All language subtitles for Dios.Inc.S01E02.Lifting.the.Veil.1080p.AMZN.WEB-DL.DDP5.1.H.264-NTb_track4_[por]

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Espere, espere.

Jaco.

- O que faço? - Corra, corra.

Jaco, Jaco!

Onde está o mandado, filho da mãe?

Quieto!

Solte-me! Solte-me!

Vamos, vamos!

Conte tudo no jornal! Não me abandone!

Alfonso.

Procurei-o, mas disseram que tinha morrido.

Não quero que pense que sou egoísta.

Estou disposto a lhe dar a metade de tudo.

Roubou algo que escrevi...

para fazer um bem ao mundo e você o perverteu.

O que você escreveu...

era um papel com palavras vazias, estéreis.

Elas não tinham vida nem sangue.

Pus isso nelas.

Li suas...

maravilhosas contribuições.

Fantasias de um ignorante...

que encontrou algo que não entende...

e o usa para enganar as pessoas, torná-las fanáticas.

O farsante é você.

Não crê nem em meia palavra do que escreveu.

Eu estive no Inferno...

e lá, Marduk falou comigo e me devolveu à vida...

e me mostrou que gente como você roubou nossas Tábuas da Verdade.

Mas isso acabou.

Agora, vamos tomar o que nos pertence.

- Era uma metáfora. - Se era uma metáfora...

o que foi buscar no Oriente Médio?

Claro.

Por isso, mandou me buscar, não é?

Você morre...

para saber o que encontrei.

Muito bem.

Vou lhe contar, compartilhar com você, mas em troca...

vai parar de publicar meu livro.

Acho que terei de morrer com a dúvida.

Leve-o.

Quem é?

Boa-tarde.

Sou do Banco de La República.

Trago documentos para o Sr. Salvador Pereyra.

Boa-tarde. Você ouviu?

Ele morreu há alguns anos.

Não quero ser impertinente...

mas nesses casos, preciso preencher um relatório.

Posso entrar? É questão de minutos.

Entre, vou abrir.

Há quanto tempo ele faleceu?

Já faz... sete anos.

- Do que ele morreu? - De doença.

Câncer?

- Malária, ou algo assim. - Você não tem certeza?

Ele viajou para o Oriente Médio e pegou a doença.

Tenho o atestado de óbito, não sei se serve.

Perfeito. Poderei fazer meu relatório.

- Obrigado. - Já trago.

Não lhe ofereci nada. Quer água ou chá?

Não precisa, obrigado.

Obrigado.

Está perfeito. Com isso, posso fazer o relatório.

O que foi? Onde está? Vou até você.

Eu vou, sem problemas. Onde?

Até já.

- Vamos ver. - O que houve e onde?

- O que foi? Eu ia lhe contar. - O que houve, Dante Alighieri?

Esqueceu que tinha de ir me ver, não é?

Eu ia lá. Por isso, estava entrando na Kombi.

Lembro-me muito bem de que era hoje, à 12h.

Mas você não chegou.

Não é, rapazes?

Desculpe-me.

- O que foi? Perdeu-se? - É que...

O que foi? Tudo bem?

Bati num idiota, ele desceu e brigamos.

Mas estou bem.

- Como foi com Askar? - Lembra-se de que eu disse...

que tinha um editor interessado no meu livro?

Não brinque.

Levei-o a ele, e ele disse que o livro tinha mil problemas.

Que eu tinha de viajar, tocar as catacumbas...

encontrar Marduk. Por isso, fiquei fora dez anos.

Disse que íamos acabar com ele...

se continuasse publicando nosso livro.

-"Nosso?" - Já esqueceu minha comissão?

Não foi necessário. Ele me ofereceu metade de tudo.

Que ótimo! E quando cobramos o dinheiro?

- É óbvio que não aceitei. - Como não?

Porque não. Ele é um charlatão.

Ele crê que Marduk o escolheu para incendiar o mundo...

e criar um novo sobre as cinzas. Acha que me sujeitaria a isso?

Deixe que ele banque o tolo.

Depois, com um investimento, publica o livro e pronto.

