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Yoruba
Zulu
Embora a história se baseie na realidade,
as personagens e os diálogos são fictícios.
Nico!
Malena!
Male!
Malena!
SAÍDA
Male.
Male.
Bom dia, Male.
Bom dia, querida.
Não estás tapada.
-Não tiveste frio? -Não.
Fiz-te torradas.
Podemos tomar o pequeno-almoço juntas e depois saímos.
-Fazemos alguma coisa. -Não.
Não, mãe. Prefiro ficar aqui.
Como correu com o Carlos?
Bem.
Ele deu-te a mochila?
Está aqui.
Não, não lhe toques.
Desculpa. Não é caso para tanto.
Sim, desculpa.
Não quero abri-la.
Não vieste buscar a mochila?
Não sei porque vim.
Posso dizer o que penso?
Acho que aquela mochila é como aqueles insetos presos.
Aqueles insetos pré-históricos presos numa pedra.
Como no Parque Jurássico.
-Lembras-te do mosquito? -Continua...
O que quero dizer é que esta mochila ficou guardada durante anos
e agora recuperaste-a.
Uma parte de ti está presa dentro dela.
Fico à espera para o pequeno-almoço. Desce quando quiseres.
CROMAÑÓN: THE NIGHT OF THE FIRE
28 DE DEZEMBRO DE 2004
HORAS ANTES DO PRIMEIRO CONCERTO
Salta! És tão pesado.
Como estás, treinador?
-Bem. Estás pronto? -Sim.
-Para o campo. -Está bem.
-Vamos. -Vamos!
Olá.
Dá cá isso.
-Consegues levar? -Sim. Obrigado.
Muito bem.
Pousa-o. Pronto.
Ótimo. Já está. Como estás? Bem?
Bem.
Que tal, Mabelita?
-Olá, Luquitas. -Tudo bem?
-Tudo bem. -Obrigado.
-Bebe uma cerveja, um refrigerante. -Está bem.
-Olha o que a Mabelita trouxe. -Fantástico.
-E tu? -Que tenho?
-Estás aborrecida. -Atenção.
Limpo qualquer coisa em meio segundo.
Que convencida.
Então, porque não me ajudas com a rede para montarmos a baliza?
É a última.
-Vou já. -Obrigado.
De nada.
Para, Lucas!
-Obrigada. -De nada.
-Deixa-me ajudar. -Não é preciso.
É rápido.
Então?
Deves detestar fazer isto.
Nem por isso. Gosto de estar aqui.
Tive um namorado que me apoiava nas reuniões,
nas obras de caridade...
Se não gostares, cansas-te.
Sim, claro.
Mas não é o meu caso.
-Eu levo isto. -Está bem.
Já estava à espera
E não soube dizer
A. É um acorde A.
O bairro canta à noite para mim
-Um, dois, três, vamos! -Outra vez.
Mamma mía!
Por amor de Deus!
-Devíamos fazer um unplugged? -Vamos fazer uma pausa.
Vou à casa de banho.
Então? Que achas do Colo?
É um pouco rígido.
Sim, talvez.
É o que procuramos.
Um guitarrista que fará o que mandamos, que não atrai muita atenção.
Não sei.
-A Malena... -A Malena é muito melhor.
Não quero chatear-me consigo, mas quem posso culpar?
Disseram-me que há uma equipa na zona, mas não vejo nenhuma.
Não consigo trabalhar sem eletricidade. Você consegue?
Pois, nem eu.
Trabalho como você! Ambos...
Não, você tem eletricidade. Eu não.
WORKSHOP DE CINEMA GUIONISMO, REALIZAÇÃO, EDIÇÃO
Desligaste o quadro? Se voltar, és eletrocutada.
Sim, Lu. Posso parecer idiota, mas não sou.
Alguém está mal-humorado.
Desculpa, tens razão.
-Vais ao centro? -Sim, agora.
Olha, não quero incomodar, mas arranjas bilhetes para dia 30?
