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Original subtitles

- O que é isto? - Um número de telefone.

É chantagem. Estão a chantagear-nos.

Temos de nos livrar dele. Já te disse.

Tenho medo de ir para a prisão como um inocente.

Tenho medo. Não te envolvas com ele.

Eu disse-te, não disse?

Então?

Mas que raio?

Espera um segundo!

- É ele? - Sim, é ele. Vá lá.

Olá, dois bilhetes para Uranus, por favor.

- Sarah, certo? - Sim.

- O que podemos fazer numa sexta-feira? - Vamos à penthouse do Julian.

- O Julian é um idiota. - Não, tu é que és.

- Não sou nada. - Aqui tem.

- Tiveste um caso com o Julian? - Se tive, não é da tua conta.

Então, tiveste.

Obrigada.

- Também têm ecstasy? - Não, só o que pediste.

Para a próxima, envia-me uma mensagem com o teu pedido e verei o que há.

- E erva? - Não fazemos entregas só por erva.

Certo, claro.

Obrigada mais uma vez.

- É vossa primeira vez nisto? - Ele, sim. Eu não.

- Certo. Até à próxima. - Viste-o por aí?

- Phillip. - Sim.

Não, não o conheço. Parece triste.

- Triste faz o teu género. - Sim, claro. Anda.

- Certo, vamos. Adeus! - Vá lá, Felix.

Sim, estou a ir. Não há problema.

Queres tentar outra vez?

Não, amanhã. Cedo. Por hoje, chega. Estou de rastos.

Conheces bem o Jannis?

- Não é o Jannis. - Como sabes?

Ele sabia que procurávamos o Heckner e onde.

Ele sabia tudo, porque mete o nariz em tudo.

- Não é o Jannis. - Está bem.

Nem uma palavra à Maryam.

Ali? Nem uma palavra à Maryam.

- Ainda estás a trabalhar? - Estava à tua espera.

O que se passa?

- Passa-se alguma coisa contigo. - Como assim?

Estás diferente do habitual.

Sabes, eu...

Sinto-me tão...

Tão sufocado.

Por mim?

Não. Pelo trabalho, pelo mundo, por... Por tudo.

Mas não por ti. Nunca por ti.

Estás a investigar o Lohberg?

Sim. Quero descobrir quem o financia.

Signos de fogo como Carneiro ou Sagitário estão sempre ativos e prontos para a ação.

- Ouviste? - Sim.

- És muito ativo! - Está bem.

Leo!

Leo?

Olá.

Porque não cumprimentaste o Valentin e te apresentaste aos amigos?

Não sei. Eu...

O que se passa contigo? Pareces triste.

Melancólica, Leo. Estou melancólica.

É quando estar triste é agradável.

Tens mais disso?

- Mais vinho ou mais melancolia? - Vinho.

Edda? As vendas ontem foram boas?

Querias falar comigo.

Sr. Lanski, pensei que...

Ouvi dizer que há rotas especiais. Com mais produto.

Os outros dizem que se chamam "corridas". "Fazer uma corrida".

E agora queres fazer uma entrega?

- Trabalhas aqui há pouco tempo. - Pois.

Mas sabes que aqui mantemos as coisas híbridas.

Uns conduzem táxis, outros vendem.

Também deves saber que só funciona se as coisas forem discretas, certo?

- Sim, claro... - Discrição.

Significa não dizer nada, nem ouvir nada, nem ver nada.

Porque estás a coscuvilhar com os teus colegas?

- Não estou. - Não foi uma pergunta.

Desculpa, eu...

Ouve. Por agora, não te quero voltar a ver aqui.

- Vamos falando e depois vemos. - Eu...

Ali. Tens o telemóvel?

Tenho de dizer à Maryam, está a dar comigo em doido.

Podemos ligar-lhes agora?

Ótimo. Não digas quem és. Não admitas nada. Pergunta ao...

Está bem, deixe-me fazê-lo. Eu faço-o. Está bem?

Posso?

- Está lá? - Diga o seu nome.

Sabe quem eu sou. Diga-me antes quem você é.

Recebeu a minha mensagem, isso é bom.

Vou enviar-lhe uma localização. Encontrarás mais informação lá.

- Vá já. - E o que vamos encontrar...

Eu sabia. É uma piada. Este tipo está a gozar.

Como vamos encontrar as coisas aqui? Procuramos ali? Ou ali?

Leo?

- É o casaco do Heckner. - Pois é.

Um relatório de pessoa desaparecida. "Phillip Münch."

"Encontra-o. O tempo está a esgotar-se."

