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Zulu
Então?
O turno nunca mais acabava.
Não tiras a roupa?
Não quero.
Vá lá, quero nadar.
Então, vai.
Quero fazê-lo contigo.
Queres fazê-lo comigo?
Tola.
O que é isto?
Nada, bati em casa.
Não te atrevas!
Faço o que me apetecer. Entra no carro!
Espera!
ADORAÇÃO
Bebeste isto tudo?
E o Enrico?
Nada. Também não me atendeu.
Contas-me o que aconteceu?
Ela livrou-se de mim.
Queria estar sozinha, mas o Enrico viu-a com um monte de lésbicas.
Não tens nada para mim?
Não pagas adiantado, não posso comprar.
Queres mesmo ficar pedrado?
Desde aquilo da Elena que tudo descambou.
Sim, mas não a podemos culpar.
Devíamos tentar entender.
Entender? Era uma puta e o Giorgio é um assassino. Aí tens.
Talvez estivessem apaixonados e ele está inocente.
Não sabes o que ela me disse.
Foda-se! Começou a vestir-se como ela. O mesmo penteado.
O piercing.
Enquanto ela falava, por um segundo pensei: "Vou matar-te."
- Não. - "Ficarás igual."
- Não. - Juro.
Ouve! Não. Tu não és assim.
O que vou fazer?
Não conseguia ficar cinco minutos longe dela.
Perguntas-me a mim?
Já estou confuso que chegue.
Vai às compras.
Olá, Vè.
Sei que não devíamos falar, mas andam todos loucos.
Estou na discoteca. Queres vir?
- Dià, preciso do teu conselho. - Sobre o quê?
Sobre o Christian. Podes falar?
Não. O restaurante está cheio.
Os meus pais pediram-me para trabalhar. Está a tornar-se um hábito.
Estás livre amanhã?
- Sim, desculpa, amanhã pode ser. - Está bem.
Adeus.
Desculpa, amor, esqueci-me da carteira no carro.
- Volto já. - Vemo-nos lá dentro?
- Sim. - Está bem.
Estou aqui.
Olá! Como estás?
Tomaste a pílula?
Não era para mim.
Está bem.
Estás feliz? Estavas com ciúmes?
És uma cabra.
Mas deixas-me louco.
Ouve, tenho de voltar a Roma.
A Camilla fica.
Porque não vens comigo?
Veremos.
Vai, a minha mãe vem aí.
- Olá. - Olá.
É a última vez que sirvo às mesas.
Estavas com ele?
Não, porquê?
Diz-me tu.
Mãe, ele é velho. E gosta de ti.
Como toda a gente.
Tenho uma lambreta.
Não tem gasolina.
De que falas?
- Fui dar uma volta. - A gasolina!
Não te atrevas.
Faço o que me apetecer. Entra no carro!
A rapariga que te deu este vídeo testemunhou episódios semelhantes?
Não lhe perguntei, mas acho que ela me teria dito.
Mas eu testemunhei.
Quero dizer, não.
Uma vez, vi que tinha uma marca aqui.
Da outra vez, vi no braço.
Alguma vez pensaste que o Enrico lhe batia?
Até agora, não. Mas aquele vídeo fez-me pensar.
Parecia estar apaixonado. Estavam sempre juntos.
Às vezes, dizia-lhe que ia para Cassino e voltava de repente para nos encontrar.
Para a surpreender, achava eu.
Achava engraçado.
Sei que te sentes culpada pelo teu primo, mas há tantas provas contra ele...
Talvez haja provas contra o Enrico.
Procurámos.
Este vídeo só serviria para mostrar
que a Elena só andava com idiotas.
A culpa é dela?
Não é isso que penso.
Mas agora há as anfetaminas contra o Giorgio.
Sabes que ele vendia droga, certo?
Não posso fazer nada.
Não é verdade.
Queres que o Giorgio fique preso para pagar pelo que fez à Melissa.
É tudo verdade! Tu é que...
Não é verdade.
É mentira.
- Vais crescer? - Tenho de crescer?
Será que também lhe bate?
Caí da bicicleta, idiotas!
Pareceu real, não?
Ninguém tem coragem de te bater.
- E deixares-me em paz? - É melhor para ti se não o fizer.
Vai estudar. A casa em Cassino custa dinheiro.
Está a chegar.
- E? - Deixa-me ser eu a falar.
Não digas que estou errada, como sempre.
Não tenho fome. Vou tomar um duche.
