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Sabe que o seu amante foi condenado.
- Foi condenado por quê? - Homicídio negligente.
- Pode explicar? - Infelizmente não.
- Que raio fazem? - Defendemo-nos como sabemos.
Saber do vosso caso faz do Dawid o principal suspeito.
Achas que somos culpados?
Como raptou alguém a menina e para quê?
- Não sei. - Confias neles?
Assim não nos apanhavam desprevenidos.
Preocupavam-me mais os média.
Conheces as estatísticas. Não queremos uma perda.
Desapareceu outro residente de Sajenek.
Antoni Ekiel. Suspeito que ele ajudou o Sakrat a desaparecer.
Levem-no para interrogatório.
Pode ser difícil, sargento. Está a flutuar no lago.
Mesmo condenado na Bielorrússia, ele fazia contrabando?
Cerca de 15% dos cigarros na Polónia são contrabandeados.
Usou o carro do Ekiel.
Vou levá-lo até à fronteira.
- A Guarda está a chegar. - Como sabes?
- Porque lhes telefonei. - Uma rusga.
Preciso que localizes o telefone do Oryński!
- Não consigo. - Eu vi-o na televisão.
Dá-lhe uma tareia!
- Que raio fazes aqui? - Sakrat Tatarnikow.
- Ele raptou uma menina. - Não sabia da miúda.
Não traficamos pessoas.
Apanha-me nas bombas de Lebiedzin.
- O que fazes aí? - Sei do Sakrat.
Apaixonaste-te por ela.
- Preciso de um motorista. - Não me matam?
Calma, todos viram com quem vieste.
O Sakrat é culpado e eu também?
- Quantos anos tens? - Crês que somos inocentes?
- Ouves? - Abranda!
- Que se passa? - Tens um rádio?
Alcança dezenas de quilómetros.
- Vês o que aconteceu? - Sim.
Móvel. O que se passa com a ambulância a abrir para Zagórze?
Um acidente, amigo. Um SUV de luxo bateu contra um camião.
O SUV está desfeito.
Fecharam a estrada, aguardam o procurador,
aparentemente há uma vítima.
Ei, estás bem?
Táxi... Arranja-me um táxi!
EPISÓDIO QUATRO
Está cá a ambulância da DK8?
- Sim. - Diga-me o que aconteceu.
- É da família? - Por favor...
Uma vítima em estado crítico, a outra em choque.
Disseram que havia uma vítima.
Dizem muitas coisas na rádio.
Vítimas mortais, estradas fechadas e engarrafamentos.
- Quero vê-las. - Não pode.
Uma está na cirurgia.
Está bem, senhor?
- É a condutora ou a passageira? - A passageira.
Disse que ela estava... em estado crítico.
Significa que corre risco de vida.
Saberemos mais depois da cirurgia.
Agora vamos tratar de si.
- Como é que ela está? - É da família?
Irmão.
Lidamos com lesões múltiplas de órgãos.
Tratámos a rutura do baço e estancámos a hemorragia,
mas ela continua em insuficiência respiratória.
Precisa de ventilação mecânica e sedação.
Vai recuperar?
Não há garantias.
- Posso usar o seu telefone? - Claro que sim.
- Estou a chegar. - De onde...
De Kątowniki. Vejo que ligas de Augustów.
Também recebi uma chamada do hospital. Devo chegar em breve.
- Como? - Saí às 5 da manhã.
O híbrido faz a sua parte. Não polui.
O McVay vem de Poznań. Tinha algo para fazer.
A irmã da Chyłka está a caminho. Espera junto ao hospital.
- Também estavas no carro? - Não.
- O que aconteceu? - Longa história.
O acordo era contares-nos tudo, porra!
Porque não soube do acidente por ti?
Perdi o telemóvel.
- Temos de esperar. - Porquê?
A Chyłka autorizou-o o McVay para emergências médicas.
A cirurgia acabou.
Os médicos induziram o coma. Os próximos dois dias são cruciais.
És irmão?
Ou marido?
O que descobriste sobre o caso?
Os Szlezyngier?
É a altura certa?
A Chyłka não te ensinou nada? Vives e respiras o caso!
- Não o pôs dessa forma. - Esquece.
