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Original subtitles

ISRAEL 23 DE SETEMBRO DE 1963

Hannah, pode nos dar licen�a?

� claro que o que vou lhe dizer � confidencial.

Os eg�pcios t�m foguetes em Helwan.

Os alvos s�o Acre, Haifa, Tel Aviv e Jaffa.

Esse seria o primeiro ataque.

O segundo ataque bombardearia todo o pa�s.

Os foguetes ter�o ogivas especiais.

Conter�o peste bub�nica e estr�ncio 90.

Se correr bem, ser� o fim de Israel.

S� est�o esperando finalizar um sistema de controle remoto,

sem o qual n�o podem guiar os foguetes.

Recebi isto.

Cientistas est�o trabalhando no sistema de controle remoto...

neste momento, na Alemanha, com a cobertura de uma f�brica legal.

N�o t�m culpa, porque n�o sabem que est�o trabalhando para a Odessa.

Est�o quase acabando o trabalho.

David, temos que descobrir a f�brica, e r�pido.

Vou voar de volta hoje � noite.

Este filme baseia-se em investiga��es rigorosas.

Existiu mesmo uma sociedade secreta chamada Odessa,

que ligava antigos membros da antiga SS de Hitler,

entre eles, Roschmann, o "carniceiro" do Campo de Concentra��o de Riga.

Nasser tentou mesmo aperfei�oar uma for�a de ataque de 400 foguetes

para eliminar Israel do mapa.

Os seus principais cientistas tinham pertencido ao programa de Hitler.

Por raz�es �bvias, os nomes de algumas pessoas e lugares

foram alterados. Frederick Forsyth

HAMBURGO 22 DE NOVEMBRO DE 1963

O DOSSI� ODESSA (1974)

Ouvem a Rede de R�dio da Alemanha Ocidental.

Interrompemos nosso programa, para irmos direto aos Estados Unidos,

para mais uma reportagem sobre o estado do Presidente.

Aqui, Washington.

Recebemos a confirma��o de que o Presidente Kennedy morreu.

O Presidente John F. Kennedy morreu no Hospital Parkland,

ap�s ser baleado, hoje, em Dallas.

A Sra. Kennedy ficou ao lado do marido...

enquanto os cirurgi�es lhe faziam uma transfus�o de sangue.

Mas, n�o foi poss�vel salvar a vida do Presidente.

Ele ser�...

Os acontecimentos que mudam a hist�ria, por vezes, dependem de pequenos acasos.

Se eu n�o tivesse encostado, n�o teria parado no sinal,

nem visto a ambul�ncia,

ou ouvido falar de Salomon Tauber, ou de Edward Roschmann.

Nem teria me envolvido com os agentes de Israel,

ou com os homens mortais e sinistros por tr�s da Odessa.

Naquela noite, era apenas um jornalista com faro para uma poss�vel hist�ria.

Imprensa!

Lamento, mas n�o pode entrar.

- Que houve? - Pergunte ao pessoal da pol�cia.

- Ol�! - Arrume isso. N�o � nada.

Que aconteceu?

Suic�dio. Um velhote matou-se com g�s.

N�o vale nem duas linhas.

J� soube do Kennedy?

Sim.

S� um segundo.

Pronto.

- Que tem a�? - Umas porcarias do velhote.

- Coloque-as na minha mesa. - Certo.

Esta noite, morrem pessoas em todo o mundo,

mas, amanh�, s� v�o ler sobre o Kennedy.

� melhor ir andando, Peter.

N�o se meta em encrencas.

A bordo do avi�o que levava o corpo de John Kennedy para Washington,

foi empossado o novo presidente.

Com a voz tr�mula de emo��o,

uma ju�za de Dallas lhe entregou o juramento para ler.

A Sra. Kennedy ainda usava o vestido sujo de sangue,

com o qual segurou nos bra�os o marido moribundo.

� terr�vel.

Sabe quanto se pode receber pela fotografia...

do homem que disparou aqueles tiros?

Com os direitos de publica��o, talvez, uns dois milh�es de marcos.

Que coisa para se dizer numa hora dessas.

Chega a ser assustador.

Que � que eu disse?

N�o entende o que disse?

Voc� � um mercen�rio!

Vive da desgra�a dos outros.

Outra vez esse papo de emprego.

N�o � isso?

- Ora, Sigi. - Estou cansada. Trabalhei toda a noite.

E o seu trabalho, o que �?

Dan�ar quase nua na frente de um monte de velhos!

Ganho mais em uma semana, do que voc� ganha em um m�s!

Al�m disso, n�o s�o velhos.

Alguns deles s�o muito mais jovens e atraentes do que voc�.

Fico contente com isso.

Acho que ningu�m pagaria para que voc� dan�asse quase nu.

Devia ter aceitado aquele emprego fixo do "Komet",

assim, talvez eu n�o tivesse que trabalhar em um "club".

Quer que eu seja um imbecil?

Voc� j� � um imbecil.

Trabalho como "free lance".

N�o � um emprego fixo, mas, quando ganho dinheiro,

ganho muito dinheiro.

Gosto do meu trabalho.

Sou consciente e ambicioso.

Mas trabalho por conta pr�pria, e n�o abro m�o disso.

Voc� sabe que eu e a Monika gostamos muito da Sigi.

- Eu tamb�m gosto muito de voc�s. - N�o v�o querer filhos?

Leva jeito com as crian�as.

Com os filhos dos outros.

Me chamou para almo�ar por alguma raz�o? Porque...

se vamos continuar com esta conversa de casamento,

pode ser o fim da nossa amizade.

Queria te dar isso.

- O que �? - Algo para ler.

Estava ao lado do corpo do velho que se matou.

- Que tem de especial? - Voc� vai ver.

Mas � propriedade da pol�cia.

N�o devia te dar isso, por isso n�o fale nada a ningu�m, est� bem?

Nunca falo, Karl.

Obrigado.

O Di�rio de Salomon Tauber

O meu nome � Salomon Tauber.

S� vivi tanto tempo porque queria fazer mais uma coisa.

Os amigos que conheci, as v�timas do campo, j� morreram h� muito...

e s� os perseguidores ainda est�o � minha volta.

Vejo os rostos deles nas ruas durante o dia...

e � noite vejo o rosto da minha mulher, Esther.

E lembro-me como ela se agarrou a mim no trem...

quando est�vamos chegando em Riga.

Est�vamos h� tr�s dias e tr�s noites naquele vag�o de gado desde Berlim,

sem comida, nem �gua.

Os mortos, e haviam muitos, estavam juntos conosco.

Foi l� que o vi pela primeira vez.

O Capit�o Edward Roschmann, o comandante da SS do campo.

O "carniceiro".

Todos os dias, chegava outro trem cheio de prisioneiros.

O Roschmann mandava que muitas das mulheres, crian�as e idosos...

fossem exterminados, logo na chegada.

Eram mais valiosos mortos.

As roupas, o cabelo e os dentes deles tinham maior valor monet�rio.

Mas eu e a Esther sobrevivemos durante esse ano.

Eu era arquiteto antes da guerra...

e conhecia carpintaria, por isso consegui um bom trabalho.

Trabalh�vamos 12 horas por dia, nas oficinas do campo...

ou nos bosques �midos e frios, perto da costa.

