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A ARMADILHA DOS ESPÍRITOS
A pessoa para quem ligou não está no momento.
Deixe seu recado após o sinal.
Aqui é do Departamento de Acomodação da Faculdade.
Temos uma casa para dividir com quatro estudantes.
É uma casa grande e o aluguel é razoável.
É perto da faculdade, acho que vai gostar.
Estará livre na sexta-feira, 27 de setembro...
e pode conhecer seus colegas lá.
O endereço é Fortune Green, 23, NW3.
Tenha uma boa estadia.
Ei, é proibido fumar!
Adele, você falou 10 minutos.
-Foi o que eu demorei. -Faz meia hora!
Fortune Green, por favor.
-Este é o número 23? -É.
Parece que vamos para o mesmo lugar.
-Jenny. -Nick.
-Oi. -Oi.
Meu Deus!
-Nossa! -Pois é.
Legal.
-Tudo bem? -Tudo.
-Nossa, que ratoeira! -É mesmo.
-Você é... -Tina.
-Jenny. Oi. -Oi.
Bela casa.
Mas não é bem o que eu esperava.
-De onde você é? -Já morei em todo lugar.
-Deixe-me ajudar. -Não precisa.
Já conheceu os outros?
Não, acho que somos as primeiras a chegar.
Será que tem água?
-Eu adoraria um banho. -Idem.
-Vou dar uma olhada. -Eu arrumo isso.
Caramba!
Olá.
Vocês devem ser Tom e Adele, certo?
Talvez.
Relógio fantástico.
Acho que é russo, o que chamam de carrilhão.
-O quê? -Carrilhão, mamãe tinha um.
O que ele faz? Horóscopos ou coisa assim?
Dizem que liga este mundo com o próximo, mas é bobagem.
Se funcionasse, podíamos vender.
-Oi. -Oi.
-Quer mostrar... -Claro.
-Obrigada. -Eu levo.
Por aqui.
-Você está bem? -Estou, só fiz umas compras.
Ninguém mora aqui há anos, não é?
Não, mas é perto da faculdade e uma tristeza de barato.
É uma tristeza mesmo!
Este é o meu quarto.
-O que tem ali dentro? -Sei lá.
-Por que está trancado? -Talvez esteja interditado.
Deviam trancar o maluco da família.
Este é o maior, por isso pensamos...
-Encontraram fácil? -Muito.
O casarão da esquina.
-Andaram muito? -Pegamos um táxi.
Levou uns 20 minutos, por aí.
Perfeito.
Perdeu alguma coisa?
Não, só estou tentando fazer funcionar.
Não vá se machucar.
Acho que tem algo preso lá dentro.
-Tem telefone aqui? -Não vi nenhum.
Maravilha!
-O que ele está fazendo? -Não faço idéia.
Droga!
-Adeus, dedo! -Deus!
-Tudo bem? -Tudo.
-Ele me mordeu. -O que está acontecendo?
Ele arrancou um pedaço do dedo.
-Nick? -Está tudo bem.
-É melhor não mexer. -Dê uma olhada nisto.
Peguei!
Viu? Voltou a funcionar.
Vou acertar a hora.
-Nick. -O quê?
Nada, deixe para lá.
Estranho!
É bom saber que tem alguém jeitoso na casa.
O que é agora?
Casa velha, amor.
Deve ser um curto-circuito.
Você é o jeitoso, vá descobrir.
Meu nome é Nick.
Tranque a porta.
Adele, isso é trabalho.
-E como está o trabalho? -Está bom.
-Esta casa serve por um tempo. -É, então caímos fora.
Ficará seguro aqui.
Continua sem sinal.
Tente o meu.
Droga!
Consertei.
O que é isto?
Uma armadilha para espíritos, atrai os maus espíritos.
Útil!
-TV? -Não.
Vamos ter que nos distrair de outro modo.
-Então... -E aí...
Desculpe.
-Que curso faz? -Desenho Industrial.
-Legal. -Você faz Teatro?
Não. Por que...
Eu achei, você é tão bonita.
Desculpe, deve ter sido a coisa mais idiota que já ouviu.
Uma delas.
-Não sou bom em bate-papo. -Sério?
