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Papai disse que recebeu para cuidar dele.
Ap�s deixar o menino no convento,
Philippe contou aonde ele ia em seguida?
O que posso dizer?
Pode ser ele... O Mahdi, o escolhido.
O menino?
Eles querem o menino.
- Precisa de arma? - Tive uma vida antes.
Eu a quero de volta.
Deve estar b�bado se acha
que vou entregar a vin�cola a voc�.
Se quero voc� morto, s� preciso esperar.
Tem algu�m na casa.
Nossa, senti sua a falta.
E eu senti a sua.
Esperava que pudesse encontrar voc� em casa
para pegar mais coisas minhas.
Nossa casa n�o � mais segura. Ainda me observam.
Quem diria que a situa��o desandaria t�o r�pido.
N�o sabia se o veria de novo.
Me esconderam numa maldita cabana
com dois caras da Gestapo...
Melhor eu n�o saber.
Admito, estou triste por partir.
Bozouls nunca foi o que imaginamos.
Ent�o come�amos de novo.
Venha ou perdemos o voo.
Pegou pouca coisa.
Soube que � quente na Argentina.
E voc� n�o precisa de muita coisa.
Voc� sempre foi assim?
Assim como?
Preferiria n�o ter me casado
com um homem que traiu tudo o que amava.
E como nunca fui uma mulher impulsiva...
- Ou que ama qualquer um. - Querida, temos que ir.
Ent�o como n�o percebi quando vendeu sua alma?
- Pode me dizer? - Precisamos falar disso agora?
� agora ou nunca.
N�o, a viagem para Argentina demora quase dois dias.
Sim, mas infelizmente, n�o � para onde voc� vai.
E � assim que termina.
MONSIEUR SPADE | S01E04
Mrs. Bennet / LaisRosas Sossa / Collierone
SierraBravo / Mikae / Simon
Revis�o: D3QU1NH4
Voc� est� bem?
O outro pulou pela janela, mas eu o acertei.
Voc� est� bem?
Tudo bem.
Ia atirar nesse aqui tamb�m,
mas n�o seria do nosso interesse.
N�o at� tirarmos informa��es dele.
Sem contar que poderia me acertar.
Imposs�vel.
Sou bom de mira.
Acorde.
O que faz aqui?
O que faz aqui?
Estou perguntando a voc�.
Disse para ficar de olho na Teresa.
Sim, quando n�o estou aqui.
Bem, sorte eu estar aqui, n�o?
Dif�cil dizer. N�o costumo ter essa sorte.
Ex�rcito Franc�s.
Um verdadeiro soldado n�o tentaria sequestrar uma garota.
Quem est� chamando de garota?
Tudo bem?
Sim.
Gra�as ao Henri.
Quem � voc�?
Responda o homem.
Quem � voc�?
Henri,
fa�a um favor e suba.
- Subir e fazer o qu�? - Apenas suba.
Certo.
E leve as mulheres com voc�.
Henri.
Deixe a arma, por favor.
Como est� seu pesco�o?
Como est� o seu?
No passado, se um homem tentasse me matar,
eu teria atirado nele ou o jogado pela janela
e esquecido que ele existia.
Mas estou mais velho agora.
E mais s�bio.
Tem um nome?
Achei que n�o.
� f� do Dean Martin?
Presumo que foi bem treinado
e n�o seria f�cil faz�-lo falar,
mas vou fazer perguntas mesmo assim.
Perguntas f�ceis.
E toda vez que n�o responder, ou disser que n�o sabe,
vou chutar sua cabe�a.
Sabe? Como a can��o?
E ent�o eu mesmo vou responder.
Combinado?
Vamos l�.
N�o preciso ser J. Edgar Hoover
para adivinhar que voc� � da Intelig�ncia do Ex�rcito
e que seus empregadores no SDECE...
Pronunciei certo?
Sim, est� certo.
Sempre foi dif�cil para mim.