V�rias vezes, durante o inverno, pensei que Esther morreria.

A fome, o frio, as constantes brutalidades,

tinham lhe destru�do o esp�rito e o �nimo de viver.

No entanto, comparados com muitos, t�nhamos sorte.

Muitos dos prisioneiros n�o comiam nada...

at� morrerem de fome.

O Roschmann tinha um passatempo.

Gostava de destruir seres humanos.

Primeiro, a alma, e depois, o corpo.

Por vezes, o Roschmann divertia-se...

chutando os moribundos que estavam amontoados, nus,

privados de dignidade e de esperan�a.

Ele gostava de ver os c�es comerem-nos, enquanto ainda respiravam.

T�nhamos visto um vag�o estranho,

cinzento, esperando perto dos port�es do campo.

Tinha janelas falsas pintadas.

Tinham desenhos de pessoas rindo e comendo.

Para os trabalhadores de fora do campo,

quando o vag�o passava,

devia parecer que havia uma festa...

com comida e bebida l� dentro.

Alguns prisioneiros m�sicos eram obrigados a tocar...

para melhorar a festa.

Logo, descobrimos que o vag�o tinha um objetivo muito diferente.

Roschmann o transformara em uma c�mara de g�s.

O cano de escape tinha sido virado para dentro do vag�o,

para que todos l� dentro fossem sufocados pela fuma�a.

A express�o dos olhos de Esther ficou sempre comigo.

Depois da morte dela, a minha alma morreu dentro de mim.

Mas o meu corpo e a minha mente permaneceram vivos.

Estava determinado a sobreviver...

para um dia contar ao mundo o que Roschmann fez ao nosso povo.

Peter?

J� passa das oito.

- N�o devia estar no "club"? - Tentei chamar um t�xi, mas n�o consegui.

Um t�xi? Pra que precisa de t�xi? N�o te levo sempre?

Entre 1941 e o final da guerra,

mais de 200.000 judeus alem�es foram levados para Riga.

400 sobreviveram...

No fim de 1944, come�amos a ouvir as explos�es dos bombardeios.

Havia rumores de que os russos haviam tomado os sub�rbios de Riga...

e que o ex�rcito alem�o seria for�ado a fugir.

Em 11 de Outubro, 50 dos sobreviventes foram levados para as docas.

Est�vamos ajudando os soldados feridos a subirem para o conv�s,

quando o Roschmann chegou de carro,

e deu ordens para eles voltassem para a terra.

Ele tencionava requisitar o navio para a SS.

O capit�o estava morto, antes de cair no ch�o.

A medalha que deixou cair na neve...

era a Cruz de Cavaleiro com ramos de folha de carvalho.

No in�cio de 1945, algumas semanas antes da liberta��o,

o Capit�o Roschmann, da SS, decidiu desaparecer.

Fugiu num carro, com mais dois oficiais.

Usava o uniforme de um cabo do ex�rcito.

Eu o vi fugir, e estava determinado a lev�-lo perante a justi�a.

Agora, sei que nunca o farei.

N�o sinto �dio, nem amargura do povo alem�o.

Os povos n�o s�o maus. S� os indiv�duos s�o maus.

Se, ap�s a minha morte, algu�m encontrar e ler este di�rio,

que um amigo qualquer reze um Kaddish por mim.

Ainda est� acordado?

Sim.

Sente-se bem?

N�o.

Tenho que fazer algo.

Nem sequer sabe se esse Roschmann ainda est� vivo.

Mas, se estivesse escondido em algum lugar, e eu o encontrasse,

isso valeria o seu investimento?

Judeus mortos n�o vendem jornais.

As pessoas que o Roschmann matou...

n�o eram russas ou polacas, eram alem�s.

Judeus alem�es.

- Mas alem�es. - Tr�gico.

� um mundo doentio, n�o �?

Foi o melhor que conseguimos sobre a "Lady Bird" Johnson.

E acha que, por isso, vale a pena eu te dar essa miss�o,

porque as v�timas de Riga eram judeus alem�es?

Sim.

As pessoas n�o se importam. O assunto est� encerrado.

- Para mim, n�o �. - Siga o meu conselho. Esque�a isso.

Mas, porque?

Porque � que voc� quer fazer isso, agora?

Acabou.

Ningu�m mais quer saber desses julgamentos.

Incomodam as pessoas.

A verdade n�o deveria incomodar as pessoas.

Qual � a verdade?

Que � que voc�s, jovens, sabem?

Eram muito novos para saber o que foi.

Vou fazer caf�.

M�e,

como foi pra voc�?

Para mim?

Nessa �poca, mor�vamos na Perfallstrasse.

Tinha essa altura.

Havia bombardeios todas as noites.

Numa noite, sa�mos do por�o, e toda a rua tinha desaparecido.

Caiam bombas incendi�rias por todo o lado.

S� tentei...

S� tentei fechar seus olhos,

para que n�o visse as pessoas queimarem como tochas.

Quando o seu pai chegou, de licen�a,

ele demorou tr�s dias para nos encontrar, porque hav�amos mudado.

Mor�vamos com uma fam�lia do outro lado da cidade,

em Altona. Voc� deve se lembrar disso.

Como era o meu pai?

Era parecido comigo?

Sempre foi...

muito auto-confiante.

Talvez, fosse um pouco mais seguro.

Ent�o, vou lhe dizer algo.

Papai seria a primeira pessoa a me dizer: "continue. "

N�o gosto da imprensa.

N�o h� problema. � s� um tipo de hist�ria...

de interesse humano, sabe?

N�o pode subir. J� aluguei o quarto.

Ele tinha outros bens?

Bens?

- Est�o l� atr�s. - Posso v�-los?

Pode ser.

Essa era a mulher dele?

Sei l�.

Ele tinha amigos?

- Nunca vi ningu�m, s� o velho Marx. - Marx?

Iam mudar o mundo juntos.

Pode descrev�-lo?

Velho. Magro. Cabelo branco comprido.

Usa sempre um cachecol cinzento.

"Herr" Marx?

Posso me sentar?

Gostaria de lhe falar sobre o seu amigo Salomon Tauber.

- Ele morreu. - Sim, eu sei.

� policial?

N�o.

N�o � detetive, �?

- Da pol�cia? - Sou jornalista. Peter Miller.

Antes do seu amigo se suicidar,

ele registrou as suas experi�ncias no Campo de Concentra��o de Riga.

Num di�rio.

Tamb�m esteve em Riga?

Auschwitz.

No di�rio, o seu amigo fala sobre um oficial da SS,

chamado Roschmann.

O Capit�o Edward Roschmann.

Quero descobrir tudo o que puder sobre ele.

Talvez ele ainda esteja vivo.

Qualquer coisa.

O Roschmann ainda est� vivo.

- Como sabe? - O Salomon o viu.

Sim, eu li isso. Foi em 1945.

N�o, h� tr�s semanas atr�s, aqui, em Hamburgo.

Tem certeza?

Ele o viu sair da �pera, com alguns amigos.

Porque n�o foi � pol�cia?

Ele foi. E contou isso.

Mas a pol�cia disse que ele n�o tinha provas.

Foi por isso que ele se matou.

Ele ia enfrentar a Odessa.

