All language subtitles for The.Law.According.to.Lidia.Poet.S01E06.Episode.6.720p.NF.WEB-DL.DUAL.DDP5.1.H.264-WDYM

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Original subtitles

Se confessares, o procurador terá isso em conta.

E quem acham que matei?

Ao menos, digam-me o nome.

Uma prostituta que visitavas regularmente.

Maya Cristallo.

Foste a última pessoa a vê-la viva.

Dezenas de testemunhas dizem que foste para o quarto com ela

e saíste cinco minutos depois, tendo tempo suficiente para a matar.

Mas não é verdade.

Fui para o quarto com ela, sim.

Falámos por uns minutos

e depois saí sem lhe tocar.

Então, não queres confessar.

- Não posso confessar algo que não fiz. - Isso caberá ao juiz decidir.

Só queríamos ajudar-te.

Deduzo que procurador interrogue em pessoa todos os que matam prostitutas.

Mas és uma celebridade, Barberis.

Os teus advogados já devem estar a trabalhar.

Não foi ele.

- Não sabemos... - Não tinha motivo.

Talvez tivesse. Foi visto por muitas pessoas no local.

Tinha mil modos de estar com ela a sós, em qualquer lado.

E escolheu fazê-lo quando todos o podiam ver? Ora.

Enrico.

O Jacopo não é estúpido.

E tu sabes disso.

Tenta antecipar a visita.

Vou tentar saber mais sobre o que aconteceu à rapariga.

Emprestas-me dinheiro?

Para quê?

O médico?

Chega daqui a meia hora. Temos de ser rápidos.

Nunca teria acreditado que o Sr. Barberis fizesse algo assim.

Não deve acreditar. Pelo menos, até à sentença final.

Mas eu vi-o com ela.

Quando saiu, uma das raparigas bateu à porta e ela já estava morta.

- Quantos minutos se passaram? - Dez, 15 no máximo.

Ela foi estrangulada com um arame. Provavelmente pelas costas.

Como vê, a Polícia já revistou tudo.

Há quanto tempo a Maya estava em Turim?

Há uns dois anos.

Tinha sotaque desta zona, mas dizia sempre que não conhecia ninguém.

Desculpe, isto...

... já estava assim?

Não faço ideia.

Acho que não. A Maya dir-lhe-ia, com este frio.

Talvez.

Mas a Maya não falava muito.

As outras confiam umas nas outras. Ela não.

Não criava problemas e não os queria.

Quem eram os clientes dela?

Pagou-me para ver o quarto dela, não para conversar.

Eu disse-lhe. Era qualquer um.

Não se queixava como as outras.

Sabe se alguém a ameaçou? Tinha problemas com alguém?

Trabalhava para mim seis dias por semana e nunca me deu chatices.

Seis dias?

Sim, à quarta ia para os Murazzi. Não sei porquê.

Talvez tivesse um cliente que gostasse de o fazer ao ar livre.

Às quartas-feiras?

Sim.

Ela lutou tanto quanto pôde.

Esta?

Não, esta é antiga, certo?

Sim, esta é antiga.

Deve tê-la feito para tirar uma tatuagem.

- Vê? Ainda tem vestígios de tinta. - Sim.

Adeus, Maya.

A LEI DE LIDIA POËT

Sabes que o tio Jacopo está na prisão?

Uma rapariga madura não faz isto.

- Aqui está. Fala com a tua tia. - O que se passa?

Eu e o Lorenzo queremos casar.

Lorenzo,

gosto de ti.

Mas percebes que não pode ser?

Nem tens apartamento.

Na verdade, aluguei uma mansarda aqui perto.

Tem uma vista linda.

Sei que preferiam um partido melhor.

Não encontrarão quem a ame como eu.

Desde a primeira vez que a vi, só penso nela.

Juro que a farei feliz como for possível.

Meu senhor,

conceda-me a mão dela.

Falamos quando o meu cunhado voltar.

Obrigada, papá.

Não disse que sim.

Achas que foi incriminado?

Não sei.

Mas pessoas inocentes acabam presas

por estarem por acaso no sítio errado.

Não percebo porque o Jacopo haveria de a matar. Vi-os juntos.

Eram amigos, à sua maneira.

É um conceito de amizade

um pouco peculiar.

Então, tu e ele também são amigos?

O ciúme é terrível, não é?

Não sou nada ciumento.

De todo. Não combina comigo.

Vou para a América.

Quando partes?

Vou para Génova daqui a uns dias.