Quanto tempo demoras a encontrar alguém desaparecido há mais de um ano?

- O mais depressa possível? - Diz apenas: "O tempo está a esgotar-se."

Por isso, liga e queixa-te.

Vai ser uma caça aos gambozinos.

E agora?

Pega no ficheiro e eu descubro a morada.

Se estiver a caminho, vamos lá.

- Não está aqui um Münch. - Em que andar?

No segundo. Espera.

Diz-me o que andas a fazer para eu te dissuadir.

Vou ver o apartamento. Vá lá.

Então? Porque estás a trepar? Vou chamar a Polícia.

Olá.

Não, a mãe do Phillip. A Edda. Vivia aqui com ele.

Acho que há seis meses que se foi embora.

Foi tudo muito triste.

Primeiro, apanha cancro, depois, o filho desaparece.

Mas ela sempre trabalhou muito para o Phillip. Ela fez tudo o que podia.

- Onde trabalha a Menina Münch? - Não sei. Ela nunca me disse.

Mas usava sempre um uniforme escuro.

Uma farda? Como de segurança?

Sim, como uma segurança de museu. Com uma tocha.

- Muito obrigado. - Obrigada.

Edda Münch. Despediu-se há dois dias. E antes disso andava a faltar a turnos.

Foi mesmo... Ela sempre foi um pouco desequilibrada.

- Como assim? - Desligada da realidade.

Perguntava aos colegas se tinham superpoderes.

- Coisas assim. - Faz ideia de onde ela possa estar?

Talvez o Phillip tenha fugido da maluca da mãe,

ou ela matou-o e já se esqueceu disso.

O que escreveu ela?

- O Leo? - Uma foto.

- Só isso? Só a foto? - Tradução: "Estou a ver-te".

"Estou de olho em ti. Estou sempre de olho em ti"!

Vou encontrar-te. Tenho de te encontrar.

DESAPARECIDO: ONDE ESTÁ PHILIP MÜNCH?

Eu encontro-te. Hei-de encontrar-te. Hei-de encontrar-te.

O seu filho é adulto.

Nem sempre devem presumir que foi um crime.

- O Phillip está em casa? - Adorávamos, mas diz-nos como.

Ele não pode ficar mais, hoje?

- Parece tão cansada. - Perdi o meu filho!

- Lamento muito. - Não percebe?

Ele é seu filho.

Como encontramos aqui alguma coisa de útil? Vai demorar uma eternidade.

Olá. Não é o caso Heckner? Não é o caso Heckner?

- Sim, sim. - Isso também.

- É má altura para interromper? - Não, é ótimo.

- Já localizaste o telemóvel do Heckner? - Não.

- Porquê? - Leo, porquê?

Porque o Lohberg tinha prioridade.

Perfeito, eu trato disso. Até logo.

- Aonde vais? - A casa do Otto Reiner.

De quem?

O Otto que investigou o desaparecimento do Phillip. Vens?

O Phillip tinha 23 anos. Desistiu da universidade.

Conduzia um táxi. Bem, não exatamente. Não tinha carta.

- Kwikstaa? - Sim. Passas-me o piri-piri?

Leste sobre os alegados 100 mil dólares

que a Edda diz ter encontrado no quarto do Phillip?

Cem mil? "Alegados"? Não.

Achamos que estava a tentar atrair-nos, para reabrir o caso.

Disse que o Phillip tinha de negociar droga como taxista.

Como investigariam isso? Nem tínhamos um corpo.

Passado um tempo, chegamos a um ponto

em que não dá para justificar o tempo passado com o chefe.

Interrogou a última passageira?

O táxi estava no estacionamento, ele deve tê-lo trazido de volta.

Tens alguma coisa, tipo o telemóvel dele, um caderno?

- Há um portátil no cacifo das provas. - Que analisaste?

Disseste que viste as câmaras.

E vi. Mas não vi a câmara.

Leo, Leo, o que estás a fazer?

A ligar à Edda para ela parar de mandar esta merda.

Ligamos-lhe quando tivermos algo.

Está bem. O portátil do Phillip.

Sim.

Já te ligo.

- Tens um minuto? - Sim, entra.

Encontrei a empresa que o Lohberg usa para os projetos de construção.

Se ele não conseguir pagar...

Eles dão-nos o dinheiro para os requerentes?

Nos últimos 20 anos, quase metade dos negócios dele

passaram por esta empresa ou filial.

O nome aparece em todo o lado: "Colata Capital".

Quando não é Colata, chama-se "CapitalCom".

Ou "NormanCap". São ambas subsidiárias da Colata.

