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Como os podem acusar?
Se suspeitarem de infanticídio.
Tinha uma criança ao colo.
- Era Dawid Szlezyngier? - Não sei, estava escuro.
A Nikola magoou-se com a vara. Ele nem sequer sabia.
Puseste um penso rápido?
Sabemos como é que o sangue foi parar à vara?
- Não. - Examinou o penso rápido?
- As amostras são da mesma pessoa. - A idade coincide.
Põem-te a andar por prenderes um inocente.
Ele não parece inocente.
Fodeste com um tipo que pode ser o principal suspeito?
- O Dawid sabe do caso? - Vai saber.
Ligaram o alarme às 19h.
Costumam ligá-lo por volta da meia-noite.
No dia em que a sua filha desapareceu, ligou o alarme às 19 horas.
Descobri que a minha mulher tinha um caso.
- Ela disse com quem? - Sakrat Tatarnikow.
- Que brincadeira é esta? - Estão a lixar-nos.
Quando fui acabar com o Sakrat,
ele não aceitou bem, mas não lhe dei outra alternativa.
O Sakrat não é uma pessoa impulsiva.
Durante a discussão, manteve-se calmo,
depois começou a fazer ameaças.
Ele disse que eu não podia acabar assim, que o que nós tínhamos era...
... mais precioso do que eu e o Dawid partilhávamos.
Não acho, ou não achei, que ele cumpriria as suas ameaças.
Ainda não acredito.
Que tipo de ameaças fez?
Disse que ia destruir a minha vida.
Que acabar com ele era a pior coisa que eu já tinha feito.
Disse que me arrependeria.
Contactou-o depois disso?
Não.
Conhece-o há anos.
Talvez melhor do que qualquer pessoa em Sajenek?
- Muito possivelmente. - Pode dizer-nos, então,
porque desapareceu ele?
Na sua opinião, claro.
Como já disse,
não acredito que o Sakrat tenha algo que ver com o rapto da Nikola.
Não conheço as razões para o seu desaparecimento.
Talvez ele esteja farto de tudo.
Deveria saber que a sua partida repentina
faria dele um suspeito.
Sim.
Terá tido uma razão.
Correto.
Não lhe ocorre nenhuma?
Desculpe?
Não se lembra de uma razão?
Não, não me vem nada à cabeça.
E a sua estadia ilegal?
O Sr. Tatarnikow sabe do desaparecimento da sua filha de manhã,
apercebe-se que é provável que seja um dos primeiros a ser interrogado,
os documentos revistos e deportado para a Bielorrússia.
Sim, parece-me uma razão válida.
Terminei.
O DESAPARECIMENTO
Tem a palavra, doutora.
EPISÓDIO TRÊS
O que aconteceu após a discussão?
Cheguei a casa, o Dawid começou a gritar.
Só se recompôs quando soube que eu tinha acabado com o Sakrat.
Estava preocupado que o Tatarnikow nos assediasse
por isso ligou o alarme.
Sabe que o seu amante foi condenado na Bielorrússia.
Foi condenado por quê?
Homicídio por negligência.
Pode explicar melhor?
Infelizmente, não.
Não perguntou sobre isso ao seu amante de longa data?
Ele não quis falar sobre isso.
Ele zangou-se?
Sim. Quando perguntei sobre isso,
ele disse que eu reabria velhas feridas e que o fazia para o magoar.
Estou a ver.
Pouco depois do Sr. Tatarnikow,
desapareceu outro residente de Sajenek, correto?
Sim, Antoni Ekiel.
Talvez saiba algo sobre isso?
Tem ideia porque terão desaparecido juntos?
Suspeito que o Antoni...
... ajudou o Sakrat a desaparecer.
Porquê?
Há muito tempo que são muito próximos.
Foi Antoni Ekiel quem viu um homem com uma criança ao colo
na noite do desaparecimento?
- Sim. - Senhora doutora,
abstenha-se de conduzir o depoimento.
Fazer perguntas é função do advogado de defesa.
Sim, Meritíssimo. Não tenho mais perguntas.
Parece que...
... a tua protegida
não perdeu o jeito.
Estavas preocupado com a Aronowicz?
Não.
Preocupavam-me mais os média.
Conheces as estatísticas. Não queremos uma perda.
Harry...
Adverte-se a testemunha para o crime de mentir ao Tribunal.
Implica uma pena até oito anos de prisão.
