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Original subtitles

A melhor parte é ver onde estão e se virão correndo.

Onde está todo mundo?

Venham, porquinhos!

Bom trabalho, porquinhos.

Sabem que receberão petiscos se vierem.

A MAGIA DO DISNEY'S ANIMAL KINGDOM

O Sol está raiando

no parque temático Animal Kingdom, da Disney.

E, nos Safáris Kilimanjaro,

as fêmeas de hipopótamo aguardam o café da manhã.

Tem que esperar.

Tequila é parte de uma manada de seis fêmeas de hipopótamo,

que é uma das maiores em cativeiro.

Todo dia, quando elas saem,

gostamos de dar comida fresca como prêmio por virem aqui.

Hoje, em comemoração ao verão,

temos melancias.

Também é uma chance de avaliarmos se elas conseguem

comer algo grande e duro.

Hoje, vamos prestar mais atenção na Tequila.

Ela teve problemas em alguns dentes,

e a boca parece doer,

então, vamos ver como ela lida com uma melancia.

Tequila é considerada de meia-idade.

Ela tem cerca de 28 anos.

Por isso, estamos dando atenção aos dentes,

ela está começando a envelhecer.

Ela é uma fêmea muito levada.

Ela é um pouco mais baixa que as outras,

mas não deixa isso

afetar sua personalidade.

Tá, Tequila, pronta?

Pegue.

Isso, pegue a fruta, menina.

Ela pegou?

Sim, pegou. Era metade.

-Tá. -Foi fácil.

Tequila, quer uma inteira?

Vamos, Tequila.

Foi a Tequila que acabou de tentar pegar a inteira.

Parece que não consegue mais estourar uma inteira.

Sim, concordo.

Não está abrindo toda a mandíbula.

Todas as outras parecem estar conseguindo comer bem,

mas ela só está comendo os restos.

Há alguma coisa errada. Precisamos ver os dentes dela.

É, ela não está mastigando normalmente.

Acho que o dente está doendo.

Vamos examiná-la quando ela entrar.

Nós notamos certa atividade na colina ontem.

Nos bastidores do Animal Kingdom,

um novo hóspede acaba de chegar.

Vim dar uma olhada, e parece que temos

uma toca de tartaruga gopher

que apareceu de um dia para o outro.

Sempre ficamos felizes quando espécies nativas

entram no Animal Kingdom.

A tartaruga gopher é meu animal preferido,

porque elas são muito despretensiosas.

Quase ninguém conhece esse pequeno animal

que vive enterrado aqui na Flórida

e é responsável pela saúde

de várias outras espécies neste ecossistema.

TRAVESSIA DE TARTARUGA

A tartaruga gopher é uma espécie ameaçada na Flórida

e por todo o sudeste dos Estados Unidos.

A principal causa é a perda de habitat,

as mudanças de habitats para a criação de estradas.

As tartarugas gostam dos mesmos habitats

que as incorporadoras.

Acho que vou instalar esta câmera aqui,

na entrada da toca, para podermos ter

uma noção de quem é nossa nova amiga

que mora nessa toca.

Sabemos que é uma fêmea,

mas Hank é um bom nome para uma tartaruga.

TARTARUGA GOPHER

A Hank é uma tartaruga bem sociável.

Ela sai à procura de comida.

A Hank parece saudável, parece ter um peso ótimo.

Ela tem todos os comportamentos que esperamos de uma tartaruga.

Vamos ver se conseguimos coexistir com essa tartaruga,

ver se ela pode continuar aqui,

porque é nossa responsabilidade ver se ela está feliz e segura.

Estou animada para explorar essa toca,

ir mais fundo e ver o que achamos.

No The Seas with Nemo & Friends, no Epcot,

bem no fundo destas águas cristalinas,

vive um ser furtivo de um metro de comprimento.

O Sigsbee é nosso macho de moreia-verde.

Já trabalhei com várias moreias,

e, acredite ou não, cada uma tem a própria personalidade,

inclusive o Sigsbee.

Nós acabamos nos apegando. Apesar de serem peixes,

elas são muito carismáticas.

