All language subtitles for In.The.Blood.[I.Blodet].2016.720p.BRRip.x264.AC3.HORiZON-ArtSubs

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Original subtitles

- Art Subs - 8 anos fazendo Arte para você!

Legenda - Frederic -

JUNHO

Bom dia, chefe. Qual é?

Bom dia.

- Que porra, cara! - O quê?

Quem bebeu meu uísque?

Que merda, cara...

- Não tem prova hoje? - Tenho.

Tem schnapps na geladeira.

Era um Yamazaki, meu chefe me deu. Caro pra caralho.

- Bom dia, meninos. - Bom dia.

- Não tem prova hoje? - Tenho. Estou indo.

O hemograma indica anemia hipocrômica microcítica.

É moderada, uma vez que o Hgb está em torno de 6.

É importante diferenciar se vem da deficiência de ferro ou AKS.

- Oi, Mia. - Oi, Simon.

- Como foi? - Tirei um A.

- Ótimo! - Knud está lá?

Está.

- São suas coisas? - São.

O que está havendo?

Converse com Knud. Ele está lá em cima.

Hei cara...

Não tem que esperar para levar suas coisas?

- Como assim? - Ela simplesmente levou tudo.

Você não termina e leva suas coisas ao mesmo tempo, não?

Você termina, e então depois marca para buscar suas coisas.

O que ela disse?

Foi mal. Não temos que falar nisso.

Merda...

- Desculpa. - Para com isso.

Vamos ter um ótimo verão.

- Vai ser um verão de merda. - Não, não vai..

Este aqui.

Tire a tampa.

Rápido!

Você vai enlouquecer com essa coisa.

Bem-vindos. É um prazer ver vocês todos.

Este será um curso de seis semanas,

com encontros nas segundas, quartas e sextas.

Podem complementá-lo com uma residência

no Departamento de Doenças Infecciosas.

Terminaremos com um exame escrito, em Agosto,

no qual devem passar para poder viajar.

Primeiramente estaremos em um barco-hospital, na Amazônia,

no norte da Bolívia.

Vai ser no outono.

Perguntas?

Não sei... Seis meses num barco, no meio da selva?

- É um barco-hospital. - Mesmo assim...

Vamos passar por aldeias com tribos indígenas

que nunca foram vistas e que nunca viram ninguém. É doido!

- Eles devem ter visto brancos. - Não, nunca!

E eles têm essas doenças estranhas que nunca vimos aqui.

Precisa sair e ficar só. Se afastar de tudo.

Longe de Copenhagen. Só você e seus pensamentos.

Temos que sair e deixar toda a merda pra trás.

Ninguém lhe dirá nada, ninguém te lembrará nada. Vamos sumir!

Nos afastamos por seis meses. Foda-se tudo.

Quando voltarmos, seremos pessoas melhores.

Lá não haverá ninguém para magoar você.

Passaremos o inverno na Bolívia. Esquecerá completamente a Mia.

Voltaremos para o apartamento em Abril com o pessoal,

e então estaremos no verão novamente.

É importante não parecer desesperado.

É muito importante...

não mandar sms logo. Deixe ela vir até você.

Eu não mandei sms.

Eu respeito o fato de que ela não quer ficar comigo.

Knud, acho que tenho a solução pra isso tudo.

Você devia fazer um Tinder.

Faça um perfil no Tinder. É cheio de mulher lá.

Como você sabe isso sobre o Tinder?

Tive perfil lá, mas as amigas da Katrine descobriram.

Tenho o texto perfeito para mandar pra qualquer garota.

Me escuta, estou dando uma aula aqui.

"Oi, eu sou Søren e tenho um pau enorme."

Bananas escrevem "Oi, linda...". Não, faça uma pergunta,

você precisa fazer com que elas respondam.

- Cansado de ser capacho? - Não sou capacho.

- Não é capacho! - Não mesmo!

Cala a boca, cara, qual é, eu estava no Tinder.

Não digo que ela trai, mas ela gosta de se mexer, não?

Ela gosta de curtir.

- Mulheres traem como homens. - Eu não traio.

Não, mas algumas garotas pegam o namorado da outra,

assim como outros caras são infieis com as namoradas.

