All language subtitles for Michel Strogoff - 1975 - Episode 07

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Original subtitles

Baseado na obra de J�lio Verne

Adapta��o e Argumento

M�sica

Um filme de

MISS�O CUMPRIDA

Tentando atravessara Sib�ria por ordem do Czar,

para se unir em Irkoutsk ao irm�o deste,

isolado em plena revolta t�rtara, o Comandante Michel Strogoff

ap�s ter ultrapassado v�rios obst�culos,

acaba por cair nas m�os dos inimigos,

Ivan Ogareff e Feofar Khan.

Durante uma festa b�rbara, o Correio do Czar � torturado publicamente.

Um sabre em brasa �-lhe passado pelos olhos e ele fica cego.

Conseguindo, por�m, escapar aos seus torturadores,

gra�as � dedica��o da sua companheira Nadia,

Strogoff embora ferido, n�o desiste da sua miss�o

e encontra ref�gio num planalto �rido

onde conhecem um companheiro de infort�nio, o corajoso Pigassof

Na carro�a deste, eles tentam chegara Krasnoiarsk,

apesar das chuvas torrenciais que imobilizam a carro�a na lama.

Infelizmente, quando chegam � cidade

os seus habitantes tinham fugido.

Capturados pelos T�rtaros,

os tr�s companheiros voltam a escapar gra�as a Pigassof

que n�o hesita em sacrificara vida para que Strogoff e Nadia fujam.

De novo a caminho de Irkoutsk,

tendo perdido a esperan�a de se anteciparem a Ogareff

portador do selo imperial que enganar� o Gr�o-Duque Dimitri,

Strogoff come�a a duvidar, com uma ang�stia recente,

o sentido da sua miss�o, causa de tantas mortes talvez in�teis.

Tu �s Tarass Khan?

Eu sou o Emir de Kho Khan.

Feofar encarregou-me de te dizer

que chegar� � margem do Lenissei daqui a quatro dias.

- Vais estar pronto? - Vou estar pronto.

Foram constru�das vinte jangadas.

- N�o queres descansar? - N�o.

Tenho de seguir caminho. Esperam-me em Irkoutsk.

Irkoutsk?

- A cidade est� nas m�os dos Russos. - Eu sei.

O que vais l� fazer?

Vou preparar a armadilha onde eles cair�o.

Como pode ver,

fortificando esta margem, poderemos manter-nos no rio.

Todos os burgueses de Irkoutsk est�o aqui

e todos s�o volunt�rios.

Podemos contar com eles. E Vossa Alteza poder� regozijar-se.

Agrade�o-lhe.

Mas, General, n�o h� nenhum t�rtaro nesta regi�o.

Sim, sim, com efeito. Sim.

Estou a ver algumas dezenas na outra margem do Angara.

S�o aqueles t�rtaros que o preocupam, General Voranzoff?

S�o.

Vossa Alteza n�o pode confiar no que v�.

Aqueles parecem ser uma patrulha de reconhecimento do seu ex�rcito.

Temos de os atacar sem demora.

D�-me um bom regimento de cossacos e eu farei o meu trabalho.

N�o, seria uma imprud�ncia, Vossa Alteza.

Eles v�o atra�-lo para longe da cidade

e, perseguindo-os apenas com alguns esquadr�es,

� prov�vel que caiam nas m�os do ex�rcito do inimigo em cheio.

Fa�o mal em ouvir os seus conselhos.

Sei muito bem que se n�o seguir para Moscovo,

onde deveria estar h� meses, a culpa ser� sua.

Apenas cumpro a minha obriga��o.

Penso que Sua Majestade Imperial, o irm�o de Vossa Alteza...

Basta, General Voranzoff.

Prometi � sua esposa e a Natacha Karin

que jogar�amos �s cartas esta noite.

Cheg�mos ao rio.

Vamos segui-lo ou atravess�-lo?

� o Tschouna.