Onde estava? SDECE, Intelig�ncia,
o grupo para quem trabalha,
quem eu presumo, como todos no universo,
est� bravo com Philippe Saint-Andre,
por roubar algo, ou, nesse caso, algu�m,
que foi mandado proteger.
N�o, isso n�o foi uma pergunta.
Mas o Sargento Saint-Andre trabalha para o SDECE, certo?
Isso foi uma pergunta,
e a resposta �...
Sim, Sr. Spade,
ele trabalha.
Mas ele se rebelou.
Ent�o, voc� e seu amigo apareceram de noite
para ver se a garota podia dizer onde est� a crian�a?
Sim, � verdade.
Porque o prov�vel plano original
era que o Sargento Saint-Andre devia entregar a crian�a
aos chef�es em Paris.
Sim, esse era o plano.
Estou acertando tudo, mas agora a pergunta de um milh�o.
O que
� t�o importante nessa crian�a
que todos est�o dispostos a matar freiras
ou raptar jovens meninas para p�r as m�os nele?
Eu n�o sei.
As ordens eram de vir aqui e procurar,
e se o garoto n�o estivesse,
era para levar a garota.
Mas voc� veio vestido para uma guerra,
todo armado, como se achasse que pudesse haver um tiroteio.
Voc� tem uma reputa��o.
Fico lisonjeado, mas...
Por favor,
pare de fazer isso.
Eu paro, se voc� parar de mentir.
Achou que Philippe estivesse aqui.
Por um bom motivo.
Sabe o que o Saint-Andre fez
na Arg�lia?
Ele tinha uma unidade de sniper.
Uma unidade espi� secreta.
Saint-Andre ca�ou membros da Organisation Arm�e Secr�te.
Sim. E assassinou eles.
Ele matou mais de 30.
Ainda assim, isso n�o me diz o porqu� todo mundo,
desde o Vaticano, a Intelig�ncia Francesa,
a CIA, est�o atr�s do menino.
Tudo que sei � o que ouvi.
Est� bem,
ent�o me conte.
O garoto � o eixo
de uma roda com muitos raios.
Soa como algo que se l� em um biscoito da sorte.
Foi o que eu ouvi.
Juro pela vida da minha m�e.
Est� bem.
Pode ir l� encontrar seu amigo
que est� em algum canto, l� fora,
sangrando nas minhas uvas.
� s�rio?
Posso ir?
Diga para seja l� quem te deu essa informa��o merda
que quero achar o bom sargento tanto quanto eles,
nem que seja pelo aborrecimento
de ter arruinado minha maldita tranquilidade,
e ent�o, quando eu achar o Philippe e vou ach�-lo...
Vou falar com ele, e depois vou enrolar ele em um tapete
e vou mand�-lo para voc�s, em Paris,
para fazerem o que quiserem.
Mas enquanto isso,
se eu pegar mais homens armados, de pijama,
se esgueirando em minha propriedade,
vou atirar
no saco deles.
Eu n�o estava mentindo.
N�s sabemos quem voc� �.
N�o estou me escondendo.
Voc� tem muitos inimigos.
Estou te mandando embora
com uns machucados no rosto ap�s voc� tentar me matar,
e agora voc� quer me amea�ar?
Meu amigo,
quer anunciar meu paradeiro de manh� no Le Monde
ou projetar uma noite no Discorama,
fique � vontade.
Mas voc� vai descobrir
que ningu�m liga para aquele Sam Spade.
N�o mais.
Diga para seus chefes
que n�o somos inimigos.
E devem confiar em voc�?
Por qu�?
Porque voc� est� vivo.
Cai fora daqui.
Marguerite?
Que houve com o Chateau Saint-C�cile?
Foi vendido.
Desde o AVC, ele n�o est� mais l�cido.
Acorda sozinho. Ao longo do dia, ele esquece onde est�,
assim como suas inibi��es.
Ent�o ele n�o mudou nada.
Ele parou de comer h� uns dias atr�s.
Em breve, a cortina se fechar�.
Acabou...
- Voc� precisa de algo? - Pode ir.
Como o Jean-Pierre est�?
