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Encontrámos o tipo desaparecido.
Este tipo de casaco de cabedal foi visto num esconderijo em San Miguel.
3 MESES DEPOIS DO ATENTADO
Encontrámos uma impressão digital na casa que usavam como sede.
Só uma.
Já o identificámos como Marcelo Zambrano Arriagada.
O quê?
Foi identificado, mas ainda não foi detido?
Não o encontrámos.
Estamos a vigiar a casa dele, mas ele ainda não apareceu.
Então, traz-me o pai dele.
Ou a avó. Preciso do cabrão aqui.
Mas sejam discretos.
O que fez após o ataque não pode voltar a acontecer.
Não podíamos ficar de braços cruzados depois de tentarem matar o Pinochet.
Não estou a dizer que não o façam.
Estou a mandar-vos ser discretos.
Sim, general.
Vamos executá-los a todos discretamente.
FPMR - ABAIXO A INJUSTIÇA A REBELIÃO É OBRIGATÓRIA
O estado de sítio foi decretado após o ataque ao presidente Pinochet.
Uma mobilização massiva da polícia continua, num esforço para encontrar
os extremistas responsáveis pela emboscada.
Após confrontos, foram apreendidos alguns veículos dos terroristas.
Percebe que isto é uma guerra do marxismo contra a democracia?
VICTORY OR DEATH
Entre.
Entre.
- Que bom vê-lo. - Sim.
Não desista.
É difícil. O CNI está atento.
Fico tão feliz por te ver.
A sério.
Já soubeste dos outros?
- Estão bem? - Estão escondidos.
Para não serem mortos como os outros.
Os filhos da puta mataram aleatoriamente.
Como estás, irmão?
Mal.
Isto é uma grande merda.
Blindaram as janelas há duas semanas.
Ele assustou-se depois de Carrizal.
Não falemos do que não aconteceu.
Temos de nos preocupar com os nossos.
- Contactaste o Ramiro? - Sim.
Ele tem a morada do general Salas.
Está a preparar um grupo de forças especiais.
Tu e o Salvador comandarão a operação.
A Tamara estará lá?
Não.
Foi-lhe atribuída outra missão.
Ela coordenará a fuga dos restantes camaradas de Buenos Aires.
Partirá em breve.
É melhor não estares aqui.
Não há problema em cuidares de ti.
Pensa na Camila.
- Boa tarde. - Onde está o Marcelo?
Não sei.
Há meses que não o vejo.
Está aí dentro, cabrão?
Não será demasiado?
Se me apanharem, estão feitos.
Não te vão apanhar.
O Salvador está à minha espera para retomar a operação.
Camaradas.
Quero ir contigo à reunião com o Sebastián.
Também sou comandante. Tenho direito à minha opinião.
Não posso deixar.
É muito arriscado.
Está bem.
Eu entendo.
Tamara, preciso de que confies em mim.
Eu confio em si, comandante.
Tem todo o meu apoio e compromisso.
Deve haver apenas um objetivo.
Continuar a lutar juntos.
Não podemos esquecê-lo se quisermos continuar a resistir.
Com licença.
Então, vai dizer porque me ligou com tanta pressa?
Olha.
Serei breve e claro.
- A Frente acabou, Rodrigo. - O quê?
É uma decisão do partido.
Do partido?
Como podem tomar essa decisão unilateralmente?
A questão é que o partido decidiu parar a luta armada.
Mas somos nós que andamos a lutar.
Deviam ter-nos perguntado, pelo menos.
Já está decidido.
Sebastián, deve haver algo que possamos fazer.
Não pode abandonar-nos.
Rodrigo, tu vais para a União Soviética.
Toma...
...como dispensa honorária pelo excelente trabalho como comandante.
Não queremos sacrificar mais vidas ao CNI.
- Rodrigo, olha... - Não me toque.
Não penses assim.
Fizeste a tua parte.
O atentado não funcionou.
Levou à execução de muitos camaradas.
