All language subtitles for Michel Strogoff - 1975 - Episode 01

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian Download
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
cs Czech
da Danish Download
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew Download
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian Download
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Baseado na obra de J�lio Verne

Adapta��o e Argumento

M�sica

Um filme de

PRIMEIRA PARTE

SIB�RIA, 1875

imbecil! Vais acabar por partir a carga toda!

Comandante, a sua preocupa��o com esta carro�a come�a a intrigar-me.

Sou respons�vel por ela.

Seria indiscreto perguntar-lhe o que ela cont�m de t�o precioso?

Vou dizer-lhe: um carregamento de caixas de porcelana.

- Perd�o? - Porcelana!

Sua Alteza imperial, o Gr�o-duque Dimitri, tem horror a comer

o que n�o for servido em porcelana, e na melhor que houver.

- O que � aquilo? - Um antigo posto fortificado,

do tempo da conquista. Em tempos, esta regi�o pertenceu aos Uzbeques.

E o que aconteceu a esse povo?

Como todas as outras tribos t�rtaras, dispersou-se em todas as direc��es.

- E agora? - Gra�as a Deus, j� n�o fazem guerra

e limitam-se a mimar as suas tropas.

Alto!

� muito arredio para ser pastor, n�o?

Santo Deus, eles est�o em p� de guerra!

Forma��o de combate! , Desmontar! Deitar os cavalos!

Des�a!

Fogo!

N�o podemos tolerar a difus�o deste g�nero de agita��o.

N�o cheg�mos a esse ponto, Majestade.

H�, aqui ou ali, alguma agita��o ou desordem,

mas sem nenhuma verdadeira coordena��o.

- � natural em territ�rios t�o vastos. - N�o.

Recuso-me a considerar isto ��natural��.

Majestade, Sua Alteza Dimitri � o garante da nossa seguran�a no local.

� verdade. E isso n�o chega para me deixar descansado.

O meu muito querido irm�o � ainda muito inexperiente,

e eu n�o creio, General, que ele seja capaz de manter a sua posi��o.

Nunca o devia ter enviado para l�.

Todavia, creio saber que a prov�ncia de lrkoutsk que Sua Alteza comanda

est� tranquila. Em todo o caso, assim o esteve, at� agora.

Por quanto tempo, ningu�m pode saber.

N�o creio que a agita��o se possa alastrar.

S� as pilhagens, os roubos e a rapina guiam os T�rtaros.

Eles n�o s�o perigosos enquanto n�o se insurgir um deles

que seja um l�der com vontade de reuni-los e de comand�-los.

N�o creio que tal homem exista. N�o temos nada a temer.

Rezemos a Deus para que tenha raz�o, General.

Siga-me, Ogareff.

Est� tudo a�.

Boa sorte, Coronel.

Depressa, est�o � nossa espera.

Vamos, Tzingos.

Nunca teria imaginado que uma mulher seria capaz de fazer o que tu fizeste.

Eu sei. Os da tua ra�a acham que as mulheres s� servem para os har�ns.

Tinha tanta vontade de te ver... teria transposto montanhas.

Falta fazer o mais dif�cil. As minhas ordens foram cumpridas?

Sim. �s aguardado com uma impaci�ncia...

... que n�o pudemos controlar. - O que queres dizer?

- V�rias tribos j� passaram � ac��o. - O qu�?

Eu tinha proibido que se agisse antes da revolta geral!

- �... que h� novidades. - Quais?

H� quatro dias, Feofar Khan e os outros emires do Turquist�o

transpuseram a fronteira siberiana com 50 mil homens armados.

O Feofar Khan?

O que � que lhe deu? N�s dev�amos agir em conjunto.

Achavas que a alian�a dele era desinteressada?

- Acima de tudo, somos T�rtaros. - Est�s a iludir-te.

A tua bela rep�blica siberiana e independente n�o lhe interessa.

Ele utiliza-te para servir os seus interesses e ambi��es pessoais.

- O tempo de Gengisc�o j� l� vai. - Tu sabes isso;

ele, n�o. - Tenho todas as tribos do meu lado.

Primeiro, � preciso vencer o Czar.

Por agora, o Feofar Khan e tu precisam um do outro.

Olhem para eles.