Pergunte ao esquisit�o que paga para nos espiar.
Sei que ele pode te informar.
Tem anos que Chastain n�o faz esse tipo de coisa.
Ele est� muito velho.
N�o procura mais prostitutas ou hero�na?
Hoje em dia ele s� traz minhas compras.
Que decep��o!
Mas n�o surpreende.
Sempre soube que voc� quebraria.
Eu n�o quebrei.
Eu doei tudo.
Para quem?
V�rias organiza��es
de almas necessitadas.
Que ir�nico!
Fiz voc� sofrer?
Eu e todo mundo.
Marguerite, esperava que pud�ssemos ter um adeus...
simples.
Achei que tinha sido no meu casamento.
Estou morrendo. N�o pode continuar me odiando.
Isso � uma regra?
Como sabe, nunca fui muito obediente
Uma parte de voc� ainda me ama.
N�o, Denis.
Nenhuma parte te ama.
Eu te odeio.
Dizer isso n�o me deixa feliz nem triste.
E seu filho tamb�m te odeia.
Ent�o pode fazer a cara de piedade que quiser.
Mas nunca poder� esconder o que �.
Um filho da puta desprez�vel.
N�s odiamos aqueles que amamos.
Est� brincando?
� uma frase das suas m�sicas de merda.
Sei disso, cantei elas com voc� um milh�o de vezes.
Voc� era jovem demais.
Merda, l� vamos n�s.
Era jovem demais para se casar.
Mas n�o jovem demais para voc�.
Bem, Denis viajei muito.
Ent�o, vai me devolver aquele fur�o roubado, ou n�o?
Tenho o direito de saber o que houve com meu filho.
Se Jean-Pierre quisesse que soubesse, teria te escrito.
Ele roubou voc� de mim.
Por isso o mandou para o Inferno?
Voc� me pediu ajuda, fiz o que pude.
Te pedi para mand�-lo para casa.
Ele n�o devia ter se voluntariado.
Eu disse que tinha formas de tir�-lo de l� Mas, n�o...
Ele queria ser homem.
- Para voc�. - Errado.
Ele queria ficar longe de voc�.
O m�ximo que pudesse.
E, por sua culpa,
ele ainda est� no Inferno.
N�o espero ser perdoado pelas coisas que fiz.
Deixei meu filho e sua m�e sem nada.
N�o direi que fiz o melhor que pude.
N�o dei chance para eles.
Mas quero que Jean-Pierre saiba
que acordei um dia
e eu percebi
tudo que tive na minha vida, eu n�o mereci.
Quero que ele saiba que terminarei minha vida
com exatamente o que mere�o.
- Nada. - Est� brincando comigo?
Espera, honestamente,
que Jean-Pierre te ame e te perdoe
depois de tudo que fez?
Por seu breve momento de percep��o do ego�sta que �?
N�o espero nada.
Espero que ele possa esquecer seu �dio por mim.
E viver sua vida.
S� isso.
Tinha outra m�sica que cant�vamos juntos.
Voc� se lembra?
Tarde demais, querido, tarde demais...
Tenha uma �tima morte.
Espera.
George e eu t�nhamos acabado de sentar
para ler o The Timescryptic,
quando ouvimos seu homem gritando.
Dava para ouvi-lo da sua casa?
Bem, est�vamos no jardim.
O ar puro faz parte do nosso ritual di�rio.
Isso e as Mimosas, claro.
Eis uma teoria poss�vel,
ao tentar escapar, esse sujeito corre nesse sentido
e cai.
Essa � minha opini�o.
Talvez queira reconsiderar essa opini�o.
A estrada � na outra dire��o.
N�o tinha lua ontem � noite. Muita escurid�o.
Ele n�o conhece o terreno, ent�o...
Mesmo assim, ningu�m morre s� de cair na piscina.
Morre se n�o souber nadar.
- Era um soldado treinado. - Que sangrava muito.
Eu s� acertei nele.
O que temos aqui?
- Quantas vezes atirou nele? - S� uma.