A Odessa?

Ele devia ter sido como eu.

S� me interesso em pegar um barco para Israel.

Odessa? N�o sei do que est� falando.

Ora, vamos, Karl.

� alguma esp�cie de organiza��o secreta.

O que ouviu sobre isso?

S� hist�rias, boatos, rumores.

Esque�a isso, por favor.

Onde est� o di�rio?

- Num lugar seguro. - Me devolva.

Que houve? Se arrependeu de ter me dado?

Eu o dei porque pensei que podia ser uma hist�ria de interesse humano,

n�o uma investiga��o.

Me deu o di�rio porque te tocou, e pensou que ia me tocar tamb�m.

- E tocou. - Pertence � pol�cia.

N�o quer que eu investigue, nem que eu v� atr�s do Edward Roschmann?

Monika, estamos ocupados.

As crian�as s� querem dizer boa noite para Tio Peter.

- Ent�o, digam boa noite, r�pido. - Boa noite, Erik!

Boa noite, Tio Peter!

- Boa noite, Tio Peter. - Boa noite, Gretel.

Agora, v�o direto para cama.

J� subo para apagar a luz.

Porque est� assustado?

Estou te avisando, n�o se envolva. N�o tem nada com isso.

Os criminosos de guerra s�o um assunto de pol�cia, mas a pol�cia n�o faz nada,

por isso, eu vou fazer.

- Gabinete do Promotor P�blico. - Que departamento?

- Crimes de guerra. - Segundo andar. Sala 223.

Muito obrigado.

Riga, e o nome era?

Edward Roschmann.

Que est� acontecendo?

- Este senhor queria... - Eu o ouvi.

Quem o mandou aqui?

Sou jornalista.

Venha ao meu gabinete.

Posso ver a sua identifica��o?

Porque est� t�o interessado no Capit�o Roschmann?

Voc�s o est�o investigando?

- Porque quer saber? - � um assunto de interesse p�blico.

Investigamos muitas coisas,

mas n�o podemos dar informa��es sobre a evolu��o dos nossos inqu�ritos.

S� estou perguntando se h� uma investiga��o.

O assunto � confidencial. N�o posso falar sobre isso.

Sim? Passe a liga��o.

"Herr General. " Que boa surpresa.

Tamb�m � bom ouvi-lo.

Claro que vou. Estou com o convite na minha frente.

A �nica noite do ano que eu n�o perderia.

DIVIS�O SIEGFRIED

Eu vou busc�-lo. Que tal?

�s sete, para podermos ir juntos.

�timo.

Acho que devo avis�-lo, Miller.

� uma ofensa grave interferir no funcionamento da justi�a.

Em 13 anos, o seu gabinete conseguiu julgar tr�s homens da SS,

todos soldados rasos. Em 13 anos!

- Agora, ou�a... - Justi�a.

REUNI�O ANUAL - DIVIS�O SIEGFRIED

Est� sendo uma noite muito agrad�vel. � bom v�-los.

Eles n�o conseguiram acabar conosco, n�o �?

Nunca, "Herr Oberst"!

Ali est� o Major Krantz.

N�o parece nem um ano mais velho.

Ainda somos muitos.

Dou as boas vindas a todos � nossa 18� reuni�o anual.

Agora, algumas palavras de algu�m que n�o tem estado conosco...

h� muitos anos.

Pe�o sua aten��o, por favor, para o General Greifer, o nosso general.

Companheiros,

hoje estamos juntos aqui.

Mas, quando estamos separados?

Para n�s, n�o muda nada.

A Alemanha acredita que n�o precisa mais de n�s,

mas, um dia saber� que precisa!

Voltaremos a ser t�o poderosos como sempre fomos!

Demorar� algum tempo,

mas os ideais ser�o os mesmos.

Quando os tambores e as bandas tocarem,

as nossas bandeiras voltarem a se agitar...

e a nossa na��o voltar a se unir,

ent�o, voltaremos a marchar, juntos, at� aos confins da terra!

Um povo. Uma Alemanha. Um l�der!

� bom voltar, nem que seja apenas por algumas horas.

O Greifer foi longe demais esta noite.

Muito insensato.

Vai meter-se em problemas, outra vez. Avise-o.

Sim, "Herr" General.

- Tire o seu casaco, Werner. - Obrigado.

- U�sque? - Pouco, por favor.

- Ferdinand? - Nada, obrigado.

- Nada. Gelo? - N�o, obrigado.

Que incidente foi aquele na reuni�o?

Um jovem jornalista. Sabemos tudo sobre ele.

O que ele queria?

Tem feito perguntas sobre Edward,

mas, n�o descobriu nada.

- Estamos cuidando dele. - Espero que sim.

A �nica raz�o da minha visita � para proteger esse projeto.

- Sentem-se, cavalheiros. - Obrigado.

O prazo para os foguetes do Nasser foi antecipado...

para 1� de Mar�o.

� essencial...

que o sistema de controle remoto esteja conclu�do seis semanas antes.

Fique descansado, "Herr" General. Estar� tudo pronto.

Esperava que a morte de Kennedy nos desse mais tempo,

mas, parece que o presidente Johnson...

for�ar� os alem�es a negociar com os judeus.

Temos tr�s meses para cumprir a nossa promessa ao Egito,

de que os foguetes de Helwan ser�o lan�ados...

contra Israel.

Devia t�-los visto. A mesma velha mentalidade.

Pensei que j� tinha acabado, mas ainda continua.

- Falou com a pol�cia? - Sobre o que?

Sobre o ataque, que quebraram sua m�quina.

Eles v�o dizer que eu n�o devia estar na reuni�o.

Pior, � que tem raz�o.

Lamento pelo velhote, mas, desde que isso tudo come�ou,

voc� s� teve encrencas.

Quem liga para isso?

Eu ligo!

Eu sou o respons�vel.

Respons�vel pelo que?

Tudo � novo para mim, n�o �?

Vamos esquecer isso, agora.

Amanh� vou levantar cedo.

Vamos fazer compras de Natal juntos.

Erik, Monika e Karl.

- Faltou algu�m? - Faltou, sua m�e.

- Sim. Mam�e. - Acho bom comprar uns brincos.

Ela nunca iria usar. Ela n�o usa nada que eu compro!

Dev�amos comprar algo que eu pudesse usar.

Ent�o, vamos comprar os brincos. V�o ficar bem em voc�.

Vou comprar outra camisa para voc�.

Eu estou bem.

Pode ter sido acidente.

N�o foi acidente. Sabe muito bem disso.

Ele empurrou voc�!

N�o importa. Para mim, chega.

Chega para voc�?

Eu fui empurrado para baixo de um trem, e chega para voc�?

Por favor, n�o continue com isto. Estou com medo.

N�o posso parar agora!

Est� bem.

Se vai viajar amanh�, eu vou com voc�.

N�o vai a lugar nenhum!

Porque est� fazendo isso?

Por favor, n�o me pergunte mais.

Eu tenho que faz�-lo, e preciso que faz�-lo sozinho.

N�o sei se vai me encontrar, quando voltar.

Por favor, esteja aqui.

VIENA 7 DE DEZEMBRO DE 1964

Muitas pessoas querem saber onde fica a casa de Simon Wiesenthal,

- mas n�o informamos a ningu�m. - Tenho que falar com ele. � urgente.

