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As duas foram em Bagdá, há 5 anos.
Estão piores do que parecem.
- O que aconteceu? - Nem queira saber.
- Eu quero saber. - Eu havia chegado da Síria...
e soube que alguns canadenses estavam escavando em Bagdá.
Aparentemente, havia alguns rastros de Marduk.
Estávamos lá havia poucos dias, quando os gringos...
resolveram bombardear vários prédios da cidade.
Atiraram em você?
Eles fecharam o centro da cidade.
Não conseguimos voltar ao hotel, e dormimos na rua.
Claro, os ânimos estavam acalorados...
eles acharam que éramos gringos...
mas comigo não houve nada. Só duas facadas.
- Deve ter sofrido muito lá. - Não posso reclamar.
As viagens nos dignificam.
Vovó perguntou se Isabel vai tomar café da manhã.
Que horas são? Caramba.
Pablo.
Está melhor, sim. Da sua parte.
Era hoje?
Leve você. Desculpe. Não consigo chegar.
Até daqui a pouco. Certo. Tchau.
- O que disse a ele? - Que meu pai estava doente.
- E ele não acreditou, não é? - Eu odeio mentir.
Por que não diz a verdade? Achei que quisesse isto.
Eu quero, Salvador. Mas não é fácil.
- Tenho uma família. - Também sou seu marido.
Quero saber como vai ser. Só vamos fazer sexo?
- Vai ficar com ele? - Não sei, Salvador.
- É o que quero saber. - Sumiu por 10 anos.
Não diga que não pode esperar alguns dias...
para eu descobrir o que quero.
Tem razão. Desculpe. Não quero pressioná-la.
É que eu quero ficar com você e com Areta...
como antes.
Isso é pressionar.
Tudo bem?
Como foi?
Não dormi nada. Deixe-me dormir.
- Como foi? - Como foi o quê?
Foram 10 anos. Não teve vontade de transar?
Eu estava casado.
Ora, por favor. Nem se fosse Dalai Lama.
Lá se recomenda ter a braguilha bem fechada.
As mulheres têm donos...
e os homens não gostam de dividi-las.
Nem aqui. Mas já dizia meu avô...
que a necessidade é a mãe da invenção.
Agora, diga. Não quis saber como era embaixo da burca?
Ela se chamava...
Farah.
- E era gostosa? - Um pouco velha...
mas tinha uns seios...
Eram seis.
- Como assim? - E um leitinho...
Não diga que transou com uma cabra.
Você é doente, amigo.
Vai me deixar dormir ou não?
Então, é conclusivo?
- É o mesmo em todos. - Certo. Então, continue fechando...
e deixe o recheio original. Não abra de novo...
para encher com jornal e tudo mais.
- Agora me ofendeu. - Não fique ofendido.
Eu o conheço bem. Obrigado pelas batatas.
Saia.
- O que houve? - Intoxicação alimentar.
Deus. Eu não devia ter falado com ele.
Por que está metido em todas as tragédias?
Isso se chama soberba.
Íamos tirá-lo daqui e veja o que aconteceu.
Você também conhecia os outros treze?
Askar não faria isso com treze homens...
só porque um deles sumiu.
Veja a lista. Sicários, sequestradores...
e marcados para morrer.
Posso afirmar que era um cartel...
e o que houve com Jacobo foi um dano colateral.
- Voltamos à estaca zero? - Claro que não.
Se houvesse algo, acabaria vindo à tona.
Não vamos especular. Vão descansar.
Preciso avisar a família. Avisarei quando será o funeral.
- Obrigado, Leonardo. - Com licença. Com licença.
- Jacobo Husni. - Apenas parentes.
Sou o esposo dele.
Calma, rapaz.
Sou Leonardo Gatica, advogado.
Sou esposo de Jacobo Husni. Eis o documento.
Não me deixam vê-lo.
Não se preocupe. Vamos resolver.
Ele virá comigo. Vamos.
- Obrigado. - De nada.
Olá, querido.
- Nós ganhamos. - Ganhamos!