É aqui que tudo acontece?
Importam-se se eu fumar?
Posso arrumar mercadoria boa.
Mercadoria?
É... arrumo para os amigos.
-Só para os amigos? -Por quê?
Não vai vir gente aqui dia e noite, não é?
Depende, podemos ter muitos amigos.
-Está a fim? -Sim!
Vou desarrumar minha mala.
Pare Achei engraçado Achei
INSTITUTO DE ARTES DE LONDRES
Sala do Sr. Freeman?
-Terceira porta à esquerda. -Obrigada.
Onde é o Departamento de Acomodação?
Não temos esse departamento.
Mas eu recebi uma ligação...
-Não foi de nós. -Obrigada.
Meu Deus!
-Tudo bem? -Tudo, tive um sonho estranho.
Estava tomando banho?
-Desculpe. -Tudo bem.
-Vem ficar com a gente? -Já estou indo.
O que fez depois disso?
Acabei a faculdade...
e trabalhei durante dois anos.
E agora sou estudante de novo.
Trabalho, é?
Já ouvi falar, não vejo muito atrativo.
Olá.
Também estudei.
Fiz teatro em Brighton durante um ano.
Mas fiquei cheia.
-Espero que seja melhor aqui. -Já fez outras faculdades?
-Teríamos ficado... -Teve um pequeno escândalo.
Escândalo?
Sorte não terem chamado a polícia.
-O que aconteceu? -Um cara teve overdose.
Fizeram uma revista e plantaram drogas no meu armário.
Caramba!
Não se pode confiar em ninguém.
-Onde será que a Tina está? -Quem?
Tina, eu a chamei para ficar conosco.
Quem é Tina?
A outra moradora.
-Não a conheceram? -Não.
É a que faz barulhos estranhos lá em cima?
Que susto!
-Tudo bem? -Tudo.
É que me pegou de surpresa.
É melhor se acostumar agora que o jeitoso consertou.
Já é meia-noite.
-À hora da bruxaria! -Saúde!
Precisava estar tão frio?
Isto aqui é uma espelunca.
Sem aquecimento, os telefones não funcionam, não tem TV.
A música, não!
-O que estamos procurando? -Sei lá.
Jogo Imobiliário, baralho, qualquer coisa.
Prefiro baralho, um jogo de pôquer.
-Garotas, pôquer e strip-tease? -Eu topo.
Strip-tease, não.
Tudo bem, só pôquer, vão precisar de dinheiro mesmo.
Vão ter que começar a pagar por isto.
-Nós vamos pagar? -É mercadoria da boa.
Se liga, Jenny!
Alguém está com fome?
Olá. Espere.
Estou sempre com fome.
Oi, não nos conhecemos. Sou a Tina.
Obrigado, sou o Tom. Adele e Nick.
Quanta gentileza, Tina!
Isto é seu?
-Onde arrumou isso? -Estava aqui.
-O que é isso? -É uma prancheta.
-O quê?? -Uma prancheta...
como uma tábua ouija.
Como funciona?
Você põe uma caneta...
e todos põem a mão em cima, como em uma sessão mediúnica.
E recebe espíritos, a princípio.
-É entendida nisso, não é? -Minha mãe era entendida.
-Vamos pegar um papel. -É tudo bobagem.
Que nada! É só brincadeira.
Não vou impedi-Ios.
Tina, vai participar?
Tudo bem. Que tal isto?
Uma caneta.
Que legal!
-Pronto? -Sim.
Alguém empurrou!
Ele sempre empurra.
Tudo bem, fui eu.
Vai, vai...
-É você? -Não.
Vou tirar minha mão.
Isto é incrível!
O que diz aí?
"Meia-noite".
-Vamos tentar de novo. -Isso.
Vamos perguntar alguma coisa.
-Faça uma pergunta. -Tudo bem.
Quero uma mensagem para mim!
Não, Adele
"Velho amigo".
O que significa isso?
Que ele quer pegar você...
Safado!
Já sei. Queremos uma mensagem para a Jenny.
Não quero uma mensagem.
Tarde demais.
AMOR DE MÃE
Jenny, espere, por favor!
-Diga que não está brava. -Não estou brava.
Não, foi estranho.
