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Original subtitles

Tirem isso.

Olhe bem para mim.

Reconhece-me, não?

Viu o que dizem de mim na TV, nos jornais.

Que sou...

o líder de uma seita de loucos, assassinos, não é?

É mentira, na verdade, sou pior.

Mas isso sim...

Carotas, como sou com meus amigos?

Um doce de pessoa, Mestre.

O que acha?

Podemos ser amigos?

Não posso fazer isso.

Disseram que é um dos melhores médicos daqui.

Ele precisa de uma sala de cirurgia...

outros médicos, enfermeiros, uma equipe especializada.

Não posso operá-lo nessas condições.

Carotas, consiga tudo que o doutor necessitar.

Greñas, acompanhe-o. E Erick, sabe o que fazer.

O doutor tem razão.

Levemos ele a um hospital para que o salvem. E fugimos.

É um dos mais procurados do país, está ferido de bala.

O que ocorrerá quando a polícia o encontrar?

David é legal, não vai falar.

Não vai? Vão entregá-lo a Askar.

Bem, não podemos ficar trazendo gente aqui.

Ele nos viu, viu o dinheiro.

Estava encapuzado, Não vejo problema.

Temos de usar o dinheiro para irmos a um lugar seguro.

O dinheiro só será usado para o trocarmos por minha filha.

- Fui claro? - Não entende.

- Nos pegarão, se ficarmos aqui. - Não irão.

Claro que sim. Escute-me uma vez na vida.

Arrume-me um celular que não possa ser rastreado.

- Como? Para quê? - Por favor.

Tudo bem, como quiser.

- E o que houve com as outras? - Não houve mortos.

E por que droga...

não contaram a mim antes da polícia, Miriam?

Já disse que não estou para ninguém.

Não me importa.

Como?

Diga.

Não rastreie a chamada e não chame a polícia.

Não vai adiantar.

Estou ligando para lhe propor um trato.

Devolva minha filha, e devolvo seu dinheiro.

Juro por Marduk que não sei onde está sua filha.

Muito bem.

Vamos fazer seu jogo.

Não sabe onde ela está... Encontre-a, desgraçado.

Dou-lhe 24 horas.

Espero que funcione.

Entre.

Mestre...

tem de vir.

Entenda...

Eu disse que era impossível. Não é minha culpa.

Carotas...

leve-o.

Greñas, por favor.

Espere.

Eu lhe proponho um trato. Espere!

Mestre...

se ordenar, o doutor será castigado por sua falha.

Não pense nisso.

Ele só não deve saber onde esteve.

Quer que eu prepare a garota, senhor?

E por que a pressa?

Por causa...

das 24 horas, o dinheiro.

Não é Salvador que impõe as condições, sou eu.

- O que faremos com o corpo? - Vamos avisar a família dele.

- É muito arriscado. - O que pensou em fazer?

Não gosto da ideia, mas há um jardinzinho aí atrás.

Tentar lhe dar um enterro digno.

Você está falando de David, seu amigo.

E quer enterrá-lo no jardim, como um cão.

Não convém tirá-lo daqui.

Poremos todos em perigo.

Sempre preocupado com os outros, não é?

- Que comentário é esse? - Isso aconteceu por sua culpa.

Você não obedece a nenhuma ordem.

Se ele não tivesse sido baleado, David estaria vivo.

É isso que acha?

Se eu não tivesse levado bala de verdade, você estaria morto.

- Só me deve gratidão. - Você é cínico.

Cínico nada.

Você levou balas de festim para conter criminosos.

Viu a cara do coitado que notou as balas de festim...

quando iam estourar a cabeça dele? Culpa sua.

Não fale assim com o Mestre ou arrebento você.

Sabe, já estou cheio. Vamos, arrebente minha cara.

Estou cheio de ser tratado como um imbecil.

Sabe o que mais?

Eu desobedeci você, e daí?

Sabe por quê? Você não é infalível.

Também faz besteiras. Na verdade...

a morte de David, que sim, era meu amigo...

e de todos os alunos, está em sua consciência, não na minha.

Não lhe dê ouvidos, Mestre. Ele é um coitado imbecil.

Chega, chega.

Deixe-me sozinho, por favor. Quero ficar com ele.

David.

Tudo bem, Mestre?

Deixe-me falar com David, pela última vez.

Não tem de pedir perdão a ninguém.

Claro que sim. Provoquei tudo isso.

Ele sabia bem no que estava se metendo.