Temos de segui-lo at� Nijni-Oudinsk.

N�o tarda, anoitece. N�o queres parar?

Dia ou noite,

para mim agora � tudo igual.

Mas h� horas que andamos. O cavalo tamb�m n�o aguenta mais.

O que eu te obrigo a fazer.

- Deves querer-me mal. - N�o.

N�o, Michel, n�o. Juro-te que n�o.

Leva-me ao rio.

Como Vossa Alteza sabe,

preferimos abandonar a defesa da margem ocidental.

Esta zona encontra-se, gra�as aos esfor�os de todos,

consideravelmente refor�ada.

E aqui, uma muralha de terra dever� ser suficiente

para reprimir os ataques e proteger a cidade,

caso os T�rtaros se lembrem de partir das margens do rio

para atacar.

Por todo o lado, podemos, gra�as �s nossas muralhas,

prever o futuro

com um optimismo relativo.

E quem s�o os nossos efectivos?

Os Cossacos, Vossa Alteza.

Dispomos de dois bons regimentos,

o vig�simo terceiro e o vig�simo quinto.

E podemos contar com a mil�cia burguesa que ocupar� a fortaleza.

Os prisioneiros e os exilados pol�ticos

formaram um ex�rcito de combatentes volunt�rios muito apreci�vel.

Todos estes elementos, por certo um pouco d�spares,

talvez nos permitam esperar pelos refor�os.

E a artilharia?

� infelizmente a�, Vossa Alteza,

que reside o nosso ponto fraco.

A administra��o tirou-nos os canh�es antigos e n�o nos deu outros.

Isso quer dizer que n�o temos canh�es?

Quer dizer que temos tr�s pe�as de artilharia,

tr�s pe�as de calibre doze.

Por�m...

... a intend�ncia enviou as muni��es correspondentes para Jakoutsk

e outras guarni��es.

Perfeito.

Teremos de contar com a nossa coragem.

Um bom ataque vale mais do que todas as pe�as de artilharia do mundo.

Vossa Alteza, meu General, um Correio vindo de Moscovo.

- Um Correio do Czar? - Sim, meu General.

Conseguiu atravessar a Sib�ria, apesar dos T�rtaros.

- Que corajoso. - Finalmente, vamos ter not�cias.

Que ele entre imediatamente.

Comandante Michel Strogoff.

- Cheg�mos ao Lago Baikal. - Finalmente.

Irkoutskj� n�o est� longe.

Espero que Ogareff n�o tenha chegado l�.

Ogareff viaja pelas estradas. N�s n�o.

- Seria muito arriscado. - Sim.

Achas que podemos passar sem muito esfor�o?

� a nossa �nica hip�tese.

Passar as margens do lago e as margens do Angara.

- Se n�o houver l� t�rtaros. - Sim.

Vamos ser capazes, Michel.

Vais ver, vamos chegar l�.

- Michel, os T�rtaros! - Desmonta!

Mas n�o s�o t�rtaros. N�o s�o t�rtaros.

V�, bebam isto.

Vai fazer-vos bem e vai dar-vos for�as.

Ela est� a tremer. A pequena est� enregelada.

Espera. Vou trazer-te roupas quentes.

Tiveram sorte em encontrar-nos.

Nunca conseguiriam alcan�ar as margens.

Teriam sido capturados. H� t�rtaros por todo o lado.

� esquerda, � direita... Em todas as margens do lago.

Pronto, estas devem servir. S�o da minha filha.

Vais ficar quentinha.

S�o de boa qualidade.

N�o sabe se Irkoutsk ainda resiste?

Resiste, pois.

Tenho a certeza disso. Caso contr�rio, n�o haveria esperan�a.

Esta manh� tive uma ideia.

Parece que eles pilham as aldeias

e matam todos os habitantes que encontram.

Tive a ideia de partir numa jangada com eles.

Voc�s tamb�m chegar�o a Irkoutsk connosco.

