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O Mestre está aqui. Mestre, Mestre.
Aqui estou eu entre vocês.
Não lhes trago palavras de conforto.
Chegou o momento da revolução.
Quem não quiser participar, pode se retirar.
- Ninguém? - Não, Mestre.
Muito bem.
Vamos acabar de vez com essa aberração.
Askar está com seus dias contados.
Fugimos da prisão...
porque era insuportável ver como os Indras dobram...
o espírito de todos lá dentro.
Acontece em outras prisões também.
Temos de agir, temos de deter Askar.
- Entendido? - Sim, Mestre.
Mestre, estou consternado com o que contou...
mas acha que a ajuda chegará logo?
Ajuda?
Dos seres das estrelas.
Seres das estrelas?
No momento, eles não podem nos ajudar.
Temos a nós mesmos. Percebam isso.
Mas Mestre, somos apenas simples mortais.
Se nos ensinasse a usar os poderes que tem...
- seria uma batalha mais justa. - Sim, Mestre.
Não precisamos de poderes. Precisamos de inteligência...
e de agir em união.
A partir de hoje, as coisas vão mudar.
Não ouvirão ninguém além de mim...
não vão confiar em ninguém além...
de David...
e de mim.
- Fui claro? - Sim, Mestre.
Bem, agora...
vão e compartilhem o que ouviram com todos.
- Obrigado, podem se retirar. - Sim, Mestre.
Salvador, espere. Eles não dão nem para o começo.
- Refira-se a mim como Mestre. - Não brinque.
Mais respeito com o Mestre, idiota.
Carotas, Greñas, por favor.
Diga tudo que sabe sobre Areta.
- Leve-o, já os alcanço. - O que deu nele, David?
Mestre...
são 4h da manhã.
Eu sei.
Lembra-se do vídeo em que os Indras...
quase estupram Areta? Eu lhe contei?
Não se preocupe, Mestre. Vamos detê-los.
Cada vez que fecho os olhos...
vejo Areta nesse vídeo.
Como assim?
Não ligue para a TV, é pura bobagem.
Salvador está comigo e está bem. Logo ligo para você. Descanse.
- O que está fazendo? - Nada, era a vovó.
Por que disse que está comigo?
Ela está velha, para que fique tranquila.
Dê-me o celular, por favor, Dante.
- O que está fazendo? - Recolham tudo.
Carotas, Greñas, vão procurar René.
Que coisa!
Sério, ninguém sabe que está comigo.
Que droga!
Está bem, alguns sabem.
Caramba, está bem...
qual é o plano maravilhoso do Mestre?
Tudo que planejei deu errado por sua culpa.
Erick, onde você está, há espaço para nós?
Para o senhor sim, Mestre, mas para tantos...
Precisamos de um lugar onde estejamos seguros...
- e todos caibamos. - Com Leonardo?
Ele também deve estar sendo vigiado.
LAR SÃO FRANCISCO XAVIER
Mestre, acho melhor irmos só nós dois.
Está bem, esperem aqui.
Só uns dias, madre.
Você não tem mãe, desgraçado!
A caridade cristã não é lendária?
Você é quem tem menos direito de opinar aqui.
Madre...
é comum canalhas acusarem seus inimigos de qualquer coisa.
Para desviar a atenção. Não foi isso...
que os romanos fizeram com os cristãos?
Era o que me faltava...
você vir me ensinar as Sagradas Escrituras.
Madre, não vou ensinar o Evangelho a uma santa.
Entendo se não quiser nos receber, mas pense.
Está disposta a pagar o preço?
- Está me ameaçando, ímpio? - Não, madre. Como acha isso?
Não vejo outra forma.
Ou nos recebe, ou nos entrega. Assim como...
entregaram Cristo para que ele fosse crucificado.
Quer isso na consciência?
Ora essa.
Podem ficar na capela, aquela que está caindo.
Não vai acontecer nenhum mal a vocês.