Olhem para todos estes Cossacos que os Russos diziam invenc�veis.

Arras�mo-los ao primeiro embate.

Na verdade, estes Cossacos n�o passavam de uma pequena vanguarda.

Pouco importa, Taizis. Eles foram derrotados.

Aniquil�mos os Cossacos no primeiro combate porque somos invenc�veis.

Nada nos poder� parar.

Que Al� nos proteja e te ou�a, Feofar.

Ele ouve-me, Taizis. Ele escuta-me.

Antes da primeira lua, veremos reunido o grande imp�rio dos nossos pais.

Trago-te uma not�cia muito boa para a nossa causa.

lvan Ogareff evadiu-se da cidadela de Tver

e ruma � Sib�ria para se juntar a n�s.

� uma boa not�cia, Taizis.

Os T�rtaros da Sib�ria s�o-lhe fi�is. A sua ades�o ser-nos-� muito �til.

Partamos daqui, e depressa! J� dev�amos estar todos a cavalo.

Sr. Jolivet, tudo est� bem quando acaba bem,

e estamos muito contentes por poder erguer os copos � sua sa�de.

A morte n�o tem import�ncia quando se escapa por pouco.

O nosso imp�rio siberiano

assemelha-se a um oceano sobre o qual por vezes o vento sopra.

Pedimos-lhe que lhe perdoe as suas borrascas.

Estou pronto para voltar a partir amanh�, para tentar a sua travessia.

N�o sab�amos que os Franceses nos tinham tanta amizade.

Os nossos leitores pelam-se por not�cias da R�ssia.

Acredite que o fasc�nio � rec�proco. O que foi, Porphyre?

At� logo, meus senhores.

O senhor que os p�de ver, diga-me como s�o esses T�rtaros.

O que sabemos das tribos da nossa Sib�ria, neste momento?

Vossa Majestade, as for�as rebeldes s�o apoiadas por elas.

Parece uma organiza��o concertada de longa data.

J� lhe disseram? Evadiu-se um homem da nossa cidadela de Tver.

- Sim, Majestade. Mas n�o vejo... - Um tal de lvan Ogareff.

Um coronel dos mais brilhantes, oficial valente e,

entre outros, excelente t�ctico. � o que nos diz este relat�rio.

O pai � russo e a m�e � t�rtara.

Foi degradado e condenado por alta trai��o,

por ter, em diversas ocasi�es, professado opini�es republicanas,

na Sib�ria e n�o s�, e preconizado a constitui��o de uma rep�blica.

E o relat�rio acrescenta, o que � muito grave:

��Este traidor est� ligado a l�deres t�rtaros de diversas tribos��.

Se assim �, Vossa Majestade, isso � grave, muito grave.

Sobretudo se for este o homem que � a alma da revolta.

� preciso det�-lo, Majestade,

a todo o custo,

onde quer que ele se esconda. - Tome as medidas necess�rias.

O traidor n�o pode chegar � Sib�ria, o que podia ter graves consequ�ncias.

Controlem todas as estradas,

vigiem as paragens de dilig�ncia e as gares do lmp�rio.

� Daqui at� l� s�o 1 .500 verstas. E imposs�vel que j� l� tenha chegado.

Conto consigo para det�-lo.

- Darei o meu melhor. - � da maior urg�ncia, General.

Dimitri est� em lrkoutsk, e os rebeldes n�o se podem apoderar dele.

Conhece o seu car�cter fraco e inst�vel.

- Majestade... - Basta, General.

Tenho muito medo que, face ao perigo, o meu irm�o se lance em aventuras.

Envie, sem demora e por tel�grafo, as seguintes ordens...

Mas como escapou?

Creio que andei perto de 200 verstas.

E sem comer?

Sem comer, minha senhora, salvo um corvo que consegui apanhar.

Tenho a certeza de que tinha preferido morrer de inani��o.

Sr. Jolivet, deixe-me apresentar-lhe um dos seus colegas brit�nicos,

o Sr. Harry Blount. O Sr. Jolivet.

- Muito prazer. - Como est�?

- De que jornal? - Do ��Daily Telegraph��, e o senhor?

- Do ��Gaulois��. - Meus senhores, vamos deix�-los.