Além do mais...

o senhor também agiu conosco. É por isso que eu o sigo.

Sempre estarei com o senhor, Mestre.

E será uma honra morrer pelo senhor.

Deram-me uma pista.

Alguns de seus rapazes apareceram no necrotério.

Eles foram reconhecidos pelas tatuagens.

Aconteceu algo que eu deva saber?

Nada, advogado, um pequeno incidente...

numa de nossas casas de segurança.

- Pode definir incidente? - Entraram na casa...

e levaram algum dinheiro.

Ora, ora.

Não está falando do dinheiro que lhe consegui, certo?

Askar, esse dinheiro não é meu.

Ele é de gente poderosa, perigosa.

Gente importante, que move o país, entende?

Confiaram a mim para dá-lo a você.

Sabe o que acontece comigo se ficam sabendo?

Vai lhes contar?

Nem louco.

Isabel.

Eu lhe trouxe comida e algumas roupas.

Se quiser tomar banho, tem água quente.

Não sinta-se mal, é pela sua segurança.

Roubaram Askar?

Isso quer dizer que ela já está morta.

Falei com Askar.

Dei-lhe 24 horas para me devolver Areta.

Deu-lhe muito tempo para buscá-la.

Por que ele não a entregou?

Ele tem muito a perder.

Mais que você?

Então, as que vêm sozinhas vão sempre ser dó.

Então, você tem de fazer: dó, ré, mi, fá, sol.

Use os dedos, tente fazer aqui. Dó, ré, mi, fá.

Sua excelência quer vê-la.

Sol. Continue, se quiser.

É um assunto delicado.

O que houve?

Não vou maquiar a realidade. O fato é que...

entraram num de nossos templos, com muita violência...

assaltaram e levaram o dinheiro...

de toda nossa comunidade.

- Quem foi? - Essa é a parte terrível, filha.

Foi seu pai.

Não pode ser verdade. É impossível.

Eu também não queria acreditar, mas há testemunhas...

há provas, não há duvida de que foi ele.

As pessoas falam por falar, dizem coisas de má fé.

Se está tão segura, não será inconveniente me acompanhar.

Você os reconhece?

Não sei, quero ir.

Sinto, mas não posso permitir.

Disse que eu sairia quando quisesse.

Sinto muito, isso foi antes.

As coisas saíram do controle.

Agora, preciso que fique aqui...

para me ajudar a resolver esse problema.

Para que precisa de mim? Se quer ajuda, procure a polícia.

Você continua sem entender, não é?

Se eu for à polícia, prejudicarei seu pai.

Não lhe desejo mal.

Mas é ele que quer nos afetar.

Do que precisa?

Que me ajude a resgatá-lo.

Ajude-me a trazê-lo do limite da loucura.

Ele já não ouve, filha.

Talvez ouça você, que é sangue dele.

Greñitas, pronto. Aqui.

Obrigado.

Como?

Não brinque. $157 milhões.

Você ouviu? $157 milhões.

- Não de pesos, de dólares. - Joguem essa porcaria no jardim.

- Tudo, Mestre? - Tudo.

O que está acontecendo? Por quê?

O prazo se esgotou. Askar não está com minha filha.

Dê-lhe mais tempo. Não seja assim.

Cento e cinquenta milhões, e não fez nada para recuperá-los.

Por quê?

Pela primeira vez, ele pode estar dizendo a verdade?

Ela pode não estar com ele.

Ele teve tempo para procurá-la até debaixo das pedras.

Isso não vai ficar assim. Agora, é comigo.

Vamos lá, Carotas.

Filme. Quero que o maldito veja o que faremos.

Erick, empreste-me seu isqueiro.

- Salvador, espere! - Não se meta!

- Não vou deixá-lo fazer isso. - Tirem-no daqui!

Vamos!

- Chega, chega. - Tudo bem...

Façam o que quiserem. Vocês não valem nada para mim.

Mas vou lhe dizer algo...

quem vai matar sua filha...

é você.

Maldito.

Queridos irmãos...

a tristeza desse horror nos comove a todos.

Voltamos a ser vítimas da crueldade...

da intolerância de nossos inimigos.

Mas esse ato infame...

não há de debilitar nossa fé, mas o contrário...

ele vai fortalecê-la.

Marduk tem maneiras diferentes de se manifestar...

às vezes, estranhas...

mas tenho certeza de que ele saberá castigar os culpados.

Saberá pô-los em nosso caminho...

para que os cobremos.