- Muito obrigado, madre. - De nada.
Salvador fugiu com o traidor René. E se ele abrir a boca?
Não posso fazer nada. Isso é assunto da Procuradoria.
Você também está metido nisso.
Tenho que atender outra ligação. Bom-dia, excelência.
- É para o senhor. - Para mim?
Advogado...
acho que está esquecendo quem manda aqui.
Preciso saber onde eles se reúnem.
Diga o lugar.
Estamos com problemas.
Pensam que acobertei o que fez.
Não lhe importa o que acontece comigo?
Ela não vai falar. Já sabem o que fazer.
A entrada principal é esta aqui.
Há troca de guarda a cada 24h.
Mas há outras duas entradas importantes.
Uma fica aqui, e a outra aqui.
Mestre, está partindo da suposição...
de que Areta está em perigo. E se Askar os pegar...
pegará o telefone e chamará a polícia.
- Podemos pegar María Elena. - Ela tem proteção.
Preparem tudo. Saímos à noite.
Salvador, podemos falar a sós?
Só um minuto, por favor.
Por que está me tratando assim?
Mataram um homem, e você escondeu de mim.
Todos fomos responsáveis.
Fizemos isso para salvar sua vida, já expliquei.
Além disso...
com artimanhas, mandou minha filha ao templo de Askar.
- A vida dela corre perigo. - Não a obriguei.
Expliquei como estavam as coisas...
ela se ofereceu e entrou com suas próprias pernas.
- Não é certo. - Claro que é.
Conheço você. Você a manipulou.
Como a essa pobre gente...
tirando o pouco dinheiro que têm.
É sobrevivência. Ensinou-me isso.
Você não entende, não é? Vejamos.
Vou tentar explicar.
- O que está fazendo? - Peça perdão à ela.
Perdão, garrafinha.
Ótimo. Ela ficou nova?
É isso que acontece quando trai a confiança.
É quase impossível recuperá-la, Dante.
Dante, o que está fazendo aqui?
- Preciso tomar ar. - Espere.
E tem de levar o computador, a mochila?
- Estou sobrando aqui. - E se acontecer algo?
Se o pegarem, ninguém vai ajudar.
- Você não é o Mestre. - Não se preocupe.
Se me pegarem, em 30min, me farão companhia.
Por que isso? Vai nos entregar?
Ao seguirem o plano de Salvador, serão presos.
Poderíamos dividir uma cela. Seria legal, não?
Não me trate como Jacobo. Vemo-nos em breve.
Querida, o que vai levar hoje? Não diga nada, vovó.
- Como você está? - Bem.
O filho de María Elena nos ligou e disse que Areta...
se meteu com os Indras, e a prenderam.
- Como? Quando? - Faz pouco tempo.
- Tenho de ficar com vocês. - Não pode voltar.
- Salvador não me quer com ele. - O que fez a ele?
Por que a culpa é sempre minha?
O lugar é fechado. Pode fumar lá fora?
- Está frio. - E aí?
- O que lhes falei? - Que simpático.
Não fui embora, era uma missão secreta.
- Tenho de falar com Salvador. - Quem é Salvador?
- Você também falando besteiras? - Veja, Dante.
Sabe como é agora. Diga qual é o assunto...
e decido se digo ao Mestre.
Eu tinha informações de Areta, mas tudo bem...
tenho fome, comerei um pouco.
O que houve com Areta?
Fui buscá-la no templo, e ela está lá.
- Por isso, estou vestido assim. - Não brinque.
Não quis ir conosco, e agora foi sozinho.
Sete homens chamam muito a atenção. Um só, não.
Pude entrar e me misturar com eles.
- Vamos ver, prove. - Como assim?
Falou com ela?
Isso, não.
Eu estava no meio da multidão, e a vi.
Ela estava seguindo os mais próximos a Askar.
Mas estava sã e salva.
- O que acha, René? - Ela estar no templo é outra coisa.
Há cerca de 40 guardas armados.