Olá, mãe.
Olá.
Há algo que nos devas contar?
A Amanda ligou.
A mãe do Gianmarco.
Então, já sabem tudo.
Porquê?
Diz-nos.
Já não é o que era. Não estou apaixonada.
Sem mais nem menos.
Do nada.
Não é do nada.
- Estive a pensar... - Vane.
Ouve, eu e o teu pai vivemos para ti. És a nossa vida.
- O que significa isso? - Deixa-me acabar.
Sabemos que a morte da Elena te perturbou,
que mudou tudo,
que não estás bem e precisas de ajuda.
A Amanda conhece um bom psicólogo. Talvez...
Não será por ter 17 anos e querer viver a minha vida?
- Tenho de estar louca? - Ninguém pensa isso.
- Ninguém. - Sabes? Tens razão.
- Faz o que te faz sentir bem. - Vais começar, Walter?
Ela não pode saber o que precisa. Percebes?
Querida, ouve. O Gianmarco adora-te.
São tão perfeitos juntos.
És linda, mesmo vestida assim.
- E ele é... - É podre de rico!
É óbvio que é podre de rico. Mas não quero saber!
Se gostas tanto dele, casa com ele! Mas que merda?
Walter, por favor.
Podes ir atrás dela e chamá-la à razão?
- Se o fizer eu desta vez, juro... - Não precisas de jurar.
Estou farto de ti.
Tanto que, se não fosse pela Vanessa, já me teria ido embora.
Pai, espera, aonde vais?
Dar um passeio. Não te preocupes.
Discutiram?
Sim, por minha causa.
A Vera está?
Que idiota!
Mãe?
- Mãe! - Falei com a Chiara, mas ela disse-me...
É inútil. Há demasiadas provas contra o Giorgio.
Isto também é uma prova.
Tens de ver este vídeo.
Faço o que me apetecer. Entra no carro!
Hora do pátio!
Obrigado, fico aqui.
Como queiras.
Como faço para fazer uma chamada?
Estou?
É o Giorgio.
- Olá, Giorgio. Como estás? - Na merda.
Na merda.
De certeza que este processo sumário
não me vai lixar de vez?
O quê? Não. Só prescindes...
Como se chama? Da audiência, sabes?
Não podes trazer testemunhas, mas como o advogado disse,
se houvesse, já saberíamos.
A investigação não vai parar?
Claro que não. Não te preocupes. Não.
O que achas?
Sobre o quê, Giò?
Achas que fui eu?
Não acho nada, eu... O que devo achar? Não acho nada.
- Certo... - O que foi?
Disse algo errado? Não percebo.
- Sou teu pai e... - Diz-lhe que aceito e vai-te lixar.
Giorgio.
Tens piada, sabes?
- Podíamos ter partilhado. - Não, tenho-te a ti. Quero estar sóbrio.
Não preciso disso.
Vittò, ouve... O Giorgio aceitou. Diz ao Sergio.
Vou avisar o advogado.
Tenho um negócio a decorrer. Pago-te assim que acabar. E...
É isso. Obrigado. Adeus.
Gian.
Gian?
Gian.
Vá lá, levanta-te.
Vanessa.
Olá.
Desculpa, queria falar contigo, mas não queria ir lá a casa.
A tua mãe está fula contigo.
- Sim, eu reparei. - Está enganada. Eu disse-lhe.
Entramos e comemos algo?
Obrigada, mas o meu turno vai começar.
Isto não é uma emboscada, juro.
O que é, então?
O Gianmarco está um caco.
Uma mãe não suporta ver um filho a sofrer.
Quando tiveres filhos, saberás.
Não quero ter filhos. Não com ele.
Vanessa.
O Gianmarco adora-te.
Sempre te tratou de forma especial. O meu marido nunca me tratou assim.
Se fosse a ti, não o largava.
Sei que o Gianmarco é especial.
Gosto dele. Mas não dessa forma.
- Discutíamos muito. - É normal.
Discutir é vital numa relação.
Querida, estás muito confusa.
Estava mais confusa antes.
Tencionas ficar aqui amuado muito tempo?
Diz-me o que devo fazer.
Tira-a da cabeça.
Feito.
Gianmarco, a Vanessa é linda.
Mas é só isso.
- Não é verdade. - É.
Deste-lhe mais do que recebeste.
Todos lhe demos mais. E é assim que ela nos paga.
Devias ter ouvido quão condescendente foi comigo.