Temos de ir salvar a querida lrina, a quem o General Kouriakine

conta pela cent�sima vez o cerco a Sebastopol.

- Est� c� como jornalista? - Porque n�o?

- O senhor est�. - Que g�nero de reportagem?

Talvez a mesma que o senhor.

- � sa�de do ��Gaulois��. - � do ��Daily Telegraph��.

- Majestade! - O que se passa, Kissof?

Uma cat�strofe, Majestade.

O tel�grafo entre Kolyvan e Tomsk deixou de funcionar.

� imposs�vel comunicar com lrkoutsk.

Ser� j� obra do ex�rcito de Feofar Khan? E imposs�vel.

Foi alguma tribo rebelde, sem d�vida.

S� resta um meio para avisar o meu irm�o do perigo, sem demoras.

Um correio.

Vamos!

Ent�o?

O percurso foi feito em tr�s minutos.

J� fiz melhor.

Olha l�, Comandante, ontem � noite,

n�o festejaste demasiado o anivers�rio do camarada Pavel Feodorovitch?

Comandante Michel Strogoff,

o Czar espera-o, sem demora, no pal�cio imperial.

O teu nome?

Michel Strogoff, Majestade.

H� quanto tempo �s um dos meus correios?

H� tr�s anos, Majestade.

- E antes disso? - Tenente do regimento Souvaroff.

Com feitos not�veis, Majestade.

Strogoff, com o General Souvaroff participou na expedi��o...

De que regi�o �s?

De Omsk.

Siberiano! Bravo.

Precisamos de algu�m que conhe�a muito bem esse territ�rio.

N�o h� quem conhe�a a Sib�ria melhor que eu, Majestade.

E o que pensas do Gr�o-duque Dimitri, Michel Strogoff?

N�o cabe a um oficial do corpo de correios do Czar

julgar um dos membros da fam�lia imperial.

D�-me o prazer de dizeres aquilo que pensas. A vontade.

Posso dizer que o Gr�o-duque Dimitri � um dos melhores valsistas da R�ssia.

- Lembre-se de quem, e a quem fala! - Deixe-o, n�o faz mal.

Comandante, quero que um dos meus correios

v� a lrkoutsk inform�-lo dessa verdade.

Que lhe cheguem, o mais rapidamente, as ordens do Czar,

e para isso, preciso de um homem.

- Eu sou esse homem, Majestade. - Certo.

Ent�o, ouve-me com aten��o.

O Gr�o-duque n�o deve tentar chegar a Moscovo.

Que ele permane�a escondido em lrkoutsk, e que n�o saia de l�,

at� que consigamos enviar-lhe refor�os.

Os nossos inimigos v�o fazer de tudo para se apoderarem dele.

Para eles, isso valeria mais do que uma vit�ria.

Tu ser�s respons�vel pela salvaguarda do Gr�o-duque Dimitri.

A tua miss�o � extremamente perigosa. Tens de atravessar toda a Sib�ria,

e tens de faz�-lo pelo lmp�rio.

Estafarei os cavalos que forem precisos,

mas l� chegarei. - N�o.

Comandante, n�o podes agir de forma normal.

Ouve-me. � prov�vel que os rebeldes tenham agentes por todo o lado;

tanto na Administra��o como no Ex�rcito.

O objectivo da tua miss�o n�o deve, e n�o pode, ser divulgado.

O Czar finge nada saber desses rebeldes.

E tu viajar�s sob a identidade de um comerciante.

Por nenhum outro meio. Ningu�m deve saber quem �s, ningu�m;

e, sobretudo, ningu�m da nossa pol�cia.

A partir deste instante, �s um homem sozinho.

Prepara-te para contar com as tuas pr�prias for�as, e s� com elas.

- Estou pronto, Majestade. - Aqui est� o selo...

... que te acreditar� junto do Gr�o-duque.

Acima de tudo, n�o o mostres a ningu�m.

O General Kissof vai explicar-te os detalhes

e dar-te-� tudo aquilo de que precisas.

Desejo-te boa sorte, Comandante.

- Um bilhete para Nijni-Novgorod. - Nijni-Novgorod...

Quatro rublos e 25 copeques.

Mais um. � o terceiro, desde esta manh�.

- Porque os prendem? - Parece que s�o espi�es t�rtaros.

