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Não disse isso.
- Leva-me a casa. - Vai-te foder!
- Isso. - Devagar.
Chega.
Magoaste-me. Estás a magoar-me!
Podes parar?
Amas-me tanto, mas não fugirias comigo?
ADORAÇÃO
Eles vêm aí. Diz-me enquanto estamos a sós.
A causa da morte deve ser estrangulamento.
Pode ter morrido na noite em que desapareceu,
mas a autópsia confirmará.
Tem escoriações nas costas.
Dado o local onde foi encontrada,
acho que foi morta noutro sítio e arrastada.
Céus!
Lamento.
Quero vê-la.
Não!
Não, Elena!
Querida!
Não!
Como é possível?
O que aconteceu?
- Por favor... - O que raio aconteceu?
As câmaras da escola não funcionam.
A diretora disse-me que, se as consertam, os miúdos voltam a parti-las.
Ela não foi sozinha.
A lambreta está em casa.
Alguém a obrigou a ir lá.
O problema é que...
Ela confiava em toda a gente.
Está morta e a culpa ainda é dela?
- Até no bêbedo do Ricotta. - Cala-te.
Mas tive de me calar porque tinhas sempre de te intrometer!
Não a deixavas respirar. Sufocava-la.
O Enrico também.
Transformaste-o num cão de guarda.
Não tens vergonha?
Paolo, a aplicação foi ideia tua?
Só a queria proteger, Chiara.
Como é que, para ti, um miúdo faz sempre tudo errado?
Talvez seja melhor voltarmos noutra altura.
Isto é fodido.
O que se passa?
A autópsia da Elena.
Morreu na noite em que desapareceu entre as 23 horas e a uma.
Teve sexo consensual mesmo antes de morrer.
Há vestígios de esperma e saliva.
Há dois ADN.
Vestígios de metanfetamina no exame toxicológico.
- Também isso? - O quê?
Bem, também...
O que fazia ela atrás da escola?
Não faço ideia.
Tens de me contar tudo.
Vane, fizemos amor no carro
e levei-a a casa.
Não sei porque voltou.
Giò, onde raio estávamos?
Então?
Quem fez isto?
Não faço ideia. Não faz sentido.
Posso ter sido o último a vê-la viva.
Eu sei.
Se se souber, vai ser complicado.
Tenho a prova. Se me investigarem...
A porra da prova?
- Eles mataram-na! - Vane!
Vai-te foder, Giò!
A tia mandou-me uma mensagem.
É uma tragédia.
A polícia deteve alguém?
Não sei.
Então?
Giorgio.
O que se passa?
Fiz merda, mãe!
Giò...
- Fiz merda! - Acalma-te, estás a assustar-me.
Giò. O que se passa?
O que aconteceu? Conta-me.
Fiz merda, mãe!
Seja como for,
devíamos organizar algo para a Elena.
Como o quê?
Algo para a recordar.
Todos juntos.
À Vera também.
Não vamos dizer nada.
Tem cuidado.
- Percebeste? - Sim.
Vá lá.
Esta foto?
É linda.
Está bem.
"Se quiseres recordar a Elena...
... encontramo-nos esta noite..."
- Às 19h30. - "Às 19h30."
Querida?
Querida.
- Temos de ir à polícia. - Já vou.
Olá, Già.
- Estamos fodidos. - Sim, é uma merda.
Não é uma merda. É um desastre.
O meu carro deve estar cheio de ADN, provas, impressões digitais, tudo.
O que digo à polícia?
Não dizes nada.
Emprestaste-me o teu carro e eu não fiz nada.
- Quando falas com o Enrico? - Agora não.
E com a polícia? Se não falares, eu e a Vanessa seremos cúmplices.
- Cúmplices de quê? - Não sei.
Diz-me tu.
Isto é absurdo.
Absurdo!
Mas, se ninguém souber do carro,
não teremos problemas.
Percebes?
Sim? Está bem?
CONHECER-NOS-ÍAMOS EM PESSOA...
NÃO SEI. VEREMOS...
