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Original subtitles

TRÊS ANOS ANTES

Javi!

Vá pedir ajuda!

Venha cá. Meu amor...

Socorro!

Senhor, que com tua graça infinita,

recolheu-o para que ele more contigo,

devolve-o para que ele possa continuar a tua obra aqui.

Aqui na terra, senhor!

Deixe-o viver! Arranque este mal...

Ponham-no na cama, por favor.

Conecte o monitor.

Esteban, espere lá fora!

Saia!

- Outra dose. - Espere.

Junto ao teu poder infinito...

Estamos aqui, Javi.

Pai nosso...

Por favor. Salve-o, por favor!

Javi, acalme-se amor.

Arranca o mal do seu corpo!

Estamos aqui, Javi!

Ajude-os, por favor, salve o meu pai!

Para que esteja contigo no céu, devolva-o!

Deixem-no.

Deixem-no.

Senhor Deus, pai nosso...

OS ENVIADOS

Eu sinto muito.

Sinto muito, de verdade.

Mas isso não faz sentido.

Para que confessar, se ele podia simplesmente sumir?

- Talvez estejam obrigando... - Eu sabia.

- O quê? - Eu sabia.

Tudo que ele disse no vídeo é verdade.

Ele não confiava, não acreditava.

- Em quê? - Nele mesmo, no seu talento,

no seu dom, no homem maravilhoso que era.

- A culpa foi minha. - Não diga isso.

Não diga isso.

Não.

Foi por causa do Javier, meu marido.

Rafael nunca o perdoou.

Mas a culpa não foi dele.

A culpa foi minha.

Eu podia ter cuidado muito melhor dele,

podia ter passado muito mais tempo com ele

e ter sido uma médica muito melhor.

Não diga isso.

Adriana.

E agora, ele não está comigo.

E Rafael também não.

Eu sinto muito.

E Esteban é a única pessoa que me resta.

Calma.

CLÍNICA MÉDICA HIDALGUENSE

Por acaso você falou com o seu colega?

Não.

Quando? Por que pergunta isso?

Ele não ligou para você?

Não, nem deve ter aterrissado ainda, padre.

Ele nunca entrou no avião, padre.

Como assim?

Ele roubou o carro do meu colega.

O carro apareceu abandonado num posto de gasolina.

Ele deve estar aqui, em San Acacio.

Seu "colega"?

Aquele capanga?

O que me deu esse soco, nos prendeu

e me ameaçou com uma arma? Ele é seu colega?

Não foi por maldade, ele queria a fita de vídeo.

Ainda bem.

Por que ele queria a fita?

Para continuar escondendo mortes,

como as da Valentina?

Ainda tem dúvidas?

Você mesmo viu.

Acabamos de salvar a vida de uma mulher.

Sim, mas a que preço, padre?

Essa troca vale a pena?

Uma mulher por duas crianças?

Você mentiu.

Você está falando com o seu colega.

É verdade ou não, padre?

Duas crianças morreram

por causa das suas práticas, monsenhor?

Não. Ninguém morreu.

E Valentina?

Você é médico, padre.

Imagine que um doente tem um câncer

que requer medidas extremas, urgentes.

E que o paciente morre durante a quimioterapia.

O que o matou, padre? O câncer ou o tratamento?

- Então duas crianças morreram. - Nenhuma criança morreu!

Dizem qualquer coisa para nos prejudicar,

e eu não vou permitir isso.

Eu quero lhe mostrar algo, padre.

Para que entenda o valor do nosso trabalho.

Aí dentro tem uma batalha que não conseguimos vencer.

Estamos lutando há 40 anos.

Pode me dizer, padre,

se seria melhor ou pior ser liberado de uma pena assim?

Desistimos de colocar lâmpadas,

porque as estourava constantemente.

Beatriz.

Podemos conversar um pouco?

Se conseguíssemos descobrir de onde vem o vídeo,

poderíamos encontrar o Quintana.

E como se faz isso?

Me dê o seu telefone.

Minha assistente no Vaticano, Emilia.

Vamos.

Droga.

Está desligado.

Você não comeu nada.

Quer vir à minha casa?

Vamos.

Quer que eu comece, padre?

Não. Está bem.

Olá, Beatriz. Você sabe onde está?

Sabe por que está aqui?