Tu também?
Não, para a Tuca e a Anita. Elas não têm bilhete.
Diz-lhes que não sejam tão sovinas.
Preferia não pedir. Sempre que o faço, querem algo em troca.
-Sim, não faz mal... -Não, a sério, Luli.
Vou dizer-te uma coisa.
Vão parecer sardinhas enlatadas.
E não vão divertir-se, porque o Chabán pode ser um tipo fixe,
mas, quando vende bilhetes, vende o máximo possível.
Vende a mais. Tem cuidado.
Abre a mala, Nicolás. Vá.
Vá, rapaz.
Tira tudo.
Toma.
-Boas festas. -Igualmente.
Adeus.
-Então? -O quê, mãe?
Nada. Achei a rapariga bonita.
E?
-Não a achas bonita? -Não sei, não olhei.
Não sejas tão rabugento, Martín.
Nunca conhecerás ninguém assim.
Gelado.
Gelado.
Gelado.
Rapariga estúpida.
-Olá. -Onde estiveste?
Desculpa. Problemas com o comboio.
Ela tem problemas, ela tem problemas, eu tenho problemas.
-Eu sei. -Sabes qual é o meu problema?
Vens quando queres, fazes o que queres.
E não te importa vender.
-Tira a camisola. -O quê?
Estás despedida, querida.
Lu? Lu.
Não quero incomodar-te, mas temos de ir.
Não, vai tu. Eu vou lá ter mais tarde.
Tens o bilhete?
Não, tem o Víctor. Pede-lho.
-Luqui, anda lá! -Calma.
O concerto vai ser ótimo. Anda.
Eles vão dar o primeiro de três concertos
de final de ano no Cromañón.
Calma. Vou assim que terminar.
-Até logo. -Está bem.
Obrigado.
De nada.
Hoje, vou dançar!
Para o navio do esquecimento!
Dá-lhe!
Já falei com a mãe.
-Não, já disse. Vais ao terceiro concerto. -Também posso ir hoje.
Que desmancha-prazeres!
Não quero tomar conta de ti nos três concertos.
Tenho dez anos?
Queres que me sinta culpado?
Vais ao terceiro.
Continua a chatear-me e não vais a nenhum.
Está bem.
Sim?
Não estejas com essa cara. Vais ao terceiro.
-Ao terceiro. -Vai para casa.
Raios!
Que se passa?
-A bateria morreu. -Outra vez! Por amor de Deus!
Vamos sair e empurrar. Assim que estiver a andar, entro e ligo-o.
Tenho de estar lá em dez minutos. É o concerto dos Callejeros.
-Posso ir de táxi? -És rico?
Sai e empurra.
Acorda para a vida. Não vês o que se passa?
Estou acordado para as minhas coisas, não para as tuas.
Acorda para as duas.
Estás a perder tempo com esse livro. És o Borges?
Empurra com força. Aproveita a inclinação.
Vá lá, meu. E onde está o Lucas?
No bairro social, mas ele disse que vinha. Espera.
Vá lá, estás a estragar tudo!
-Vamos embora, Malenita! -Só um minuto, Víctor!
-Vá lá. -Ele pode ir de autocarro.
-Vamos. -Bicho, anda. Fica com o bilhete do Luqui.
-O quê? -Anda.
Ficas com o bilhete do Luqui.
-A sério? -Que vais fazer? Ficar com a tua mãe?
-Anda. -Anda, meu. Vamos.
-Anda, Bicho! -Entra.
-Vamos ver Los Pérez García! -Vamos.
Pare o autocarro. Vem aí mais um!
Anda lá, meu!
Chegou o Niquito! Vamos!
PRIMEIRO CONCERTO
Está apinhado!
Vai, Pérez García!
Anda lá, meu!
Vivam Los Pérez García!
Desculpe, serve-me uma cerveja? Desculpa.
Não faz mal.
