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Uma testemunha viu o carro da fuga.
Lembra-se de parte da matrícula.
O Jannis procura um modelo igual.
Se o carro não foi roubado, podes procurar os criminosos esta noite.
Ouviram-te chegar e pararam.
Não sei o que me fariam se...
Estavam sempre a falar da ponte. "Desiste da ponte."
- A quem pertence o apartamento? - A um amigo.
- Onde está ele? - Não está aqui.
Eu encontro-os.
Viram o carro perto de um restaurante de kebab. Estão à espera que eles voltem.
Não devem fazer nada, Jannis. Só observar.
Não sou o centro de operações, só estou a dizer o que ouvi.
Onde está o carro?
- O que estás a fazer? - Também vou.
- Alguém tem de ficar com a Maryam. - Estamos a segui-los, ela está segura.
Estou mais preocupado contigo.
Se tocares num deles, és despedido
e isso não vai ajudar a Maryam.
- Viste como ela tremia? - Sim.
- Isar 02 para Isar 03-01, venham. - Diz.
Fala Isar 03-01. Os fugitivos escaparam e estão a conduzir muito rápido
num carro escuro por Landsberger, estão a ir para oeste.
- Está verde. - Landsberger, para oeste, Leo.
- Isso foi bom. Muito bom. - Não.
Ouve, também me magoou ver a Maryam assim,
mas não é preciso vingares-te à Rambo macho!
- Promete-me. Di-lo! - Sim.
Ali! Ei! Meu!
Estão mesmo a fazê-lo. Não vamos conseguir passar, Ali!
Cuidado. Ali! Ali! Sim, direita!
Ali, mas que raio?
Para! Mãos ao alto! Foda-se.
Vai, meu! Vai!
Apanha-o!
Ali. Ali, não sejas estúpido, está bem?
Ali. Espera por mim!
Para! Fica onde estás!
Ali. Onde estás?
Então, tu és o Ali, não és?
Ali. Ela não parava de gritar esse nome.
Sabes que mais? Queres dar-me um tiro? Força. Estou desarmado.
Vai ser difícil de explicar.
Mas posso dizer-te o que fiz à tua puta.
Vá lá, Ali. Aposto que ela gostou. Ser agarrada por um homem a sério.
Levanta-te.
Ali. Merda.
Ali! Para! Para, meu! Foda-se!
Era a isto que me referia!
Foda-se.
Porque não largas a arma?
Merda.
Eu disse-te. Não te envolvas com ele. Eu disse-te, não disse?
- Merda. - Ele é que começou.
Ai foi?
Finge que é verdade, ninguém vai acreditar em ti.
Vê a forma como lhe bateste. Olha para ele!
Sabes o que isto parece?
Está cheio de nódoas negras e tem uma bala na cabeça
e atacou por coincidência a tua namorada.
- O quê? É a verdade. - A verdade?
Que se lixe a verdade, depois do que aconteceu na ponte!
É exatamente por isso que não te deves envolver. É exatamente por isso!
Foi em legítima defesa. Pode ser provado, de alguma forma.
Legítima defesa? Claro, vai resultar para nós os dois.
Dez anos em investigações internas
e nunca vi um caso tão claro como este.
O tipo tem o nariz partido e um buraco na testa, autodefesa o tanas!
Tu é que tens as ideias. Diz-me o que fazer e eu faço-o.
Temos de nos livrar dele.
- Sim. Por agora, por enquanto. - Por enquanto?
Sim, até termos uma ideia melhor. Se é que teremos alguma ideia.
Ele não tem telefone. Encontra as cápsulas das munições.
Ali, qual é a alternativa?
Se reportares isto, serás suspenso e nós seremos detidos.
O que vai acontecer à Maryam?
E agora?
Quando as obras acabarem, este esgoto vai ficar inundado e...
Porque tenho de dar todas as respostas?
Parece que achas que faço isto todas as semanas.
Bem, mas ages como tal.
Já imaginei este tipo de situação milhares de vezes.
- Queres saber porquê? - Claro.
Porque é um dos meus maiores medos.