Fique sempre atrás da linha, padre.

Sempre!

Beatriz?

Você tem família, Beatriz?

Beatriz é a mãe do delegado.

Você me desenhou.

Você contou para ela dos meus desenhos?

Você é uma luz.

Vou procurar a sua mãe e arrastá-la como um cachorro

para que você a desenhe também!

Para trás, demônio!

Para trás.

Silêncio!

Revele-se, covarde.

Em nome de Deus, todo-poderoso, ordeno que te reveles.

Quer transar?

Ou prefere um homem, Pedro?

Não a escute, padre.

O que quer que esteja dentro dela,

se alimenta do medo.

Se ele sentir, vai usá-lo contra você.

- Padre. - Sim.

Concentre-se.

O primeiro passo de um exorcismo

é saber contra quem estamos lutando.

O que quer que esteja no corpo de Beatriz

não quis se apresentar.

Não é nem Lilith, nem Belzebu,

nem Azazel, nem Satanás.

Não é nenhum dos demônios que conhecemos nos livros.

E então, o que é?

É o que queremos descobrir há várias décadas.

Fique à vontade, padre.

Sente-se.

Esteban!

Esteban?

Esteban!

Parece que estamos a sós.

Sim.

- Você quer... - Se quiser...

- Quer beber alguma coisa? - Claro.

- Quer ajuda na cozinha? - Sim, certo.

Não é necessário, mas...

No que está pensando, Metzi?

Como é possível uma mulher passar tanto tempo desse jeito?

É que o mal não descansa nunca.

Não sei o que querem de mim.

Não tenho nenhum treinamento em exorcismos,

não posso mudar nada do que está acontecendo aqui.

Você não tinha aquelas ausências sem motivo.

Você tem um dom.

Você aprendeu um caminho, as regras do jogo, só isso.

Mas há outros caminhos e outras regras

que foram escritas há muito tempo.

Aquilo que falava nas suas ausências

é o que você precisa escutar.

Eu não tenho mais ausências. Elas pararam há muito tempo.

Mas você pode aprender a escutar outra vez.

Pode se soltar.

Veja, meu filho.

Isso vai te ajudar.

- O que é isso, Vadi? - Um remédio.

A única coisa que você precisa fazer

é se deixar levar.

Não tenha medo.

Eu cuido de você.

Você pode fazer a diferença, Pedro.

Salvar tantas pessoas desse sofrimento.

Confie em mim.

Isso.

Muito bem, meu filho.

Como estava?

"Padre".

Como estava, padre?

Não, estava "padre". Estavam "padre".

Eu queria usar uma expressão mexicana.

Estavam "padre", estavam "güey", estavam "chido".

- Bem, é que não... - Estava muito bom.

Entendi.

- Que bom. - Estava...

Faz muito tempo que eu não cozinho isso.

O meu filho não gosta e o meu marido...

Bem, você já sabe o que aconteceu com ele.

Padre, o que você vai pensar de mim?

Rafael desaparecido, Helena...

E eu aqui, fazendo o prato preferido do meu marido

para você.

Realmente, não sei o que isso significa.

Bem, significa que estamos com fome, certo?

O Rafael entenderia.

É tão difícil viver aqui, em San Acacio.

Tanta loucura, tanta morte.

Se eu não tivesse o Esteban, já teria ficado louca.

Na verdade, às vezes sinto que estou louca.

Não diga isso, mulher.

Desculpe, padre.

Me desculpe.

Isso não foi certo.

Me desculpe.

Eu te absolvo.

Esses votos...

Esses votos...

Como com todos os votos,

você só percebe que os quebrou tarde demais.

Nunca é tarde demais.

Mas não foi um erro.

É o Esteban. Ele não vem.

Ao menos ainda tem a consideração de me avisar.

Você pode ficar no quarto dele, se quiser.

- Não, não. - Seria perigoso ficar num hotel.

Seria mais perigoso se eu ficasse aqui.

Claro.

[Fala em latim]

- [Fala em latim] - [Fala em outro dialeto]

- [Fala em latim] - [Fala em outro dialeto]

Eu acho que alguém pode ter obrigado o Quintana

a gravar esse vídeo,

e que essa pessoa está nos perseguindo.

Eu já disse que não.

Esse vídeo não faz sentido. Ele não confiava no seu talento.