- Sim, acho que é assim... - É como um ecossistema.

- Então você precisa transar. - Exatamente.

- Você é uma montanha, Knud. - É isso aí. Uma montanha.

Segure o rato pela cauda. Quem quer experimentar?

Não, obrigado...

Então ele entra. Está faminto.

Vamos lá... Vamos, tem comida pra você.

Vamos.

Vejam...

Vamos.

Que merda, demais!

- Você é doido. - Quer alimentá-la?

Porra, não!

- Até que tamanho ela come? - Um rato bem gordo.

Mas lá fora elas comem veados e até humanos.

Uma vaca...

Sério, pessoal, vocês vão para o rio naquele barco,

onde vão acampar em tendas com mosquiteiros,

e no meio da noite os índios vão acordá-los.

"Vamos", eles vão sussurrar.

Vocês vão ligar as lanternas e em todas as árvores e no chão

haverão cobras, insetos, aranhas e lagartos sendo lançados.

Se tiverem sorte, verão pequenos jacarés.

Não quer um guardanapo para sua camisa extravagante?

Não, eu deixo no colo. Só crianças sujam a camisa.

Você é muito esnobe!

Você pode pegar piranhas do barco.

- Elas ficam no rio? - Claro, um monte cara!

Não é tão perigoso. É mito. Você pode nadar com elas.

- Elas não mordem? - Não.

- Por que soa como "piratas"? - Porque os piratas comem elas.

Você será o melhor biólogo do mundo.

- Gostaria de ir junto. - Você devia.

- Esben, não consegue folga? - Eu conversei com meus pais.

Eles podem emprestar o dinheiro pra minha casa.

- Está dizendo que vai se mudar? - Andei dando uma olhada.

É um bom momento para comprar.

- Está cansado de nós? - Não...

- Os aps coletivos valorizaram? - Sim.

O valor do nosso subiu 300 mil coroas. 85 mil cada.

- Desde quando? - Desde a última assembleia,

- a qual você não compareceu. - Isso foi rude.

- Foi a terceira vez. - Com 85 mil eu compro um carro.

Falávamos da Bolívia e agora queremos vender o apartamento?

- É algo que temos juntos. - Vocês é que estão saindo.

Só por seis meses.

- Seis meses passam rápido. - Gostaria de morar sozinho.

Ver como é ficar só.

- Alguém está vindo. - Cala a boca, Esben.

- Simon, rápido. - Mariquinha!

- Não consigo abrir. - Certo, vamos desistir.

- O que está fazendo? - Pegue a coleira.

- Vem vindo alguém. - Vamos lá!

- Carneiros não podem entrar. - Não vai deixá-lo entrar?

Qual é. É só uma cerveja.

O carneiro está olhando pra lá. A música vem de lá.

Não, é por aqui. 100% de certeza.

- Devíamos postar no Facebook. - Pessoal, encontrei a festa.

- Alguma dama? - Muitas damas!

Meus pés estão me matando.

- São os sapatinhos de couro. - Meus sapatos de classe.

Aí vai ela...

Olá! Festa!

Vamos pegar uma bebida.

Levanta, cara! Olha só todas essas mulheres!

- Agora eu não posso. - Precisa de uma bebida.

Agora não, Simon.

Não posso mais, Simon.

Vamos beber alguma coisa.

HEI, CAMPEÃO, ONDE VOCÊ ESTÁ?

- Viu meu amigo passar? - Não sei. Como ele é?

- Ele é normal. - Acho que não.

- Ele pode ter um carneiro. - O quê?

Ele pode estar com um carneiro.

Certo. Acho que não vi um cara normal com um carneiro.

Talvez tenham ido pra casa.

Quer vir?

O que tem de errado aqui?

É uma busca, temos que achar o carneiro.

Vamos lá.

Talvez tenham ido tomar uma cerveja no Andy's.

Se eu fosse um carneiro, estaria no próximo voo pra longe daqui.

Se eu fosse um carneiro, faria coisas de carneiro,

tipo comer grama e curtir com uma ovelha.

Ganharia sua liberdade. Se afastar o quanto puder.

Não é um carneiro muito responsável.