Tenho medo de ir para a prisão como inocente. Tenho medo.
Tenho medo.
Leo!
LEUBING SEGURANÇA
AVISO DE SEGURANÇA VIDEOVIGILÂNCIA
- Sim? - DIC, Munique.
DIC?
- Caí de cara no chão. - Procuramos ladrões de cobre.
Temos de ver as imagens de vigilância.
Já vos vi antes.
Na televisão.
És o Alois Z., o polícia da ponte Meigertal.
São as câmaras todas?
Sim.
Não o ataquei.
Nem uma palavra à Maryam.
Seguimo-los, mas perdemos os dois.
Tens de ficar com o caso para o podermos controlar.
Não vais reportar isto, pois não?
Deixa-me sair ali.
Falamos amanhã.
Apanhaste-os?
- Olá. - Valentin!
O que fazes aqui? Pensei que te tinhas ido embora.
Pensei que podia ficar mais uns dias.
- Com a avó? - Sim. Se não for problema.
Não.
O que fazes aqui? A Nicole tentou ligar-me.
Discutiste com a tua mãe, não foi?
- É teu? - Sim.
- Já toquei numa banda. - Eu sei. "Os Wildcats."
- Sim, "Leo e os Wildcats." - A mãe mostrou-me uma música tua.
- E? - Melhor do que o nome da banda.
- Bom, vou voltar. - Sim.
Se não for trabalhar, sinto que os estou a deixar ganhar.
Espera até sabermos o que querem de ti.
Querem que pare de fazer perguntas sobre a ponte.
Tu pararias?
Se alguém ameaçasse a minha vida, pararia.
Não mentes bem, Ali Zeller.
Mantem-me informado e não abras a porta a ninguém.
Jannis?
O carro tinha alguma coisa? Telemóveis, documentos?
Rebocaram-no. Não sei de mais nada.
- Tens o nome do dono? - Posso descobrir.
Mas devias falar com a Rena. Para ver se ficas com o caso.
Porquê este caso em particular? Não tens papelada suficiente?
Encontrei a vítima e vi os criminosos. Eu trato disto.
Por favor.
Já começaste a mobilizar o Jannis para obter informações.
Porque pensas isso?
Está no corredor com uma pasta debaixo do braço.
Está à tua espera e não sabe se o permito,
senão já teria entrado e contado tudo o que descobriu.
Acho que há mais qualquer coisa. Muito mais.
Falaste com os colegas responsáveis?
Não.
Vou dizer-lhes que vais assumir.
Obrigado.
São as chaves do novo carro. Não há nada de importante no carro.
Pertence a Mats Heckner. Cometeu vários crimes violentos.
Tenho a morada dele e há outra pessoa registada lá.
- Uma mulher, talvez a namorada. - Obrigado.
- Obrigado pela ajuda de ontem. - De nada.
- Vais sozinho? - Eu próprio vou lá ver.
Se precisar de ajuda, ligo-te.
O que fazes aqui?
Como não atendes o telefone, decidi passar por cá.
- Estou a ver. Como estás? - Podemos esquecer isto?
Sinto-me mal, não dormi a noite toda. Aonde vamos?
Tu? Leipzig. Vou fazer o meu trabalho.
Achas que minto mal?
- Porquê? - Sim ou não?
Sabemos que és um homem de poucas palavras. Podes ficar calado muito tempo.
Mas mentir? Não, não podes mentir.
Então, talvez precise de ti. Vamos interrogar a namorada do Heckner.
- Querias limpar? - Apeteceu-me.
Não te posso mandar para casa, pois não?
Nem pensar.
- Lamento muito. - Não lamentes.
Obriguei-te a aceitar o caso.
Eu chegarei ao fundo dele.
E se a namorada dele disser que ele é boa pessoa? Bem, era.
Um tipo porreiro que atacou a Maryam e tentou matar-me.
Podia ter-lhe tirado a arma da mão.
- Zeller, DIC. - Temos de falar sobre o Mats Heckner.
- Ele está morto? - Morto?
Está indetetável, por assim dizer.
- É a namorada dele? - Separámo-nos. Bem, quase.