- Não vai ser tão fácil. - Bem...
se Askar não sabe quem ela é, é um bom sinal, não?
E se formos buscá-la, pomos sua vida em perigo.
É melhor abortamos o plano.
E você não pôs em risco só sua vida...
mas a de minha filha e a de todos nós.
Não faça algo assim, sem consultar-me.
Geralmente, nessas situações...
as pessoas dizem obrigado.
Obrigado.
O que faremos?
Não sei.
- É hora de agirmos, não? - Como assim?
Arrumem uma câmera, e explico meu plano.
É bem claro.
Lembre-se: relaxado, tranquilo, mas eficiente. Vamos lá.
Sou Salvador Pereyra...
um dos homens mais procurados do país...
por um crime que não cometi.
Sei que muitos acham que me conhecem...
pelo que viram na TV e nos jornais...
mas até agora, não ouviram minha versão dos fatos.
Por isso, peço a todos os meus seguidores...
a todos que estão fartos da manipulação...
dos meios de comunicação, que divulguem essa mensagem.
Fui acusado de um crime que não cometi.
A acusação foi ordem de um tal de Askar Hirum...
líder de uma seita chamada Filhos de Indra.
Ele fez isso porque eu atrapalhava seus planos.
Ele está doutrinando presos em todas as prisões do país...
para obter mão de obra gratuita.
Ele está fazendo isso com a ajuda...
de altos funcionários do governo.
Se não detivermos esse homem, ele continuará nas faculdades...
e até nas escolas primárias.
Divulguem essa mensagem a todos que conheçam.
Com todos unidos...
podemos deter essa conspiração.
Esse vídeo está entre os mais vistos...
e até agora, não houve nenhuma declaração oficial.
Voltamos, após os comerciais.
- Chicletes? - Obrigada.
É um peso.
É para você.
Chicletes?
Alô?
Isabel, a polícia está seguindo você.
É o carro que está atrás de vocês.
- Eu vi. O que foi, Salvador? - Tenho informações sobre Areta.
Quero falar com você. À frente, há um ponto de táxi.
Saia do carro e pegue um. Não desligue.
No próximo sinal, desça.
Vamos esperar numa caminhonete.
Desculpe-me.
Temos de agir assim até mostrarmos a verdade.
- E o que se supõe ser a verdade? - Caramba.
Você me conhece. Não acredite no que dizem na TV.
- Podemos falar de Areta? - Tem razão, desculpe.
- Areta está bem. - Como você sabe?
Ela está com os Indra, mas não sabem que é minha filha.
Isso devia me tranquilizar?
Sabemos do que são capazes. E se já lhe fizeram algo?
Ela está bem, Isabel.
- Temos de ir buscá-la. - Temos de ser pacientes.
Se formos agora, poremos sua vida em perigo.
Confie em mim. Resolverei isso.
Mandei não se aproximar dela. Como confiar agora?
Não confie em mim, confie na sua filha.
Ela é esperta, saberá sair de lá.
- Senão, vou buscá-la. - Como?
O país inteiro está atrás de você.
É o 2o dia de protestos em frente da prisão...
de segurança máxima de Santa Catalina.
Centenas de familiares exigem saber se há doutrinação...
e maus tratos aos presos.
Já são três presídios que estão protestando, doutor.
O que está havendo?
Por que permitem que a serpente continue espalhando seu veneno?
Estamos vigiando a família. Ele não tem feito contato.
E quanto ao vídeo, a Polícia Cibernética...
o está rastreando e apagando.
Se querem encontrar Salvador...
por que não interrogam quem compartilha seu vídeo?
É provável que alguns sejam seus seguidores.
Compartilhar um vídeo na internet não liga você a um delinquente.
Além disso, não podemos intimar milhares de pessoas.
Imagine o custo.
- De quanto estamos falando? - Estamos nos arriscando...
a milhares de denúncias por violação a direitos humanos.