Depois,

vou-me embora.

Então, é uma despedida?

Isso depende de ti.

O navio parte após a audiência do teu recurso.

- E depois? - Se perderes, vem comigo.

- Não vou perder. - Acredito que não. Ficava mais feliz.

És tão falso.

- Queres a verdade? - Sim.

Sabes o que acho. Terias mais oportunidades na América.

Mas és teimosa. Portanto...

Este chá é muito bom. É da Índia.

- Um fornecedor meu... - Diz.

O quê?

Que me amas.

Para teres uma desculpa para fugires de mim?

Talvez.

Então, não me amas.

Que história é essa de amor? A Marianna deve...

Amas-me ou não?

Digamos assim:

se um dia decidisse viver numa bela casa,

com um cão, dois filhos

e uma mulher,

se tu fosses essa mulher,

a vida seria muito mais doce.

E logo dois filhos.

Mas como te respeito demasiado para fazer de ti minha mulher,

digo-te para vires para a América por ti, não por mim.

Para seres o que sempre quiseste ser.

Nem temos de nos ver. Podemos separar-nos em Nova Iorque.

Pensa nisso.

Tenho de ir.

Bon voyage, mon ami.

Merci, mon amour.

Vou pensar nisso.

Adeus.

Que belas!

Como te chamas?

Esperemos que a noite corra bem. Estão cá militares.

Diverte-te. Até logo.

A Maya? Ela está morta?

- Estávamos à espera dela. - Eu sei.

Porque é que ela vinha cá à quarta?

- Nunca me disse. - Não te falou no general?

A Maya tinha sorte.

O general só a queria a ela, sempre.

Os militares pagam bem, mas o general é o que paga mais.

Podes vir, se quiseres. Talvez tenhas sorte e ele se interesse.

Olá, rapazes.

Querem divertir-se esta noite?

Olá, bonecas!

É péssima ideia.

Obrigada!

Obrigada.

Vamos.

CASERNAS GUGLIELMO PEPE

Que belo sorriso.

És nova, querida?

Nunca te tinha visto. Como te chamas?

Não importa.

Preferes que te chame rameira?

Que galante.

- Anda. - Não, para aí não!

O que foi? Tens vergonha?

Não, é que...

... faço coisas que as outras não devem saber.

Coisas que levam os clientes a procurar-me a mim e não a elas.

O general não participa na festa?

Está sempre a trabalhar, até a esta hora.

Vá lá! O que se passa contigo?

Desculpa. É que não me deves tocar.

Desculpa.

Entre.

Dra. Poët.

General Valery.

Obrigada.

Então, este é o segredo do exército.

Orgias à quarta à noite.

Não é nada ilegal Os rapazes precisam de diversão.

Imagino que tenha ouvido falar da morte da Maya Cristallo.

Infelizmente, sim.

Trabalhava para mim.

Imagino que trabalhe para o assassino dela.

Não.

O Jacopo Barberis é inocente.

Os seus clientes são-no sempre.

Não é verdade?

Como é que a Maya trabalhava para si?

Dra.,

sabe como lhe estou grato

por descobrir o verdadeiro assassino da minha filha Adele

e merece saber a verdade sobre o seu cliente.

Enquanto esteve em Paris,

Jacopo Barberis tornou-se membro dos anarquistas franceses.

Começámos a vigiá-lo

quando a Maya relatou um encontro com um militante anarquista de Turim,

um falsificador.

Ele não lhe disse isso, pois não?

Acha que o conhece muito bem?

Não sei.

Juro que não matei a Maya.

Não sei porque têm tanta certeza.

Porque ela te tramou.

O nome verdadeiro dela era Giorgia Villa.

Era espia.

A missão dela era seguir-te e relatar todos os teus movimentos

aos serviços secretos militares.

Podem pedir a pena de morte.

Conta-nos o que aconteceu.

Fui para o quarto com ela.

Falámos um pouco e, pouco depois, saí sem lhe tocar.

Ao menos, tu acreditas?

E a mulher que escondeste?

Ela também é anarquista?

Chama-se Nicole Greimas.

Conheci-a em Paris.

E amei-a.

Com todo o meu ser.

Fiquei fascinado com as ideias dela

e tornei-as minhas.

E estava tudo a correr bem até ela conhecer o Louis.

Era líder de um grupo anarquista que preconizava

uma revolução violenta.

E eu não estava de acordo

com as ideias dele, mas a Nicole...

... estava totalmente seduzida.

