All language subtitles for La.moglie.del.sarto.2014.1080p.AMZN.WEB-DL.DDP2.0.H.264-Pedotriba - PT-BR

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Original subtitles

AO MEU PAI E MINHA MÃE,

QUE ME ENSINARAM A NUNCA DESISTIR.

E AGORA ESTOU ENSINANDO ISSO AOS MEUS FILHOS, JOE E CAROLINA.

- Bom dia. - Bom dia.

Posso?

- Fique à vontade. - Obrigada.

Obrigada!

Qual é o problema? Está cansado?

É, cansado.

Não consigo respirar.

Não consigo respirar bem.

Rosetta.

Mondo!

Mondo, qual é o problema? Responda, Mondo!

Mondo!

Mondo!

A MULHER DO ALFAIATE

"Ora pro nobis."

1960 SUL DA ITÁLIA

- "- Salus Infirmorum. - Ora pro nobis.

- Refugium Peccatorum. - Ora pro nobis.

- Consolatrix afflictorum. - Ora pro nobis.

- Regina Angelorum. - Ora pro nobis.

- Regina Patriarchorum. - Ora pro nobis.

- Regina prophetarum. - Ora pro nobis.

- Regina Apostolorum. - Ora pro nobis.

- Regina martyrum. - Ora pro nobis.

- Regina confessorum. - Ora pro nobis.

Regina sine labe originalis concaepta.

Ora pro nobis.

- Regina in caelum absunta. - Ora pro nobis.

- Regina Pacis. - Ora pro nobis.

Per Christum Dominum Nostrum.

- Amen. - Amen."

Perdão.

"A alfaiataria e o apartamento agora pertencem à minha esposa Rosetta.

E depois, à minha filha Sofia.

Sem mais desejos,

eu encerro meu último testamento.

Assinado, Edmondo Pignataro."

Permita-me dizer algo, senhora,

caso, você decida vender esses imóveis,

Tenho um cliente de confiança pronto para satisfazer todos suas exigências.

E em dinheiro.

Posso arranjar uma reunião...

Mas por que venderíamos?

Meu pai jamais ia querer isso.

Nem sequer pensamos nisso.

Eu agradeço a você.

É meu dever, senhora.

Por favor, pense na minha proposta.

Tentei convencê-las, mas não vão vender.

Acho que é tudo encenação. Elas vão vender, você vai ver.

Vamos dar um tempo para pensarem.

Mais cedo ou mais tarde, o dinheiro do velho vai acabar.

E o rato vai vir atrás do queijo.

Deixe-me mostrar a planta.

Então...

No lugar do bar,

vamos construir um restaurante muito exclusivo.

E não quero mais saber

daqueles miseráveis fedorentos jogando cartas lá.

No lugar do salão de beleza, vamos construir um clube.

Um clube, como os que existem lá no norte.

Ah, sim, um clube.

No palácio de nossas alegres viúvas...

vamos construir um hotel exclusivo.

Superluxuoso.

- Que será a nossa... - A nossa...?

Nossa máquina...

- Máquina... - Nossa máquina de dinheiro!

Entre!

Desculpe interromper.

- O que é isto? - Os acordos.

- Acordos sobre o quê? - A calçada da casa Tresciuglio.

Ah! Isso significa trinta votos.

Sejam pacientes.

Está bom.

Pronto.

Mil liras, mil liras. Compre um brinquedo para seus filhos!

Juntem-se aqui, juntem-se! Está tudo barato!

- Meus tomates! - Pelas batatas.

As mais frescas que vão encontrar.

Se levar a caixa toda...

Que cheiro bom!

Está tudo barato!

Peras por 100 liras! Peras por 100 liras.

Rosetta!

Como você está, Rosetta? Fico feliz em te ver.

Minha cabeça vai explodir.

Eu entendo. Quer que eu vá com você?

Não, obrigada.

Tudo bem, mas venha ao salão.

Você promete que vai?

Obrigada.

- Tchau. - Tchau.

Ficou maravilhoso em você!

Você me assustou!

É seu?

Foi o que usei no primeiro encontro com seu pai.

Venha cá.

Deixe-me ver.

Cabe direitinho em você.

Já chega de luto.

Seu pai não ia querer isso.

Bom dia, sr. Carlino.

Bom dia, senhora.

Já desço num minuto.

Eu posso esperar, senhora.

O que estão olhando? Isso não é para vocês.

- É para você, então? - E não é? Sendo modesto...

Bigode de homem!

Este é o último terno em que ele trabalhou.

Uma obra-prima, como sempre.

- Bom dia. - Bom dia.