Normalmente, o Sigsbee é um peixe ativo,

ele ama nadar pelo recife de corais no habitat dele.

Ainda mais com os mergulhadores,

ele é muito curioso,

gosta de ir até eles e dar oi.

Mas, ultimamente, ele tem ficado na dele,

se escondendo na caverna e saindo pouco.

Ele tem estado muito cansado e com pouco apetite.

Em um outro exame, descobrimos que ele estava muito anêmico.

Isso significa que tinha pouquíssimos glóbulos vermelhos

no sangue.

Ele acabou precisando de uma transfusão de sangue.

Então, hoje, vamos fazer outro exame

para ver se aquela anemia foi mesmo resolvida

e se ele está saudável.

Moreias-verdes, como o Sigsbee,

escondem-se nas costas rochosas

e nos recifes de corais do Oceano Pacífico ocidental.

A Disney ajuda a Coral Restoration Foundation

a salvar espécies ameaçadas, inclusive moreias,

em nossa região, Florida Keys.

O Sigsbee veio de lá.

Precisamos que nossos mergulhadores

entrem no sistema para tentar pegá-lo.

Mas pegar Sigsbee

não é tão fácil quanto parece.

Vou ficar segurando o saco,

e a Dani vai empurrá-lo um pouco para fora da toca

até que entre no saco.

Vamos trazê-lo à superfície e passá-lo para o Scott.

Se estiver num cano,

vamos levantar o cano, colocar o saco em uma ponta

e deixar na vertical, para ele cair no saco.

Vamos avisá-los se precisarmos de algo.

O Sigsbee é um atrevido macho de moreia.

Ele se esconde de nós quando nos vê chegando.

Certo, agora, ele está na imersão anestésica.

-Tá. -Vou anotar a hora de início.

Ele vai ficar sonolento.

São 9h14.

Precisamos anestesiá-lo, porque ele tem dentes afiados.

Queremos garantir a segurança de todos.

O Sigsbee vai ganhar uma viagem à sala de tratamento.

Transporte de moreias passando.

Nós prestamos muita atenção aos batimentos cardíacos

e à respiração dele,

enquanto está anestesiado, para que fique seguro.

Sabe em Alien, o Oitavo Passageiro,

quando a segunda mandíbula sai do alienígena?

Uma moreia-verde pode fazer o mesmo.

Isso as ajuda a puxar os peixes até o estômago.

Enquanto ele não está completamente anestesiado,

pode ser difícil ventilá-lo, porque precisamos conseguir

passar pela segunda mandíbula, para termos um fluxo de água.

Ele precisa pelo menos relaxá-la e abri-la.

Agora, ele está bem relaxado, então, está fácil

para que eu consiga um bom fluxo de água.

A Dra. Jen faz um ultrassom

em busca de motivos para a letargia de Sigsbee.

Podemos ver o coração dele batendo.

Se conseguir reposicionar. Ele é escorregadio. Aí está.

Vou checar o coração de novo, porque...

eu gostaria

que o coração dele

batesse mais rapidamente.

O que notei foi que o batimento cardíaco

do Sigsbee diminuiu um pouco.

Isso é um risco quando se anestesia um peixe.

Uma diminuição rápida no batimento cardíaco

pode diminuir a circulação de oxigênio

e afetar a respiração.

A contratilidade do coração está diminuindo,

ele não está batendo corretamente.

Ele está recebendo água limpa agora.

Estou preocupada com o Sigsbee.

O batimento cardíaco dele está baixo,

muito mais do que deveria

para uma moreia anestesiada.

O que vamos fazer é adicionar água sem anestésico

à imersão anestésica

para diluí-la.

Assim, vamos observar o batimento cardíaco aumentando.

É, o batimento

está ficando mais rápido, era o que queríamos

quando ajustamos a concentração do anestésico.

-Ele é escorregadio. -Sim, mas as flanelas ajudam.

Isso, muito obrigado. Agora, ficou perfeito.

Com o batimento de Sigsbee estabilizado,

a Dr. Jen examina as guelras, procurando sinais de anemia.

Falando sobre a forma e a estrutura das guelras,

elas estão boas, mas a cor está pálida,

o que é um pouco preocupante,

porque ele tem um histórico de anemia.