E no ombro.
Tem certeza disso?
De que n�o atirei no rosto dele quando pulou a janela?
Ele n�o levou um tiro no rosto.
O tiro foi por tr�s da cabe�a.
A bala explodiu seu rosto.
Como eu j� disse, atirei no ombro dele.
Talvez seu parceiro...
achando que o ferimento ia prejudicar a fuga deles.
Seu parceiro n�o fugiu, eu deixei ele ir.
N�o vi porque det�-lo.
Tamb�m n�o viu porque em me contar essa manh�
que dois homens tentaram sequestrar Teresa?
Pela minha experi�ncia, quanto menos gente souber de algo,
menos gente se machuca.
Sua preocupa��o pelo meu bem-estar
� tocante.
Um t�pico tiro � luz do dia.
Mas esse foi � noite,
o que torna a precis�o imposs�vel.
N�o se tiver uma mira noturna,
como a PV-1 Starlight, isso deve resolver.
George foi dos Fuzileiros Reais.
Foi aonde ele aprendeu a pintar?
Voc� era da infantaria?
Datil�grafo. Dedos r�pidos.
Aposto que sim.
Henri,
sugiro chamar a base e deixar eles cuidarem do corpo.
O General Davou � um homem que insiste em limites.
Era seu soldado.
Mas a piscina � minha.
Este � um problema interno deles.
Obrigado pela ajuda.
Foi um prazer. Estaremos ali.
- Chame a base. - Certo.
Houve um tempo em S�o Francisco, que voc� usava um terno,
carregava uma arma, e fazia o que queria.
Faz esses dias parecerem t�o rom�nticos.
Mas n�s n�o estamos mais em S�o Francisco.
Entendo.
Ainda bem.
Passo meu tempo limpando privadas e v�mitos.
No meu pa�s eu era professor. Um excelente professor.
Se n�o est� contente, venha trabalhar na estrada.
S� vai ter gamb�s para limpar.
Ele est� l� fora de novo.
Desde que o Im� nos visitou, ele nos espiona.
- Tem que levar o garoto. - Para onde?
Para qualquer lugar. Longe dos nossos filhos.
Olha isso.
Que estranho.
- O Im� disse... - O Im� n�o tem filhos.
O que o garoto fazia em Bozouls?
N�o � a queda que vai te matar.
� o fim repentino.
- Nunca me acostumo a isso. - A isso o qu�?
Theo come�ou a fazer croissants.
Seu olfato me impressiona.
Conseguia sentir o cheiro dos corpos no campo de batalha.
E isso antes de ficar cego.
Quer ouvir?
De novo?
Se quiser contar.
Foi antes de voc� chegar.
Na minha segunda noite aqui, sofremos uma emboscada
e perdemos onze homens.
Os FLN eram brutais e muito eficientes.
Uma parte de mim admirava a eles.
Virei uma esquina e dei de cara com um soldado.
Um garoto de treze ou catorze anos.
Ele apontou pra mim, mas o gatilho travou.
Eu tomei o rifle e bati nele, deixando inconsciente.
Eu o deixei l�. Inconsciente, mas vivo.
Cinco anos depois, fui capturado.
Um tiro em cada perna, cuidaram de mim para poder me torturar.
Quem era o l�der desse batalh�o?
O garoto da vila.
J� era um homem feito.
Ele lembrou de mim.
Ou melhor, ele nunca me esqueceu.
Eu pensei: "Estou salvo".
Comemos juntos e relembramos o passado.
Ele pegou uma chaleira e me ofereceu um ch�.
Eu digo: "Claro, um ch� agora seria perfeito".
Dois homens me seguraram pra ele jogar �gua quente em meus olhos.
Grande dia.
Eles te deixaram cego e voc� acha um grande dia?
Foi assim que eu entendi como o �dio pode focar nosso prop�sito,
ou nos distrair.
Eu me distra�.
Aquele garoto, no entanto, n�o.
Voc� diz prop�sito, eu digo desperd�cio.