Teremos muito prazer nisso.

Voranzoff acredita que, gra�as a estas velhas muralhas,

eu estou protegido dos T�rtaros.

O General Voranzoff tem a confian�a de Sua Majestade o Czar.

Por�m, pareceu-me...

Pareceu-lhe...?

Que ele o achou um pouco receoso.

Quando penso que estou retido aqui.

Agora que a temporada come�ou em cheio em Tsarkoie-Sela.

Ouvi dizer que a Patti foi um �xito na Opera de San Petersburgo.

Gosta de bel canto ?

� verdade, meu caro.

Todos os nossos escritores. Todos, sem excep��o.

De Gogol a Pouchkine, passando por Tourgueniev e Dostoievski.

S�o todos de um liberalismo chocante e rid�culo.

O Imperador faz mal em n�o intervir.

Voranzoff...

Como vai o treino de todos estes volunt�rios?

Penso que estes bravos homens

poder�o, em breve, salvar a R�ssia dos Czares.

� o que veremos.

Enquanto isso, Michel Strogoff disse-me que pensa como eu.

N�o podemos ficar enfiados neste buraco.

Mais vale tomar a iniciativa do combate.

Aquelas pessoas s�o selvagens e infantis.

Um ataque de cavalaria apenas os impressionaria.

- N�o � verdade, Strogoff? - Penso que sim, Alteza.

O Czar comunicou-lhe a ordem?

Sua Majestade pensa que as decis�es devem ser tomadas no local.

Mas pareceu-me que apoia uma atitude mais ofensiva.

O Czar informou-nos disso por escrito?

Claro que n�o.

Teria sido muito arriscado se eu tivesse ca�do nas m�os dos T�rtaros.

A sua opini�o parece-me suficientemente clara.

Lamento, Vossa Alteza, mas se n�o tiver instru��es escritas e formais,

continuo a considerar-me respons�vel pela vossa pessoa

e, claro est�, pela cidade.

Como tal, ningu�m poder� sair sob o meu comando.

Est�o ali.

Bem me tinham dito que nos iam apanhar deste lado do lago.

Quem? Quem nos ia apanhar?

Outros refugiados de uma aldeia vizinha.

Aproximem-se!

Venham!

O que se passa?

Santo Deus.

Estas coisas s� acontecem em vida.

N�o vale a pena for�ar. O vento basta para nos empurrar.

Se formos depressa de mais, estamos na foz do Angara antes de anoitecer

e os T�rtaros v�em-nos.

Um animal chamado Tarass Khan,

Emir de Kho Khan, parece-me.

Durante uma semana, obrigou-nos a rachar lenha.

Esqueceu-se de dizer que primeiro nos queria cortar a cabe�a.

A sua, meu caro, porque ele queria empalar a minha.

Tem raz�o.

E foi a� que ouvimos falar de si. Pens�mos que se tratava de si.

Sim.

N�o sab�amos o que lhe tinha acontecido.

Como conseguiram fugir?

Com uma mistura de vodka e de cinza de tabaco,

com a qual embriag�mos os nossos guardas.

Depois disso, quase �amos sendo fuzilados

por um destacamento de cossacos.

Felizmente, acab�mos por encontrar

uns alde�es que nos falaram de uma jangada que ia para Irkoutsk.

T�m not�cias da cidade?

Corre o boato de que um Correio do Czar chegou l�.

As vossas muralhas parecem s�lidas, efectivamente.

E s�o s�lidas.

Este lado n�o me preocupa.

E o port�o est� t�o bem protegido

que reduzi a sua defesa para um punhado de soldados.

Assim, outras unidades podem ir defender outros locais.

Creio, Alteza, que o General Voranzoff tem raz�o.

� prefer�vel ficar aqui.

As tropas de Feofar s�o demasiado numerosas

para se deixarem impressionar por uma surtida her�ica.

O que era preciso

era saber exactamente quais s�o as inten��es do inimigo.