Indique o seu nome completo.
Jacek Satanowski.
Sargento,
como pode ter sido raptada a criança?
Vai responder?
Meritíssimo, não sei bem como responder.
Confirmámos que o sistema de alarme foi ativado às 19 horas.
Ambos os pais afirmaram que a menina estava em casa nessa altura.
Não há uma possibilidade viável de alguém a poder ter raptado.
O que lhe aconteceu?
Estamos a investigar.
A teoria mais provável?
Receio que isso envolva os pais.
Basicamente, excluímos o envolvimento de terceiros.
Sargento, o que significa o alarme ter sido ligado às 19h?
Que todas as janelas e portas permaneceram fechadas até de manhã.
Todas as janelas?
- Exceto as do telhado. - Não têm alarme?
Correto.
Então alguém pode ter entrado e saído sem o fazer disparar?
Em teoria, sim.
Porquê em teoria?
Porque não foram encontrados indícios no exterior, para além dos dos pais.
Que poderiam ser de antes.
Mas não muda o facto de não haver outros indícios.
- Há quanto tempo trabalha na Polícia? - Cinco anos.
Durante este tempo, deparou-se com alguma situação
em que o criminoso não tenha deixado indícios?
O procurador não o preparou?
Senhora doutora.
Responda à pergunta.
Não me recordo de tal situação, há sempre indícios.
Entendido.
Há quanto tempo está no Departamento de Procura e Identificação?
Há três anos.
Quantos casos para encontrar e quantos para identificar pessoas?
Não sei os números.
Dê-nos uma estimativa.
A maioria dos casos é de identificação.
E quando ocorre um rapto,
qual é a natureza habitual?
Na maioria, raptos parentais.
Por favor, perdoe-me a pergunta,
mas quantos locais de crime
já investigou?
Não lhe consigo responder a essa pergunta.
Deveras?
Apresenta-se como especialista.
Senhora doutora,
entendo que este testemunho seja ligeiramente confrontacional.
Mas o Tribunal agradecia se pudesse limitar-se a fazer perguntas.
Claro, Meritíssimo.
Se eu puder, portanto, fazer uma pergunta à testemunha.
É possível que um criminoso não deixe qualquer vestígio?
Aguardamos resposta.
Bem...
Há sempre vestígios.
Nem sempre se encontram, pois não?
Sim,
pode muito bem ser esse o caso.
Sobretudo se já tiverem um suspeito.
A Polícia equacionou sequer outras teorias?
Não havia outras pistas.
Viver nas redondezas alguém
que já foi condenado por abuso de crianças
não interessou à Polícia?
- Refere-se a Antoni Ekiel? - Sim.
- As pistas não apontam para ele. - Interrogaram-no?
- Não. - Porque não?
Encontrámos uma vara com sangue
que incriminava Dawid Szlezyngier.
Assumiram simplesmente a culpa da família?
Não, não assumimos.
- Todas as provas... - Todas significam uma?
E o facto de Antoni Ekiel
ter desaparecido quando o Tatarnikow
não vos preocupou?
Nada a acrescentar.
Sargento, encontrámos o Antoni Ekiel.
Levem-no para interrogatório.
- Pode ser difícil. - Porquê?
Está a flutuar no lago.
Foda-se.
O Dawid vai sair?
Chyłka?
- Que raio fazem? - Defendemo-nos como sabemos.
É disso que se trata, certo?
São peritos em Direito Penal?
Não, não somos!
Ouve, sua puta burra.
Não percebes que saber do vosso caso faz do Dawid o principal suspeito?
Só resultou porque o Aronowicz estava atónito.
E o outro é idiota.
- Estamos do vosso lado, raios! - Não parece.
Desculpa?
Achas que somos culpados?
O que importa isso?
Defendi os piores escroques sabendo quem eles eram.
Altamente.
Sou a tua única hipótese!
Mas tenho de saber o que vais dizer para me preparar!
Voltas a fazer uma destas e acabou.
DESAPARECIDA
Fica.
Deixa-a pensar nisso sozinha.
O que foi isto?
Ouve, seu merdas,
nunca deixes os clientes pensarem
que os salvas de tudo.
Disseste que cagas para a sua inocência!
Preciso de carne.
Acho que correu bem.
Mas não na perfeição.
Não temos provas do rapto e a única testemunha desapareceu.
Será assim tão mau?
É terrível para nós.
