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O presidente da c�mara de Gotham, Don Mitchell, Jr.,
foi encontrado morto ontem � noite, em sua casa...
... guerra lan�ada contra � droga, quando ele e a Pol�cia
prenderam o famoso l�der da m�fia Salvatore Maroni...
... mandado de deten��o para Falcone, suspeito de estar implicado...
... o segundo homic�dio de alto perfil em duas noites.
Desta vez, o assassino reivindicou a sua autoria.
NOT�CIA DE �LTIMA HORA
Interrompemos a cobertura eleitoral para uma not�cia.
Recebemos relatos n�o confirmados
de uma s�rie de explos�es no pared�o da cidade.
PARED�O ATINGIDO POR EXPLOS�ES
E estamos em direto,
a ver o vigilante Batman no cimo de Gotham Square Garden,
a ajudar a salvar as vidas de centenas de v�timas feridas
ap�s explos�es devastadoras destru�rem o pared�o da cidade.
Vamos reconstruir.
Mas n�o s� a nossa cidade.
Juntos, aprenderemos a voltar a acreditar em Gotham.
J� se passou uma semana desde que o terrorista conhecido como "Enigma"
rebentou com o pared�o de Gotham.
� medida que o n�mero de mortos sobe,
residentes exigem respostas �s autoridades.
Os sub�rbios mais ricos foram poupados,
j� os bairros mais pobres de Gotham
foram os mais afetados, sobretudo Crown Point.
Os saques e os motins tornaram-se a norma.
Juntamente com a escassez de drogas il�citas
e o aumento da guerra entre gangues, a cidade atingiu um ponto de ebuli��o.
O homic�dio do chefe da m�fia Carmine Falcone
� porta do Iceberg Lounge complicou os esfor�os para restabelecer a ordem,
criando um v�cuo de poder no submundo de Gotham.
Correm rumores de que o filho de Carmine, Alberto Falcone,
assumir� o lugar do pai, apesar do seu conhecido problema com �lcool.
Ap�s este abalo na lideran�a, os associados preocupam-se com o futuro
da organiza��o de Falcone,
e perguntam-se o que ser� da fam�lia mais famosa de Gotham.
CASINO DE GOTHAM
Lindo. Lindo, lindo, lindo.
Vejo que j� te puseste � vontade.
Alberto, est�s aqui.
�timo. Poupas-me a viagem.
De que raio est�s a falar?
Estas joias s�o tuas.
O teu pai deixou-o claro.
H� por a� alguns que s�o aut�nticos saqueadores.
Ent�o, decidi fazer-te um favor,
como sinal de apoio ao... teu novo cargo.
Bem... Parab�ns.
S� gostava que tivesse sido noutras circunst�ncias.
O Carmine...
Ele era...
Era um grande homem.
� uma grande responsabilidade para ti.
N�o... Mas tu consegues.
Tu d�s conta do recado.
Achas que sou idiota, seu ganancioso de merda?
- O meu pai morreu h� uma semana. - Calma, Al.
Est�s bem?
Temos material no s�t�o, se precisares de uma dose.
N�o foi por isso que vim.
- Claro que n�o. S� estava a comentar. - N�o percebes.
Agora todos me respeitam.
Tenho um neg�cio em curso...
N�o posso. Tenho de manter a cabe�a no lugar.
Sim, tens raz�o, chefe.
Nem imagino a press�o.
Mas �s a porra do Alberto Falcone.
O novo chefe de Gotham.
Dev�amos celebrar isso.
E escuta...
N�o meter Drops? Melhor para ti.
Mas o �lcool n�o conta. Ou conta?
Ent�o, este neg�cio novo que tens em m�os, talvez eu possa ajudar.
Sabes o que mais gosto em ti, Oz?
�s quem �s e n�o conseguias mudar nem que tentasses.
N�o ser� isso que me torna divertido?
Sim. Continua.
Esta merda � da boa.
�timo.
Mas, passado algum tempo, um gajo fica curioso.
Tem de haver mais alguma coisa por a�. Um novo tipo de pedrada.
Ent�o, vais fazer o qu�? Alterar a f�rmula?
N�o vamos s� p�r ketchup nas batatas fritas.
Estou a falar de revolucionar o jogo.
Cara�as! Olha para ti. At� salivas.
Est� bem.
Tens namorada?
Um tipo bem-parecido como tu?
Toma.
Mas fica calado.
O Viti e os outros n�o podem saber do que ando a fazer
at� a nova droga estar de p�.
Obrigado, chefe. �...
Muito generoso.
O pai sempre disse que eras um bom soldado. Era o que mais gostava em ti.