Que fique bem claro: não escrevi o livro para ficar milionário.

Escrevi para que loucos como Askar fiquem desempregados.

Então, está bem. Deu tudo errado mesmo.

- O que minha esposa disse? - Que você está morto.

- Ela não quer saber de mim. - Não está entendendo.

Que você está literalmente morto.

Pai, por que compra esse lixo?

São para Mateo. Deixe-o comer os doces que quiser.

Que seus dentes apodreçam e ele fique enorme de gordo.

O pai dele é dentista, não é? Ele que os arrume.

- Isabel, o que você tem? - Nada.

Como nada?

Anda com um gênio, que dá vontade de lhe fazer um pedido.

Preciso voltar a trabalhar.

Um rapaz do banco veio aqui, e quase lhe pedi trabalho.

Vieram perguntar de Salvador.

De Salvador? E para quê?

Sei lá, achavam que ele estava vivo.

Acho que ele deixou uma conta ativa ou algo.

Deixou-o entrar? O que ele disse?

- Pai, não houve nada. - Como não?

Ora, pai. Achavam que ele estava vivo.

Dei-lhe o atestado de óbito. Só isso.

Isso não é bom.

É melhor ficarem na minha casa, um tempo.

Não vou a lugar nenhum.

Se quiser, para ficar mais tranquilo...

- trocamos as fechaduras, e pronto. - Acho bom...

mas não quero que fique sozinha nesta casa.

Quer mesmo trabalhar? Venha trabalhar comigo.

- Sério? - Quer trabalho?

Já tem.

Ovos?

Não tem por que suportar isso.

Devia seguir com sua vida.

Não diga besteira. Eu pesquisei.

Por bom comportamento, a pena pode ser reduzida.

Como foi? O que achou?

Pesquisei o que queria.

Ainda não é uma religião oficial, mas estão pedindo o registro...

e há mais cinco templos além dos que vimos.

- E sobre Askar? - Nada.

Só coisas boas, obras de caridade. Todos o adoram.

Não pode ser.

- Não acha que está obcecado? - Fomos perseguidos.

Aconteceria o mesmo se irritássemos um padre.

- Está dando razão a eles? - Se as pessoas...

estão lá por que querem, como combater isso?

Só levei 5min para perceber que ele está totalmente louco.

É um mascarado que tem templos que valem milhões...

aliena e doutrina as pessoas.

Deve haver alguém que fale mal dele.

- Só achei um blog. - O que diz?

Como você, que são uma seita de mil anos...

que quer destruir o mundo, essas bobagens.

- Quem o escreve? - Jacobo Husni.

Ele é jornalista... e não adianta nada.

- Por quê? - Ele foi preso...

por estuprar meninos.

- Veja de onde eram os meninos. - Deixe-me ver.

JORNALISTA SE INFILTRA NOS FILHOS DE INDRA...

PARA ESTUPRAR MENINOS

Para onde eles o mandaram?

Vamos visitá-lo? Ele estupra meninos.

É a única pista que temos. Temos de ir.

De jeito nenhum. Não saio daqui.

Tenho de ganhar dinheiro.

Só tenho uma vida. E você não contribui com nada.

Sou escravo de sua avó.

Passo horas consertando esta casa, que está uma droga.

Mas isso não põe gasolina na Kombi, crédito no celular.

E sempre que tenho uma ideia, diz que sou imbecil.

- Chamei você de imbecil? - Não literalmente.

Só saio daqui se me der uma ideia que renda dinheiro.

Senão, pode ir sozinho.

Vamos ver.

Quantos você disse que querem fazer meu curso?

- Vinte quatro confirmados. - Certo.

É só me dizer a hora e o local. Está contente?

Certo. Isso sim, é contribuição voluntária.

Mas é que...

está bem, como quiser. Vamos à prisão.

- Temos de passar no correio. - Claro, mestre.

Dante...

viu meus brincos?

- Aqueles que seu avô me deu. - Como vou saber deles, vovó?

É melhor que apareçam, idiota.

Jacobo Husni.

Visita para você.

Guarda, desculpe-me, o que eles estão dando?