Ele ainda vive aqui, mas disse-lhe para procurar outro sítio.
Sabemos que esteve com alguém ontem à noite.
Só um momento. É o filho dele?
Quando sai à noite, está com o Nick. Niklas Zehlinger. Trabalham juntos.
- Onde? - Antedomum, gestão imobiliária.
Como é ele como pessoa? É violento?
- Leo? - Podes ser sincera connosco.
Ele não a trata bem, pois não?
Meu Deus, matei um idiota.
Ainda me sinto culpado, mas quando vi a miúda...
- Jannis, preciso de uma morada. - E pensei...
Cuidado, por favor.
Dr. Moltke, preciso destes documentos com urgência.
O Moltke não foi uma coincidência.
Ele queria dizer-me algo, por isso mataram-no.
Estas pessoas. Só temos de descobrir quem são.
Sim. Sim.
- Vais para casa? - Sim.
- Precisas de boleia? - Não é preciso. Obrigada.
Merda.
Sabes, tenho andado à procura de uma forma de criar uma ligação com o Valentin.
Ontem à noite, estava à minha frente com uma guitarra.
- Boa. - Ele é músico.
Até conhece a minha banda daquela altura.
- Tigers? - Wildcats! "Leo and the Wildcats".
Adiante, com isto e os eventos de ontem, tomei uma decisão hoje...
Leo, podemos tratar disto primeiro?
Sim, claro.
Aqui. Zehlinger.
Passa-se alguma coisa lá dentro.
Abra, Polícia!
- Posso ajudar? - Não, temos de entrar.
- Foda-se. - Polícia, fica onde estás!
Calma, está tudo controlado.
Foda-se. Sim, ótimo. Fuga pelo telhado.
Ali. Ali, estás louco?
Foda-se.
Para de brincar!
Para!
Oitavo andar. Perdido por cem, perdido por mil.
És louco, Ali. Louco.
- Olha! - Que fixe!
Ele devia fazer terapia. A merda do ego dele.
E eu é que sou o idiota outra vez. Sim, claro. Foda-se.
Para! Fica onde estás!
Fica onde estás!
Para!
Ali, não! Ali, não! Ele passou-se.
Mano, quem comprou a merda das batatas?
- Fica onde estás! - Estás maluco?
O que se passa? Vai chatear outro!
Apanha-o!
- Quem é aquele tipo? - Não faço ideia.
Mas que raio?
Fica onde estás!
Foda-se!
O que foi aquilo? Achas que és um pássaro ou assim?
Merda.
Vá lá.
- Sim, estou? - Disse que seria fácil,
que não devia preocupar-me.
Agora tenho dois polícias atrás de mim e não sei nada do Heckner.
- O que raio se passa? - Ouve com atenção, Zehlinger.
O teu colega disse-me que eras prudente.
Disse? Não sei. Porquê?
Sugiro que saias da cidade. Falamos amanhã.
Faz o que o Heckner fez. Esconde-te.
Estou?
- Ali, já podemos ir? - Só quando encontrarmos uma pista.
Procurámos em todo o lado e é só lixo. Que pista?
Sobre quem os contratou, por exemplo.
Porque te atravessaste no meu caminho? Quase o apanhei.
Saltaste para o carro, anormal, eu não conseguia conduzir...
Por falar em anormal, pelo menos não o alvejaste.
- A sério? - Sim, a sério.
Vamos falar com a tua chefe, contar-lhe a verdade.
O Ali espancou o tipo, o Leo deu-lhe um tiro na cara.
- Certo? Não é nada de especial. - Leo.
Não me provoques. Procuras pistas? Aqui está uma para ti. És um idiota.
Um cretino irresponsável.
Sim. Provavelmente.
Antedomum.
"Procurámos em todo o lado", não foi?
- Quando chegaste? - Quatro, cinco da manhã.
Quando é que isto veio parar à tua secretária?
DESISTE!
Pouco depois de falar com o Moltke sobre os protocolos de teste.
As inspeções correram bem? A inspeção das peças também?
Não sei, ele já me tinha mandado embora. Disse um número em voz alta.