- É mesmo? Que ótimo. - Como está?
- Estou bem. - Vamos ver os dinossauros.
- De novo? - Você sabe como é.
Quando ele ganha, pode fazer o que quiser.
- Sim, querido. - Já vamos.
- Acho que vou ficar. - Tudo bem.
Ouça, vamos nós dois...
porque a mamãe passou a noite toda com o vovô.
Então, vamos fazer uma foto com os alossauros.
- É hoje? Não tem ninguém. - Ele é o esposo dele.
Como são os pêsames para os judeus? É diferente?
Espere a aproximação deles. Senão, é falta de respeito.
David!
Como vai? Muito prazer. Salvador Pereyra.
Como vai? Boa-tarde.
Dante Lizardi, ufólogo e escritor.
- Muito prazer. - Parece cedo demais, não é?
Se quiserem, podemos voltar depois.
Está aqui quem deveria.
Ele, não. Mas carregará esse carma.
De onde conheciam Jacobo?
Fomos visitá-lo na prisão antes do ocorrido.
Por que queriam tirá-lo da prisão...
se nem os amigos o ajudaram?
Queremos que nos ajude com uma investigação.
Bem conveniente.
Mas ele nunca me falou de vocês.
Ele falava muito de você.
- Você é o companheiro dele. - Esposo.
- Se me derem licença... - David.
Ele não quis vir. Disse que era uma abominação.
E também acreditou nessa mentira das crianças.
Ele é um filho...
E não disse nada quando demos dinheiro à sinagoga.
Desculpem.
Lamento interromper.
Passei muito tempo fora do país...
e em algumas viagens, vi nas comunidades...
o costume de um estranho dizer algumas palavras...
num funeral. Então, se me permitirem...
eu gostaria de tomar essa liberdade.
Tanto faz.
- Prossiga. - Obrigado.
Aqui temos o corpo de um criminoso...
de um herege confesso, pertinaz e obstinado.
- Salvador... - E como tal...
será difamado verbalmente e ordenado que seja expulso...
da nossa santa e imaculada Igreja...
de cuja misericórdia ele é indigno.
Está falando de meu cunhado!
Com estas palavras, condenaram em 1600...
o grande pensador Giordano Bruno...
pelo pior dos crimes, por atrever-se a dizer...
que a Terra girava em torno do Sol.
E por esse crime horrível foi condenado...
a ter a língua arrancada...
e seu corpo e seus escritos foram queimados na lenha.
Devem querer saber porque conto algo tão doloroso.
Porque Jacobo me faz lembrar de Giordano.
Ele também queria um mundo melhor...
um jornalista que queria acabar com os poderosos...
e expor a verdade.
E isso me faz pensar.
Jacobo está morto. Mas não suas ideias.
Depende de nós que ficamos, lutar...
para que essa verdade transcenda!
Que o Onipotente o conforte...
e a todos em Zion e Jerusalem.
Muito obrigado por suas palavras.
De fato, elas ficarão na minha lembrança.
E aproveito para pedir desculpas por ter sido...
Não precisa.
Você fala muito bem.
Quem dera houvesse mais pessoas assim.
Com todo respeito, se gostou da fala dele...
convidamos a participar de nossos cursos.
Aí tem o endereço e informações.
Só peço que confirmem a presença, é limitado.
Com entrada gratuita.
Bem, sugerimos uma colaboração voluntária...
de 250 pesos para os gastos necessários.
Claro. Obrigado.
Vamos nos falar.
David, perdão pelo atraso. Estava um trânsito danado.
Não se preocupe. O que aconteceu?
Ninguém se ofereceu.
E você?
Perdão, David. Tenho filhos...
e amigos jornalistas. Posso falar com eles.
Não se preocupe.
Não vale a pena se arriscar por isso.
Ele já dormiu.
- Estou muito cansada. - Estamos a sós, agora.
O que há com você?
Está mais fria que neve. O que foi? Está tudo bem?
É só o meu pai, o trabalho e bobagens.
Vai passar.
Estou muito excitado. Não me esfrie agora.