Por certo, mas como?

Alteza,

posso pedir-lhe um favor?

Diga, Comandante.

Permita-me fazer um reconhecimento esta noite no acampamento deles.

Tentarei trazer informa��es preciosas.

N�o custa tentar, Comandante.

Deixem passar o Comandante.

Boa sorte, Comandante.

- Viste-a? - Sim.

A carro�a dela est� no acampamento.

- Ter� not�cias de Ogareff? - Ainda n�o.

Ela espera o seu sinal para poder falar com ele.

Gostava de saber mais.

Kajak! Vem c�!

Ivan.

- Receei tanto por ti. - Porqu�?

N�o sei.

Tive um pressentimento.

Esperava que viesses ter comigo mais cedo.

Estou aliviada por estares aqui.

Agora ouve-me, porque n�o tenho muito tempo.

Tive de desistir de os fazer sair da cidade.

O velho Voranzoff � previdente, mas isso n�o importa.

Diz a Feofar para preparar dois ataques para amanh� � noite.

Um a norte e outro a sul na margem do rio.

Mas que mantenha o grosso das tropas escondido na floresta, a leste.

Ao sinal combinado, eu abrirei o port�o Bolchaia.

N�o haver� ningu�m desse lado.

E as nossas tropas poder�o dominar a cidade em menos de uma hora.

N�o se sabe nada de Strogoff?

N�o.

Mas isso n�o interessa.

Amanh� tudo estar� acabado.

- E qual vai ser o sinal? - O sinal?

Vi na margem, a montante do rio, dois barris de nafta.

Escuta o que vais dizer a Feofar Khan.

� verdade, fizemos de tudo um pouco.

Deve recordar-lhe os tempos que esteve em Cambridge.

- Eu estive em Oxford. - Pe�o desculpa, meu caro.

Felizmente que a nossa odisseia se aproxima do fim.

O destino da Sib�ria vai ser decidido em Irkoutsk.

� por isso que eu queria l� estar, com o risco de ser condenado �s gal�s.

Sil�ncio. Estamos quase a chegar � foz do Angara.

N�o nos podem ouvir.

- Quando � que chegamos? - Amanh� � noite.

Ao amanhecer, vamos todos esconder-nos na margem do rio.

Amanh� � noite? N�o ser� tarde de mais?

Porque � que ele n�o me informou pessoalmente?

N�o podia mostrar-se publicamente no acampamento.

Receia que os Russos tenham espi�es entre os teus homens.

Deves saber que n�o h� nem nunca houve espi�es no nosso acampamento.

Isso � o que tu dizes.

Ogareff agiu como achou melhor.

Devias dizer, ".como tu achaste melhor"..

N�o tenho mais nada a dizer.

Desgra�ada! Como ousa fazer pouco de mim?!

Como podemos confiar num homem que se deixa levar por uma mulher?

Que importa isso,

quando este plano nos vai permitir dominar a cidade de Irkoutsk

e o irm�o do pr�prio Czar?

Muito bem, Tadjiss,

chama os comandantes das hordas.

Temos trabalho a fazer at� � noite.

O Comandante Strogoff.

Ele que entre.

- Ent�o, Comandante? - Alteza.

Perdoe o meu atraso, mas s� cheguei de madrugada.

Ent�o?

Creio que n�o perdi o meu tempo.

Segundo as informa��es que consegui obter,

Feofar Khan pretende lan�ar um ataque amanh� � noite,

aqui e aqui.

Vamos receb�-los � nossa maneira e vigorosamente.

Muito bem, Comandante.

Mas como conseguiu obter informa��es t�o exactas?

Surpreendi uma conversa entre um enviado de Feofar Khan

e um dos comandantes das hordas.

- Foi um golpe de sorte. - E um golpe de mestre.

Muito bem, Strogoff.

Se ao menos tiv�ssemos alguma artilharia...