Queres mesmo tramá-las.

Preciso de comprimidos para dormir quase sempre.

Tenho ataques de pânico quando entro na garagem.

Não para.

Quero dar cabo deles. A todos. Sem dúvida.

Amanhã vou visitar Lohberg.

- Na prisão? - Sim.

Talvez fale comigo e poupe tempo.

Maryam. Tens uns minutos para mim? Queria falar de uma coisa.

Claro.

É... Está ótimo.

O Phillip ligou o portátil à aplicação de Messenger,

o que significa que temos a maior parte do que estava no telemóvel dele aqui.

Mas... Meu Deus. Isso é muito.

Há aqui muita coisa que temos de ler.

- O meu tem leite? - Não temos leite.

Obrigado. Há leite aqui.

- Alguma coisa sobre os cem mil? - Não.

Vi as mensagens do Phillip.

Havia algo estranho. Uma mensagem com um contacto chamado "Corrida".

Não percebo.

O "Corrida" envia coordenadas e horas, mas o Phillip nunca responde.

Há uma mensagem no dia em que desapareceu,

mas ouve: após o último passageiro.

Vejam isto. Sempre estradas rurais.

Horas e coordenadas de estradas rurais.

- Sabes o que significa? - Não.

E o tipo que estão a investigar, esse Patrick?

O Patrick Noritz. O namorado dele. Tem um clube aqui perto.

Era mais sobre amor e sexo do que ódio e conflito.

Havia uma mensagem estranha, espera. Aqui está.

"Como correu? Ele sabe de nós?"

Patrick: "Falamos depois."

Ciúmes?

Parece que sim. 15 dias antes de desaparecer.

Mais alguma coisa?

O Patrick manda mais mensagens. Sem resposta.

Como são as mensagens da Edda?

Nada de importante.

- Está tudo bem? - Sim. Estou bem.

- Claro que não, dá para ver. - Não, é só que...

É tão triste, mas ao mesmo tempo incrivelmente amoroso.

Ela amava tanto o filho. Esquece.

FELDMEIER/CHASE

Foi aqui que deu a sua primeira entrevista de emprego.

Não sei por onde começar. Talvez seja melhor ser direta.

FELDMEIER SOLTANI

O que acha?

FELDMEIER SOLTANI

É má ideia?

Foi demasiado, não foi? Eu... Comecemos pelas formalidades.

O Sr. Chase, o Tom, já não vem cá há algum tempo, infelizmente.

Dava-me jeito uma sócia na firma. Estava a pensar...

Não a quero pressionar.

Estou a oferecer a opção

e, se precisar de tempo para pensar, especialmente agora.

É a altura errada. Desculpe.

- Sim, quero! - Sim?

Sim!

- Zeller, do DIC. Sr. Noritz... - Ali.

- Como vai isso? - Já se conheceram. Pode ser rápido?

Eu gostava do Phillip. Gostava mesmo dele.

Mas, a dada altura, deixou de me contactar.

Às vezes, é assim.

- Quem tinha problemas com a relação? - Como assim?

Mandavas mensagens sobre...

- Leste as mensagens? - É o nosso trabalho.

Ele desapareceu há um ano e só começas a investigar agora?

Quem tinha ciúmes da vossa relação?

Para ser sincero, teria de voltar e reler as mensagens. Foi há muito tempo.

O Phillip alguma vez falou do emprego?

- Táxis de droga? Dinheiro? - Não, eu...

- "Corrida"? - Lamento muito, mas...

Adorava ajudar, mas tenho muito trabalho.

Não tenho tempo.

As tuas perguntas são legítimas. Mas temos de remarcar.

Está bem, vamos convocar-te.

Mas confia em mim, será muito menos confortável do que esta conversa.

Então fá-lo. Força, convoca-me.

Então, refresca as memórias, Sr. Noritz.

- Vemo-nos na esquadra. - Tenha uma boa noite.

O Noritz esconde algo, tenho a certeza.

Voicemail. Parece que a Mna. Münch tem mais que fazer.

E agora? Já acabámos por hoje?

O que farias? Se o Valentin desaparecesse assim.

Evaporava-se. Desaparecia.

- Deve ser a mesma coisa. - Pedir-me-ias para ajudar?

Não. Quero dizer...

És tio dele. Como família, tens de ajudar.

Adivinha quem tem algo para celebrar?

Isso mesmo.

Esta mulher aqui.

Esse polícia que não é totalmente feio pode juntar-se.

Nada de pensamentos maus.

Olá. Posso?

- Obrigado. - Claro.

Estava na ponte, apontei e bum.

