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- Bom dia. - Bom dia.
- Gostou da Costa do Sol? - É lindíssima!
O hotel era óptimo e o carro magnífico. Foi tudo foi perfeito.
Pensei que essas histórias de viagens grátis eram aldrabice.
- Tenho de lhe comprar alguma coisa? - Não tem de comprar nada.
Basta fazer propaganda aos nossos supermercados.
Está bem, obrigado.
Adeus.
Com este, já chegou tudo.
Não podemos perder nem um grama.
É por isso que o Don Giuseppe te ama tanto.
Vamos lá, mais rápido!
Dá uma Tartaruga Ninja àquele miúdo.
- Uma bola! - Já vai!
Então, miúdo, não apanhaste nada?
As bolas acabaram e não gosto de arcos.
Estás a ver isto? É pele de crocodilo.
Quem a usar, é invencível.
A sério?
Não vês até onde cheguei? Não é por ser bom!
- É por causa deste talismã. - E ele a ti não faz falta?
Já não preciso mais dele.
- Muito obrigado, Príncipe. - Espera.
Ele só te protegerá se te portares bem.
Se fizer o mal, porque te achares o maior, ele não funciona.
Percebeste?
- Que pulseira é essa? - Deixa ver!
Levanta o braço, mostra lá!
Está?
Estou a caminho.
Mas que merda é esta?
É o Príncipe a dar presentes às crianças!
Todas as semanas inventa uma moda.
Até há dias, trabalhava para o Conte. Agora tem dinheiro para deitar fora?
Não te disse? Não há merda melhor que essa!
Com essa droga, um tipo como tu transforma um quilo em seis.
E ainda te levo menos 20% do que a Aliança.
E sobretudo, não tens que a dividir.
Eu não entendo esse vosso sistema...
Não entendes o quê?
Vocês compram todos juntos
e depois dividem os ganhos em partes iguais, certo?
E daí?
Eu acho que é uma estupidez,
porque tu permites que outros ganhem dinheiro.
Para mim, quem vende mais, deve ganhar mais.
Gennaro, o que queres de mim?
Já te disse, Gabriele.
Quero um amigo naquele cesto de serpentes.
Além disso, nenhum deles tem uma cabeça como a tua.
Príncipe, tens que ser o Número 1 daquela Aliança.
Eu só carrego uma bandeira.
Não é a do Ciro ou a tua, é a minha bandeira.
Quero ver essa bandeira bem desfraldada quando o vento soprar.
Entendido?
Tenho que dar prioridade a isso.
Vamos fazer isso a três,
talvez até quatro.
Está bem, Príncipe.
Diz ao Mallamore para não se preocupar.
A hora do Ciro há-de chegar.
Podemos prejudicá-lo e à Aliança sem o matar.
O Príncipe...
Aquele que mais dinheiro faz não tem qualquer protecção.
Vamos começar por ele.
Eu digo-lhe, Don Pietro.
Posso dizer-lhe uma coisa?
Depois de matar o Príncipe...
...o que virá depois?
Se acontecer alguma coisa a qualquer um da Aliança,
a assinatura será sua, e será uma declaração de guerra.
- Eu penso que... - Não és paga para pensar.
- Digo isso por si. - Vai-te embora.
Do Sete Palácios, 2 872 000...
que dá um total mensal...
...de 7 427 200.
Líquido, tirando as despesas de gestão e 5% para o fundo para contingências,
restam...
1 175 973...
para as cotas principais de 15%
e 371 370 para a cota de 5% do beco.
Príncipe?
És um monstro!
Quanto tempo temos que esperar a continuar a receber estes 5%?
Mijo-lhes na cara!
Vamos.
Miúdos de merda...
Deviam beijar o chão que nós pisamos.
Fizeste mais do que toda a gente esta semana.
Assim, estás a ficar melhor do que nós.
A sério?
Então, na próxima semana vê se me pagas um pouco mais.
Se é que não trataste já disso!
O que disseste?
Se tens algum problema, podes dizer claramente.
Ele quer dizer que és o máximo, Gabriele.
Eu e tu temos que falar de negócios.
Eu e Rosario vamos fazer um inves- timento, para lavar algum dinheiro.
Podíamos fazer isso juntos.
Ciro, esta proposta é uma honra para mim.
Mas eu tenho por hábito gerir o meu dinheiro sozinho.
Está bem, mas pensa nisso.
Quanto mais se lavar, melhor.
Adeus, Gabriele!