V�, despache-se, o comboio vai partir.

- Eu devia ter desconfiado. - Pois devia.

Meu caro, se nos queremos poupar � repeti��o desta cena,

tenho uma solu��o a propor-lhe. - Qual?

- Viajemos juntos. - Porque n�o?

Entre jornalistas, devemos poder entender-nos.

- Os seus documentos, senhor? - Aqui est�o...

- Obrigado. - De nada.

Os seus documentos, senhor.

- O que procuram? - Controlo. Muito obrigado.

- Sabe o que �? - Sim.

Bravo, n�o perde tempo, pois n�o?

Querem interceptar um homem que pensam ser a alma da revolta t�rtara,

e que deve estar a caminho da Sib�ria. - Como n�s.

- Como n�s. - C� entre n�s... quem quer que ganhe?

- O Czar vai perder a Sib�ria. - Eu acho que ele vai mant�-la.

- Aposto tr�s contra um. - Apostado, meu caro Blount, apostado.

O que acha?

Excelente! Foram poucas as vezes que bebi um t�o bom.

Este ch� � o melhor que se pode beber, neste territ�rio.

Devo dizer que pago quatro rublos por quilo, pre�o de grossista,

e � entregue � tonelada.

O transporte � feito por caravana, a partir da Manch�ria.

Ficaria surpreendido se, desta vez,

as suas caravanas da Manch�ria tivessem chegado � feira.

- Elas n�o estar�o l�. - Porqu�?

Disseram-me que tribos t�rtaras revoltadas

controlam as rotas da Sib�ria e queimam tudo o que encontram.

� falso. O jornal de ontem explicava que as nossas tropas est�o em posi��o

e que esses territ�rios est�o pacificados.

N�o me diga que acredita nos jornais.

A informa��o foi-me dada por um amigo que voltou recentemente de Omsk.

Ele teve problemas para deixar a cidade

evitando as for�as rebeldes, que est�o em todo o lado.

Deviam ter cuidado com o que dizem.

Seria mais sensato. N�o sabemos quem nos escuta.

Tamb�m vai para Nijni-Novgorod, se n�o � indiscri��o?

- Sim. - Corre o boato de que este ano...

... a feira promete ser boa. - Sim, foi o que me disseram.

O senhor tamb�m � comerciante?

Sim, exactamente.

E se me permite, em que ramo?

Nos t�xteis.

Os t�xteis! Parece que os t�xteis est�o a dar muito bem, de momento.

Sim, est� a correr muito bem.

Chegaremos a Vladimir dentro de alguns minutos.

Suponho que a Menina procura um lugar confort�vel.

H� um que � expressamente para si. Se faz favor...

Permita-me coloc�-la em cima.

Pronto.

Quer?

- N�o, obrigado. - E boa.

Gosta de vodka?

N�o a olhe de soslaio. Esta vodka custa-me...

... um rublo e 25 copeques por garrafa. E a melhor vodka.

V�, s� um pequeno trago.

N�o se recusa isso a lvan lvanovitch Balachine,

que est� sempre pronto a defender as raparigas bonitas.

N�o acredito que uma bela pessoa como a Menina

n�o gosta de beber um copinho de vodka, de vez em quando.

Ao menos, pode responder quando falam consigo?

- Deixe essa jovem em paz. - Ora vejam! Um admirador valente.

Vamos ver isso.

- Beba. - J� lhe disse para a deixar em paz!

Porque te est�s a meter? E extraordin�rio!

Entendido?

N�o tem o direito!

� incr�vel. lncr�vel!

- O que se passa? - N�o compreendo.

Estamos muito longe de Nijni-Novgorod.

Controlo policial.

Mostrem os vossos documentos, por favor.

Procuram algu�m?

Por acaso, n�o ser� o prisioneiro que fugiu de Tver?

E depois?

Se fosse eu, observava atentamente os documentos daquele indiv�duo,

ali atr�s.

Conhece-o?

Tenho a certeza de que n�o � um comerciante, como diz ser.

Posso ver o seu passaporte, se faz favor?

- Nicolas Korpanoff. � o seu nome? - E.

- Diz ser comerciante. - E sou.

Onde est� a sua bagagem?

