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ENRICO ESTÁ EM:
O que fazes aqui? Vai-te embora!
Olá.
ADORAÇÃO
Precisavas do carro para sair com a Melissa.
Disseste que correu mal.
Desculpa.
Desculpa, o tanas!
É a mulher do Enrico.
Procurámo-la o dia todo. Porque não nos contaste?
Era segredo.
Seja como for, levei-a a casa.
Não sei o que fez depois disso.
Para mim, não era só sexo.
Beijámo-nos há umas semanas.
Depois começámos a trocar mensagens.
Gosto dela.
Queríamos ir para Roma.
- Tens de dizer ao Enrico. - Não.
Ela que diga, se quiser.
Mas que importa?
A Elena também me disse que queria partir.
Talvez tenha ido.
- Levas-me a casa? - Eu levo-te.
Não, vou com ele.
Porque não disseste nada?
O meu primo e a minha melhor amiga. Não ia contar.
Claro que não, mas viste a reação do Gianmarco.
Não sou o Gianmarco!
Eu sei.
A Elena não quer que conte.
Além disso...
Ainda não acabou com a Melissa.
Já percebi. Fui parva por pensar que confiavam em mim.
Esquece o Enrico. Eu falo com ele. Não me quero esconder mais. E tu?
Quero ir embora.
Como assim?
Vamos embora agora.
Saímos daqui.
Para onde?
Roma. Há muitos quartos para arrendar no verão.
Preparavas-te para a prova e eu seria barista ao longo do Tibre.
- Em setembro, veremos. - Falas a sério?
Sim. E tu?
Leva-me a casa.
Quero ir embora, Vané.
Chateaste-te com o Enrico?
Não entendes, esquece.
Era segredo. Gosto dela.
Vou a Cassino com o Enrico. Está nervoso com o exame. Desculpa.
Mas vou à tua festa de aniversário.
Deixa-me ver o que compraste. Belos sapatos, um belo vestido?
- Então? - És louca. Sai.
Continuo a usar o dinheiro do açucareiro para pagar as contas.
Sou mesmo idiota!
Pergunta ao Giorgio. Porque sou sempre eu?
Talvez porque costuma ser?
- Bom dia. - Bom dia.
- O presente? - Desculpa, ficou em casa do Gianmarco.
Os Crociara deram-te um presente fantástico.
Porque não dormiste em casa dele?
Porque não.
Este vestido é lindo.
Deve ter custado uma fortuna.
ELEXXX COMENTOU
Não, Vanessa. Está manchado.
Vou levá-lo à lavandaria.
CHEGUEI AO FUNDO DO POÇO SEM RESPIRAR, A GRITAR ENQUANTO CAÍA.
Devias estar linda.
- Aonde vais? - Desculpa.
- Vanessa! Agradeceste-lhes como deve ser? - Sim.
O vestido, sapatos e bolsa devem ter custado uns dois mil euros.
Eu também ficava bem nele. É lindo.
Vanessa, o que se passa?
Não sei se foste a Milão, mas gostaria de realçar, como dizes,
que há seis meses que o teu pai não manda dinheiro
e aquela... Como se chama?
Diz o nome dela. Ludo?
Ela está a viver à grande,
enquanto nós passamos fome.
E de quem é a culpa?
É tua! Fizeste merda. Não conseguiste segurá-lo.
Vai à merda!
Vera!
Abre a porta, Vé.
Abre a porta.
- Desaparece! - Abro-a à patada!
Eu devolvo a porra do dinheiro!
És mesmo imbecil.
Giorgio.
- O que fazes, idiota? - Desculpa, foi sem querer.
És tão parva. Ontem, não foi de propósito.
Não fodeste com o Christian na casa de banho?
Para. És uma chata. Sempre foste.
Podia dizer à Teresa.
Queixinhas! Nunca quiseste saber dela.
Nunca quiseste saber de ninguém!
- Estás sozinha. - Patético.
Estavam todos naquela festa merdosa só para roubar bebidas ao Gianmarco,
não porque gostam de ti. Até a tua amiga te deixou pendurada!
Vai à merda!
- Olá. - Olá, Vanessa.
- A Melissa ainda dorme. - É mesmo contigo.
- Tens de ver isto. - Mostra.
Apareceu isto.
É a letra de uma música.
"Cheguei ao fundo sem respirar,
a gritar enquanto caía."
Nem parece dela.
Quem achas que está a escrever isto?