Se tivesse o Ekiel a depor,
pressionava-o para dizer que não tinha a certeza de quem viu com a menina.
Certo.
- Talvez o encontremos. - Como?
Não sei.
Vamos procurá-lo.
Achas que os Szlezyngier são inocentes?
Então, prova-o.
Como raptou alguém a menina e para quê?
Não sei.
- Como confias neles? - Se também confiasses,
talvez não nos apanhassem desprevenidos. - Isso é a tua intuição feminina em ação?
- Gostavas de defender um infanticida? - Ninguém gostaria.
Sabes...
Bem sei que um dia vou esbarrar num pedófilo, num assassino,
algum pervertido.
- Eles não o são. - Somos advogados de defesa!
O nosso dever é ganhar o caso,
não julgar o que está certo ou errado.
- Bolo de batata? - Para o desastrado.
A carne é minha.
- Aqui tem. - Uma predadora.
Carne apenas.
Sabes que o desporto é saúde perdida?
Tenho uma pista.
Esclarece-me, campeão.
Achei que o Sakrat teria pressa.
Teve de ser rápido.
Percebeu que se ficasse em Sajenek, as coisas correriam mal.
Tinha de parar, sim?
- Suponho que sim. - Acho que esperou
que o Ekiel usasse as poupanças.
E?
O Tatarnikow?
- A floresta parece um ótimo esconderijo. - Sobretudo para animais selvagens.
Exatamente.
Não podia ficar numa casa, era arriscado.
Precisava de um sítio
para observar a área e ver pessoas a procurar na floresta.
- E? - E as torres de caça parecem perfeitas.
Encontraste-as?
Há pacotes de batatas e amendoins.
Latas de cerveja.
Podem ser caçadores.
Foi o Sakrat.
- Havia cigarros bielorrussos. - Metade das pessoas fuma isso.
Sargento, não está na altura de admitir
que os pais podem não estar por detrás do rapto?
Não pode ignorar apenas as provas que implicam Ekiel e Sakrat.
Senhora advogada, não estou a ignorar nada.
Mas a pista do Ekiel não nos leva longe.
Porque não confirma a sua tese?
Porque foi encontrado no lago.
Morto.
Kormak, encontraram um corpo no lago.
Vês se publicaram algo na Internet?
Obrigado.
Um tipo tentou vender fotografias ao NSI.
Vender? Eles não têm uma plataforma para jornalistas amadores ou algo do género?
Sim, têm, mas ele tentou vendê-la.
Vê o teu e-mail.
Antes das autoridades chegarem, dois tipos viraram-no na água.
Estrangulamento.
- Bravo. - Obrigada.
Estás a ver isto? Ao lado da lividez?
Não o fez a si mesmo.
O Sakrat?
Duro fim para a amizade.
Achas que o Satanowski sabe?
Não é tão estúpido.
Dir-lhe-ei pessoalmente.
Pergunta pelo Sakrat em Sajenek.
Não sei nada sobre isso.
Sei eu tudo. Só preciso de confirmação.
Bem, está bem.
O Sakrat tinha alguns cigarros mais baratos, que vendia às pessoas.
Eu disse-lhe que ele era um bom rapaz.
Antoni Ekiel foi assassinado.
- Ai foi? - Foi.
Vimos imagens do local.
Tinha marcas de estrangulamento.
- Não vi nenhuma fotografia. - Veja o e-mail, estão lá.
Não. Não vou ver nada publicado por algumas páginas de mexericos.
Se viu, só mostra...
Podemos picar-nos até à Páscoa, isso não muda o facto
de que recuperaram um cadáver.
- Primeiro, não sabemos... - Ele foi assassinado. Acorda, meu!
Prenderam um inocente e estão a ignorar provas cruciais!
Posso apanhá-lo por...
Doutora, até que se faça uma autópsia
e haja a opinião de um perito,
não se fala de prova!
Já deveria saber.
Mesmo condenado na Bielorrússia, Sakrat fazia contrabando?
Não seria o único.
Cerca de 15 % dos cigarros na Polónia são contrabandeados do Leste.
- Como sabes? - Pesquisei.
Custa a crer que arriscasse.
- Era só o intermediário. - E embrulhavam-no em plástico prateado.
Sim, e ele vendia-os em parte aqui e em parte no sul, não sei bem onde.
- Acho que o Ekiel o ajudou. - Bem, Zordon, então o que sugeres?