Estou a ver... � uma pistola do Ex�rcito, n�o �?

Siga-nos.

V�, venha.

Foi uma boa informa��o, n�o?

Liberdade Liberdade querida...

Dir-se-ia que por aqui n�o ligam muito aos tecidos.

Nem toda a gente pode ter tomado a Bastilha, meu caro.

Mas n�o � aconselh�vel viajar neste pa�s sob falsa identidade.

- O que pensa disso? - E o senhor?

Acha que aquele homem possa ser realmente quem eles procuram?

Meu caro, quer ele seja, quer n�o, n�o gostava de estar no seu lugar.

Agora, vai dizer-nos quem �.

Nicolas Korpanoff. Sou comerciante.

Vou � feira de Nijni-Novgorod, em neg�cios.

Com uma pistola do Ex�rcito na bagagem?

Certo, veremos. S� nos resta lev�-lo at� l�.

Nijni-Novgorod � uma grande cidade comercial.

Sem d�vida que deve conhecer l� algu�m.

Mas fique sabendo que n�o gostamos de espi�es, nem de traidores,

e, se nos mentiu, lembre-se... ser� fuzilado!

Estamos a chegar aos sub�rbios, Sargento. Para onde vamos?

Para o pal�cio do governador, directamente.

Alto! Pare!

Pare! Alto! Pare!

Pare!

Des�am!

Por aqui!

Por aqui!

Alto! Alto!

Procura nesta direc��o. ,

Se faz favor, aquele � o vapor que vai para Kazan e Perm?

- Quando parte? - Amanh�, �s nove horas.

Tem tempo. Vamos fazer carv�o.

- Posso embarcar? - N�o. N�o v� que est� fechado?

Quer provar?

Bom dia. Que coincid�ncia...

Estou muito contente por o terem libertado.

Eles n�o me libertaram.

Eu fugi.

N�o tenha medo. N�o fiz nada de mal.

E agora, o que vai fazer?

Tenho de continuar o meu caminho.

Gostava muito de ajud�-lo, mas n�o conhe�o ningu�m aqui.

Eu tamb�m n�o conhe�o ningu�m.

N�o veio para a feira?

Vou apanhar o barco, amanh�.

Eu tamb�m devia apanhar esse barco.

lsso n�o � dif�cil.

- �. - Porqu�?

Eu tenho uma viagem muito longa pela frente,

e tenho de ganhar a vida em cada etapa para poder continuar.

Venha!

Ent�o, apaixonados...

- Leio-vos a sina? - Tome isto,

e n�o diga nada.

Instalem-se, pombinhos.

Sei de que precisam. Vou ler-vos as minhas cartas de Tarot.

� essa a raz�o...

T�m dinheiro para me dar?

N�o viu ningu�m?

- Quem? - Um homem de grande estatura,

muito forte. - N�o, eu n�o vi nada.

E a Menina?

Obrigado, muito obrigado.

- Acho que agora me vou embora. - E as cartas?

- N�o quer que eu as lance? - N�o, obrigado.

Fazem mal. Teriam oportunidade de ficarem melhor informados.

Conhe�o uma pessoa que sabe forjar documentos falsos

t�o verdadeiros como os verdadeiros. Mas, aten��o,

isso sai muito caro, ele � muito guloso.

Eu tenho dinheiro.

Vou fazer-lhe uma oferta.

- A mim? - Sim.

Vamos. A pra�a tem de estar livre antes do meio-dia. R�pido! R�pido!

- N�o teremos tempo suficiente! - Desenrasquem-se.

- � uma ordem do Governador. - E porqu� essa ordem?

- Foram vistos T�rtaros na multid�o. - lsso s�o disparates.

S�o ordens. Ao meio-dia, a pra�a tem de estar vazia. Vamos!

Vamos!

Vamos! R�pido!

- Acha que vamos passar? - Espero que sim.

Sr. e Sra. lvanoff. Fa�am favor.

� um casal bonito, n�o �?

� inesperado, sem d�vida.

E dizia-me que n�o gostava de estar no lugar dele.

- Como ser� que se escapou? - O amor, meu caro, o amor...

Afinal, se calhar aquele comerciante estava certo a respeito dele.

- O misterioso conspirador evadido? - Quem sabe?