Se estiver atrapalhando, volto mais tarde.

Não, estou trabalhando.

O vereador Cordaro está esperando você na prefeitura.

- O quê? Agora? - Quando quiser, inclusive amanhã.

Tudo bem.

- Tchau, senhora. - Obrigada.

Bom dia, senhora.

- Oi. - A Sofia está pronta?

Espere que vou chamá-la. Você pode trocar de roupa.

- Sofia! - Estou indo!

- Oi! - Oi.

- Você está maravilhosa. - Obrigada, mãe.

- Vejo você mais tarde. Vamos. - Tchau.

A sra. Pignataro está aqui.

Não a deixe entrar imediatamente! Vá, ande!

Por favor, entre.

Senhora! Que honra. Estou tão feliz em ver você aqui!

Obrigada.

Por que você mandou me buscar?

Por que mandei buscar você...? Posso ser sincero?

Considerando a amizade entre mim e seu marido.

Mandei que buscassem você,

porque, infelizmente,

as pessoas começaram a fofocar.

Sobre o quê?

Sobre a loja, homens entrando e saindo.

À noite, isso é inaceitável.

É o meu trabalho.

Não me importa isso. Só fofocam porque somos mulheres.

Sim! E porque são pessoas baixas, pessoas sem educação.

Mas tenho a solução para você.

Angelina!

Angelina!

Estou indo!

Conhece o engenheiro?

Ele também estava no funeral do seu marido.

Madera, prazer conhecer você.

- Não consigo lembrar dele, desculpe. - Mas ele lembra de você, e como!

Ele não para de perguntar de você há um mês já!

O que você queria me pedir?

Sra. Pignataro, vocês moradores daqui precisam nos ajudar.

Estamos trabalhando por vocês.

- Pelo seu futuro. Pelos seus filhos. - Pelos nossos filhos?

Precisamos de mudanças para esta cidade cheia de casas decadentes.

Modernizá-la! Atrair pessoas do mundo todo!

Criar indústrias, divertimento, dinheiro!

Senão, ficaremos de fora do progresso.

Como eu posso ajudar com isso?

Você pode ajudar sim, de verdade.

Porque, veja bem...

de alguma forma, a sua casa é a chave para essa mudança.

Queremos trazer pessoas aqui

para curtir a beleza da nossa cidade, nossa bela vista.

Todo mundo! Turistas, estrangeiros. Todos!

E eu impeço os turistas de verem nossa bela vista?

Não! Senhora, não!

O fato é que os turistas veem nossa vista por alguns minutos,

eles compram um café, um sorvete...

E vão embora!

Não! Eles precisam ficar!

E como? Com progresso!

Não se preocupe com a casa, vou encontrar uma nova para você...

Quando falamos de progresso, queremos dizer progresso!

E o que quer dizer progresso?

Por que não se preocupam em levar água limpa para as casas

em vez de levar a minha?

Leia isto.

São as dívidas do seu marido.

Ele morreu sem pagá-las.

Dívidas.

Que dívidas?

A alfaiataria anda muito bem.

Não tem nada a ver com a alfaiataria.

Essas dívidas vêm de outras coisas que só eu sabia.

Bom dia!

Que coragem a sua de me dar bom dia.

Preciso de coragem para dar bom dia a uma amiga?

Venha à alfaiataria. Tenho algo para te contar.

Depende do que vai me perguntar...

Não é o que vocês estão pensando.

Por quê? No que estamos todos pensando?

- Nada! - Nadica de nada!

- Vão parar com essa palhaçada? - Que palhaçada, sra. Rosetta?

Estamos sempre aqui para você, como sempre.

O que nós fizemos?

Esta meretriz, como vocês me chamam, é a sra. Rosetta.

Viúva de Edmondo Pignataro, casada com ele por vinte anos e feliz,

por 7.300 dias e 7.300 noites.

E nesses 7.300 dias e noites,

só ele, o alfaiate me fez feliz. Entenderam?

- Suas contas estão certas, não? - As suas também.

Não, eu mal consigo ler, não sei fazer contas!

Isso é verdade!

Você não sabe nem falar.

Preocupe-se com sua esposa!

Quantas vezes vou ter que dizer para vocês não se meterem com essas pessoas?

Vá buscar o café!

- Não estávamos fazendo nada. - Venham comigo. Preciso contar algo.

Têm que comprar algo para ficar sentado o dia todo!

Mas eu falei com o vereador,

e ele me garantiu que elas iam vender.

É, ouvi dizer que elas tinham passagens só de ida.

Acho que é só uma tentativa de aumentar o valor, sabe?