Quanto a isso, um dos exilados pol�ticos tem uma solu��o.

Ele chama-se Alexandre F�dor

e diz que est� disposto a fornecer-nos um grande n�mero de explosivos.

Alexandre F�dor, um desses liberais loucos.

Todos esses exilados pol�ticos, sejam eles quem forem,

n�o me inspiram nenhuma confian�a.

Por�m, acho que dev�amos falar com esse Alexandre F�dor.

� um homem, dizem,

que trabalhou muito tempo com um grande s�bio chamado Nobel.

� um explosivo extremamente potente.

Mais potente do que a p�lvora que substitui em certos casos.

Nobel chamou-lhe dinamite.

Dinamite?

Pessoalmente, eu tomei a decis�o

de nunca usar a f�rmula, mas mudei de ideias.

De que precisa para a fabricar com urg�ncia?

- �cido n�trico. - Sim.

�cido sulf�rico, glicerina,

um pouco de argila fina e algod�o cardado.

Coronel, podemos encontrar tudo isto na cidade?

Vou j� pedir esses elementos.

J� est� bastante escuro. Dev�amos partir.

- O que esperamos? - Paci�ncia, meu caro.

A "Furia Francese" n�o tem lugar nas estepes da �sia Central.

N�o escondo que estou ansioso por voltar a ver fardas russas.

H� outros que est�o mais ansiosos do que o senhor.

Vamos embarcar.

N�o percamos mais tempo.

S�o apenas dois mil.

Os Russos devem crer-vos muito numerosos.

Lutem como tigres.

O vosso ataque � um ataque de divers�o.

Da vossa conduta depende o �xito de toda a nossa campanha

e a vossa justa parte do saque.

Viva!

V�s aquelas luzes al�m?

Al�m,

mais brilhantes do que todas as outras.

S�o as luzes do pal�cio do Governador.

Amanh�, � l� que n�s iremos habitar,

o Ivan e eu.

E Feofar? O que ser� dele?

Primeiro, deixemos que ele lute por n�s.

Quando a cidadela cair,

n�s ajustaremos contas com ele, de uma vez por todas.

A c�psula de fulminato serve de detonador do conjunto.

Mas aten��o, porque a mistura � muito inst�vel

e pode ocorrer uma explos�o ao m�nimo choque.

� uma loucura.

Ainda vamos todos pelos ares.

� um risco calculado, Vossa Alteza.

Na nossa situa��o actual,

temos de os convencer de que temos canh�es.

Bem, s� mesmo os niilistas para terem estas ideias.

Disporei, sobre as muralhas, os canh�es que nos restam

para refor�ar e completar a ilus�o.

Aten��o, virem a jangada para a esquerda.

N�o podemos ir com a corrente.

- O que se passa? - Vai depressa de mais!

Michel!

Coragem, rapazes! Coragem!

Remem! Remem!

Aten��o �s rochas � direita!

Para a ponta!

Remem! Remem!

Para a ponta! Para a ponta!

- Abandonem a jangada! - Michel!

- Amarrem-na � �rvore! - Michel!

Amarrem-na!

- Amarrem-na bem! - Michel!

Est� quase desfeita!

Ser� preciso um dia para a reparar.

Ainda bem que estamos numa ilhota.

Um dia perdido?

N�o podemos esperar.

O que fazemos?

N�o me falaste de �rvores � deriva no rio?

Leva-me ao outro extremo da ilhota.

Est� bem?

Viu o nosso amigo e a sua companheira?

Vi-os agora mesmo. Foram para ali.

Onde se ter�o metido?

Com Irkoutsk dominada,

a Sib�ria pertence-nos do Turquest�o � Manch�ria.

� um grande imp�rio, Tadjiss.

E Ogareff?

Lamento n�o mais ter Strogoff na minha m�o.

O que tencionas fazer?

Strogoff tem um �dio implac�vel por Ogareff.

