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Toma.
Mais uma vez, estás com péssimo aspeto.
Embebedas-te, provocas brigas...
Se soubesses escrever, serias o próximo Bukowski.
- O que pensa a Maryam disto? - Estamos a dar um tempo.
- Desde quando? - Há duas semanas.
- Duas semanas? Estás a gozar comigo. - Unidade 1, ainda aí estão?
Sim. Não se passa aqui nada.
- Foi ela que quis o tempo, ou tu? - É o nosso homem?
- Parece que sim. - Ele vai sair. Autorização para agir?
- Leste o relatório? - Sim. Não.
- Porquê? - Não li tudo.
Sami Malouf. Falsificador e traficante de pessoas,
é procurado em quatro países da UE.
Suspeito de vender passaportes romenos.
- Porque não o prendemos? - A acusação quer os passaportes.
Hoje vai encontrar-se com um comprador. Não leste nada!
Não, mas comprei-te leite com chocolate.
- Não bebo isso há 20 anos. - Tens ar de quem bebe.
- Achas que gosto disto? - Fá-lo.
Vai-te foder!
- O que se passa? - Mudança de planos, claramente.
Não vejo bem, há um camião à frente.
- Mantém a distância, Ali. - Estou a manter.
Ele tem as chaves do carro e vai conduzir para algum lado.
Não o podemos perder. Unidade 2, preparem-se.
Leo, onde estás?
Estamos prontos. À espera de luz verde.
Fala a Unidade 1. Estou a vê-lo. Alvo num AMG escuro.
Solicito ordens. Avançamos?
Não avancem. Sigam-nos, por agora.
- Leo, onde... - Ali, vamos. Entra.
Unidade 1 está a segui-lo.
Unidade 2, sigam-nos. Para os carros!
Estamos atrás dele e em perseguição.
- Ali, Leo, situação? - Vai para leste pela Schwanthaler.
- Olha. Qual é o plano dele agora? - Espera. O que está ele a fazer?
Estacionou, temos de passar.
Unidade 1, descobriu-vos?
Não descobriu nada. Está tudo bem.
Unidade 2, situação?
O alvo vai à nossa frente. Estamos em cima dele.
Ótimo. Merda!
O alvo vai para oeste, pela Landwehrstrasse. Vamos atrás dele.
Estamos parados num vermelho, entre a Goethe e a Landwehrstrasse.
Ele passou um semáforo vermelho.
Não te preocupes, acontece aos melhores. Já estamos de volta.
Agora estamos a entrar numa fábrica em Kreile.
Ele estacionou.
- Diz. - O quê?
Bingo. Deve ser o saco com os passaportes.
Bingo!
O alvo tem um saco na mão e dirige-se para um camião.
Devíamos agir já. Agora, ou perdemo-lo.
Esperem por nós, vamos já para aí!
A Unidade 2 também chegará em breve.
Estás a ouvir aquilo?
Alguém está a gritar. Não está?
Avança. Avança!
Parem! Polícia! Polícia, parem! Ei!
Sai, vamos!
Ei, ei, para!
Fica onde estás!
Foda-se!
Foda-se! Foda-se!
Última paragem!
Para!
Seu cabrão de merda! Já viste isto?
Vem cá e dou cabo de ti! Polícia de merda!
Então? O que estás a fazer?
Somos amigos. Já não estou zangado. Está bem? Por favor.
Está tudo bem. Polícia alemã, estão seguros.
Está bem.
Certo.
Sim, obrigado.
- Soltani, olá. Menina Conti, certo? - Muito prazer.
- Peço desculpa pelo atraso. - A Sra. Feldmeier vem a caminho?
Não, infelizmente. Tem outro compromisso.
- Que pena. - Sim.
O meu cliente...
gostaria de manter este assunto confidencial,
por isso, preciso de falar consigo e com a Sra. Feldmeier.
Está bem. Então, dê-me uma ideia geral do que se trata?
Tenho uma oferta para os seus clientes, é tudo o que posso dizer neste momento.
Espero que compreenda, Sra. Soltani.
- Se é o que o seu cliente deseja. - Sim, lamento.
Por favor, não me faça esperar muito.
É do seu interesse resolver este assunto o mais depressa possível.
Sim. Vou falar com a Sra. Feldmeier e marcaremos uma reunião.