-Entendo que esteja em pânico. -Não estou e não foi estranho.
Não.
-Tom estava empurrando. -Não só ele.
Para que servem todos esses ponteiros?
É um monte de bobagem para gente ingênua.
Desculpe.
Estou cansada.
-Aonde vai? -Para a cama.
Tudo bem.
Boa noite.
Acho que vamos nos divertir aqui.
-Você costuma sonhar? -Sim.
Tenho tido sonhos estranhos.
Jen?
Jenny!
Jenny!
Está aqui embaixo?
Olá, Adele.
Velhos amigos.
Adele
Zak!
-Foi só um sonho. -Fiquei com medo...
minha mãe sempre deixava as torneiras abertas.
-Tinha obsessão por água. -Por quê??
Lembra que falei que ela gostava de vidê?ncia?
Não era só isso, ela era médium.
Puxa!
Deixar a água correr fazia parte da crença dela.
Ela achava que era uma ponte.
Sei que parece loucura, mas nosso banheiro vivia molhado.
-Isso é normal. -Eu sei.
Só estou intrigada com a frase "amor de mãe" porque...
quando dava algo errado, como quando meu pai foi embora...
ou eu tinha problemas na escola, minha mãe dizia...
"Lembre-se que a mamãe a ama."
Está com saudades dela. Ligue para ela.
Ela morreu.
-Quando ela morreu? -Faz pouco tempo.
-Puxa, eu lamento. -Tudo bem.
Ela via a morte como uma passagem para o outro lado.
Entendo por que ficou chateada lá embaixo.
É, não é brincadeira.
Essas coisas podem ser perigosas.
É.
-Você vai ficar bem? -Vou.
-Sério? -É.
Tudo bem.
Lamento muito pela sua mãe.
Tudo bem.
Nossa!
-Você é sonâmbulo? -Que susto você me deu!
-O que estava fazendo? -Fui ao banheiro.
Ainda bem que é você!
Aconteceu algo muito estranho lá embaixo, juro por Deus...
Olá!
Qual é a graça?
Jenny acha que a mãe abre as torneiras em todo lugar.
-A mãe dela é meio maluca? -Não, a mãe dela morreu.
Então, na verdade, Jenny é que é maluca.
É. Ela estava contando seus sonhos para o Nick.
Fascinante.
Mas aquela Tina, queria ouvir os sonhos dela.
Safado!
Jenny Jenny
Adele! Adele!
-Que foi? -O que fez com a caixa?
-Nada. -Dê uma olhada.
Olhe.
Coma esse.
Muito engraçado!
Que foi?
Não brinque comigo, cara.
Calma, deve ter esquecido em algum lugar.
-É, faço sempre isso. -Quem poderia ter pegado?
Pode ter entrado alguém aqui.
Como? O lugar parece um forte. Viu as grades nas janelas?
-Sei lá, acho que vi... -O que você viu?
-Nada. Imaginação. -Tudo bem.
Não preciso de imaginação fértil agora.
Preciso da minha mercadoria.
Como íamos saber onde você pôs para roubar?
Adele?
Deve estar brincando.
Tudo bem, vou revistar a casa já.
É sério, vamos revistar a casa.
Ele está maluco.
-Pode ir. -Tudo bem.
Podia se vestir?
Está aprontando comigo, Adele.
-Sim? -Posso dar uma olhada aqui?
Acho que vai olhar de qualquerjeito.
Não vou incomodar.
Viaja com pouca bagagem.
Por favor, não!
O que foi? Qual o problema?
O que quer?
O que eu quero?
-Fique longe dele, ouviu? -O quê?
Conheço a sua tática.
-Do que está falando? -Qual é!
-Todos a viram olhando você. -Não dê vexame.
Tome cuidado, Tina.
Examinei as portas e janelas, ninguém entrou aqui à noite.
Acha que está aí dentro?
Já olhamos em toda parte.
Essa fechadura não é aberta há anos.
Não faz mal.
Deve haver algo no porão para usarmos.
Você está bem?
É brincadeira.
Tom...
O quê?
Não vá se machucar com isso.
Que foi? Jenny?
Droga!
Destruir a casa não vai adiantar.
Que idiota
Está aqui.