Depois da tomada da cidade, eu devia atirar esse imbecil a Ogareff

e apenas teria de chorar a sua morte sem que ningu�m suspeitasse de mim.

Uma precau��o �til para evitar dissabores.

Achas que um cego se conseguiria vingar?

Ainda tens muito que aprender, meu rapaz.

Ainda falta muito?

Acho que n�o.

Est� tudo muito silencioso. N�o se ouve nada.

Que cheiro � este?

Cheira.

� petr�leo.

A superf�cie da �gua est� coberta dele.

De onde ter� vindo?

N�o sei.

O rio est� em chamas! O rio est� em chamas!

Fogo!

Fogo! Fogo!

Nadia!

Nadia!

Depressa, anda! Anda! Depressa! Mergulha!

R�pido! R�pido!

- Onde est� Strogoff? - N�o o vimos, Vossa Alteza.

Estamos prontos, Takhsir.

Segundo as tuas ordens, o Tadjiss disp�s as nossas tropas em tr�s vagas

que aguardam para atacar assim que Ogareff lhes fizer sinal.

Muito bem.

Daqui a menos de uma hora,

a cidade ser� nossa.

- Quem comanda o posto? - O Tenente Serov.

- Onde est� ele? - Al�m, meu Comandante.

Tenente Serov...

Re�na os seus homens e v� para as muralhas sobre o rio.

N�o percebo.

N�o podemos deixar o port�o Bolchaia sem defesa.

Ordens do General Voranzoff.

Todos os homens da guarni��o, e eu digo todos,

devem ir para as muralhas ocidentais.

N�o t�m m�os a medir l�.

Muito bem, Comandante.

Re�nam!

Onde est� o Gr�o-Duque? Tenho de falar com ele.

R�pido!

� por ali! Por ali!

- Para onde v�o? - Para o port�o Bolchaia.

- O Comandante Strogoff... - Nadia, anda!

Ali est� ele!

Strogoff.

Sim, sou eu.

H� semanas que espero este momento.

N�o, Ogareff.

As coisas n�o podem terminar assim para n�s.

- V�s? - Sim.

Sim, vejo.

Vejo-te.

Para qu� os canh�es se n�o temos muni��es?

� uma ordem do General.

E o sinal?

- Vai ver o que se passa. - Vou j�.

Feofar est� impaciente. O que se passa?

Ogareff n�o fez sinal e o port�o Bolchaia est� fechado.

�s suas ordens, meu General.

- Serov, o que faz aqui? E respons�vel pelo port�o Bolchaia.

O Comandante Strogoff disse-me para me apresentar a si.

Nunca dei uma ordem dessas, Tenente.

Deixou o port�o sem vigil�ncia?

Meu General, apenas obedeci �s ordens de Strogoff.

Assuma o comando aqui, Coronel. Vou resolver este assunto.

Tem suspeitas?

Na nossa situa��o actual n�o podemos afastar nenhuma hip�tese, Alteza.

- Nem mesmo a da trai��o. - Sim.

- Siga-me com os seus homens. - As suas ordens.

T�rtaros, n�o cedam! Tomem o terreno!

Avante!

Temos de atacar! Avante!

Est� tudo perdido, Feofar.

Acabo de vir do port�o Bolchaia.

Ogareff n�o deu o sinal.

Os Russos ocupam as muralhas, o port�o continua fechado...

N�o tarda amanhece e tudo est� perdido.

Takhsir.

As nossas tropas deixaram de resistir no rio.

Os Russos expulsaram-nos e puseram-nos em fuga.

S�o uns desgra�ados, uns cobardes! Tinham jurado que iam lutar!

Eles lutaram com unhas e dentes,

mas os Russos t�m uma arma desconhecida.

S�o uns cobardes!

S�o uns fracalhotes sem a m�nima coragem!

Enganas-te, Feofar.

Eles s� deviam lutar para permitir a Ogareff abrir os port�es.