Como é urgente, talvez esta tarde, no nosso escritório?
Ótimo. Contacte-me logo que possível.
Fico à espera pela nossa conversa.
- Adeus. - Adeus.
GIOIA CONTI
Não se trata de tomares a decisão certa!
- Não? - Não me mantiveste informada.
Deixaste-me fazer má figura,
que eu podia ter aceite se fosse a primeira ou a segunda vez.
Juntei-te ao Leo na esperança que deixasses de ser rebelde!
- Melhorou muito... - Não! Também és um arruaceiro!
Ouviste-a. Somos os dois.
Tentem ser menos impulsivos e menos instintivos.
Se uma situação como a de hoje voltar a surgir, falem comigo!
- Nós... - O quê?
Nada.
- Algum progresso no caso Heckner? - Não.
Estamos à espera dos resultados do laboratório.
- Já chegaram. - O quê?
Já devem ter chegado. O Jannis deve tê-los.
Mais alguma coisa?
Podem ir.
Prepare o e-mail e telefonamos amanhã às 13 horas.
- Vamos a isso. - Perfeito.
Vemo-nos amanhã às 13 horas.
Jannis!
- Tenho de voltar ao trabalho. - Jannis!
- Querem os resultados? - Sim.
- O que se passa? - Sim, merda.
- Jannis, o que se passa? - Lamento.
Lamentas o quê?
Não encontraram nada. O ADN e as impressões eram dele,
as mensagens, chamadas, não tinham nada de interessante.
Lamento.
Demorou tanto e acabou por não ajudar. Estraguei tudo.
- Não. - Jannis!
- Jannis, fizeste um ótimo trabalho. - Sem dúvida. Concordo plenamente.
O nosso trabalho não é só ter sucesso, também é lidar com o fracasso.
Esquece e segue em frente.
Já és melhor polícia do que muitos deles.
- A sério? - Sem dúvida.
Está bem. Vou continuar a trabalhar nisto.
- O quê? - Hecner. Münch. Eu trato disso.
Por um minuto, pensei que estávamos fritos.
Viste a cara dele, como olhou para nós?
- Pensei que tinha acabado. - Sim.
- Sabes que mais? - O quê?
Começa tudo a fazer sentido. O nó está a soltar-se.
Amanhã, prendemos o Lohlinger por tentativa de homicídio
e vão parar de perguntar pelo Heckner.
Em que nos tornámos, Leo?
Gioia Conti, Colata Capital. Qual é o trabalho dela?
É a CEO? Diretora financeira? Porteira?
Em breve, dir-nos-á.
Se estiver com a Colata, pode ser um avanço no caso de indemnização.
Ou é uma burlona a tentar a sorte connosco.
Obrigada, Elias.
Menina Conti, a minha sócia, Nora Feldmeier.
Prazer em conhecê-la. Ouvi falar muito de si.
Queria encontrar-se connosco de acordo com a vontade do seu cliente?
O meu cliente é a Colata Capital.
Creio que têm feito perguntas nas últimas semanas,
perguntas que dão a impressão de que você, digamos...
estão interessadas em nós.
Representamos as vítimas da ponte Meigertal.
O nome Colata Capital acabou por surgir. Certo?
Quero ser sincera convosco.
Estou aqui porque quero oferecer-vos um acordo amigável,
obviamente fora do tribunal.
Quer pagar-nos para pararmos de fazer perguntas inconvenientes?
O Sr. Lohberg também nos enganou, com o seu aço barato.
Mas a Colata não tenciona fugir à responsabilidade,
e oferece-se para vos compensar
de forma generosamente e também às vítimas.
Se estiverem dispostas a manter-nos fora do debate público.
Conti, a principal preocupação dos nossos clientes é a justiça,
e eles vão tê-la.
Oferecemos um fundo para as vítimas de cerca de dez milhões de euros.
É mais do que podem ganhar em tribunal
e também terão o Sr. Lohberg como cereja no topo do bolo.
Dez milhões? Sem mais nem menos?
Com a condição de pararem de arrastar o nosso nome pela lama de Lohberg.
Pensem nisso. Adeus.
A Soltani já percebeu, a outra vai ser mais difícil.
Acho que ela quer continuar a investigar por princípio. Continua a ser perigosa.