Aqueles?

É uma seita de loucos.

Eles vivem tirando os vagabundos daqui.

Sabe, direitos humanos e essas tolices.

Olá, muito prazer.

Lemos seu blog.

Queremos conversar sobre os Filhos de Indra.

Não sei do que está falando.

O blog está em seu nome. Sabemos que é jornalista.

- Jacobo Husni, não é? - Não tenho o que falar.

Foi o único que se atreveu a escrever sobre Askar.

Precisamos que divida essa informação conosco...

para divulgá-la, queremos mostrá-la.

Olhem...

não sou idiota.

Digam ao seu chefe...

que ficarei aqui quietinho.

Não vou abrir a boca, mas tem uma coisa.

Se algo me acontecer ou aos meus...

ele vai ser o primeiro a se arrepender, certo?

Não trabalhamos para...

Digo-lhe uma coisa...

ele nunca tocou em nenhum menino na vida.

Caramba. Agora você tem poderes mentais?

Pense.

Um pederasta trancado aqui por dois anos? São crianças.

Digo que ele está aqui...

pelo que sabe sobre Askar.

Digamos que sua teoria seja provável...

e seu seguro de vida é o que ele sabe sobre Askar.

Por que diria algo a dois estranhos?

Aqui está a ficha dele.

Não sei por que perdemos tempo e dinheiro com isso.

- Porque isso não bate. - Vamos ver.

Crianças não mentem, e foram dez.

Eles estão sendo doutrinados.

O que um jornalista tem? Credibilidade.

Se tirar isso dele, tudo que ele diz é mentira.

Vamos.

Já desistiu?

Falo latim...

grego, aramaico...

e não entendo nada daqui. Precisamos de um advogado.

Para que um advogado?

- Que besteira você fez, Dante? - Nada, vovó.

Salvador está dando uma de advogado das causas perdidas.

- Por que não falam com Leonardo? - Vovó, não lhe dê ideias.

- Espere. Leonardo Gatica? - Isso!

Não é uma má ideia.

Os amigos de seu avô continuam se reunindo para jogar xadrez?

Não sei. Não vamos desde que meu avô ficou doente.

Aliás, esse cretino já morreu, não é, vovó?

Você só fala bobagem. Deixe-me passar.

- Já lhe dou o telefone dele. - Obrigado, Eloisa.

No que está mexendo?

- Quanto acha que vale isso? - É a medalha Belisario Domínguez.

Ela é dada aos homens mais ilustres do país.

Sei o que é, perguntei quanto vale.

Não sou idiota.

Vi você...

tirando fotos dos brincos de sua avó.

O que está acontecendo?

- Devo dinheiro. - Quanto?

Meio milhão.

Caramba, o que você fez?

Vou lhe mostrar.

DVD...

e claro...

fiz Blu-ray também.

Gastou meio milhão de pesos nessas besteiras?

Duzentos e cinquenta mil mais juros.

Tinha de pagar na semana passada...

- mas não publicaram o livro. - Daí, os golpes?

Cobraram anteontem. Tenho até sexta para pagar.

- Leve-me junto. - Olhe, estive pensando.

Descontamos o cheque de seu sogro, e pago você aos poucos.

Que cheque? Eu o rasguei.

Como... essa gente é perigosa. Não brinque.

Eu também.

Achei que você tivesse me abandonado.

Miroslava, nunca vou abandonar você.

Vamos, vamos, não estamos aqui de férias.

Já procuro você.

É aqui. Ele se chama Erick.

Verá que alguns comparsas o chamam de Ñerick.

Não vá chamá-lo assim.

O advogado disse que na próxima vez que ele falar de dinheiro...

que venha falar comigo, que não seja vigarista.

Quisera eu que mais jovens fossem como você.

- Que Deus o abençoe. - Obrigado, madre.

Obrigada.

E você, coma bem.

E aí, Erick, como vai?

Bem, muito bem, sente-se.

Então, onde está meu dinheiro?

- E esse, quem é? - Salvador, meu sócio.

- É bonita, não é? - É sim.

É de mármore. Era de um sujeito que me devia um dinheiro.

