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Original subtitles

EPISÓDIO UM

Olá.

Vou direto ao assunto. Na minha casa ou na tua?

No bosque, Lenhador.

Chegaram ao hotel.

E depois?

Bebemos uns copos.

Fumámos um charro.

Ele disse que o relaxava durante...

Durante?

Na cama.

Fizemos.

Duas vezes.

Peço à testemunha que responda apenas às perguntas.

Aonde está a tentar chegar, doutora?

Tenciono provar que o meu cliente, embora talvez não seja um exemplo

como marido e pai,

que até se pode chamar cínico, insensível, cheio de fraquezas...

- Estou a perder a paciência. - ... é inocente.

Ele não podia ter dado à vítima uma dose letal da droga,

não tem nada a ver com a morte dela e, se deixar, é o que passarei a provar.

Vá direto ao assunto.

A que horas saíram do hotel?

De manhã, antes das 7 horas.

Mudei de roupa antes da aula.

Este homem

saiu do quarto entre as 11 da noite e as 7 da manhã?

Não. Ele esteve sempre comigo.

Ressona como uma criança.

Obrigada. Não tenho mais perguntas.

Que emoção.

Até eu acreditei em ti.

Recomendaria baunilha. Disfarça o cheiro a álcool.

Vá-se lixar.

- Doutora? - Foi acusado de assédio e posse de droga.

Faz agora três anos. Algum comentário?

Senhoras e senhores, espero que hoje,

tal como da última vez,

o tribunal seja justo e exonere o meu cliente.

Sublinho também que o meu cliente contribuirá com um montante significativo

para o Centro de Tratamento e Prevenção de Dependências de Varsóvia.

Obrigada.

- Qual é a ideia? - Salvar-lhe o coiro.

Parabéns, pai.

Obrigado, filho.

Passaram várias horas desde o desaparecimento de uma criança.

As buscas da criança, Nikola Szlezyngier,

contam com os residentes da província de Podlaskie,

onde a menina nasceu.

Infelizmente, continua por encontrar.

Nikola tem cabelo claro e olhos azuis.

Na noite do desaparecimento, vestia um pijama com capuz.

O empresário exonerado é um dos polacos mais ricos.

Piotr Langer Sénior já teve problemas com a lei.

Não se fuma aqui.

Não vi nenhum sinal.

Abra os olhos.

Parabéns pela vitória, doutora.

ŻELAZNY E MCVAY ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA

Olá.

Olá. Chamo-me Kordian Oryński. Mandaram-me vir aqui...

Anda.

A tua secretária.

Harry.

Bom dia.

No pasarán, Chyłka!

Que bicho lhe mordeu? O Manchester não chegou aos play-offs?

O Harry acha que o Langer foi um erro.

Não importa. Estás a ganhar velocidade.

Só paro quando o meu título for igual ao teu e ao do Harry.

Bom trabalho com o Langer.

Mais um sacana sai em liberdade.

Estou a dar o meu melhor, Kosmowski.

Raios partam!

- O que foi? - Que é isto?

Isto é uma gravata?

Tenho uma hora para estar no tribunal! Não vai dar.

O quê, não gosta?

É Oryński, não Oryjski.

Assina aqui e em todas as páginas.

Que raio estás a fazer?

Tenho de ler primeiro.

O primeiro a não confiar. E com razão.

Kormak, quantos há na fila para o substituir no buraco?

Vai daqui ao Palácio da Cultura.

Nenhum deles pensaria sequer em ler isso.

Fiquei com a Dra. Chyłka. Brutal!

Mexe esse lindo traseirinho de estagiário e vai falar com ela.

Sim, mas... onde?

Ali.

Desculpe, doutora...

Doutora?

Doutora?

Como ousas...

Como ousas incomodar-me antes do meio-dia?

É a minha mentora.

Kordian Oryński.

- Desculpa? - Kordian Oryński, estagiário.

Desaparece daqui! Agora!

Sai! Volta para o buraco!

Estou?

Está bem. Dez minutos.

Pede o costume.

- Ele vem aí. Para. - Já parei.

Porreiro. Ele tem muito talento.

Boa, um pouco acima de um minuto.

Nada mau, para um rodeo de Chyłka.