A justiça do homem falha...

mas a divina, jamais.

Ferida por ferida e sangue por sangue.

Palavra de Marduk.

Você que tem memória fotográfica...

o que eu disse ou fiz...

para que nossa gente perdesse...

a razão?

Não sei, às vezes quando...

as pessoas têm fé em alguma coisa...

ou em alguém, não questionam nada.

Roubar uma das casas de segurança de Askar...

e fazer isso desarmados. Caramba, que besteira!

Foi o único que teve coragem de me dizer.

Por que os outros não?

Achei que não quisesse minha opinião...

que não valia nada.

Foi meu segundo erro.

Não sei, não entendo o que Askar quer.

Olhe, para começar...

não sabemos se ele está com sua filha ou não.

Mas sabemos que...

- ele quer ganhar tempo. - Para quê?

Para que nos peguem.

Vamos nos adiantar a eles.

Não podemos continuar à sua mercê.

Askar está com minha filha.

Tenho $150 milhões de razões...

para que faça um trato comigo.

- Não entendi. - Eis o trato.

Devolva minha filha e eu lhe dou $150 milhões em dinheiro.

Se não quiser o dinheiro, tudo bem.

Alguém mais vai aceitá-lo. Espero sua resposta.

Vá se danar, idiota!

Vá para o inferno!

Vadia maldita!

Não vale nada.

Deixe-me em paz!

Santidade, espere, por favor.

- O que foi, filha? - Levaram Areta.

- Sabe quem foi? - Parentes dos mortos.

Eu disse que ela estava aqui. Perdão, não sou digna...

Essa garota a seduziu e partiu seu coração.

É natural você ter procurado retribuição.

Igual aos pais desses pobres desgraçados.

Mas ela era parte de uma negociação muito importante...

e se perderem o controle...

Cuide para que isso não aconteça.

- Acabarei com você. - Por favor, solte-me.

Viremos todos os dias fazer a mesma coisa...

até que um dia você morra.

Não, por favor!

Pedi para vir mais tarde. Estou para começar o culto.

Cinco, cinco minutos. Só lhe peço cinco minutos.

Lamento. Minha gente é rígida com essas coisas.

A minha gente também é.

É disso exatamente que quero falar com você.

Askar...

por favor...

você pode devolver o dinheiro que lhe dei?

Olhe...

estão vindo as campanhas, gastos.

Precisam de dinheiro no partido.

Claro, dê-me umas semanas. Vou transportá-lo e lhe mandar.

Como semanas? Eu preciso agora.

Agora é impossível.

- Tem mesmo o dinheiro? - Garanto que ele está seguro.

Sério?

Hoje recebi uma ligação interessante...

de seu amiguinho, Salvador Pereyra.

Disse que tem 150 milhões de dólares.

E se não me falha a memória...

é a mesma quantia que lhe arrumei...

e que pôs nas casas de segurança.

- Então, era verdade. - Calma, advogado.

- Obterei o dinheiro de volta. - Como?

Além disso...

estou com a filha.

Estava com a filha dele esse tempo todo...

e não me disse?

O que está esperando para devolvê-la?

É a solução para todos nossos problemas.

Calma.

Farei isso, mas cada coisa a seu tempo.

- Vai dizer o seguinte... - O que está fazendo?

Os dois fugiram da prisão. Cada um foi para um lado.

Mas David deu isso a ela...

antes de ir, não sei, para a Patagônia.

A quem devo dizer isso, segundo você?

A Ruth. Ou vai lhe mostrar como o irmão está na banheira?

- Não seja idiota. - Está falando sério, não é?

Pediu-me para lhe dizer a verdade.

Seu plano não é bom.

Diga que ele foi embora.

Assim, há um desfecho. E é menos doloroso.

Estou aqui, filha.

Excelência, aqui estão os responsáveis.

Sabe o que vai acontecer se Salvador a vir assim?

É capaz dele não nos entregar o dinheiro.

Temos de esperar que a garota melhore.

Acha que ele vai esperar?

Deve estar falando com todos, oferecendo dinheiro.

E quando os donos do dinheiro souberem o que houve...

não virão só atrás de mim, mas também de você.

Está me ameaçando?

Estou dizendo o que vai acontecer.

Não vou arriscar meu pescoço...

por sua vingança pessoal idiota com Salvador. Entendeu?

Agora mesmo vou levar a menina a um hospital particular...

onde esteja segura e a atendam bem.

Escute, espere.