Ainda bem que podemos preparar tudo.
-Mas depois de tocarem. -Sim.
-Que fazes aqui? -Vou tirar fotos aos Callejeros.
Para quem?
Sou freelancer, mas é para a Rolling Stone.
-Esquece. -Não. Porquê? Por favor.
-Um segundo antes de subirem ao palco. -Não, não podes estar aqui.
Ouça. Pode perguntar-lhes?
Eles conhecem-me. Fotografei-os por aqui.
Só estou a pedir que vá perguntar.
Eu espero aqui.
-Bem, deixa-me ver. -Sim, obrigada.
Hoje, acho que não. Talvez amanhã.
Está quente.
Se calhar, faltou a luz.
Eu passei o dia sem luz.
Que chatice.
Como te chamas?
Martín. Chamam-me Bicho, Bichito.
Sou o Javier.
Olá.
Senhoras e senhores!
Bem-vindos à República do Cromañón!
Prontos para uma noite inesquecível?
Convosco e para vocês,
Callejeros!
Boa noite!
Vamos!
Vamos lá, Cromañón!
Víctor!
Não consigo respirar!
Para com essa merda, meu.
Víctor, vá lá. Apaga isso!
Isto é rock and roll. Se não gostas, vai lá para trás.
Vai-te foder.
-Vamos. -Anda!
Anda!
Não te preocupes.
Juli, não estavas no bar?
-Hoje, não. Estou encharcada. -Eu também.
Fazem sempre isto. Cortam a água para vender mais bebidas.
-Que sovinas! -Queres?
Dás-me uma?
Obrigada.
Onde as arranjaste?
Sabia que isto ia acontecer e passei o dia a enchê-las para distribuir.
-Dás-me uma? -Sim.
És a fada madrinha do rock and roll, mulher. O quê?
Adoro-te! Obrigada.
Estás bem?
Sim. Não conseguia respirar ali, mas já estou bem.
Male, lamento pela audição para a banda.
Não lidei bem com a situação. Desculpa.
Não te preocupes, esquece.
-Amigos? -Está bem.
Que tal?
-Tudo bem? -Sim.
-Foste aos bastidores? -O quê?
Foste aos bastidores?
Não. Expulsaram-me, mas estou a tratar disso.
Vou começar. Até logo.
-Claro. -Vamos.
Tam!
-Espera, Male. -Que se passa?
A Tam deixou cair isto. Vou guardar.
AMAR-TE ASSIM É DIFÍCIL DE ENTENDER
JÁ É A TERCEIRA VEZ QUE PENSO EM VOLTAR
NUNCA APRENDO
Esta é a melhor banda de rock and roll
São os malditos Callejeros!
Que fazes aqui, Luli? Vieste.
Quero vê-la no concerto
Ela é como um gato siamês
A sua cauda arde de perigo
-Anda. -Que tal? Voltamos para casa?
Eu, a Tami e a Tuquita vamos a uma festa de anos na capital.
-Posso ir? -Nem penses.
Temos planos.
-E tu, Bichito? -Ainda não sei.
Fica bem.
E então? O autocarro vai voltar vazio?
É o que parece, não?
-Tens fome? -Estou esfomeado.
Vamos comer.
Já sabes. Amanhã, à mesma hora.
Não a atires assim, idiota.
-Que é isto? -É só um pano. Pega-lhe.
Massa ou frango?
Piza.
Vamos, Tami.
Sim, vamos.
-Tami, anda. -Estou a ir.
Ótimo. Conheço cinco pizarias. Escolhe.
Uma em Almagro, outra a cinco quarteirões daqui.
Uma aqui em Once, outra no centro.
-Não sei. -Olá.
Male?
Male, ouve!
Sim.
Vamos a um sítio no centro que eu adoro. Também vais adorar.
Vivo perto, em Belgrano.
Se quiseres, podemos...
-É teu. -Não, força.
-Não. -Está bem.