Assim, não. Assim, não.
- Como? - Assim.
Já que citamos Sócrates, citarei um pensamento dele.
Para mudarmos o mundo...
devemos começar a mudar nós mesmos.
Muito obrigado.
Obrigado por vir.
Muito obrigado.
- Mestre. - Como está?
Vejo que Ruth não veio. Verdade?
Ela não assimilou nada nas duas últimas aulas.
E ainda estou chocado com tudo que você achou.
Não sei como, de algo tão maravilhoso...
Askar conseguiu fazer uma aberração.
Dizem o que querem.
Com o lema de amar o próximo, essa gente queimava...
- pessoas na Idade Média. - Pois é. É bem assustador.
Ouça, faz tempo que quero lhe perguntar algo.
Diga. Com confiança.
O que disse no enterro foi de coração?
Claro que sim. Cada palavra. Por quê?
- O que é isto? - Você mesmo disse.
Se quisermos que a verdade transcenda...
pela qual meu marido morreu, teremos de lutar.
O livro vale 200 pesos, mas hoje, farei por 100.
Ainda leva um DVD e um livro que mudará sua vida.
Valem 200, mas cobro 100. 200 pesos, no total.
- Eu levo. - Perfeito. Não quer o blu-ray?
Também custa 200, mas deixo por 100 pesos.
- Não, obrigada. - A qualidade é melhor.
Obrigada.
Não olhe assim. Seus alunos pediram.
É para difundir sua mensagem.
Temos 15 mil com os ingressos...
menos imprevistos e gasolina, são 6 mil.
Dê à sua avó. Pode emprestar o computador?
- Queremos ver uns arquivos. - Que arquivos?
Vai nos emprestar ou não?
- Agora mesmo. - Obrigado.
Já estou fechando.
Askar tem amigos muito importantes.
Há vários políticos.
Este aqui é igualzinho ao do cartel de Rio Bravo.
Não me surpreende.
Vamos demorar um pouco para revisar o material.
E o que tem nesse arquivo de vídeo?
É o último que conseguiu gravar.
Por que não disse antes?
Seria melhor tirar o senhor daqui.
O que tem aí não é nada bonito.
Ele não enxerga nada.
"Vou revelar o mistério"...
e fez entrar um dos 7 anjos com as 7 taças...
que falou comigo e mostrou uma mulher de roxo e escarlate.
Isto é forte. Parece peça do primário.
Até se embriagar com o vinho da fornicação.
- Já viu quem é? - Claro.
Caramba. Agora ficou bom.
Todos que cometem atos de imoralidade...
e vivem sensualmente no pecado com ela...
O que ele vai fazer?
Chorarão e lamentarão...
- Desligue isso. - Precisamos ver.
O que estão fazendo aí embaixo?
Nada, vovó.
Como deixa seu avô ver isso?
Eu disse para tirá-lo daqui.
Há outro vídeo. É mais forte.
- Querem ver? - Tudo bem.
Este já esclareceu bem.
- É tudo culpa minha. - Lá vem você de novo.
Não o vi no vídeo em nenhum momento.
Ouviu o que ele disse?
Ele usou minhas palavras.
Eu li seu livro...
e nunca mandou ninguém fazer isso.
São minhas ideias...
e o que Askar está fazendo com elas...
- é como um vírus. - Pare com isso.
As pessoas não adoecem só com vírus...
mas com ideias também. É o que Askar está fazendo.
- O que quer fazer? - Veja isto.
Como se combate uma doença?
O mesmo vírus se encarrega de disseminar a cura, não?
Já sei o que quer fazer.
Explique direito, pois não entendi nada.
O templo dele será inaugurado. Haverá milhares de pessoas.
Precisamos fazer com que essa informação seja divulgada.
Vamos hipnotizá-las?
Veja quem imprimiu isto.
PRECISO VÊ-LA
NÃO DÁ. ESTAMOS JANTANDO
AMANHÃ CEDO
Que conversa agradável.
EXPLICO DEPOIS
Se estiverem falando mal de mim, parem.