Posso perder o cargo e o apoio...
de todas as pessoas que estão conosco, entenda isso.
Não é questão de dinheiro.
Mas de saber o que fazer com ele.
SALVADOR PEREYRA LIGADO A NORBERTO SOTO
Caramba.
Agora, até traficantes somos.
E sobre o que os Indras fazem lá dentro, nenhuma palavra.
Não brinquem, é déjà-vu.
Você já viu? Deram copiar e colar.
- São uns descarados. - Veja isto.
Tudo começou com o controle do tráfico dentro do presídio...
segundo relatos oficiais da Procuradoria.
Um deles está morto, e o outro fugiu.
Claro, ele tem amigos no governo.
Isso está claro.
- Removeram o vídeo. - Poste-o de novo.
Não é fácil. Já devem ter-nos bloqueado...
e irão removê-lo em uma hora.
Askar tem dinheiro, já comprou até a imprensa.
Mas vamos continuar acabando com ele.
O que disse?
- Vamos acabar com ele. - A outra coisa.
Que ele comprou a imprensa, todos têm um preço.
- Exato, estamos perdendo tempo. - Como assim?
- O dinheiro. - Dinheiro não interessa a Askar.
A ele não, mas a quem o rodeia.
Se tirarmos seu dinheiro, tiramos seu poder.
Ele quer roubar um banco.
Duvido que ele tenha contas de investimento.
Isso é certo. Askar só recebe em dinheiro...
e guarda em locais seguros. Sei onde ficam.
- Quantos locais ele tem? - Vários, negócios de fachada.
São muito vigiados?
Três a quatro guardas, no máximo.
A questão é não chamar atenção.
Vamos ver.
Todos já acham que somos delinquentes.
Vamos lhes dar razão?
Os Indras não dirão à polícia que roubamos dinheiro sujo.
Isso não é democracia. Aqui se faz o que mando.
E não vamos fazer uma besteira assim.
- Acho que... - Fui claro?
Fui claro?
- Sim, Mestre. - Fui claro?
Sim, Mestre.
Faz quase um mês que não a vejo.
- Ela está brava comigo? - E por que você não liga?
Já liguei, e sempre cai na caixa-postal.
Por sorte, quem sempre me atende é Pablo.
Contou-me uma história interessante.
Ele não vê Areta há um mês.
Você disse que ela tinha ido lá.
Isabel...
onde está minha neta?
Conheço todos aqui e nunca vi essa moça.
O que estão esperando? Minha neta está aí dentro.
Calma, senhor. Tem um mandado?
Santidade, lamento incomodar, mas deveria vir.
É urgente, já sabemos quem é a garota.
Aonde vai dar essa porta?
É o arquivo morto, não tem nada.
Abra-a.
Viram? Eu disse que não tinha nada.
Tirem-me daqui!
Lamento muito que sua busca tenha sido em vão.
Mas tudo bem...
estou à disposição, se quiserem voltar.
- Voltem e busquem minha filha. - Senhora, calma.
Eles a estão mantendo refém.
Não peçam calma à ela. Eles são delinquentes.
Aníbal, por que usa palavras tão duras?
- Vocês se conhecem? - Há muito tempo.
Tivemos diferenças profissionais.
Diferenças? Por sua culpa, uso bengala.
Voltem a entrar. Viram minha filha aí dentro!
Senhora, quem a viu aí dentro?
- O que importa? - Queremos ajudá-la, mas...
a senhora só nos insulta. Que mal lhe fizemos?
- Cínico maldito! - Como se atreve?
- Quieta, filha. - Miriam, calma, por favor.
Ela está alterada, eu entendo.
Se fosse um de meus filhos, eu também estaria angustiado.
- Podemos ajudar em algo mais? - Não, perdão pelo incômodo.
Estamos aqui para lhes servir.
Sinceramente, Aníbal, desejo que sua neta esteja bem.
Nós vamos orar por ela.