� sempre o mesmo, Blount. Rom�ntico como tudo.

Pensei que o encontraria aqui.

Para transpor o Ural n�o h� 36 caminhos.

Esta noite, telegrafei para Paris.

Desta vez, mandaram-me colaborar consigo.

Confid�ncia por confid�ncia,

acontece que finalmente consegui contactar Londres,

e recebi as mesmas ordens que o senhor.

lsso festeja-se! Esperemos que haja um bar.

Nadia, eu chamo-me Nadia. E o senhor como se chama?

Serge lvanoff, como diz no passaporte.

Decididamente, o Sr. lvanoff � um homem muito estranho.

- Preferia falar de si. - Como queira.

N�o tenho nenhum segredo a esconder. Venho de Riga e vou para a Sib�ria.

Vou ter com o meu pai.

Talvez j� tenha ouvido falar dele... Alexandre F�dor?

F�dor, n�o.

- E Nobel? Alfred Nobel, conhece? - Sim, sim.

� o grande s�bio sueco, n�o �?

O meu pai era um dos seus correspondentes.

Mas por que raz�o est� na Sib�ria?

O que fazem na Sib�ria todos os nossos compatriotas

que a� s�o for�ados a viver contra a sua vontade?

- Deportado? - Sim.

As suas opini�es demasiado liberais

valeram-lhe a desgra�a do Governador da Liv�nia.

A minha m�e morreu h� pouco tempo,

e s� o tenho a ele. � por isso que vou para a Sib�ria.

- Para onde vai, exactamente? - Para lrkoutsk.

O que foi?

- lrkoutsk... - Sim.

- lrkoutsk... - Sim, porqu�?

- � a sineta do jantar. - Sim.

- Tem fome, Sra. lvanoff? - Uma fome de lobo, Sr. lvanoff.

O jantar agradou-lhes?

Estava excelente, obrigado.

- O n�mero da vossa cabine, por favor? - N�mero 27.

Sr. e Sra. lvanoff.

- Boa noite. - Boa noite.

V�? Resultou.

Era o que eu lhe dizia...

... um casal levanta menos suspeitas do que um homem sozinho.

- Agrade�o-lhe imenso. - Fi-lo de boa vontade.

Sinto-me um pouco respons�vel por todas as chatices que lhe causaram.

Fique com a cabina.

A noite est� muito calma, eu dormirei na rua.

- � ele? - �.

- Est�s certo disso? - Certo e seguro.

Vi-o ontem com a velha Zina. Tem a carteira recheada de rublos.

Ent�o, vamos a isto?

A Sangarre n�o vai gostar disto.

Ela tem mais que fazer do que pensar em n�s. Olha.

Podes sair.

J� n�o h� perigo.

- Est� calor. - Tzingos...

Quando chegamos?

Chegaremos a Kazan perto das 02h00, e a Perm durante a manh�.

Perm...

Vamos desembarcar em Kazan. Prefiro atravessar os Urais por Tchebinsk.

Esse caminho � pior do que o de Perm.

- Mas � mais directo. H� novidades? - Sim.

O Czar remexe o c�u e a terra para te encontrar.

J� calculava.

Em Nijni-Novgorod, disseram que o Czar teria enviado

um correio para ir at� lrkoutsk avisar o Gr�o-duque.

- Que fa�a bom proveito. - Dizem que � uma fera.

E o seu verdadeiro nome � Strogoff.

N�o � um homem que poder� salvar o Gr�o-duque.

N�o estou t�o certa como tu, lvan.

- E porqu�? - N�o sei.

Desde que me falaram desse homem, fui tomada por um pressentimento.

Tenho a certeza de que ele representa uma amea�a para ti.

Foram os teus astros que te disseram isso?

lsto n�o te interessa, lvan?

Vejo tudo o que te diz respeito como se estivesse escrito num livro.

E tu sabes isso muito bem.

Tens de te livrar desse homem, custe o que custar, lvan.

O que se passa?

lvan!

- O que se passa? - Nada.

Todavia, ouvi barulho.

Est� tudo calmo, garanto-lhe.

- Muito bem, boa noite, senhor. - Boa noite.

Tradu��o e Legendagem Alexandra Brum / CRlSTBET, Lda.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.