- Tatarnikow usou o carro do Ekiel. - Muito bem.
Vou levá-lo até à fronteira.
Vais roubar o carro de uma possível testemunha?
- Quem falou em roubar? - Calma.
Não tens de me dar explicações.
Anda, atira-te.
Estás doida?
Podem ouvir.
É difícil entrar numa cabana?
Para! Para com isso!
Pode haver uma chave.
Tu não existes, Zordon.
Ias mesmo fazê-lo?
Estou impressionada.
Zordon?
E agora?
Formigas.
Chega à fronteira, sai, encosta-te ao capô e espera.
Espera até que alguém te aborde.
Dizes que o Sakrat te enviou porque tem estado indisposto.
Alguém já deve ter tomado o lugar.
Zordon...
Preocupa-me um conflito de interesses.
Avisamos a Polícia?
Eles chegam e perdemos a liderança.
Há um segundo tinhas tomates do tamanho de Júpiter, Zordon!
Arranja alguma coragem, está bem?
Não são os mafiosos que passam o produto.
Até agora nada.
Vou aproximar-me.
Afasta-te, vais assustá-los.
Não faças nada estúpido, ouves?
É uma ordem.
Estás preocupada?
Sim, pois claro.
Vai-te lixar.
O Sakrat?
Sou o substituto.
E quem raio és tu?
- O Tatar diz que há escassez. - Fala com o Skupczyk. Faço o que posso.
- Os carregamentos não vão bem. - Onde raio está ele?
- Tem de se esconder. - Esconder?
- Tenho de saber para onde vai o produto. - Então, espera pelo Skupczyk.
Quando chega?
Quando chegar.
E é melhor teres tento na língua. Ele está lixado.
Ligar a Zordon.
- O que se passa? - Rusga.
- O quê? - A Guarda da Fronteira está a chegar aí.
- Como sabes? - Porque lhes telefonei.
Descobre quem manda, avisa-o e vão para um porto seguro.
Zordon, boa sorte!
O que se passa?
Quem é o idiota?
Não sei. Disse que há carregamentos a desaparecer.
Quem raio és tu?
- A Guarda da Fronteira vem aí. - Que raio?
Temos de sair daqui.
Como sabes?
Uma amiga da Guarda avisou-me.
Temos de bazar, já!
O telefone. Vens connosco.
Mexam-se, pessoal!
- Entra. - O quê?
Não tenho tempo.
- Guarda! - Conhece os contrabandistas?
- Telefonou? - Sim, represento os Szlezyngier.
Quem conduz uma carrinha azul e velha?
- Levaram o meu homem. - Quem és tu?
O número do seu superior.
As pessoas que denunciou?
- Na porra da carrinha! - Calma.
Não estou a pedir muito, só têm de seguir a carrinha
pelo meu parceiro, entende?
Doutora, fomos instruídos para a levar para Białystok.
- Pois claro. - Por favor, espere.
Vamos escoltá-la até à sede.
Deem-me um tiro.
Ligar a Zordon.
Ligou para Kordian Oryński. Deixe mensagem.
Ligar a Kormak.
Vou encontrar-te e matar-te, Zordon.
O que te fiz, minha querida?
Kormak, preciso que localizes o telefone do Oryński, rápido!
O que se passa?
Perdi-o na fronteira com a Bielorrússia e tenho de o contactar.
Está bem, espera. Não desligues.
Estou? Ouve... Não o consigo localizar.
- Não o consegues localizar? - Não, lamento, Chyłka.
Sai.
Olha os cigarros, porra!
- Quem raio é ele? - Não faço ideia.
Avisou-nos sobre uma rusga.
O patrão está?
Não.
É pena, temos de esperar.
Ajuda com o carro.
Vejo-te as cartas, meu.
Posso tentar?
Foda-se, foda-se, foda-se!
- Toma. - Obrigado.
Quem raio é este gajo?
Quer falar contigo.
- Comigo? - O Kielecki deu o aval.
O cabrão veio no carro do Sakrat.
- Perguntei quem é! - Vem do Sakrat.
Ele avisou-nos. Pergunta-lhe tu mesmo.
Espera aí... Eu conheço esta cara.
Eu vi-o na televisão.
- Sabes quem eu sou? - Tenho uma ideia.
O caralho é que tens! Mas eu sei exatamente quem tu és.
Representas os Szlezyngier com aquela miúda magricela e lisa.