Obrigado, Tina.
Não fui eu que achei. Foi a Jenny.
Você deve ter ajudado.
Foi você que pôs ali, não é?
Nós recuperamos, não é?
Essa não!
Estão aqui.
Acha engraçado?
-Está me roubando? -Não estou roubando você.
Acha que não notei que os pacotes estavam mais leves?
Tudo bem.
-Por que eu iria roubá-Io? -Por que roubou da úItima vez.
De novo, não!
-Já discutimos isso, foi Zak. -Não, você disse que foi ele.
Você sabe que foi ele.
É mesmo?
-É, por isso você... -Vamos deixar isso claro!
Você deu a mercadoria para ele e sabe lá o que mais.
Eu era amiga dele, só isso.
Você deu a mercadoria para ele, você o matou.
Você ajudou a me livrar do corpo!
Não estou roubando você!
Só encontrei isto na gaveta!
-Mentirosa! -Meu Deus!
Não sei por que a trouxe comigo.
-Tom, isso é absurdo! -Cale a boca!
-Isto já está... -Cale a boca!
Seu ordinário!
É a única pessoa em quem confiava e olha o que fez!
Se encostar a mão em mim mais uma vez, entrego você.
Para quem?
Para quem ia me entregar?
Para os seus sócios.
-Faria isso comigo? -Só se me obrigasse.
Está me assustando.
Com essa gente, não tem você e eu.
Nós dois devemos a eles.
Nós dois.
Nunca mais vai me bater!
Nunca mais!
Você é tão linda.
É tão linda.
-Alô? -Jenny?
-Não. -Alguém precisa morrer.
Não!
-Tudo bem? -Não.
Era alguém passando um trote.
-Só isso? -Não, não é só isso.
-O que está tramando? -Não sei do que está falando.
Escondeu as drogas do Tom, não é?
-Eu? -É.
Sabia onde estava antes que eu achasse, eu notei.
E aí?
-Por que jogou o telefone? -Não mude de...
Oi, Jen.
Jenny!
Jenny
Posso entrar?
-O que foi? -Nada.
Devo estar enlouquecendo.
Pode se abrir comigo.
Quanto tempo vou conseguir negar?
-Negar o quê? -Sei lá, minha loucura.
Acho que recebi uma mensagem da minha mãe.
Sua mãe morreu.
Agora entende por que me incomoda?
Achei que não acreditava nessas coisas.
-Não é tão simples assim. -Então...
Você não está enlouquecendo.
Lembra que disse que mamãe era médium?
O que ela nos fazia passar.
Fantasmas...
espíritos, o tempo todo. Ela só falava nisso.
Por isso meu pai foi embora.
Enfim, Nick...
sempre soube que não herdei só os olhos castanhos dela.
-Você é vidente, não é? -Não sei.
Não sei!
Sempre disse que não queria isso para a minha vida...
mas agora estou ouvindo e vendo coisas.
-Você não é a única. -O quê?
Coisas estranhas têm acontecido.
Que coisas?
O relógio.
O que aconteceu ontem à noite.
E esta manhã.
Quando acordei, achei que meu...
Achei que alguém esteve no meu quarto.
Claro que há uma explicação racional para tudo isso, mas...
estamos um contra o outro.
Você é a úItima pessoa que esperava ver descontrolada.
Vai mudar de idéia quando disser o que mamãe me disse.
Fale.
-"Alguém tem de morrer". -Certo.
A mensagem que recebi dela é que alguém aqui deve morrer.
Se quisesse falar com ela, saberia como?
Talvez.
-Então... -Eu a matei.
-O quê? -Eu matei a minha mãe.
A morfina não fazia mais efeito...
aquele sofrimento todo estava insuportável para nós duas.
-Isso explica, então. -O quê?
As coisas que têm acontecido.
É a sua consciência pregando peças.
-Não precisa se sentir culpada. -Sou totalmente responsável.
-Nem pensar. -É mesmo?
Não sabe do que está falando.
Acho que sei.
Meu irmão.
Meu irmão mais velho, Sam.
Éramos crianças.
Morávamos perto de um lago.
No inverno, ele congelava.
Falavam para não irmos lá.
Sam morreu tentando me salvar.