O ideal é vermos um vermelho vivo

nas guelras dos peixes.

Então, isso me mostra que talvez a anemia

que ele teve há vários meses tenha voltado.

Lidamos com isso há um tempo,

mas achávamos que estava resolvido, que estava melhor,

mas claramente ainda há algo errado a ser achado.

-Quero dar duas injeções. -Onde?

Nas costas.

Os remédios devem ajudar nos sintomas de Sigsbee.

Sim. Estou injetando ferro, que deve ajudá-lo

a começar a produzir mais glóbulos vermelhos.

E, além disso,

esta injeção

é de Epogen.

Epogen é um medicamento que ajuda

a estimular a produção de glóbulos vermelhos no sangue.

O próximo passo que discutimos para o tratamento dele

e que precisamos considerar

é fazer uma tomografia dele.

Diagnósticos por ultrassons têm certa limitação,

mas uma tomografia

pode ser a solução para descobrirmos o problema.

Acho que esse deve ser o próximo passo,

caso vocês concordem.

Eu também acho,

sim.

Para realizarmos um exame diagnóstico avançado,

precisamos levar o Sigsbee para o Disney's Animal Kingdom,

que fica a alguns quilômetros de onde estamos, no Epcot.

Mas não hoje,

porque ele não pode continuar anestesiado.

Por ora, ele pode voltar a brincar de esconde-esconde.

Acho que fazer a tomografia vai ajudar muito

a entendermos a fundo o que está acontecendo,

porque ele já está doente há um tempo.

Queremos respostas.

Passamos por muita coisa com ele.

Com sorte, ele começará a se sentir melhor logo.

Tequila!

Ela está pronta para sair.

Tudo bem. Pronta?

Tequila, a fêmea de hipopótamo, pode ter problemas dentários.

Ela já está a caminho.

Então, é hora das tratadoras brincarem de dentistas.

HIPOPÓTAMO-COMUM

Oi!

Quila!

Boa menina!

Hipopótamos são perigosos.

Precisamos tomar cuidado lidando com os dentes deles

e com tratamentos dentários.

Atenção, abra!

-Isso! -Isso!

Vamos tirar todos esses pedaços.

-Está gostoso, né? -Boa menina!

Boa menina!

A definição da Tequila é "pequena, mas poderosa".

Ela tem atitude, mostra o que quer sem resguardo.

Se ela não quiser algo, ela vai dizer.

Nós as treinamos a nos deixarem voluntariamente

fazer tratamentos dentários.

-Como está? -Monitoramos muito os dentes.

É bem seguro.

Já precisamos arrancar alguns dentes dela.

Há alguns pontos da boca que ficam

muito obstruídos e precisam ser observados.

Agora, estamos só tentando

tirar todo o feno da boca, para tentarmos ver

exatamente o que ela tem preso entre os dentes.

-Pode fazê-la levantar a cabeça? -Sim.

Tequila, abra!

Nossa, que boa menina!

-Tiramos os maiores pedaços. -Tá.

Boa menina! Bom trabalho.

O feno pode ficar grudento,

e, se ficar muito tempo lá, pode causar infecções.

O feno parece ter entrado nas gengivas

e estar afetando os dentes dela mais do que pensávamos.

Tequila, atenção.

Atenção.

Talvez ela não esteja cooperando

porque está com dor nos dentes no momento,

e a sensação gelada da água

pode estar causando mais dor.

Obrigada.

Por sorte, elas são muito bem treinadas.

Segure.

-Pronta? -Pode ir.

Sabem o que fazer e cooperam muito.

Eles têm a mordida mais forte de qualquer mamífero terrestre.

Então, sempre há um risco, mas confiamos nela.

Boa menina!

Quero tirar aquele.

Só mais um?

Segure!

-Pronto. -Tire aquele ali em baixo.

Segure.

Parece que há um pedaço de feno lá atrás...

Boa menina.

-Vou pegar o irrigador. -Tá.

Para limpar.

Vamos tirar isso da sua boca.

Vamos ver se consigo tirar. Pronta?

