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Zulu
A Senhora Morte.
Ouviram corretamente.
Este � o t�tulo do filme que ir�o assistir.
Eu sou John Carradine e � um prazer falar com voc�s.
Queria dizer que neste filme fa�o o papel de um demente.
Descubro uma dimens�o.
Esta � uma hist�ria de amor e morte
e de um cientista que atrav�s de uma ci�ncia equivocada
que consiste em criar a vida eterna
consegue criar uma ponte entre a vida e a morte
e para alcan�ar seus objetivos
ele n�o hesita em sacrificar a vida humana
as vidas de v�rias mulheres
que devem morrer para que o Dr. Favel
realize seus desejos mal�ficos
e traga os mortos de volta � vida.
Esta hist�ria come�a com uma bela mulher
que sob a influ�ncia do Dr. Favel
mata cruelmente para salvar sua vida e a do homem que ela ama
nunca pensando que fazendo isso
ela estava apenas satisfazendo os perversos desejos do mal�fico Dr. Favel
um homem que desafia o destino
indo contra todos os princ�pios humanos e divinos.
Tudo come�ou numa noite
quando o amor falou com o destino.
Que linda voc� �
e como eu amo voc�.
Tanto como eu te amo.
Uma eternidade n�o bastaria para demonstrar.
E no entanto...
o espectro da morte...
N�o diga isso, minha vida.
Preciso me acostumar com algo que � inevit�vel.
Se eu morrer...
Por favor, Andr�s
pare de se atormentar
com essas ideias absurdas sobre coisas que s� existem em sua mente.
N�o, � verdade.
Voc� sabe bem que...
Eu s� sei que te amo
que voc� me ama
e que me fez a mais feliz das esposas.
Eu tamb�m encontrei a felicidade ao teu lado...
mas se eu morrer...
Eu morreria contigo, Andr�s.
Sabe que n�o poderia viver sem voc�.
N�o, Marlene, n�o.
Se o destino que nos uniu separar-nos com a morte
voc� deve aceitar.
Meu amor
tire de sua mente esses temores
e s� pense que
nossa felicidade n�o ter� fim.
Sabe, Andr�s, estava pensando
quando terminar a temporada de inverno...
Marlene!
Andr�s! O que voc� tem, Andr�s?
O Professor Favel, por favor, chame-o!
N�o, Favel n�o!
Esse homem foi expulso da academia de medicina.
Chame-o, por favor, ele � o �nico que pode me ajudar!
Sim meu amor, acalme-se.
Al�? Consult�rio do Dr. Favel.
N�o me enganei.
Minha an�lise indica um c�ncer degenerativo.
Ele logo morrer�, n�o tenho porque engan�-lo.
Mas deve haver um meio de salv�-lo!
Sim...
sim, existe um...
mas deve aceitar meu tratamento.
Fa�a o que precisa
o que seja necess�rio, mas salve-o!
Muito bem, senhora
procederemos com o tratamento.
Laor
a for�a.
Ligue a for�a congeladora.
Seu esposo est� em suspens�o
foi preciso, ele est� na ponte que separa a vida da morte.
O primeiro passo � extrair a doen�a que se aloja em seu sangue.
Com o meu aparelho, transplantaremos gl�bulos vermelhos saud�veis
assim voltar� � vida totalmente curado.
E agora, senhora
o sangue novo percorre suas veias
um choque de energia!
Conecte a energia.
Corte a corrente.
Corte a corrente!
Est� morto.
Est� morto!
N�o entendo o que aconteceu, N�o poderia ter falhado.
Tinha calculado t�o perfeitamente.
Voc� o matou!
Sim!
Sim, mas sei como traz�-lo de volta � vida.
Depende do sangue que voc� me proporcionar.
Deve ser sangue jovem.
O seu, por exemplo.
Eu daria at� a �ltima gota
para salvar o homem que amo.
�timo.
Se desejar, prepararei tudo. Estarei a esperando amanh� � meia noite.