Não se entra antes do meio-dia. Ela está a trabalhar.

Que te disse ela?

Para desaparecer.

- Gosta de ti. - Está a ficar mole.

Kordian Oryński?

Sou o Kormak.

Muito bem.

- Monia. - Kordian.

- Café? - Adorava um café com leite.

Vai à máquina.

E não toques naquela. É da Direção.

As buscas da criança, Nikola Szlezyngier,

contam com os residentes da província de Podlaskie,

onde a menina nasceu.

Infelizmente, continua por encontrar.

Ganhei, o dinheiro é bom.

Porque não querias que defendesse o Langer?

Existem vários tipos de vitórias.

- Moralmente... - Eu valorizo os teus conselhos.

Mas deixa-te de moralismos ou vomito.

Podes tirar a trampa verde.

Talvez tire um pouco.

Eu disse-o ao Żelazny

e vou dizê-lo a ti também.

Mantém-te longe do Langer. É o melhor para ti e para a firma.

E quando passo a sócia?

Eu aprovo.

Então diz-me que vais falar com o Żelazny.

O Artur sugeriu o Kosmowski.

Sou melhor do que ele.

E depois?

Ele não faz fitas sempre que lhe atribuímos um estagiário.

Atribuem-lhe estagiárias.

Decora isso. Vou testar-te.

- Quando? - Já amanhã.

- Não é possível. - Não?

E aprende o nome de uma figura histórica sobre a qual os Iron Maiden cantam.

E muda o toque de telemóvel!

Nikola!

Nikola!

Precisam do passaporte dela. Não está com os outros.

- E mais fotos da Wiktoria. - Nikola.

Nikola.

Ora, ora, doutor...

Se fosses tão bom no tribunal como és na cama,

já serias sócio há muito tempo.

Se sou tão bom, talvez possas dar uma palavrinha

ao sacana do inglês.

- Deixa. - Espera.

Deixa.

- Estou? - Olá, Aśka.

- Desculpa ligar tão tarde... - Sim?

Não me estás a reconhecer. É a Angelika.

Angelika?

- Desculpa, espero não te ter acordado. - De todo.

Sabes que eu não te ligaria, mas...

- Eu... - Precisas de ajuda?

- Sim. - Sabes que mais?

De momento, estou atolada,

mas vou pôr-te em contacto com um advogado espetacular amanhã.

- Chama-se Adam. - Não, prefiro não envolver mais ninguém.

É que...

Eu e o Dawid, o meu marido, estamos com um problema.

Tens um marido?

São suspeitos de um crime?

A Polícia interroga-nos como se já tivéssemos sido acusados.

No que toca a dinheiro, pagamos o que for preciso.

A sério.

Não te preocupes.

Parece que te safaste. Então, qual é o problema?

A nossa filha...

Merda.

Está desaparecida.

O quê?

A nossa filha...

Espera lá...

A miúda desapareceu e falas-me de dinheiro?

Não, eu...

Aśka, ela só tem três anos.

O que aconteceu?

Eles acham que fomos nós.

Como se alguém fizesse isso a um filho...

As buscas continuam por Nikola Szlezyngier, de três anos,

que, durante a noite, desapareceu misteriosamente de casa.

A Polícia não faz comentários a fim de proteger a investigação.

Já tomaste o pequeno-almoço?

Um pequeno museu de tecnologia.

Claro.

Cormac.

Obrigado.

És tu que procuras informações?

Todos procuram, eu encontro.

E coisas sobre mim?

Kordian Oryński, 27 anos. Solteiro e heterossexual.

- Multas por não pagamento de bilhetes... - Chega.

Não tenho mais perguntas.

Quem mais devo temer? Para além de ti.

Fica longe do Kosmowski e dá-te bem com o Żelazny.

Só o McVay se dá com ele, mas não cruzam, se o puderem evitar.

Daí o Harry ter aberto uma sucursal em Cracóvia.

Há anos que tenta roubar a Chyłka, mas, vá lá, Cracóvia e a Chyłka?

E fala-se na Chyłka passar a sócia.

É assim tão boa?

Digamos que a nossa Dirty Harriet nunca perdeu um caso.

A sério. Nunca.

É pena que queira livrar-se de mim.