Alguém que está com ela, ou que sabe mais que nós.
Estás a dizer que ela fugiu com alguém?
- O que sabes? - Já disse o que sei. A polícia és tu.
Está bem. Manda-me uma captura de ecrã e não te preocupes.
- Está bem? - Está bem.
- Adeus. - Adeus.
Olá, Vane.
- Olá. - Como estás?
- Bem. E tu? - Estou bem.
Desculpa, ainda estava a dormir. Deixei-me levar na tua festa.
É assim mesmo.
A Chiara disse-me que vieste pela Elena.
Espero que ela me ajude a trazê-la de volta.
Vai sonhando.
Vá lá.
- A tua tia é fantástica. - Sim.
Ouve...
Falaste com o Giorgio?
Não. Porquê?
Não sei. Quero dizer, acabámos,
mas está estranho.
E foi estranho comigo ontem à noite.
Ignorou-me.
Talvez seja por causa da prova.
Não sei, acho que é outra coisa.
Fala com ele sobre isso.
Talvez tenhas razão.
Já vou.
Giò, entra.
- Olha quem está aqui, mãe. - Olá.
É o Giorgio.
Lembras-te dele?
Olá.
Ela já não quer saber de nada.
Anda. O Enrico e o Gianmarco estão cá.
- Porquê? - Há outra publicação estranha da Elena.
Ninguém me disse nada.
Mas eu vi. Talvez esteja só a brincar.
O Enrico está a passar-se.
- Ouve, Crì. - Diz.
A Vera esbanjou 130 euros.
Não, Giò. Estou falido.
- Pede ao Gianmarco. - Tenho vergonha.
Deixa, eu peço-lhe.
Vamos.
O Giorgio está aqui.
Tudo bem?
- Olá! Como estás? - Bem. E tu?
Tudo bem.
Malta, ouçam.
"Vista pela última vez perto do Giorgetti, na Lungomare Pontino.
Se a virem, liguem para o 398 5657495.
E tu, meu amor, peço-te que voltes,
vamos resolver tudo.
Eu e todos vamos esperar por ti."
Oxalá chegue. O que acham?
Vai ficar furiosa.
Depois, ela acalma-se.
É a Vane.
Olá, Vané.
- Incomodo? - Não, estamos em casa do Christian.
Falei agora com a Chiara.
Mostrei-lhe os comentários no perfil da Elena.
Ela disse que ia tratar disso.
Ótimo.
Escrevemos uma publicação para a encontrar.
- Os pais dela sabem? - Acabámos de o escrever.
- Vamos dizer-lhes antes de publicar. - Claro.
- Adeus. - Adeus, beijo.
Estar contigo foi bom para ela.
Diz-se à Elena para fazer uma coisa e ela fará o oposto.
Assim que se cansar, voltará. Como sempre.
Para mim, o que escreveram está bem, Errì,
mas também quero fazer panfletos,
porque nem todos estão na Internet.
Claro.
Para quê? Já fizemos a denúncia.
Se fizermos alarido, quando voltar, vamos parecer loucos.
O que importa?
Não me interessa o que pensam. Quero a Elena em casa.
Não te interessa porque sou eu que estou no concessionário.
É de mim que falam porque a minha filha está louca.
Deixas-me decidir desta vez?
Faz o que quiseres, Stefà.
Aquele tipo anda sempre por aqui.
Não tarda, vou fazê-lo parar.
Então é assim, anotas o pedido,
levas o pão e passas à mesa seguinte.
- Aquela mesa ali. - Eu sei, mãe.
Massimo!
- Quem é aquele? - É o Ronchi, o cardiologista. Anda.
- Claudio, querido. Como estás? - Estou bem.
Espera. Esta...
É a...
Sim.
Caramba, estás crescida!
Ainda queres estudar medicina ou mudaste de ideias?
Porque mudaria de ideias?
Acontece. Fi-lo muitas vezes antes de decidir.
- Lamento pelos seus pacientes. - Diana! Tem modos!
Anda. Levo-te à tua mesa.
Não, espera.
És decidida. Gosto disso.
Vem.
E o resto da família, onde estão?
Não te enerves só porque tens de estar aqui uma vez.
Uma, não. Duas. Para uma imbecil se divertir.
A mãe odeia empregados ao telefone.
Diz-me algo de que ela goste.
Eu escolheria marisco.
Está bem. Ele vai cuidar de ti.
Eu disse que não.
É INCRÍVEL!