A responsabilidade é superestimada.

- Eu não acho. - Não? Tá bom...

- Meu ex pensava a mesma coisa. - Isso foi um elogio?

Não.

Não estou atrás de relacionamento...

- Eu também não. - Tá bom.

Relacionamentos são superestimados.

Meu amigo concordaria. Foi chutado depois de três anos.

- Como ele está indo? - Passando pelo inferno.

Todas as relações não acabam assim? Um inferno total?

Estou inclinado a concordar.

- Bom dia, Kirsten. - Bom dia.

Temos os resultados dos exames. Você tem pneumonia.

- Nossa! - Não era malária.

- Vamos lhe dar antibióticos. - Que bom.

- Certo. Você ficará boa logo. - Obrigada.

- Bom dia, Christian. - Bom dia.

- Como se sente hoje. - Melhor, obrigado.

- Trouxe alguns estudantes hoje. - Tudo bem.

Vamos dar uma olhada no Christian aqui...

Ele voltou das férias com uma febre,

dores nas juntas e músculos, e está com brotoejas.

Vou arredar o lençol.

- Algum palpite? Você? - Dengue...

Muito bem. O que fazer?

Analgésicos e observação.

Exames de sangue para detectar anticorpos.

Devem perguntar onde ele esteve, e o que mais devemos lembrar?

Se há risco de sua condição piorar.

Não, não está correto.

Síndrome do choque da dengue.

Sangue na saliva e fezes, dor abdominal e boca azulada.

Obrigado, Christian. Vemos você depois.

Obrigado.

Eu estava cansada, extremamente cansada.

Tinha dores estomacais, vomitava...

Parecia gripe, mas notei feridas nas pernas que não curavam.

Meu médico disse que meus olhos e pele estavam amarelados.

Então eu vim pra cá.

Que idade você tem?

23.

- Vai estar lá, na cirurgia? - Vou.

- O que houve com você ontem? - Fui embora mais cedo. Acabado.

- Onde você dormiu? - Fui parar em Vesterbro.

Não lembro de muita coisa.

- Quem é ela? - Não sei.

É legal?

É muito legal. Nós fomos a um bar...

Vai ver ela de novo, não?

Talvez. Não, eu não sei...

- Corta essa e dá uma chance. - Cala a boca, cara.

Eu resolvo...

Liguei bêbado para a Mia durante a noite.

- O que ela disse? - Não atendeu, ainda bem.

Então deixei uma longa mensagem.

Tão patético...

Que se foda. Merdas acontecem.

Não soube dela?

Não.

JULHO

- Não quer fazer um café? - Achei que não tinha mais.

Não pode ir dar... uma olhada?

- Você vai. - Não, vai você.

- Eu não vou comprar. - Você precisa.

Eu recebi...

várias propostas de compra do apartamento.

- Ofereceram 2,6 milhões. - 2,6?

Foi um lance no escuro, mas ainda assim...

É por todo o apartamento, não só minha parte.

- Mas ainda é bom. - É muito bom!

Mas querem o lugar todo, então vocês têm que concordar.

- Me manda isso por e-mail. - Vou mandar.

Meu pau!

- Corre, Søren! - Rápido pessoal!

O que está havendo? Pare aí!

Knud!

- Solta! - O que estão fazendo?

O que está fazendo, Simon? Vamos embora!

- Porra cara, você socou ele! - Estava te soltando.

- Não pode bater nas pessoas! - Só estava te ajudando.

- Relaxa! Ele está bem. - Certeza?

Claro. Ele está bem, cara.

- Merda, estava assustado. - Essa foi perto.

Olha só a mulherada.

Oi meninas, querem álcool cirúrgico?

- Oi. - Oi. O que faz aqui?

- Quero uma bebida. - Lamento, já fechamos.

Então, venha comigo. Eu tenho isto.

- O que diabos é isso? - Álcool cirúrgico.

- Não pode ser verdade! - O quê?

Mescal...

Quer dançar?

Porra!

O que houve aí?

Nada.

- Porra! - O que é isto?

Nada.

Me conta.

Briguei com um segurança no Festival Roskilde.