Mas tamb�m sabia que eras daqueles que mete algum ao bolso.
Tudo bem. Foste esperto. Nunca tiraste o suficiente para o pai se marimbar.
Ele sabia o que significava para um tipo como tu tirar uma fatia.
Como te fazia sentir.
E isso era bom para o neg�cio.
O Carmine Falcone era um mestre no aceno da cenoura.
Est�s a ver isto?
O anel do teu pai. Bonito.
Nem sempre foi dele. Era do Salvatore.
- Do Salvatore Maroni? - Usava o anel do Sal como trof�u.
O derradeiro "vai-te foder".
Isto � poder, certo?
Queres experiment�-lo?
N�o. � teu.
Sim.
N�o sei, meu.
Achas que consnigo ser t�o bom como ele?
Ter o respeito que ele tinha?
Do teu pai?
Claro, chefe.
Se quiseres.
Mas h� diferentes tipos de poder.
Quando era puto,
havia um gangster, um tipo da velha guarda.
O Rex Calabrese.
Ele era um figur�o. Sim.
Pelo menos no meu bairro.
Ele ajudava as pessoas.
Se algu�m adoecesse na tua fam�lia, ele arranjava-te um m�dico.
N�o tinhas para a renda? Adiantava-te o dinheiro.
E sabia os nomes de todos.
N�o sei como se conseguia lembrar de todos.
Se te visse na rua, chamava por ti, perguntava como estavas.
E parecia interessado.
Quando eu tinha uns 14 anos, ele teve um ataque card�aco e morreu.
Ainda tinha o charuto na m�o.
E no meu bairro fazem um desfile em honra dele.
A porra de um desfile.
Nada fino, mas era o gesto que contava.
A demonstra��o de amor, do significado que ele tinha.
Consegues imaginar?
Ser lembrado assim? Venerado?
O que � isto?
Queres que seja um pulha insignificante?
- N�o, n�o foi isso que... - Para qu�?
Era-te mais f�cil ficares com o que � meu?
Ou est�s a falar de ti? Do que tu queres.
N�o.
C'um cara�as, mas � que � mesmo!
Esse � o teu sonho.
E � t�o querido. E t�o pat�tico.
Achas que fariam um palanquim com a tua cara de burro
e marchariam rua abaixo, entoando o teu nome?
"Oh, o Oswald Cobb! Lembram-se dele? Que homem!"
Que conas.
Fod...
Calma. J� est�.
Despacha-te. Roda l� essa porcaria!
Seus filhos da m�e!
Vamos! Vamos pirar-nos!
- Foda-se! - Merda!
- N�o, espera. Est� bem, est� bem. - Foda-se!
- Vai! - J� parei. Por favor.
- Est� bem. - N�o tentes fugir!
Desculpe.
Desculpe. Desculpe. N�o.
N�o te mexas, sacana de merda! Est�s a ver se me roubas?
Cala a puta da boca!
Queres gritar outra vez? Queres gritar?
Meteste-te com o gajo errado na noite errada.
Por favor, por favor!
N�o dispare. Por favor.
- Por favor. Por favor, n�o... - Meu Deus! Respira fundo.
O que temos aqui?
Victor Aguilar.
Vou ficar com a tua identifica��o.
Mexe-te. Por ali.
Cabe�a primeiro.
A merda do p�. Raios partam!
Olha para mim. Achas que chegas longe?
Este traste faltou-me ao respeito.
- Vais faltar-me ao respeito, Vic? - N�o.
N�o. Porque agora estamos nisto juntos.
O que significa que mando em ti.
Olha o que me obrigaste a fazer.
Vais fazer tudo o que eu disser.
Sen�o, mato-te a ti e a todos aqueles de quem gostas.
- Percebeste? - Sim.
Maravilha! Sinto-me melhor. N�o te sentes melhor?
Sim.
�timo.
Querias tanto o meu carro que at� to deixo conduzir.
For�a.
Vira aqui � esquerda.
Est� bem.
Imbecil da merda.
C� vamos n�s.
SEGUNDA, 18 CARREGAMENTO
Olha para ti agora, seu monte de merda.
Devo...
O que achas disto?
� um ambientador.
"Para�so Aqu�tico."
Sentes o cheiro?
� agrad�vel, n�o �?
� agrad�vel, sim.
Sim, � agrad�vel.
Avenida Tower, 194.
O velho pr�dio na 6th.
Tamb�m sou do Eastside.
N�o � em Crown Point. Fica mais afastado do porto.
Sabes aquela mercearia da esquina?
Aquela ao lado do Coin-O-Matic.
A Buddy's?
� isso, a Buddy's.
Caramba!
Ainda vendem aqueles granizados?