O JACOPO ENVIOU-ME UMA MENSAGEM! ONDE ESTÁS?
Vera!
- Vera. - Seja o que for, não quero saber.
- Ou teria respondido. - Para. Toma.
- O que é isto? - As minhas gorjetas.
O Giorgio disse que precisam de 130 euros. Isso chega.
Isto nem paga um broche. Toma.
És mesmo idiota. Só queria ajudar.
Não quero a tua ajuda!
- Olá, malta. - Olá.
Vamos separar-nos.
- Só Sabaudia? - Latina e Pontinia também.
E Roma? A Elena queria ir lá.
Como sabes de Roma?
Ela disse-me. Estavas lá quando o reportei.
Estava, mas não disseste nada à tia da Melissa.
Para. Deve ter-se esquecido.
- Vamos começar? - O Giorgio?
Foi procurar emprego. Está teso.
Queria que te pedisse dinheiro.
- Mas não consegui. - Que idiota.
A Vera anda a fazer das dela.
Vamos a isto.
Tomem, para o caso...
DESAPARECIDA
É nossa amiga.
16 ANOS SE A VIREM, POR FAVOR, CONTACTEM:
- Quero ir embora. - Para onde?
Roma. Há muitos quartos para arrendar.
Preparavas-te para a prova e eu seria barista ao longo do Tibre.
Em setembro, veremos.
Falas a sério?
Sim. E tu?
Vamos a Roma fazer o quê? Com que dinheiro?
Amas-me tanto, mas não fugirias comigo?
Faria tudo por ti.
Mas tenho de pensar na minha mãe e na minha irmã.
És como a Vanessa. Muito paleio e pouca ação.
Já te disse, não temos de nos esconder mais.
- O que... - Odeio isto e tu queres ficar.
És inacreditável. Não disse isso.
FALEI COM A VANESSA DE MANHÃ.
TUDO BEM SE HÁ OUTRA PESSOA. MAS DIZ-ME...
Leva-me a casa.
Ouviste o que eu disse?
Quero estar contigo como deve ser.
E eu quero ir.
Vai-te foder!
Vai-te foder!
Desculpa, hoje estou muito cansada.
O que se passa?
Não sei.
Estar aqui faz-me sentir mais perto da Elena.
Aposto que, se voltar, viria aqui primeiro.
Isto dela e do Giorgio irrita-me.
- Olho para o Enrico e sinto-me mal. - Eu também.
Mas estaremos em Mykonos daqui a duas semanas.
- A Elena vai voltar. - O quê?
Reservei o hotel.
Como consegues pensar em Mykonos agora?
Acalma-te. Vai ficar tudo bem.
Não vai ficar bem só porque tu dizes, entendes?
Não sei porquê, mas, às vezes, não percebes.
- Acalma-te. Não grites comigo. - Mas...
- Não vês como estou? - Estás mal.
Sim, estou mal! Não posso estar sempre alegre e a sorrir!
Quando estás mal, estás mal. Não vais a Mykonos.
Posso ficar cá se...
Olá.
- O que disseste à Melissa? - O que lhe disse?
Nada.
Porque foste lá falar?
Fui falar com a Chiara.
Porquê?
Para ela ver quem escreveu no perfil da Elena.
E acalma-te. O idiota foste tu, não eu.
Eu não traio as pessoas que amo.
Ouve. Prometes que não contas sobre mim e a Elena?
Sim, mas passei o dia com o Enrico.
Não é fácil. Não sei como consegues.
Vou dormir.
D'Angelo? O que estás a fazer?
Estava à tua procura.
E então?
A Polícia Postal entrou no telefone da Elena.
Mandei-te um e-mail.
Mas não havia grande coisa.
Pesquisou dois hostels romanos. Verificámos. Não está lá.
Apagaram as conversas no Telegram. Precisamos de tempo para as recuperar.
E as mensagens?
Estão a trabalhar nisso.
Avisam quando souberem quem criou a conta.
Mas...
Há uma aplicação estranha no telemóvel.
You&Me. Partilha a tua localização com contactos selecionados.
Eu sei. Além do Enrico, partilhou-a com mais alguém?
Não. Com mais ninguém.
É possível que o tenha deixado em casa para não ser encontrada.
Na noite em que desapareceu, pelas 22 horas,
ela verificou onde ele estava.
O que fazemos aqui?
Tentamos perceber o que fazem os jovens.
O que te parece?
- O que fazes? - Estão a morrer de tédio.
