

Adoro-a pela imagem que me transmite de você,

mas também e sobretudo pela memória

que vai durar para sempre,

o de um momento da vida que vale por uma vida inteira.

- Até mais. - Até mais.

Príncipe.

Eugénie, esta festa é um reflexo da sua imagem, vibrante e alegre.

Obrigada, Andrea.

O Conde de Monte Cristo estará entre seus convidados?

Dezessete.

Dezessete?

Você é a décima sétima pessoa a me fazer essa pergunta.

E o que você responde a todos?

Que não haverá um décimo oitavo. Ali está ele.

Com licença.

Senhorita.

- Conde. Você fez uma boa viagem? - Maravilhosa.

- Obrigado. Albert. - Eugénie está ansiosa

para revê-la, senhorita.

Conde, me permite?

Com prazer.

O conde sabe que nos encontramos?

Eu não contei nada a ele.

Ele poderia ter adivinhado?

Só Deus sabe do que ele é capaz.

Não são lindos juntos?

Eles parecem tão ansiosos para viver.

Estamos sempre tão ansiosos para sermos felizes.

Não?

Me daria à honra de segurar o seu braço?

Quero dar alguns passos.

Sua mão treme.

Você parece estar com frio.

Na minha família, temos as mãos frias, mas os corações quentes.

Tome, isso vai nos aquecer.

Nossas uvas não são tão saborosas quanto às da Sicília

mas seja indulgente com o nosso sol do norte.

Lamento.

Peço desculpas Senhora, mas eu...

Eu nunca bebo.

Então aceitaria, pelo menos, comer alguma coisa?

Terei de recusar novamente.

Sr. Conde, existe um costume árabe que torna amigos para sempre

aqueles que compartilharam o pão e o sal sob o mesmo teto.

Eu conheço o ditado, Senhora.

Mas estamos em Paris e não em Tânger.

Aqui na França não existe mais amizade eterna,

apenas a partilha do pão e do sal.

Mas afinal... Somos amigos, não?

Certamente!

Por que não seríamos amigos?

Então, na ausência de pão e sal,

compartilharia comigo algumas recordações?

O que desejaria saber, Senhora?

É verdade que você viu tantas coisas,

tanto viajou,

e tanto sofreu?

O que te faz dizer isso?

Seu olhar.

Dizem que existe em cada viajante

o desejo de encontrar ou de fugir de algo.

Você encontrou?

Ainda não terminei a minha viagem.

Você vive sozinho?

Não tenho irmã, nem filho, nem pai.

Eu só tenho Haydée que, tenho certeza, me deixará em breve.

Como você pode viver assim?

Sem nada que te liga à vida?

Eu amei uma jovem mulher

com quem eu ia me casar,

anos atrás.

Mas quando a guerra chegou e me levou para longe dela...

Eu pensei que ela me amaria o suficiente para esperar por mim.

ou que permaneceria fiel a mim até o túmulo.

Mas quando voltei,

ela estava casada.

Talvez o meu coração fosse mais fraco que os outros

por que eu sofri mais do que

teriam sofrido se estivessem em meu lugar.

Isso é tudo!

Esse amor permaneceu em seu coração?

Nós realmente amamos apenas uma vez.

Não?

Você a reviu novamente?

Nunca mais.

Nunca?

Nunca.

Você a perdoou pelo seu sofrimento?

Só se pode perdoar àqueles que pedem perdão.

E se ela te pedisse perdão hoje?

Compre o L'Impartial!

A frota de Danglars foi roubada em Marselha!

Comprem o L'Impartial, senhoras e senhores!

L'Impartial! Comprem!

Como se podem roubar navios em um porto em plena luz do dia?

Pelo menos eles tinham seguro?

O que você acha?

As ações da Danglars estão despencando na bolsa.

Mas graças ao telégrafo do exército,

Danglars saberá rapidamente

que nada realmente aconteceu em Marseille.

Você deveria roubar os navios dele.

Tudo acontece para aqueles que sabem esperar.