GOSTAVA DE IR A SABAUDIA AMANHÃ PARA TE VER.
ASSIM PARA SEMPRE
PARA RECORDAR A ELENA VIGÍLIA COM TOCHAS NA PRAIA ÀS 19h30
Vanessa, obrigada por teres vindo.
Sei que não é fácil, mas é muito importante.
As mensagens, foi o tipo do Instagram? Não era a Elena.
Não podia ter sido ela
porque já estava morta quando foram publicadas.
Diria que foi só... um idiota exibicionista.
Há algo mais importante.
A Elena estava bem-vestida.
Ia a algum lado naquela noite, ia encontrar-se com alguém.
Não faço ideia.
Talvez pudesses adivinhar.
Eras a melhor amiga dela.
Vá lá, querida.
Não sei.
Não me disse, mas não significa que não tenha acontecido.
Suponhamos que aconteceu.
E que o Enrico descobriu.
Conhece-lo bem.
Como teria ele reagido?
Não. O Enrico?
É impossível.
Eu sei, mas...
Nestes casos, as estatísticas falam por si.
Nem pensar.
Tens a certeza?
Ele vivia para a Elena.
Está bem. E o Ricotta?
Ele seguia-te a ti e à Elena quando estavam juntas?
Às vezes, sim. Na verdade, naquela noite, vi-o perto da casa dela.
Ele estava lá quando a Elena desapareceu?
Sim.
Só mais uma coisa.
Podes dizer-me a que horas viste a Elena pela última vez?
Não a vi.
Enviei-lhe uma mensagem de voz às 18h45,
quando fui a casa dela.
- Depois vi que o Enrico estava lá. - E ela respondeu.
Sim, com outra mensagem de voz.
Olá.
Trouxe piza. Queres?
Não, não tenho fome.
Já ia dormir.
Vamos falar, então.
Vejo que estás um caco.
Estou morta de cansaço.
Melissa.
Também perdi um amigo, quando tinha a tua idade.
Um acidente de mota na costa após uma festa.
Podia ter sido qualquer um de nós.
Incluindo eu.
Foi devastador.
A Elena não era minha amiga.
E o que lhe aconteceu é um pouco diferente.
Espera.
Vou tentar encobrir os comentários.
Mas estamos a investigar um homicídio
e não to posso garantir.
Ou seja?
É isso.
Para que saibas.
Seja como for,
eu trato disso.
Pode dizer.
Primeiro, queria informá-la
de que o meu cliente,
certamente devido ao seu atual estado emocional,
fez uma parvoíce ontem à noite.
O que fez ele?
Foi ao local onde encontraram o corpo,
entrou no perímetro...
Só lhe queria levar uma rosa.
Para mostrar que a amo.
Enrico, ajudas-me a reconstruir o último dia da Elena?
Sim, eu...
Fui buscá-la ao Giorgetti
quando acabou o turno.
Vi-a a dar algo ao Ricotta...
Tinha o meu carro e levei-a a casa.
Conversámos.
Depois fizemos amor.
- Consumiram drogas? - Não. Nem eu nem ela.
- E depois? - Nada.
Tive de ir a Cassino.
Estudo lá, tive um exame no dia seguinte.
Alguma vez suspeitaste ou acreditaste
que a Elena te traiu?
Nem por sombras.
Nunca suspeitaste de nada?
- Em quê, um, dois anos? - Dois.
Nem uma vez?
Jamais.
Mais alguma coisa?
Sim. Passaste a noite em Cassino.
Alguém pode confirmar?
Não sei. Estava no meu apartamento.
- Não acha que chega? - Sim.
Antes de irem,
se o Enrico concordar,
precisamos de uma amostra de ADN.
Sim. Claro.
- Tens a certeza de que ela não sabe? - Sim. Tenho a certeza.
- Não lhe contaste, pois não? - Não.
Bom dia.
Olá, querida.
Quando falas assim, fico preocupada.
Para, Vè. Cala-te e agradece.
Vamos parar de discutir. Chega.