ADORAVA PINTAR O TEU RETRATO.
O QUE DIZES?
- Estás acordada. - O que se passa?
Olha o que o pai me deu. Disse que estão por todo o lado.
Não é a primeira vez que desaparece. Imagina agora que chumbou.
- O que tens contra ela? - Porquê, de repente, gostas dela?
O que queres dizer com isso?
Eu gosto da Elena,
foi só aquilo com o Ricotta...
É uma idiota.
E ele não está por perto. Ela desaparecer é conveniente para ti.
- Não gosto quando és assim. - Qual é a novidade?
Diana!
PERDOA-ME POR ONTEM, AMOR.
COMPREI CROISSANTS PARA PEDIR DESCULPA. DESCES?
Então?
Não temos de ir à feira esta noite.
Vamos. Sair vai fazer-me bem.
NOVA MENSAGEM
QUEM ACHAS QUE SOU, VANE?
Se for ela, é mesmo idiota. Responde.
"És tu?
Procuramos-te por todo o lado."
"Onde estás?"
PROCUREM MELHOR
- Sacana. - Continua.
"Para com isto. Quem és tu?"
VISTA
Isto é uma treta.
- Olá. - Olá, Enrico. Como estás?
Já tive dias melhores.
Distribuímos alguns folhetos, mas...
- Ainda ninguém ligou. - Eu vi-os.
Posso?
- Claro. Desculpa. - Obrigada.
- Queres beber algo? - Não, obrigada.
- Os teus pais saíram? - Devem voltar em breve.
- Tocas? - Costumava.
- Muito, em Bérgamo. Senta-te. - Obrigada.
Queria falar contigo
sobre a aplicação que têm no telemóvel. A You&Me.
Acho muito estranho e...
Estava a pensar. Não vos faz sentir prisioneiros?
O pai da Elena pediu-me para o fazer.
Sim. Mas todos os nossos amigos casais têm.
Sei todas as palavras-passe dela e ela sabe as minhas.
Não há segredos.
Mas ela foi-se embora.
O que tem a You&Me que ver com isto?
Talvez ela tenha deixado o telemóvel porque não queria ser seguida.
Talvez tivesse um segredo.
Bom dia.
Olá.
- Olá, pai. - Bom dia.
- Está tudo bem? - Sim. A busca pela Elena continua.
Queria falar com o Enrico.
Queres um café?
- Não, já me ia embora. Obrigada. - Oxalá a encontrem em breve.
Estamos a fazer os possíveis.
Não quero interferir,
mas, se puder, gostava de ajudar.
Já passaram dois dias.
Não te preocupes, vamos investigar tudo.
- Adeus, Enrico. Obrigada. - Obrigado.
Tem um bom dia.
Adeus.
- O que queria ela? - Falar da Elena. Imagina.
Deixa-te de sarcasmos. Isto é grave.
Não fazem ideia. Claro que vêm aqui.
Também não fazes ideia? É tua namorada.
Sergio, por favor.
Que argumento fatela.
Não te atrevas.
- Só fazes perguntas de merda. - Vê como falas.
Não comecem.
Guarda isso.
Tens razão.
Como sempre.
Deixa-o em paz.
- Faço-o por ele. - Não, fazes por ti.
- Odeias sentimentos. - Ele tem de reagir.
Está alterado! Ela desapareceu.
Não desapareceu, foi-se embora.
E se tivesse ido? Queres que ele a esqueça? Não se preocupe?
Ele não é como tu. Deixa-o em paz.
Chega. Ficas sempre do lado dele.
TRÊS CHAMADAS PERDIDAS
- D'Angelo. - Chiara, más notícias.
A análise forense do telemóvel mostra
que é a tua sobrinha Melissa que manda as mensagens da EleXXX.
- Ouve, podemos manter isto entre nós? - Tudo bem.
Olá.
Não tens nada para me dizer?
Dizer o quê?
A conta que criaste no teu telefone
fazendo-te passar por EleXXX.
Diz-me porquê, pelo menos. Então?
Estava aborrecida.
Estavas aborrecida? Sabes que há pessoas à espera dela?
Pessoas que a amam?
Falaste com a Vanessa fazendo-te passar pela Elena.
- Isso é ilegal? - O que queres dizer com isso?
- Não te chegou o que fizeste em Roma? - Estava com o meu pai.
- E não é da tua conta. - Ouve,
sei que denunciaste aquele coitado por perseguição só porque o odiavas.
- Era um idiota. - O que significa isso?