Vai salv�-lo?
Sim.
E ao mesmo tempo provarei minha teoria por completo.
Abrirei um caminho novo na ci�ncia
minha ci�ncia!
Senhora.
Bom dia, Lisa.
N�o esperava encontr�-la aqui t�o cedo.
Preparar os convites para a pr�xima exibi��o toma tempo
e esta � a hora em que posso faz�-lo com mais tranquilidade.
Sim...
sim, claro.
Est� se sentindo mal, senhora?
N�o, n�o
� que passei a noite inteira sem conseguir dormir.
Posso ajud�-la em algo?
N�o, obrigada, Lisa.
Continue com os convites, eu tamb�m tenho muito que fazer.
Perd�o, senhora.
Por que a senhora Marlene est� aqui a estas horas? Aconteceu algo?
N�o sei.
Ela estava muito nervosa
disse que passou uma noite ruim.
Bem, � melhor pensarmos em n�s.
Temos t�o poucas oportunidades de ficar s�s.
Quando poderemos nos amar sem termos que nos esconder?
Temos que ser pacientes.
Algum dia.
Boa noite, senhora.
N�o pode falhar novamente.
Tem que salvar meu esposo
voc� prometeu.
Eu lhe disse que de prefer�ncia sangue de mulher jovem
mas desta vez n�o falharemos.
Trabalhei arduamente para preparar o sangue
para que tenha a consist�ncia necess�ria.
Vamos come�ar.
Laor
prepare tudo.
Fique tranquila.
Laor
intensidade radioativa a 75.
Mais intensidade radioativa, Laor!
Mais intensidade, mais!
Corte, Laor, corte!
Sou um monstro, um monstro, sou um monstro!
Acalme-se e me escute!
Seu sangue n�o resistiu ao tratamento.
O plasma degenerou parcialmente as c�lulas de seu corpo.
Cure-me, cure-me
n�o posso ficar assim!
Farei qualquer coisa, pagarei o que quiser!
Muito bem
vou cur�-la...
mas o pre�o � sangue, sangue jovem!
Todo o sangue de um corpo humano!
Mas como? E onde?
De mulheres jovens.
Mate!
Para sobreviver ter� que matar!
Voc� me dar� a resposta ao desconhecido.
Voc� vai se salvar
e salvar� seu amado esposo.
Decida.
Aceite ou perecer� em plena juventude
se consumir� igual a uma velha de noventa anos.
E Andr�s morrer� para sempre.
N�o!
Decida:
Sua beleza e o homem que ama
ou esse envelhecimento horripilante sem amor.
Concordo...
farei...
tudo o que disser.
� o melhor, querida.
Laor, prepare a inje��o.
Mate!
Para sobreviver ter� que matar!
Voc� me dar� a resposta ao desconhecido.
Voc� vai se salvar
e salvar� seu amado esposo.
Precisa deix�-la.
Patricia n�o quer me dar o div�rcio.
N�o me dar� nunca.
Vou enlouquecer de ci�mes.
N�o consigo mais resistir.
Acalme-se, Lisa, encontraremos uma solu��o.
Ela deve suspeitar
n�o pode ser t�o cega que n�o perceba.
Se Patricia descobrir sobre n�s
tudo estaria perdido e arruinado.
Ent�o v� embora
ela chegar� a casa e n�o o encontrar�.
N�s temos tempo, falta bastante para que ela termine seu ato no teatro.
Depois, uma longa corrida no parque, ela precisa fazer exerc�cio.
O m�dico disse que ela precisa de exerc�cio.
- Ouviu? - Sim.
Espere.
N�o sabia que gostava de trabalhar at� tarde, Tony.
- Bem, eu... - Senhora, eu...
Lisa veio me ajudar.
Estou preparando os desenhos dos modelos da exibi��o.
N�o entendo porque precisa de Lisa.
O ponto de vista feminino � muito importante, senhora, pensei que ela...
Compreendo, mas...