Você está seguro, seus navios estão salvos, nada aconteceu.

- O quê? - O L'Impartial mentiu.

A frota de navios Danglars ainda está

flutuando, atracado no porto de Marseille!

Obrigado. Obrigado, meus amigos.

Danglars se lembrará das minhas palavras e ele pensará que...

Que é um golpe do novo dono do L'Impartial,

nosso querido Lorde Halifax.

Exatamente.

Monte Cristo tinha razão.

O inglês inescrupuloso usa seu jornal

para especular às minhas custas.

Precisamos publicar uma negação imediatamente.

De maneira alguma.

Não entendo. É imprescindível que...

Shh!

Você está ouvindo?

Ouça.

Um som agradável.

Aquele barulhinho lindo.

O som do dinheiro caindo.

Eu também não entendo.

Pense. Ele sabe de uma coisa que ninguém mais sabe, ainda.

Imagine: Você está jogando pôquer

e você conhece a mão do seu oponente.

- O que você faz? - Eu dobro a aposta.

As ações estão em baixa.

Se eu comprá-las agora,

em dois dias, terei um lucro extraordinário.

Minha maior jogada!

Comprar as suas ações de volta?

Quanto isso custaria?

- 500 milhões. - 500 milhões?

500 milhões.

Mas isso precisa ser feito hoje.

Antes de o mercado fechar e

e antes do canalha do Halifax também faça o mesmo.

Como encontrará 500 milhões até esta noite?

Falarei com o maior inimigo do Lorde Halifax.

Sinto muito, Barão, mas...

o Mar sempre me trouxe azar.

Não comprarei de volta as suas ações.

Conde!

Entretanto

eu nunca me recuso a ajudar um amigo e punir um inimigo.

Então te emprestarei esse dinheiro

e poderá fazer o que quiser com ele.

E eu posso te garantir uma taxa de juros de 20%.

Não, eu te emprestarei o dinheiro sem juros.

Na Sicília, eles dizem:

Você não ficará rico à custa de um amigo.

Mas eu insisto.

Mandei redigir uma hipoteca sobre todas as minhas propriedades.

Então, não chega a 500 milhões, mas...

200 milhões, isso eu te prometo.

Não, Barão, a sua palavra me é suficiente.

Na França, dizem:

Boas contas fazem bons amigos.

Muito bem então, por amizade, aceito as suas garantias pessoais.

Em uma semana, será reembolsado.

O Halifax pagará caro.

Uma denúncia já está pronta.

Eu pessoalmente assumirei o comando do processo contra ele.

Mal posso esperar para estar no tribunal

e testemunhar esta execução.

Lorde Halifax, o proprietário do Jornal L'Impartial,

convocado, hoje, a este tribunal

para responder as acusações de difamação,

teve que deixar o país às pressas.

Mas ele se comprometeu a enviar o seu representante legal

perante este tribunal às 14h.

Sr. Juiz, essa comédia já durou o bastante!

Isto aqui não é um teatro.

Peço que o representante do Senhor Halifax

se identifique se estiver presente.

O que você está fazendo? Ainda não terminou.

Eu sou o representante legal do Lorde Halifax.

Eu estou diante deste tribunal

porque o jornal L'Impartial

é acusado de espalhar notícias falsas.

Mas eu afirmo aqui

que os barcos da empresa Danglars de fato desapareceram.

Que asneira! Minha frota está em Marseille!

Meritíssimo, Isso é uma farsa!

Que provas você tem?

Você só precisa contatar

a autoridade portuária de Marselha.

Então você persiste em suas afirmações?

Eu persisto e reafirmo, Meritíssimo.

Mas eu quero fazê-lo sob o meu nome verdadeiro.

Por que o seu nome é falso?

Todos me conhecem pelo nome de Andrea Cavalcanti.

Depois de anos nas ruas, fui acolhido por uma grande

e rica família da Aristocracia Italiana.

Eu cresci como um ladrão

e acabei me tornando um príncipe.

