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Original subtitles

POLÍCIA FRONTEIRIÇA

BULGÁRIA

Passaporte, por favor.

Documentos.

SÓFIA, BULGÁRIA

Pai, o camião chegou.

Sim.

Sim, pai.

Já percebi.

Ligo-te quando acabar.

- Estão aqui 22 500 euros? - São 1500 cada.

Quero mais 500 cada.

- Não os tenho. - Não me interessa.

Quem não pagar, fica no contentor. Diz-lhes isso.

- Está tudo bem? - Parece que sim.

Mas que raio?! Que raio estás a fazer?

O que é que eu te disse, italiano de merda?

- Eles já pagaram. - Já pagaram?

Eu é que digo quem pagou e quem não pagou.

Percebeste?

Agora resolve esta porcaria.

Meu filho! Acorda!

Fala comigo, filho!

Mais, mais.

Está bom! Está bom!

Para.

Sobe. Mais um pouco.

Mais um pouco. Para.

GOMORRA

Vamos, vamos! Quero que joguem, que lutem!

Atira-o ao chão! Isso!

Outra vez.

Lutem!

Tentem outra vez. Vamos!

Assim não está bem. Comecem do início.

Olá, Ciro.

De pé.

O meu filho queixou-se de ti.

- Outra vez! - Lamento.

Tenho medo de homens sem paixão.

Não te entusiasmas com nada.

Aquilo que me entusiasmava já não existe, Valentin.

Mas contigo estou bem. Faço aquilo que mandas.

E não tenho tempo para pensar noutra coisa.

O meu filho quer que fiques à frente das casas de Lyulin.

É um problema para ti?

Não. De todo.

Nunca o contraries.

Está bem.

Vai.

Vamos lá, rapazes. Quero ver um bom ataque. Isso!

Venham.

Desocupem o 7.

E o 15.

Bom dia.

Têm de sair.

Por favor, o meu marido está doente.

Voltou ontem do hospital. Está a morrer.

Façam as malas e saiam.

- Não, não. Saiam. - Tome, é seu.

Não está a perceber? Não está?! Não está?!

- Não sabemos para onde ir. - Não está a perceber? Não está?

Não está a perceber? Têm de sair daqui!

Saiam daqui, senão mato-os.

Saiam daqui, senão mato-os.

Têm cinco minutos. Cinco minutos!

- Vá, mostrem os passaportes. - Saiam.

- Mais depressa. Mais depressa! - Os passaportes!

- Depressa! - Preparem os passaportes.

- Vamos. - Os passaportes.

- Vamos! - Os passaportes.

- Vamos, vamos. - Os passaportes.

Depressa.

Passaporte.

Passa.

Passem.

Anda.

Podem pôr aqui as vossas coisas.

Aqui é a cozinha.

Nós trazemos coisas para vocês cozinharem.

Não podem sair sozinhas para ir às compras.

Não podem sequer sair daqui.

Entendido?

Ficou claro? Não podem sair.

Quem manda aqui sou eu!

Posso ligar para casa?

Para a Albânia.

Por favor.

Não entendo a tua língua.

Telefone.

- Telefone. Telefone, por favor. - Não.

- Por favor. - Não te percebo.

- Por favor. - Não te percebo.

- Por favor. - Não vais telefonar a ninguém.

- Por favor. - Não vais telefonar a ninguém.

- Por favor. - Não... Não há chamadas!

- Não há chamadas! Não há! - Por favor, por favor...

- Não te percebo! - Por favor, por favor...

Tranca-a!

Diz, Mladen.

Claro.

Italianos?

Está bem.

- Olá, Ciro. - O Mladen está lá em cima?

Quero uma vodca.

- Como estás? - Estou bem.

Estás aqui.

Já chegaram?

Porquê? Estás com pressa?

Estão a caminho.

Quanto vão comprar?

Cem mil euros.

- E o pagamento? - Em dinheiro, no momento.

Conhece-los?

Sim.

São teus conterrâneos.

Leva-os para a sala VIP. E eu fico a ver daqui.

Mas quem és tu? O Big Brother?

O acordo é explícito. Não trabalho com napolitanos.

"Eu não trabalho..."

És muito estranho.

Não bebes, não fornicas...

Vives numa pocilga

que daria vómitos até a uma pega albanesa.

Tens medo dos teus conterrâneos.

Não consigo perceber o que o meu pai vê em ti.

Desaparece.

Enzo.

O Enzo chegou.

Tatiana?

Tatiana!

Olá, Ciro.

Mostra o dinheiro.

Depressa, Tatiana.

Mexe-te.