Adeus, mãe.
O que se passa?
Porque pararam de falar quando entrei?
Agora estás paranoica?
Não estou paranoica.
Achas que me enganas?
O que se passa, Giò?
Acho que fui a última pessoa que viu a Elena viva.
A sério?
- Não pode. - É uma situação absurda.
Não sei o que fazer.
Quem mais sabe?
Tu e a mãe.
E a Vanessa e o Gianmarco. Eles descobriram.
Porra, não acerto uma!
Não.
- Toma, querida, vai refrescar-te. - Não quero saber de olhos inchados!
Querida...
Assim não dá, Wà.
Viste como ela está?
Não sei. Temos de fazer algo para a distrair.
Liga aos Crociara para ver se fazem outra festa.
Walter, podes dizer-me porque nunca estás do meu lado?
Não sei o que estás a pensar.
Não disseste nada pela Elena. Nada.
Ela cresceu nesta casa, não foi?
Sim, e não percebo porque descarrilou.
Podemos falar?
Ainda não conversámos sobre isso,
mas lamento pela Elena.
Ela era porreira.
Nunca percebi porque eram amigas.
Obrigada.
Também queria falar do Giorgio.
Aí está.
Pensei que era só uma conversa.
Vá lá, Vanè.
- Tens medo que vá à polícia? - Não.
Sei que não o farias. É teu primo.
Só queria ter a certeza.
É pela minha mãe.
Ela já está um caco. Se ele for preso, acabou-se.
Já é meio maluca, sabes?
O que sei é que só pensam em vocês. Foda-se!
Vanessa!
Fazem-me querer ir falar com a Chiara.
Acreditas nisto?
Ela morreu e eles preocupam-se
com o que a polícia possa pensar, com a prova e com a Enza.
Foda-se!
Eu sei, mas o Giorgio está numa situação lixada.
E a culpa é minha?
Está bem.
Mas se contarmos do Giorgio, teremos de contar de nós.
Era o meu carro. Sabíamos e não dissemos nada.
E depois? Ela está morta!
Nenhum de nós os três a matou, certo?
Então, qual é o problema?
Mandei lavar o carro.
Entrei em pânico no outro dia.
Vai-te foder!
Logo tu!
Eu apanho. Estás bem?
Sim, só estou exausta.
Faz uma pausa. Cinco minutos.
O que se passa?
Não sinto nada.
A Elena está morta, todos choram e não me apetece chorar.
Querida.
É normal.
Estás em choque.
Acho é que sou uma idiota.
CARAMBA, ÉS MESMO SENSUAL!
ESTAMOS NA PAUSA. VENS?
DEZ MINUTOS. QUERO VER-TE.
ESTAREI NA PRAIA. PERTO DAS ROCHAS.
Porra, Rico!
Ouve, posso comer alguma coisa?
O que te disse?
Vai-te embora!
Vai.
Olá, Jacopo.
Olá. Finalmente.
- Como estás? - Estou bem.
Ouvi falar da rapariga que foi morta.
Mudemos de assunto, sim?
Sim.
- Que tal darmos um passeio? - Claro.
Olha.
Gostas de como te desenhei?
É lindo.
O teu trabalho, não eu.
Cala-te.
Na verdade, sabes...
Adoraria tirar outra.
Também comigo nua?
Sim.
Algo semelhante, mas diferente.
Não sei, podemos pensar nisso.
Depois trabalho-a e faço algo bonito.
Não percebi. Quando?
Bem... Vim até aqui.
Podíamos aproveitar.
Podíamos continuar a andar
e procurar um sítio sossegado.
Sempre quiseste ser artista?
Sim, mais ou menos.
Não há plano B? O que vais fazer depois?
Depois? Como assim?
Quando fores mais velho. Vais conseguir viver disso?
Que coisa tão triste.
Já estás a pensar nisso?
E tu, o que queres seguir?
Medicina. Estive um ano a estudar para o exame.
Talvez mudes de ideias após te formares.
- Já pensaste nisso? - Não vou mudar.