� conveniente que pare de trabalhar por hoje
est� tarde.
� exatamente o que eu ia fazer.
Tenha uma boa noite, senhora.
Boa noite.
Amanh� a tarde ter� os desenhos para sua aprova��o, senhora.
Mate!
Para sobreviver ter� que matar!
Voc� me dar� a resposta ao desconhecido.
Voc� vai se salvar
e salvar� seu amado esposo.
Mate, mate, mate!
Escolheu um local muito solit�rio para seus passeios, Patricia
sobretudo a estas horas da noite.
Sil�ncio e quietude s�o os melhores rem�dios para os nervos
al�m do mais, estou a alguns passos da minha casa.
At� amanh�, rapazes, e obrigada.
- Por nada. - At� amanh�.
Socorro! Socorro!
Sim, Tenente, um vigia a encontrou no fundo do parque.
� incr�vel.
N�o tem uma s� gota de sangue.
Tem alguma explica��o, doutor?
Por enquanto nenhuma.
Talvez com a aut�psia...
- V� com a ambul�ncia. - Sim, Tenente.
N�o entendo...
evidentemente a morte ocorreu por estrangulamento direto.
Concordo, mas e o sangue?
Isso � o que me intriga.
Tudo me faz suspeitar que
drenaram o sangue dela imediatamente ap�s o estrangulamento.
Santo Deus, � horr�vel!
Talvez o assassino queira nos despistar.
Basta de especula��es, estou indo embora.
Vejo voc� depois da aut�psia.
Senhorita.
Tem ideia de quem...
Voc� a conhecia. Sabe se tinha algum inimigo?
N�o
ela tinha uma vida limpa
era feliz com seu esposo.
Tudo bem, acalme-se.
Cedo ou tarde, agarraremos o assassino
o importante agora � come�ar a investiga��o.
Repito que � toda a verdade!
Eu a vi ontem antes dela sair para trabalhar.
Depois n�o soube mais dela at� que...
voc� chegou e me disse que estava morta.
Algum inimigo?
Inimigo?
Pergunto se sua esposa tinha dificuldades com algu�m.
N�o, n�o que eu saiba.
Entendo... e voc�s eram felizes?
O que quer insinuar com isso?
Claro, �ramos muito felizes!
Por que n�o a acompanhou depois do show?
J� lhe falei isso
tive que trabalhar at� tarde.
Al�m disso, ela frequentemente caminhava pelo parque
ela estava doente dos nervos, o m�dico recomendou.
Nunca lhe ocorreu pensar que essas caminhadas poderiam ser perigosas?
N�o...
aquele lugar, nunca pensei...
Pois eram t�o perigosas que lhe causaram a morte!
Bom dia.
Aconselho que n�o saia da cidade.
Posso precisar de voc�.
Ent�o em sua opini�o
foi obra de um man�aco.
Em todo caso, n�o foi um roubo.
Todas as coisas da v�tima est�o em sua casa, dinheiro, joias.
Henry
realmente n�o sei o que pensar.
Bem
pode ser uma vingan�a.
N�o, o fato de terem drenado tanto sangue
p�e muitas d�vidas em sua hip�tese, doutor.
Ent�o estamos lidando com um man�aco.
� poss�vel que o assassino ataque de novo.
Mas...
qual o motivo?
Por que essa forma t�o horr�vel de matar?
Por enquanto
s� ele sabe.
Perfeito.
Boa tarde, senhora.
Boa tarde, Julie.
Cumpriu minha ordem?
Exatamente como mandou.
Falei com a Sra. Simpson
se os desenhos estiverem prontos n�o teremos problemas na sexta.
Perfeito.
Nossos novos desenhos causar�o sensa��o
n�o acha, Tony?
Tony?
Oh, sim
certamente, senhora.
Se quiser eu mesmo levarei os desenhos.
Tenho que ir at� o centro da cidade
Tenho que pegar o cad�ver da minha esposa.
Tome.
Com licen�a.