� sempre urgente. Lamento.

Sabe, al�m do Eichmann,

o Wiesenthal levou muitos criminosos de guerra � julgamento.

S�o milhares de raz�es para termos cuidado.

Olhe, est� vendo aquilo?

S�o todos endere�ados ao Wiesenthal.

Mas n�o ser�o entregues, enquanto n�o forem verificados.

Verificados, porque? Bombas?

Deixamos isso para a pol�cia.

Eles sabem o que procurar.

Talvez queira ver as minhas credenciais.

Credenciais?

IMPRENSA

"Herr" Bichler, este senhor quer ir embora.

Acompanhe-o at� a porta, sim?

Tome cuidado, antes que a pol�cia comece a se interessar por voc�.

Claro que ningu�m vai te dizer! O que esperava?

O que voc� quer do Simon Wiesenthal?

Tenho que falar urgentemente com ele. Sabe onde ele mora?

Posso consegui-lo.

Mas, Peter, esta � a �ltima vez em que vou ajud�-lo.

Me ligue �s tr�s, e lembre-se de que isso � confidencial.

Que foi?

O meu amigo jornalista, telefonando de Viena.

Sim? Passe a liga��o.

Acabo isso depois.

Sim, estou ouvindo.

N�o, fez bem em telefonar.

Fique perto do Braun, at� que eu organize as coisas.

Me d� o n�mero do Dr. Schultz, em Viena.

"A senha � 432, Herr Deilman. "

E o n�mero � 51-72-65.

O- D -E -S -S -A.

A organiza��o de velhos membros da SS.

Foi formada no fim da guerra,

para ajudar os homens da SS a fugirem.

Para tira-los da Alemanha, e dar-Ihes novas identidades.

Milhares receberam documentos falsos.

Esta guerra j� acabou h� 20 anos.

Mas a Odessa cresceu, como uma teia de aranha.

Espalha-se por muitos pa�ses:

Argentina, Egito, Espanha, Paraguai.

E a sede, atualmente,

� na Alemanha.

Depois da guerra, eles come�aram a se...

infiltrar em tudo, na vida p�blica.

Com�rcio, ju�zes, advogados,

no governo local, e at� na pol�cia.

Isso requer muito dinheiro.

Dinheiro?

Eles t�m milh�es!

Pouco antes da queda da Alemanha, a SS mandou para o exterior

uma grande quantidade de ouro e obras de arte.

Boa parte est� em cofres...

de bancos su��os, em Zurique.

Sim, eles tem mais do que o suficiente.

Reconhece estes?

Os membros do Departamento da Pol�cia de Hamburgo.

Agora abra o papel.

SS,

e esses dois, Odessa.

Interessante, n�o � mesmo?

H� milhares deles � solta.

Ent�o, o que tem o Roschmann de especial?

"Herr" Wiesenthal,

o senhor leu o di�rio.

Roschmann, Edward, arquivo azul.

Ou seja, criminoso � solta.

O Roschmann foi capturado pelos ingleses...

em 20 de Dezembro de 1947, em Graz.

Foi enviado para Munique num trem, sob escolta.

Fugiu dos guardas durante uma ida ao toalete.

Eles arrombaram a porta, mas a janela estava aberta...

e o Roschmann tinha desaparecido.

Encontraram o rastro dele na neve.

Estava ferido.

Mas fugiu, e contatou a Odessa.

Deram-Ihe um destes.

- Um passaporte? - N�o � um passaporte normal.

� um passaporte falsificado, para integrantes da Odessa.

E com ele, uma nova identidade.

Uma nova certid�o de nascimento, um novo emprego, uma nova vida.

A prop�sito, este n�s confiscamos.

Encontre o homem que faz isso...

e estar� mais perto de encontrar o Roschmann.

Eu nem sequer sei como � a apar�ncia dele.

Roschmann.

- Quando foi tirada? - H� nove anos. Na Am�rica do Sul.

O homem que tirou a foto disse que ele mancava.

Provavelmente, foi quando caiu do trem.

Me empresta?

Vou tirar uma c�pia.

312, por favor. Vou embora hoje.

"Herr" Miller? "Herr" Peter Miller?

- Sim. - Ser� que podemos conversar?

- Talvez no seu quarto? - Podemos falar aqui.

Claro. Meu nome � Schmidt. Dr. Schmidt.

- O que voc� quer? - Podemos sentar?

� um hotel muito agrad�vel.

- Me parece muito bom. - O que o senhor deseja?

Disseram-me que � jornalista.

Com a reputa��o de ser muito meticuloso, muito tenaz.

Alguns amigos meus ouviram dizer que est� investigando...

acontecimentos muito antigos.

- Refere-se � Edward Roschmann, n�o �? - Sim.

- Certamente. - E depois?

Edward Roschmann est� morto!

- N�o sabia isso. - Claro que n�o.

N�o tinha como saber.

Pensei em mencionar isto, pois n�o queria que perdesse o seu tempo.

Diga-me uma coisa, quando � que ele morreu, precisamente?

Em Maio de 1945, combatendo o avan�o americano.

Lamento. Ter� que fazer melhor que isso.

O Roschmann foi capturado pelos ingleses em Dezembro de 1947.

Os seus amigos n�o o informaram bem, quando lhe deram este recado?

Esque�a esta investiga��o!

O Roschmann foi visto vivo este ano em Hamburgo.

Nunca foi confirmado. Acabou de confirmar.

Bom dia, "Herr" Dr. Schmidt.

- Fique onde est�! - As chaves do carro.

Pela �ltima vez:

O que sabe sobre a Odessa?

Apenas o que o Simon Wiesenthal me contou.

Porque � que depois de falar com o Wiesenthal...

procurou Ferdinand Schultz?

O Dr. Schmidt. Ele apresentou-se como Dr. Schmidt...

e eu n�o o procurei.

Ele � que me ligou!

David, d�-nos 15 minutos, e arrancaremos a verdade.

Estou dizendo a verdade.

o que contei � a verdade.

Diz que ele o amea�ou.

Sim.

Porque?

N�o sei porque.

Por causa do seu interesse neste di�rio.

Sim!

O Peter Miller foi visto em Viena, pela �ltima vez, h� dois dias.

Um dos nossos camaradas falou com ele no hotel.

Depois, o perdemos, completamente.

Quem era o respons�vel?

Eu sou o respons�vel!

Aqui est� a informa��o.

A casa da namorada dele, o apartamento de Miller, em Hamburgo.

H� tamb�m uma lista das pessoas que est�o � sua disposi��o.

Informe-me sobre onde ele est�, sobre todos os seus movimentos.

N�o o ter�amos chamado, se n�o fosse muito importante.

E quando eu o encontrar?

Mate-o!

Porque est� fugindo?

- Porque tem medo? - Deixe-me em paz. Est� me machucando.

Me diga, onde est� o seu namorado.

- N�o sei. - Pare de mentir.

Onde � que ele est�? Onde est� Miller?

- Em Viena. - Sei que ele n�o est� l�.

Saiu de l� fazem cinco dias.

- Para onde ele foi agora? - Se soubesse, n�o lhe diria.

N�o quero que me entenda mal.