Vamos organizar a troca, Askar.

Entenda, não corra mais riscos.

Nada disso vai acontecer, advogado.

E lhe recordo...

não volte a falar com Salvador.

Vou levar o corpo dele.

Não acho uma boa ideia. Pode dar problemas.

Não estou lhe pedindo permissão.

Podem até prendê-la.

Seu irmão não iria querer isso.

Como sabe o que meu irmão queria?

Acha mesmo que o conhece melhor do que eu?

Não quis dizer isso, desculpe-me.

Eu prometi a ele quando estive na prisão.

Ele disse que se acontecesse algo com ele...

queria ficar com seu esposo.

Você fez uma promessa diante do corpo de Jacobo...

de meu irmão e de mim.

Qual era?

Que não iria ser em vão.

Meu irmão sabia no que se metia.

E você?

Ou eram apenas palavras bonitas?

Calma.

Tudo vai ficar bem.

Tudo vai ficar bem.

- Deixe-me ir. - Não posso fazer isso, filha.

É por sua segurança.

Não vai mais se separar de mim.

O que seu pai nos fez desencadeou muito ódio.

Perdoe-me, filha.

Um pastor não pode abandonar seu rebanho, e eu fiz isso.

Você tinha razão, eu me equivoquei.

Mas estou disposto a consertar meu erro.

Terá de ser forte, filha.

Muito forte.

Com calma.

Com calma.

Alô.

Ouça, tenho pouco tempo. Vi sua filha.

- Ela está bem? - Está viva.

- Onde ela está? - Está com Askar. Eu a vi.

Muito bem.

Vejo que está considerando minha oferta.

Não posso tirá-la de lá.

Já estou me arriscando muito falando com você.

Estou sendo muito vigiado.

Então, essa conversa não tem nenhum sentido.

Espere.

Eu lhe ofereço algo mais.

- O quê? - O indulto presidencial.

É seu, se me der o dinheiro em troca.

Salvador, esse dinheiro não é de Askar nem meu.

É de gente perigosa, que virá atrás de mim.

Ou devolvem minha filha ou não há trato, está certo?

O que é isso?

Ele estava comendo na sua mão. Por que desligou?

Não pode devolver minha filha.

Pressione. Ele dará o que quer.

- Menos o mais importante. - Você é tão burro.

O indulto devolve minha filha?

Isso a põe ainda mais em perigo.

Askar vai saber que estávamos negociando por suas costas.

Que briguem entre eles, que se matem sozinhos.

O dinheiro é de gente muito poderosa.

Se Mondragón me ligou, é porque está com medo...

e não conseguiu que Askar recuperasse a razão.

É óbvio que Askar não quer o dinheiro.

- Que idiotice! O que ele quer? - O dinheiro, claro.

Quer pressionar, para que faça besteira.

- Ele quer algo mais. - Nada mais temos a oferecer.

Lamento.

Claro que sim.

Estou angustiado com você.

Vou precisar de um pouco mais de tempo.

Tive muitos problemas para encontrar...

Finalmente, vou lhe dar o que quer.

Vou me entregar em troca de minha filha.

Que droga!

Quero minha filha amanhã, na casa dela.

Assim que falar com ela, vou ao seu templo e me entrego.

Com todo o dinheiro.

Calma, não corra, Salvador.

Tem com que anotar?

Encontre-me no km 30 da estrada México-Pachuca.

Quando eu estiver com você e contado o dinheiro...

deixamos sua filha lá, para alguém buscá-la.

Muito bem, está combinado.

E por favor, não queira bancar o herói.

Percebe o que fez?

Percebe que não fiz nenhuma objeção?

Acabou. Fácil assim, você lhe dá tudo.

Sigam com suas vidas.

- Sem mim. É o que devem fazer. - Aonde?

Percebe que não sobrou vida para nós?

- Sacrificamos tudo por você. - Agora, vou me sacrificar.

Felicidades! O que vai conseguir com isso?

Salvar minha filha. Parece pouco?

E a vida dos demais?

Temos uma lista de mortos, e está aumentando.

Askar não vai parar porque se entregou.

Carregue o dinheiro. Partimos de manhã.

Entendi.

Askar tinha razão. Você é um farsante.

Se você e sua família estiverem bem, todos que se danem.

Você é um grande filósofo. Sem brincadeira.

Não tenha medo, filha. Você está comigo.

Você reconhece algum?