Nascemos para aprender. Isso � tudo.
At� nisso falhamos.
Marguerite?
Maldi��o!
Quase atirei em voc�.
Obrigado por n�o t�-lo feito.
O menino � seu?
N�o sei quem � ele.
Ent�o, por que est� aqui com voc�?
Eu o encontrei outra noite, escondido no vesti�rio
O Im� acha que v�rias pessoas est�o procurando por ele.
Ningu�m do bem, acredito
Ent�o � voc�, afinal...
Aquele pelo qual todos matariam
O tenente encontrar� a ambul�ncia em Bozouls.
Isso te coloca no local?
N�o parece.
Tudo bem quando acaba bem?
Feliz em ter ajudado.
Sim. Est� bem.
Corta essa e me diga o que est� havendo.
Voc� � um cadete.
Que atirou em um colega soldado, que acabou morto.
Estes s�o os fatos, sim, mas est�o...
Me poupe. Quem voc� chamou?
- A base. - Que base?
A de Lyon ou a de Paris?
Por que chamaria Paris?
Porque seu comandante est� l�
e voc� n�o estava de folga noite passada.
Estava de servi�o.
- Eu? - � uma jogada esperta.
Era o que faria se tivesse um soldado
sob comando que conhecesse o local.
Qual sua patente?
Subtenente.
Bom para voc�
De agora em diante,
se for bisbilhotar aqui
pelo menos tenha a porra da dec�ncia de me avisar.
Obrigada.
Pelo qu�?
- Salvar minha vida. - Ah, foi s�...
Aquele homem puxou meus bra�os pra tr�s com for�a.
Pensei que fossem quebrar.
Ent�o,
voc� interveio. T�o heroico, t�o bravo.
Parecia, sei l�, Sir Lancelot ou algo assim
- Eu estava apenas agindo... - Preocupado.
Por instinto
Lamento se por este instinto, voc� teve problemas
N�o se preocupe.
No Ex�rcito, ensinam todo tipo de manobra.
Vai ficar tudo bem.
O que � SDECE?
Servi�o de Intelig�ncia Francesa
Ent�o, � espi�o? Ouvi o Sr. Spade falar...
N�o exatamente. Sou um...
analista.
O que analisa?
N�o estou autorizado a dizer.
Voc� pode me dizer, n�o pode?
Apenas que mantemos nosso pa�s seguro.
De quem?
De nossos inimigos. Estrangeiros e internos
Como a OAS.
A Organisation Arm�e Secr�te.
Soldados de extrema direita.
Fan�ticos irados com de Gaulle por ter dado a Arg�lia.
Soldados franceses?
Dissidentes.
Mas, infelizmente, sim.
E meu pai � uma dessas pessoas?
Philippe � como v�rios homens que s�o treinados
para lutar, mas que n�o sabem quando parar.
Isso n�o responde � minha pergunta.
O que � t�o engra�ado?
� que voc� soou como...
o Sr. Spade.
Meu pai era da OAS?
N�o.
Seu trabalho era ca��-los
e execut�-los.
E eliminar franceses?
Acho que deveria esquecer isso e entrar.
Como posso esquecer algo t�o horr�vel?
E como posso esquecer...
como se arriscou por mim?
E eu faria o mesmo
de novo.
Esperei um m�s por isso.
Todos est�o delirando...
Sobre o que � o livro?
Veja o t�tulo.
"Planeta dos Macacos".
Emprestarei quando terminar.
N�o, obrigado.
Do meu ponto de vista, o planeta j� tem macacos suficientes.
Al�?
Ele est� a�?
N�o sei o que voc� quer dizer.
Diga que Jean-Pierre est� ligando.
N�o conhe�o Jean-Pierre nenhum.
Diga a ele que tenho o garoto.
Algu�m em casa?
O que est� fazendo aqui?
Onde est� o meu pai?
Por que me pergunta? N�o vi ele.
Mas tem not�cias dele?
N�o desde do primeiro dia que ele voltou.
O que foi?