Eu e meus amigos pulamos a cerca

e o segurança pegou meu amigo Knud.

Tive que ajudá-lo. Foi muita estupidez.

Uma vez no bar, esse cara bêbado

chutou o sacudidor da minha mão.

Então eu peguei um copo e joguei na cara dele.

- Não parei pra pensar. - E o que aconteceu?

Ele foi pra casa.

Foi estupidez.

Quem é August?

- August é um mês do calendário. - Certo.

A verdade é que isso não tem importância.

De quantas precisamos?

Bem... tétano, hepatites A e B

e febre tifóide.

Você conhece bem isso.

- Você é um bundão. - Cala essa boca.

- Merda. - Ele é feio.

Merda, ele é feio. Não posso com isso. Vamos.

É tarde demais. Vamos cumprimentar.

- Este é o Anders. - Oi.

Estão bancando os viciados?

É imunização. Precisamos para a Bolívia.

- Para a Bolívia? - Isso...

- Vamos ficar lá por 6 meses. - Na selva?

- Mas você tem medo de aranha. - Só tenho que superar isso.

- Ótimo. - Vocês vão...

É, nós vamos nadar, então... vamos indo.

Nos vemos...

Tchau, Simon.

Knud?

Quer jogar a scooter no mar?

Claro, isso faria meu dia.

Eles já vão mergulhar. A gente empurra e sai fora.

- Ninguém vai ver. - Tá falando sério?

- Vão saber que fomos nós. - Mas não podem provar.

Tem apenas um milhão de testemunhas.

Ela vai nadar no nosso ponto com aquele velho broxa.

Talvez sejam só amigos.

Ela andava por aí enquanto vocês namoravam.

Ela é livre pra fazer o que quiser.

- Você merece coisa melhor. - Esquece isso, cara...

Não preciso que me analise. Ponha isso na cabeça.

Que merda!

- E a scooter? - Esquece isso!

- Certeza? - Claro que eu tenho!

- É o primeiro transplante? - É.

- O que está fazendo? - Perdão, eu só...

Comece de novo. De cima! Não só os dois dedos.

Em tudo.

E rápido. Se quiser chegar a tempo.

- Karen, está pronta? - Estou.

Vou lhe dar um analgésico primeiro.

Lembra que falamos sobre contar a partir de 10?

Comece agora e eu lhe darei um sedativo.

10, 9...

8...

7... 6...

Ela apagou.

- A paciente está pronta. - Vamos começar.

Tesoura, por favor.

Vamos pegar esses vasos também.

Enxágue.

- Colocamos uma ligadura ali. - Sim, colocaremos...

- Agora aplique o selador. - Deve coagular.

Porra cara, microcirurgia é do caralho!

Costurar veias... É muito louco!

- Vai sair hoje? - Preciso estudar.

- Só uma cerveja. - Hoje não.

- Podemos superar juntos. - Hoje não.

Preciso ficar sozinho.

Tá bom...

- Simon? - Oi. Como você está?

- Bem, e você? - Estou bem.

- O que está fazendo? - Nada demais. Em casa.

Estou por perto e pensei em passar por aí.

- Agora? Estou jantando. - Chego em dois minutos.

- Oi. Tenho convidados. - Oi.

- É uma hora ruim? - Não, entre e sente.

- Você parece bêbado. - Pareço?

- É, totalmente. - Não estou bêbado.

- Eu consegui a chave. - Ótimo.

É naquela região. Que tal levar um GPS?

- Nada de GPS velho desta vez. - GPS velho?

Vamos levar um mapa e um compasso.

Vai precisar do boné de escoteiro.

É nas montanhas.

Nas montanhas? Qual é, concordamos que seria na praia.

- Teremos sangria, com certeza. - Com certeza não teremos!

- Preciso de sangria no café. - Me recuso a servir sangria.

- É a melhor bebida que existe. - Não, não é.

Pode comprar no mercado e acrescentar açúcar.

Não mesmo...

- Vão para a Espanha? - Sim, alugamos uma casa.

Mal posso esperar pra cair na piscina.

August?

August, se conseguir se liberar, consegue um som decente?

- Vou precisar de um som melhor. - Eu mandei para o carinha.