Mais cedo ou mais tarde, estarias a implorar para mudar de mentor.

Prego.

Temperaste a pizza com isto?

- Si. - Não.

- Si. - Não.

- Si! - Não!

Si!

- Desculpa. - Sai daqui.

Peço imensa desculpa.

Não faz mal.

- Um expresso triplo. - Obrigada.

Vou aceitar o caso, Artur.

Conheço a mãe. Fumámos o primeiro cigarro juntas.

É o marido magnata que me preocupa.

Ao menos, paga-nos.

- Não precisamos de má fama. - Não te incomodou com o Langer.

O Kosmowski vai adorar ver-te falhar.

Vai-te lixar.

Zordon!

Zordon!

Zordon!

Estava a chamar-te!

- O meu nome é Kordian. - Zordon, Kordon, caguei.

- Preciso de mais tempo. - O quê? Com isso?

Eu testo-te. Tenho um caso em Podlasie.

Vai ter à garagem.

Passamos a noite?

Tens dois minutos.

Kormak, emprestas-me dinheiro até dia 10?

Imploro-te.

Muito obrigado!

Dois minutos atrasado. Estás à espera de quê?

Quero mais do que uma entrada no CV, doutora.

Chama-me Chyłka, como todos. Olha aí!

Custam mais do que esses teus ténis.

Vamos representar o Szlezyngier, o magnata do setor da logística?

Representar? Nós? Eu e tu?

Não me faças rir, Zordon.

Porquê contratar um advogado e não um detetive?

Estão prestes a ser acusados. Muitas crianças são raptadas pelos pais.

Podemos passar pelo meu apartamento?

Vire à direita.

Falava da outra direita, mas vai dar ao mesmo.

No meu carro mando eu. Navegação para Augustów Sajenek.

- Três horas e meia. - Chegamos em duas.

- A senhora acha que foram eles? - Interessa?

E nada de "senhora"!

Porque aceitou o caso?

Conheço a Angelika há anos. A filha desapareceu. Que faria?

Recusar, talvez?

Isto pode ficar feio.

Significa publicidade.

Ainda tem carta?

Estava meio verde, rapazinho.

- Se estás mal, podes... - Já sei.

Posso sair.

Os meus sapatos.

Aqui tem.

- Olá. - Olá, Aśka.

É bom ver-te.

- Olá, de novo. - O meu marido, Dawid.

- Dawid. - Chyłka.

- Prazer. Dawid. - Kordian Oryński.

O meu... estagiário.

Não é um sítio fácil de chegar.

Era isso que queríamos.

Criar um santuário remoto.

Paz e sossego. Sem ninguém a rondar.

Certo. Então, para que serve o alarme?

Para a paz de espírito. Sabíamos lá que...

- Vamos entrar. Bebem alguma coisa? - Primeiro o trabalho, depois a diversão.

- O quarto é lá em cima? - Sim.

Não sabia que vinhas acompanhada. Só preparei um quarto.

Não faz mal.

O Zordon fica nas escadas. Já parece o Quasimodo.

O quarto da Nikola foi selado.

- Chyłka, o que está a fazer? - Os advogados agem.

Até seres um, cabe a ti ajudar. Ajuda.

Conta-me tudo outra vez. Ao pormenor.

Deitámo-la na cama e ligámos o alarme.

Bebemos vinho e vimos um filme. De manhã, tinha desaparecido.

- Não há sinais de arrombamento? - Nada. Não ouvimos nada.

E aqui? Não há alarme?

Só no andar de baixo.

Fechamos as portadas em cima, para a casa não aquecer.

Alguém poderia entrar e sair sem acionar o alarme?

Na teoria, sim.

Lá fora, só temos sensores de movimento que acendem as luzes.

Traz a minha mala. Tenho de mudar de roupa.

Porreiro.

Não foram encontrados vestígios. De escadotes ou rastos de pneus.

Para não falar de pegadas.

Se não foram lavadas pela chuva, a Polícia pisou-as.

- Aposto que encontraram as tuas. - Como assim?

Só estou a pensar quem poderia ter feito isto.

Tens algum inimigo?

Pessoas como eu têm sempre inimigos.

Queres a lista completa? Põe-te na fila.