Acho que sim.
Eu e os meus irm�os costum�vamos ir l� todos os dias no ver�o.
Mistur�vamos os sabores para fazer um Suicide.
J� misturaste os sabores?
Nem sabes o que perdeste.
Mas gostava.
Tipo... Um dia.
Vira aqui � esquerda.
- Ol�, pap�. Queres curtir connosco? - Ol�! Que maquin�o!
D�s-me boleia?
E o corpo? Fica seguro na rua?
Os teus amigos querem roub�-lo?
PRAZERES SIMPLES XXX
Faz-me um favor, mi�do. Fecha o bico. Est�o com bom aspeto.
- Senhoras! - Ent�o, Oz?
- Quem � este? - Gosto em ver-vos.
Parece novo. Gostas do que v�s, fofo?
- Ol�. - Oz.
Querido... Est� tudo bem?
Est�, est�.
Quem � o teu amigo?
Est�s sozinha?
Eu... n�o te quero atrapalhar, mas...
Preciso de um �libi.
Idealmente, para a noite toda.
Parece que te divertiste.
A s�rio, Eve. Podes ajudar-me?
- Depois das 22h. Mas n�o antes. - Est� bem.
Pode ser.
Obrigado, boneca. Eu ligo-te.
Tens fome? Eu tenho. Vamos.
Noite est�pida.
Pe�o picles extra e d�o-me dois?
A quantidade normal de picles � um?
N�o faz sentido.
Quer um dos meus?
Se quero um dos teus picles?
Em que a tua boca imunda tocou? N�o, mi�do. N�o quero. Credo.
Merda! Olha para aquilo.
Imagina se tu e os teus amigos viessem c� em vez de me tentaram roubar a mim.
N�o se tinham metido em trabalhos.
Qual era o plano, afinal? Vender pe�as para a sucata por meia d�zia de patacos?
�s um teso, mi�do. Podes dar-te ao luxo de ter t�o pouca vis�o?
N�o tens ambi��o nenhuma.
Apaga a fogueira. Estamos a perder tempo.
Aqui est� bom.
Aos tr�s.
Sabes que mais? Levanta j�.
Espera a�, chefe.
Est� um belo nascer do sol atr�s de ti. D� uma olhada.
Vai l�.
Por favor, n�o fa�a isto.
Espere!
N�o!
Pare!
J� fumaste um destes?
Aqui tens.
Chama-se Alberto Falcone.
Ele � o novo... Era o novo chefe da m�fia Falcone.
Sim. Ouve, a jogada mais inteligente era matar-te
e meter-te na mala do carro ali com o fedorento.
N�o, n�o, n�o! N�o temos de...
� um facto, Vic. � a realidade.
N�o, n�o, n�o! N�o. Espere! N�o pode!
Posso ajud�-lo.
Com o que precisar.
- Posso ajudar... - Ai podes? De que forma?
Tenho ambi��o.
E n�o sou um in�til, est� bem?
N�o sou. Posso ajud�-lo com o que for preciso.
No que precisar. Qualquer coisa. Est� bem?
� s� que...
Preciso de uma oportunidade.
- Preciso de uma oportunidade! - Est� bem, tem l� calma!
Talvez seja �til manter-te por perto. Por agora.
A ver vamos se �s como dizes.
Mas fazes asneira uma vez que seja e juro que te estripo como a um peixe.
- Percebeste? - Sim.
- Percebeste? - Sim!
�timo.
Agora, cala a boca.
Quero ver o nascer do sol.
N�o temos muito tempo.
Tenho de ir trabalhar daqui a nada, porque � um dia como os outros.
Usa a pia para te lavares.
Se mexeres nalguma coisa, vou saber.
Olha para isto.
O que aquele louco fez.
Nick, anda c�. Traz uma caneta e um daqueles envelopes.
O que � que foi?
Leva isto ao Vereador Hady.
Ele � um grande f� da Bella R�al.
Sim.
Tem a mania que � um dos bons,
mas deve este mundo e o outro ao Carmine.
Todos temos os nossos v�cios.
VAMOS SER AMIGOS
Pronto.
Garante que sabe que � da minha parte. Est� bem? Vai l�.
Ol�, doutor. Como estamos?
Recuper�mos cerca de 30 por cento do produto.
H� risco de contamina��o.
A maioria da Drops foi apanhada da �gua do esgoto.
Isso n�o vai impedir que os Dropados comprem.
- N�o. - Vamos dar-lhes o que querem.
Levem-no l� para dentro!
Que raio � aquilo?
- Mikey, que se passa? - Foi a m�fia de Odessa, talvez.
Ou de Burnley. Sei l� eu. Foi muito r�pido.