É suborno
ou acreditaste que só está a defender o bom nome deles?
Eu também não.
Mas não é ilegal. Temos de perguntar aos nossos clientes.
Sim.
Em que ponto estamos na pesquisa da Colata?
Aparentemente, voltámos à estaca zero.
Ouve. Deixa-me fazê-lo. Eu trato disso. À minha maneira.
Obrigado.
De nada. Não és de Munique, pois não?
Não.
Estás de férias?
Não, eu...
Estou aqui em negócios.
És fotógrafo?
Percebeste logo?
Sim. Por causa da câmara.
Mas também há algo...
... de artístico em ti.
Tens bons olhos.
Tens... como se chama? Olhos de falcão?
Olhos de falcão.
Este trabalho dá-te jeito para ler as pessoas.
Olá.
Olá.
Olá.
O arguido, Leif Lohberg, está presente,
representado pelo advogado, Ralf Bellinghaus.
Ilustre procurador público...
O arguido Leif Lohberg, dados pessoais mencionados anteriormente,
é acusado de tentativa de homicídio, bem como danos corporais perigosos,
contra Niklas Zehlinger, residente em Ottobrunner Strasse 1, Munique.
O crime está sujeito a acusação, segundo a secção 212,
parágrafo 122/123 do Código Penal Alemão.
Sr. Lohberg, quer comentar o crime?
Não.
Vamos dar início à audiência das provas.
Nervosa?
Um pouco, mas só tenho de dizer a verdade.
- Sra. Soltani? - Sim?
Venha comigo, por favor.
Aqui à esquerda.
Obrigado.
Então, contaste-lhe?
Contei-lhe.
Ia a caminho de casa, pouco antes das 20 horas.
Os homens encurralaram-me e obrigaram-me a voltar ao escritório.
Esses homens eram Niklas Zehlinger e Mats Heckner, certo?
Sim.
Não digas à Maryam. "Nem uma palavra à Maryam."
Já te disse mil vezes. Mil vezes.
E se ela falar com um procurador público?
Durante 20 anos, carreguei comigo aquela treta do acidente.
Fiquei calado durante 20 anos.
Não posso voltar a fazê-lo.
Ela não lhes dirá nada.
Claro, porque estou preocupado? Não aconteceu nada.
Porque estou preocupado?
Os homens falaram uns com os outros?
Mal falaram.
Disseram alguma vez o nome do meu cliente?
Não.
Não tenho mais perguntas.
Enviaste uma carta em cadeia? Fizeste um TikTok da morte do Heckner?
- És um idiota. - Gostava de saber agora!
Obrigada.
Porque não cumpres a tua parte do acordo por uma vez na vida? Porquê?
Sim, vem cá! Vamos!
Leopold Zeller.
Recolheu o depoimento de Niklas Zehlinger.
Correto, sim.
Pode parafrasear o que escreveu ao tribunal?
Sim.
Zehlinger admitiu ter sido contratado pelo arguido para intimidar Soltani.
Com violência.
A situação agravou-se de forma diferente de que Lohlinger previra,
levando o Sr. Zehlinger a exigir mais dinheiro do que o acordado.
Durante a entrega,
o arguido alvejou o Sr. Zehlinger na perna, por trás,
com a intenção de o matar.
O Sr. Lohberg tinha a quantia combinada com ele?
Não.
Está encarregado das buscas por Mats Heckner.
Correto.
Qual é o estado da investigação?
O Sr. Heckner não é visto desde a noite do assalto.
Não temos informação sobre o seu paradeiro.
Está a considerar a possibilidade de o Sr. Heckner
também ter sido vítima de um crime?
É possível, sim.
Pode repetir?
Não podemos excluir que o Sr. Heckner também tenha sido vítima de crime.
Vamos mudar de tática.
Os primeiros a chegar à firma Feldmeier
foram você e o seu irmão.
Porque estavam lá?
Tínhamos planos para nos encontrarmos lá com a Sra. Soltani.
Então, é verdade que tem uma relação com a Sra. Soltani?
- Não sei. - Não sabe o quê?
Se estou numa relação com ela.
Mas, sim, naquela altura, podia ter dito isso.
O Sr. Zeller, está, ou esteve, a investigar o caso Lohberg,
apesar de ter uma relação com a Sra. Soltani?