Tenho tanta pena dele
est� perturbado pela morte de sua esposa.
Sim
� natural.
E o que pensa em fazer agora?
N�o sei.
Me sinto respons�vel pela morte de Patricia.
Respons�vel por qu�?
Voc� n�o teve nada a ver com essa desgra�a.
Nem podia impedi-la...
Eu sei que n�o poderia fazer nada
mas tamb�m n�o fiz nada para impedir que acontecesse.
O que voc� poderia ter feito, Tony?
Compreendo como deve se sentir ao perder algu�m querido
voc� amava sua esposa, n�o?
Sim.
Eu tamb�m amo meu esposo
Faria qualquer coisa para conservar sua vida.
Se eu o perdesse
jamais me consolaria.
Eu digo isso
para que saiba que ningu�m entende sua dor melhor do que eu.
Ningu�m.
Voc� n�o entenderia, Lisa
porque n�o est� apaixonada.
Pelo menos � o que eu imagino.
Sim, � verdade.
Permita-me dizer mais uma vez, Tony
que eu compartilho a sua dor.
Parece que ela sabe mais do que aparenta.
� poss�vel.
Esse tom ir�nico que ela usou...
Mas o que tudo isso importa?
Quando poderei v�-lo �s s�s?
Quando as coisas se acalmem e sejam esquecidas.
Tony?
� importante que venha imediatamente
Preciso que supervisione a exibi��o.
Obrigada.
Isto cobre o biqu�ni.
Chamando a Sra. Julie no escrit�rio da Sra. Marlene.
Volto j�.
Bela estampa.
Chegue mais perto.
Julie, n�o me sinto bem, tenho que ir ao m�dico.
Tome conta de tudo na minha aus�ncia.
Como quiser, senhora.
Precisa de mais alguma coisa?
Sim. Diga a Lisa que venha aqui, por favor.
Sim senhora.
Mate!
Para sobreviver ter� que matar!
Queria me ver?
Aproxime-se, lisa.
Tenho um recado para voc�.
Tony ligou
quer que v� ao seu est�dio imediatamente.
Mas...
Est� tudo pronto?
Tudo certo, senhorita.
Muito bem, preparem-se garotas, vamos!
Compreendo, obrigada, senhora.
Tenho que ir, preciso ver Tony.
A senhora j� me deu permiss�o, voltarei logo.
Tony!
O que est� fazendo aqui?
Lisa foi at� a sua casa procurar voc�.
Lisa? Mas ela sabia que eu vinha para c�.
E Marlene?
Saiu. Parece que n�o estava se sentindo bem.
Ela saiu no meio da exibi��o?
Estranho.
Tony?
Tony?
Tony, est� a�?
Tony, est� a�?
O que est� esperando para chamar o professor?
N�o, n�o!
Largue-me, largue-me!
Largue-me!
Laor!
J� chega, basta!
Foi um desafortunado contratempo.
Era muito valioso para mim.
A exibi��o foi um sucesso.
A Sra. Marlene n�o vai poder reclamar.
N�o � para menos com uma colaboradora t�o linda.
Por favor, Henry.
Vamos, a Sra. Marlene deve chegar a qualquer momento.
Sra. Marlene.
Boa noite, Julie.
Tudo saiu perfeito, conseguimos...
Pode me contar os detalhes amanh�.
Pode ir embora.
Aconteceu algo?
N�o, acho que n�o.
Vamos, acho que Marlene est� indisposta.
N�o pode compreender?
Preciso traz�-lo de volta � vida
mesmo que tenha que continuar manchando minhas m�os de sangue.
Mas por qu�?
Por que tinha que ser desse jeito?
Por qu�?
Por que tive que perd�-lo quando mais o amava?
Mire-se
mire-se de frente.
Est� se destruindo pouco a pouco.
Quanto mais luta para salv�-lo
mais se afasta dele.
Mas... n�o, n�o, n�o!
Preciso fazer isso
� a �nica forma de faz�-lo viver.