Submetemos uma moção de medidas preventivas.
- Pode ser libertado. - E o plano?
- A Chyłka tinha. - Não to contou?
Não a conhece?
O que interessa isso?
Eles arranjarão outro advogado.
- O Kosmowski? - Conta-lhe tudo.
Eles é que interessam. Temos de manter a continuidade da defesa.
- Como está a Sra. Szlezyngier? - Bem para uma conversa.
Viste-a?
Devia ser o senhor ou o Sr. McVay.
Boa decisão. Traz-me um café, vou à retrete.
- Olá, estou quase a chegar. - Sr. McVay, preciso da sua ajuda.
- Kordian? - Não tenho tempo.
- Mas... - O Zelazny quer o Kosmowski.
- Isso surpreende-o? A Chyłka é... - Compreendo...
- Mas quero assumir a liderança. - Não pode.
Compreendo a sua...
... dúvida, não é uma decisão fácil, mas vale o risco.
Considerando a alternativa.
Sei que não gosta do Kosmowski
e a Chyłka vai-se passar por ter perdido o caso quando voltar...
Vou pensar nisso.
Não se conhecem. Magdalena, a irmã da Joanna,
e Kordian Oryński. A Chyłka é sua mentora.
Como está ela?
Está viva.
- Qual o prognóstico? - Os médicos não dizem.
Pelo menos para já.
Podemos conversar?
Se se trata de reatribuir o caso, pode desistir.
O quê, o Kosmowski?
Talvez devêssemos dá-lo ao Kordian.
Achas que não sei que o idiota te ligou do meu telemóvel?
O que me chateia é que o merdoso quer enganar-nos.
Nós é que pedimos para nos informar.
O caso é mediático.
O Kosmowski é a melhor opção, tem experiência.
- Para além da Chyłka, claro... - Está afastada temporariamente.
Quando acordar e souber que demos o caso ao Kosmowski,
ela vai ficar lívida.
O Kordian é apenas uma solução temporária.
Sê honesto. Não gostas do Kosmowski.
Só tenho em mente o interesse da empresa e dos nossos clientes.
Fico de olho no Oryński.
Não fará nada estúpido.
Até o preparo eu para o julgamento.
- Já disse ao Kosmowski. - Volta atrás.
Está bem.
O merdoso fica com o caso
mas o Kosmowski torna-se sócio do gabinete.
Harry?
Filho...
... o caso é teu.
Mas acabaste de fazer um inimigo
cujo nome, além do meu e do Sr. McVay,
estará na porta do gabinete.
Corre para a tua mentora.
Atualizo a Sra. Szlezyngier e trato da acusação.
Devem fazer acusações em torno do acidente.
Vamos lá.
Hoje superaste-te a ti próprio.
Fazes isto por ti?
Ou por ela?
Normalmente, começaria com os casos mais insignificantes.
Multas, condutores embriagados.
Se liderar o caso até a Chyłka acordar,
talvez possa saltar alguns níveis nesta não tão boa carreira de estagiário.
Bem...
Se não fizeres merda...
Estou feliz que estejas a lutar pelo que é teu.
- Espero que ela também ache. - Pois.
Neste momento, a prioridade é a segunda audiência
e não estás autorizado a substituí-la no tribunal.
Ela tem de acordar e autorizar.
- Empresta-me o telemóvel? - Volto já.
- Que tal, chefe? - Calma, Kormak. É o Kordian.
- Então? - Preciso da tua ajuda.
O que aconteceu?
O Żelazny e o McVay entregaram-me o caso.
Mas preciso de uma procuração assinada.
Onde a arranjo?
Talvez ela tenha assinado uma em branco, por precaução?
- Vou ver o que se arranja. - Grato.
Deixo-te o meu carro.
Mas não te armes em Angelika e não o esbarres, sim?
E arranja umas roupas.
A partir de hoje...
... representas a firma.
Caso surja qualquer problema, telefona-me.
Até à vista.
E o PIN?
Dizem para ler alto.
Os comatosos gostam que falem com eles.
A Asia detesta estes livros.
Hoje andei à toa.
Para não nos tirarem o caso. A ela.
Percebeu a essência da profissão.
Claramente, é igual à Chyłka.