Estamos a falar da tentativa de homicídio de Lohberg ou da minha vida pessoal?
Sr. Zeller, por favor, responda à pergunta.
Sim, aceitei o caso, apesar da minha relação com a Sra. Soltani.
Não deteta nenhuma inconsistência?
Posso excluir uma certa parcialidade emocional?
- Sim. - Pode ser mais específico?
Não misturo trabalho com vida pessoal.
A sua chefe sabia desta relação?
- Não. - Porque a escondeu dela?
Não escondi nada, só não veio à baila.
Prendeu o Sr. Zehlinger, mas não fez uma declaração.
- Não. - Porque não?
Não queria dar a ninguém a oportunidade de desenvolver teorias da conspiração.
Não tenho mais perguntas.
Obrigada, Sr. Zeller. Pode ir.
A sessão está encerrada por hoje. Continuaremos amanhã, às 10 horas.
O meu cliente fará uma declaração amanhã. Em relação à ponte Meigertal também.
Obrigada.
- Como estás? - Correu bem. E tu?
Sim, correu bem.
Talvez possamos falar ao telefone um dia destes?
Sim, talvez.
Desculpa, eu...
- Devias ter-te dito antes. - Eu sei, mas não foi por isso que...
Já não sei quem és.
Talvez a pessoa que eu pensava que eras não existisse.
Tenho saudades tuas.
Também tenho saudades tuas.
Com licença.
Correu bem, dadas as circunstâncias.
O Lohberg está a aguentar-se bem. Amanhã, fará o depoimento.
O Sr. Barella quer falar contigo.
Estás preparado para expiar o teu erro?
Lohberg?
Vão prender-me durante anos.
Em relação à ponte, posso ter cometido um erro,
mas tem de me dar uma hipótese de me defender.
Vais pagar pelo teu erro, Lohberg. Conheces as consequências.
Quer assustar-me,
mas reage-se ao medo de outra forma. Percebeu?
O medo torna algumas pessoas imprevisíveis, Barella.
Pare de me ameaçar.
Sr. Barella?
- Olá. - Olá.
- Como correu a audiência? - Nem perguntes.
- Diz-me antes como estás. - Bem.
- Podes assinar-me uma coisa? - Está bem, o que é?
VISTO DE VIAGEM
Queres ir para os EUA?
- Quando? - No próximo ano.
- Depois das férias escolares. - Mas só precisas de uma assinatura da...
- A mãe recusou? - Sim.
Então, não posso assinar isto.
Leo, esta foi a tua oportunidade de seres um pai a sério.
Não, Valentin, assim não. A tua mãe fez muito por ti.
Se ela é contra isto, deve haver uma razão.
Por isso, sim, posso assinar e ser o pai porreiro,
sem perguntar a opinião da tua mãe, mas...
Pelo menos, dá-me a oportunidade de fazer as coisas bem.
- Como seria isso? - Perguntar à mãe porque é contra.
E isso mudaria tudo?
Não sei, mas deixa-me tentar. Depois, podes continuar zangado.
POLÍCIA DA BAVIERA BASE DE DADOS NACIONAL
Soube que está doente.
Precisa de medicamentos?
É justo? Ali, Leo.
Vocês os dois aí fora, livres e eu estou aqui.
Vocês mataram o Heckner.
Seus sacanas. Mataram o Heckner.
- Querida. - Quando voltas, pai?
- Em breve, querida. - Trazes-me alguma coisa?
Sim, se te portares bem com a mãe.
- Quanto tempo vais trabalhar hoje? - Não sou eu que decido isso.
- Trabalho até o trabalho estar feito. - Claudia.
Diz-lhe para me ligar quando acabar.
Pai, liga à mãe quando acabares.
Claro. Está bem, beijinhos.
Pai, sabias que o tubarão é o único peixe
que consegue piscar ambos os olhos ao mesmo tempo?
- Não sabia, a sério? - Adeus, pai.
Já viste a Maryam?
Leo! Vais ficar assim para sempre?
Precisas de ir à casa de banho?
Sr. Lohberg?
Houve um ataque.
Foda-se.
O Lohberg morreu, o Moltke morreu, o Zehlinger está em coma.
O Heckner fugiu.