Garanto que não é uma profissão da mais honesta,

mas é muito mais agradável.

Foi aqui, em Paris, que finalmente encontrei o meu verdadeiro Pai.

Nasci em três de novembro de 1815.

Em Auteuil.

Senhor Juiz, será que...

o acusado pode apresenta provas do que ele afirma?

Estou chegando lá, Senhor Procurador.

Sua paciência será recompensada!

Eu sou o fruto bastardo de um aristocrata francês e sua amante!

Minha mãe não sabe que estou vivo por que... meu pai...

lhe afirmou que eu morri ao nascer.

Ele me envolveu em um pano e me enterrou vivo.

O senhor fala de uma tentativa de infanticídio!

Era isso que teria acontecido

se minha tia, alertada pelos meus gritos,

não tivesse me desenterrado.

Quem você acusa disso?

A um homem muito respeitável!

Que todos vocês conhecem bem.

Seu Brasão está neste lenço.

Meu pai...

O homem que tentou me matar,

não é outro senão o homem que está diante de mim.

O Procurador Villefort.

Silêncio!

- Ou mandarei esvaziar a sala. - É uma Calúnia!

Eu te processarei!

Senhor Cavalcanti!

Você compreende a gravidade das suas acusações?

Alerto que não me contentarei com um lenço,

ou com manchas de sangue.

O próprio Sr. Procurador lhe trará a prova do que afirmo.

- Mas você está delirando! - Pai!

Não force a minha mãe a vir testemunhar.

Acredito que ela já sofreu o suficiente.

O julgamento está suspenso

durante o período de investigação.

Desocupem a sala!

E Um.

Vamos lá! Victoria, vamos!

Perdão!

Deixe-nos passar.

Por que você não me contou a verdade?

Seu pai me queria como genro, mas...

isso não seria possível, pois a sua mãe também é a minha.

Não se esqueça da sua linha da vida.

Seja feliz, minha irmã.

Conde!

Conde!

Essa história não faz nenhum sentido. Que loucura!

Meus barcos, ainda ontem, estavam em Marseille!

Eu precisarei de um prazo maior para te pagar o empréstimo.

Se...

Não lhe resta mais nada, Barão.

Tudo o que era seu, agora me pertence.

Agora, a única coisa que te resta são essas roupas que usa.

Deixe Paris, e talvez eu não deixarei que a sua esposa

e sua filha, morram de fome.

Mas, Conde, eu...

Você me acha Cruel, Barão?

Eu não só sei que sou,

como tenho orgulho disso.

Você deveria acompanhar a sua esposa até em casa.

Ela está bastante pálida.

E Dois.

Pai!

Isso é da parte de Angèle!

Ele está fugindo!

Não!

Por que André?

Por quê?

Não chore!

André de Villefort 1815 - 1835

Sabíamos que terminaria assim.

Nós sabíamos.

Haydée!

Ele não escutou.

Ele não escutou?

O quê ele não escutou?

Você não lhe ensinou nada mais, além de odiar.

Você colocou esta adaga em sua mão.

É a sua dor que fala.

Eu o amava como a um filho.

Você também me ama?

Você também pretende me sacrificar por sua vingança?

Isso não é vingança!

É justiça.

Não se esqueça das suas lágrimas, Haydée!

Nem dos gritos da sua mãe

e do sangue do seu pai.

E do nome daquele que os traiu.

Não esqueça o nome dele!

Querido Albert se você me ama, como eu te amo,

não procure me ver novamente.

Você é demasiado nobre de coração

para não me entender.

Eu mantenho minha força para lutar contra mim mesma

e beber as minhas lágrimas.

Seja feliz longe de mim, você merece isso. Haydée

Albert?

Albert.

Você é louco.

Você não pode ficar.

Haydée, Eu te conheço há pouco tempo...

Pare!

Fuja de mim como quem foge da peste.

- Eu só te trarei infelicidade. - Mas fuja comigo.

Eu te juro, Haydée,

em vez de desespero, é felicidade que eu te prometo.