Bem, é uma hipótese.

É louca, mas alguém poderia ter obrigado.

Quem, Benavent? Prado?

Benavent, Prado, Molina Reyes, todo juntos, sei lá.

Se encontrássemos o telefone do Quintana

poderíamos descobrir quem é o culpado.

Tem alguém vindo.

Tem alguém vindo. É o Molina Reyes.

Acelera! Acelera!

- Adriana, abra porta! - Vamos, vamos, vamos!

Vamos!

Abra!

Padre, você está bem?

Pedro!

Por que você não me ouve mais?

Padre! Me ajude, padre!

Pedro!

Venha, vamos!

Calma, Pedro.

- Você me salvou. - Você vai me salvar.

Vai salvar a todos nós.

Venha.

No momento Em que eu vá embora

Até as estrelas

Caminhando bem devagarinho

Pela calçada

Lola Sheeran Morire.

Você está bem, Metzi.

Está tudo bem.

Tome.

Você está assim há um dia e meio,

mas está bem.

O que você viu?

Eu não saberia por onde começar.

Imaginei que, a essa altura, você já teria acordado.

Tudo bem?

Sim.

Se sente diferente?

Bem, diferente, sim,

mas não sei se sou o que vocês procuravam.

Os tempos de Deus são perfeitos, padre.

O dom de Quintana se manifestou com a morte de Valentina.

Tenho certeza que o Senhor encontrará o momento perfeito

para que o seu dom se revele.

Gostaria que você me acompanhasse

à Cidade do México.

Eu faço parte da comitiva que receberá o Santo Padre.

Eu gostaria que você conhecesse algumas pessoas

para que entenda a verdadeira dimensão da nossa causa.

Trouxeram suas coisas do hotel. Tome um banho e se vista.

Me procure quando estiver pronto.

Sim?

Cara, qual é o seu problema com os celulares?

Estou te procurando e não tem jeito!

Simón!

Eu precisaria de muitas horas

para te contar tudo o que eu vi.

Você está bem? Aconteceu alguma coisa?

Não, nada. É difícil de explicar.

- Mas eu estou bem. - Preciso que você me ouça.

Afaste-se desses loucos. Eles tentaram me matar.

Estou convencido de que a ordem veio de cima.

Alguém no Vaticano aprovou essa solução.

Tentaram te matar? Como?

Tentaram, e eu tive que fugir com a Adriana.

Escute bem, por favor.

Eles não querem que ninguém saiba

das crianças mortas antes da visita do Papa.

Não seria conveniente.

O delegado está trabalhando para eles,

e eles estão nos procurando, foi por isso que liguei.

- Pedro? - Sim, eu estou aqui.

É que parece estranho,

estou com eles há algum tempo e não parecem ser do tipo que...

Eu estou dizendo que são!

Acredita mais nesses dementes do que em mim?

Onde estão?

Na casa do Esteban, na Cidade do México.

Posso confiar em você? Sim ou não?

Claro.

Por favor, senhor.

- Posso pedir uma tequila? - Claro.

Quem?

O que foi, padre? Não gosta mais de mim?

Como vai?

O que está fazendo aqui?

Sente aqui, por favor.

O que está fazendo aqui?

Estou escapando e me protegendo.

Dois por um na agência de turismo.

Emilia! E como você me achou?

Você me ligou umas 200 vezes

do telefone de uma tal de Adriana Cortés.

Sim, sim.

Assim posso te encontrar em qualquer lugar do mundo.

Você não tem como escapar.

Não sei se a maior surpresa é te ver, se é te ver aqui,

ou eu ter passado os últimos dois dias pensando

que escolhi a profissão errada.

- Eu estava preocupado. - O que aconteceu com você?

Eu estava preocupado com você.

E comigo. Não vou mentir.

E com o Salinas,

e com um monte de gente que eu vou te apresentar.

É que naquela cidade, Emilia...

Sobram motivos para se preocupar.

Agora, me conte você, o que está fazendo aqui?

Tudo bem, padre?

Sim.

Estou preocupado com o meu colega.

Ele se comunicou com você?

Não sei que planos vocês têm para ele.

Que planos poderíamos ter?

- Eu não tenho nenhum plano. - Assim espero.

Por favor, padre.