Mas levaram o carregamento todo.
- Mas que raio! Filhos da m�e. - Sim.
Agora todos os idiotas v�o-se p�r a testar limites.
- De loucos. - Oz!
- O que �? - � a Fam�lia.
- Querem falar contigo. - Est� bem.
- Leva-o l� para tr�s. - Certo. Vamos levantar o homem.
- Vamos. Vamos l�. - Ele vai ficar bem. Vamos, amigo.
Vamos.
Sim.
Ent�o, o que � que isso... O que � que isso significa? Ser chamado?
Pode ser qualquer coisa.
Mas acha... Acha que eles sabem?
Cara�as, mi�do. Tenho alguma bola de cristal?
� tudo uma coreografia.
Os do topo querem encontrar-se cara a cara para se sentirem importantes.
Por isso, fa�o-me de pequeno.
Eles sentem-se melhor com eles e eu posso voltar ao trabalho.
� aqui.
MUNIC�PIO DE BRISTOL
Raios!
Muito bem, ouve. Se eu n�o sair...
N�o, eu fico bem. Tu ficas bem. Vai ficar tudo bem.
Estou no gozo contigo, mi�do. Aguenta-te.
Aproveita e procura pelo teu sentido de humor. H� de estar aqui algures.
Rapazes.
Johnny. Milos.
Senta-te.
Muita pompa e circunst�ncia, eu vir aqui assim.
N�o que me esteja a queixar.
Ent�o, temos algo para celebrar ou qu�?
Decidimos fechar a f�brica.
Vamos transferir todas as opera��es para Robbinsville.
Espera l�.
De que est�s a falar?
H� menos problemas em Robbinsville.
Sim, e tamb�m h� muito menos neg�cio.
Sabes quanto os meus homens faturam?
Esta opera��o � minha. N�o podes simplesmente encerr�-la.
N�o. Esta opera��o � nossa.
S�o os nossos homens. Tu trabalhas para a Fam�lia. Esqueceste-te disso?
Oz, estamos a consolidar-nos.
O carregamento ficou danificado nas cheias.
N�o � verdade. Recuper�mos 70 por cento do produto.
N�o importa. A Pol�cia anda a rondar. Temos um alvo nas costas.
- Os gangues est�o a�. - Sim. H� sangue na �gua.
- Queres dar � perna? - Por amor de Deus.
N�o proteger o nosso � sinal de fraqueza.
- A decis�o n�o � tua. - Est�s a dar aos Maroni a chave do reino!
- N�o v�s isso, Johnny? - N�o precisamos de uma guerra de gangues!
O Milos pediu-te para c� vires por educa��o.
Porque � educado. Eu n�o sou.
Vais fazer o que te mandam.
Podes ir.
Bem... Esperem l�.
E se eu pudesse resolver isto? Isto.
No fim de contas, trata-se de dinheiro, certo?
Talvez n�o estejamos de acordo em tudo...
Podes n�o gostar de mim.
Tudo bem. Sou um gosto adquirido.
Mas encho-vos os bolsos.
E soube que h� um carregamento.
N�o quero exagerar, mas � grande.
Na verdade, tem o potencial de revolucionar o neg�cio da droga.
- Que tipo de carregamento? - Ainda n�o posso revelar pormenores.
N�o, mas � uma coisa nova.
Vai ajudar-nos a expandir para l� da Drops.
E voc�s s� t�m de relaxar e colher os frutos.
Eu supervisiono tudo.
Bastam-me alguns homens. Trato disso na f�brica.
Isso foi um sim ou...
Sofia. Por favor. Junta-te a n�s.
N�o queria interromper.
Oz, lembras-te da filha do Carmine?
Sim.
Sofia. Pensei que ainda estavas no...
- Em Arkham? - Sim.
N�o.
Fui reabilitada.
Perguntaste-lhe sobre o meu irm�o?
- N�o t�nhamos combinado... - Tiveste not�cias do Alberto?
- Sofia, por favor. - O Al?
Saiu ontem � noite. Recusou os guarda-costas e n�o voltou para casa.
Sofia, j� chega.
� melhor ir andando.
Vou deixar-vos...
Depois voltamos a falar?
Fecha-a.
Tens 48 horas.
Eu trato disso.
O que ajudar a Fam�lia.
E foi bom ver-te.
Cabr�es de merda.
Oz.
Um momento.
N�o me chegaste a responder.
Viste o Alberto?
Sim, pois. N�o.
Ele agora � o chefe, por isso � um homem ocupado. Sabes?
De certeza que est� bem.
Eles disseram o mesmo.
O Milos e o Johnny? Eles devem saber.
Bem...