Ficava no jardim dele, e como não podia pagar...

Ela fica bem aqui, não é?

- Você sabe quem é? - Claro, um imperador.

- Júlio César. - Este é Calígula.

Ele ficou famoso pelas grandes orgias que organizava...

pelas mãos de ferro com que governava.

Chegou a ter tanto poder...

que nomeou o seu cavalo cônsul.

Então, é com razão que gosto muito dessa estátua.

Mas é uma pena. Quem lhe pagou com isso, perdoe-me, mas...

achou que fosse um idiota.

O mármore amarela com o tempo. Isso é mármore sintético...

uma mistura de resina com pó de mármore.

Posso me sentar?

Que tal entrarmos no penoso...

assunto do dinheiro?

Você perdoa a dívida de Dante...

e eu vou lhe pagar os 250 mil pesos.

Como assim, 250 mil pesos? E os juros?

Concorda que 100% de juros em seis meses é muito?

Vejam, não sou banco e nem irmã de caridade.

Ele aceitou as condições, e agora faz isso?

Está bem, mas vou precisar de um mês para lhe pagar.

- O prazo é sexta. - Então, pode acabar com ele.

- Por favor. - Pare, Greñas.

Vi que é um homem de negócios.

Sabe muito bem que é melhor esperar um pouco...

e conseguir algo...

do que manchar sua cadeira com o cérebro desse coitado.

Bem, tudo bem.

Mas então, não vou querer 500 mil.

Vou querer um milhão. E se não me pagar...

vou atrás de você, desse moleque, da velha...

e também daquele aleijado desgraçado.

O que acha?

Muito bem. Onde aprendeu a negociar?

Estamos mais ferrados que antes.

Dei-lhe mais um mês de vida. Obrigado, de nada.

Muito obrigado. Onde arrumamos um milhão de pesos?

Alá proverá.

Cansei de suas frases, ditados e histórias.

Aqui é o mundo real. Sem dinheiro, vão nos matar.

Por que mente? Por que disse que não o tinha mais?

- Ainda não é a hora. - E quando será?

Quando estiverem executando meus avós?

O momento será quando eu perceber...

que Askar aprontou, que perdi minha família para sempre.

Aí, descontamos o cheque. você paga sua dívida...

e eu me enforco numa árvore. O que acha?

É dramático, mas tudo bem.

- Boa-tarde, senhora. - Boa-tarde, posso ajudá-la?

Isso chegou à minha casa, vindo deste endereço.

Sabe de algo?

Deixe-me ver...

Não sei quem mora aqui nem por que estão me mandando isso...

mas diga-lhes que deixem meu esposo descansar em paz.

Você é a esposa de Salvador?

Filha, é melhor entrar e tomarmos um café.

Não, senhora, obrigada.

Diga-lhes que parem de incomodar ou chamarei a polícia.

Isabel?

Quer ir atrás dela?

Está bem?

Eu cuido disso.

Vamos lá, Jacobito.

Duas pessoas vieram ver você.

- Quem eram e o que queriam? - Não sei.

Nem os deixei falar.

Olhe, essas pessoas...

vão dizer que são seus amigos e que querem ajudá-lo...

mas no final, só há uma realidade...

eles estão lá fora, e você, aqui dentro.

Vai ter de entender que o único amigo...

que lhe convém ter...

sou eu.

Então, vai me dizer por que aceitou vê-los...

se não os conhece?

Eu não tinha nada melhor para fazer.

Venha cá, Sánchez. "Nada melhor para fazer."

Olhe...

leve Jacobito...

e o deixe...

uma semana na solitária.

Para aprender a não falar com estranhos.

Vamos.

Filha, não entendi o que disse ao telefone. O que foi?

Filha, o que você tem? Tudo bem?

Vi Salvador, papai.

O quê?

Chegaram todas essas cartas para mim...

e eu fui ao endereço.

Mas como...

Foi sozinha? O que ele disse?

Nada, só o vi.

- Tem certeza de que era ele? - Pai, por favor.

Fui casada sete anos com ele. Como não me lembraria?

Não acredito.