Você acha que com tudo o que temos para fazer,

vamos tentar matá-lo?

Então não matam padres por falta de tempo?

- Que alívio. - Você não me conhece, padre.

Mas conhece a Vadi desde criança.

Acha que ela seria capaz de machucar um padre?

Só queremos falar com ele.

Para que entenda que o nosso trabalho

é fundamental em San Acacio.

Assim como você viu.

E quanto a você...

Não fizemos nada além de cuidar de você.

Ou não?

Certo.

Não sabe onde está, padre?

Não.

Sim, sabe.

Diga-me, e mandaremos alguém buscá-lo.

Eu adoraria conversar com ele.

Eu imagino que sim.

Mas com todo respeito, Monsenhor,

vocês ainda não ganharam a minha confiança.

Então me deixe ganhar.

Isabel la Católica 566,

Colonia Álamos.

Conheço bem essa zona, padre.

É muito bonita.

Tem que haver algum registro de todas essas crianças mortas.

Precisamos de alguma prova

de que elas entraram no orfanato e nunca mais saíram.

Você tem os nomes?

Sim, Jerónimo me deu os nomes, isso é fácil de conseguir.

Para você seria moleza.

Mas isso não entra no plano que tínhamos.

Que plano?

De que você vire papa para que eu vire bispo.

- Por favor. - Isso não é nada político.

Não, isso é muito político.

Essa é a única forma de destronar

pessoas como Benavent, como Vidaró,

para ocuparmos essas posições e mudarmos as coisas de verdade.

Emilia, confie em mim, eu entendo de política.

Mas eu não entendo de política.

Mas sei como é viver com medo.

Porque em qualquer lugar do mundo,

ainda que seja longe de casa, como aqui, no México,

alguém pode vir e me dar um tiro na cabeça.

Eu sei.

Eu sei como escapar de uma máfia.

Sei como viver me escondendo.

Sim.

Sei como é se arrepender de lutar pela justiça.

Eu também sei muitas coisas que você não sabe.

- E você vai me ajudar, ou...? - Mas é claro que sim!

Mas com a máfia, não podemos bater de frente,

as regras são diferentes. Confie em mim.

Eu só confio em você, Monsenhor.

"Monsenhorita"!

- Certo, "monsenhorita". - Isso.

Monsenhor, se não se importa,

eu gostaria de visitar os meus pais,

já que estamos na cidade.

Faz muito tempo que não os vejo.

Vá, padre, não se preocupe. Mas não demore.

Quando voltar, me procure na catedral.

Lembre-se de que eu quero que conheça duas pessoas.

- Pode deixar, não se preocupe. - Pode ir, eu consigo sozinho.

Bom dia. Nos vemos mais tarde. Obrigado.

Padre.

Quer um café?

Por favor.

Bom dia.

Como foi a sua noite nesse sofá desconfortável?

Mais ou menos.

Tinha espaço na cama.

Adriana, acho que o melhor seria voltar para San Acacio.

Você não pode voltar para lá, estão te procurando.

Não, eu não. Você devia voltar.

Foi bom ter me deixado dormir aqui, eu agradeço,

mas eu não acho uma boa ideia ficarmos juntos.

Por quê?

Porque pode ser perigoso.

Veja...

Vamos fazer uma coisa.

Volte para San Acacio, fale com Molina Reyes

e diga que eu te obriguei a vir para cá.

Afinal, eu já devia estar no Vaticano.

Não quero que se envolva nos meus problemas.

Não são "seus problemas".

Em todo o caso, são nossos problemas.

Isso sim é um problema para mim.

Sim, eu entendo.

Fale com ele, sim?

Olá. Que Deus a abençoe.

Venho do internato "Santo Niño de Atocha",

em San Acacio.

Estamos procurando os registros das crianças que nós abrigamos,

para enviar-lhes seus certificados de batismo.

Não podemos dar essa informação.

Mas vocês deviam tê-la.

Sim, acontece que...

Perdemos muitas informações com o terremoto.

Foi um ato de Deus, e ele tem seus motivos, não?

Não julgamos os seus meios,

mesmo que seja difícil entender.

Foi um pedido do Monsenhor Eufemio Benavent,

o bispo auxiliar de Tulancingo.

Posso pedir para ele falar com o seu superior,

assim agilizamos as coisas.