Onde est� Miller?

Pare! Me deixe entrar, r�pido.

O que houve?

Fui atacada por um homem.

Onde mora? Eu te levo em casa.

Obrigada.

Disse-Ihe que somos do servi�o secreto israelita.

Tamb�m tenho que lhe dizer que tentamos duas vezes...

nos infiltrar na Odessa.

A quest�o �: At� onde voc� iria para encontrar este homem?

Arriscaria a sua vida?

J� estou arriscando.

A sua melhor chance de encontr�-lo...

seria entrando para a Odessa.

Teria algumas vantagens sobre os outros dois.

Quem s�o elas?

Em primeiro lugar, voc� n�o � judeu, e...

Que fim levou os outros dois?

Encontramos um afogado, no Rio Elba.

O outro desapareceu, sem deixar vest�gio.

Mas aprendemos muito com os nossos erros.

Os nossos contatos, agora, s�o melhores do que eram.

Um deles � especialista em todo o procedimento da SS.

Ele vai lhe dar informa��es precisas.

Confiam nele?

Tanto quanto confiamos em voc�.

- O que v�o ganhar com isso? - Informa��es sobre a Odessa.

Todas as informa��es que puder nos dar.

Est� bem, vou fazer isso.

Tomou a decis�o correta.

Vamos come�ar. Temos muito o que fazer.

Vamos come�ar com o Hartstein, no Hospital Geral de Bremen.

SE��O DE ARQUIVOS

Quero a ficha m�dica de Rolf Gunther Kolb.

Kolb?

Cl�nica Arcadia - Delmenhorst

Quando � que o Inspetor Braun volta?

Talvez na pr�xima semana. Est� em uma dilig�ncia.

Tem algu�m com quem voc� possa ficar, por alguns dias?

A m�e do Peter, mas ela mora em Ahrensburg.

De qualquer forma, n�o quero incomod�-la.

Voc� n�o deve ficar sozinha.

Posso arrumar algu�m para ficar com voc�.

- Acho que n�o quero um estranho... - Uma policial feminina.

Vai sentir-se segura com ela.

- Acha mesmo que � necess�rio? - Se n�o achasse, n�o ia sugerir isso.

Ir� o mais r�pido poss�vel.

N�o saia, a n�o ser que seja essencial.

Fique longe do "club", e n�o perca contato.

E avise-nos, se tiver not�cias do seu namorado.

- Nome? - Rolf Gunther Kolb.

- N�mero da SS? - 6-2-1-8-0-2.

- Patente? - Unterscharf�hrer.

- Unidade? - 22� Batalh�o Especial da SS,

ligado ao Campo de Concentra��o de Flossenb�rg.

Diga-me, unterscharf�hrer Kolb, o que � um ariano?

� um invenc�vel! O chefe escolhido pela natureza!

Qual a expectativa de vida de um preso, em um campo de concentra��o?

De um dia, a nove meses.

- Quando � que se alistou? - Em Janeiro de 1944.

Quem era o comandante no Campo de Concentra��o de Flossenb�rg?

O Major Max Koegel.

- Qual � o lema da SS? - "A lealdade � a minha honra. "

- E do campo? - "H� uma estrada para a liberdade.

"Os seus marcos s�o obedi�ncia, esfor�o, honestidade, ordem,

"higiene, jejum, verdade, capacidade...

- "de sacrif�cio e o amor pela P�tria. " - Muito bem, unterscharf�hrer Kolb.

Como podemos ter lucros com a morte de um prisioneiro?

Atrav�s da utiliza��o comercial do cad�ver.

Obtura��es de ouro, roupa, cabelo.

Mas todos os corpos significam a perda de dois marcos,

devido ao custo da crema��o.

N�o vamos poder usar maquiagem, pois eles podem perceber.

- Mas temos que envelhec�-lo dez anos. - Por favor, venha para a luz.

Est� vendo, ele tem as fei��es e a pele jovem.

Ok, sem a maquiagem, mas posso fazer alguma coisa ao redor dos olhos.

- Sinto, mas como eu disse... - O bigode est� �timo.

O Kolb tinha tatuado o escudo da SS,

que teria de ser retirado se estivesse fugindo.

Por isso, tem que ter uma cicatriz.

- Compreendo. - Oster, vamos fazer isso agora.

Tire o casaco.

Levante o bra�o.

Feche a m�o e aperte-a ao m�ximo.

A primeira coisa que v�o procurar � a cicatriz,

exatamente como eu fiz.

Porque tenho que aprender isso com tanta precis�o?

O Kolb j� n�o est� na SS h� mais de 20 anos!

Agora � padeiro, n�o um soldado.

Pegue na arma.

� um homem de 40 anos, recuperando-se de um tumor.

Isto � uma loucura! Para mim chega. Estou cansado.

O que estou ensinando pode salvar a sua vida.

Pegue nessa arma.

Preciso de mais duas semanas.

- Ele n�o est� preparado. - N�o temos mais tempo.

- Ele est� preparado. - Mas, David...

- Posso entrar? - Eis aqui o nosso novo homem.

- Como se sente? - Assustado.

- � agora. - Sa�de!

Tome algum dinheiro.

A carteira de motorista e o rel�gio que pediu.

Esta � uma carta escrita pelo seu patr�o Eberhardt...

na padaria, com o timbre dele.

Ele est� de f�rias durante tr�s semanas, n�o v�o conseguir encontr�-lo.

Voc� tem esse tempo.

Tr�s semanas.

Sabe qual � o seu contato em Munique, mas o Ackermann � esperto.

Lembre-se da Cruz de Ferro, e n�o se esque�a de pegar no punhal.

- Posso ajud�-lo? - Tem condecora��es de guerra?

Estou interessado numa Cruz de Ferro, 2� Classe. Uma original.

Para recorda��o?

Para a minha cole��o.

2� Classe.

N�o tem a su�stica no meio.

S� podemos vender essas.

Exceto pros amigos, "Herr" Ackermann.

Pediram-me que lhe desse isso.

Um momento, por favor.

Os turistas americanos as compram para abrir cartas.

Acho que talvez possa ajud�-lo. Quer entrar?

Sim?

O meu nome � Kolb.

Entre, por favor.

Descreva o seu uniforme.

Uma t�nica e cal�a verdes acinzentadas.

- Botas de cano alto e cinto preto de couro. - 22� Batalh�o?

Sim, senhor. Ligado ao Campo de Concentra��o de Flossenb�rg.

Posi��o de sentido.

Esta carta diz que esteve no hospital.

Tive um tumor no est�mago, senhor.

Continue.

Estava fazendo exames e o enfermeiro n�o tirava os olhos de mim.

Reconheci o seu rosto.

Me lembrei que ele foi prisioneiro em Flossenb�rg.

E ent�o?

Ele era um dos judeus que n�s mandamos queimar os corpos do...

Almirante Canaris e de outros que matamos...

pela tentativa de assassinato do F�hrer.

Foi um dos carrascos de Canaris?

Comandei o pelot�o de fuzilamento.

Depois ele viu isto, o meu escudo da SS.

Eu o queimei.

Deixe-me ver.

N�o me preocupei porque n�o pensei...

que algu�m se interessaria por um sargento.