-Que estavas a dizer? -Se quiseres, podes vir.
Não está ninguém em casa.
-Os meus pais não estão. Tantas batatas! -Sim.
Queres vir?
-Espera. -Que foi?
-Anda lá. Que foi? Queres falar? -Sim, talvez.
Não preferes ir comer?
Quero comer-te a ti.
-Que vida! -A casa é dos meus pais.
Voltam em breve?
Não. Foram para o clube.
Podes chamar-me chique.
Eu? Não, está tudo bem. Adoro.
-Eles sabem? -O quê?
Que és gay.
O quê?
Estou a brincar.
Sim, sabem.
Mas a vida é minha.
Se eles não gostarem, azar!
Certo.
Que é que eles fazem?
Que é isto? Um interrogatório?
Desculpa. Estou curioso.
Só uma coisa.
O quê?
Devias saber
que é a minha primeira vez.
A sério?
Só isso.
Agora, apertas um botão e eu caio por uma escotilha.
-O quê? -Nada.
Um filme antigo sobre um tipo que se farta das mulheres com quem sai
e aperta um botão que as faz desaparecer.
Nada. Desculpa.
Vamos devagar, está bem?
Claro, Luli.
-Cheti. -Assim?
-Espera... -És linda.
Mas...
Podes ouvir-me?
Relaxa. Não sejas assim. Que foi?
Não sejas idiota. Tive um dia de merda.
Que aconteceu?
Queres uma lista?
Fui apalpada no comboio.
Não aguentei. Tive de sair.
Esperei pelo seguinte e cheguei atrasada ao trabalho.
O meu chefe tratou-me mal.
Perdi o emprego e agora não tenho dinheiro para pagar o concurso.
Que porcaria.
Não sabia, Luli.
Então, disse: "Vou ver os meus amigos para me sentir melhor."
És meu amigo,
porque me deste a entender que era tua amiga,
mas só queres foder.
Desculpa.
Gostavas de viver na cidade?
Nem pensar. Tem muita gente.
Mas há zonas mais sossegadas.
Conheces La Paternal, por exemplo?
Só de nome.
-É o bairro do Pappo. -Eu sei que é.
-Imagino-te a viver aqui. -A sério?
Uma nova estrela a tocar em sítios finos.
És um idiota.
A sério. No Niceto, no Podestá. Porque não?
Tens talento.
A nossa banda é tacanha.
Olha. Um presente para ti.
Um grou para outro grou.
Obrigada.
-Também tenho um. -Tens?
Deixa ver.
Fico com ele.
-Quero mostrar-te uma coisa. -Não.
Anda.
-Depressa! -Espera!
Espera.
-Espera. -Que fazes? Nicolás.
Não!
Não podes fazer barulho.
-Aonde vamos? -Anda, depressa.
-Estou exausta. -Anda.
Fantástico.
Não confias em mim.
Isto é errado.
Sim. É errado.
Desculpa.
Pão de queijo!
Pão de queijo!
Pão de queijo!
Linda!
Então?
Como vai a vida no centro?
No centro? Vai bem.
E a vida? Não sei bem.
Não sei.
Aquilo do Javi deixou-me...
Não sei.
Não entendo.
Não sabia que tinham começado uma relação depois daquela noite.
Sim, foi curta, mas...
...intensa.
Pelo menos, para mim.
Não sei.
E sabes porque o fez?
Cromañón, Male.
Sim.
O Javi tomava medicação, tinha problemas de saúde mental
e tinha de cuidar de si.
O Cromañón foi a gota d'água.
Ele saiu inteiro, mas foi-se abaixo com o tempo.
Já te contei que comecei a dar entrevistas?
Para um documentário em que estou a trabalhar.
-Isso é fantástico. -Sim.
É sobre o Cromañón.
É a minha dissertação.
E tu?
-Viste os outros? -Não.
Não, é uma visita rápida, Bicho.
Na verdade, vou-me embora hoje.