Tequila, abra.

Segure.

Tequila, abra.

Abra.

Está abaixando a cabeça rapidamente.

Tequila, abra.

Ótimo, segure.

Está fechando imediatamente.

Está com dor, né?

Isso me dá a impressão de que há algo lá

que ela não quer que toque.

É? Quer examinar?

-Se tirou? -Sim.

-Quero. -Abra.

Isto foi o que saiu.

Não é grande, mas estava bem preso

e é bem pontudo, então, devia estar doendo.

-Não parece tranquilo. -Não.

Que bom que gosta do irrigador.

Melhorou?

-Passou? -Melhorou, Tequila?

Há mais alguns que estão presos no fundo,

mas tirei o maior pedaço que estava protuberante.

-Vai ter que usar fio-dental. -É mesmo.

No pior dos casos, um dente dela pode estar quebrado

ou apodrecendo.

Ela claramente tem muita sensibilidade,

então, esperamos que o veterinário cuide disso.

Seria ótimo se pudéssemos achar a Hank lá dentro.

Nos bastidores, Rachel, diretora do programa de conservação,

se prepara para explorar a casa de Hank, a tartaruga gopher.

Toda toca é diferente,

não sei o que vou achar.

Esta não é a primeira vez que Rachel explora

uma toca de tartaruga gopher na propriedade da Disney.

Durante os anos em que estudamos tartarugas gophers na Disney,

já encontramos diversas espécies nas tocas.

Encontramos vários tipos de cobras e pequenos mamíferos.

Por isso, a chamamos de "espécie-chave",

pois criam abrigos para centenas de espécies diferentes

que podem viver e usar essas tocas.

Hoje, a equipe faz uma análise inicial

do tamanho e da complexidade da toca.

E talvez encontre a Hank.

As tartarugas cavam buracos profundos

para regular suas temperaturas e se esconderem de predadores.

Estamos tentando contornar as reviravoltas dessa toca,

e evitar que caia terra na câmera.

Hank, onde está se escondendo?

É, não tem nada além de terra.

Parece que não vamos achá-la hoje.

Essas tocas podem ter de 7 a 9 metros de extensão

e 3,5 de profundidade.

Já que ela escolheu um local bem ao lado da estrada,

precisamos garantir que ela fique a salvo das atividades.

Estou só garantindo que os motoristas que passarem

obedeçam nossa única regra: dirigir com cuidado,

para protegermos a Hank e os outros animais da região.

Aí está a Hank.

Ela preferiu sair para nos ver

do que deixar que fôssemos procurá-la.

Parece que ela está bem feliz com esse lugar.

É muito legal poder coexistir com ela

bem aqui, no Animal Kingdom.

A melhor parte de poder vir ao parque antes dele abrir

é que você tem o espaço só para você.

Tenho a oportunidade de passar um tempo

com animais que já tratei.

Só eles e eu.

Eu saio andando, e, na minha primeira parada,

venho ver os gibões-de-bochechas-brancas,

para visitar a Harper.

GIBÃO-DE-BOCHECHAS-BRANCAS

Ela é meu animal preferido

no Disney's Animal Kingdom.

Eu venho cedo todo dia, só para ver como ela está

com a mãe, a Melaka, e o pai, o AJ.

Acho que me traz uma certa felicidade

poder olhar para esses animais e saber que eu os ajudei.

DR. GEOFF FEVEREIRO DE 2016

A mãe da Harper, a Melaka, ficou 12 horas

em trabalho de parto.

Notamos que a Harper estava virada para trás no canal.

Então, eu tomei a decisão de realizar uma cesária.

Conseguimos tirar a Harper em cerca de três minutos.

Ela teve uma boa resposta.

Nós basicamente salvamos a vida dela.

A Melaka voltou a este local, com a Harper,

no dia seguinte,

pulando por aí.

Agora, com seis anos, Harper já está bem crescida.

A Harper é destemida.

Nós a vimos crescer.

No começo, ela só ficava com a mãe,

mas, quando descobriu a força dos braços e das pernas,

ela perdeu o medo.

A Harper tem uma linda pelagem dourada

porque, agora, atingiu a maturidade.