Devia falar com o detetive que foi procurá-lo...

porque é óbvio que ele nos viu.

Não se preocupe. Vou cuidar disso.

O que vou fazer, pai? Tenho de contar a Pablo, à Areta.

Sugiro que, por ora, não diga nada.

Não posso crer.

Muito menos eu.

Senhorita, com licença. Isso vai mudar sua vida.

Certeza de que quer fazer isso? É melhor explodir Askar.

Não diga tolices, Dante.

Não quero bajular esse velho idiota. Eu não lhe disse...

mas ele mexe com minha avó, e isso é muito incômodo.

Esse velho idiota...

foi reitor da Faculdade de Direito...

melhor advogado não há. Quanto à sua avó...

devia ter me dito antes.

Nós a teríamos trazido, para que ele a paquerasse.

Você é tão simpático, às vezes.

- Sua avó é bonita. - É minha avó, caramba.

Está bem. Boa-tarde!

- Como foi de viagem? - Muito bem, obrigado.

Antes que o doutor conte como foi, vamos dar cursos...

na casa de minha avó, por apenas 500 pesos por aula.

- E a contribuição voluntária? - Está bem.

Contribuição voluntária de 250 pesos.

Com carteirinha do INAPAN, damos desconto.

Senhores, estamos no meio de uma partida de xadrez.

Vocês estão procurando pretextos para fugir.

- Dante, como está sua avó? - Bem.

Continua morando com ela? Mande-lhe um beijo.

E podemos saber a que se deve a honra de sua presença?

Achamos uma boa ideia Guillermo vir cumprimentar seus amigos.

Bem, dizem que a esperança é a última que morre.

Já que estamos nos vendo...

não quer nos ajudar com um amigo que está preso?

Vamos ver... xeque.

- O que seu amigo fez? - Ele é jornalista.

- Acho que armaram para ele. - Não perguntei sua opinião.

Os fatos. Quais são as acusações?

- Abuso de menores. - Deus os cria, e eles se juntam.

- Isso está fora de lugar. - De que fala esse imbecil?

De quando eu era professor na universidade...

Isabel era minha aluna, e ele era reitor. Tire suas conclusões.

De qualquer forma, um julgamento é como ir à guerra.

É preciso tempo e dinheiro. Duas coisas que não tenho.

O que mais tem a fazer?

Está criando raízes nesse banco.

Com a idade, tem-se outras necessidades, como as da mente.

Deviam tentar. Talvez assim, não estivessem tão senis.

- Mate. - Não pode ser.

Devia ter me avisado.

Não devia ter movido o bispo. Daria mate em três.

- Não tinha essa jogada. - Tinha.

Veja, rapaz, fui campeão nacional de xadrez.

Sim, quando inventaram o xadrez. Hoje, seria mate em três.

Vamos ver, ponham as peças.

- Obrigado. - Leonardo...

podemos pagá-lo, mas não agora.

Agora, não me interessa. Vou começar a jogar.

Sabe, Salvador, sem pressão. É compreensível.

Está aposentado há anos...

as coisas mudam e você se torna obsoleto.

O Direito nunca muda, moleque.

Mas as maneiras, sim. E os advogados jovens...

são mais agressivos.

Vou voltar duas, só isso. Eu começo, xeque.

Diga-me, conhece o Código Penal?

Eu praticamente o escrevi.

Todos os juízes foram meus alunos.

Quando eles têm dúvidas, vêm me consultar.

- O que acha disso? - Não duvido do seu conhecimento.

Mas com todo respeito, não intimida mais ninguém.

Mate.

Não pode ser, não pode ser!

Não, meu Leo. Agora sim, posso lhe dizer...

"Durma, doce príncipe."

Eu disse que os tempos mudam. Ótimo jogo, Leonardo.

- Vamos ver, dê-me a ficha. - Não a trouxe, mas...

Se quiser, mando por e-mail.

Claro.

- Vamos. Até logo, senhores. - Prazer em vê-los.

Vemo-nos nos cursos.

Isabel, Areta...

só me restou...

a dor de não poder vê-las mais uma vez.

Espero que algum dia possam...

me perdoar.