Vou voltar ao trabalho.
Este carro � teu?
Isto? Sim.
Roxo.
- Muito subtil. - Tecnicamente, � cor de ameixa.
Os assentos em pele j� v�m de f�brica...
Subiste mesmo na vida, n�o foi?
O que aconteceu aqui?
Uns rufias tentaram roubar-me as jantes h� uns dias.
Falhei, mas eles perceberam o recado.
Temos muita conversa para p�r em dia.
Vamos comer qualquer coisa.
- Agora? - Agora.
Conhe�o um s�tio.
Outro Dirty Martini. Tr�s azeitonas. Pronto para outra?
- Podem ser dois, na verdade. - � para j�.
� um pouco opressivo demais para o meu gosto.
O meu pai trazia-me c� a mim e ao Alberto quando �ramos mi�dos.
Pagou-nos para n�o pormos os cotovelos na mesa.
Quem te impede agora?
Isso mesmo.
Acham que estar�o a questionar se sou mesmo eu?
Eu questionaria.
Uma assassina psicopata assim em liberdade? A comer uma salada?
Que me chamaram no Gazette?
"Algoz"?
Os guardas insistiram que lesse todos os artigos, que visse todas as hist�rias.
Se ao menos eu tivesse sido uma filha obediente...
Est�s nervoso, Oz?
Nervoso?
Odiaria que te sentisses nervoso ao p� de mim.
Porque, apesar do que possas pensar, n�o te censuro.
Sabes, se n�o tivesses recorrido ao meu pai...
Ele n�o te deixou alternativa.
Sim, claro, mas eu podia ter feito alguma coisa...
N�o vamos fazer isso. O meu pai morreu.
E n�s somos...
... indom�veis.
O Alberto disse-me que ia ao teu clube ontem � noite,
para ir ao loft do meu pai.
Insisti para ir com ele, mas ele tem sido t�o protetor.
N�o queria que eu sa�sse de casa.
Fazia tudo parte de um plano que ele engendrou.
Era o nosso segredo partilhado.
Mas, hoje,
ouvi-te falar de revolucionar o neg�cio da droga
e n�o me pareceu nada bem.
Como sabes do plano dele?
E por que carga de �gua o apresentarias como teu?
A insol�ncia � tal
que ou se � estupidamente burro
ou tremendamente confiante de que ele n�o vai voltar para o reivindicar.
Por isso, volto a perguntar.
Sabes onde est� o meu irm�o?
Ouve, Sofia.
Sou um cabr�o.
Mas tu �s a surpresa.
Desculpa?
O Al n�o me disse que tinhas voltado.
Ou que estavas metida nisto connosco.
Sim. Ele escondeu-nos aos dois e eu n�o sei porqu�.
Mas tens raz�o. O Alberto confiou em mim e sou a merda de um desbocado...
Fiz asneira.
Talvez possas interceder por mim?
Sei que n�o tens nada a ver, mas...
Ele estava t�o satisfeito com o plano
que achei que n�o havia motivo para n�o avan�ar
s� porque ele anda na farra.
O carregamento chega daqui a uns dias, certo?
Como assim, "na farra"?
O Al � um viciado, querida.
Anda a meter Drops.
E �lcool. E jogo. E tamb�m deve ter algum v�cio sexual.
Por isso, sim, n�o � a primeira vez que desaparece.
Mas volta sempre.
Olha...
Se ele tivesse ido ao meu clube, eu n�o saberia.
Na verdade, ontem estive a afogar as m�goas com a minha amiga, a Eve.
Mas, se te faz sentir melhor, vamos l� agora mesmo.
Revistamos o s�tio.
Duvido que apare�a algo, mas vale a pena tentar.
O que quero � que fiques descansada.
N�o, Oz. Tens raz�o.
Estou a ser paranoica.
Vamos ficar e apreciar a refei��o.
Bem preciso de uma decente.
Ele aparece, Sofia.
Tenho a certeza.
Obrigado pelo almo�o. O pr�ximo pago eu.
Sabes, Oz, as pessoas subestimam-te, mas eu, n�o.
Sempre soube que eras capaz de mais.
Aonde vamos?
Estamos metidos em sarilhos?
Pr�xima paragem, Irving Grove.
Digitalize o c�digo. Veja a verdadeira cara de Gotham.
- Digitalize o c�digo. - Desanda!
Esta��o de Irving Grove.
Esta��o de Irving Grove.
� seu?
Entra.
Nunca trouxe aqui ningu�m.
- Se abres o bico... - Estripa-me como a um peixe.
At� te esva�res em sangue e morreres.
E v� se tens modos, ouviste?
Entra.
