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BAIRRO DE LA PINCOYA SANTIAGO
Isto é uma rusga. A cada rua! A cada casa! A cada apartamento!
ALFAIATE ARRANJOS - SAPATOS
Tirem essa merda daí!
Não levem o meu marido! Não, por favor!
Larguem-no, cabrões!
- Queres morrer, porra? - O meu filho, não!
Socialistas de merda!
Chichi.
- Que é isso? - É um bicho-de-conta.
Porque está assim?
Porque, quando tem medo, enrola-se numa bola para se esconder.
Muito bem, cabrões de merda.
Onde estão as armas?
- Quero saber se me apoias. - Tu sabes o que penso.
Também quero que esta merda acabe.
Mas não sei se quero sacrificar a minha mulher por isso.
Sai. Volta connosco.
Não posso.
Agora estão todos mudos?
Não, senhor.
Somos apenas pobres!
Deixe o meu pai em paz! Vai matá-lo!
Tomei uma decisão e vou até ao fim.
Até o Pinochet cair? Estás a brincar?
Não.
Estamos a fazer algo sério, importante.
Vamos mudar este país.
Chichi, se vais continuar com essa atividade clandestina,
prefiro que deixes de vir cá.
Não vou deixar de ver a minha filha, Tomás.
Os irmãos Rafael e Eduardo Vergara Toledo, de 18 e 19 anos,
foram mortos a tiro durante uma rusga na região de Las Rejas.
A polícia disse que foi um confronto,
enquanto testemunhas afirmam que eles foram baleados pelas costas.
O descontentamento está a crescer.
Os jovens saem para protestar
e as fileiras do grupo subversivo Frente Patriótica Manuel Rodríguez
aumentam.
VICTORY OR DEATH
Castilla?
Lamento, general. Temos trabalhado muito.
Está encarregado da investigação da Frente Patriótica?
Sim, general.
Chamei um dos meus melhores homens.
Vi uma foto do cabrão na Argentina.
Uma entrevista na primeira página.
Estou, general? Que fazemos com os terroristas na Argentina?
Eu digo ao Sr. Videla que o desgraçado que comanda o Chile não vale nada!
Não vale nada!
Atenção!
Qual é o seu melhor homem?
O tenente Fuente, general.
Ponha uma gravata!
Vestir-se à civil não significa que possa andar de camisa desabotoada.
Que sabe sobre os líderes?
General, sabemos que estes dois tratam do dinheiro.
Tiraram este terrorista do país.
Quero-a.
Sim, senhor.
Rodrigo?
- O Rodrigo não era para vir? - Sim.
Mas deixou de ser. Tens de te contentar comigo.
Que foi? Também não sou assim tão mau.
Não, és ótimo.
- Igual ao meu primo pequeno. - Ele tem este dinheiro todo?
Dá cá isso. Eu é que mando.
- Então, és meu marido? - Claro.
Porquê?
ÚLTIMA OPORTUNIDADE
- Bom dia. - Olá. Bom dia.
Posso ajudar?
Procuro um carro que seja espaçoso, seguro
e resistente.
Vamos para a minha quinta do Sul com amigos
e quero que eles se sintam confortáveis e seguros na viagem.
Este é o Jaime, o meu motorista.
- Ele trata destas coisas por mim. - Ótimo.
- Prazer. - Bom dia.
- Confio totalmente nele. - Perfeito.
- Siga-me. - Está bem.
Com licença, minha senhora.
- Obrigada! - É um prazer.
Estou?
Estou?
- Quem era? - Ninguém. Foi só uma partida.
Como se eu tivesse tempo...
Estou?
Querida, sou eu.
Estou a ligar para confirmar.
Hoje à noite, no mesmo sítio, à mesma hora. Está bem?
Até logo.
Beijinhos.
- Posso mostrar-lhe o motor. - Vamos ver.
Entre.
- Olá. - Que aconteceu?
Estive com o partido.
Mais dois minutos e não o deixava entrar.
Eu sei, Flor. Desculpe pelo atraso.
- Olá, camarada. - Como estás?
- As coisas estavam difíceis no bairro. - Sim.
Rusgas por todo o lado, 170 detenções, dez desaparecimentos...
Quase todos eram líderes sindicais. Muitos eram do partido.