Mas aconteceu algum imprevisto.

Diz antes trai��o.

Ogareff � um traidor e levou os T�rtaros � sua perdi��o.

Todos voc�s confiavam nele.

Eu sempre fui o �nico a desconfiar desse maldito!

Como ousas falar dessa maneira?! Maldito sejas, Feofar!

-Tu, que poupaste Strogoff! - O qu�?!

Foi o teu carrasco quem mo disse!

Ou�am todos!

O verdadeiro respons�vel pela vossa derrota est� aqui!

A �nica coisa que ele queria era livrar-se de Ogareff.

E, para o fazer, resolveu servir-se de Strogoff.

N�o foi o carrasco que o cegou.

Isso n�o passou de uma mentira,

por ordem de Feofar, por tua ordem.

E, agora, o c�u vinga-se.

Perdeste, Feofar.

Perdemos todos,

por tua culpa.

Por tua culpa! Por tua culpa!

Por tua culpa! Por tua culpa!

Cada um seguiu o seu caminho.

Mas tu foste at� ao fim.

Eu n�o.

Talvez

me pudesse ter tornado teu amigo.

Neste instante tornaste-te meu amigo.

Temos de levantar o acampamento, Feofar.

Foram avistados dois ex�rcitos russos.

Mais de cem mil homens com canh�es a um dia de dist�ncia.

N�o podemos ir contra o nosso destino.

Os Russos v�m de Koutsk e de Khabarovsk

e amea�am cortar a nossa retirada para o sul.

Ouve-me, Feofar.

Se quiseres salvar o ex�rcito, teremos de partir de imediato.

O Inverno est� quase a chegar.

E a neve. E o frio.

Talvez tenhas raz�o, Tadjiss.

Al� decidiu assim.

O nosso tempo acabou.

Lamento que ele esteja morto.

Merecia uma morte muito mais cruel.

N�o h� castigo duro o suficiente para os cobardes da sua laia.

Ele n�o era um cobarde.

Morreu como um her�i.

Comandante Strogoff, espanta-me que defenda um traidor.

N�o � traidor

aquele que se mant�m fiel

ao seu ideal at� � morte.

Vit�ria!

Vit�ria, Vossa Alteza!

Os T�rtaros batem em retirada! Est�o a levantar o acampamento!

Vit�ria!

Deus n�o nos abandonou.

Deus?

Strogoff e Alexandre F�dor.

F�dor?

- Alexandre F�dor? - Sim, menina. Porqu�?

Porque... Porque ele � meu pai! O meu pai!

Ivan!

Ivan!

Ivan!

Ivan!

Ivan.

Parece-me, senhores, que v�o poder encher os vossos jornais.

Temos de lhe fazer uma confid�ncia.

Somos t�o jornalistas como o senhor era comerciante.

Este � o Major Harry Blount.

Harry Blount.

E este � o Comandante Jolivet.

Senhor Jolivet.

Os nossos governos enviaram-nos numa miss�o de observa��o.

Mas que isso fique entre n�s, meu caro.

Admito que tinha as minhas suspeitas.

Ent�o,

aos nossos sucessos.

Comandante Strogoff.

A sua miss�o ainda n�o acabou.

Alexandre F�dor autoriza-o a ser o par da sua filha.

Pe�o-lhe, menina, que me conceda esta dan�a.

Perd�o, Vossa Alteza,

mas o General Voranzoff confiou-me uma miss�o.

Sim? Que miss�o?

Dan�ar com a menina,

pondo a minha vida em risco.

Apenas me resta ceder, Comandante.

Fa�o votos para o �xito da sua miss�o.

Est� encantadora.

Comandante, j� n�o nos tratamos por tu?

Tenho de me habituar.

Tens a vida toda para te habituares.

Pobre rapaz. Est� novamente cego.

Mas desta vez aposto que � para sempre.

Por falar nisso, esqueceu-se que me deve dois mil rublos?

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