O regime está fraco.
Terão de convocar um referendo e aceitar o resultado.
A que custo?
Está a falar de negociar com os militares.
Acha que não haverá consequências?
É uma opção válida e o partido já tomou uma decisão.
Merda para o partido.
Renuncio.
E esses cobardes que mandem cumprimentos ao Pinóquio quando falarem com ele.
Rodrigo.
Como correu?
Não sei como dizer isto, mas...
...temos problemas.
Que aconteceu?
O partido decidiu parar a luta armada.
A Frente acabou.
Por causa do atentado?
Não.
É por causa do referendo.
Acham que podem ganhar.
Não, não podem ser tão ingénuos.
Deve haver uma razão, um plano...
Uma razão? Eles lixaram-nos. É a única razão.
Concordo.
Então, deixei o partido.
O quê?
Podem tomar as vossas próprias decisões.
Qual é a outra opção?
Continuar a lutar.
Sem o partido?
Não, fazemos parte dele.
Fazíamos.
Agora, somos autónomos.
A Frente Patriótica Manuel Rodríguez Autónoma.
Eu vou aonde fores, comandante.
Unimo-nos para lutar e é isso que faremos.
Mas vocês são comandantes.
Usem a cabeça, não o intestino.
Vamos falar com o partido.
- Temos de nos reunir... - O partido abandonou-nos, Ignacio.
Estamos sozinhos.
Para continuarmos a lutar, temos de saber com quem contar.
Disseste que o atentado era apenas uma batalha,
que a luta continuava.
E agora o partido diz que acabou?
Isto acaba quando nós dissermos.
Não podemos trair as nossas crenças.
Mas eles podem deixar-nos sozinhos.
Agora, somos a Frente Autónoma.
Temos uma organização, uma estrutura.
Posso pedir apoio a Cuba.
Isso é boa ideia? Não é uma loucura?
Não sei, Tamara. É o único caminho possível.
E não posso fazê-lo sem ti.
Por favor. Estou a pedir-te.
Estás a pedir-me como soldado ou como mulher?
Como camarada.
A minha camarada de vida.
Não quero separar-me de ti nunca.
Nem eu.
Até à morte, camarada.
Acho que ela está lá.
Estão escondidos desde o dia do atentado.
Mal vejo o Sr. Hugo.
A empregada não sai há dias.
Rosa, as tuas suspeitas são inúteis.
Se tens a certeza, entra e apanha-a.
Estamos prontos para agir. Só aguardamos a tua confirmação.
Malta, cheguem aqui.
Estamos prontos, coronel.
O tenente Fuente irá comandar esta operação.
CENTRO NACIONAL DE INFORMAÇÃO
O nosso Bareta.
Será uma operação simultânea.
A ideia é evitar que os extremistas se avisem,
para que não abandonem os esconderijos.
Temos quatro esconderijos confirmados,
mas ninguém se mexe até eu dizer. Entendido?
Sim, tenente.
Primeiro, vamos atrás dos comandantes.
A palavra de código, coronel?
Albânia.
Não vais esconder-te?
Para quê? O meu disfarce é bom, camarada.
O Ignacio não deve vir.
Acho que escolheu o partido.
Não fica no ouvido. Devíamos mudar o hino.
Que faz este idiota aqui?
Ele não esteve na operação. Porque lhe ligaste?
Neste momento, precisamos de todos.
Anima-te, camarada.
Temos motivos para comemorar.
Porque continuamos aqui.
Comandante, eu e os camaradas queremos agradecer
por continuar a luta e não desistir.
O povo não a esquecerá.
Obrigada, camarada.
- Não esquecer, não perdoar. - Não esquecer, não perdoar.
- Saúde, camaradas. - Estamos aqui.
Saúde.
Adeus, referendo.
Saúde.
Até morrer.
Marcelo.
Precisam de bandanas novas?
Não se mexe.
Mantenham as posições.
Assim que o bufo sair, entramos.