- Tenho razão ou não? - Tens razão.
Senta-me o rabo.
Senta-te, porra!
Não sei porque estás aqui ou o que procuras,
mas se eu sequer cheirar um polícia,
voltas num maldito saco de plástico, entendido?
Agora depende tudo das tuas respostas.
Quem te avisou?
Uma amiga.
- Da Alfândega. - E como se chama ela?
Não faço a mínima.
Dá-lhe uma tareia!
- Onde se escondeu o Sakrat? - O quê?
Os homens dele levaram o Zordon! O que sabes do segundo emprego dele?
- Nada. - Atenção, Angela.
Se o idiota se magoar, apanho-te por cumplicidade!
Porquê essa obsessão?
Já te disse que o Sakrat não tem que ver com o rapto!
Precisei de ti hoje.
- Sim? Para quê? - Não sei lidar com entrevistas.
É mesmo uma prostituta dos média.
Nem durante uma tragédia pessoal te deixas disso.
- Sabes qual o teu problema? - Diz lá!
Estás sempre a projetar.
Achas que os homens são todos como o teu pai?
Toca a acordar!
Quem te avisou?
Quem te deu a dica?
- Uma amiga. - Que amiga?
A cabra magricela?
Vai-te foder.
Estou a ver.
Apaixonaste-te pela tua amiga?
É um problema.
E dos grandes.
Porque eu não tolero bufos.
Arranjam sarilhos, eu retribuo. Sabes o que vou fazer?
Vou agarrar naquele cabelo loiro e comê-la por trás,
porque ela merece o melhor.
Quando me fartar, deixo os outros darem uma volta.
Enquanto ficas sentado a ver. Que raio fazes aqui?
- Sakrat Tatarnikow. - O que tem ele?
- Ele raptou uma menina. - Que porra estás a dizer?
A filha dos Szlezyngier. Ela só tem três anos.
Caguei para o teu contrabando.
Só quero encontrar a menina, devolvê-la aos pais.
Skupczyk!
Traz uma cerveja!
E mais lento?
Não te magoei assim tanto, pois não?
Não.
- Estou muito grato. - Não tens de quê.
Uma cerveja?
Tens um cigarro?
Alguma coisa se arranja.
Depende do que fumas.
Queres uma cerveja?
Desculpa. Solta-o, está bem?
Toma, bebe.
Ajudei o Sakrat a desaparecer.
Não sabia de nenhuma miúda. Não traficamos pessoas.
Ajuda-me.
Toma, liga-lhe.
Onde estás, idiota?
Preferia um: "Estás bem? Estás vivo?"
- Vai pastar. - Estavas preocupada, não estavas?
Sim, como uma cadela se preocupa com um cachorro perdido.
Bebeste muito?
O suficiente para não poder conduzir.
Apanha-me nas bombas de Lebiedzin.
O que fazes aí?
Sei onde procurar o Sakrat. Conto-te lá.
Vá, não te habitues.
Se vir um polícia, esta amizade termina, sabes?
Sei muito bem.
A miúda não os traz?
Nem pensar. Ela é de confiança.
Então, eu tinha razão.
Apaixonaste-te por ela.
Sim, claro.
Assim?
Isto tudo.
És um gajo rijo.
- Já bebeste? - Não, mas tenciono beber.
Preciso de um motorista.
Arranja outro motorista.
O cabrãozinho quase morreu por tua causa!
- Deves-lhe isso. - Queres dizer a ti?
- O que queres dizer? - Nada. Espera lá em baixo.
Não me vão matar?
Calma, viram todos com quem vieste.
Escuta...
... se o Tatar tiver tocado realmente na menina...
... trá-lo até nós. Não terás de provar nada.
Não me esqueço.
Se precisares, liga para o teu antigo número. Vou guardá-lo como recordação.
Quem levou o Kordian?
Contrabandistas.
De que estás a falar?
Não traficam humanos, fazem contrabando de cigarros.
Como podes ter a certeza?
E se raptaram a Nikola?
Deixa-te de teorias.
Era isso que tinhas de pensar ao seguir a pista!
- Só estávamos à procura do Sakrat. - Então o Sakrat é culpado?
- E, por extensão, eu também? - Abranda.
Quando a minha advogada admitir que estou inocente!
Quantos anos tens?
Diz que acreditas que estamos inocentes!
Abranda!
Legendas: Helena Cotovio plint.com
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