- O que foi? - Quero falar com vocês.
Só estou enviando um recado ao meu pai...
para lembrá-lo de tomar o remédio.
Que bom. Vocês não se falavam.
- Aproveitem. - Aonde vai?
Estou cheia.
Bem, amanhã irei a Cancún.
Um congresso. Ficarei uma semana fora.
- Que bom! - Que bom?
Está mais feliz do que eu?
Digo, que bom para você.
Vai poder curtir a praia e uma cerveja, sei lá.
Se quiser, eu digo: "Coitadinho. Que pena."
Fico triste por você...
pois vai ficar sozinha aqui com os dois.
- Já vou. - Aonde vai?
Trabalhar.
Trabalhar com seu pai seria bem mais simples.
Pelo contrário. É muita responsabilidade.
- Quando volta? - Não sei. Por quê?
- Avise-me. - Pode deixar.
Vamos nos ver logo.
VAI PERDER O QUE ESTOU VESTINDO
O QUE É?
DEIXE-ME VER
Já sei o que fazer.
Desça. Salvador nos pediu para esperar.
Já vi. Já sei como entrar.
- O que vai fazer? - É fácil.
- A polícia passa toda hora. - Espere.
Vamos! Vamos!
O que estão fazendo? Aonde vão?
O que faz aqui? Como entrou?
Pelos fundos. E daí?
- E o que ela faz aqui? - É a dona.
Ela sabe o que vamos fazer?
Claro. Trouxe os arquivos?
- Como está aí? - Já vai.
Deixe a letra igual para que não percebam.
Podemos fazer algo com livros e folhetos?
- Não quero ser negativo. - Dante.
Em 1517, um padre pregou um folheto...
na porta de uma igreja, na Alemanha...
e assim, a Igreja Católica se partiu em duas.
O mundo jamais foi o mesmo.
- Martinho Lutero. - Exatamente. Lutero.
- E o que quer dizer? - Como assim?
Um padre com uns folhetos...
causou o colapso da instituição mais importante do mundo.
Não precisa de espadas ou canhões.
Um papel com algo escrito pode ser o suficiente.
Nunca subestime o poder da palavra.
Certo. Termino em 3 minutos.
Alguém sabe usar isso aí para imprimir?
O que foi? Sou a filha do dono. Não sei.
- David, pode me ajudar? - Sabe usar essas coisas?
Eu as limpava e lubrificava todo dia.
Não era revisor de estilo? Era o que meu pai dizia.
Por que será que não sinto falta dele?
Isabel, ele pode perder tudo, e ficar arruinado.
Quer mesmo fazer isso?
Muito bem.
- Há muita gente aqui. - É disso que se trata.
- Boa-tarde. - Do que precisa?
- São os panfletos do evento. - Para o professor?
- Claro. - Juan!
Muito bacana sua tatuagem.
Ajude-os a descarregar o caminhão. Depressa.
Obrigado. Obrigado, Juan.
- Vamos embora. - Espere. Espere.
- O que foi? - Notei algo.
- O que foi? - Dois minutos.
- Aonde vai? - Dante!
Boa-tarde. Com licença. Boa-tarde. Boa-tarde.
Dois, cinco, cinco. Testando o microfone.
Cinco, dois, cinco.
Cinco, testando o microfone, dois, cinco.
Dois, cinco, dois, dois. Cinco. Dois.
Caramba!
- O que foi? - O negócio desligou!
Sabe, havia uns moleques brincando com o aparelho.
Moleques do caramba.
Marduk é o caminho!
Palavra de Marduk!
Marduk é a esperança!
Palavra de Marduk!
Marduk é o amor e a verdade.
Palavra de Marduk.
Então, quero ouvir as palmas...
para o Subsecretário de Governo...
Mauricio de La Penã!
Depois de 5 anos, seremos reconhecidos...
como uma associação religiosa.
Quero dividir com vocês um vídeo...
que é o testemunho do trabalho de todos...
para finalmente, chegar a este dia.
Por favor, desfrutem.