13-HA-4.
13-HA-4.
É um dos protocolos do teste. Parecia estar em ordem.
Mostrei uma cópia a um funcionário, ele não reparou em nada estranho.
Mas o Moltke reagiu imediatamente. Mas já não lhe podemos perguntar.
Espera.
Não podemos perguntar-lhe a ele, mas podemos aos ex-funcionários.
O H. Petersson. Vamos ligar-lhe. Sempre foi um espertalhão.
É pedante. Exatamente o que precisamos agora.
Olá.
- Não prenderam ninguém ontem? - Não.
- Mas vocês quase os apanharam? - Vocês os dois?
- Sim, tu e o Leo. - Como sabes que o Leo esteve lá?
Bom trabalho policial.
- Ali. - O que fazes aqui?
- Isso doeu. - Leo, o que fizeste?
Quis dizer-te ontem, mas não ouviste.
Quando te falei do Valentin a caminho do Zehlinger?
- Leo? - Agora somos sócios.
O quê?
A Rena ofereceu-me o lugar da Frida.
Depois da conversa com o Valentin, pensei, talvez seja o destino.
- Estás a gozar? Tu. - O quê?
Ainda não é oficial, mas, em teoria, está aprovado.
Enlouqueceste. Não podemos trabalhar juntos.
O que estás a ler?
- Para. - É a cadeira a fazer barulho.
A Frida nunca teve problemas com a cadeira.
Ela também nunca teve problemas com outras coisas.
Pedidos de cobrança de imóveis. Estavam em casa do Zehlinger.
Antedomum. A namorada do Heckner falou nisso.
Eram cobradores de dívidas.
Talvez a solução para o meu problema esteja aqui.
O nosso problema.
- Maryam? - Olá.
Vamos falar com uma testemunha sobre o Moltke e a ponte.
Ele não vai falar se não parecer uma investigação oficial.
Vamos a caminho.
Sr. Petersson, não vê nada? Algo invulgar?
Não quero desiludi-los,
mas isto faz parte do protocolo de teste da inspeção de uma ponte.
Parece estar tudo em ordem. O que disse o Moltke?
O Dr. Moltke tinha o documento nas mãos e reparou em algo em segundos.
O nosso Dr. Moltke era um artista, Não um perito em inspeções.
- Examinou coisas para ele? - Não.
Isto é o protocolo de uma inspeção. Uma inspeção de segurança.
Aqui deve encontrar o nome
do fornecedor.
- Sr. Petersson? - Têm algum acesso à Internet?
Pode verificar uma coisa? Especificamente, "STC Steel".
STC STEEL
- Corporação Shin Tuang. - Sim. É isso.
Corporação Shin Tuang.
Era uma empresa de aço que faliu há muito tempo.
Vendiam desperdícios como produtos novos em todo o mundo.
Recebemos uma oferta deles nos anos 90, abaixo do preço de mercado,
mas o Moltke não aceitou.
- Então, a ponte foi feita com aço barato. - Não.
Não foi com aço barato, foi com restos.
Dois dias após a queda da ponte Meigertal,
que causou cinco mortes e vários feridos...
Quem decide que materiais devem ser usados?
A construtora.
A Lohberg. A Lohberg PLC.
- Faço o que posso. - Não, Torleben. Não chega.
Deste-me luz verde para a construção.
Para a investigação agora ou vais estar envolvido tanto como eu.
Como é que eu paro isto, Lohberg?
Os meus colegas estão a vasculhar tudo.
Na altura, eu era só um burocrata.
Hoje em dia, ninguém consegue descobrir quem autorizava as coisas na altura.
Só um burocrata?
Querias impressionar o teu pai. Maior, mais alto, mais caro.
Sempre mais do que o Lohberg Sr. e agora estás metido em sarilhos.
Vais remover o meu nome da investigação.
A ponte era velha, não foi concebida para explosões.
- Ou o quê? Acabo como o Moltke? - Torleben!
Não fazes ideia do que está em jogo.
Não estamos a falar de dois anos de prisão. Faz o teu trabalho
e acaba com esta investigação de merda.