- Deve ter passado por muito. - Porque diz isso?
Não sei, é que...
... são irmãs.
Não crescemos juntas.
Eu fui para a Alemanha com a mãe, ela ficou com o pai.
Fica com ela? Tenho de fazer chichi.
Claro que sim.
"Na página havia apenas uma mensagem de quatro versos.
As duas primeiras linhas fizeram-me sentir perdido.
Não confies nele. E não confies em ti."
- A Angelika? - Entre, conto-lhe pelo caminho.
- Estás bem? - Estou ótima.
Só umas nódoas negras.
- Devíamos ir a uma clínica privada? - Não é preciso.
O que fazes?
Vou-me embora.
Mas... como...
Deram-me alta.
Estás mesmo bem? Talvez devesses ficar em observação.
Quero ir para casa.
Sabemos quando acordará a Chyłka?
Não me interpretem mal, ela é quem é, mas...
tem experiência.
O que queres dizer, Dawid?
Só um dos melhores nos safa desta.
Temos o melhor.
O Kordian sabe tudo sobre o caso e tem apoio total dos superiores.
Entendo a vossa preocupação, mas temos uma estratégia.
Sei o que fazer.
- Não se preocupe com o caso. - Com o caso, não,
com a minha filha.
Ao encontrarmos a Nikola, o caso resolve-se.
Senta-te.
- Ia trabalhar mais um pouco. - Que bom. Eu também.
Uma cerveja.
Podemos definir a nossa estratégia em conjunto.
Qual é, na sua opinião, a melhor maneira de proceder?
- Encontrar a Nikola. - Isso cabe à Polícia.
O nosso trabalho é defender os clientes.
A Chyłka diz-me isso.
Temos de desviar a atenção do Tribunal.
Há coincidências suficientes em torno dos dois
para levantar suspeitas em tribunal.
E para refutar a acusação.
Muito bem.
E como é que convencemos o Tribunal que não foram apenas coincidências?
Wito, um contrabandista.
Ajudou o Sakrat a fugir e jura que não sabia nada sobre a menina.
Poderá ele testemunhar?
Pode contactá-lo?
Obrigado.
Estou muito contente por se encontrar connosco.
Escute...
Nele confio, está à procura da menina.
Mas em si não sei.
Chamo-me Harry.
Wito.
Estamos sujeitos ao sigilo advogado-cliente.
Podes ser tão sincero com ele. Tens a minha palavra.
Está bem. Então, do que se trata?
Queríamos pedir-lhe para vir testemunhar em tribunal.
Cavalheiros, fugir às forças da Lei é um passatempo meu.
Por isso só perguntaremos sobre Sakrat e Ekiel.
Pois sim. E o procurador vai interrogar-me
e vou acabar atrás das grades. Ideia fantástica.
Tem o direito de não responder a certas perguntas.
Então, testemunho ou não?
Só pode é responder a perguntas que não estejam relacionadas com o seu... ofício.
Wito, o que sabes sobre o Sakrat e a sua cooperação com Ekiel
pode ajudar a resolver o caso.
E a exonerar os nossos clientes. Se provarmos que Sakrat esteve envolvido,
talvez a Polícia comece a procurá-la! A vida dela pode estar em risco.
Não sei...
Talvez te possamos ajudar a tomar a decisão certa?
Bem...
Como seria isso?
Que tal uma compensação financeira pelo risco de comparecer em tribunal?
Tudo depende do valor dessa compensação.
E qual seria exatamente o valor que dissiparia todas as dúvidas?
Eu já disse que só podia dar informações
à Polícia ou ao Ministério Público.
Só quero saber se há marcas de estrangulamento no pescoço.
Terá de esperar pelo relatório final da autópsia.
Não entende.
Esse relatório pode exonerar um pai acusado injustamente de matar a sua filha.
Finge que se preocupa e ainda chega aqui de mãos vazias...
"Estou farto de fingir, de ser o único ganha-pão de uma família,
à qual faz falta um verdadeiro homem."
Cerveja não.
Se queres algo mais forte, tens de acordar.
Níveis de stresse aceitáveis?
Depende do que quer dizer.
Sem diarreia, sem vómitos?
Então, são aceitáveis.