Sem as armas, continuaremos a cair.
As pessoas não têm nada para se defender.
- Que disse o Sebastián? - As armas estão a caminho.
- Dizes sempre isso. - Sim.
Não é fácil fazer passar um barco com 70 toneladas de armas
no Estreito de Magalhães.
Quando cá chegarem, avançamos.
Temos de aguardar ordens.
Quanto maior for a opressão, mais o povo se revolta.
A Frente está a crescer. Temos de aproveitar o momento.
Como é que eles não veem?
Este ano é decisivo.
É agora ou nunca.
Vamos aguardar a ordem, meu.
Está bem.
Espero que não seja demasiado tarde.
Olha.
Trouxe-te um presente.
Tirei-a no fim de semana. Está tão bonita e crescida.
Obrigada.
Como estás?
Bem e mal.
Que se passa?
Vou ter de me esconder durante uns tempos.
Desaparecer.
- Um mês, pelo menos. E não verei a Cami. - Chichi.
A Cami precisa de ti.
Eu também preciso dela.
- O Tomás precisa de ti. - O meu casamento não tem volta.
O quê?
Acabou.
Querida.
O Tomás pediu-me que não voltasse para casa.
Porque estás a fazer isto?
Porque estou a viver a vida que sempre quis, Pipa.
Estou encarregada de algo importante que mudará o Chile.
Estou a fazer a diferença, mana.
Repete lá.
Dê-me um segundo.
Flor, pare um bocadinho.
- Não consigo ouvir. - Para. Pousa isso.
Desculpe. Força, diga.
O Ricardo está a trabalhar lá há meses com os seus homens.
Vocês vão encontrar-se com os contactos.
Dão-vos a mercadoria e vocês trazem-na.
Só isso.
Entendido.
Vou tratar disso.
- Vamos fazer uma viagem de barco. - Certo.
Estão a chegar.
Temos de nos encontrar com os cubanos.
Não há problema.
Sequestraram duas pessoas da escola.
Enquanto as crianças iniciavam as aulas,
segundo autoridades locais
e relatos que obtivemos.
Fazem parte desta organização. Conhecem esta casa.
Vamos.
- Certo. - Vamos.
...levaram Manuel Guerrero Ceballos e líderes do Sindicato dos Professores.
Podem sair.
A costa está livre.
Sim, podem sair.
Tenha cuidado, Flor.
- A casa fica fechada até nova ordem. - Sim. Tenham cuidado.
- Vão. - Obrigado, camarada.
- Boa sorte. - Força.
Há muitos miúdos do nosso lado.
Algum deles tem treino militar?
Não.
Mas estamos a tratar disso.
- Vamos. - Anda, camarada.
Atenção, lutadores!
Não somos soldados.
Somos pessoas.
Somos só pessoas normais.
Vivemos a nossa vida quotidiana sob a violência do regime.
Aguentámos 12 anos de violência, torturas e desaparecimentos.
Perante esta repressão sangrenta,
decidimos pegar em armas
e enveredar pelo caminho do combate frontal contra Pinochet.
Não somos muitos.
Somos cerca de mil homens e mulheres corajosos.
Na última manifestação, os militares enviaram 15 000 soldados.
Éramos 15 contra um!
Mas estamos a crescer rapidamente,
porque o povo sabe que está na hora de pegar em armas
e lutar pela revolta popular!
Quem não quiser fazer parte disto
pode afastar-se.
Ninguém será julgado.
Estão dispostos a derrubar o tirano?
Eu estou, comandante.
- Eu também! - Eu também!
- Eu também! - Eu também!
- Eu também! - Eu também!
Quem luta e avança?
A Frente Patriótica Manuel Rodríguez!
Quem luta e avança?
A Frente Patriótica Manuel Rodríguez!
- Até vencer! - Ou morrer!
- Até vencer! - Ou morrer!
Vamos, camaradas!
Vamos!
Vamos, camaradas! Muito bem!
Muito bem!
Ramiro.
Já foram o Salomón e o Lobo.
Agora, os professores.
Cuidado.
É alguém que nos conhece.
Trabalhaste com esta gaja, idiota?
Não.
Filho da puta!
Chega, meu.
Isto já dura há demasiado tempo, Bareta.