E quando me aproximei de um viajante caído no caminho...

reconheci nele uma mulher violentada por ladrões...

com a roupa rasgada e o corpo lacerado.

Decidi pegar minha espada e ir atrás deles.

Quem violenta uma mulher, violenta sua mãe...

violenta sua irmã, sua filha.

Quem violenta uma mulher, deixa de ser homem...

e se torna um monstro.

Vamos, filha. Ninguém vai impedi-la.

Faça isso.

Não posso.

Isabel.

Eu disse que devolveria sua filha... e vou cumprir.

Nunca...

vocês duas voltarão a sofrer por mim.

Amo você, Isabel.

Dante, venha cá, por favor.

Não penso em participar disso.

Quero lhe pedir um favor. O último.

Se espera que o leve e o entregue...

para ser imolado, esqueça.

Quero que você...

proteja minha família.

Depois de me entregar...

quero que as ponha num avião para longe daqui.

Salvador.

Tudo bem.

Mestre...

com todo respeito...

mas tem certeza disso?

Olhe...

somos quatro.

Chegamos lá de madrugada, pegamos a garota...

e fugimos.

Aprendi a lição.

O único que vai se arriscar sou eu.

Vocês me levam, deixam-me lá lá com o dinheiro...

e uns 20min depois, vocês voltam...

- e Areta vai estar esperando. - E depois, Mestre?

O que faremos sem o senhor?

Isso cabe a vocês decidir.

Vamos lá, Carotas.

Filme-me.

Quero que o desgraçado veja o que faremos.

Quem é?

Talvez a pessoa que pode salvar sua vida.

- Mondragón, e aí? - O que é isso?

- O quê? - Cadê Salvador?

- Você vai falar comigo. - Não falo com terceiros.

Quer falar com Salvador? Aqui, pode falar com ele.

Salvador, pare. Você não está pensando.

- Aí está. - O que fizeram?

- O que fizeram com o dinheiro? - Calma!

Resgate a maior parte dele, mas não sei até quando. Solte-me!

- O que quer? - O que oferece?

Como assim? Já disse a seu patrão.

Terão o indulto presidencial, se quiserem.

A liberdade não serve se continuarmos...

com Askar no caminho.

- Estou ouvindo. - Queremos que o prendam...

- para ele parar de besteira. - Não posso tocá-lo.

Pode! Sei que o respeita e que ele o fez e tal...

Mas ele cometeu um erro, deu-lhe muito poder.

Já se deu conta? Você é subsecretário de governo.

Porá à frente alguém que queima dinheiro?

- Ficou louco? - Isso também foi um erro.

Nem psicopatas nem idealistas.

Só servem para prejudicar pessoas.

Quem vai cuidar do negócio é gente como eu e você.

É dinheiro vivo.

Mondragón, o que estou oferecendo...

é que deixe o serviço de Askar e seja meu sócio.

Você e eu decidiremos tudo, o que acha?

Parem, parem!

Salvador! Pare, pare!

Erick, pare um segundo, por favor. Aqui!

- O que houve? - Estou salvando você. Ganhamos.

- De que está falando? - Consegui.

Mondragón vai nos dar o que queríamos.

- Estamos livres. - Negociou sem eu saber?

Você ia se imolar. Não me deu opção.

- E quando Askar souber? - Isso também está resolvido.

A polícia vai atrás dele, e pegamos sua filha.

É garantido?

Garante que ele cumprirá sua palavra?

Que não vai matá-la na sua frente?

Ele sabe que ela é importante para você.

Mostre que é durão. Negociando com Mondragón...

ficamos com tudo. Acabamos com Askar...

recupera sua filha, e seguimos adiante.

Se entregar-se, ficamos sem nada.

- É muito arriscado. - Espere, sei que é.

Eu sei, mas pense.

Vamos pô-lo em cheque.

Temos um encontro, Salvador, e está atrasado.

- Não vai haver encontro. - Como?

Mudei de opinião. Não há acordo.

Entende o que isso implica para sua filha?

Se é o preço que tenho de pagar para ver você cair...

e toda a droga que representa...

estou disposto a fazer esse sacrifício.

Está bem, será assim.

Papai!

Areta!

Areta!

Alô, alô?

Solte-a.

Que a luz de Marduk ilumine seu caminho, filha.

Quero que me esqueça.

Não há acordo.

Papai!

Não sabe quem é seu pai.

Não sabe quem sou eu.

Eu poderia lhe revelar muitas coisas, se estiver disposta.

Perdoe-me, filha.

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