Tiveste de mudar de escola quando se soube a verdade.
Porque fazes estas coisas? Não é normal.
Deixa-me em paz.
O que faço contigo?
Não quero nada de ti!
Só queria que todos vivessem nas suas casas.
E sabes que mais?
Tenho inveja da Elena.
Ela é forte e faz o que quer.
Credo! Está pior que no ano passado.
- Porra! A minha mãe está aqui. - Continuam zangadas?
Claro. Deu-me uma bofetada.
Não percebe que só queres ver o teu pai?
É exatamente por isso. Ela odeia-o.
E sabes que mais?
A nova companheira do meu pai é uma brasa.
Olha.
Tem estilo.
- Gosto dela. - Não acredito!
- Olá. - Olá!
- A Francesca, da primária. - Olá.
- Vera. - Estou com a minha irmã e a amiga dela.
Vamos à discoteca. Temos um carro. Querem vir?
Sim, claro.
Vamos.
Antes tenho de ir à casa de banho.
Parece um festival de salsichas.
Sorri, Giò. Sorri.
Estás simpático hoje?
Conheces-me. Gosto de brincar.
- Aonde vais? - Andar na cadeira voadora. Posso?
Adeus. Divirtam-se. Vamos?
- Porque te olhou assim? - Quem?
A Vera.
Sei lá, Giò.
Muito bem.
É tarde. Vamos.
- Tenho a cabeça a explodir. - Sim.
- Não sei se vou voltar. Adeus. - Adeus.
- Adeus. - Adeus.
Vamos disparar?
Porque não vais tu? Vemo-nos lá.
Sou péssimo a disparar. Exceto na PlayStation.
Nem na PlayStation.
Giò, ela anda à tua procura.
Desculpa, eu sei, desapareci.
Deixa-me, se quiseres. Mas não faças isto.
É demasiado para mim.
- Não quero stressar connosco. - Explica-te.
A prova, a minha mãe, a minha irmã, o meu pai.
O mesmo de sempre.
As pessoas unem-se para resolver problemas. Não causar mais.
Exatamente.
Porque não nos ajudamos um ao outro nos momentos difíceis?
Em vez de discutir.
Não sei o que dizer.
Eu conheço-te.
Sei como és.
Também sei do que precisas agora.
Desculpa, não me apetece.
Tens de relaxar.
Vamos para tua casa?
Vá lá, Vé!
Tenho a garganta seca.
O que fazes? Estás louca?
Tenho de pagar à minha mãe.
Para. Vamos.
És uma chata. Vá lá.
Queres? É coca.
Quantos anos tem?
É para pagar a cirurgia do meu maninho, ou ele morre. Idiota.
Leva-me a casa.
O que foi?
Vá lá, não comeces.
Podes pensar em alguém que te excita.
- Com quem foderias em vez de mim? - Para.
Com a Vanessa?
Sim?
Ou com a Elena?
Fodias com a Elena?
Sim?
Devagar.
Devagar. O que fazes?
Não.
Não. Espera.
Espera, estás a magoar-me! Para!
Podes parar?
Vai-te embora!
Vai-te foder!
Melissa.
Desculpa aquilo há bocado.
- Olá, princesa. - Olá, Ricò.
- O que estás a fazer? - Nada.
Põe-te a andar.
- Estás maldisposta? - Um pouco.
Anda. Vais sentir-te melhor.
Onde deixaste a Teresa?
Em casa. Dói-lhe a cabeça quando lhe vem o período.
Coitada.
Dás-me aquela com a costeleta? Obrigado.
Aqui tens.
Zuca, zás-trás!
Vamos lá à paparoca.
"Sou um rei do universo esfomeado."
Não acredito. És fã de Pacha e o Imperador.
- É um bom filme. - Sim, mas é antigo.
A minha mãe era obcecada.
A última vez que a vi rir estava a ver esse filme.
Obrigada.
Pelo quê?
Não sei.
Por seres tão gentil.
És o único no mundo que hoje não me odeia.
Com essa cara de louca.
Vá lá.
É boa, não é?
É.
És fenomenal!
Desculpa, amor, tenho sido uma parva.
És demasiado bom para mim.
Na tua casa?
O que se passa?
Espera, eu vou contigo.
- Para, não podes. - Larga-me!
Vane!
Amor!
Gianmarco, leva-a daqui.
Amor...
Elena!
Vão-se embora.
Amor...
Legendas: Cristiana Antas
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