Algum problema?

Divirta-se com o August.

KNUD LIGAÇÕES NÃO ATENDIDAS (5)

KNUD: OI CAMPEÃO. ESTAMOS EM BERLIM.

TENTEI LIGAR. ÚLTIMA DIA DE PRIMAVERA.

SIMON: SÉRIO? ACHEI QUE TINHA QUE ESTUDAR.

Merda!

- Oi. - Oi, Karen.

- Simon, né? - Bem lembrado.

Como está indo?

- Não muito bem. - Não?

- Meu corpo rejeitou o fígado. - Lamento saber disso.

Talvez eles encontrem um novo.

É... com certeza.

Tchau.

Qual é, vovô?

Oi, Simon.

Eu apaguei.

Aqui...

Devia ter vindo. Foi a melhor viagem de todas.

Vocês simplesmente se mandaram.

Liguei 17 vezes, você não atendeu.

Tudo bem, eu andei ocupado.

- Merda, foi demais. - Foi?

Você devia estar lá.

O que tem feito? Saiu com aquela garota?

Que garota?

Não, só andei trabalhando e estudando.

- Temos exames em duas semanas. - Claro.

- Temos coisas acumuladas. - Eu sei, relaxa. CDF.

Os outros foram comprar coisas para o churrasco.

Nos encontramos em dez minutos.

Estou destruído.

Um pouco cansado? Meio triste?

Talvez deva ficar em casa.

Eu te acordo antes de ir. Que tal assim?

- Uma pequena salsicha. - Querem salsicha?

Muito obrigado.

- Traga uma cerveja. - Sim, obrigado.

Já vai.

Parem com esse alemão.

Escuta, nós recebemos uma oferta pelo apartamento.

Certo. Quando?

Foi... anteontem, sei lá. Em Berlim.

- Certo. - Uma ótima oferta.

Eu gostaria de ir morar com Katrine...

passar meu último semestre em Aarhus.

- Parece que já decidiram. - Conversamos em Berlim.

Estávamos conversando e eu recebi o e-mail. Só isso.

Por isso falamos agora, porque estamos todos juntos.

Querem assistir a Tour de France?

Sim, eu adoro a Tour de France!

Ele está fugindo!

- Eu vou passar! - Não mesmo. Dane-se.

- Foda-se, Søren. - Anda fumando demais.

- Vai se foder. - Seu viadinho!

Merda, cara!

Qual é o seu problema?

Seu babaca!

Ele torceu meu guidão. Doente! Meu braço dói!

- Vou segurar aqui... - Cuidado.

Acho que está quebrado, vamos encontrar um táxi.

- Deixa eu dar uma olhada. - Simon, cai fora daqui!

- Você quebrou o braço dele. - Estou tentando ajudar.

Não pode querer ajudar depois de quebrar o braço dele. Veja!

Você sempre tem que ferrar tudo? Por que não age de modo decente?

- Por que sempre faz isso? - Não foi de propósito, cara.

- Foi culpa dele... - Não mesmo, a culpa foi sua!

Para com isso, Knud!

Chega, Simon! Chega!

- Cai fora, cara! - Por que sempre ferra tudo?

Qual é o seu problema? Fique longe dele.

Eu fiz café.

Ligou para o Søren?

Falo com ele depois.

Vão operar ele, sabia?

- Nós estávamos correndo. - Isso não é desculpa.

O que está havendo, Simon?

- Temos que falar sobre isso. - Não sei, tá bom? Nada...

Tem algo errado, me fala. Qual é o problema?

Eu não sei, não sei...

- Simon, fala comigo. - Não. Vou morar com meus pais.

- Está se mudando? - Estou.

Vamos vender o apartamento mesmo, quem se importa?

- É o Søren. - Oi Søren, é o Simon.

Como você está?

Estou bem. E você?

O braço ainda dói.

Lamento muito pelo acidente.

Desculpe não ter ligado antes.

Bem, é o seu jeito.

Escuta, a enfermeira está vindo, tenho que ir. Até.

REJEIÇÃO. A REJEIÇÃO AGUDA PODE SER...