Quando é que a viste?
Fui ao Giorgetti.
Estás louca?
Fi-lo por ti.
Quem te pediu para o fazeres?
Pensa na tua vida de merda em vez de pensares na minha!
Onde está o vídeo?
Enviámo-lo ao advogado,
mas está no tribunal, em Roma.
Podemos falar com ele amanhã.
Não o tens?
Não. Tem a Vanessa.
Mas a mãe disse-lhe para não mandar
ou mostrá-lo a ninguém. Não confia em mim.
- E se só tivesse acontecido daquela vez? - Não, é impossível.
Um tipo que age assim pode muito bem estrangular-te.
Porque não perguntas ao Christian? Ele e o Enrico são amigos.
O Giorgio e ele também são amigos. Ele ter-me-ia dito.
E não posso ver o Christian, senão voltamos a foder.
Sempre que nos vemos, não sei o que acontece, é...
Caramba, Vè! Estás apaixonada?
É possível.
Mas ele está melhor com a Teresa.
Quer dizer...
Eu posso cansar-me ou...
Não sei. E depois...
Dià! Estás a ouvir?
Isto é importante. Estás parva?
Quero o teu vestido da festa. Amanhã vou a Roma com o Claudio.
- E tens de me substituir. - Que idade tem ele?
Tem 38 anos. E depois?
É um porco.
Vá lá, estás louca?
Só quero sentir-me bem.
Não quero saber das consequências.
Tens sorte.
Eu não penso noutra coisa.
Esta é a tua cor natural?
Sim.
Gosto.
- A que horas sais? - À uma da manhã.
Está bem, eu durmo cá. Assim faço-lhe companhia.
Está bem.
- Adeus, mãe. - Adeus, querido.
Vamos a casa da Ari.
Está bem, saio, vou a casa e depois vou ter contigo. Com vocês.
O teu namorado também pode vir.
Já não tenho.
É uma ótima notícia.
Ele sabe?
- Até logo. - Até logo.
Devo esperar a tua irmã ou o teu pai ou és só tu?
São as tuas novas amigas?
Não te metas.
Já não te reconheço.
Eu percebo.
Vim dizer-te que não tenho nada a ver com o que a minha mãe fez.
A ideia foi dela.
Está bem.
Já disseste. Já podes ir?
Por favor.
Então!
Que loucura!
- É o carro dele. - É o idiota.
- Olá. - Olá.
Anda. É um milagre estarmos vivas.
O teu ex quase nos atropelou.
Como assim?
Senta-te aqui.
- Olá, miúda. - Olá.
Tens fome?
Ótimo, porque ainda não está pronto.
- Está bem. - Há disto, se quiseres.
Não fiques constrangida, desculpa.
- Deste algum à Elena? - Porquê?
Responde-lhe.
Não. Quando o teria feito?
Paraste para falar com ela algumas vezes.
Sim, para falar. Quer dizer...
Não te quero envolver, mas preciso de saber.
Porra! Já disse que não.
- Olá, Vane. - Olá.
Olá.
Esta é a Elena que eu conhecia.
Mas havia outra
que eu não conhecia.
Ou estavas tão envolvida que só vias o que querias ver.
Mas eu não sou...
Não és o quê?
Aqui tens.
- Ele vai-se embora? - Sim, parte amanhã.
É só trabalho e deixa a família.
Se organizasses melhor o teu tempo...
Certo. Este ano foi difícil.
- Nós compensamos. Não mexas. - Não há problema.
- Massimo, vem despedir-te do Claudio. - Claro.
Caro Claudio, faz boa viagem.
Talvez liberte a agenda e volte.
- Cá estaremos. - Não os engordem muito.
- Não prometemos, mas... - Não.
- Adeus. - Obrigada.
- Adeus. - Boa viagem. Obrigado.
Eu...
Merda!
Porque não dormes aqui?
Quem me dera, mas a minha mãe já está furiosa.
Levava-te, mas levaram o meu carro.
Que merda.
Tenho uma ideia.
Sobe.
- Vá lá. - Eu vivo longe.
Eu levo-te lá.
Está bem.
Vamos.
Não vais conseguir subir.
Está bem. Adeus.
Até amanhã.
Faz o que quiseres. Cansei-me de falar contigo.
Não perderei o teu pai também por tua causa.
Pelo menos, não nos envergonhes.
E diz a verdade ao Gianmarco.
Deves-lhe isso.
Então?
Não vinhas e fiquei preocupada.