- Ele vai morrer. - Deixa-o morrer.
- Acreditas nele? - Não sei.
O especialista aqui és tu.
É-te familiar, pelo menos?
Nem que fosse meu filho o reconheceria. Olha para ele.
Bareta, que disse o coronel?
Chega de mortes nesta esquadra.
- Deixa-o num sítio qualquer. - Eu?
A operação está em curso graças a ti.
És uma grande líder.
Assumirias mais responsabilidades na missão do Norte?
Claro.
Preciso de ti como soldado, Tamara.
Mostra do que és capaz.
Há uma grande preocupação
na zona onde estão reunidas as famílias dos homens sequestrados na escola.
Manuel Guerrero, professor, e José Manuel Parada, oficial...
Tenho medo pela Chichi.
Se isto lhe acontecesse...
Tenha calma, minha senhora.
A Chichita sabe cuidar de si mesma.
Não sejas ingénua, Dora. Por favor.
Não houve notícias dela. Deve andar a incendiar carros.
A Chichi não correria um risco desses, pai.
Ela tem uma filha.
Mãe, a Chichi está bem e está em Santiago.
- Como sabes isso? - Estive com ela.
- Onde está ela? - Não disse.
Diz que quanto menos soubermos, melhor.
Que diabos se passa com ela? Por amor de Deus!
Está a pôr toda a família em perigo.
Isso não é verdade, pai. Ela tomou precauções pela minha segurança.
Ela sempre foi cuidadosa.
Não te metas. Não fazes ideia.
Preparei um farnel para não termos fome na viagem.
A carga está pronta.
O Ramiro leva o resto na carrinha.
Conduz com cuidado.
O quê? Não vens connosco?
Não. Mudança de planos.
Vou daqui a uns dias.
Isto é para o capitão.
Dá cá. Eu trato disso.
Três corpos foram encontrados
na estrada de Quilicura para o aeroporto de Pudahuel.
A polícia isolou a área
e uma juíza e familiares estão presentes...
A chave?
Não preciso de explicar como isto é importante.
É uma viagem longa, mas esta operação é crucial.
Eu disse que tínhamos de entrar a matar.
Não há como deter aqueles assassinos.
Não me digas: "Eu avisei." Perdi três camaradas.
Exatamente.
Está tudo pronto para a operação de que lhe falei.
- As pessoas certas estão no Chile. - Eu disse que não.
Não me faças repetir. Estás a ser desobediente.
- Que é preciso para convencer Moscovo? - Tempo.
Ainda não estamos prontos.
Levem a carga para terra e depois falamos do ataque.
Estou?
Sim, quem fala? Quem é?
Onde?
Dá-me um lápis.
Depressa.
Sim, pode repetir a morada?
Vou a caminho.
Quem era?
O Lobo. Libertaram-no. Vou buscá-lo.
Tens a certeza?
E se estiver a ser vigiado?
O Lobo é meu irmão. Não vou deixá-lo para trás.
Ramiro...
- Foi você quem ligou? - Sim, querido.
Lobito, que fizeram?
Encontrei-o ali. Bateram-lhe.
Este rapaz precisa de ajuda.
Porcos de merda! Falaste?
Não disse nada. Juro.
- Não te preocupes. Podes dizer-me. - Juro, irmão.
De certeza que não foste seguido?
Sim, meu.
Deixaram-no a morrer.
Mas ele é muito rijo.
Certo, Lobo? Que acha, doutor?
Precisa de repouso absoluto. Não se pode mexer.
Tenho de ir, meu.
Aguente.
Respire fundo. Está quase.
E se ele falou e vierem atrás de nós?
Calma.
Ouve, meu.
Ele disse que não falou e eu acredito.
Isto vai doer. Aguente.
Tens de cuidar bem dele. Não recuperará rapidamente.
É tão bom rever as pessoas que amamos e de quem sentimos falta.
Dá para acreditar?
Voltamos a ver-nos aqui.
Estamos a aguardar o alvo.
Mesmo a tempo.
O Pinochet?
A comitiva é o ponto fraco dele.
Estás doido.
Espera. Não nos vemos há mais de um ano.
Mandaste irem buscar-me à ilha.
Para matar o velho?
Fazes-me o homem mais feliz do mundo.