Para quem só tem 15 anos, tens tudo planeado.
Para quem tem 30 anos, ainda não fazes ideia.
Desculpa. Espera.
Vamos acalmar-nos.
O que se passa?
Estás a passar-te por causa das fotos?
Porque achas que vim até aqui?
Sossega. Não me estou a passar.
Que tal ires-te embora?
Conduzi duas horas sem motivo e agora vou-me embora porque estás de mau humor?
Talvez, sim.
Achas que és fixe porque compraste dois livros de anatomia?
Primeiro, vives em Sabaudia.
Segundo, queres ser médica. Não é assim tão interessante.
Mandas fotos de ti nua e chateias-te se me atiro a ti?
Ainda tens muito que aprender, miúda.
Olá.
- Olá. - Prazer. Flávio.
Diana.
Estavas a sorrir para mim?
Só acenei.
É que não faço mesmo ideia
de como abordar alguém na praia.
Nem sei se ainda se diz "abordar".
Estás bem?
Vai-te embora!
Chiara, tenho de te dizer uma coisa.
Ainda a trabalhar? Processa-os agora.
- Eu era advogado. - Sim, eu sei.
Com um gabinete grande e...
Mostra-me as mãos.
Onde arranjaste esse elástico?
Não sei.
Não me lembro. Talvez...
Terça à noite. Onde estiveste? Lembras-te?
Não sei quando é terça à noite.
Espera.
Domingo, segunda, terça, quarta, quinta...
Não me lembro...
Sim, preciso de um carro-patrulha na Praça della Patria, em Sabaudia.
Vou prendê-lo.
Prenderam o Ricotta.
- O quê? - Talvez por causa da Elena.
Como é possível?
Mal consegue andar.
LESTE?
Com quem terá ela estado nessa noite?
Manu, por favor.
Desculpa.
Querida, o que achas de tirarmos o dia
e passá-lo juntas?
Podíamos ir ao centro comercial.
Não me apetece.
Podíamos ir a Latina.
Talvez comprar um belo fato de banho para Mykonos.
Disse algo errado?
Estou aqui, diz.
Onde estás?
Vou a Cassino à procura de testemunhas e depois à universidade. Diz.
Os movimentos do Enrico confirmam o que nos disse.
O telemóvel usou a mesma antena que o da Elena.
Depois foi para Cassino,
onde passou a noite e a manhã seguinte.
Não significa nada.
Controlavam-se um ao outro com aquela aplicação.
Pode ter deixado o telemóvel em Cassino, como ela deixou o dela em casa.
As câmaras confirmam.
Saiu no dia 21 de junho às 19 horas e foi para Sabaudia no dia seguinte.
Sei que suspeitas dele.
- Mas não temos nada. - Não sou eu, são as estatísticas.
Continua.
Havia ADN do Enrico no corpo da Elena,
mas o esperma é de outra pessoa.
Ela teve outra relação sexual antes de ser morta, e consensual.
Devíamos soltar o Ricotta.
Sim, mas primeiro testamos o ADN dele.
Quero tudo bem claro, está bem?
Está bem.
Adeus.
Olá.
Tentei enviar-te uma mensagem, mas não viste.
Achaste que perdi o telemóvel?
Ou que te ignoro de propósito?
- Posso entrar para falarmos? - Não.
Falamos aqui, então.
Queria... pedir desculpa pelo que aconteceu.
Queria fazê-lo mais cedo,
mas com isto da Elena e o resto...
- Pelo que aconteceu? - Sim.
O que aconteceu?
Foi um mal-entendido, exagerei. Perdi o controlo.
Mas não podes pensar que te queria magoar.
É justo que estejas zangada, mas não penses que o fiz de propósito.
És um idiota!
Então? Estou a pedir desculpa. O que devo fazer?
Então?
Afasta-te de mim!
Se voltar a ver-te aqui, juro que conto à minha tia.
Tens de ir. Vai-te embora!
Vai-te embora!
D'Angelo.
Descobriste algo?