Adeus, Ciro!
- Gostas deste? - Compraste outro carro?
Foi um bom negócio.
Tens um apetite voraz por carros.
Passei muita fome em miúdo.
Também tenho uma surpresa para ti.
Sobe o degrau.
- Estás pronta? - Sim?
És louco!
Estou é louco por ti. Ela é tua.
Minha?
E o que faço com ela? Atiro-lhe uma bola?
É linda como tu, uma criatura de outro mundo.
Anda, vamos vê-la.
- Vamos! Vamos! - Não, não!
Dizes que somos iguais?
- Achas que eu sou infeliz? - Porquê?
Porque ela é infeliz, preferia correr em vez de estar acorrentada.
Está muito melhor aqui do que no circo.
Ela não tem que ser um palhaço.
Porque eu a respeito.
Sabes o que és?
Uma alma boa que caiu na cabeça de um maluco.
Deixamo-lo entrar na nossa sociedade? Mas porquê?
Porque ele tem uma cabeça boa, vamos convencê-lo.
A nossa cabeça não é o suficiente?
- Estás com ciúmes? - Não gosto dele, Ciro.
Não gostas dele.
Mas ganhaste 1 750 000 graças a ele.
Porque ele tem a maior praça.
Não é por isso, é porque ele transforma 1kg em 3kg.
Ele faz 4kg, mas diz-nos que faz 3kg e fica com a 4ª parte!
Daí andar armado em ricaço, com aquela galdéria negra.
E queres dar-lhe sociedade com o nosso dinheiro?
Rosário, eu não gosto disso.
Não me importo que ele se arme, ele é melhor que tu e todos nós.
Não voltes a repetir o que disseste, está bem?
É assim que começam os problemas, e eu não quero nenhum problema.
Fui claro?
Estamos entendidos.
- Entrou alguém! - O quê?
Juro-te!
Desculpa lá, meu.
Perdeste o pau?
- Por causa da tua cara! - Seu filho da puta!
As coisas não estão bem.
- Que merda te disse o Nano? - Não é só ele.
Andas a provocar muita gente. Tens gasto muito dinheiro.
- E isso é pecado? - Não é pecado.
Mas sabes como é...
A casa, os carros,
as doações para as crianças do bairro...
Agora, até uma pantera!
Eles acham que estás a fazer dinheiro fora da Aliança.
Eu faço o mesmo que os outros, só que eles são uns unhas de fome.
Gabriele, escuta o que te digo...
Eu gosto de ti,
e digo-te que neste mundo, quando se cresce muito,
haverá sempre alguém que tentará derrubar-te.
Ninguém vai me tocar, eu ponho todos a ganhar dinheiro.
Se me tocarem, vão perder muito dinheiro.
É melhor arranjares protecção!
Diz-lhe!
Segue o meu conselho,
vende alguns carros...
Livra-te também do animal. Para que o queres?
Não te quero ver a chorar.
E ela também não.
Não é verdade?
Não lhe dês ouvidos.
O dinheiro é a minha protecção.
O dinheiro não vai impedir que te dêem um tiro.
- O que fizeste? - Não volto lá mais!
- O que disseste? - Tu ouviste, não volto lá mais.
Se é para ser criada, sou criada da minha família.
- Tu sabias as condições. - Isto não me interessa.
Não podes largar este trabalho.
- Volta lá e deixa-te de tretas. - Ou dás-me um tiro?
Patrizia, ele confiou em ti.
Tu sabes onde ele vive, o que ele quer fazer...
Se ele se sentir traído, vai mandar-te matar!
Eu sei que eles valem mais,
mas só posso pagar isto.
Já não linhas de escoamento como dantes.
As chaves estão na ignição.
Até logo.
Estás mais tranquila agora?
Agora sinto-me eu como ela, acorrentado.
As correntes a ela prendem-na, mas a ti, salvam-te.
Não achas que era melhor, quando o Conte era vivo?
Havia menos dinheiro, mas não havia medo.
Eu não tenho medo, sabes bem disso.
Vou tomar um duche e vou trabalhar. Levas-me?
Não há nada a temer, Azmera.
Gostava que me levasses.
Bom dia, Donna Azmera.
"Donna Azmera"...
A comida da pantera está pronta. Queres dar-lha tu, Príncipe?
Cuidado!
Vou confiar-te uma missão.
Arranja um sítio em que ela não incomode ninguém e leva-a pra lá.