Eu também acho.

- Vereador! - Vá, ande!

Vamos embora!

Está vendo?

Depois dizem que nós do sul não trabalhamos.

A sra. Rosetta é muito trabalhadora.

Olá?

- Entre, já vou em um minuto. - Não se preocupe comigo!

- Bom dia, senhorita. - Bom dia.

O comprimento da frente da jaqueta é de 87...

- Já anotamos tudo? - Já.

- Quando vai ficar pronto? - Até semana que vem?

- Venha na semana que vem. - Tudo bem então.

Sra. Rosetta, muito obrigado.

- Tchau, srta. Sofia. - Tchau.

- Vereador. - Tchau, um bom dia para você.

- Tchau, senhora. - Tchau.

Que bom ver você de novo.

- Então, você já teve alguma ideia? - Bastante ideias.

Ah...

Não, porque, você sabe...

Temos uma vaga de emprego na câmara municipal.

Um trabalho fácil, só arrumar as coisas no lugar.

Para sua filha também.

Se me permite.

Porque estou vendo que você está retirando tudo,

como se estivesse fechando.

Fazemos o que queremos, abrimos, fechamos.

O negócio é nosso.

E isso é definitivo?

Porque você sabe, o povo da cidade que falei antes...

ainda estão fofocando sobre você.

E seu pai não ia gostar disso!

Eu falo isso como amigo.

Se nossa amizade te dá vergonha,

pode ficar com ela para você.

Bom dia!

Bom dia.

Obrigado.

Venha, vamos provar.

Faça sua mãe entender.

Sofia, venha me ajudar, por favor!

Claro.

De agora em diante, ninguém mais entra lá!

Sim?

Olá, vereador?

É o Modugno quem está falando. Sim.

Então alguém entrou lá?

Sim, vereador, sim.

Eu falei para ninguém entrar!

Vou ver isso!

Eu falei para ninguém entrar lá, ninguém!

Obrigado.

- O que ele disse? - Está tudo bem!

Que bom.

Meu Deus, que maravilha!

Seu porco nojento!

Por isso, você está sempre por perto delas duas.

- E está sempre cansado durante o dia. - Do que está falando?

- O que está fazendo? - Estou trabalhando, ouviu?

- Estou trabalhando para o vereador! - Está mesmo?

- Veja, não é brinquedo. - É, deixe-me ver.

- Olhe a distância que dá para ver... - Deixe-me olhar!

- Olhe para lá. - Ali?

- Olhe para lá? - Para lá? Ali!

Está vendo?

Seu pervertido! Seu velho tarado! Vá para cama!

Era para virem buscar esse terno uma semana atrás.

Eles não vieram.

O médico disse que viria.

E o tal casamento?

Todo mundo simplesmente sumiu.

Vá até o salão da Gina.

Veja se a esposa do médico está lá e diga que o terno está pronto.

Deixe comigo.

Bom dia.

Bom dia, você veio ajeitar o cabelo?

Não, Gina. Estou procurando a sra. Musumeci.

Senhora, vim dizer a você que o terno está pronto há uma semana.

Podem ficar com ele.

- Bom dia. - Bom dia.

Como posso ajudar?

Na verdade, eu vim falar com o sr. Naccarato.

Pode falar comigo. Sr. Naccarato está ocupado no momento.

Se eu puder mostrar algo enquanto isso...

Eu...

Na verdade, eu vim aqui vender.

Então, vai ter que falar diretamente com o sr. Naccarato.

Espere aqui, se não se importa.

Vou ver o que posso fazer.

Os Fantoches!

Pessoal, os Fantoches! Os Fantoches chegaram!

Aproximem-se! Juntem-se!

Os Fantoches chegaram, crianças!

Os verdadeiros fantoches sicilianos estão aqui! Crianças!

Pessoal, o Teatro dos Fantoches!

Juntem-se!

Belas senhoras, belas senhoras!

Vou fazê-las felizes! Os Fantoches Sicilianos!

Olhem, tem em todos os tamanhos.

Os melhores fantoches do mundo!

Angelica, você vai casar com Orlando, o herói paladino!

Não, meu rei! Você não pode roubar minha esposa de mim!

Prefiro morrer em combate!

Você, paladino, não vai morrer em combate!

Vai morrer pela minha espada!

Ah, não!

Estou morrendo!

- Bravo! - Ótimo!

ALFAIATARIA EDMONDO

Senhorita! Um fantoche siciliano feito à mão.

Para você.

É lindo!

- Você que fez? - É claro! Tudo é feito à mão.

- O que é isso? - Estão vendendo fantoches!