Eu tinha razão. O Enrico não nos disse toda a verdade.
- Vemo-nos na esquadra. - Até já.
Eu ponho o teu e tu pões o meu.
É pela tatuagem idêntica que não fizeste.
Meu Deus...
Vane?
Fizeste-a?
Não doeu.
Eu disse-te.
Ouve, eu...
Preciso de falar contigo.
Diz.
Entendo se te zangares e não falares mais comigo.
É mesmo...
As mensagens no perfil da Elena,
antes de a encontrarem...
Fui eu.
O quê? Como assim?
Pensei que ela se tinha ido embora de vez.
Eu invejava-a.
Pensei: "Foda-se, teve coragem para o fazer!"
Juro.
Entendia quando ela dizia que estava a sufocar aqui.
Desculpa.
Não sei porque o fiz.
Mas entendeste-a.
Eu não.
Nunca me senti tão estúpida e inútil.
Talvez esteja errada por gostar daqui. Sinto-me protegida por este sítio reles.
Também nunca percebi a tua dor. Desculpa.
Há mais uma coisa.
Não contei a ninguém,
mas vou enlouquecer se o guardar cá dentro.
EM BREVE, SEREMOS TRÊS
Giò?
Olá.
Está tudo bem?
Podemos falar?
É sobre o pai.
O que fez agora?
É um idiota. Tinhas razão.
Porquê?
A Ludo está grávida. Descobri no Instagram.
Ele nem teve coragem para nos dizer.
Eu e a mãe sabíamos.
Que porra disseste? Como assim, sabiam?
Pensámos que ele te diria.
Que porra, Giò? Vai-te foder!
Credo, estou farto de ti!
A Elena está morta, percebes?
- Foda-se! - O que tem ela a ver?
O que tem ela a ver com isso?
Também tenho de estar morta para me respeitarem?
Vai-te foder, Giorgio!
Diz.
O segundo ADN não é do Ricotta. Temos o nosso Desconhecido 1.
- Certo. Manda-o embora. - Já mandei.
E tu? Como correu?
Não posso falar agora. Depois conto-te.
Adeus.
- Bom dia, Anna. - Bom dia.
Posso falar com o Enrico?
Não, ele não está bem.
É melhor não.
- Só umas perguntas. - Não sem o advogado.
O meu marido não quer.
O Enrico é um adulto.
Vamos perguntar-lhe.
- Podemos falar a sós? - Sim.
Não te preocupes, mãe. Cinco minutos. Está tudo bem.
- Obrigada. - Espera ali.
O meu vizinho em Cassino ligou-me. Disse-me que estiveste lá.
Há uma investigação em curso. É normal.
Ele não estava quando ela desapareceu. Não é testemunha.
Não é por isso que estou aqui, Enrico. É pelo exame.
- Fui à universidade. - Certo.
E então?
Desde que começaste a estudar Direito, não fizeste exames.
O meu pai matava-me se soubesse. Não sei o que se passa.
Continuo a estudar como um louco.
Só a Elena sabia. Era o nosso segredo.
Mas foi o que fiz na noite em que ela desapareceu.
Passei a noite a estudar. Depois acordei e fui para a universidade. Juro.
Eu sei, há muitas testemunhas.
Tens a certeza de que não consumiste drogas?
Para estudar, ficar acordado, ou a Elena para te fazer companhia?
- Não. - Não.
Há alguém entre os teus amigos
que toma anfetaminas?
Não.
Enrico, podes estar a encobrir alguém
que pode ter matado a Elena.
Chiara, que eu saiba, ninguém no meu grupo toma anfetaminas.
Está bem. Obrigada.
Obrigado eu.
Olá.
O Ricotta acabou de sair na paragem à frente do bar.
Está bem, já vou.
Vanessa.
O que se passa?
Menti-te.
Sobre a noite em que a Elena morreu.
Sei quem é o outro tipo que estava com ela.
Vai-te embora!
VAGAMENTE BASEADO EM ADORAZIONE DE ALICE URCIUOLO
Legendas: Cristiana Antas
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