E se a Colata e a Gioia Conti estiverem envolvidos? Não te assusta?
Assusta. Não te disse que sou medricas?
- Mas também sou muito corajosa. - Tens medo, mas és corajosa?
A coragem não é a ausência de medo.
A coragem é fazer algo apesar do medo.
- Queres continuar a investigar? - Eu não disse isso.
Esta noite, vamos dançar. Amanhã, decidimos o que fazer.
A receção dos advogados. Esqueci-me completamente.
- Tenho de ir para casa. - Vai para casa e encontramo-nos lá.
Maryam?
Este caso é teu. Tu é que mandas.
Se achas que devemos parar, paramos.
Os olhos dele estavam mais juntos.
Menos barba.
- Como é que ele matou o Lohberg? - Sim, é isso.
- Com as próprias mãos? - Não, com a técnica correta.
- Envias-me isso para o telemóvel? - Sim, claro.
- A identificação mostrou alguma coisa? - O quê? Era falsa.
Ali, o Leo. Vocês mataram o Heckner. Sacanas.
As pessoas dizem qualquer coisa. Este é um ótimo exemplo.
Ouvi as teorias mais loucas de reclusos.
Atiraram-me com quase tudo.
Pensei o mesmo, mas há mais.
Fiz uma pesquisa sobre Edda Nilünch. Ela trabalhava numa empresa de segurança.
E?
Na noite em que o Heckner desapareceu, ela estava a trabalhar numa obra
onde encontrei o telemóvel do Heckner.
- Sra. Feldmeier? - Meu Deus, quem é você?
Desculpe, chamo-me Stauss, Ludwig Stauss.
- Temos de falar sobre a Colata. - Aqui na garagem?
Está preso nos anos 80? Envie-me um e-mail, como uma pessoa normal.
- Enviei dois, mas não respondeu. - Então, ainda não os li.
Sra. Feldmeier, não sei se sabe que tipo de pessoas eles são.
Gostaria de discutir isto consigo, mas discretamente.
- É um deles? - Sou jornalista.
- Falamos lá em cima. Na garagem, não. - Também toquei à campainha...
Estou a seguir a Feldmeier. Está com o Stauss.
Decida depressa.
- Conhece esta mulher? - Talvez.
- É a protegida do Zito Barella. - E quem é ele?
- Nunca ouviu falar do clã Barella? - A Máfia?
Todos os negócios que faze com ela são negócios com a Máfia.
Recebeu uma oferta da Sra. Conti, não foi?
O Sr. Stauss disse que queria falar comigo,
não disse que me queria interrogar.
- Queria avisá-la. - Mensagem recebida.
Há dois anos que investigo a Colata e a família Barella.
Podemos ser úteis um ao outro.
Acha que, como se chama, Barella, está por trás do homicídio do Lohberg?
Tenho a certeza.
Não precisa de ser tão esclarecedor. "Provavelmente" chegava para mim.
O Barella é da velha guarda. Sra. Feldmeier, ele não faz prisioneiros.
Se a põem na lista, abre-se a caça.
Obrigada.
A CHAMAR NORA FELDMEIER SEM SINAL
Maryam?
Que dia de merda.
A Maryam não vai dizer nada sobre o Heckner.
- Como podes ter a certeza? - Sei e pronto.
Certo.
Queria dizer-te outra coisa para desanuviar o ambiente.
- Também peço desculpa. - Não é isso.
- Não? - Não.
No tribunal, quando quiseste lutar comigo...
Sim?
Eu ter-te-ia espancado.
NICOLE GABLER
Mensagem para Maryam.
Desculpa. Estou a caminho. Acabei de conhecer um jornalista chamado Stauss.
Acho que temos um grande problema. Até breve.
Enviar.
Quem é este idiota?
Olá, desculpa. Estou a caminho. Conheci um jornalista
chamado Stauss. Acho que temos um grande problema.
- Desculpe, não pode... - Deixe-me passar.
O teu silêncio não os vai proteger.
Quando a investigação começar,
acabaremos por saber se as tuas afirmações são verdadeiras.
Ajuda-me. Nilüch, por favor.
Está bem. Bem, obrigada pelo teu tempo.
Ajudaria se eu dissesse onde está escondido o corpo?
Tradução: Melissa Lyra Iyuno
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