Não, obrigada, não estamos interessadas.

Rinaldo, Orlando e Angelica, o trio perfeito.

Todos feitos à mão.

Elixir do amor e amuleto da sorte.

Nossa sorte veio e se foi.

Agora, vá embora!

Mas senhora, são os heróis que derrotaram os sarracenos.

Vão ficar bem na sua loja.

- Vieram da Sicília. Vai comprar? - Não.

Obrigado mesmo assim.

Senhora! Compre um fantoche para a criança!

Tem nas cores verde, azul...

Os menores, qual você quer?

- Este aqui? - Este, obrigado.

Obrigado, tia!

- Parece que você está na lua! - Não, estou bem.

Venha para dentro.

Giuseppe!

Como você está?

Ele está nervoso com sua Primeira Comunhão no sábado.

Não estou nem um pouco nervoso!

É normal ficar nervoso!

Como posso ajudar?

Só alguns pequenos ajustes nisto aqui. Era de seu irmão mais velho.

Vejam o que podem fazer com ele.

Sofia, ajude-o a provar.

Vamos ver o que podemos fazer.

Certo, venha comigo.

Sente-se.

Qual é o problema?

Ninguém mais vem à loja.

E como está fazendo para viver?

Vendi todas as minhas joias.

Mas está tão ruim assim?

Você não pode pedir ajuda aos amigos de Edmondo?

Que amigos? São inimigos.

Querem que a gente vá embora!

Claro! E como podem fazer isso?

Vão nos obrigar a vender a loja.

Estão prometendo o paraíso a todos.

Disseram ao barista Modugno que, se ele os ajudasse,

dariam a ele um restaurante enorme.

E ele acreditou.

- Quem? Modugno? - Modugno, Modugno.

Rosetta, você deveria ter me dito isso antes.

Se for isso mesmo, precisamos detê-los!

Vou falar com o padre e ver se ele tem trabalho para você.

O que mais posso fazer?

Giuseppe!

Então...

- Deixe-me ver... - Eu diria...

Diria para deixar as mangas mais longas e subir os ombros.

Venha cá. Vire. Deixe-me ver se tem tecido suficiente.

No amor e na morte,

foi assim que derrotaram os sarracenos.

Oi!

Olá!

- Veio comprar um fantoche? - Não.

E o que é isto?

Você sabe tocar?

- Não! Como se toca isso? - Olhe, aperte essa tecla.

Olá, Sofia!

Oi! Você está esperando há muito tempo?

Franc, que diabos está fazendo? Venha me ajudar!

Já estou indo!

- Qual é o seu nome, senhorita? - Anna, prazer.

Francesco, o prazer é meu. E qual é o seu nome?

Sofia.

Já volto.

O que você está procurando?

Se não for comprar nada, vamos embora.

Não temos tempo a perder.

- Que diabos você está fazendo? - Nada, o que estou fazendo?

- Vamos embora. - O que está fazendo com isso?

- Só estou contando o dinheiro. - Eu conto o dinheiro.

Para que esse drama?

- Coloque de volta, seu idiota! - Vou colocar.

Tudo certo, vocês já podem ir.

Levante a cabeça.

O que está fazendo? Respire!

Ou as calças não vão servir!

Quando as batinas estiverem prontas, levarei ao seminário.

- Obrigado. - Obrigado.

Estamos prontos!

Eu disse que entregaria as batinas no seminário.

No seminário? O que isso significa mesmo?

Ah, são vocês.

- O que vocês querem? - Ele vai se casar.

- Você precisa de um terno? - Na verdade, trouxemos champanhe.

Esta é a festa de despedida.

Então, podem ir embora.

- Aonde vocês me trouxeram? - Saia daqui, seu babaca!

Você só aceita outros homens? Nós fedemos?

Eu mandei irem embora!

Modugno!

E aí, como foi? Ela era gostosa? Como foi?

É, claro. Só umas apalpadas.

Apalpadas? Fizeram o que tinham que fazer ou não?

Não fizemos. Ela é uma fera. Não deixou nem chegar perto.

- Olhe a marca no rosto dele! - Cale-se!

Então vocês aceitaram o dinheiro e não fizeram nada?

- Quem vai contar ao vereador? - Você que se preocupe com ele.

E se ela contar à minha mãe? Sabe o que vai acontecer?

Ela vai dar uma surra em você? Vai precisar de 10 mãos!

Doutor advogado, ache uma solução. Precisamos de uma!

Solução? Estou preocupado com minha mãe também!

Alguma boa notícia?

Também não há nenhuma testemunha.

Ignazio, deixe-me cuidar disso.