Agora est�o falando do Canaris e dos outros...

como se fossem her�is.

- Foram traidores, porcos. - Basta!

Em que hospital esteve internado?

No Geral, de Bremen.

Qual enfermaria?

Princesa Louise.

O enfermeiro, qual o nome?

Hartstein.

Estive em Flossenb�rg, v�rias vezes.

Conheci bem aquilo.

N�o me lembro de voc�.

N�o.

Parece nervoso.

Est� nervoso?

Tenho estado preocupado nestas �ltimas semanas.

Est� certo. E depois, o que houve?

Fui transferido para uma clinica terap�utica.

Qual?

A Cl�nica Arcadia em Delmenhorst.

Ent�o, recebi um telefonema an�nimo,

muito s�rio,

avisando que esse judeu dissera ao Promotor P�blico quem eu era.

- Tive que desaparecer. - E o seu patr�o Eberhardt?

Foi me visitar, na cl�nica.

Quando lhe contei o que aconteceu, ele se ofereceu para me ajudar.

- Me deu essa carta. - Porque ele mesmo n�o nos contatou?

Talvez n�o quisesse tratar desse tipo de assunto por telefone.

Ele est� viajando, de f�rias.

Sim, n�s verificamos.

Um cruzeiro para as �ndias, muito agrad�vel, nessa �poca do ano.

Sim, senhor.

Quero estes n�meros de telefone.

Vista seu casaco.

Azar, n�o �?

Como?

Dos 16.000 presos em Flossenb�rg,

s� sobreviveram 700,

e voc� acabou sendo descoberto por um deles.

Sim senhor. Foi azar.

Unterscharf�hrer Kolb, vire-se de frente para mim!

Recebeu o seu punhal?

Sim, senhor. Do Major Max Koegel.

Tem uma inscri��o na l�mina.

"Sangue e honra. "

Diga-me, como eram as comodidades em Flossenb�rg?

- As comodidades? - As instala��es.

Duas casernas, um gin�sio, uma loja de guarni��o, um bordel...

Que todos usavam?

N�o. Os oficiais tinham um, exclusivo para eles.

Quando olhava para cima de qualquer lugar do campo, o que via?

O c�u.

N�o seja est�pido!

Quando olhava para cima?

Refere-se ao castelo em ru�nas na colina, onde se guardavam os c�es?

Sente-se.

Hospital Geral de Bremen?

A enfermaria chefe Louise, por favor.

Falo do Departamento de Seguran�a Social, Se��o de Pens�es.

Quero confirmar se t�m um enfermeiro...

chamado Hartstein.

Sim, temos um Jacob Hartstein.

Obrigado.

Por favor, transfira para a Se��o de Arquivos.

Sim, Rolf Gunther Kolb.

O tumor dele reagiu ao tratamento.

Foi transferido para uma clinica terap�utica.

Pode me dizer qual?

Claro, para a Cl�nica Arcadia, em Delmenhorst.

Obrigado.

Cl�nica Arcadia.

Kolb?

Sim, um momento, por favor.

- H� algum problema? - J� vamos saber.

Al�, fala o Dr. Reitlinger. Posso ajud�-lo?

Gostava de saber de um paciente chamado Gunther Kolb.

Ainda est� internado a�?

Ele saiu na semana passada.

Estava bem melhor.

Foi um prazer. Adeus.

O seu tumor parece ter melhorado.

Agora, j� n�o sinto muitas dores.

Precisar� de uma nova identidade.

E de um passaporte novo.

Vou envi�-lo a um dos nossos em Bayreuth.

O nome dele � Klaus Wenzer.

� um especialista neste tipo de coisas.

Provavelmente, o melhor.

Quando ele lhe arranjar os documentos,

ir� mand�-lo a algu�m que lhe dir� o que fazer em seguida.

Leve "Herr" Kolb � esta��o, e providencie para que ele tome o trem para Bayreuth.

- N�s pagaremos a passagem. - Muito gentil da sua parte.

N�o se preocupe. Um dia, iremos lhe pedir para nos ajudar.

- Temos que nos ajudar uns aos outros. - Sim, senhor.

O trem para Bayreuth parte daqui a meia hora, na plataforma tr�s.

- Eu espero com voc�. - Por favor, n�o se incomode.

Obrigado.

Sim?

Sigi?

- � o Peter? - Quem fala?

Um momento, vou cham�-la.

� o Peter no telefone.

- Porque n�o me ligou? - � o que estou fazendo.

- Peter? - Sigi?

- Peter! - Sigi, � voc�?

Claro que sou eu. Onde est�? A liga��o est� p�ssima.

Estou bem. � bom ouvir sua voz.

Quem era aquela mo�a?

Fui atacada no t�nel de Elbe, e pedi prote��o � Pol�cia.

N�o consigo ouvir voc�.

- Voc� est� bem? - N�o, n�o estou bem.

Estou zangada, e com medo, e quero que venha para casa.

- Onde voc� est�? - Estou na Esta��o de Munique.

Tenho umas coisas para fazer, mas n�o vou me demorar.

Que faz na Esta��o de Munique?

- Quero que volte para casa. - Quem era aquela mo�a?

N�o posso ouvir.

- Peter! - Tenho que ir.

Te amo.

Tem certeza que a garota ouviu bem?

Na Esta��o de Munique, a cerca de uma hora atr�s?

Isso � muito bom. Obrigado.

Sim?

Fala o Werner. Temos um problema e precisamos de sua ajuda.

Estamos procurando algu�m chamado Miller.

Ele esteve na Esta��o de Munique h� uma hora,

telefonando para Hamburgo.

S� um momento.

Fredriech?

Sim?

Disse que o "Herr" Kolb deu um telefonema da esta��o?

Sim, "Herr" Bayer, antes de entrar no trem.

- Desculpe, "Herr" Wenzer? - Sim?

Rolf Gunther Kolb.

Sim, estava te esperando.

Acabaram de me telefonar, avisando que viria,

mas n�o esperava que chegasse t�o depressa.

- N�o quer ler a carta? - Sim. A carta.

Venha ao escrit�rio.

- H� quanto tempo est� aqui? - Vim direto da esta��o.

Muito bem. Tem carteira de motorista?

Desculpe, devia lhe oferecer um cigarro, mas n�o fumo.

Acho que fumar faz mal � sa�de,

por isso n�o fumo e nem bebo. - Eu tamb�m n�o fumo.

N�o, claro que n�o.

Vou ter que ficar com isso.

Desculpe-me.

Por favor, fique � vontade.

� minha m�e. Est� muito doente.

Ela devia estar no hospital, mas, sabe como eles s�o.

- N�o v�o dar a mesma aten��o que eu. - N�o, claro que n�o.

Minha m�e e eu sempre fomos muito unidos.

Quanto tempo vai levar para os documentos ficarem prontos?

Depende. Primeiro, preciso das fotos.

- O fotografo viajou. - � urgente.

Sim, claro.

Mas, tamb�m h� muitos detalhes t�cnicos.

Precisa ficar no hotel at� segunda.

Fique no Excelsior, n�o � longe daqui.

N�o � nada de especial, mas � confort�vel, e ficar� seguro l�.

- Tem que ter paci�ncia. - Imprime tudo aqui?

- Sim, tudo aqui. - Quando vou te ver de novo?