Fartei-me de te ligar. Porque não atendeste?
Precisava de pensar.
O que se passa?
Já não é como era. E...
Já não funciona. Não achas?
Sei que tu e a Vera foderam.
Sou boazinha, mas não sou burra.
Mas não importa.
Entre vocês acabou, certo?
Olha para mim.
Não acredito.
Estás apaixonado?
Dás-me nojo.
- Teresa, espera. Por favor! - Não me toques.
- Se agires assim, fico confuso! - Desculpa lá.
Não volto a fazê-lo.
Vai-te foder!
Vai-te foder, Christian! Vai-te foder!
VEMO-NOS ÀS 14 HORAS NA PARAGEM
O que se passa?
Estiveste estranha o dia todo. Em que estás a pensar?
Desde que a Elena morreu, nunca liguei à mãe dela.
Eu teria morrido se tivesse sido connosco.
Vá lá.
Vai dormir.
Ou amanhã estás de rastos.
E tu?
Cinco minutos.
Já vou!
Diletta.
O que fazes aqui? Aconteceu algo?
A tua mulher?
- Está a dormir, lá em cima. - Lá em cima...
Com os miúdos?
- O que queres? - Sabes exatamente o que quero.
Ouve...
Talvez...
Já és uma merda. Não sejas patético.
Está bem.
Não digas à Camilla.
- Eu bem queria. - Vais destruir-me.
Agradece a Deus por ser a Diana e eu querer protegê-la.
Sabes o que vais fazer?
Vais levar o carro,
passar o verão em Roma e não voltas mais.
No próximo verão, nas férias,
podes ir para outro lado!
Olá, linda, fiz algo por ti.
A Ines confessou. Deu o comprimido à Elena.
Se puderes evitar pô-la em apuros, seria melhor.
Fizeste asneira. E da grossa!
- Eu? - Sim!
Ele é o advogado dos Crociara. Não é um qualquer. Está bem?
- Não aguento mais. - Não é um inútil! Tens de me ouvir.
- Não é um inútil como o Andrea. - Porque não...
O que se passa? Porque discutem?
Não sei. A mãe foi ao advogado e depois subiu com a tia.
Espera. Descobri quem deu os comprimidos à Elena.
Uma rapariga de Roma que vai ao Giorgetti.
Ainda vou acabar por gostar de ti.
- O que sabes tu? - O que sei eu?
- Nunca agradeces. - Mas ele...
- Agradece quando te ajudam! - Por ele estar preso?
- Grata? - O que se passa?
O teu irmão mudou de advogado. Escolheu fazer como o teu pai disse.
Acabaram-se as testemunhas e as provas.
Acabou-se tudo.
Vão julgá-lo com o que têm.
Mesmo que a Vane descubra quem deu os comprimidos à Elena, nada muda?
É inútil. Ou o assassino confessa ou o Giorgio está acabado.
Continua preso.
Mas não é justo.
- Claro que não. - Vane, podes...
Desculpa, eu...
Porque estão a discutir?
Porque ela acha que sou a culpada por o Giorgio ter deixado o Lenzi.
Liguei ao vosso pai e disse-lhe para vir cá.
Estou a ver.
Achei estranho.
Fi-lo por vocês.
Para se sentirem menos sozinhas.
Como se já não estivéssemos sozinhas.
Ele fez o mesmo de sempre.
Veio cá, só disse disparates ao Giorgio e desapareceu.
Não o conheces?
Dá-me um cigarro.
Desculpa. Mas o que posso fazer?
Também quero.
- Porquê? Fumas? - Sim.
Tudo muda, eu também.
- Ele! - Protege-me.
Protege-me, vá.
Boa!
São os teus pais?
Nunca tocaram à campainha. Nem quando estava aqui com a Elena.
Já vou.
Calma.
Sei que a mataste.
Gianmà, vem, está aqui a tua namorada.
- Está pedrada. - Estavas com ciúmes!
- O que tomaste? - Que raio?
- Que porra? - Não a largavas! Não a deixavas respirar!
Admite que a mataste!
- Ele bateu-lhe! - Cala-te.
- Calma, Vane. - Cala-te, ouviste?
És um merdas!
- Fá-la calar-se. - Assombraste-a!
- Não me toques! - Admite que lhe bateste!
Já chega, Vane!
- Dás-me nojo! - Calma.
Fá-la calar-se, Gianmà! Sai daqui!
És um merdas! Dás-me nojo!