O aço de Shin Tuang não passou nos testes de stress.
A ponte teria resistido à explosão
se os materiais certos tivessem sido usados.
Significa que o desabamento não foi culpa tua.
Ali.
O Lohberg comprou a firma do pai em meados dos anos 90 e continua a construir.
Além da Lohberg PLC, ele tem outras empresas
em setores de arquitetura e imobiliário.
Antedomum Inkasso. Isso também lhe pertence?
Antedomum Inkasso?
Ele só tem uma parte na Antedomum, mas está envolvido.
- Mas porquê? - Não faço ideia.
É isso. É essa a ligação. Resolveste o caso!
É uma coisa de família, levantarem-se e irem embora assim?
Não acredito. A culpa não é minha.
Sim, boa. Vamos agora.
Lohberg receava que a Maryam revelasse o esquema de construção,
- por isso é que enviou os tipos do Inkasso. - E o Moltke?
Descobriu o esquema no protocolo e informou o Lohberg.
Talvez quisesse uma fatia do bolo, talvez tenha sido coincidência.
- Eu disse-te que entraria em contacto. - Estou fora da cidade, como me disse.
Estou farto desta merda. Perdi tudo por sua causa.
Quero 50 mil em dinheiro ou vou à Polícia, percebe?
Onde vou arranjar esse dinheiro em cima da hora?
Não faça figura de parvo. Cinquenta mil. Daqui a uma hora
ou a polícia recebe uma dica anónima minha.
O que está ele a fazer?
Talvez nos tenha visto e esteja à espera que o ultrapassemos?
Não nos viu. Ele quer ir para ali.
- Zehlinger! - Aquela ratazana traiçoeira.
Então, o que fazemos? Qual é o plano?
Arma, Leo. Arma!
- A minha perna! A minha perna! - Leo.
- Vamos, entra! - Arranca, arranca!
- Acalma-te! - Mas que raio? Levem-me ao hospital!
- Ali. - Fica de olho no passageiro.
Mas que raio?
- Tens frio? - Sim, um pouco de corrente de ar.
- O quê? - Tens frio?
Um pouco, sim.
É como nos sentimos quando estamos a morrer.
Imploro-vos! Levem-me ao hospital, por favor!
Calma, é só um arranhão.
Sabes o que ele fez à Maryam, certo?
É um ferimento de bala, nunca se sabe.
O que estás a fazer?
- Ali, tão perto não! - Dispara para o pneu!
Não disparo mais.
Ele conduz melhor do que tu. Só um pouco, mas melhor.
Cala a boca.
Continua!
Ali, faz alguma coisa, agora!
Aquele tipo mandou-te intimidar a Maryam.
Queremos uma declaração, Zehlinger. Tudo sobre o Lohlinger.
O que ganho com isso?
O Lohberg matou o Heckner. Porque desapareceu?
Também te queria matar.
A nossa oferta é a tua vida e justiça para o Heckner.
Fala Leo Zeller. Precisamos de reforços e de uma ambulância.
Sim, vou mandar agora. Até logo.
O assunto é complicado,
o gabinete do procurador público vai assumir o caso.
Assim, a responsabilidade pela ponte foi finalmente esclarecida.
Sim. Parece que sim.
Por acaso, não esteve perto da firma de advogados?
A Sra. Soltani, a advogada, é a sua namorada?
Merda, Ali. Não te devia ter dado o caso.
Foi por isso que não te contei.
- E o segundo atacante? O Heckner? - Ainda estamos a trabalhar nisso.
- O que significa isso? - Achamos que está escondido ou...
Morto?
Lohberg.
O Lohberg.
Bom trabalho, cavalheiros.
Acho que terminámos. Tudo bem.
- E agora? - Não sei.
Leo, nos últimos dias, eu estava...
Não. Assim não. Assim, não. Desculpa.
Não fui justo contigo e...
O quê? O que é isso?
É uma foto do estaleiro de obras.
Com uma cruz onde estivemos.
Onde nós, onde o Heckner está.
Tradução: Melissa Lyra
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