Você não me conhece, e não conhece o Conde.

Haydée...

Se você me ama, como eu te amo...

Me diga adeus!

Eu te imploro.

Diga!

Eu, portanto, te direi

com Deus por testemunha,

e que lê as profundezas do meu coração...

que te desejo uma vida feliz sem recordações de mim.

Adeus, meu amor.

Esse olhar!

Sem você, minha vida não tem sentido.

Sem dúvida, será minha infelicidade!

O que você vai fazer?

Mas fique tranquila, cumprirei a minha promessa.

Mas, por favor, você vai viver, sim?

O que te importa?

Se aos seus olhos, eu já estou morto.

Vamos fugir.

Haydée...

Se você deseja se juntar à família Morcerf,

Creio que Albert merece saber

a sua história.

Se você permanecer em silêncio,

serei forçado a falar em seu nome, tudo que passou.

Devo realmente falar

por você?

Conde, por favor?

Haydée, na verdade, é a filha de...

Pare!

Eu falarei!

Meu pai era um homem ilustre conhecido como Ali Tebelin

Paxá de Janina.

Eu tinha apenas 10 anos

quando ele foi morto, na minha frente e da minha mãe.

Ele recebeu um soldado Francês

que deveria ser nosso aliado.

Mesmo depois de ter sido alvejado por uma dezena de balas,

meu pai ainda encontrou forças para atacar

o homem que o havia traído

arrancando-lhe um dos seus olhos.

Nunca mais vi a minha mãe.

Aquele oficial caolho me vendeu como escrava

para uma tribo Valáquia dos Bálcãs.

- O nome dele era... - Já chega.

Albert.

Você me manipulou desde o inicio!

Eu te avisei para ficar atento!

Você me usou...

Pare! Pode se arrepender de suas palavras.

- Você acha que me assusta? - Já disse, não me provoque!

Albert, por favor!

Conde!

Você me tirou tudo, exceto meu nome, que você manchou.

Não!

Oh, Conde, eu imploro.

Senhor, considero a sua luva lançada.

Eu a devolverei enrolada em uma bala, amanhã ao amanhecer.

Você não tem misericórdia?

Eles mostraram alguma misericórdia por Edmond Dantès?

Olhe para mim.

Eu não sou nada além de um braço armado

de um destino surdo e cego.

Fernand de Morcerf sentirá o que meu pai sentiu.

Se você matar o Albert,

você não poderá mais dizer: Deus está do meu lado, Deus é por mim.

Você será um assassino.

A Bíblia diz que os filhos pagarão pelos crimes de seus pais.

Jacopo, siga-a.

Deixe-nos, Jacopo.

Senhora.

O que a traz aqui?

Edmond, você não matará o meu filho.

Que nome você pronunciou?

O seu.

Não é Senhora de Morcerf

quem está diante de você, e sim Mercédès.

Não conheço ninguém com esse nome.

Eu o reconheci assim que o vi.

E mesmo sem te ver, teria reconhecido a sua voz.

Minha razão resistia, mas meu coração sabia.

Desde então, tenho seguido e observado você,

para entender o que tem contra a família Morcerf.

Fernand, você quer dizer, Senhora.

Já que nos tratamos pelo primeiro nome, que valha para todos.

A culpada sou eu.

Sou eu que não tive forças diante

da sua ausência e da minha solidão.

Fui eu que perdi a fé com a sua morte.

Eu!

E Por quê? Por que você estava sozinha?

Por que eu desapareci? Por que fui preso?

Por que fui declarado morto? Por quê?

Não sei.

Imagino que ele já não te escreva mais cartas de amor,

mas você reconhecerá facilmente a caligrafia dele.

Aqui.

Olhe, Mercédès.

Aqui está o que seu marido escreveu

para Villefort há vinte anos.

Preciso me vingar, Mercedes.

É necessário.

Então vingue-se, Edmond.

Mas se vingue apenas dos culpados.

Vingue-se de Fernand que o traiu,

Vingue-se de mim, mas poupe o Albert.