Como é o seu nome?

Desculpem!

Qual é o seu problema, cara?

Você tinha razão.

Estou indo.

Tchau, padre.

Até logo.

COMISSÃO ORGANIZADORA DA VISITA DO SANTO PADRE

CIDADE DO MÉXICO

Eu te absolvo, Eminência.

O que está fazendo aqui?

É melhor falar comigo agora mesmo,

se quiser evitar um escândalo do tamanho desse palácio.

Venha comigo.

O que acha que está fazendo?

Escute bem, Eminência, você não tem muito tempo.

Tenho documentos que provam o transporte de duas crianças

ao internato de San Acacio.

Certidões de nascimento

de crianças que nunca saíram de lá.

Não foram adotados,

nem levados a outra instituição,

nem têm atestados de óbito.

Desapareceram.

Não sabe do que está falando.

Os documentos estão guardados. Tenho cópias digitais de tudo.

Eles serão distribuídos

se acontecer algo com o padre Antequera.

É um belo presente para a chegada do Santo Padre.

Está me ameaçando?

É óbvio.

Além de tudo, não foi suficiente mandar o delegado,

mandaram quatro capangas.

Quatro!

Você disse que Emilia ia falar com Vidaró?

Sim.

E está fazendo tudo o que pode para nos tirar dessa.

E para denunciá-los também.

Sim, claro.

A quem?

O que foi?

- O que foi? - Nada.

Os exorcismos são...

Os exorcismos são reais, Simón.

Eu os vi.

- Pelo amor de Deus. - Sim.

Não, não comece com essa estupidez de novo.

Você me conhece bem

para confiar no meu julgamento, não é?

Você não sabe o que eu vi.

Você não sabe o que estou vendo agora.

Você contou para alguém?

- Contou? - Não!

Então, você foi seguido!

Ele está subindo! Vamos! Vamos!

Que diabos está fazendo?

Não poderão encobrir o que fizeram!

Eu não vim machucar vocês!

Vim para protegê-los, idiota!

Benavent mandou seus capangas para matá-los.

Onde está Antequera?

Não!

Por aqui.

Parem tudo imediatamente!

- O que aconteceu? - Não tenho tempo de explicar.

- Parem tudo! - Sim, senhor.

Preciso de reforços nas Torres Bodet, número 24.

R-10.

Monsenhor.

Tem certeza?

Solte-o.

Solte-o!

E vamos embora.

Assassino!

Uma ambulância! Precisamos de uma ambulância.

Vamos!

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito,

nove, dez.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis...

Fique comigo, padre.

Fique comigo, sim? Fique comigo.

Um, dois...

Sagrado coração de Jesus, em ti confio.

Sagrado coração de Jesus, em ti confio.

Sagrado coração...

Fique comigo, padre. Fique comigo!

Fique comigo...

Senhor, tu que ressuscitaste no terceiro dia,

concede-lhe o presente da vida.

Senhor, tu que ressuscitaste no terceiro dia,

concede-lhe o presente da vida.

- Pare. - Por favor!

Vamos, Lazaro!

E?

Se sente melhor?

Tenho muita sorte de você ser médico, Pedro.

Se tivesse um colega engenheiro, nem sei.

Não sei se ele o salvou por ser médico.

Como assim?

É claro que o salvei por ser médico.

De que outra forma o salvaria?

Seu plano funcionou, irmã. Por um fio.

Quase foi tarde demais, mas funcionou.

E graças a Deus que funcionou.

Graças a você, não graças a Deus.

Ele parecia querer me ver morto.

Desculpe.

Me pediram para devolver isso a você.

Obrigado, oficial.

Que gentileza.

Agradeça-os por mim.

O que foi?

Lembra o vídeo do Quintana que eu mencionei?

- Sim. - O que a Adriana recebeu?

Ele o mandou para ela às 11:52.

Ele me mandou na mesma hora.

E daí?

Se Benavent e os outros estavam com o meu telefone,

não entendo por que me mandariam essa mensagem.

Eles estavam com o meu telefone.

Para que você não suspeitasse deles, talvez?

Está conectado.

O quê?

Ligue para ele! Ligue agora!

Esteban?

Esteban?

CHAMADA RECEBIDA PADRE ANTEQUERA

Filho, você me assustou!

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