Camarada, acho que vou andando...
Está a ficar tarde.
- Vai. - Gostei de te ver.
- Vais-te embora? - Sim, camarada.
Estou longe e não quero atrasar-me.
Vai sentar-te com o Mario e o Lobo. Espera até sairmos todos.
Obedece ao comandante.
Com licença, comandante.
Que se passa com o Aurelio?
Não sei.
Tenho um mau pressentimento. Mais vale prevenir do que remediar.
- Tu e a Tamara vêm comigo. - Está bem.
Saiam em intervalos de cinco minutos.
O Aurelio é o último.
Sim, comandante.
Para. Dá-me a arma.
Que aconteceu?
Acho que me toparam.
E os comandantes, idiota?
Saíram primeiro. Não confiam em mim.
Cabrão.
Vais pagar por isto.
Prometeste-me os comandantes, cabrão, e vais entregar-mos.
Que quer que faça?
Eles saíram e mandaram-me sair no fim. Toparam-me.
A sério, idiota?
A tua mulher não se vai importar quando a visitarmos hoje à noite.
Vamos todos visitá-la hoje à noite.
Vamos fazer-te assistir.
Queres?
Que posso fazer?
Que querem?
Metam-no no porta-bagagem.
Entra.
- Entra! - Vamos ver os teus amiguinhos.
Cabrão.
Sai, cabrão.
Vá, sai. Fecha.
Anda! Mandei-te andar, cabrão!
Cabrão.
Qual é a porta?
Responde, idiota!
Aquela.
Quieto!
Não te mexas!
Abre, raios!
Abre!
Ali!
São do filho da vizinha.
Encontrei-os lá fora. Tenho de os devolver.
Coma o bolo. Vai animá-la.
Não consigo comer.
Não sei quando voltarei a ver a minha menina.
Quando a poeira assentar,
volta para o esconderijo com o Rodrigo?
Está preocupada por eu estar aqui?
Não.
Também estou preocupada com ele.
Anda por aí aos caídos
desde que o partido o traiu.
Os porcos.
Tem de ir. Vá.
Filho, levanta-te. Atenção.
Abram a porta! Polícia!
Adeus, Tami.
Seja forte. Vou já!
Que foi?
Vou já!
Abram a porta, comunistas de merda!
Ou abrimos fogo!
No chão, comunista de merda!
- Desculpe, estava a tomar banho. - Cala-te, idiota!
A minha mãe está mal. Está doente da cabeça.
Cala-te, idiota!
Porque não abria a porta?
Como se atreve a bater assim?
Estou doente. Foi por isso que não abri.
- Tenho vergonha de que me vejam assim. - Cale-se, senhora.
Parece que recebe muitas visitas.
Estava uma rapariga aqui hospedada?
Porque teria mulheres na minha casa?
Ela estava aqui ou não?
Eu vivo com o meu filho, que é homem.
Está tudo bem.
Velha comunista, não me mintas.
Não me chame comunista.
Fique a saber que a minha família admira os militares.
"Comunista."
Tenho ascendência alemã, para que saiba!
Não há vestígios dos terroristas, tenente.
Certo. Procurem no bairro.
Vamos! Agora! Mexam-se!
Ale, foge!
Largue-a!
Não!
Desculpa.
Desculpa, irmão. Desculpa.
Que está a fazer? Os seus pais estão cá.
Esconde-me no teu quarto.
- Que roupa é essa? - Depois conto-te.
Estão a segui-la? Tem de contar aos seus pais.
Não, eles não podem saber.
É muito perigoso, Dora. O CNI está ali à porta.
Anda.
Manda a Pipa vir ver-me, com cuidado.
Ninguém pode saber.
Mexe-te!
Mexe-te!
De joelhos!
Para baixo, idiota!
Eu disse "para baixo", idiota!
Para baixo!
Devias estar orgulhoso.
Tudo isto foi graças a ti.
Bom trabalho, soldados.