Se você soubesse de todas as orações...

Se você soubesse de todas as lágrimas que eu derramei...

Você perdeu o seu pai na solidão?

Você viu quem você amava nos braços do seu rival?

- Você viu tudo isso? - Não.

Então?

Mas eu vejo o homem a quem nunca deixei de amar

prestes a se tornar o assassino do meu filho.

O que você quer, Mercédès?

Você quer que o seu filho viva?

Ele viverá.

Obrigada.

Obrigada, Edmond.

Eu te encontrarei novamente

tal como eu sempre sonhei, como eu sempre amei.

Temos de nos dizer Adeus!

Adeus?

Se eu renunciar a fazer justiça com as minhas próprias mãos,

Eu renuncio à única força que me mantém vivo.

O duelo acontecerá amanhã.

Adeus, Mercédès.

Senhor Albert de Morcerf,

você desafiou publicamente o Conde de Monte Cristo.

O duelo acontecerá a vinte passos, ao meu comando.

Prioridade ao ofendido.

Em posição.

Avancem, senhores!

Fogo!

Fogo!

Acredito que vejo em seus olhos um vislumbre de decepção.

Eu nunca te perdoarei por tirar a vida dele

e por despedaçar o meu coração.

Então você o amava.

Se eu o amava?

Tudo me incitava a odiá-lo,

mas quem sabe por que alguém se apaixona?

Você pode tentar explicar isso,

mas é tarde demais.

Você perdeu o equilíbrio.

Sua voz secreta te sussurra que não há mais chance.

Mas em vez de ouvir aquela voz,

foi a sua que eu escutei.

Eu causei a desgraça dele e a minha!

O que farei com esse amor que eu não dei a ele?

Com essas palavras que eu não lhe disse?

Você lhe disse.

E ele ouviu.

Albert!

Conde!

Fujam, agora!

Fujam e não deixe que ninguém roube a felicidade de vocês.

Edmond!

Edmond!

Edmond, apareça!

Eu estava esperando por você.

Você finalmente mostrou a sua verdadeira face.

Eu procurava descobrir a sua verdadeira face, Fernand.

Para saber quem você era realmente

então segui os seus rastros.

Eu fui a todos os lugares os quais você foi.

Eu conheci todos eles:

Seus amigos, seus companheiros de armas, seus inimigos, todos...

Quem você não traiu, Fernand?

A quem você permaneceu fiel?

Em todos os lugares você mostrou a sua verdadeira face.

Eu perdi

a fé nos homens

no dia em que você me traiu.

Você deveria ter me matado.

Nunca é tarde demais para isso.

Levante-se!

Olhe para mim!

Olhe para mim!

Me mata!

Nós sempre encontramos grandeza nos mortos.

No final, nós os perdoamos.

Não quero que ninguém te perdoe, jamais!

Mercédès, vim me despedir de você

no lugar onde a vida nos separou,

há vinte e um anos atrás.

Tanta coisa morreu dentro de mim e ao meu redor desde então,

que o homem que você conheceu já não existe mais.

Eu prometi te amar até a minha morte

e pela eternidade,

eu sempre te amarei,

mas não está mais em meu poder te fazer feliz.

Agora só posso te oferecer consolo.

O seu filho será feliz.

Albert e Haydée viverão a história que nós não pudemos viver.

Felicidade para nossos filhos

que sobreviverá a nós e saborearão a doçura do amor.

Enquanto escrevo, relembro os meus últimos momentos com você.

Tudo depois será apenas recordações.

Eu as levarei comigo através dos mares,

o único lugar na terra onde tudo é horizonte

e onde não há vestígios deixados pelos homens.

Viva e seja feliz.

Nunca se esqueça,

até o dia em que a providência possa nos reunir novamente,

que toda a sabedoria humana está contido nestas duas palavras:

Esperar

e Esperança.

Edmond Dantès,

O Conde de Monte Cristo!

O Conde de Monte Cristo Tradução e Correções by Angel

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