Que a luz de Marduk os ilumine, e que a paz...
acalme sua alma.
Calma, filha, não vou machucá-la.
Já sei quem você é.
Devia ter-nos dito desde o início.
Teria evitado problemas e sofrimento para você.
O que quer de mim?
Que coma comigo.
- Você está muito fraca. - Vai me envenenar?
E por que eu faria algo tão terrível?
Porque é um assassino.
Esconde-se atrás da máscara para fazer sujeiras.
Sou tudo isso?
Vejo que me conhece bem.
Suponho que isso dê razão ao seu argumento.
Se parece um monstro, deve ser um monstro.
Por isso, uso a máscara. As pessoas tendem a rotular.
Nunca se consegue ver o que há atrás das pessoas e coisas.
Sabe como me fizeram isso?
Sei muito bem o que ouvi.
Quis matar meu pai.
- E ele está morto? - Não sei.
Não sei o que fizeram enquanto estive presa aqui.
Se sou tão mau, por que seu pai continua livre e vivo?
Viu que ele fugiu? Que houve mortos e feridos?
Isso é tudo mentira.
- Quando vai me deixar ir? - Quando quiser.
As portas estão abertas.
O que evita que eu o acuse e diga o que me fizeram aqui?
E o que vai dizer?
Que nos enganou? Ou que abusou de nossa confiança?
Seu pai a abandonou há muitos anos, quando você era criança.
Assim que ele volta, conta um conto de fadas sobre ele...
uma história de terror sobre mim...
e no final, você não sabe...
Por favor, o senhor não me conhece, e não quero...
que fale mal de mim. Não sabe quem sou.
Não a conheço, mas sei quem é seu pai.
Eu poderia lhe revelar muita coisa, se quiser ouvir.
Está em suas mãos...
saber a verdade ou continuar vivendo a mentira.
Lá em cima tem um quarto, se quiser ficar.
Menino, venha.
- Chiclete? - Leve-me a Salvador, por favor.
Havia uns canadenses escavando no centro de Bagdá.
Um deles se parecia com Carotas.
Só que ele tinha cabelo, e não barba.
- E era mais magro. - Senhor, lhe procuram.
Seguiram você?
Greñas, Carotas, vão olhar.
Simón.
Então, o que houve?
- Fui buscá-la no templo. - Por Deus, por que fez isso?
É minha filha, Salvador.
Nem Askar sabia que ela estava lá dentro.
Dante!
- Venha aqui. - Já vou.
- Olá, Isabel. - Disse que a viu lá dentro.
- Você a pôs lá dentro. - Calma, senhora, mais respeito.
Vamos ver, conte tudo outra vez. Com riqueza de detalhes.
- O que está insinuando? - Você mentiu, maldito!
- Por que eu faria isso? - Para não irmos buscá-la.
Droga, sua esposa se intromete, e eu sou mentiroso?
Então, explique.
Como a viu lá, e ela desapareceu?
Que parte não entenderam de que ela não está lá?
O importante é que ela não estava lá...
sua esposa chegou, e agora, sabem de tudo.
É questão de tempo até ela voltar.
- O que foi? - Não tem nada.
- Tudo certo, não tem nada. - Obrigado.
Caramba, o que vamos fazer?
Analisemos a situação. O que Askar faria?
Usá-la para eu me entregar.
E o que fazer para isso não acontecer?
- Não temos com o que negociar. - Não agora...
mas se nos adiantarmos, teremos.
Não vamos roubar Askar. Ele está com minha filha.
Eis o que eu faria se fosse Askar...
mando uma foto dela sob a mira de uma arma...
- você se entrega, e não a liberto. - Dante tem razão.
- Não vai fazer isso. - Disse o que eu faria.
Mas Askar é muito pior que eu.
Enviará uma foto depois de puxar o gatilho.
- Isso não vai acontecer. - E então?
- Não se pode usar celular aqui! - Por favor, permita-me.
Carotas...
com muito cuidado...
prenda-a.