Não suporto vê-la acorrentada.
- Que hora sais? - Tarde, depois de fechar.
O quê? És a patroa!
Exacto, por isso mesmo tenho que dar o exemplo!
Põe alguém aqui fora, está bem?
Estamos prontos, Don Pietro. Temos homens e armas.
Mas não será fácil como antes. O Príncipe tem guarda-costas.
Porquê agora?
Nós decidimos matá-lo e ele arranja protecção. Não acham estranho?
Não sei.
- Talvez tenha tido um atrito com alguém. - Ou alguém o avisou.
Que raio com a Patrizia? Porque é que ela não veio?
Ela não está bem, mas não acho que tenha perdido a cabeça.
Deixa-te de tretas, Mallamore!
Tenho que falar com ela, olhá-la olhos nos olhos.
- Que porra é essa...? Porquê? - Pega nas tuas coisas e foge.
Não, a minha família está aqui. Porque hei-de fugir?
Patri, não quiseste voltar para ele,
e ele agora já não confia em ti.
Patri, eu não te vou deixar ficar aqui!
Mas porquê? Ele acha que eu sou uma traidora?
Basta a ideia, Patri.
Ele disse que te quer ver, mas não sei como isso vai acabar.
Eu cuido dos teus irmãos.
Patri, anda cá!
Sou eu!
- Queria falar comigo? - Onde te meteste?
- Estive ocupada. - Respeita-me.
Eu respeito-o, e arrisco a minha vida por si.
E mereço um pouco de respeito, mesmo não sendo eu ninguém.
O que quer de mim?
Quero entender bem o que estou a fazer.
Senta-te.
Pode ser que eu perca esta guerra,
mas tenho que combater, porque esta é a minha casa.
Tudo o que fiz toda a vida está aqui.
Não tenho nada a perder, Patri.
Tudo que eu tenho é a minha dignidade.
E não permitirei que ma comprometam.
Entendeste agora?
Então, quando fores pensar, lembra-te que tu
és os meus olhos e ouvidos, e tens que pensar como eu.
- Precisa de alguma coisa? - Volta a cumprir o teu dever.
Não sabes como me irrita termos que pagar ao Gennaro!
Ficarias é irritado se soubesses o que o Príncipe faz com a coca do Genny.
Ele está a foder-nos, sabias?
- Esquece o que eu disse. - Não, continua!
Se contares a alguém, torço-te o pescoço, ouviste?
Ele diz que a mistura triplica a coca, acreditas nisso?
Sabes onde arranja tanto dinheiro para gastar em jóias,
em carros, na casa e na loja que deu àquela puta?
É o nosso dinheiro.
Temos que abrir os olhos, antes que o Príncipe foda tudo.
Isto foi uma agressão, como eu te tinha dito.
Eles são ex-Savastano, não são como nós, não podemos confiar.
Temos que reagir.
Aqueles merdas têm de perceber que não podem fazer isso.
- Como? - Vamos vingar-nos.
Temos que enfiar uma metralhadora no cu daquele Nano.
Eles não podem pensar que ficámos intimidados.
Usa a cabeça, Totò. O Nano quer que façamos um disparate.
Mas não vou fazer merda nenhuma.
Primeiro vou fodê-lo.
Eu não engulo isto.
Um membro da Aliança acusou-me de roubar,
ofenderam a minha mulher, e metralharam-lhe a loja.
Com todo o respeito, eu não sei quem disparou.
- E lá porque o Nano falou de vocês... - Não quero saber de mais nada.
Isso foi demais,. Ele não disse só aos meus homens.
Porque o Nano também disse isso ao O'Track.
Para bem desta Aliança, eu não posso mentir.
É verdade.
Ouviste, Ciro?
É tudo verdade.
Temos um código de respeito que ele quebrou.
Se não fosse por mim, o Nano já estaria morto.
Eu não quero sangue,
mas exijo uma reparação.
Senão, vou pensar que todos aqui pensam como o Nano.
Ou seja, não há aqui nenhuma aliança,
apenas um sítio em que nos lixamos uns aos outros.
Eu não quero participar disso.
Estou fora.
Porque estás a olhar para mim, Ciro?
Ele é meu irmão.
Se ele sair, eu sairei também, nós somos a mesma coisa.
Ciro...
Se eles partirem, perdemos os melhores pontos de venda.
Esta merda pode sair-nos cara.
Ela deixou as chaves da loja e não atende o telefone.