Agora, sim.
Que comece o culto.
- Palavra de Marduk. - Palavra de Marduk.
"Revelarei o mistério"...
e fez entrar um anjo com sete taças...
que me disse...
"Mostrarei a sentença"...
Isso é uma mentira!
Peguem as câmeras de todos. Não pode vazar nada daqui!
Abaixem as câmeras!
Abaixem as câmeras!
Você fez isso?
Tire isso! Tire!
- O que está fazendo? - Não fiz nada!
Como? Não está ouvindo? Não está vendo?
Como não! Caramba!
O que estão olhando?
- Bem, agora podemos ir. - Saiam todos! Fora!
Tudo bem.
Já vou.
Areta, estou falando com você.
Já disse, odeio que interrompam quando estou tocando.
Desculpe, estou com pressa.
Pode ficar e cuidar de Mateo, por favor?
Eu ia sair com minhas amigas.
Só um dia sem vê-las não vai fazer mal.
- Aonde vai? - Estou fazendo um curso.
Como assim? Curso de quê?
Saiba que sou mestra em Letras.
E quando sai com as amigas, não peço explicações.
Deixarei dinheiro, não tem nada. Peça algo para jantar.
Qualquer coisa, ligue no meu celular.
Continue a tocar.
- Venha, Mateo. Venha. - Aonde vamos?
Entre no carro. Depressa. Entre.
Têm certeza de que os arquivos estavam bem?
Revisei as pastas. Os arquivos estavam bem.
O erro não partiu daqui.
Estou muito envergonhado. Isso jamais aconteceu.
Felizmente, há o seguro...
e reembolsarei totalmente o custo da tiragem.
Agradeço a boa vontade, mas o dano moral...
os 5 anos de trabalho...
para conseguir o registro no governo...
ficaram perdidos.
Posso colaborar com a investigação...
e demitirei os responsáveis...
mas não posso fazer mais do que isso.
Não fazem ideia de quem fez?
Agora que mencionou, sim.
Temos um inimigo e o conhece. Seu genro.
- O dentista? - O filósofo.
Salvador?
Impossível. Ele morreu há muitos anos.
Não insulte minha inteligência.
Não pode ser. Sei que está bravo...
e quer achar o culpado.
Se quiser levar isso para outro lado, lamento.
Só posso pagar o que o seguro estipula.
Ele pode nos levar a Salvador.
Tudo bem.
Não arruinemos uma relação de trabalho de tantos anos...
por causa de um erro.
Nossos advogados cuidarão disso. Tudo bem?
De novo, peço desculpas.
Estou à disposição para o que precisar.
Mateo.
Mateo, por favor.
- Vamos para casa. - Já vamos. Espere.
Sei que está chateada, mas precisamos conversar.
Por nenhum motivo se aproxime de Salvador.
Ele está encrencado. Ligue quando puder.
Vamos. Não o perca.
Mateo, espere. Espere. Mateo.
Espere.
Vovô?
Não é nada. É que Mateo não fica quieto.
Se soubesse onde ela está...
Perdão.
O que foi?
Não posso.
Há mil coisas que podemos fazer.
Nem tudo é sexo numa relação.
Isabel, desde que a conheci, tem sido muito responsável.
Por que não dá um tempo?
Passei muito tempo fora e você resistiu.
E tenho certeza de que não importa quem escolher...
um de nós dois seguirá adiante.
Ninguém morrerá por isso.
Parece certo de que vou escolher você.
Bem, se não for assim, terá de aprender a superar.
Não pode continuar carregando...
o mundo todo nos ombros.
Não se preocupe. Isso é problema seu.
Onde ela está?
Volte com Mateo. Cuido disso.
- Vou com você. - O que está pensando?
Ela não está fazendo nada de errado.
Você já sabia? Por que acham que sou idiota?
Não tenho mais a idade de Mateo...
- para me esconder as coisas. - Areta. Areta!
- Não se mexa. - Calma. Calma.
Salvador! Soltem-no!
- Vovô! - Soltem-no!