- N�o te mexas. - Est� bem.
O que fazes aqui?
Como assim, o que fa�o aqui?
Vim v�-la. Princesa.
Est�s todo janota.
- Obrigado. - Deixa-me ajeitar.
- Feche os olhos. - Deixa ajeitar.
- Trouxe-lhe uma coisa. Venha c�. - O que aprontaste?
Eu digo quando for para abrir.
- O que �? O que fizeste? - N�o pode...
Deixe s� apertar. N�o abra os olhos.
- Est�o fechados. - Est� bem.
Pode abrir os olhos.
Oswald, � demais!
- N�o, �... - N�o.
Perfeito. Fica-lhe mesmo bem, m�e.
- Obrigada, querido. - De nada.
Que loucura. Espera, espera, espera. Tinhas ficado de vir?
- N�o � domingo, pois n�o? N�o fiz... - N�o, �...
N�o, nada disso. M�e, � uma ocasi�o especial.
Vamos... Vamos sair da cidade por uns tempos.
Tirar umas pequenas f�rias.
F�rias? Onde? Sabes que detesto andar de avi�o.
Sim, vamos de carro.
De carro?
E quem vai conduzir? Tu?
- M�e! - O que foi?
Porque tinha os comprimidos na banheira?
N�o. Tomo-os ao pequeno-almo�o.
A banheira est� cheia.
Os meninos estavam a brincar na banheira. N�o queriam sair.
O que foi?
Nada. Vamos tomar o rem�dio agora, sim?
- Pelo sim, pelo n�o. - Est� bem.
Eu tomei-os.
Os comprimidos est�o...
Oswald!
Est� aqui uma pessoa. Fora da minha casa!
- Ol�! Sou... - Quem � este?
- N�o, eu n�o... - Quem �s tu? Fala! Fala!
- Merda! M�e, desculpe. � o Vic. - Fora!
Ele vai ajudar a cuidar de si.
Caso tenha coisas a tratar enquanto estivermos fora. Est� bem?
- Vic? - Sim.
Ele � enfermeiro ou qu�?
- Mais ou menos. - N�o, n�o sou.
Tem qualidades de enfermeiro.
Explico melhor no carro. Est� bem?
Pronto.
M�e, a sua �gua.
Tome estes dois comprimidos e depois temos de ir, est� bem?
Aqui tem. V�.
Primeiro dizes-me o que fiz para perder o teu respeito?
- De que est� a falar? - Vens c� tentar comprar-me com um colar?
Falas de uma ocasi�o especial da treta.
- M�e. - Criei os meus filhos para me mentirem?
- Criei? - N�o.
Ent�o, o que fizeste? O que fizeste?
Desembucha. O que fizeste?
Eu...
O que fizeste?
Alvejei...
... o Alberto Falcone.
Ele est� morto.
Aqui n�o est� em seguran�a. Entende?
A Sofia Falcone j� saiu de Arkham e sabe.
Se n�o sabe, vai ficar a saber.
Porque lhe deste um tiro?
N�o vou fazer isto agora, est� bem?
Est� bem.
Ele riu-se de mim.
Est� bem?
- J� podemos ir, por favor? - Ele riu-se de ti?
Foi impulsivo. Foi est�pido! � isso que quer que diga?
Estou a tentar cuidar de si.
- Para. - N�o vou arriscar.
S� me tem a mim.
- Se me acontece alguma coisa... - Para de falar!
Ouves as palavras que saem da tua boca?
- Sim. - N�o v�s como s�o fracas?
Como as de um mariquinhas?
Olha para mim.
� isso que tu �s, Oswald? Um mariquinhas fraco?
N�o.
Isso mesmo.
Porque �s meu.
�s o meu menino grande, forte e macho. Nunca te esque�as disso.
Anda c�.
N�o v�s, querido?
O que fizeste n�o foi impulsivo. Foi instintivo.
Mataste aquele drogado miser�vel porque tu quiseste.
Mais nada.
Agora, est�s t�o perto
de ter o que sempre quiseste, tudo o que mereces.
Queres fugir? Queres esconder-te? N�o.
Esta cidade est� destinada a ser tua, querido.
O que vais fazer para a tomar?
Raios partam a mulher.
Quem � a Mame?
N�o interessa, mi�do.
A quest�o � essa.
� s� um bode expiat�rio.
Ouve, n�o � f�cil, mas o teu papel no meio disto tudo � o mais importante.
N�o digas que �s bom se n�o fores.
N�o sei, Oz. N�o sei se...
Nunca fiz nada assim.
Bem...
Ouve, Vic.
O pr�dio onde vives?
Eu sei que desapareceu.
N�o restou nada na 6th.