O velho está demasiado confiante.
Usa sempre as mesmas estradas.
Vais decidir quando e onde atacar.
Vamos precisar de armas.
Eu trato disso.
CARRIZAL BAJO REGIÃO DE ATACAMA, CHILE
- Olá! - Aurelio!
- Como estás? - Que bom voltar a ver-te!
O comandante Rodrigo chega daqui a uns dias.
A Tamara ficará encarregada da logística.
São 70 toneladas, camaradas.
- Quantos ajudarão a descarregar? - Os que forem precisos. Todos ajudarão.
Não há perigo de denúncia?
Não, Tamara, impossível. Olha para nós.
Somos pescadores.
Estou a ver.
O Ricardo tem um centro de comunicação em Caleta Sarco.
O outro ponto é em Caldera.
Temos um rádio para comunicar caso nos percamos.
Está tudo bem, Sarco Dois?
Tudo em ordem, Chungungo.
Qual a distância do ponto de encontro ao cargueiro?
Pouco mais de 320 quilómetros.
Pouco mais de 320 quilómetros.
Certo. E o nosso barco?
- Vamos vê-lo amanhã. - Ótimo.
- É este? - Sim.
- Olá. - Olá.
- Boa tarde. - Olá.
Camarada, é este o barco.
- Que acha? - Que capacidade tem?
Quarenta toneladas.
Tudo bem.
- Autonomia de navegação? - São 960 quilómetros, sem problema.
Isto é seu.
Ótimo, camarada.
É uma honra fazer parte desta missão.
Estou a morrer de fome.
Pergunta aos cozinheiros como estão.
Camarada!
O almoço está pronto? Temos fome.
Porque não vens ajudar?
Porque não carregas as algas?
É verdade! Porque não consegues.
Somos todos camaradas! Tem respeito!
Está bem, menina elegante.
Porque trouxeram as gajas?
Tem calma, miúda.
Não é a força que importa, Pedro.
Nem se és homem ou mulher.
Estamos todos juntos nisto, camarada.
Eu disse-te.
Isso mesmo!
Foi suficiente?
O chefe deve ser respeitado, principalmente se for mulher.
Estamos prontos para partir. Este é o último.
Estava tão sozinho, camarada. Podíamos ter convidado uma miúda.
- Sim. - Cuidado, Aurelio.
Para acalmar a ansiedade, camarada.
Qual é a piada?
Assim, a viagem é mais rápida, camaradas.
Vá, Aurelio. Conta a piada, meu.
Que foi?
Estava a contar-lhes que uma vez tive um caso com uma camarada.
Foi antes da Romina.
Ela era colaboradora.
Falámos, ela convidou-me para jantar.
Depois, ela disse que tinha reservado um quarto de hotel para nós.
Nem sempre temos dinheiro.
Claro. Imagina se te acontecesse, Ramiro.
Para mim, foi um sonho.
Ela era linda, lindíssima.
No dia seguinte, despediu-se. Não voltei a vê-la.
Já todos passámos por isso, camarada.
Como se já te tivesse acontecido...
- Quem te deixaria? - Já me aconteceu.
Não pode ser.
A um tipo feio como o Aurelio, eu entendo. Mas a ti?
Tem respeito.
Atenção, camaradas.
Ouçam-me, por favor.
Uma operação no mar é muito desafiante, principalmente esta.
Teremos de superar muitos obstáculos para alcançar o objetivo.
São oito ou nove horas no mar até chegar ao ponto de encontro.
Devemos manter o rumo sem sermos vistos pela Marinha.
Peço que se concentrem.
Teremos tempo para piadas e histórias.
Vamos ficar atentos.
Esta operação é muito importante para a Frente.
Alcançar o nosso objetivo não será fácil. Não sabemos o que pode acontecer no mar.
Deixa-me lá ver se percebo.
O Salomón participou nas operações da rádio e do autocarro.
E o camião.
A mulher só esteve na rádio.
Interrogaste estes cabrões todos e não descobriste nada?
Não, só dois. Este e este.
E este. É-te familiar?
Não.
Eu conheço-o.
Porque não vamos atrás dele?
Chungungo, escuto. Chungungo. Daqui, Goleta.
Chungungo, escuto. Chungungo.