O que tem o dinheiro? Qual é o problema?

Tem algum problema?

Deixa-me trocá-lo por ti.

Volta para o trabalho.

Mladen?

O dinheiro deles não presta.

Estás a dizer que me estão a enganar?

Pediste-me a opinião. Eu estou a dar-ta.

Faz o que quiseres.

Este italiano de merda

pensa que manda em mim.

Porra.

Estás a contrariar-me?

Eles são meus amigos. O dinheiro deles é bom.

Se tu achas que é bom, todos achamos que é bom.

Não me vires as costas, idiota.

Volta aqui!

Ouve bem, meu merdas.

Vai até ao meu escritório

e conta os lucros como fazes sempre.

E depois deixa-te de tretas. Estás a perceber? Desaparece!

Filho da mãe!

Entra!

Irmão?

- O que fazes nesta espelunca? - Não sou teu irmão.

Queres que te tratemos por tio?

- Que raio fazem aqui dentro? - O que fazemos aqui?

Mas estás a gozar?

O Mladen disse-nos para esperar aqui.

O dinheiro está num carro no aeroporto, por segurança.

Se tens algum problema, liga-lhe.

Não tenho nenhum problema.

Vamos.

Vamos.

Tio, como consegues estar aqui?

É um sítio como qualquer outro.

Eu não consigo estar longe de Nápoles.

- Onde fica o estacionamento? - Espera um pouco, irmão. Bolas!

Despacha-te.

Anda mais um pouco. À esquerda, onde está o letreiro.

Aprendeste a língua deles?

Claro. Ele trabalha aqui.

Tens uma grande cabeça.

Não percebo nada do que dizem. Parecem cães a ladrar.

Despachem-se. Não estou aqui para conversar.

Diz-lhe o caminho. Eu vou atrás.

Eu vou contigo.

Com muito gosto.

Dá-me a chave do carro. Eu conduzo.

Tu sabes o caminho.

Que raio está ele a fazer? Mexe-te!

Onde está o dinheiro?

- Porque estás a fazer isto, tio? - Porque é falso.

O Santo diz que só mata por dinheiro quem não vale nada.

Um homem a sério não o faz.

- O problema é distinguir um do outro. - Mas achas que há alguma diferença?

A minha família fez mais por Nápoles do que qualquer outra pessoa.

O meu avô fez milagres como San Gennaro.

Fomos nós que criámos o sistema.

Já percebeste qual é a minha raça?

Podes dizer o que quiseres,

mas se não tens respeito, não és um homem.

Se queres lixar uma pessoa, primeiro tens de conhecê-la.

Mas não pensaste em quem eu sou. Subestimaste-me.

E agora tens um problema.

O teu avô nunca se encontraria numa situação de merda como esta.

Se vais disparar, dispara.

Não te mato.

Mas tens de me dizer a verdade.

Liga para os teus amigos.

Manda-os virem buscar-te e voltem para Nápoles.

Nunca mais os quero ver.

Se um dia tiveres saudades,

lembra-te que a melhor piza é a nossa, em Forcella.

Os cinco quilos de heroína para os napolitanos estão prontos?

Depressa.

Vamos.

Vamos.

Olá, Ciro.

Lá fora, está um carro cheio de dinheiro dos napolitanos.

Eles compraram o material?

Não o entreguei. O dinheiro era falso.

Mas isso não é o maior problema.

Tinham um acordo com o Mladen.

Um acordo? Qual acordo? Não estou a perceber.

O Mladen ligou para eles.

Disse para trazerem dinheiro falso.

Se trouxessem 100 mil euros falsos, ele oferecia-lhes a droga.

Porquê?

Para me incriminar,

para parecer que eu estava de conluio com eles

e para me lixar.

Pensas que vales 100 mil euros para o meu filho?

Não sou eu que valho isso.

É o que tu vales para o teu filho. Acha que eu quero o teu lugar.

Se não tivesse filhos, quereria um como tu.

Mas já tenho um filho, Ciro.

Lamento.

Eu também lamento.

Se eu tivesse um filho,

dizia-lhe na cara

que estava a ser idiota.

Saiam. Saiam!

- Olá, Ciro. - Bom dia.

De que raio estás à espera?

Entra. Despacha-te.

Depressa! Depressa!

Depressa!

Baixa-te. Baixa-te!

Não te percebo.

Ana. Elvana.

Elvana.

É a mesma coisa.

FRONTEIRA MACEDÓNIA-ALBÂNIA

Porta-te bem.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO

Tradução e Legendagem JOSÉ GONÇALO SILVA RTP - Produção

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