Cada vez mais. Até que, uma noite,

ela levou as coisas todas dela e fugiu com ele.

E eu voltei para Turim...

... para a tentar esquecer.

E não conseguiste.

Não.

As notícias continuavam a chegar ao jornal.

E, um dia, descobri que eles tinham sido presos.

Então, a Nicole e o Louis fugiram?

Estão escondidos aqui em Turim?

Eles procuraram-me.

Pediram-me ajuda.

Queriam ir para o Uruguai.

Arranjei as guias de circulação falsas e os bilhetes para o navio.

És mesmo idiota!

Se o procurador descobrir, podes apanhar a pena de morte, Jacopo!

Está bem.

Está bem.

Concentremo-nos na janela de sacada da Maya.

Se mexeram na janela,

posso ir ter com o juiz de instrução e pedir uma perícia.

Vamos.

É melhor ires sozinho.

Eu apanho uma carruagem e espero por ti em casa.

Está bem.

Sei que te devia ter contado tudo logo.

Mas não o fiz...

... para te proteger.

Não preciso de proteção, Jacopo. Não sou a Nicole.

- Claro. - Mentiste-me.

De novo.

E eu, estúpida, ainda falo contigo.

Estou a ajudá-la a fugir para seguir em frente.

- Já não a amo. - Ainda estão aqui?

Devem partir amanhã num comboio de carga para Génova.

Precisava do dinheiro da venda das armas para subornar um maquinista.

Se não fosse preso, teria ido buscar o dinheiro

e dava-lhes com as instruções finais.

Em que outro sítio abandonado os escondeste?

Na rua Niza. É onde fica a loja do falsificador que me deu tudo.

Nem penses nisso.

É a única forma. Se a Polícia os encontra, é o teu fim.

E o teu, se te prenderem.

Limita-te a provar a minha inocência. Não faças mais nada, por favor.

Louis?

Louis?

Nicole?

Quem és tu?

Amiga do Jacopo. Tenho o dinheiro das armas.

C'est bon, Louis.

C'est elle.

Lidia.

O Jacopo falou-nos muito de ti.

Não tive o mesmo privilégio.

Viste-o?

Ele está bem?

Quanto quando pode estar na prisão.

Ele não é um assassino.

Estão a cometer um erro.

Ça suffit pas. Tu aurais due nous donner au moins mille.

Deu-te instruções de como podemos fugir?

Um comboio de carga parte amanhã às 10 horas de Scalo di Vanchiglia.

O dinheiro é para o maquinista. O Jacopo já tratou disso.

Quem é ele? Um camarada? Podemos confiar nele?

- Não sei. - Não sabes.

E tu?

És fiável?

Não têm escolha.

Bien joué.

Obrigada por tudo.

Deve tê-la feito para tirar uma tatuagem. Vê? Ainda tem vestígios de tinta.

Lidia?

Promete-me que salvas o Jacopo.

Também o amo muito.

"Anarquia".

"Agradecemos os seus serviços inestimáveis à República Francesa.

Giorgia Villa está autorizada a deixar a região parisiense

para garantir a sua segurança."

Putain!

É minúscula, eu sei.

Mas a vista é de cortar a respiração. Querem ver?

Não foi por isso que viemos, Lorenzo.

Sim.

Fiquei muito impressionada com o teu comportamento no outro dia.

Nota-se que és honesto.

És mais estável e responsável do que a Marianna.

Obrigado, minha senhora. As suas palavras são importantes.

Com a sua bênção...

Não vos posso dar a minha bênção, Lorenzo.

Eu e a Marianna amamo-nos.

Isso pode parecer-vos importante agora.

Mas conheço a minha filha.

Talvez adore a vista linda nos primeiros meses,

mas quando vir que não lhe podes dar mais nada,

vai mentir-te sobre onde esteve.

Não te dirá que gosta de alguém muito mais rico do que tu.

Alguém que a pode tirar desta espelunca.

Ama-se mais a ela própria do que a ti.

Vai partir-te o coração, Lorenzo.

É a natureza dela.

- E tu sabes disso. - Não.

Não. Tenho grandes planos.

Posso ajudar-te a realizá-los.

É teu.

A base para te tornares tudo o que desejas.

Diz-lhe que nunca serás o homem certo para ela.

E que a amas demasiado para lhe arruinar a vida.

Só estarás a dizer a verdade.

A Maya era anarquista.

Pertencia ao mesmo grupo do Louis e da Nicole, mas traiu-os.

Denunciou-os à Polícia.