- Sim, mas o comandante vai com você. - Sim, senhor.

Não, eu vou sozinho. Aquele anão é um inútil!

Que seja como você quiser...

Estou de saco cheio de você!

Bom dia!

Sua mãe?

Por que contaria a você onde minha mãe está?

Por que você é sempre tão agressiva e difícil?

Sempre somos, especialmente com pessoas como você.

Por quê? Somos só homens de negócios.

É assim que se chamam criminosos agora?

Não force a barra! Não tolero isso de ninguém!

- Chame-nos de criminosos... - É, é isso que vocês são.

Não, vocês são piores que criminosos. Agora, caia fora!

Sua puta desgraçada!

Sofia! Sofia?

O que foi? Não está se sentindo bem?

O piemontês.

Mil novecentos, cinquenta...

Seus canalhas! Minha filha!

- Segurem-na! Segurem-na! - Vou matar todos vocês, criminosos!

Pelo amor de Deus!

- Seus canalhas! Ela é uma garota! - Fora daqui! Tirem-na daqui!

Soltem-se!

Que loucura! Isso é doideira! Ela está fora de si!

Já chega, senhora, chega! O que você fez?

Acalme-se, fique calma! Venha cá. Chega!

Quer ser presa? Acalme-se.

- Eu falei para me soltar! - Chega!

Qual é o problema, senhora? Precisa de alguma coisa?

Só de uma coisa.

Eles não vão parar.

Simplesmente, não vão.

Bem, então, eu mesma vou falar com o bispo em pessoa.

E se não for suficiente, falo com o administrador também.

Aquele vereador!

Parece que ele está se divertindo muito atormentando a cidade inteira.

Ele acende e apaga as luzes da cidade quando bem entende.

E guarda os controles em casa.

Aquele desajustado!

Se ao menos tivéssemos um prefeito de verdade em vez desse fantoche!

Eles se sentem tão poderosos, onipotentes.

Não entendem nada!

Não sabem que o único poder pertence a Deus.

A Deus e à nossa Mãe Natureza. E só a eles!

E aquele outro, que veio do norte, acha que pode comprar todos nós!

Nada o detém, nem sequer garotinhas!

Que vergonha! Estão indo longe demais! Temos que acabar com isso.

Sofia quer que eu os processe.

Ela não entende. Estão todos mancomunados.

Eles compram a verdade.

Para mim não, obrigada. Estou satisfeita, e isso tem álcool.

Não tem álcool, é para crianças. É muito doce, como você.

Doce como você?

Ela disse que não quer. Pode ir agora, obrigada.

- Sofia! Oi! - Anna!

- Até que enfim você chegou! - Boa noite, senhora.

Eu estava tão entediada que queria ir embora!

Se soubesse o que tive que fazer para chegar aqui!

Se minha mãe souber que ainda saio com você.

- De novo! - Eu sei. Fazer o quê?

- Os fantoches chegaram! - Os fantoches, os fantoches!

Sua camisa rasgou!

Sofia, a filha de Rosetta, vai consertar.

Venha!

Sofia!

O quê?

- Camisa rasgada. - Posso consertar, se quiser.

Princesa Angelica, para evitar uma briga

entre os dois heróis, Orlando e Rinaldo,

casará com aquele que se mostrar mais orgulhoso e digno.

Porém, a linda pagã só usa os cavaleiros quando precisa deles.

E nem Orlando, nem Rinaldo terão o seu amor,

mas sim um jovem corajoso, Medoro!

Que se tornará seu esposo para sempre.

- Venha! - O quê?

- Venha. - Não, não.

Seu sarraceno infiel e feio!

Vou mandar-te ao inferno!

Leia.

- O quê? - Leia!

- Leia! Ó, Rinaldo, Rinaldo. - Não consigo! Não!

Ó, Rinaldo, Rinaldo, perdoe esse invasor.

Vou defender o castelo sozinha,

e deixe seu pensamento beligerante para o amor!

Tu falas de amor,

como faíscas de estrelas que queimam em sentimentos divinos.

- O que aconteceu? Por que pararam? - Não sei.

Angelica.

Estive procurando você.

O que está fazendo aqui?

Olhe!

Escute, você é maluco.

Minha mãe pode chegar a qualquer momento.

- Gostei muito. - Gostou?

Você precisa de alguma coisa?

- Um terno. - Um terno.

- Novo. - Novo.

Que tipo de terno você precisa?

É para uma cerimônia?

- Sim. - E em que cor você quer?

É para o verão? Para o inverno?

De pano? De linho? Diga-me!

- Tudo bem. - Qual?