- Tens de a encontrar, Luciano. - Vamos encontrá-la, Príncipe.
Príncipe, o Don Ciro está aqui.
Vão lá olhar!
Estão todos a postos!
O que estão eles a fazer aqui?
Está tudo bem, não te preocupes.
Tens de ir.
Lamento, não podemos fazer nada.
O que é isto, não me conhecem?
Isto é da parte da Aliança.
Doravante, o Manolo toma conta do teu posto. Tu sabes porquê.
Tens um grande cérebro, Príncipe.
É por isso que gosto de ti.
Outros ter-se-iam vingado doutra maneira.
Pediste uma reparação à frente de toda gente.
Então eles viram que o Nano podia ficar com tudo,
o que levou o O'Track a traí-lo.
Fizeste com que os outros se vingassem por ti.
Cabe-te agora mostrar que agiste de boa fé.
E que isto termina aqui.
Manda recolher os cães que tu soltaste,
ou isso vai acabar mal para todos.
O que achas?
És linda!
Diz-me a verdade, há alguém de olho em ti?
- O Pai mata-o. - Não, não há ninguém.
Estou a brincar.
Gostaste deste?
Mete-o lá.
Espera...
- O que é isto? - É da Mãe.
Importas-te?
Ciro...
No meu território.
À frente de todos.
A culpa é tua, não me deste ouvidos.
- De que lado estás, Ciro? - Estavam todos contra ti.
Queríamos uma democracia? O teu voto só vale por um.
Sim, mas eu não sou como todos os outros,
já te esqueceste do que eu fiz por você?
Estás a ameaçar-me?
Não te atrevas a voltar a fazer isso!
Eu não te estava a ameaçar.
Só te queria lembrar. Porque tu estás a deixar-me sozinho,
e eu nunca te deixei sozinho, nunca!
Tens o meu sangue nas mãos.
Arrastaram-me para isso,
o Príncipe e o O'Track talvez tenham disparado só para me foder,
mas eu tenho que fazer algo, tenho que os matar.
- Não. - Eles têm que pagar.
- Tenho que os matar. - Eu já resolvi tudo.
Tu farás o que eu disser.
Esta coisa acaba aqui.
Eu não metralhei a loja.
Juro pela vida da minha filha.
Mas estava errado, tenho que pedir desculpas...
Ao Príncipe e à sua namorada.
E espero que aceites as minhas desculpas.
Esse assunto para mim está encerrado.
E proponho que o Nano recupere o seu lugar.
Alguém discorda?
É o que basta.
Estão todos enfurecidos, Don Pietro.
Mesmo recuperando o local, o Nano perdeu a moral.
Os outros estão furiosos, porque queriam o local.
E Ciro desdobra-se para os manter todos juntos.
Com o devido respeito,
se acontecer algo a algum deles agora, já não terá a sua assinatura.
Viste?
Quando pensas na direcção certa, pensas melhor.
Tudo bem, com essa, fazemos 70 200.
Bom dia, pessoal.
Bom dia, Don Rosario.
- Estamos felizes por estar tudo resolvido. - Eu também.
Quero que todos ganhem um bónus,
do primeiro ao último,
10% extra, da minha parte.
- O que achas? - Tudo bem.
- Certo. - Para todos!
E a parte do Manolo vai para a mulher dele.
Porquê a minha mulher?
Agora está tudo resolvido.
Livrem-se deste monte de merda.
Bom dia, Príncipe.
Não suporto ver-te assim, tens de te levantar.
Vou alimentar a fera, queres vir?
É como voar!
Gostas dele?
Vou dar-to.
Traz a carne.
Perdoa-me, Príncipe.
Ameaçaram a Susy, não tive escolha, vamos ter um bebê.
Perdoa-me.
Está bem.
Não te preocupes.
- Olá, Príncipe. - Don Pietro.
Não é nada pessoal,
mas tenho que começar a ajustar contas.
Está errado, Don Pietro, isto só complicará as coisas.
Tenho-me dado com o Genny.
É verdade.
Ele passa-me a droga dele para me ajudar a crescer e virar a mesa no momento oportuno.
Pode confirmar com ele. Está a sair das Honduras hoje.
- És um dos "trunfos" do Genny? - Se quer chamar assim...
Pensei que o meu filho se estivesse nas tintas.
Sabes o que tenho a dizer-te?
Vales mais no meu jogo.
No próximo episódio...
Adaptação SARA DAVID LOPES
Legendagem IL SORPASSO
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