Não, Salvador.
Com calma.
Por que vêm assim?
É bem difícil achar 30 armas no mercado negro...
na nossa situação, Mestre.
Mestre, eis os cinco lugares onde há mais dinheiro.
- De quanto estamos falando? - Muitíssimo.
- São montes e montes de notas. - O que acha, Erick?
- De quantas pessoas precisamos? - Vinte, Mestre.
- Mas já resolvi isso. - Não é uma boa ideia.
O quê?
Levar 20 delinquentes num assalto.
- Eles receberão pelo trabalho. - O quê?
Só uma pequena parte.
E o que os impede de nos matar e levar tudo...
ao ver tanto dinheiro?
Boa observação. O que fazemos?
Os alunos.
- Como? - Eles foram leais.
Seguiram-no e não o entregaram à polícia.
Quer dar armas a donas de casa, velhinhos e estudantes?
Sem querer, podem disparar e nos matar.
Não é uma boa ideia.
E se levarmos balas de festim?
Digam algo a ele.
Mestre, não é para contradizê-lo, mas...
- e se alguém bancar o herói? - Não lhe daremos chance.
É questão de usar o engano verossímil.
Desculpe-me, senhorita, aonde vai?
- Tenho permissão para sair. - Sem problema.
É que estamos numa área muito perigosa.
- É melhor lhe pedir um táxi. - Não tenho dinheiro.
Não se preocupe.
Olá, 25, mande um táxi à porta principal, por favor.
- Obrigada. - Tudo bem.
Está ouvindo, 25?
E Marduk se aproximou dos homens...
que estavam na caverna e disse...
"Venham, irmãos, a tempestade passou.
Lá fora, há luz e comida...
E levou-os a um lugar fértil e rico."
Nosso Pai Askar fez o mesmo conosco.
Tirou-nos da gruta e nos mostrou a luz.
- Esse é o caminho da verdade. - Que verdade é essa?
Quem é a senhorita?
Sou convidada de Sua Excelência.
Muitos não seguiram Marduk...
e morreram de fome e de frio na caverna.
Os que se atreveram, se salvaram.
E a qual verdade ele os levou?
Ele os tirou de uma caverna para enfiá-los noutra.
Vocês estão isolados, vivem num curral.
Sem internet, sem TV.
- Estão numa bolha. - É isso que acha?
O irmãozinho dela...
estava morrendo de fome antes de chegar aqui.
Eu mesmo...
fiquei três anos preso.
Eu era um viciado, um ladrão.
Agora temos saúde, trabalho e uma família.
E a liberdade?
Isso se chama respeito, senhorita.
O que há de mau num filho amar seu pai?
Senhorita, seu táxi.
Como posso ajudá-la, filha?
Fiquei pensando no que me contou.
Há algo que não se encaixa. Como soube quem sou?
Olhe, vou ser honesto.
Seu avô e sua mãe vieram buscá-la.
Quando eu soube quem era...
decidi lhe abrir a porta.
Por que não disse que eu estava aqui?
Você já lhes disse?
- Por quê? - Não sei.
Eu sei.
Porque quer ajudar seu pai.
E de alguma maneira, você sabe...
que se sair daqui, não poderá fazer isso.
Por que não lhes disse que me mantinha presa?
Também quero ajudar seu pai.
E por isso, atirou no meu avô?
O pastor não pode responder pelo que suas ovelhas fazem.
Claro, não sabia de nada.
Essas pessoas vieram de reformatórios...
não tiveram acesso à educação. Elas são como animaizinhos.
Atuam por instinto, quando querem lhes tirar algo.
Como sua fé, por exemplo.
Quero provas.
Provas concretas.
Reconhece esse sujeito?
É David.
Suponho que conheça também o que está no carro.
Foi a última vez que vimos Gulliver.
Fizeram isso por conta própria. Papai nada teve a ver.
Penso como você.
Seu pai não faz ideia de quem está ao redor dele.