Qual...?

O que você decidir.

Um terno novo...

Sofia, a fita métrica!

Tire as medidas dele.

Pescoço.

Quarenta.

Ombros.

PADARIA

Já basta.

Por favor, pense na nossa proposta.

- Moradores daqui precisam nos ajudar. - As pessoas começaram a fofocar.

Homens entrando e saindo.

Estamos trabalhando por vocês.

Fofocando, fofocando...

- Esta cidade de casas decadentes. - Criar indústrias, dinheiro.

Quando falamos de progresso, queremos dizer progresso.

- Venha cá, senhora. - Bom dia.

- Está fresco? - É claro! Confie em mim, senhora.

- Quanto? - Dez liras.

Obrigada.

Nós brigávamos às vezes, mas nunca tão feio assim.

Ele estava estranho uns dias atrás.

Se ele queria mais dinheiro, era só ter falado!

Em vez de levar o dinheiro, a carroça, os fantoches.

Estão juntos há muito tempo?

Era mais do que um irmão para mim.

Vou preparar o banho, e trazer algumas roupas limpas...

Obrigado.

Olhe, olhe, estão no sofá.

Depois, ficaram pelados no sofá... uma orgia.

- Entendo, entendo. - Não vai dizer nada?

O que tenho para falar? Não tirei as fotos.

O sr. Modugno tirou as fotos. Ele entende dessas coisas.

Eu sei, seu sei.

Mas se for esse o caso, devemos falar agora com o vereador.

E depois agir. Mas temos certeza?

- Estão certos disso? - Comandante, muito certos.

Garantido, sem dúvida.

- Obrigado, podem ir. - Tchau.

Começamos medindo isto.

Este é o primeiro, a cada seis...

- Seis, doze. - Doze.

Como é lento.

- Eu sou lento, senhora? - Um pouco.

- Só estamos brincando. - Boa noite!

Boa noite. Como posso ajudar?

Temos um mandado da prefeitura.

Como assim?

Vamos fechar a loja. Você entende isso?

- Fechar? - Fechar, fechar. Passe isso para mim.

"Comportamento imoral em loja pública".

Vai poder ver todos os documentos para saber mais.

Mas segundo as provas e documentos,

parece que isto aqui, em vez de ser uma alfaiataria,

perdão, é um puteiro.

Isto é seu.

O que está dizendo?

Vocês vêm aqui, nos perturbam e ainda tentam fechar nossa loja?

Cuidado com esse documento, senhora. Pode custar caro a você.

Pense com cuidado.

O efeito não é imediato, você tem 60 dias.

Você pode contestar ou...

falar com o vereador.

Tchau.

Não acredito que foram tão longe assim só para tomar nossa alfaiataria.

Não vão tomar nada.

E você e sua filha não estão mais sozinhas.

Agora, vocês têm Salvatore.

Ele é um bom homem.

E Sofia será muito feliz com ele.

Adelina, assim espero.

Acho bom que seja!

Senhora, venha ver. Algum defeito?

Está perfeito.

A Sofia ajudou.

Não, não ajudei.

De qualquer forma, bom trabalho.

- Você já cortou os outros? - Falta cortar quatro.

Precisamos achar outra coisa para fazer,

porque depois de terminarmos esses...

CÂMARA DE COMÉRCIO, INDÚSTRIA E AGRICULTURA

Sua loja precisa ser salva..

Algo será feito.

Ao trabalho!

Espere, eu ajudo você.

Quarenta e seis.

Quarenta e sete. Dobre o braço.

Sessenta.

Obrigada.

- Terminamos. - Vamos! Ao trabalho agora!

- Então? - Tenho tudo que preciso.

Aqui está seu dinheiro.

Obrigada!

E quando vejo você de novo?

Preciso de tempo para cortar o tecido. Até semana que vem?

Sim! Em uma ou duas semanas. Eu quero sair de férias.

Quero ir para a Ilha, ao mar.

A Ilha? Eu tenho uma casa lá!

Então, alugue-a para mim! Quanto seria?

- Posso cobrar a mais? - Diga!

- Combinado! - Obrigada!

Então, vejo você em uma semana com as roupas e as chaves.

- Tudo certo, então. - Tchau.

Obrigada.

Quem faz a garota de cabelo cacheado? Quem faz a garota de cabelo cacheado?

Quem faz a...?

Que garota de cabelo cacheado? É a música errada!

Eu escrevi esta manhã!

Do que está falando? Você não sabe escrever!

- Eu adaptei a música! - Cale a boca!

Ei! Dá ara parar? E você, desça daí!