Quando jovens, todos eles têm uma linda pelagem dourada

para poderem se camuflar nos pelos das mães.

MÃE

Por volta de um ano de idade, tomam a cor do pai,

com pelos pretos e bochechas brancas,

e ficam assim até atingirem a maturidade.

TRÊS ANOS DE IDADE

Eu acho que tenho uma ligação especial

com a Harper.

Sinto como se fosse o segundo pai dela.

A DISNEY APOIA PROJETOS DE CONSERVAÇÃO

DE SEIS ESPÉCIES E HABITATS DE GIBÕES NA ÁSIA.

Tem sido muito legal observar a Harper crescer

e aproveitar o fato dela já estar madura.

Logo, ela deve começar a própria família.

É muito legal.

Sigsbee, o macho doente de moreia-verde,

vai para a sala de tratamento veterinário

para fazer uma tomografia.

Oi, amiguinho.

A Dra. Jen quer checar se a possível anemia

não causou problemas mais graves.

Estamos tentando descobrir a doença.

Ele é um mistério de moreia para nós.

Vamos considerar o comportamento anormal

como um resultado da possível anemia.

A tomografia é um ótimo jeito de ter um panorama rápido

de todos os órgãos. Vamos ver o resultado e partir daí.

Esta é sua rede nova, amigo.

Pronta? Vamos tirar...

Tirem o máximo de água possível.

É a primeira vez que fazemos uma tomografia

em uma moreia-verde, é bem legal.

Ter acesso a um equipamento de diagnósticos tão bom

é muito importante, pois pode diagnosticar doenças

em animais únicos como a moreia-verde.

Precisamos usar nossa criatividade.

Colocamos o Sigsbee em uma caixa de acrílico,

suspenso em uma rede específica para moreias.

Viu só?

Não é comprido demais.

Ele é muito bonito.

Estou impressionada com a rede.

Eu adorei.

Ela é incrível.

Eu trabalho com o Sigsbee há cerca de dois anos e meio.

Ele sempre teve uma personalidade forte.

E sempre nadava o dia todo.

Parece estar melhorando, o que é legal,

e o apetite está voltando aos poucos.

Mas ele também recebeu muita terapia de apoio

para chegar até aqui.

Adoraríamos que ele voltasse a ser

a moreia que era antes.

-Ou funcionou ou não. -Pois é.

Agora, estamos analisando

os resultados da tomografia do Sigsbee, o macho de moreia.

Estou especificamente analisando os rins dele.

Uma das coisas que nos preocupa com casos de anemia

é a funcionalidade dos rins.

Com peixes, é difícil saber.

Estou analisando o rim,

e tudo parece estar

fantástico.

Dá até para ver os vasos sanguíneos do rim.

Ele está muito normal e saudável.

Não acho que o problema esteja nele.

Toda a anatomia dele parece normal,

o que me deixa feliz.

Quero fazer uma pausa nisso e examinar as guelras dele

antes de aplicar o contraste.

A Dr. Natalie quer saber se Sigsbee

está respondendo bem aos tratamentos da anemia.

Uma floresta de guelras.

Que incrível!

Estão me parecendo bem saudáveis.

No último exame, elas tinham um tom rosa pálido.

Então, isso mostra uma boa melhora

nas últimas semanas desde o exame, o que é ótimo.

-Estou muito animada. -Estou satisfeita.

Estou pensando: "Nossa, estão vermelhas, que incrível!"

Adoro receber boas notícias tão cedo no dia.

Não encontramos nada preocupante na tomografia,

o que é ótimo.

Com os tratamentos que temos administrado

e com as melhoras que temos observado,

esperamos que ele se recupere totalmente.

A estrada para a recuperação foi muito longa para ele.

Está anêmico há muito tempo, então, é bom vê-lo melhor.

Tá, amiguinho, vamos.

Que bom que está se sentindo melhor.

Está em casa.

Estou aliviada com ele de volta.

Esperamos que ele continue melhorando,

e queremos vê-lo de volta à ativa.

Em anos de moreia, ele é só um adolescente, então,

mal posso esperar para ver o que o futuro guarda para ele.