- Muito bem. - Obrigado, coronel.
A partir de agora, ninguém se atreverá a ir contra o general.
Ouviram bem?
É assim que se ensina os animais a ter respeito.
É a tua vez de terminar o trabalho.
Sê rápido.
Ficamos à tua espera para comemorar.
Estão descontrolados, Pipa.
Se me apanharem, matam-me.
Tens de sair do Chile.
Os meus camaradas precisam de mim e eu sou a comandante.
Estás doida?
Eles matam-te, tal como aos teus camaradas.
Tens de sair agora.
Estiveste envolvida no atentado?
Eu sei que é difícil de entender para ti.
Mas as pessoas...
As pessoas estão a sofrer, Pipa.
Temos de acabar com esta ditadura, seja como for.
Chichi, meu Deus, devem andar à tua procura.
- Devemos estar sob vigilância. - Ouve.
Há um carro estacionado lá fora.
É do CNI.
Esta é a minha amiga.
Se o CNI bater à porta, deixa-me aqui trancada
e não digas nada.
Aqueles cabrões não me apanham viva.
Sai, idiota. Sai!
Mandei-te sair!
Cabrão!
Todos aí quietos.
Larguem-me!
Larguem-me!
Vamos!
Segundo nota oficial do CNI,
do meio-dia de ontem à madrugada de hoje,
ocorreram cinco confrontos com membros da Frente Manuel Rodríguez.
Uma das vítimas, identificada como Ignacio Valenzuela,
carregava uma granada.
Testemunhas confirmaram que na rua Alhué, no bairro Las Condes,
- dois carros com civis armados... - Não!
...alvejaram o professor que trabalhava em várias universidades da capital.
A mulher estava presente e testemunhou a morte de Valenzuela.
Fontes governamentais afirmaram que tinha ligações ao Partido Comunista.
Não!
Os outros mortos nos confrontos ainda não foram identificados. São...
O Ignacio não merecia morrer assim!
- Acalma-te, Ramiro. - Mataram-no como a um cão!
Tem calma, irmão.
Ouve! Temos de ir para o campo agora.
Temos de pensar.
Começamos lá a guerra patriótica nacional.
Entendes?
Vizinha.
Dorita.
- Olá. - Como está?
Queria pedir-lhe um favor.
Diga.
Saí de casa e esqueci-me das chaves.
Tenho de avisar a minha patroa.
Posso usar o telefone?
Sim, entre.
Obrigada. É muito amável.
Com licença.
Aqui tem.
- Vou ver a mangueira. - Está bem.
Obrigada, vizinha.
É só um minuto.
Minha senhora, abra a porta!
Vizinha!
Porque me fechou a porta?
Não a fechei.
Que está a fazer? Que procura?
Nada. Ouvi um barulho ali e pensei que fosse você.
Não, saia. Saia.
Está bem.
- Não me trate assim. - Não minta. Saia.
Até logo.
Dora.
Aquela mulher é do CNI.
Nunca mais a deixes entrar.
Tem calma.
- Camarada Ignacio! - Presente!
- Camarada Ignacio! - Presente!
- Agora! - E sempre!
- Agora! - E sempre!
Comunistas de merda.
Deixaram-nos sozinhos e agora isto.
Achas que nos denunciaram?
A Frente não morreu! Certo, camaradas?
Certo?
Sim, camarada!
É ele.
É o bufo. Reconheço-lhe a voz.
- Onde? - Às seis horas, casaco amarelo e castanho.
Eu conheço o cabrão.
Era amigo do meu pai no partido.
- Camarada Ignacio! - Presente!
- Agora! - E sempre!
- Camarada Ignacio! - Presente!
- Camarada Ignacio! - Presente!
- Agora! - E sempre!
- Agora! - E sempre!
- Agora! - E sempre!
Obrigada. Até breve.
Olá.
- Para que andar? - Primeiro.
Acho que temos um amigo em comum.
Desculpe?
Conheço a sua irmã.