Segunda pela manh�, as dez horas.

Talvez nos vejamos no fim-de-semana.

- Para falar dos velhos tempos. - Lamento.

� dif�cil com a minha m�e.

Claro que compreende.

Fica a 300 metros, descendo a rua, � esquerda.

At� segunda, �s dez.

- J� foi embora? - Sim, m�e. J� foi embora.

Um dia, v�o fazer com voc�...

o que fizeram ao seu pai.

N�o foram eles, m�e.

Mataram-no, quando n�o era mais �til.

Mataram-no.

- O papai morreu num acidente de carro. - E eles v�o te matar assim.

Voc� sabe muito. Como ele.

Ainda faz como eu lhe disse?

Fa�o, m�e. Sempre.

E n�o hesitaria em usar isso se tiver problemas.

N�o precisa se preocupar.

- Al�? - Kolb?

Fala o Wenzer.

Consegui um fot�grafo.

Ele pode estar aqui em uma hora, e tirar sua foto ainda hoje � noite.

Hoje � noite?

Afinal, voc� disse que era urgente, e eu tive muito trabalho.

Mas, j� passa da meia-noite.

Tivemos sorte, ele s� viaja amanh� de manh�.

Venha agora. Acho que deveria vir.

Est� bem, estou indo para a�.

Ainda bem. Nos veremos daqui a hora.

Que fa�o agora?

N�o quero voc� aqui, quando ele chegar.

- Mas n�o posso deixar minha m�e. - Eu tomo conta de sua m�e.

Tenho muito jeito com doentes.

- Volte pela manh�. - Porque n�o posso ficar em casa?

Pode ter sangue.

E se acontecer alguma coisa � minha m�e, enquanto eu n�o estiver aqui?

N�o discuta.

Est� bem.

Vou s� subir para dizer a ela que n�o se preocupe.

Tem 15 minutos.

Perd�o?

Queria dar um telefonema.

Posso ver a lista?

- Local ou nacional? - Local.

Apague a luz.

Deixe a porta aberta.

Obrigado.

"Ave Maria, cheia de gra�a. Bendita sois v�s entre as mulheres,

"bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

"Santa Maria, M�e de Deus, rogai por n�s pecadores,

"agora e na hora da nossa morte... "

Quem �?

Padre, precisa rezar uma missa pelo meu filho.

Eles j� mataram o Viktor, e agora, v�o matar meu Klaus.

Eu sei, padre.

Quem vai matar o Klaus?

A Odessa.

- Onde est� o Klaus? - Escondido deles.

- Onde? - Ele n�o me abandonaria. Vai voltar.

Se eles o amea�arem, ele usa o arquivo.

Que arquivo?

No cofre. Para prote��o.

- O Klaus vai precisar do arquivo. - Sim.

- Assim, eles n�o v�o lhe fazer mal. - Posso levar o arquivo comigo.

O Klaus precisa de prote��o.

Qual � o segredo do cofre?

Diga-me. Eu vou buscar o arquivo.

- O telefone... - N�o, o telefone, n�o.

O cofre.

�ltimos quatro n�meros do telefone...

NOVA IDENTIDADE: HANS JOSEF KIEFEL

- Al�? - Apenas ou�a, e n�o fa�a perguntas.

Quero que fa�a uma coisa. Algo muito importante.

N�o pode contar a ningu�m, entendeu?

Nem a minha m�e, nem a ningu�m.

Sim, entendo.

Sim, com muito prazer

Passaremos um belo dia juntas.

Devia ter deixado que eu atendesse. Quem era?

A m�e do Peter. Ela vem nos visitar na quinta.

Sigi, o que voc� est� fazendo?

Sigi! Abra essa porta!

� um de cinquenta.

- Tenho todos. - Como os conseguiu?

O Wenzer n�o confiava nos colegas.

Fez um dossi� para se proteger, caso eles se virassem contra ele.

Sim, e onde est� o resto do arquivo?

Eu o tenho em seguran�a, em algum lugar.

E se eu o entregasse agora, j� n�o precisariam mais de mim,

e poderiam ir atr�s do Roschmann sozinhos.

O nosso acordo era que eu ia tratar do Roschmann sozinho.

E se voc� falhar?

J� cuidei disso.

Se alguma coisa me acontecer, ir�o receber o arquivo.

Mas, se voc� n�o vai entreg�-lo agora, porque foi que veio aqui?

Quero o meu carro, as minhas roupas, e mil marcos para as despesas.

E quero o di�rio do Tauber de volta.

HEIDELBERG 9 DE JANEIRO DE 1964

Quem est� a�?

Sou eu.

Tem algu�m com voc�?

S� o porteiro. Abra a porta.

Obrigado.

Talvez seja melhor desfazer as malas.

Sim, vou fazer isso.

Bem, agora j� sabe de tudo.

Tudo mesmo, eu juro.

Porque n�o me contou logo?

Porque n�o confiou em mim?

Acho que deveria ter confiado.

Que horas s�o?

� tarde. Tenho que ir.

T�o cedo?

A abertura oficial da Feira Kiefel Electric...

� as dez horas.

- Tenho medo. - N�o se preocupe.

Ou�a com aten��o.

Se eu n�o voltar at� amanh� de manh�,

se, por alguma raz�o, eu me atrasar,

quero que pegue o trem para Munique.

Esta � a chave de um dos guarda-volumes da esta��o.

Tem um n�mero.

O dossi� est� no guarda-volumes.

Quero que v� direto para Viena, a entregue-o a Simon Wiesenthal.

Essa carta � para ele. O endere�o est� no envelope.

Aqui tem algum dinheiro.

N�o fique nervosa. � s� por precau��o.

Em nome da Kiefel Electric, Hans Josef Kiefel d� as boas-vindas...

aos nossos convidados especiais, e � imprensa, para uma demonstra��o...

do nosso moderno equipamento eletr�nico.

Primeiro, temos o prazer de receber nosso distinto convidado de honra,

que abrir� a feira.

Raimond, quando "Herr" Deilman chegar, mande-o subir, imediatamente.

Muito bem.

Largue esse telefone!

Afaste-se da mesa!

Mais.

A� est� bom.

A pol�cia est� l� fora, mas, nem tente cham�-la.

N�o penso em cham�-la.

O que voc� quer?

O meu nome � Peter Miller, e o seu, � Edward Roschmann.

Feche as cortinas.

Agora, as outras.

Ficou manco quando fugiu dos ingleses, em 1947, n�o foi mesmo?

Quando pulou do trem.

N�o sei do que voc� est� falando.

Eu sou Hans Josef Kiefel, e quem era o homem...

Riga, estou falando de Riga,

onde voc� foi o respons�vel pelo assassinato...

de 80.000 homens, mulheres e crian�as, "Herr" Comandante!

Importa-se que eu fume?

Por favor, n�o cometa o erro de n�o me levar a s�rio.

Eu o levo a s�rio.

N�o houveram oitenta mil exterm�nios em Riga.

Nem mesmo, setenta mil.

Setenta, sessenta mil. N�o importa quantos voc� matou?

Afaste-se da�.

A quest�o n�o � essa.

N�o importa. Nem agora, nem naquela hora.