Tinto, temos clientes! Caiam fora! Andem!

O que você vai querer?

Eu assumo, Tinto. Espere aqui, preciso falar com você.

- Vou esperar, não se preocupe. - Dois sorvetes de limão, por favor.

Quanto é?

Seriam duas liras, mas fica por conta da casa.

Prefiro pagar.

Obrigada, tchau.

Ele parece bem afeminado para mim.

- O casamento é de mentira. - Com certeza!

O que está procurando?

Sal.

Está aqui. Deixa que eu pego.

E a Sofia?

Ela estava um pouco cansada. Está dormindo.

Ela estava cansada ou aconteceu algo?

Discutimos um pouco.

Por qual motivo?

Nada demais. Talvez não devesse ter contado a ela.

Aconteceu no bar do Modugno.

O que aconteceu?

Sofia queria um sorvete, então fui comprar no bar.

E eles me chamaram de bicha.

Disseram que é por isso que ainda não temos filhos!

Precisava ir justo lá?

- Sabe que eles nos odeiam! - O outro bar estava fechado.

Eles têm certa razão quanto aos filhos.

Como assim?

- Quero um filho, mas não acontece. - Você tem que ser paciente.

- Leva tempo. - Estamos tentando há um tempo.

Nós mulheres somos delicadas.

Se nos preocupamos, tudo para de funcionar.

Não precisa se preocupar.

Coma. Eu vou ver a Sofia.

- Já pode se vestir agora. - Obrigada.

- Como foi? - Não sei.

Mal posso esperar para voltarmos para a Ilha.

Para apresentar você ao meu mestre de marionetas...

Eu não vou com você.

Senhora, sua filha tem um útero mal formado.

Podemos fazer alguma coisa?

E se eu levá-la ao norte?

Senhora, a medicina é igual em todos os lugares.

Às vezes, a ciência está errada.

A vontade de Deus nunca.

Traga-a até mim.

Você quer mesmo esse filho?

Quero! Com toda a minha vida!

Então você tem que voltar para onde você veio.

Siga a lua.

Obrigada.

Terminei lá dentro. Vamos ver o mestre antes que escureça.

Um minuto. Já vamos.

Salvatore!

Que bom ver você, mestre.

Senhora.

Venham comigo, venham.

Acompanhem-me.

Podem entrar. Aqui é minha oficina.

Meu reino.

Olhe, senhora, esse fantoche é Medoro.

Ele enganou Orlando e Rinaldo e, com o consentimento do rei,

casou-se com a bela Angelica.

Que está sempre escondida e não posso vê-la.

Onde será que ela está?

Angelica, cadê você?

Angelica, Angelica...

Onde ela está?

Aqui está ela, mestre.

Angelica está sempre escondida.

Salvatore.

Pegue estas sacolas.

Coloque os fantoches dentro.

Agora, são seus.

Mestre, não posso ficar com eles.

Já fiz minha parte.

Esses fantoches precisam seguir vivendo através de você.

Leve-os. São seus agora.

Sra. Rosetta, venha comigo, por favor.

Vamos tomar uma bebida.

Quando era criança, eu era fascinada pelos Fantoches.

Parecia um mundo mágico para mim.

Afora, eu sei o porquê. Você dá sua alma a eles.

Isso é verdade.

Os Fantoches são de um mundo mágico, um mundo à parte.

Os Fantoches nunca dormem.

Quando não estão no palco comigo,

estão sempre observando,

olhando fixamente com os olhos bem abertos como se...

Como se quisessem conversar comigo, me contar algo.

Eles precisam falar.

Viajei pelo mundo. Comecei em Catânia com meu pai

e finalmente, parei nesta ilha quando me cansei.

Aí, eu conheci este rapaz, Salvatore.

Ele queria aprender esse trabalho a qualquer custo,

e ser um titereiro! Eu falei para ele ir embora e desistir.

Que era uma vida difícil. "Não, mestre", ele me respondeu.

Ele se tornou o maior titereiro que já conheci na vida.

Obrigado, mestre.

Já dei a volta ao mundo,

conheci todo tipo de pessoas importantes.

Outro dia, escrevi uma carta a alguns amigos em Nova York.

Eu escrevi, "Meus amigos,

já que estão tornando todo tipo de coisa em Patrimônio da Humanidade,

por que não fazem do homem Patrimônio da Humanidade?

Sabem o que eles me responderam?

Disseram que estão avaliando cuidadosamente o pedido.

Não sabiam o que me responder.

Eu os deixei confusos.

E sabem por quê?

Porque o homem se esqueceu do homem.

O homem se esqueceu do próprio homem.