Atravessou-lhe o ombro, saiu pelas costas. O Ali disse: "Disparaste contra mim!"

Eu disse: "Não disparei contra ti, disparei através de ti."

Pelo ombro e saiu pelas costas. A sério!

- És um herói, pai do Valentin. - Leo!

- És um herói, Leo. - Não estou a brincar.

És um herói, Leo.

Isso é um herói.

É exatamente como um pai deve ser.

Não, não fui um bom pai. Eu...

Olha, Valentin. É um herói.

Ele saiu tão maravilhoso, tão fantástico, completamente sem a minha ajuda.

Eu nunca estive presente. Bem, quase nunca.

E arrependo-me disso.

Todos os dias.

Todos os dias.

O Leo tinha uma banda. "Leo e os Wildcats."

- Não. - Vá lá.

Há quanto tempo. Está bem.

Patrick?

Então?

- Estás ocupado? - Tenho de acabar estes impostos.

Como posso ajudar-te?

Não estás feliz por me ver, pois não?

Estou muito ocupado. Disseste que ligavas antes de vires.

O clube é meu. Posso vir quando quiser.

- Já falámos sobre isto. - O clube é meu e o investimento é teu.

Boa.

Muito bem.

Compraste isto? Tens olho para estas coisas.

Certo. Sim.

Falámos sobre isso e é por isso que estou aqui.

Pagamento, Patrick. Pagamento.

Planeavas pagar metade do empréstimo no mês passado.

- Isto é pele verdadeira? - Não é verdade.

Prolongaste-me o prazo.

Disse que me imaginava a dar-te um pouco mais de tempo.

- Estás a gozar? - Patrick! Até eu tenho sentimentos.

- E estou a magoá-los? - Estás a magoar os meus sentimentos.

Esta casa pertence-me. Esta merda de sofá.

Comprado com o meu dinheiro.

Todos os investimentos que fiz nesta cidade deram frutos.

- Exceto o teu. - Rainer!

Todos os investimentos!

Sabes quanto o meu pessoal vende no teu clube? Nada!

Ninguém aqui está pedrado, excepto tu, todo pedrado!

Fodes todos os prostitutos!

Mas tu não me respeitas, nem o mínimo indispensável.

Ninguém te daria o dinheiro. Ninguém. Exceto eu.

Mas rejeitas-me vezes sem conta. Depois de tudo o que fiz por ti?

Desculpa. Desculpa, desculpa. Eu...

Não queria fazer isso, mas enervas-me sempre!

Só quero o melhor para nós.

E quanto ao dinheiro...

Decerto pensaremos em algo.

Mas temos de falar um com o outro. Não sejas teimoso.

Vá lá.

Vou deixar-te voltar ao trabalho. Nada vem do nada, sabes?

Foda-se!

- Conseguiste alguma coisa hoje? - Sim. Sim.

Menina Münch.

Já sei o que é. Estás outra vez a guardar segredos.

- Não ficaste feliz por mim. - Não, claro que fiquei.

Não tão descontraído como sempre.

Estou feliz por ti. A sério.

- Ela já chegou? - Acabou de chegar.

Para evitar um mal-entendido, digo-te já:

se me matares, nada mudará para ti.

Certifiquei-me disso. Não estou a brincar.

Não estamos a brincar.

Primeiro, tenho de ver se consegues fazer mais do que alvejar pessoas.

Foi em legítima defesa.

- Não pareceu. - Foi legítima defesa.

Encontraste algo no portátil do Phillip?

Talvez.

Se queremos saber o que aconteceu, temos de trabalhar juntos.

- Tens de nos dizer tudo que sabes. - E precisamos de uma fonte de energia.

Podes apontar a arma...

Obrigado.

A maioria dos tipos de Kwikstaa conduz táxis normais.

Só alguns é que fazem entregas de droga.

A adminstração sabe?

Será que o Phillip ganhou os cem mil dólares como estafeta?

Não nesse tempo. Não com o que me pagam.

Leste as conversas? Sabes quem ou o que é esta "Corrida"?

"Corrida" é uma viagem especial. Pagam melhor.

Tentei ir numa, mas causou problemas.

Quem é o Patrick?

Patrick Noritz. O patrão da Nice & Noritz. Interrogámo-lo.

Mas ele sabe mais do que diz. Vamos chamá-lo.

Não sabia que o Patrick e o Phillip namoravam, pois não?

Quem sabe como funciona este "trabalhar", esta viagem especial?

A Johanna é uma colega minha que faz estas viagens.

Eu dou-te o contacto dela.

Onde está o Heckner?