Nada. Não há sinal. Temos de continuar sozinhos.
Segundo os meus cálculos, já devemos ter chegado.
Estamos a ficar sem tempo. O Sol está a pôr-se.
Goleta, estão a ouvir?
Goleta, estão a ouvir?
Goleta?
Goleta, daqui Chungungo. Estão a ouvir?
Goleta?
Não vejo sinal do barco.
Eles já deviam estar aqui. Já esperámos muito.
Parece que não chegámos ao encontro.
Isso. Tens de ir mais depressa, Luchito.
Estes tipos jogam muito bem. Alguns são mesmo bons.
Sim, mas são os piores. Os anteriores eram melhores.
Foram-se todos embora. Temos de encontrar uma nova geração.
Havia um guarda-redes muito bom, aquele de cabelo comprido.
Deve ser o Aurelio.
Aquele de olhos rasgados.
- Esse mesmo. - O Aurelio.
- Esse cabrão é pescador? - Não, é construtor.
Trabalha na construção.
Mas perdeu a oportunidade. Ia tornar-se profissional.
Agora, trabalha no túnel Los Libertadores.
Mais depressa. Isso. Muito bem, Luchito.
Tem de ser mais rápido. Muito mais rápido.
Isso!
Nada. Já se passaram cerca de três horas desde o último contacto.
- Raios, está a demorar muito. - Sim.
Estarão em apuros?
Espero que não.
Temos de voltar. O combustível está a acabar.
Não entendo. É este o caminho. Isso não pode estar a acontecer.
Merda!
Ali!
Estão ali!
Vamos.
Mais quantos?
Estamos prontos.
- Como te sentes hoje, irmão? - Bem.
E o Ramiro?
Foi para norte. Não te lembras?
Sim.
Preciso de falar com ele.
Ele deixou-te aqui porque sabe que cuido de ti.
De que precisas?
O CNI tem um bufo, Mario.
Levaram um tipo à minha cela para ver se me conhecia.
Como era ele? Viste-o?
É um pouco mais alto do que eu.
Lembro-me da voz dele.
Da forma como falava. Era sopinha de massa.
Calma, falamos disto mais tarde.
- Sim. - Agora, descansa.
Que bela revolução, camarada.
É linda, camarada.
- Quando é que as armas vão para Santiago? - Logo de manhã.
Ótimo.
A história está a bater-nos à porta.
Vamos lá, Rodriguistas! O país está à nossa espera!
- Estás feliz? - Sim, claro.
- Foi uma operação desafiante. - Mas acabou bem.
Sim, acabou bem.
Como estás? Como te sentes em relação à Frente?
Estou muito feliz. Como havia de me sentir?
Ainda bem.
És muito importante para todos nós. Queria dizer-te isso.
E eu queria dizer-te como me sinto quando estou contigo.
Não podemos dizer quem somos, de onde vimos,
mas devíamos poder dizer o que sentimos, certo?
Sim.
Mas a luta é mais importante e é para isso que aqui estamos.
Que é isto?
Uma cerimónia.
Atenção, camaradas!
Os irmãos Rodriguistas querem homenagear-te
e agradecer-te por tudo o que fizeste.
Mostraste bravura no resgate do Salomón.
Inteligência na operação das armas.
Estiveste à altura do desafio da luta.
A partir de agora, és comandante.
Comandante Tamara.
Comandante Tamara!
Presente!
- Agora! - E para sempre!
- Agora! - E para sempre!
Parabéns.
Mereces.
Obrigada.
Muito obrigada, camaradas.
Até vencer ou morrer.
Até vencer ou morrer!
Até vencer ou morrer!
Vamos!
Comandante!
- Pois. - Pronto.
Pronto.
Muito bem.
Comandante.
Quero perguntar-te uma coisa, comandante.
Deixa-te de formalidades.
Está bem.
Ouve, comandante Tamara.
Quero que venhas comigo matar o Pinochet.
Quero que o façamos juntos.
Queria dizer-te mais uma coisa.
Sempre pensei que não havia espaço para o amor na revolução.
Mas isto...
Isto, comandante...
Querida!
Cheguei.
Aurelio, entra.
Estávamos à tua espera.
Legendas: Nadine Gil
Supervisão Criativa: Hernâni Azenha
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