A minha irmã?
Dê-lhe isto, por favor.
É muito importante.
Claro, mas de quem é?
Dora, cheguei.
Chichi.
Tens de te animar.
Como posso animar-me?
Mataram-me um amigo.
Hoje, fui abordada por um tipo muito bonito.
E pediu-me que desse um presente à minha irmã.
Presumo que se referia a ti.
Pronto.
Vou deixar-te sozinha.
A Frente continua. Separaram-se dos Comunistas.
- Estão lixados. - Não, o comandante tem contactos em Cuba.
Dizem que é próximo de Fidel.
Olha.
Uma das células vai ter uma reunião hoje.
Hoje, vou apanhar um idiota que tenho seguido.
Um tipo chamado Lobo.
- Vem comigo. - Bareta.
Olha o que consegui.
Dorita, chegámos. Podemos almoçar?
Sim, senhora. Está pronto. Vou já servir.
- A missa foi linda. - Sim, mas um bocado longa.
Não sei porque não foste connosco.
Estou cansada, mãe. Já te disse.
- Cansada. - Cansada de quê?
- Porque havia de estar cansada? - Algo se passa com ela.
Chichi.
- Chichi! - Mãe.
Meu amor.
Ainda bem que voltaste.
Olá, pai.
Como podes aparecer assim?
Procurei-te em todo o lado.
Sim, eu sei, pai. Desculpa.
- Não quero que sofram. - Não te preocupes connosco.
Olha para ti.
- Tens de sair do Chile agora. - Sim. Querida, ouve.
Posso mandar-te para onde quiseres.
Cuba, União Soviética...
- Levamos a Cami. - Sim.
Só vim despedir-me.
Vai correr tudo bem.
Isto passa.
E voltarei a estar com a Cami.
Terei uma família.
Estarão sempre no meu coração.
Amo-vos muito.
Adoro-te, mãe.
Adoro-te muito.
Não.
Não me faças isto. Não.
Não, não me faças isto.
Adoro-te, pai.
Minha querida.
Toma conta da Cami.
Que está ela a fazer?
Voltaste.
Lamento muito.
O Ignacio não merecia aquilo.
Eles vão pagar.
- De certeza que é ele? - Sim.
Era amigo do meu pai.
Desapareceram ao mesmo tempo.
De certeza que é o mesmo tipo?
Sim, meu.
O Lobo ouviu-o e reconheceu-lhe a voz.
Onde está o Lobo, meu?
Já cá devia estar.
Temos de nos apressar com o sequestro.
Vamos.
Feito. Chama os jornalistas.
Que se passa contigo?
Chega.
Tem calma.
Que foi, anjo? Tem calma, meu.
Tens de ser cavalheiro. Certo, querida?
Sim.
- Assim. - Desculpe, chefe. Estávamos a comemorar.
Claro que tens motivos para comemorar.
Deves estar feliz, porque os exterminámos.
Varremo-los como se fossem ratos, meu!
- Saúde. - Saúde.
Chefe.
Tenho boas notícias.
Olhe, encontrei-a.
A comandante.
Quero essa cabra viva.
Ouviste?
És bom!
Bom.
Los Queñes.
É uma das zonas mais pobres do país.
Começamos lá a nossa guerra patriótica nacional.
E talvez possamos ser um pouco mais livres.
Como?
Estou a falar de nós.
- O quê? Estar juntos? - Vai ser mais calmo.
Creio que não haverá tanto controlo.
Vamos.
Estão à nossa espera para terminar a operação.
Tens tudo.
No chão, cabrão.
- Que se passa? - Cala-te.
- Baixa a cabeça. - Não!
- Cala-te. - Sai, depressa.
- Vamos. - Vamos.
Isto não fica assim, comunistas de merda! Vão ser apanhados!
Vão dar cabo de vocês!
Ajoelha-te. Vá.
Fica aí.
Legendas: Nadine Gil
Supervisão Criativa Hernâni Azenha
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