Nunca gostei da ideia de fumar antes da audiência.
- Como uma pastilha. - É essa a razão.
As pastilhas tornam a saliva mais concentrada.
Vais descobrir isso na sala de audiências.
A aparência é uma ferramenta importante.
Endireita-te, passada confiante.
Chamo a testemunha Witold Trzciński.
Trinta e seis anos, mecânico de automóveis de profissão.
Sem registo criminal, nenhuma afiliação com o arguido.
Sr. Witold...
... ou prefere Wito?
É indiferente.
Os seus amigos contrabandistas chamam-no Wito, certo?
Não tenho amigos desses.
- Não há ninguém assim nos seus círculos? - O meu círculo é apenas de amigos.
Alguma vez cometeu um crime?
Recuso-me a responder à pergunta com base no...
Artigo 100...
Cento e oitenta e qualquer coisa.
A testemunha não tem de saber os artigos
e a testemunha não é obrigada a justificar a sua recusa em responder.
- Continue. - Meritíssimo.
Os seus pais são vivos?
- Sim. - Estão contentes com as suas atividades?
- Que atividades? - Não sei, diga-nos o senhor.
- Trabalha na sua profissão? - Recuso-me a responder à pergunta.
Meritíssimo, uma pergunta sobre a profissão da testemunha
não preenche os critérios estabelecidos no artigo 183,
do Código Penal.
De facto, não se qualifica.
Responda à pergunta.
Não, não trabalho.
Os seus pais estão contentes?
Não sei o que eles pensam.
Não lhe deram razão para pensar que não estavam contentes?
Isto é o Family Fortunes?
A testemunha é avisada que por violar a solenidade dos procedimentos do Tribunal
pode ser sancionada com uma multa de até 3 mil zloty polacos
ou até 14 dias de prisão.
Claro, Meritíssimo.
Retomo a minha questão.
Eles não lhe deram nenhuma razão para pensar que não estavam contentes?
- Deram. - E qual foi?
- Eles renegaram-me. - Na prática?...
Excluíram-me do seu testamento.
- Tem direito à sua parte legal. - Não tenho.
Desculpem, mas tenho de dizer que isto
só pode ocorrer em circunstâncias muito raras.
Se um filho atuar persistentemente contra as normas de convivência social
ou praticar um ato deliberado contra a vida, o bem-estar, a liberdade ou a honra.
Pode dizer-nos qual destas se aplica a si próprio?
Recuso-me a responder.
Obrigado. Passemos à segunda pergunta.
Sabe alguma coisa sobre Nikola Szlezyngier?
Não.
Pode dizer-nos algo sobre o caso?
Posso.
Disseram que ligaram o alarme às 19h.
E além dos relatos dos média?
Não sei mais nada.
Então, pode ajudar-nos a resolver este caso?
Não sei, pergunte à defesa. Eles é que me chamaram.
Tia, finalmente acordaste! Quanto se pode dormir?
Muito obrigado. Não tenho mais perguntas.
Querida, fica de olho na tua tia. A mamã vai chamar o médico.
Doutor, a testemunha é sua.
Já que a Acusação não foi capaz de determinar a razão
para chamarmos a testemunha, permitam-me.
Não é da sua competência.
Limite-se ao seu papel.
- Claro, Meritíssimo. Eu apenas... - Faça as suas perguntas.
- Conhece Sakrat Tatarnikow? - Sim, conheço.
E como se conheceram? Quem é ele para si? Pode falar sobre a vossa relação?
Não respondo.
Participaram em conjunto em atividades criminosas?
Recuso-me a responder.
- Quando desapareceu Sakrat Tatarnikow? - Uma data? Não me consigo lembrar.
Aconteceu algo que o causasse?
O desaparecimento da menina.
- De Nikola Szlezyngier? - Sim.
Ele ligou-me, disse que tinha de desaparecer depressa.
Disse porquê?
Só disse que, agora, os porcos... Desculpe, a Polícia,
ia procurá-lo...
Tinha sido condenado na Bielorrússia,
por isso, era provável que fosse extraditado.
Assim que a menina foi dada como desaparecida
ele fugiu de Sajenek?
Correto.
Sabe para onde?