NOME KAREN JENSEN

ADMITIDA APÓS TRANSPLANTE 29/07: PACIENTE FALECEU EM PAZ

AGOSTO

Vou levar com galinha e brócolis

e gostaria de chili extra.

- Mais alguma coisa? - Não, obrigado.

Vai ficar em 65.

- Aqui está. - Obrigado.

Simon?

- O que faz aqui? - Estou comprando comida...

Claro...

Estava legal na Espanha?

- Eu não fui para a Espanha. - Certo.

Então...

Estou cheia de Copenhagen.

Exatamente!

Se pudesse ir para qualquer lugar, para onde iria?

Não sei.

Não para a Espanha, de qualquer forma.

E você?

Eu sou o cara que vai para a Bolívia e não volta.

Certo.

Você vai aos mesmos lugares, encontra as mesmas pessoas,

que pensam igual e transam sempre com os mesmos.

- É como uma vila. - Estou cheia dessa vila.

- Eu vou por ali. - Por ali?

Foi legal ver você.

Tem planos para o fim de semana?

- Este fim de semana? - É.

- Tenho que trabalhar. - Certo.

É que meus pais têm uma casa na Suécia, com lago e floresta

e você pode nadar... nada luxuoso. Se quiser espairecer.

Só pense nisso...

Sim... claro.

Não venho aqui há séculos. Sempre vínhamos no verão.

- Você e seus pais? - É.

Mas então eu meio que cansei.

Seus pais ainda estão juntos?

Sim, gostem ou não, sabe?

Estão juntos desde sempre.

Eu namorei o August desde os 17 anos.

Mas ele me deixou há um tempo.

E foi quando eu tatuei o nome dele no meu corpo.

- Não foi muito legal. - Vocês ainda se veem?

Sempre liga quando está bêbado e eu não consigo dizer não.

Então ficamos só amigos, mas não deu certo.

Não sei...

Nada dura para sempre. Nada é tão incrível...

Sei bem como é.

Meus amigos estão vendendo nosso apartamento.

- Isso me deixa puto. - Então está zangado com eles?

Esben comprou sua casa e Søren vai para Aarhus.

Então ele está lá...

O aniversário do Søren é no sábado

e eu nem sei se estou convidado.

Por que não seria convidado?

Tudo deu errado.

Tive uma briga com Knud.

Não ia para a Bolívia com ele?

- Nós íamos. - Mas...?

Às vezes tenho vontade de sacudi-lo e dizer:

"Knud, você é meu melhor amigo..."

"nunca esqueça disso."

Simon, sei que seus amigos querem que vá na festa.

Quer vir?

Que tipo de festa é?

- Festa grande? - Muito grande.

Num jardim comunitário...

então você pode se misturar na multidão.

- O tamanho está bom? - Parece bom.

Parece um pepino.

Acho que peiote dá mais barato que pepino.

- Quando começa a pegar? - Não faço ideia.

Emilie?

Emilie!

Emilie!

Simon.

Simon... você está bem?

Merda...

- É muito forte. - É...

- Está quente. - Está.

- Você vai embora. - Sim...

Sim...

Abram na página 329. O assunto de hoje é "Parasitas".

A Doença de Chagas é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi.

A infecção ocorre muito em crianças,

10% morrem na fase aguda.

O parasita é transmitido através do inseto chamado Barbeiro.

Aqui temos um exemplo.

Eles vivem em fissuras em cabanas de barro ou palha...

Pronto para o exame?

Estou bem atrasado.

Não devia parar de sair e estudar?

Na verdade eu não tenho saído muito.

É a Mia?

Tomamos café da manhã algumas vezes na semana passada.

Café da manhã?

Isso é ótimo. Estão juntos de novo?

Talvez.

Não tenho certeza.

OI, QUER IR AO ANIVERSÁRIO?

ESTOU INDO AGORA. PODE IR DEPOIS, SE QUISER.

Oi, Søren. Desculpe o atraso.

- Isso é pra mim? - É. Parabéns.

Obrigado.

- Pegou? - Só vou tentar...

- Como está o braço? - Está sarando como devia.

- Oi, Katrine. - Oi, Simon. Que bom que veio.

- Olha o que o Simon me deu. - Legal...