Você era criança, foi um acidente.
Tinha idade suficiente para saber que não devíamos estar lá.
As crianças nunca pensam no pior.
É.
Mas Sam morreu, não eu.
Não pode se culpar, Nick.
Esqueça isso.
Olá, Adele.
Como está o Tom?
Eu...
não preciso disso, Zak.
É assim que vai ser?
-É a minha sombra agora? -Temos coisas para resolver.
Você sabe que não foi culpa minha.
Suma daqui, Zak! Não preciso de você ou de Tom.
Olá, Tina.
O que você quer?
O que acha que eu quero?
Vá embora.
Não está sendo muito simpática.
Vá embora!
Sabe que precisamos ficar unidas.
Zak?
Adele?
Adele!
Adele!
Jenny Jenny
Oi, mãe.
Oi, mamãe.
Por favor, querida... faça agora.
Desculpe. Jenny!
Apenas uma assassina, só há uma assassina.
Uma boa filha escuta a sua mãe.
Ele está tentando dizer que só uma assassina fará isso.
-Deixe-me em paz! -Alguém precisa morrer.
Nick?
Nick!
Nick!
Nick?
É só uma casa velha, Jenny.
Eu acordei e você tinha saído.
Eu tinha saído? Mas... você tinha saído.
Está tremendo.
Você está tremendo.
O que foi?
Algo aconteceu no porão.
-O que aconteceu? -Não sei.
Venha.
Vamos dar uma olhada juntos.
Embaixo do tapete.
Não faça isso!
Faça, Nick.
Faça!
Não acredito no que acabei de ver.
-O que aconteceu lá em cima? -Não sei.
-Acho que você sabe. -Não sei!
Mas acho que Tina sabe.
Parece que está querendo dizer algo, mas o quê?
Começou quando eu...
Isto aqui estava prendendo o mecanismo.
É o diário de uma mulher, Irina Webster.
Ela casou com um senhor idoso. Frank Webster.
Quando ele morreu, deixou esta casa...
e uma coleção de antiguidades...
-Não foi só isso que deixou. -O quê?
Ele trouxe um empregado da África.
-Edmund Joseph. -E daí?
-O marido dela morre, certo? -Certo.
Ela fica nesta casa...
sozinha, em um país estrangeiro...
e a única pessoa que ela conhece é esse...
empregado, Edmund Joseph.
Eu estava certo, eles eram amantes.
Estranho!
A úItima anotação.
Faz exatamente cem anos hoje.
Sumiu
Onde foi parar?
Sabemos que ela está aí
-O que quer que eu faça? -Você sabe, Edmund.
É a única saída, este mundo nunca nos aceitará.
-O próximo talvez aceite. -Não! Não!
-Vou sair. -Eles vão matá-Io.
Eles só querem a mim. Querem que eu vá embora.
Amar você é uma ofensa para eles.
Isto não é a solução.
Nós combinamos. Mate-me!
É o único modo de ficarmos juntos.
Não posso! Não posso fazer isso!
Edmund, faça agora! Agora!
Agora!
Assassino
-Tudo bem? -Eu o vi, Nick.
Eu o vi matá-la.
Eu o vi matá-la!
Eu o vi matá-la nesta casa, mas não foi...
Quieta!
O que deu em você, cara?
Ordinária!
-Tom! -Cale a boca!
Cale a boca!
-O que deu nele? -Ele enlouqueceu.
Eu não o matei, não é?
Não, mas...
Precisamos chamar um médico.
Vou pegar algo para a hemorragia.
"Saia daqui, Nicky".
Só Sam me chamava de Nicky.
-Vamos embora. -Vamos.
Olhe!
Tina está lá em cima.
Jenny! Jenny!
Nick, Nick
Deixe-me sair
Deixe-me sair
A polícia virá pegá-Io.
Tina, vamos embora!
-Vamos! -Vamos!
Vou matar você?s
Droga, a minha bolsa!
Deixe a sua bolsa!
Que susto!
-Tom perdeu totalmente o juízo. -Devia tê-Io matado.
-Não estou brincando. -Nem eu.
Terá de matá-Io cedo ou tarde.
Lembra do seu sonho?