Ontem � noite um bruto tentou me raptar.
Voc� est� bem?
Estou muito bem.
Eu trouxe isso de volta.
N�o quero.
Fiz isso para voc�, minha querida.
N�o.
Fez para voc�.
Para eu te dar dinheiro.
De que dinheiro est� falando?
Minha heran�a.
Minha heran�a substancial. Da minha m�e.
Voltar para esse buraco depois de tudo o que houve na Arg�lia,
deve ter sido dif�cil.
Mas de novo, se os rumores forem verdadeiros,
talvez n�o devesse ter fodido o guarda-costas do seu marido.
Como ousa ser t�o grosseira comigo...
Desde do dia que o Sr. Spade me trouxe,
virou as costas para mim.
Sou um nada para voc�.
Vou ser grosseira sim.
Ent�o vou te mostrar a educa��o que n�o tem me mostrado.
E educadamente pedir para se retirar daqui.
Diga ao meu pai que quero v�-lo.
Voc� est� orgulhosa de si mesma,
mas o tempo vai derrubar voc�.
Pode ter todo o dinheiro do mundo,
mas n�o vai ficar assim para sempre.
Estou feliz que possa se juntar a n�s para uma refei��o.
Sua presen�a � muito reconfortante.
Depois do que vi flutuando na sua piscina,
estou um pouco nervosa.
Parece haver muitos assassinatos por aqui.
Estou perdido agora, pois um local t�o id�lico
gera tanto caos.
Posso garantir que Bozouls costuma ser segura.
Esses assassinatos s�o uma aberra��o.
Ou uma mudan�a no padr�o.
Por favor, meu caro comandante, coma mais.
N�o poderia, j� comi demais.
Bobagem. Vejo que � um homem de apetite,
o que, segundo um amante italiano que tive,
� um sinal claro de que voc� � h�bil na cama.
Bem,
ent�o nesse caso.
Ai est�.
Espera.
Um pouco de au jus.
Obrigado.
Bom apetite.
Sim, sabia que n�o poderia dizer n�o.
Estou pensando em comprar uma arma
para prote��o.
H� algum que voc� possa recomendar, Sr. Spade?
Claro. Eu recomendaria uma pistola de �gua.
Engra�ado.
� mais uma de suas piadas, mas estou falando s�rio.
Eu tamb�m estou.
Em nenhum momento carregou uma arma?
J�, mas � por isso que sei mais.
Agora estou intrigado, por favor, explique.
Manter uma arma no travesseiro, aumenta as chances
de que a sacar� e apontar� para algu�m.
Apontar uma arma para algu�m,
voc� pode mat�-lo ou ser morto.
E prefiro n�o apostar nisso.
Uma bala, uma vez disparada, n�o pode ser colocada de volta.
Acho que com treinamento adequado
� poss�vel ter uma arma em casa.
Pode-se at� carregar a arma durante a rotina di�ria.
Parece interessado em armas para um pintor, Sr. Fitzsimmons.
Estou mais interessado em voc�, Sr. Spade.
Voc� teve uma vida t�o emocionante.
Voc� � o assunto da cidade.
E falando como uma mulher que vive em constante medo,
confio em homens como voc�, querido Sr. Spade.
- Preciso ir ao banheiro. - Claro.
Fica logo depois da porta da frente,
no final do corredor, segunda porta.
N�o demore.
Aqui estamos, mais vinho.
Vamos encher para voc�.
O que voc� estudou, Sr. Fitzsimmons?
Bem, escola da vida, suponho.
Algu�m se perdeu?
Aparentemente sim.
N�o me parece um homem que se perde com frequ�ncia.
Acho que estou ficando nervoso quanto voc� com essas mortes.
N�o seja t�o duro consigo mesmo.
Todos fingimos,
Sr. Spade.
Como meu marido.
O Sr. Fitzsimmons fingiu me amar e o filho dele,
mesmo seguindo em frente com a Gabrielle.
Eu sabia que algo estava errado quando ela come�ou aparecer nua
em qualquer lugar nas suas pinturas.