Saúde, mestre.

Saúde, Salvatore.

Ah, Angelica.

Meu Deus!

Deixe meu coração cantar!

- Deixe cantar! Cantar. - Sim, sim.

- Cantar! Deixe cantar! - Saia fora! Saia!

Angelica!

- Meu coração... Meu... - Levante-se!

Lave o rosto e levante-se. Vamos perder a balsa.

Salvatore!

Eu errei, Salvatore! Desculpe!

Salvatore!

Você roubou o seu irmão!

Seu irmão!

- Seu irmão! - Perdoe-me, Salvatore!

- Como você está? - Tudo bem.

- E você? - Ótimo!

- Sentiu saudade de mim? - É claro.

Olá, senhora.

O que vocês querem?

Precisamos revistar o apartamento em busca de estranhos.

Você pode ficar lá fora. Eu vou cuidar de tudo aqui.

- Ordens dos seus chefes? - Eu não quero perturbar a senhora.

- Mas são ordens. - Claro. Mais mentiras.

Eu aconselho a senhora a vender.

Porque eles não vão desistir!

E falo como amigo.

- Amigo? - Sim, amigo!

Ouça-me.

O vereador e os amigos estão dispostos a qualquer coisa para fazer você sair.

E eu tenho que encontrar provas do suposto crime.

E você vai encontrar?

Será que vou?

Acho que não vou.

Posso contar com você como amigo?

Sim, como amigo.

Temos que subir de qualquer maneira, eu tenho que ser visto...

Eles me vigiam também.

- Quanta sorte. - Bom dia.

Entre.

Bom dia.

Então, quais as novidades?

Infelizmente nenhuma, nenhum homem na alfaiataria,

exceto pelo marido da filha.

Você não consegue fazer uma coisa sequer nesse lugar!

Dois meses para nada!

- Vão para o inferno! - Giuliano, acalme-se.

Não, não vou me acalmar!

Meu nome está em jogo!

Eles me avisaram.

Para não confiar em vocês sulistas de bosta!

Seus idiotas!

Se isso não der certo, vão nos queimar vivos!

Tudo bem, Giuliano.

Basta de tanta asneira num dia só.

Mas você tem razão.

Fogo.

Purificar.

- O quê? - Você entendeu.

Vocês dois ficaram doidos! Eu sou um homem da lei!

Homem da lei!

Nós somos a lei aqui.

Como quiser, mas eu estou fora dessa!

Mas vou dizer que vocês estão indo longe demais.

Mande-o virar homem!

Quem te perguntou?

Por que você está falando?

Vá trabalhar, para variar!

Olhe só como estão bonitas! Peguei esta manhã.

- Estão lindas. - Lindíssimas!

Obrigada.

- Vá cortá-las. - Sim.

Obrigada.

Está tudo bem, não se preocupe.

Está tudo bem.

Não me deixe.

Nunca vou deixar você.

- Estava tudo bem? - Ótimo, obrigado.

- Aproveitem o jantar. - Obrigada.

- Só um gole? - É.

Tem algo que preciso contar a vocês.

O que é, mãe?

Sofia... Eu... Não sei.

Saia de perto de mim!

Vocês dois!

Apaguem-me de suas vidas!

- Fogo! Fogo! - Também estamos vendo!

Não, não os fogos de artifício! Fogo na praça!

Fogo na praça! Vamos lá!

- O que aconteceu? - Deixem-me passar!

Deixem-me passar!

Pare aí!

Um ato tão maldoso assim nunca tinha acontecido em nossa cidade.

Todos nós somos culpados.

Através do ódio e da difamação, criamos a tragédia.

Mesmo que não haja culpados identificados,

todos nós sabemos quem são!

Então hoje, a cidade inteira está unida aqui

para dizer a vocês criminosos,

"Vergonha! Vergonha! Vergonha!".

Assassinos!

- Ladrões! - Assassinos!

É isso que vocês são! Assassinos!

Desculpe, Adelina, vou lavar as mãos.

ALFAIATARIA PARA HOMENS

Saúde! À reinauguração.

- Bom dia, senhora. - Bom dia.

- Como está o bebê? - Ótimo, obrigado.

Faça força agora! Força! Posso vê-lo!

Posso vê-lo! Posso vê-lo!

Está quase acabando! Um pouco mais de força!

Acabou. Ele saiu.

Sua mãe ia gostar de ver você assim.

1968 OITO ANOS DEPOIS

Medoro, você vai ver só quando eu te pegar!

- Mãe! Mãe! - O que está acontecendo?

A MULHER DO ALFAIATE

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