Não teria sido melhor sem toda esta pressão desnecessária?

Encontra o meu filho e terás a tua vítima de homicídio de volta.

Foi auto...

- Olá. - Olá.

Tudo bem?

Toma.

Obrigado. Johanna?

- Johanna? - Nós conhecemo-nos?

Não. Somos da Polícia.

- Somos da Polícia, Ali? - Vai, já!

Está bem.

Sim, acalmem-se! Polícia! Saiam da frente!

Polícia! Saiam da frente!

Mas que raio?

Idiota!

Há outra saída?

Acalma-te.

Não sejas tão duro contigo. Quase a apanhaste. Anda, vamos.

- Isto é estúpido. - Obrigada, Leo. "De nada."

Em que raio estavas a pensar? Só estou a tentar perceber.

Fugiste, deixaste o táxi para trás. E depois?

Foi um reflexo. Podemos fazer um acordo? Estou em liberdade condicional.

Não, nem pensar.

Vá lá. Não sejas assim. Dá-lhe uma oportunidade.

Talvez ela responda a uma pergunta nossa.

- O que queres saber? - O que é uma "corrida"?

O Corrida envia-nos mensagens no telemóvel. Vamos lá buscar as coisas.

Ou dinheiro, ou o que for.

Então, obténs as coordenadas e conduzes até lá?

Sim. Vai às coordenadas e anda mais dois quilómetros.

Há um parque onde está um tipo à espera para entregar uma encomenda.

E para onde leva a mercadoria?

Para Kwikstaa. Para Lanski, especificamente. Tal como no correio.

- Lanski. É o chefe? - O chefe dos entregadores.

O chefe da Kwikstaa chama-se Bogarde.

- O que sabes sobre o Lanski? - Nada.

- Johanna. - Não sei mesmo.

Nunca o vemos.

Nem sei se "Lanski" é o nome verdadeiro.

A morada que recebes...

Continua em frente durante dois quilómetros?

- Porquê? - Não faço ideia. Segurança?

Caso alguém leia a mensagem. Já acabámos?

Agora és uma informadora, Johanna.

- Sabes o que isso significa? - Não.

Entraremos em contacto se precisarmos de saber algo.

Em troca, não te chateamos. Está bem?

- O quê, disfarçada? - Disfarçada. Exatamente.

Fixe, sim, completamente. Como em "Serpico".

Obrigado.

Sim!

- O que estás a fazer? - Localizei o telemóvel do Heckner.

Mas é uma área enorme.

Talvez os rapazes devessem ir ver. Vou ligar-lhes.

O Phillip esteve aqui há um ano. A última viagem dele trouxe-o até aqui.

O táxi já estava no parque do Kwikstaa

quando lhe foi atribuído, o que significa que veio de carro.

Ali. Aqui.

Olha.

- Aqui. - E o carro dele era azul.

Precisamos de um mergulhador.

A sério?

Tatuagens engraçadas.

Café?

O que te aconteceu ao olho?

Alguém estava a tentar assustar-me.

Entendi. Então? Resultou?

- Está com medo? - Eu? Sim. Sim, estou com medo.

Mas, sabe, Sr. Lohberg,

as pessoas reagem ao medo de formas muito diferentes.

Umas tornam-se submissas, outras incontroláveis.

Irracionais. Perigosas.

É do tipo incontrolável?

Vou castigar alguém por estes ferimentos, Sr. Lohberg.

E como já tem problemas que cheguem,

que tal falar-me mais sobre a Colata Capital?

Deixo-o em paz, se puder.

Subestimei-a, menina Soltani.

Chegou até aqui. Isso merece muito respeito.

Deixe estar. O problema não sou eu.

Se preferir, pense nisto como uma tentativa de a proteger.

Do Colata?

Estamos conversados. Cuide bem de si, Sra. Soltani.

- Tem medo deles? - Pare de procurar. Por favor.

Porque há sempre chão de linóleo nos piores momentos da vida?

No registo civil, no hospital, na escola.

Menina Münch?

Isto não lhe pertence. Ouro verdadeiro, certo?

O Phillip não tinha nada tão caro.

- Quero vê-lo. - Não tens de o fazer, Edda.

Só quero estar na mesma sala que ele.

Quero estar na mesma sala que ele.

- Encontra quem fez isto. - A brigada de homicídios...

Não, tu vais fazê-lo. Vai encontrar o assassino!

- Encosta! - O que queres de mim, meu?

- Estás louca? - Encosta, já!

Vai-te foder.

Foda-se.

Foda-se!

Foda-se. Vá lá!

Tradução: Melissa Lyra

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