- Quer ajuda? - Por favor.

- É grande. Difícil com o braço. - Tem muita fita.

Merda! Isso é demais, cara!

É uma cobra-rei, do México.

Isso é demais, cara!

- Olha só. - Está se mexendo.

É bonita.

- Não é legal? - É... bonita.

- Ela mostrou a língua! - Pode trocar, se quiser.

- Vamos ver Lisa e Frederik. - Já vou.

Vamos ver... Estou indo!

- Você comprou? - É de 1988.

Foi reformado há alguns anos. Carroceria e tudo mais.

Ótima foto.

- Legal. - Oi, Simon. Saca só.

- É seu? - É. Pode pegar emprestado.

Como vai a medicina? É uma grande responsabilidade.

É muito interessante, também.

Não tenho ouvido muito sobre você.

Não como quando estavam todos juntos.

Eram bons tempos.

Sim, quando iam para a escola.

Posso ter sua atenção por dois segundos?

Não estamos aqui só pelo aniversário do amado Søren.

Também temos uma surpresa que gostaríamos de compartilhar.

- Ela está grávida. - Sério?

Søren nos contou em Berlim.

Não estamos mais sozinhos, porque...

vamos ter um bebê.

Parabéns!

Parabéns!

- Parabéns. - Obrigada.

- Parabéns. - Muito obrigado.

- Parabéns. - Obrigada.

Vou ser vovó. Imagina só.

Vocês todos serão tios.

- Que hay en el bolso? - Sí, claro...

- O que quer dizer? - "O que tem na sua bolsa."

Conheço outra...

Hay una cerveza y un passaporto rojo.

Algo sobre passaporte?

Chegou perto. "Uma cerveja e um passaporte vermelho."

- Cecilie, quer dançar? - Quero.

- Vou roubá-la, rapazes. - Jogada rápida.

Temos que comprar as passagens.

Para a Bolívia?

Sim, onde mais?

Vou perguntar ao Rune se temos que ficar os seis meses.

É claro que temos.

Qualquer outra coisa seria muito pouco.

Perderemos os exames de meio-período.

E daí? Estaremos fora o semestre inteiro.

- Não está pulando fora, né? - Não.

- Claro que não. - E então?

- Estou interrompendo? - De forma alguma.

Do que estão falando?

Jogando conversa fora.

- Não quer mais? - Quero. Por favor.

Obrigada.

Não é lindo?

- Quero dizer, a Katrine. - É horroroso.

Do que está falando? Gravidez é uma coisa linda.

Uma nova vida.

É o que estou dizendo...

Então... a vida não é linda?

Não foi o que eu disse.

Uma mulher grávida não é mais fértil,

isso a torna menos atraente.

É um fato biológico.

Você é cheio de merda.

Acha que eu quero morar numa casinha cheia de filhos.

- Eu não disse isso. - Não, mas pensou.

- Escuta... - O quê?

O que eu acho não importa. Está com Knud novamente.

Vocês estão juntos e felizes. Certo?

Ninguém está feliz, Simon.

Mesmo que pense que todos, exceto você, estejam.

- Certo. - Legal!

- Simon? - Oi. Estava dormindo?

Um pouco. Estava deitada no sofá e adormeci.

- Desculpe por te acordar. - Tudo bem.

A festa está boa?

Na verdade não.

Seria mais divertida se você viesse.

Não é no outro lado da cidade?

É, bem virando a esquina.

- Acho que não consigo. - E se eu mandar um táxi?

Está tão bom e relaxante aqui.

Estou apaixonado por você.

Achei que não íamos nos envolver.

Por que disse isso? Pensei que ia para a selva.

É, mas eu vou voltar. Nem sei se vou mesmo.

Simon...

Não importa onde esteja, vai querer se mandar de lá.

Responsabilidade é superestimada. Não era assim que queria?

- Não sei. - Não...

Bem, então descubra.

Até mais, Simon.

Simon...

Simon.

Merda.

- Está com frio? - Onde eu estou?

Do lado de fora da casa. Todos foram pra cama.

- Merda, está frio. - Você dormiu por horas.

Vamos entrar.

Vamos começar.

Fórceps e tesouras, por favor.