-Um assassino por outro. -Como sabe dos meus sonhos?
Precisa matá-Io, antes que ele mate você.
Você está maluca. Os dois estão malucos!
Vamos!
-O que é isso? -É loucura!
-Onde está a Tina? -Isto é loucura!
Está começando.
O quê?
O que está acontecendo?
Tina
Onde você está?
Tina!
Tina!
Tina
Depressa!
Jenny, depressa!
Tina!
Tina!
Sua ordinária!
Adele!
Assassino!
Que lhe sirva de lição!
Nicky Nicky
Sam...
Meia-noite, Nicky.
Nick!
Tom a matou.
-Ele matou Adele. -Tudo bem.
Está tudo bem.
Precisamos sair daqui.
-Nick! -Tudo bem.
Você o fez fazer aquilo, não é?
-Fiz? -Você o levou a fazer aquilo.
-Sei que sim. -Não tive escolha.
Edmund está preso aqui.
Tom era tudo que eu tinha.
-Você mataria por ele? -Mataria.
Ele morreria por você?
Não, claro que não.
Mas Edmund e eu nascemos para ficarjuntos eternamente...
e nada pode nos separar.
-Deixe-me ir. -Não está esquecendo nada?
O que vai fazer agora, Jenny?
Deixe-me em paz, Adele.
Não vai conseguir sair daqui.
-Já não tentou fugir? -Não vou ouvir você.
-Vai ouvir a mim? -Tina, onde você...
É você.
É tudo por sua causa, não é?
Estamos todos presos.
É uma armadilha para espíritos.
Armadilhas para espíritos não existem.
É mesmo?
Deve achar que nós também não existimos.
-Achei que justo você... -Você tem até a meia-noite.
Para libertar Edmund, alguém precisa assumir o seu lugar.
O que ela está dizendo é que precisa matar o Tom...
para nos libertar. Ele se encaixa no papel.
Um assassino por um assassino.
Jenny, onde quer que esteja, vá embora daqui já!
Ora, ora, ora!
Olha só o grande herói!
Não posso, não sou assassina.
Não é bem verdade, é?
O quê?
-A sua mãe. -Não foi nada disso!
Não há tempo. Preciso libertar Edmund, você precisa sair.
Ela tem razão.
É hora de tomar uma decisão.
Nick
Vá embora!
Pare aí!
Estamos no mundo dos espíritos. Passamos ontem à meia-noite.
Temos 2 minutos para ir embora ou ficamos presos para sempre.
Dê? uma olhada no relógio.
Está vendo os mostradores? Estão quase alinhados.
Vamos.
Vamos parar o relógio.
Continua pondo as mãos onde não deve, Nick?
Parado!
Então, um de nós precisa morrer.
-Você está maluco. -Ele tem razão.
Um de nós precisa morrer ou ninguém vai sair daqui.
Tanto melhor. Então, quem vai ser?
Jenny?
Nick?
Adele?
Adele, não. Não sei o que você é.
É melhor não arriscar.
Ponha as mãos para o alto!
-Jenny... -Sobrou uma bala.
Edmund Joseph não teve chance de dispará-la.
-Jenny, não! -É para o Tom, Nick!
Lamento, não há outra saída.
Atire!
Não consegue, não é? Ordinária!
Jenny! Sabia que você conseguiria.
-Agora o Tom vai decidir. -Qual de vocês vai ser?
Nick.
Jenny.
Filho da mãe!
Adeus, Jenny.
Vamos todos ficar!
Não!
A porta está abrindo!
Como se sente, Tom?
Ajude-me!
Acho que não.
Você sabe as regras. Um assassino por um assassino.
É assim que tem que ser.
E só havia um assassino de verdade entre nós.
Adele...
Adele...
ajude-me!
Bem-vindo à eternidade.
Não!
NÃO ENTRE, PERIGO
Ainda é sexta-feira.
É mesmo.
Então, em que inferno passamos os úItimos dois dias?
No inferno, não.
Em uma armadilha para espíritos.
Dá na mesma.
O que foi?
O que está vendo?
Minha mãe.
Cuidado!
Maldita arapuca!
Parece que vamos para o mesmo lugar.
É.
-Jenny. -Nick.
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