N�o sei se tinhas l� fam�lia ou conhecidos l� a viver...
Mas tu safaste-te.
Est�s aqui.
J� estive no teu lugar.
Ouviste a minha m�e.
Isto...
Este � um daqueles momentos em que temos de nos perguntar:
"Que tipo de vida quero?"
Queres passar a roubar jantes para sobreviver?
Ou queres mais para ti?
Viste como vivem os Falcone.
Imaginas viver assim? Numa mans�o.
Criadas e mordomos e o cara�as.
E nem sabem o que t�m, porque sempre o tiveram.
Nunca passaram fome. Nasceram de barriga cheia.
N�s, n�o.
O mundo n�o foi feito para tipos como n�s.
� por isso que temos de tomar o que decidirmos que � nosso.
Porque ningu�m nos vai dar nada. N�o sem dar luta.
Podia ter-te matado.
Podia ter acabado com o teu sofrimento, mas n�o o fiz.
Porque precisas de um tipo como eu, Vic.
Mas tenho de saber.
Sem tangas.
Posso contar contigo?
Sim, eu... Eu consigo.
Eu consigo.
Eu sei que consegues.
O que achas? Que contratava um palerma qualquer? N�o.
Pronto, vai l�.
P�e-te a andar. Fica atento ao telefone.
VISITANTE
Sal?
Essa n�o � a minha mesa.
Ouve, Sal, vim aqui para corrigir as coisas.
Estou farto dos Falcone.
E quero oferecer os meus servi�os a ti e � tua fam�lia.
Isso surpreende-me, Oz. Surpreende mesmo.
Pensei que gostavas de comer do rabo do Falcone.
Ai, queres atirar pedras?
Tudo bem.
Mas da minha perspetiva e da tua,
n�o est�s em posi��o de n�o me ouvir.
Do meu ponto de vista, os chefes dos Falcone
� s� velhos que n�o... Sem querer faltar ao respeito.
Mas j� n�o se lembram de como � sujar as m�os.
� para isso que contratam fulanos como eu.
Ou seja, tenho acesso direto ao neg�cio no terreno.
Estou a falar de Drops, dos traficantes, dos qu�micos. De tudo.
Nos pr�ximos dias, os Falcone v�o cometer uma grande estupidez.
V�o encerrar a maior opera��o de Drops,
falo de milh�es de d�lares,
e v�o para um bairro de merda de Gotham.
Portanto, uma grande parte do mercado vai ficar � disposi��o.
E adivinha quem � o respons�vel da transfer�ncia.
Posso dar-te tudo o que precisas
para que a vossa equipa apare�a e leve tudo.
Eu fa�o-me de v�tima.
Dividimos os ganhos.
Fazes com que pare�a t�o simples.
Mas s�o os meus rapazes que fazem o trabalho pesado.
Pois, a vingan�a n�o � f�cil.
V� l�, Sal.
N�o sentes falta?
Do respeito?
Foi isso que o Carmine te roubou, n�o foi?
Era um chibo nojento.
Fez-nos aos dois de parvos.
Isso n�o vai mudar.
Mas ele est� morto.
E eu estou aqui agora. E estou a oferecer-te uma oportunidade �nica.
E este primeiro golpe � s� o come�o.
Sei muito mais do que as pessoas pensam.
Vou continuar como agente duplo.
Tu e eu podemos destruir o imp�rio deles de dentro para fora.
O que queres realmente, Oz?
Acabei de te dizer o que quero. Como assim?
Sei quem �s. Sei o que �s.
N�o trabalho com pessoas cuja lealdade est� � venda.
Achas que esqueci de todas as vezes que me deste graxa a mim e aos meus
s� para nos foderes por tr�s? Achavas que me esqueci?
Uma grande rusga mesmo debaixo do teu nariz
e tu n�o tiveste nada que ver?
P�e-te no caralho.
Olha, vejo que est�s chateado.
A confian�a leva tempo.
Mas isto n�o � tanga.
Quem controlar a Drops, controla as ruas. Sabes que � verdade.
E se for assim, volto daqui a uns dias...
Nunca mais quero ver essa tua cara de fanfarr�o.
... e vemos se se amanha uma solu��o.
Foi bom ver-te. Est�s com bom ar.
- Vai-te lixar. - Pensa nisso.
Quase me esquecia.
Isto n�o � teu?
Onde arranjaste isto?
O Carmine. Usava-o como se fosse dele.
Os Falcone.
H� anos que se vangloriam do que te fizeram.
Mas como � que tu o tens?
Talvez eu seja mais do que tu pensas.
Ent�o? Ligou para o Victor.
- Deixe mensagem. - Foda-se!