Tenho de trabalhar.
Claro.
Sim.
Voltas para o julgamento.
Não voltas?
Não.
Não.
CÂMARA DIGITAL FOTOS NUMA HORA
O BAIRRO SOCIAL DE VILLA CELINA
Male.
Mãe.
Que se passa, querida?
Minha menina.
Olá! Bem-vindas!
Como estás, Carlos?
-Bem-vindas. -Olá, Carlos.
Male.
Vou entrar.
-Tens lume? -Claro.
-Finalmente, ganhaste coragem. -Desculpa?
Para vir.
Somos inofensivos, vais ver.
Não é isso, Carlos.
Sabes que estou sempre por perto.
Mas seguimos em frente de maneiras diferentes.
Certo.
Eles vão voltar a tocar.
Os Callejeros?
Sim.
Malta, sabemos bem que aquilo era um labirinto mortal sem saída.
Nem um sinal.
Escadas estreitas para a casa de banho.
O teto coberto de materiais inflamáveis.
Se a saída de emergência estivesse aberta, podíamos ter evacuado em cinco minutos.
FECHADA POR DENTRO
Desgraçados.
Criticar os Callejeros por voltarem a tocar
vai contra o que defendemos.
MAIS DE 3000 EM DISCOTECA DE 1037
Sempre dissemos que culpar os Callejeros era uma saída fácil.
-Certo? -Fala por ti.
Deviam parar de tocar por respeito às vítimas.
Então, que deviam fazer?
Não percebo.
É o que fazem.
Podem fazer outra coisa.
-Não faz sentido. -São responsáveis.
-Que queres que façam? -Não interessa!
Eles precisam de trabalhar, não são só artistas.
-Precisam de dinheiro. -Façam outra coisa.
Ouçam.
Isto não pode acontecer.
É isso que eles querem. Que fiquemos divididos,
para que os verdadeiros responsáveis, políticos e empresários,
sejam esquecidos.
"Dividir e conquistar." Exatamente.
-É isso que eles querem. -Sim.
Que fiquemos divididos
para enfraquecermos a nossa posição e os culpados não pagarem.
Por isso temos de estar todos de acordo.
Como sobreviventes, temos de nos organizar antes do julgamento,
escolher uma história e manter o mesmo ponto de vista.
-Certo. -Não sei. Vamos a votos.
-Vamos a isso. -É a minha posição.
Os Callejeros não são culpados.
Vamos apresentar uma moção.
Vamos votar, então.
Bem-vinda, Male.
O quê?
Obrigada.
Senta-te.
Não, estou bem.
Para partilhares a tua opinião connosco.
Desculpa, não sabia que tinha de falar.
Posso só ficar a ouvir? Prefiro.
Claro, mas talvez possas juntar-te a nós.
Deixa-a estar, Betty.
Malena!
Male!
-Tami, noutra altura. -Espera, porque não entras?
Para quê? É uma confusão.
-Estraguei tudo. -Vá lá.
Sim, lixei tudo.
Magoei o teu irmão, que era a pessoa mais gentil.
Ele era gentil. E eu...
Não sei porque estou aqui. O Nico tem razão. Não faço parte disto.
Então, aparece. É o que estás a fazer.
Não consigo. Desculpa. Não consigo.
Desculpa.
Enganei-me.
E tu? A tua vida? Como está tudo?
Bem.
E a tua?
Bem.
Que se passa com a Tamara? Tudo bem?
Há quanto tempo namoram?
Dois anos.
Vem connosco, Male.
É mais fácil assim.
Como assim?
Vem às reuniões, por exemplo.
Para mim, o que aconteceu não vai mudar, Nico.
Mesmo que passemos a vida a falar.
Mas as reuniões são para estarmos juntos.
Para não nos sentirmos tão sozinhos.
Não sentiste a nossa falta nos últimos quatro anos?
Legendas: Nadine Gil
Supervisão Criativa Hernâni Azenha
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