Por causa deles, ele está onde está.
Essa é sua grande revelação?
Mostrei isso para você perceber...
que posso acabar com seu pai.
Perguntou-se por que não faço isso?
- Tem o rabo preso. - Ou talvez queira ajudá-lo.
Ele foi a semente de tudo isso.
Ele lhe disse que o convidei para se juntar a nós?
Essa é a realidade que temos.
Seu pai é fugitivo da justiça, junto a um assassino.
Se a polícia o achar antes de nós...
vamos encontrá-lo morto.
Decida se quer ajudar seu pai, ou não.
Isso não vai funcionar.
Tem funcionado por milhares de anos.
Heródoto...
descobriu os planos de invasão da Grécia...
tatuados na cabeça de um escravo. Isso se chama criptografia.
Você e meu avô sabem disso.
Temos de ser mais diretos com a mensagem.
Sinto muito.
Sinto muito. Ele era um grande homem.
São eles?
Só há uma maneira de descobrir.
Estamos aqui...
porque, se lembram, falei-lhes de uma revolução.
O momento chegou.
Vocês são os mais inteligentes, mais aptos.
Por isso, estão aqui.
Nós...
já sabemos como atacar Askar.
O que temos de fazer, senhor?
Muito bem, rapazes, amanhã às 5h, haverá uma van...
perto da estação Revolución, esperando vocês.
Sejam pontuais. Quem não chegar, fica.
Então, nós daremos os detalhes.
Vamos, rapazes, subam. Vamos, rápido.
Vamos!
Vamos, carteiras, documentos...
tudo o que tiverem, ponham aqui.
Vamos, ponham.
Vamos nos dividir em cinco grupos.
Vocês dois...
vão com David.
Vocês dois com o Mestre. Vocês, com Greñas.
E vocês dois, com Jabalobo e Carotas.
E vocês quatro vão comigo. Certo?
Tenham cuidado com as armas.
Não queremos nem uma gota de sangue.
O Mestre, eu...
e os outros três, são os únicos a quem devem obedecer.
Se os mandarmos pular, pulem.
Se eu mandá-los enfiar a pistola, enfiem.
Ei, imbecis, o que acabei de dizer?
Que só obedecemos o senhor.
Repita o que acabei de dizer.
Se o senhor me mandar enfiar a pistola, eu a enfio.
Isso, idiotas.
Algo muito importante...
não deixem que vejam sua cara...
e não se chamem pelo nome.
Tem de ser um trabalho muito preciso.
Um de nós que cometa um erro, compromete os demais.
Sigam as ordens de seu líder, e tudo dará certo.
Está bem?
Em seus lugares.
E que Marduk nos acompanhe.
Erick.
Ao menos você e os seus, levem balas de verdade.
- Mas o Mestre disse que... - É para uma emergência.
Também trouxe para o mestre. Pronto.
Estamos quase chegando.
Calma. Fiquem calmos ou mato vocês.
Você, no chão. Como está aí?
- No chão, desgraçados. - No chão.
Solte a caixa.
Cadê o dinheiro?
No chão, palhaços! Vamos.
Meta bala no idiota que se mexer.
Tranquem-nos.
Caramba, caramba!
Está aqui, está aqui.
Vamos, vamos!
Calma. Solte o telefone!
O que você fez, droga? Vamos, vamos.
Você dirije. Vamos no carro, está bem?
- Eu dirijo a van! - Nem mais um tiro!
- Carregue as coisas. - Ele ia atirar em mim!
Abram a porta. Abram.
Acelere!
David, David!
Você está bem?
Consegue se mexer?
Consegue se mexer?
O Mestre.
Salvador! Salvador!
Ajude-me a pegar o Mestre.
Salvador! Salvador!
Mestre! Que droga! Ajude-me.
Vamos para a van!
Pronto, pronto, eu levanto você.
Consegue, David?
Não me ferre.
Isso, assim.
David, vai ficar... David!
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