Veja, meu jovem, n�o sei por que veio atr�s de mim, mas posso adivinhar.

Algu�m esteve enchendo a sua cabe�a...

com um monte de mentiras sentimentais, sobre os chamados crimes de guerra.

� tudo mentira. Quantos anos tem?

J� cumpriu o servi�o militar?

J� deve ter cumprido.

Sabe como � o ex�rcito?

Um soldado recebe ordens, e tem que cumpri-las.

N�o se questiona se s�o certas, ou erradas.

Voc� sabe disso t�o bem quanto eu. Eu s� cumpria ordens.

N�o se compare a um soldado. Voc� foi um carrasco.

Para ser mais claro, um genocida, um assassino.

- N�o me chame de assassino! - N�o se compare a um soldado.

Como se atreve a me chamar de assassino!

Eu fui soldado. Todos �ramos. Como os outros.

Voc�s, os jovens alem�es, n�o sabem, n�o querem saber como era.

Ent�o, conte-me. Quero ouvir o seu ponto de vista.

- Quer ouvir? - Como foi?

Como foi?

Foi como se o mundo fosse governado por n�s.

Porque n�s governamos, mesmo, o mundo, n�s, os alem�es.

Derrotamos todos os ex�rcitos que nos enfrentaram.

Durante anos nos olharam com superioridade, e mostramos...

a todos que n�s �ramos um grande povo...

e ainda somos um grande povo!

E n�s, da SS, �ramos a elite.

Claro que, agora, nos perseguem.

Primeiro, os aliados, e, agora, as velhotas de Bonn.

Eles querem nos esmagar, querem esmagar a grandeza da Alemanha,

que continuamos a representar. Por isso, dividiram o pa�s.

Voc�s, jovens de hoje,

n�o percebem o que significa ter orgulho em ser alem�o.

J� n�o falam pela Alemanha.

N�o? Olhe a sua volta para a juventude de hoje.

Fortes e saud�veis. Viris. Uma nova gera��o.

E quem criou esta nova gera��o?

Fomos n�s, exterminando os doentes e os inferiores.

Olhe para voc�.

Forte e saud�vel. Viril. Louro, de olhos azuis.

Foi para isso que n�s trabalhamos.

E conseguimos!

Ao inv�s de nos agradecer, nos agridem dessa forma.

Sente-se na cadeira.

Pode me apontar uma arma, mas estamos do mesmo lado.

O mesmo destino. O mesmo povo.

Porque se importa com o que aconteceu a alguns judeus?

Guarde a arma, meu jovem, e v� para sua casa.

Eu disse: "sente-se. "

Ponha as m�os sobre os bra�os.

Olhe, a Alemanha foi esmagada em 45.

E agora, estamos nos reerguendo. Devagar, e de forma segura.

E qual � a causa disso?

A disciplina! Disciplina e obedi�ncia.

Disciplina e obedi�ncia r�gidas, quanto mais r�gidas, melhor.

Est� vendo isso?

A casa, a propriedade, a Kiefel Electric,

produzindo energia e for�a, todos os dias.

A minha f�brica, e centenas de outras como ela. Quem acha que fez tudo isto?

Fomos n�s! Devia ser mais agradecido, meu jovem.

Devia ser mais realista.

Devia reconhecer os novos fatos.

A prosperidade da Alemanha de hoje...

tem a ver com milh�es que trabalham muito, e nunca mataram ningu�m.

Isso s�o mentiras!

Voc� se lembra de um homem chamado Tauber?

- De quem? - De Salomon Tauber.

Ele era alem�o e judeu.

Um dos seus prisioneiros em Riga. Tente lembrar-se dele.

N�o me lembro dos nomes de todos os prisioneiros.

Ele morreu em Hamburgo, em Novembro.

Suicidou-se com g�s. Est� ouvindo?

Se eu tiver que ouvir...

Sim, voc� precisa ouvir.

Est� bem, estou ouvindo.

- Ele deixou um di�rio. - E foi por isso que veio?

Por causa de um di�rio de um velho judeu?

O di�rio de um morto n�o prova nada.

H� uma data no di�rio, voc� se lembra dela?

Algo que aconteceu nas docas de Riga,

em 11 de Outubro de 1944.

E depois? Ele me bateu.

Desobedeceu �s minhas ordens.

Eu tinha o direito de embarcar.

Foi este homem que matou?

- Como posso saber? Foi h� 20 anos. - Foi este homem?

Est� bem! Foi esse homem. E da�?

Era o meu pai.

O seu pai.

Ent�o, n�o veio por causa dos judeus.

Compreendo.

N�o, n�o compreende!

O que voc�s fizeram para aquelas pessoas...

enojou toda a humanidade.

- Mas, estou aqui pelo meu pai. - E como pode saber?

Como pode saber, atrav�s desse di�rio,

que esse homem era, mesmo, seu pai?

11 de Outubro, a mesma data, o mesmo lugar.

A Cruz de Cavaleiro, com o ramo de folhas de carvalho,

a condecora��o mais alta por bravura. Dada s� a poucos capit�es.

A mesma patente, a mesma condecora��o, o mesmo homem!

Eu nem sequer me lembro.

N�o vai me matar. N�o pode.

Voc� me chamou de assassino.

Mas, me matar faria de voc� um assassino, tamb�m.

Qual a diferen�a?

N�o estaria matando um homem.

- Estaria matando... - Olha, eu s� fui comandante...

at� Novembro de 1943. Depois veio outro homem.

Krause. Ele assumiu o comando. Kurt Krause.

- Ele � que os matou. N�o fui eu. - Eu sei quem voc� �.

Olha, eu concordo com voc�. Foi horr�vel, mas...

n�o fui eu, eu nem sequer conseguia atirar bem.

Se me matar, vai estar matando o homem errado.

Voc� � asqueroso.

Estou lhe dizendo, foi o Krause!

Pode dizer isso ao povo alem�o.

- Eu vou Ihes dizer. - Voc� n�o vale uma bala, sequer.

Eu at� tenho provas do que lhe digo, uma mulher me escreveu de Nova lorque.

S� fui comandante durante 11 meses, sem um s� enforcamento, ou fuzilamento.

Mas, por que?

Fui detido durante tr�s semanas, e depois libertado.

Fiquei confuso por n�o ter sido acusado de um crime grave.

N�o sabia o que tinha acontecido, enquanto estive detido.

Devido ao registro meticuloso do Wenzer, sobre a Odessa,

agiram, imediatamente, para levar muitos criminosos de guerra perante a justi�a.

Na primeira semana de fevereiro de 1964,

incendiaram os laborat�rios de pesquisa da Kiefel Electric.

Suspeitaram de inc�ndio criminoso, apesar de nunca ter sido provado.

Mas os foguetes de Helwan, do Nasser, nunca voaram.

Finalmente, na primavera, o velho Marx esteve...

no Muro das Lamenta��es, em Jerusal�m, rezando...

pela alma do seu bom amigo, Salomon Tauber.

"N�o sinto �dio, nem amargura, em rela��o ao povo alem�o. "

"Os povos n�o s�o maus. " "S� os indiv�duos s�o maus. "

"Se, ap�s a minha morte, algu�m encontrar, e ler esse di�rio,

que um amigo qualquer reze o Kaddish por mim. "

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