Mas que coisa, você deitada nessa banheira. Você parece...

uma deusa do Olimpo.

Dê um espaço para mim.

Tenho de sair.

- Deixei algo no carro. - Pare, Mateo está dormindo.

Estou com frio, Pablo.

Isa, não me faça isso.

Isabel.

Estou há dez anos querendo falar com você.

Não sei por onde começar.

Você não sabe?

Ajudo você.

"Isabel, Areta...

lutei até minhas últimas forças...

mas a malária está me consumindo.

Talvez jamais volte a vê-las, mas quero lhes dizer...

que tudo que fiz foi por vocês."

É sua letra.

Achei...

que eu fosse morrer.

Quanto você pagou?

A quem?

- A quem mandamos buscar você. - Mandaram alguém me buscar?

Salvador, por favor, não finja.

Meu pai pagou alguém para buscar você...

e quando voltou, disse que você tinha morrido.

Seu pai.

- Isso explica tudo. - Explica o quê?

Quando cheguei, a primeira coisa que fiz, foi ir vê-lo.

Ele nem se abalou.

Queria mais me expulsar do que qualquer outra coisa.

Não acredito.

Quando viu seu pai dar dinheiro a alguém?

Pense.

O que eu ganharia me fingindo de morto?

Não quero magoá-las, Areta e você.

Não quero invadir a vida de vocês.

Vou respeitar sua decisão.

O que quer?

Acho...

que quem tem de resolver o que quer...

é você.

Leonardo, são 4h da manhã. O que está fazendo aqui?

Vocês não são jovens? Onde está a vitalidade?

Acorde o rapaz.

Ele tem 20min para se arrumar e me preparar o café da manhã.

- Temos de chegar cedo à prisão. - Então...

- ele é mesmo inocente, não é? - Isso é irrelevante.

A única coisa clara é que o processo foi malfeito.

Não houve suposição de inocência...

e as testemunhas são posteriores à prisão.

Resumindo, um nojo.

Querem vê-lo.

Cinco minutos.

- Vocês, não. - Viemos ajudá-lo.

- Guarda! - Temos o mesmo inimigo.

Tire-me daqui. Não tenho de estar aqui.

E se eu lhe disser que podemos tirá-lo daqui?

Sou doutor em Direito. Eu li sua ficha.

Acredite, posso tirá-lo daqui. Dê-me cinco minutos.

Têm três.

Sabemos que investigou os Filhos de Indra.

O trato é o seguinte: você compartilha conosco...

a informação sobre Askar...

e o tiramos daqui.

E como vocês pretendem fazer isso?

O advogado que o defendeu era um imbecil...

e o juiz, um delinquente.

Podemos impugnar o processo e libertá-lo.

Primeiro, saio; depois, digo o que sei.

Um segundo.

Estamos lhe dando uma mostra de boa-fé.

Como saberemos que tem algo para nos dizer?

Porque...

fiquei um ano e meio infiltrado na seita.

Conheço Askar muito bem, e ele sabe perfeitamente...

que se algo acontecer comigo, seu teatrinho vai ser revelado.

- Conte. O que descobriu? - Askar ficou preso aqui.

Aqui ele começou a seita.

Quando saiu, conseguiu vender ao governo...

um programa para recuperar presos, mas é tudo uma fachada.

Na verdade...

ele recruta os presos mais perigosos...

doutrina-os, e depois os liberta.

- Com que propósito? - Ele está formando um tipo...

de exército.

Não brinque.

- Pode provar o que está dizendo? - Tenho provas, mas...

não posso entregá-las estando aqui.

Outro dia, só por falar com vocês...

fui posto seis dias na solitária.

Quem fez isso? Dê-me nomes...

e agora mesmo iniciamos um processo.

O diretor da prisão. Está com Askar.

Quem? Toño?

- O senhor o conhece? - Foi meu aluno.

Ele era bem burro. O que mais ele lhe fez?

Ele me ameaçou...

ficou me pressionando...

para dizer quem eram vocês.

Veja que interessante. Diga-me uma coisa.