Segura, segura...

Ótimo. Puxe o invólucro.

É a garota do Festival Roskilde?

Do que está falando?

Qual é, encontrei ela saindo do apartamento.

Devia atender.

Não deu certo.

- Certeza de que não quer ela? - Não posso.

É a casa da Katrine, novas regras.

Merda, Søren. Não acredito que vai para Aarhus.

Eu sei... maldita Aarhus.

- Parabéns, a propósito. - Obrigado.

- É demais. - É ótimo.

Simon! Venha sentar.

Senta aí...

Diga oi para Sara e Louise. As meninas de hoje.

- Que tal uma dose? - Tome uma cerveja.

- Enche aí... - Não, obrigado.

- Beba, Simon... - Não.

- Não, não posso. - É bom pra você.

Saúde!

- Aqui. - Eu preciso?

Azul! Muito bem, Simon!

Pegue o azul e coloque no topo. Mas não derrube.

Não derrube!

Muito bem!

O que está havendo?

Acabou com a Mia.

- Achei que estavam bem. - A mesma coisa de sempre.

Estamos, bem, não estamos... cansei disso.

Vamos construir a Torre de Babel até o teto.

- Quando aconteceu? - Esta manhã. Não importa.

Você tem razão, eu sou uma montanha.

Eu sou uma montanha. Não? Eu sou uma montanha!

Abaixe a escotilha.

Beba o resto. Vai!

Eu sou uma montanha!

Simon. Simon...

Está sonhando, Simon?

Vamos lá, Simon, precisamos de ação.

- Quantos são? - Dois.

Bem-vindos. Tenham uma boa noite.

Você também.

- Que merda é essa? - Lembra de mim?

- Que porra você está fazendo? - Vamos!

- É o segurança de Roskilde. - Merda!

Mal posso esperar pra sair daqui.

Eu também.

Falou com ela desde que a viu pela última vez?

Deletei o número dela.

O pior é que se ela quisesse voltar amanhã, eu aceitaria.

Mas ela não faria isso.

Eu sou tão burro.

Não.

Você não é burro.

O tempo acabou.

Escrevam o nome na página um e entreguem os exames.

Obrigado. Vamos corrigir agora e saberão se passaram ou não.

Os resultados estarão no mural em algumas horas.

Só preciso dos papéis.

Acho que foi bem difícil.

- Você vai passar. - Espero que sim.

Acho que eles postaram.

Isso, cara!

- Muito bem. - Você também.

- Vamos comemorar. - Merda, vamos!

Com licença, podemos conversar por uns minutos?

- Claro. - O que houve?

Acho que vocês sabem. Por favor, abram suas mochilas.

- O que temos aqui? - Álcool cirúrgico.

Por favor, abra a sua também.

- Está vazia. Eu peguei. - Não está envolvido?

- Ele não tem nada com isso. - Não perguntei a você.

Simon, por favor, venha conosco.

Espero você lá fora, Simon.

Você admite que roubou do departamento?

- Sim. - Muito bem, obrigada.

- O que acontece agora? - Vamos reportar ao reitor.

Os procedimentos disciplinares serão instaurados.

E quanto à Bolívia?

Não conte com isso.

Fiz café, Simon.

É só álcool cirúrgico, pelo amor de Deus.

Falamos com eles depois que a poeira baixar. Vamos juntos.

Sei que o Rune vai colocar algum juízo neles.

Ou vamos para a Ásia. Tem muitos barcos-hospitais lá.

- Vamos encontrar algo... - Knud...

Vai ficar tudo bem. O importante é irmos juntos.

Escuta...

Eu não sou seu amigo.

Simon...

Nós resolveremos, encontraremos outro lugar pra ir.

- Não sou seu amigo, Knud. - Não diga isso, é sim.

Eu dormi com a Mia.

Na festa do Søren.

Apenas aconteceu. E não devia...

Você transou com a Mia?

- Por quê? - Porque eu sou um fodido.

Por quê?

Porque eu sou um fodido.

Quero que vá embora.

- Me desculpe. - Vai, Simon.

Eu quero que vá embora, Simon.

SETEMBRO

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NO SANGUE

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