No estábulo dos hipopótamos...

Vamos começar tentando posicioná-la.

Se começar a demorar muito,

talvez seja necessário parar

e entubá-la com segurança antes de continuarmos.

Tequila, pequena, mas perigosa,

recebe uma visita do dentista.

As tratadoras da Tequila

acham que ela está com um problema nos dentes

que está causando muita dor.

Queremos examiná-la melhor para tentar ajudá-la.

A Tequila é um animal grande e muito forte.

Ela tem o peso de um carro pequeno.

Mexer numa boca assim pode ser perigoso,

então, ela precisa ser anestesiada

para podermos analisá-la e descobrir o problema.

É...

-Boa menina. -Pronto, dormiu.

A Tequila está anestesiada, vamos.

Precisaremos de três pessoas nas cordas.

Não gosto de manter um hipopótamo anestesiado

por mais de três horas,

então, o procedimento tem que caber nesse período

para ela ficar bem.

Assim que ela se deita no chão,

a contagem começa e precisamos ser rápidos e eficientes.

-Precisam puxar mais. -Ela está toda amassada.

Se a Tequila deitar muito tempo sobre as patas

sem se mover pela anestesia, isso pode machucá-las.

Então, usamos as cordas para reposicionar as pernas

em posições diversas para que isso não aconteça.

Vou entubá-la.

Muitas vezes, não respiram bem, e isso também causa problemas.

Por isso, nós também oferecemos ventilação extra.

-Lindo. -Muito bem feito.

Parabéns, gente.

Tá, parece bom.

Estou aqui para examinar a Tequila,

que talvez tenha um dente com problemas.

O bom dos hipopótamos é que eles têm uma boca tão grande

que pode ser aberta em até um metro,

o que dá uma ótima exposição de todos os dentes.

O maior problema é este dente quebrado.

É bem nítido que ela tem um dente fraturado

do lado inferior esquerdo.

-Vamos trazer isto para frente. -Tá. Gente...

Dá para ver que o lado do dente quebrou e caiu.

E também quebrou no meio.

E ainda há restos de alimentos entre os dois fragmentos.

Vamos ver o quanto está preso.

A única opção é retirar o dente.

Normalmente, para extrair um dente

desses grandes animais... É um dente grande.

No caso dela, tem 6 centímetros de profundidade,

com 6,5 a 7,6 centímetros de comprimento.

Você precisa sentar e balançar o dente.

É questão de paciência.

Qualquer um consegue arrancar um dente com agressividade,

mas é preciso evitar danos

à cavidade dentária e à mandíbula.

Então, é preciso ir com calma e soltá-lo aos poucos.

Até agora, tudo bem. Ela está reagindo bem à anestesia.

Segundo o monitoramento que fizemos,

ela está aguentando, e está tudo bem.

Ela continua dormindo, então, estou contente, por ora.

É como retirar vidro do concreto.

Ela quer mantê-lo e eu quero retirá-lo.

Estamos aqui há quase três horas.

Só faltam alguns minutos

para a anestesia de Tequila passar.

-Precisa... -Preciso de 15 minutos.

-Tá. -Prenda aos dentes da frente.

-Ela está acordando. -Sim, abriu os olhos.

Espero que não saia dos dentes da frente.

Essa bandagem?

-Tirei um pedaço. -Isso! Muito bem!

Ele só...

Legal.

Levou muito tempo para tirar

e ainda há um fragmento de dente que está muito preso.

-Saiu. -O segundo pedaço saiu!

Isso!

-Só... -Consegui.

-Pronto. -Nossa.

É, saiu mesmo.

-Nossa. -Saiu mesmo.

Retiramos os maiores fragmentos,

o que nos permitiu limpar a área

e retirar os restos de alimentos do alvéolo.

E, se ela não ficar com comida presa,

deve ficar bem.

-Pronto, Charles? -Pronto.

-E você? Pronta? -Sim, estou.

Após uma extração de sucesso,

e mais de três horas de anestesia,

é hora da Tequila acordar.

-Não vão ter muito tempo. -Tá, tudo bem.