Se eu conseguir que o transfiram para uma prisão...

em que Askar não possa mexer com você...

lhes dá a informação?

Está bem, não diga mais nada.

- Rapaz, dê-me seu telefone. - Não está comigo, eles pegaram.

Você o escondeu, eu vi.

- Estou quase sem crédito. - Não seja mesquinho.

Empreste o telefone. Caramba!

Não demore muito. É só discar e pronto.

Sim, Panchito.

Aqui, sempre na luta, você sabe.

- Bom-dia, Toñito. - Mestre! Mas que prazer vê-lo!

Se tivesse me avisado, eu teria pedido um lanche.

Sente-se, por favor. Que prazer.

Não sabia que continuava advogando.

Não continuo.

Acontece que vim visitar um criminoso...

e me lembrei de você.

Mas não se preocupe, não vou tomar seu tempo.

Diga.

Só preciso que você assine um mandado de transferência.

- Para quem? - Para Jacobo Husni.

Já falei com Panchito, e ele concordou.

Que Panchito?

Filha, você pode imprimir o e-mail...

enviado pelo Procurador da Justiça?

Porque parece que seu patrão não conhece o chefe dele.

Mestre, com todo o respeito...

o senhor devia primeiro ter falado comigo, há procedimentos.

Olhe, Toñito...

não sei que negócios faz aqui e não me importa...

mas o que está claro é que você é um funcionário público...

e o que está fazendo é ilegal.

Então, tem duas escolhas: ou você assina o papel...

ou em três meses, vou vê-lo aqui dentro...

fumando seus cigarros numa cela.

Veremos como vai se dar com os presos.

Aqui está.

Em torno de 72 horas, farão sua transferência.

Vai se sentir em Cancún.

Não tem vista para o mar...

mas o diretor é uma pessoa de minha confiança.

Obrigado.

Então, você vai cumprir sua parte do trato, não é?

Obrigado.

Em três semanas, publicaremos nosso livro.

Como acha isso? Isso vai muito além do meu livro.

- É pior do que eu pensava. - E o que podemos fazer?

Cortar o mal pela raiz, não é?

Poderiam fazer algo mais. Convidar-me para jantar.

Ou não têm nada a me dizer?

Está bem, admito, errei.

Não ouvi. Desculpe-me, este é meu ouvido ruim.

Você é o melhor.

Vou lhe dar um tabuleiro, como merece.

Não precisa. Melhor, convidem-me para jantar.

- Está bem. - E leve sua avó.

Fale alguma coisa.

SANTUÁRIO FILHOS DE INDRA

Santidade, perdão pelo incômodo...

mas é o Sr. Mondragón. É urgente.

Entendo.

Seu caso vai de vento em popa.

Vê a droga que temos de comer?

Você pode fazer igual? Está bem.

Sei que é muito. Ótimo.

Nossos melhores clientes.

A tinta ainda não secou.

Se o cheiro incomoda, trabalhe na minha sala.

Aqui, filha.

O que acha?

Qualquer coisa que não agrade, podemos mudar.

O importante é seu conforto.

Aliás, encontrei o imbecil que foi buscar seu marido.

Você tinha razão.

O desgraçado se aproveitou do meu dinheiro.

Como não encontrou nada, combinou com um médico...

para que ele lhe desse um atestado de óbito falso.

Não se preocupe. Vou processá-lo.

Não importa quanto custe, vou jogá-lo na rua.

Como faz, pai?

Como faz para olhar para as pessoas...

e mentir de forma tão descarada?

Por mais quanto tempo iria mentir a mim?

Quanto mais dinheiro daria para manter suas mentiras?

Foram dez anos...

esperando este momento.

Estar diante de vocês...

e lhes passar minhas ideias.

E vejam, agora não sei...

nem por onde começar.

Talvez...

deva começar pelo começo, não é?

Tenho uma reflexão para vocês.

Por que um homem...

deixaria sua família e seus entes queridos...

para ir em busca de Deus?

Guarda!

Guarda!

- Guarda! - Ajude!

Guarda!

Guarda!

Guarda!

- Guarda! - Ajude!

Guarda!

Guarda! Policial!

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.