- Ol�, meu. Que se passa? - N�o est� ningu�m em casa.
Merda.
Vamos!
Anda, vamos!
Vamos!
Atende, Vic.
- Merda! - Ent�o? Ligou para o Victor.
- Merda! - Deixe mensagem.
Raios te partam, Vic!
Porra!
CENTRO DE APOIO
Vamos.
V�! Vamos l�!
Sai, foda-se!
Anda c�!
Porra!
ESCOLAS P�BLICAS DE GOTHAM
Foda-se!
� uma sensa��o horr�vel. N�o �?
N�o ter onde nos escondermos.
Os guardas de Arkham despiam-nos todas as manh�s.
Era humilhante.
Sermos tornados em coisas.
Mas, passado algum tempo, comecei a pensar: "O que importa?"
Afinal, n�o me resta nada.
Mas o meu irm�o?
O meu irm�o visitava-me todas as semanas.
E, todas as semanas, falava do que me restava
e que me ia ajudar a lutar para o manter.
Pergunto-me como me v�s, Oz.
Se sou mais do que um mero joguete.
Mas tinhas raz�o sobre o clube e o loft.
Estava tudo limpo.
Mas l� fora?
Bem...
A desvantagem de conduzir um carro cor de ameixa � ser dif�cil de esquecer.
Tal como tu, quando disparas contra um monte de mi�dos na rua.
E este aqui...
... diz que tudo aconteceu...
... na noite em que o Alberto desapareceu.
N�o sei.
O que tens a dizer?
Achas que conhe�o este mi�do?
N�o conhe�o este mi�do.
Preferes acreditar num puto qualquer do que em mim?
Est�s a dizer que o mentiroso � ele?
- Sim! - N�o �s tu?
Sim! Sim, porra!
- Est� bem. - N�o, espere!
Era o que querias.
Certo? Que a minha reputa��o me precedesse?
�s t�o bom a safar-te das coisas com palavreado.
Mesmo � custa da vida de outra pessoa.
Especialmente a�.
Certo?
O que caralho est�s a fazer? O que est�s a fazer?
Pois o meu pai j� c� n�o est� c�
para te recompensar
com fatos caros
e carros est�pidos... - Sofia.
... e um clube que ele te deixa acreditar que � teu.
Sofia...
Agora somos s� n�s os dois. Est� bem?
Por isso, quero que penses. Quero que penses mesmo.
Estou louca?
� tudo da minha cabe�a?
Diz-me. Diz-me.
Diz-me que sou muito emotiva,
que tenho uma imagina��o hiperativa
e que n�o devo levar as coisas t�o a peito.
Mas, primeiro...
... diz-me que ele est� vivo.
Sra. Falcone, por favor.
Que merda � esta?
VINGAN�A
Merda!
MERCEARIA BUDDY'S GRANIZADOS
Portaste-te bem hoje, mi�do.
Obrigado.
Tenho de perguntar...
O que aconteceu?
Fizemos um plano. Estavas l�.
N�o concord�mos?
S� a cabe�a seria mais po�tico?
- E o mindinho, a cereja no topo do bolo. - Sim.
Mas em vez disso, o corpo todo estava l� dentro, s� de mindinho cortado...
Soube a... bem, a pouco.
Sim, certo. N�o, eu... Olhe, eu...
Eu queria. E pensei que era capaz.
Mas depois na altura pus-me a pensar...
"Come�o pela frente e depois chego � traqueia?"
Mas quando cheguei ao pesco�o, pensei: "Corto por tr�s?"
E depois imaginei a espinha e...
Pronto, pronto. Ouve, est� tudo bem?
H� espa�o para crescer.
Ao menos, a Sofia percebeu a mensagem.
Com o Sal a usar o anel por Blackgate,
os Maroni n�o t�m op��o sen�o arcar com a responsabilidade.
� isso que importa.
Espera, o Sal n�o sabe?
Pensei que isto tudo...
Cruzes! Vic, tem calma.
Devolvemos os Maroni ao mapa.
Se o Sal tem problemas com isso, ent�o que se lixe.
N�o preciso dele.
De nenhum deles.
A partir de agora, chega de jogar pelo seguro.
A Drops j� passou de moda.
Vou deitar m�o ao que estiver naquele carregamento.
Esta cidade vai ser minha.
E quero-te do meu lado.
A s�rio?
Sim, mereceste.
Bem, no geral.
E tipos como n�s t�m de se unir.
� melhor, n�o �? Diz l�. Quando misturas os sabores?
- Sim, � bom. - Sim.
N�o, n�o � s� bom. � melhor. � do melhor.
Tradu��o: Melissa Lyra
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