Tá... Um, dois, três, comecem a puxar.

Deixem que a corda trabalhe.

Deitar por muito tempo pode ser estressante para eles.

-Está bom aí. -Já está bom.

É como em humanos:

quando deitamos em cima de um braço e ele dorme

ou dói por um tempo, o mesmo pode acontecer com eles.

Então, estamos nos esforçando para reposicioná-la, mexê-la

e alongá-la para combater isso.

Mas ela ainda irá sentir um pouco de dor

e algumas pernas formigando quando acordar.

Deixe 15 ou 20 centímetros para a cabeça não passar.

Mexa a língua, querida.

-Mexeu. -Mexeu, tá.

Respire.

Isso! Agora, sim.

-Solte! Boa menina. -Perfeito.

A Tequila acordou.

Ela aceitou bem a anestesia, e estou feliz com os resultados,

e ela acordou muito bem.

-Vamos checar os ninhos hoje? -Sim.

Excelente.

No Epcot, estes são os menores

e os mais barulhentos moradores do parque:

mais de 60 casais de andorinhas-azuis

fazendo ninhos.

O Dr. Jace e eu vamos checar cada uma das casinhas daqui.

A andorinha-azul é a maior espécie de andorinha

na América do Norte.

As andorinhas-azuis só passam metade do ano no Disney World.

Durante a outra metade, ficam na América do Sul,

ficam no Brasil.

Passam dos lugares mais remotos do mundo

para o lugar mais mágico do mundo.

Em 1998,

nós colocamos uma casa para andorinhas-azuis

no Festival de Flores.

Não esperávamos que viessem, mas vieram e amaram.

Agora, mais de 20 anos depois, temos mais de 200 casas.

Temos a oportunidade de cuidar desses pássaros incríveis

como um ponto importante de reprodução

antes deles voltarem para o Brasil.

MAIS DE QUATRO MIL ANDORINHAS-AZUIS

FORAM REGISTRADAS NO WALT DISNEY WORLD RESORT,

PERMITINDO QUE CIENTISTAS DESCOBRISSEM

QUAIS VOLTAM E COMO AJUDÁ-LAS.

Espero que encontremos bebês recém eclodidos.

Bebês pequenininhos.

Diga o que encontrar.

Na casa "A", não temos nada.

-Nada? -E antes?

-Havia dois bebês. Foram embora. -Tá.

Tá. Dá para ver que foi usada.

Legal.

Andorinhas-azuis são pássaros estranhos.

Elas só gostam de fazer ninhos

em casas de pássaros feitas por humanos.

Antigamente, ficavam perto de tribos indígenas.

Elas penduravam cabaças para secar

e os pássaros pensaram: "Dá uma casa, vou morar aí."

São quase 100% dependentes de cuidados humanos

e de casas que humanos provêm.

Tá, vamos para a "B".

-Vou ficar aqui. -Vejamos.

Esta casa está mais pesada. Há pássaros aqui.

-Bebês a bordo. -É mesmo.

-Olhe só. -Pois é, olhe para eles.

Por que importa se uma família sobrevive ou não?

Bom, a andorinha-azul é uma espécie em declínio.

Cada um desses filhotes importa.

Nas últimas duas décadas,

perdemos 50% das nossas andorinhas.

Todos podem fazer a diferença para a preservação.

Todos que têm um quintal adequado

podem colocar uma casinha.

Eles botam cerca de mil ovos todos os anos.

Somos quase uma fábrica de andorinhas-azuis.

Tudo bem, a casa "E"...

Olhe, é hora de ovos.

-Hora de ovos? Quantos? -Sim! São três ovos.

O que havia na casa "M"?

Na "M"? Cinco ovos.

-Não temos mais. -Temos o quê?

Temos cinco filhotes.

Nossa, olhe esses filhotinhos!

Tudo bem. Vou colocar a mão e pegar o maior filhote.

Nós podemos tocar esses pássaros só uma vez.

Fazemos isso de uma forma que não os impacte tanto.

Com essas imagens de referência,

podemos descobrir a idade exata deles.

Parece ter cinco dias.