Soltem minha filha, desgraçados!
- Areta! - Vovô!
Pai!
Vovô, tudo bem?
Vovô! Vovô!
Não sei. Nunca vi o sujeito.
Que relação ela tinha com esse homem?
Acho que era amante dela.
Então, devemos achar seu padrasto.
Já disse quem era. Posso levá-los ao templo.
Senhor, já colhemos seu depoimento.
É perda de tempo. Irão matá-lo.
- Como assim? - Não vão matá-lo.
Pare. Pare. Calma. Ela está se desesperando.
O procedimento é outro.
Devemos esperar 24 horas...
até os sequestadores entrarem em contato.
Faça o que quiser, idiota.
Perdoe a demora. Trânsito doido.
- O que diz a polícia? - Temos de esperar...
- o corpo aparecer. - Está brincando.
Acham que o sogro foi sequestrado.
O que faremos? Estão em choque?
A neta, sim. Temos de ir atrás deles.
Ouça, é perigoso.
Não podemos perguntar por eles em cada templo.
Está de carro?
Venha comigo. Venha.
Aquele rapaz sabe.
Este de azul ou branco, não sei o que é.
- Tem cara de peão. - Eu já o vi antes.
Com certeza, está com Askar.
Ele vai ficar sozinho. Saia.
- Vamos. - Não posso ir com você.
Já me conhecem. Quase me bateram antes.
Vá sozinho e eu esperarei aqui.
- Não, Dante. - Você faz ioga e é mais forte.
Irá impor mais respeito.
Om Mani Padme Hum...
Om Mani Padme Hum... Está tudo bem.
O cigarro dele está acabando.
Boa sorte. Estou aqui.
Boa-tarde. Eu trouxe uns livros para vocês.
Pode me ajudar a trazer?
- Onde estão? - No carro.
Ali mesmo. Veja.
A caixa está muito pesada...
- Boa-tarde. - Boa-tarde.
Vamos! Vamos!
- Eu o acertei. - Entre!
Vamos!
- Depressa. - Eu o matei. Eu o matei!
Eu o matei.
Pare com isso. Não matou.
- Eu o matei, Dante. - Já chega.
Está dizendo isso há meia hora.
- O que faremos? - Vamos para sua casa.
Para a sua casa.
Divido parede com minha avó. Ela ouvirá os gritos.
Que gritos?
Acha que ele dirá tudo, sem reclamar?
- Não brinque comigo. - Sou kosher, vegetariano...
quase vegano e dou aula de ioga.
Acha que tenho sangue para torturar um cristão?
Não precisa torturar...
mas achei que seu povo curtisse sadomasoquismo.
Meu povo?
Você é...
- homofóbico? - Foi só uma ideia.
- Abram! - Você não o amordaçou?
Certo. Eu o pus no bagageiro.
Quer que o tire de lá? Qual é seu plano?
Pus o cinto lá. Para usá-lo!
Não brinque! Não brinque! Pegue o desgraçado!
Eu o peguei! Peguei!
Acabe com ele!
Isso! Assim! Segure-o! Segure-o!
Vou matar vocês! Abram!
Quando eu sair daqui, matarei sua mãe!
Por que inventaram de trazê-lo aqui?
Não se cospe onde se come.
Não sabíamos a quem recorrer.
Tomaram cuidado para não serem seguidos?
Grenãs, saia e veja se não há alguma viatura...
- graças a estes imbecis. - Sim, patrão.
Saiam.
- E por que não o amarraram? - David, explique a ele.
Eu pedi para você amarrar. Explique a ele.
Sr. Ñeric. Erick! Eu disse Erick.
Perdão. É meu primeiro sequestro.
Imbecil.
Nenhuma viatura, patrão.
Muito bem.
Vamos lá. Comecem com ele.
Salvador foi sequestrado e vão matá-lo!
Convide-me para o funeral dele.
Explico. Eles pertencem a uma seita de doentes...
que roubaram uma ideia de Salvador, que vale milhões.
Querem sumir com ele.