Onde paramos?
No almo�o.
Dever�amos voltar?
Mas � claro.
Que comida saborosa. Obrigado.
Um prazer, tenho certeza.
Saborosa?
"Saborosa" no mal sentido.
Os ingleses n�o sabem cozinhar.
Quero dizer, por que algu�m pensaria
que um prato chamado "sapo no buraco"
n�o seria algo nojento?
O vinho estava bom.
O vinho era Franc�s.
E aquele cara � t�o pintor quanto eu sou uma ordenhadora.
� uma bela descri��o.
E a garagem?
Adoraria saber por que n�o tem espa�o para os carros.
Acho que a escultura no telhado tem algo a ver com isso.
Onde voc� andava?
Eu fui visitar o Denis.
Ent�o ele ainda est� vivo?
Ou melhor, ainda est� morrendo?
Voc� sabe?
Ele � meu pai.
Talvez seja uma cobra,
mas ainda fico de olho nele,
s� para saber quando cagar no seu t�mulo.
Que ador�vel.
Ent�o sabe onde ele mora?
Acho que � um lugar muito bom para ele.
Todos esse anos, o mundo pensando
que ele � um maluco recluso.
Quando na verdade ele � um falido e doente.
O mundo n�o lembra mais dele.
Ent�o, por que voc� lembra?
O Chastain veio implorando.
Ele disse se eu fosse visitar o Denis,
ele me devolveria.
Como meu pai conseguiu minhas cartas?
Ele as roubou. Ou melhor
o Chastain roubou pra ele.
Como ele sabia da exist�ncia delas?
Eu disse pra ele.
Eu achei que ele te ajudaria.
Me ajudaria?
Marguerite, ele me colocou l�.
Queria que ele entendesse sua situa��o.
Os segredos eram meus, s� para voc�.
Achei pudesse usar contatos.
Contatos?
Eu usei ele para que te levasse para casa.
� o que voc� acha.
Foi um pacto com o diabo, mas eu n�o sabia o que fazer.
O que eu li me deixou nervosa. Por voc�.
Assim que faz um pacto,
tem que oferecer algo em troca que ele n�o tenha.
- O qu�? - O que ele pediu?
Isso n�o importa.
Voc� transou com ele?
Jamais.
Ent�o, o qu�?
Ele me pediu para ler as cartas.
- Voc� leu? - Era o trato.
Ele queria ouvir sua dor na minha voz.
O que ele disse depois?
Nada. Ele se levantou e saiu.
Achou engra�ado?
Meu amor, voc� n�o conseguiu o que queria.
Como assim?
Agora entendo a mudan�a de um inferno a outro.
S� por dois meses,
depois voc� foi solto.
Eu Fui, mas n�o pelo que meu pai fez.
Eu achei que tinha perdido tudo.
Voc�,
minha sanidade, minha alma.
Ent�o fiz outro pacto com o diabo.
Que pacto?
Jean-Pierre?
Que pacto?
Licen�a, Senhor?
Obrigado, meu amigo...
Isso liquida nossa d�vida.
A fam�lia toda est� aqui.
Acho que o Zayd tem algo que me pertence.
Eu agrade�o por proteger essa crian�a.
Voc�s ser�o recompensados.
Aquele homem � da policia secreta Saudita.
Outra organiza��o ansiosa para explorar esta crian�a.
Ele est� em boas m�os.
N�o irei deixar nada acontecer com ele.
Venha, Zayd.
Vamos finalizar nossa jornada juntos.
Isso, Zayd. Isso.
Que a paz esteja com voc�s.
MAKE A DIFFERENCE!
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Isso � muito constrangedor.
NO PR�XIMO EPIS�DIO...
Eu conhe�o ela.
Descobrir� que sou cheia de surpresas.
Como algu�m t�o inteligente pode ser t�o est�pido?
Chegamos � encruzilhada proverbial, Sr. Spade...
Seja para revelar tudo o que sabemos...
Ou simplesmente finalizar nosso ch�.
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