Vão acusar-nos, Chyłka?

Se fosse eles, fá-lo-ia em três tempos.

Vais ajudar-nos?

Se não fosse, não estaria aqui.

Para de me seguir.

Temos consciência do que isto parece.

A ótica não importa.

O que importa é como o tribunal o vê.

Toma.

Estás a dizer que seria irrelevante para ti...

Desfazerem-se de um filho?

Sinceramente? Estou-me nas tintas.

Mais depressa estoiro os miolos do que sou representado por alguém

que duvida de nós.

Eu não trabalho assim. Concentro-me na defesa.

Qual é o pai que faria mal a um filho?

Ficarias surpreendido.

- Mas tu não tens filhos, pois não? - Dawid! Para...

Os dramas são para os jornalistas.

As condenações para os procuradores. Defesa é comigo.

E a verdade?

Sei lá. Deus?

- Acho que isto não vai resultar. - Mas eu confio nela.

Não serei atacado pela minha própria advogada.

É bom que te vás habituando.

De hoje em diante, todos te vão atacar.

Todas as pessoas que vivem aqui,

os jornalistas e os procuradores.

Serás persona non grata, mesmo dentro da família.

Todos te vão acusar porque as provas só apontam para ti.

Não há provas! Não há rasto, nada!

Justamente.

Pode-se acusar alguém sem prova?

Zordon, hora das perguntas.

- Diga? - Como se diz em latim?

- Tem de ser agora? - Sim.

Qui accusare...

... volunt, probationes habere debent.

Traduz.

- Aquele que quer acusar deve... - Deve apresentar provas.

Deve apresentar provas.

Um sentimento bonito.

Infelizmente, tão perto de ser verdade como Kim Jong Un ser o Sol da Nação.

Não fales com a Polícia sem mim.

Está bem.

Porque não dormes?

Ela acordava sempre a esta hora. O Dawid ia adormecê-la novamente.

Queres?

Não, obrigada.

Devias dormir um pouco.

Os próximos dias vão ser difíceis.

E tu?

Demasiado silêncio.

Sonho sempre

uma treta qualquer.

Manténs contacto com ele?

Porque perguntas?

Preocupo-me contigo.

Tu preocupas-te comigo?

- Sabes porque te liguei? - Menos conversa de psicopata, sim?

Posso acabar a minha cerveja?

Não mudaste nada.

Está a ficar frio.

Vejo que se puseram à vontade.

Então, os Szlezyngier vão passar a falar connosco pelos advogados?

O foco principal é que encontrem a filha deles.

Se calhar, devíamos trabalhar juntos.

Não há nada que queira mais.

Os senhores Szlezyngier confirmam não haver vestígios de um escadote.

E que a filha só pode ter sido levada pelo telhado.

Encontraram alguma coisa?

Doutora...

Acedi a uma reunião consigo porque pensei que tinha algo a oferecer.

Como a confissão dos Szlezyngier.

Alguma vez se interrogou porque é que confessariam?

Ouça, eu percebo.

Não quer ser como a Polícia de Sosnowiec.

Mas asseguro-lhe: se os clientes quisessem matar a filha,

teriam planeado muito melhor.

Há aqui um mal-entendido.

Pensei que... seria a doutora que teria informações para mim.

Como onde o corpo está escondido.

É evidente que me enganei.

Não faz sentido. Porque é que a Polícia não faz nada?

O sargento teme a repetição do caso de Madzia de Sosnowiec.

Ninguém quer repetir a asneira.

- Não têm nada contra os Szlezyngier. - As provas vão surgir em forma de corpo.

Que otimismo!

Havendo vestígios na casa, os pais seriam ilibados.

- O raptor podia ter luvas. - Genial, Zordon!

Usou-as para a tirar pela janela e, depois, trancou-a por dentro.

E para evitar deixar qualquer odor, pôs um preservativo e partiu a flutuar.

Então, eles serão acusados?

O que é que esperavas?

- Precisamos de imagens de câmaras. - A imprensa vai arrasá-los.

Liga ao Kormak, talvez o Satanowski tenha feito merda

e sido banido para cá.

Olá, Olga.

Olá, Kormak.

Interessada nos Szlezyngier?