Conheço suas bobagens. E já sabe onde enfiá-las.
Não é bobagem! Tenho fotos. Aqui.
Veja. Aí está. Aí está.
Há templos, propriedades, casas...
Tudo que vê aí vale milhões.
É sério. Pense em 15% de milhões.
- 30 por cento. - Não seja idiota. Como assim?
- Perdão. - Idiota. Quero 40 por cento.
Tudo bem. 30 por cento. Como queira.
Não bata nele. Se Salvador morrer, ficaremos na rua.
Fale com nosso amigo do bagageiro.
- Para o fazermos falar... - Rapaz, segure para mim.
Depressa!
Grenãs...
- Sim, patrão. - Carotas.
Sabem o que fazer.
Meu celular. Devolva meu telefone.
- E a chave? - Pode devolver meu celular?
- Carotas! - Desgraçado!
Parem o desgraçado! Parem!
Grenãs!
Vou lhe dar uma surra!
Estique a mão!
- Carotas. - Simón.
- Traga a tesoura. - Tesoura? Como assim?
Pare de falar.
Vamos lá, rapaz. Só farei uma perguntinha.
Vocês estão com um amigo meu.
Vá se ferrar!
Certo. Vamos tentar de novo. Agora com o outro dedinho.
- Cadê Salvador? - Não sei de quem está falando.
Querem saber? Isso não está funcionando.
Tragam-no aqui.
Não brinquem. Precisamos dele vivo.
Cale-se, idiota!
Muito bem, rapaz.
Com esta bala, não vai durar uma hora e meia...
- e o hospital mais perto... - Ele deve estar morto.
Aquele que não sabia quem era?
- Onde ele está? - Não sei.
Não diga.
- Tragam o maçarico. - Maçarico?
Cale-se. Já mandei não se meter.
- Tudo bem. - Idiota.
Muito bem, pela última vez.
Onde está Salvador?
É um porão, uma fábrica ou algo assim.
- Fabricam livros! - Sei qual é. Editora Galván.
É essa!
Você a conhece?
- Posso levá-los lá. - Muito bem.
Rapazes, chamem alguém para buscar este carro...
e desmanchá-lo.
Meu carro?
Ouça, David.
Hoje você acordou...
e de repente, não tinha mais o carro.
E o que faremos com ele?
Não brinque! Por que fez isso?
Na próxima vez que sequestrar alguém...
feche a boca dele...
e não ande por aí no carro do seu amigo.
Rapazes, chamem alguém para pô-lo numa cartolina...
e descartá-lo na estrada.
Com seus erros de ortografia e tudo?
Claro, idiota. Ou como vão crer que foram os traficantes?
E ela?
Estava com ele. Por isso a trouxemos.
Idiotas. O que faremos com ela?
Se Marduk a pôs no nosso caminho...
vamos consagrá-la antes do sacrifício.
- Carnero, leve-a à mesa. - Sim, senhor.
- Salvador... - Ela não tem nada...
Cale-se!
Javali, observe bem. Não perca nenhum detalhe.
Soltem-na!
Deixem-na ir!
Por favor, deixem-na ir!
Terá o prazer de conhecer Marduk.
Em nome de Marduk!
Deixem-na!
Libertem-na!
- Por quê? Marduk nos enviou! - Porque é impura. Vista-se.
Carnero, leve-a para lá.
Cubra o rosto dela, imbecil.
Segure bem a cabeça.
Deixem-na ir.
Por favor. Ela nada tem a ver com isso.
Saudações, Salvador. Gostei de estar com você...
e pelo menos estou me mostrando.
Ao contrário de você, que me atacou pelas costas.
Por favor, soltem-na. Ela não tem nada a ver.
É entre mim e você. Eu imploro.
Desculpe, Salvador. Você a envolveu nisso.
Que a luz de Marduk ilumine seu caminho...
e que seu fogo queime suas más ações...
e as converta em cinzas.
Solte-o.
Esta foi a palavra de Marduk.
Palavra de Marduk.
Vamos.
Não, por favor.
Isabel.
Salvador!
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