Sim. Eu disse-lhe que precisava de algum tempo para o poder ajudar
a arranjar transporte para fugir.
E ele escondeu-se na floresta.
Disse que o velhote lhe levou comida.
Se eu soubesse que ele a tinha raptado, eu teria... dito alguma coisa.
A testemunha limitar-se-á aos factos.
Desculpe, Meritíssimo.
Porque quereria Sakrat Tatarnikow raptar a filha dos Szlezyngier?
Dinheiro?
Mas não foram feitas exigências.
Não me surpreende. Se fosse eu, também ficava quieto.
Só contactaria os pais a partir de um local seguro,
como a Bielorrússia.
Entregavam o dinheiro e levavam a miúda.
O velho de que falou, aquele que estava a ajudar o Sakrat,
sabe quem era?
Chamou-lhe Ekiel.
- Não sei se é nome ou alcunha. - Antoni Ekiel.
Parece correto. Sim.
A testemunha que viu um homem com uma criança...
O que estão a tentar fazer é inaceitável!
Entendido, Meritíssimo. Estou só a tentar salientar...
Esclareça-me. O que tenta dizer?
Antoni Ekiel, que, segundo testemunhas, ajudou Sakrat,
que foi encontrado morto num lago há alguns dias.
As marcas de estrangulamento no seu corpo
mostram que foi assassinado.
Dr. Oryński, o Tribunal tem conhecimento da morte do Sr. Ekiel,
mas o doutor não pode comentar a causa
e circunstâncias da morte. Isso cabe a outros.
Não me ocorre vez nenhuma, em que alguém neste tribunal
tenha violado o Código Penal como o doutor!
Intervalo de 30 minutos.
Porra.
Bem, devo dizer que, no que respeita à agitação dos testemunhos
estás quase a par da tua mentora.
Fiz o meu melhor.
Acho que não há ninguém naquela sala
que agora não pense no papel de Ekiel e Sakrat neste caso.
Tenho boas notícias.
A Chyłka acordou.
Está a brincar!
Senhor.
Não, a Magda mandou-me uma mensagem durante a audiência.
Mal consegue falar...
... mas quer murmurar-lhe algo.
Não existes.
Já queres orientar o teu Zordon.
Bom... trabalho.
Obrigado.
Dei o meu melhor.
Eu sei que serias capaz de aturdir o juiz presidente ainda mais
do que eu, mas...
Apanha-o.
Apanho.
No pasaran , Chyłka.
A defesa alega Sakrat Tatarnikow desapareceu,
porque ele teve algo que ver com o desaparecimento da vossa filha.
Acha que é possível?
Responda à pergunta.
Não acho que Sakrat Tatarnikow tenha que ver com o desaparecimento da Nikola.
- Como tem a certeza? - Chamemos-lhe intuição.
Não seria a primeira a ser enganada.
Certamente.
Como sabe, as pessoas que foram enganadas
dizem que nunca o esperariam.
É verdade na maioria dos casos.
É uma pessoa razoável.
Porque continua a insistir que Sakrat Tatarnikow está inocente?
Ainda que direcionar as suspeitas para ele lhe fosse favorável?
Ama-o?
Não vejo a importância disso.
É muito importante.
Isto tem algum objetivo, doutor?
Sim, Meritíssimo, mas é difícil sem a resposta a esta pergunta.
Responda.
Sim, eu amo-o.
Sra. Szlezyngier,
o Sakrat não podia ter feito mal à Nikola.
A Nikola é filha dele!
Dadas as circunstâncias, exorto os arguidos a ponderar
se devem ser representados pelo mesmo advogado.
Estão encerrados os trabalhos. A próxima audiência terá lugar
em 26 de novembro de 2018.
Parece que a tua aposta não pagou.
- Comentários? - Sabia que não era sua filha?
Sem comentários para já.
Vai confessar o crime? É o autor?
- Sabia que a Nikola não era sua? - Por favor, afaste-se.
Matou a sua própria filha?
Dawid! Deixe-o! Já chega!
Sabia que a Nikola não era sua?
O que foi aquilo? O que fizeste!
Acalma-te, eu explico-te tudo.
Diz-me. Agora.
Legendas: Helena Cotovio plint.com
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