Preciso de informações sobre o Satanowski.

- Posso fumar? - Não, está quieta.

- Não sou capaz. - És.

Dawid, fica sentado em silêncio.

A história sai melhor de uma mãe perturbada.

Estamos prontos.

Se fosse eu a decidir, trancava-os em casa

e mantinha a imprensa longe.

Felizmente, não tens voto na matéria.

Imploro-vos...

Por favor, devolvam-nos a nossa filha.

Não vos vamos perseguir.

Só nos preocupamos com ela.

Com a nossa Nikola.

É uma bela tragédia.

- Obrigada. - De nada.

Alguma ideia para os tirar desta situação?

- Verás no tribunal. Até breve. - Adeus.

Já corremos essa zona.

Dois dias de trabalho. A menos que o corpo apareça mais cedo.

Mas aposto na floresta.

Se tiverem sido minuciosos, vai demorar.

O que faz aqui?

Não vê que decorre uma busca?

Eu pedi e deixaram-me.

Já varreram esta parte do lago.

Além disso,

não a vão encontrar aqui.

Porquê?

A criança não está na água.

O verão foi quente este ano.

E depois?

Quanto mais calor, mais rápido aparecem.

Como é que sabe?

Se a tivessem afogado, o corpo já teria vindo à tona.

Pergunte à Polícia.

Vive aqui perto?

Pode empurrar-me?

Assim que me disser o seu nome.

Chamo-me Antoni Ekiel. Vá.

Sabia que as mulheres boiam viradas para cima?

Quanto mais quente a água, mais depressa o corpo boia.

Quando a água enche os pulmões e assenta,

as bactérias decompõem-se e libertam gases.

Desembuche. Não tenho o dia todo.

Quando começam a comer a carne, libertam carbono e dióxido de enxofre.

Fazem inchar a cara e o abdómen e, no caso dos homens, os órgãos genitais.

E o corpo boia.

É demasiada informação.

Continuam as buscas por Nikola Szlezyngier, de três anos,

que desapareceu misteriosamente de casa durante a noite.

Imploro-vos...

Cabrona da Chyłka, sortuda.

Pensava que gostavas dela.

Gosto muito dela.

É a Chyłka. Estou?

Kormak, se estiveres na tua caverna a ler novamente A Estrada ,

tenho algo melhor para ti.

Estou a investigar o Satanowski, mas requer tempo.

E vi o relatório. Um a zero para ti.

Larga o Satanowski e pesquisa um tipo estranho por mim.

Chama-se Antoni Ekiel.

Ekiel. Vais lembrar-te?

Obrigada.

- O que se passa, Zordon? - O alarme estava desligado.

Devia ser impossível de falsificar.

Talvez o Kormak possa pesquisar.

Está ocupado com outra coisa.

Está bem, espera por mim na agência.

- Achas que ele pode estar envolvido? - Como?

Raptou-a pela janela? Ele mal conseguia remar o barco.

É o Kormak.

Faz-te útil e lê, então.

Vais ler ou tenho de adivinhar?

"Em 1999, Antoni Ekiel foi condenado com base no artigo 207.º do Código."

- Que é... - Abuso de um membro da família.

Boa!

Apanhou a filha de quatro anos a cortar-lhe os cigarros.

- Bateu-lhe até perder os sentidos. - Eu sabia que havia algo de errado.

Grande Kormak. Continua.

Apanhou um ano de prisão e perdeu os direitos parentais.

Depois mudou-se para cá para fugir.

Um ano? O que se apanha por isso?

Não sabes?

Está a pôr-me à prova?

Mais uma que não saibas e dou cabo de ti.

Antes três meses a cinco anos, agora seis meses a oito anos.

- Artigo 207.º, secção 1A. - O que fazemos em relação a isto?

Vamos ter com Ekiel, pressionar.

Ou fazer dele suspeito, para ganhar algum tempo.

É o que basta.

É a televisão. Liga-lhes!

DESAPARECEU

- Não atendem. - Continuar a tentar.

Qual a razão da detenção?

- Não obstrua. - Faz alguma coisa!

Eu liberto-vos!

Acaba de cometer o erro da sua vida.

Eu vou lixar-te.

Legendas: Ana Filipa Vieira plint.com

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