Espécies de pássaros migratórios têm muita dificuldade,

voando por aí, de achar um bom lugar onde haja

segurança e comida,

então, a Disney faz muita diferença

ao se certificar de que tenham tudo aquilo que precisam

antes de seguirem jornada, seja para onde for.

Todo ano, nós marcamos alguns adultos e filhotes

para ver se vão voltar para cá.

Chamamos um de Steve, a andorinha.

Ele volta há oito anos. Sempre o vemos chegar,

ter filhotes e voltar para o Brasil.

Steve esteve no parque há uma semana,

cuidando dos filhotes.

Mas, agora, não há sinais dele.

O Steve, a andorinha? Ele é um dos avós da colônia.

Eu vim até aqui ontem,

mas não o vi voltar para visitar a casinha.

O que me deixa um pouco preocupado

é que notamos mais ataques de corvos neste ano.

É possível que o Steve e sua companheira, a Sharon,

tenham sido mortos pelos corvos.

Se algo aconteceu com o Steve e a companheira,

quem vai cuidar dos filhotes?

O Steve já volta pra cá há oito anos.

Então, onde ele está? Por que não voltou?

Se o Steve for voltar para algum ponto do parque,

será para essa casa específica, para essa cabaça.

Tenho medo do que pode acontecer com os filhotes.

O tempo está correndo, e eles precisam comer.

Precisamos que o Steve e a Sharon voltem.

O Steve, a andorinha, tem um rastreador.

Então, se ele voltar,

podemos pegá-lo, retirar o rastreador

e descobrir em que aventura ele se meteu.

Então, vamos colocar uma porta de armadilha na casinha

presa a um prego ligado a uma vara de pesca.

Vou usar esse pequeno prego

e vou colocá-lo no buraco

no centro da entrada. Vou apoiar

a porta em cima dele.

Então, quando o pássaro entrar,

vamos puxar a vara, tirar o prego e fechar a porta.

Assim, o teremos de volta.

Esse é o plano.

Vamos cruzar os dedos para que ele volte.

Agora, a linha está presa.

Legal, tudo pronto.

Então, eu vou me sentar

nesta cadeira bem aqui.

Chamamos de pesca de andorinhas, porque é exatamente como pescar,

no sentido de não saber se vai pegar...

alguma coisa nos primeiros cinco minutos

ou em duas horas.

Esta é, definitivamente, a companheira do Steve.

Ela parou em cima da entrada da casinha.

Minha nossa, o Steve apareceu, acabou de pousar.

O Steve entrou!

Nós o pegamos!

Nossa, isso é muito animador!

Agora, ele pode voltar a alimentar os filhotes,

e eu posso ver onde ele passou todos esses dias.

Isso é ótimo!

Nós queremos seguir as viagens diárias do Steve

conforme ele voa por todo o Walt Disney World Resort,

porque essa informação nos ajuda a entender

não só o que o Steve e as andorinhas daqui precisam,

mas o que andorinhas-azuis precisam como espécie.

A melhor manhã de todas!

Oi, amiguinho.

Estou muito feliz em te ver, Steve.

Você parece estar muito bem.

Aqui está o rastreador.

Posso retirar o rastreador,

o que é muito legal, porque significa

que nós provavelmente teremos gravado tudo que ele fez

na última semana.

Já vou te soltar, amiguinho.

Pronto.

Certo, amiguinho.

Seja livre. Estou muito feliz que você voltou.

Agora, volte a alimentar os filhotes.

Isso foi incrível.

Venha aqui, Tequila.

Após a extração do dente de Tequila,

Erin e Jen querem ver se ela voltou a morder bem.

Vamos ver se está bem.

Pegou?

-Veja como morde! -Pegou!

-É isso aí! Foi uma boa mordida. -Foi, sim.

Está comendo normalmente.

Mastigando a melancia.

É, parece melhor, sim.

Estávamos preocupadas de que ainda sentisse dor,

mas acho que ela está ótima.

Sempre suspeitamos de problemas nos dentes, porque eles têm

muitos dentes e comem muitas coisas.

Estamos felizes por ela voltar a comer melancia normalmente,

comendo uma inteira em uma mordida.

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