Eu faço-te...
- Sai daqui! - Odeio-te!
- Sai daqui! - Basta!
Vane, acalma-te.
O Enrico estava em Cassino. O Giorgio estava com ela.
Sei que te sentes mal por o denunciar.
Ele está preso por nossa culpa. Dele, minha e tua.
Nunca nos apercebemos que é um merdas!
Gianmarco...
Espera.
Espera.
Porquê?
- Diz-me o que fiz. - Nada.
Eu compenso-te por tudo. Está bem?
Resolvo tudo, amor. Resolvo tudo.
- Não. - Resolvo tudo.
Já percebi.
Por isso é que andavas com as lésbicas.
- Estavas apaixonada pela Elena. - O quê?
Ficavas louca quando ela não estava por perto.
Estavas apaixonada pela Elena.
Olha para mim!
A Elena...
Dás-me nojo!
Dás-me nojo!
Desaparece.
Diana, tive um contratempo. Desculpa.
Não me envies mensagens. Eu contacto-te.
OLÁ, LINDA ÉS FANTÁSTICA!
DÁS-ME O TEU NÚMERO?
ÉS LINDA... BEBEMOS UM COPO?
- Deixa-me ajudar-te. - Eu consigo.
Então?
Não tenho tempo. Vou com a minha mãe ver o Giorgio.
Deixei a Teresa.
Deixei a Teresa.
E agora?
Nada.
Para começar, vamos para casa.
Sim? Depois logo se vê.
Eu sei que o pai é um cretino.
Mas são dez anos em vez de 20.
- Sim, mas não fizeste nada. - Ninguém acredita em mim.
Então?
A Vanessa diz que foi o Enrico.
Ela tem de ter cuidado. Não pode acusar assim as pessoas.
Há um vídeo.
Sim.
Em que o Enrico maltrata a Elena.
Também magoei a Melissa.
Não significa que a matei.
Não sou inocente em relação a ela.
Tenho vergonha.
Isto é um bilhete para ela.
Se to der, podes pegar nele sem que vejam?
Isso, faz com que também te prendam.
Estás morta para estar sozinha em casa.
Olá, Melissa.
O papel não presta, mas foi o que encontrei aqui.
Não escrevo para pedir desculpa, não chega,
mas para te dizer que não há desculpa para o que fiz.
Tenho vergonha.
Estou aqui inocente,
mas não a teu respeito.
Esta multa é tua.
Excesso de velocidade na estrada municipal de Cassino para Sabaudia.
No dia 21 de junho, às 21h40.
Na noite em que a Elena morreu.
Se estavas em Cassino, como é possível?
Como é possível?
Como é possível?
Não sei, mãe. Não sei como é possível.
Fala comigo. Como é possível?
Não sei. Não me chateies.
Não me fales assim!
Percebeste?
Sabias de tudo.
Certo?
Da Elena e do Giorgio.
Não podes estar aqui. Vai!
Enrico.
Então?
Deixaste o telemóvel para ela pensar que estavas em Cassino?
Vai-te embora!
E mataste-a.
Não, espera.
Ouve. Espera.
Só queria fazer uma cena.
Olha para mim, amor.
Desculpa. Foi sem querer.
Eu não queria. Não queria!
Disse que estava farta de ter medo.
Mas sabes como sou quando me zango.
Porque não te pões no teu lugar?
Certo?
Vai-te foder!
Não...
Ela era uma puta, mãe.
A Elena era uma puta.
Mãe, ela era uma puta.
Continuei a apertar.
Não parei.
Depois parou de se mexer.
Mandei-a calar-se e ela continuava a falar.
Não faças essa cara. Sabes o que vamos fazer com isto?
O pai descobriu tudo.
Vais sorrir para mim? Vais?
Vamos resolver tudo. Está bem?
Confias em mim?
Confia em mim.
Mãe, não sejas assim.
Porque não vens comigo amanhã?
Ficas o tempo que quiseres. Ou podes vir mais tarde.
Não sei. Veremos.
Ele foi pela estrada municipal.
Mentiu a toda a gente.
Vane, liga-me quando puderes. A minha tia vai prender o Enrico.
Pareces tão cansado, infeliz
Derruba o governo
Eles não
Eles não falam por nós
Sem alarmes e sem surpresas
Por favor
ADORAÇÃO
VAGAMENTE BASEADO EM ADORAZIONE DE ALICE URCIUOLO
Legendas: Cristiana Antas
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