O prefeito de Paris deixou-a fugir. Veio para Turim e prostituiu-se.

Como era uma vida de merda, continuou a espiar.

Desta vez, para o general Valery.

- O Jacopo não a reconheceu? - Ele não frequentava o grupo.

Saiu antes disso. Ao contrário do Louis e da Nicole.

Podiam ter ido para qualquer lado, mas vieram para Turim.

Sabiam que o Jacopo estava aqui para os ajudar.

Porque a vilã que os traiu estava aqui.

A Nicole sabia que podia manipular o Jacopo

e, embora lhe tenha pedido para organizar a fuga deles,

o Louis teve tempo para encontrar a Maya e se vingar.

Estás a dizer-me que o Jacopo foi incriminado pelos amigos?

Não foi incriminado.

Não devia estar naquele bordel.

Ele devia ajudá-los a fugir, mas foi preso primeiro.

Como posso levar estas teorias a tribunal?

Não, temos de os levar a eles a tribunal.

Ainda estão aqui. Partem hoje no comboio das 10 horas para Génova.

Temos de os fazer confessar.

- Não. - Sim.

Não temos de fazer nada disso. Vamos ao juiz de instrução genovês...

Se eles fugirem de Turim...

... é o fim do Jacopo.

Onde arranjaste isso?

Sabes usá-la?

Isto é uma cretinice. Tens noção disso?

Pare aqui! Pare!

- Mexe-te! - Espera!

- Mexe-te, Enrico! - Espera!

Espera!

Devagar!

Enrico!

- Levanta-te, Enrico. - Não consigo.

Avisa a Polícia de Moncalieri. O comboio passa lá.

- Não podes ir sozinha. - Não te posso levar ao colo!

Lidia!

Lidia?

O que fazes aqui?

Vocês vêm comigo agora.

Sei que mataram a Maya.

A Giorgia vendeu-nos.

Ela merecia morrer.

Quando soubemos que o Jacopo foi preso, não pudemos fazer nada.

Deixaram-no arcar com a culpa!

Querias que nos entregássemos?

Não. São demasiado cobardes.

Arrête!

Larga-me!

Não!

Deixa-a!

Tu es fou! Laisse-la!

Larga-me!

Larga-a!

Tais-toi!

- Laisse-la! - Tais-toi!

Laisse-la! Arrête!

Não!

Tens de vir comigo, Nicole.

Ao procurador.

Para confessar.

Se amavas o Jacopo,

salva-o.

Por favor.

- Documentos. - Tome.

Vamos.

Pronta?

- Tu? - Sim.

Vão estar lá imensos jornalistas.

E há mulheres que vieram de toda a Itália para te apoiar.

Boa sorte, Lidia.

Só Deus sabe como as mulheres precisam de sorte,

até em questões que só deviam exigir bom senso.

Obrigada, Teresa.

Não sei porquê tanto alarido, mas se é o que queres...

Já te estou a reconhecer.

Vamos.

Mãe.

O que foi, querida?

Ele deixou-me.

Tinhas razão.

Ordem! Senhores, ordem!

Em nome de Sua Majestade Humberto I, rei de Itália,

este Supremo Tribunal rejeita...

- Não! - ... o recurso...

É escandaloso!

... da senhorita Lidia Poët.

Ordem!

E confirma a sentença do Tribunal de Recurso

que declara nula a inscrição...

Ordem!

Ordem!

... que declara nula a inscrição na Ordem dos Advogados de Turim

da supramencionada senhorita Poët.

Escandaloso!

Caro Enrico, Teresa, Marianna,

Albertina, Jacopo.

Peço desculpa por partir sem me despedir,

mas foram a melhor coisa que me aconteceu nestes meses.

BILHETE DE LIDIA POËT DE GÉNOVA PARA NOVA IORQUE

Lamento o resultado de hoje.

Desde o início que sabias que ia acabar assim.

És uma mulher muito teimosa, Lidia.

Não ouves. Não sabes ficar no teu lugar.

Só tomas decisões precipitadas.

És uma mulher perigosa, Lidia.

Se estás a tentar agradecer-me por te salvar a vida,

não estás a conseguir.

Seja como for, tenho de te agradecer.

Por tudo.

Vá. Esperamos por ti lá em baixo.

- Quando quiseres. - Vou já.

Muito bem!

Muito bem, Lidia!

Obrigada!

Obrigada, Lidia Poët!

Ias-te embora sem te despedires?

Legendas: Georgina Torres

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