A vida � uma luta cont�nua.
Tenho que matar para viver
e viver tamb�m � amor.
N�o desista, n�o agora
se falhar, tudo ter� sido
in�til
Senhora...
Morte.
Tome o resto das medidas.
Vou ao dep�sito.
Laor!
O que est� fazendo aqui?
Como conseguiu entrar?
Pela janela?
Por que veio aqui?
Sangue.
Mas de quem �?
Seu?
N�o, n�o Laor.
Seu sangue n�o serve.
Tem que ser sangue fresco, de mulher jovem.
� a ordem do Dr. Favel.
N�o, n�o podemos enganar o doutor
seria o fim do meu esposo.
N�o compreende?
E tamb�m seria minha pr�pria destrui��o.
V�, volte
e n�o diga nada ao Dr. Favel.
Cuide para que ningu�m o veja
poderia ser muito perigoso para todos.
V�, v�.
Primeiro Patricia e depois Lisa
e ambas estavam envolvidas com o mesmo homem.
Tem certeza que n�o se arrepender� de depor no tribunal?
Sim, Tony e Lisa eram amantes.
Poderia provar isso?
Claro que sim.
Eu os surpreendi juntos na noite em que ocorreu o primeiro crime.
Tony dizia que sua esposa n�o queria lhe dar o div�rcio.
Agrade�o a informa��o, senhora.
Com ela ser� mais f�cil pegar o assassino.
N�o, n�o!
Precisa acreditar em mim!
Precisa acreditar em mim!
Eu n�o a matei, juro que n�o a matei!
Claro...
sobretudo com essa mancha de sangue no ch�o.
Levem-no daqui!
N�o, n�o, est� enganado.
Soltem-me! Eu n�o a matei Tenente, eu n�o a matei!
Eu n�o a matei, tenente! Eu n�o a matei!
Henry
Encontrei isto em um dos quartos do fundo.
Colocarei junto �s outras provas para serem analisadas.
Certo, agora poderemos trabalhar mais lentamente.
Acredito que o assassino est� em nossas m�os.
Um museu de horror?
Esse � o neg�cio que criaram?
Posso imaginar o que o futuro lhes trar�.
Bem, se voc� n�o sabe, � um neg�cio que est� dando bastante dinheiro.
Al�m do mais, achamos um lugar ideal
em frente ao Parque Central.
Bem, n�s temos que tentar, n�o �?
Se tudo sair como planejamos
vamos nos casar mais cedo do que esper�vamos.
Suponho que vai me levar para conhecer esse lugar, n�o �?
Claro, mas ainda n�o est� terminado.
Lu�s est� l� esperando por mim
para terminarmos as roupas para os bonecos de cera.
- Quer vir comigo? - N�o, obrigada.
Essas coisas de horror n�o fazem o meu estilo.
O qu�? N�o est� interessada?
J� disse que sou al�rgica a Museus de Horror.
Bem, se quiser, � na Rua do Parque, 27.
Passaremos l� a maior parte da noite.
Mate!
Para sobreviver ter� que matar!
Lu�s, � voc�?
� in�til fugir
vou mat�-la.
Vou mat�-la.
Al�?
Diga.
Sim, espero.
Doutor, Tenente Henry no telefone.
- Obrigado. - De nada.
Al�?
Sim, Henry, a hist�ria se repete.
Retiraram o sangue e depois a decapitaram.
E o dono do Museu tamb�m foi assassinado.
� inconceb�vel que uma pessoa
possa matar com tanta crueldade.
Traga-me o resultado da aut�psia t�o logo puder.
Sim, obrigado por me avisar, doutor.
Traga-me o detido Anthony Winter.
Sim, Tenente.
O que quer de mim agora, Tenente?
Sinto pela noite ruim que o fizemos passar, mas isso o salvou.
O que disse?
Que voc� est� livre.
Na noite passada descobriram mais duas v�timas.
J� descobriu o assassino?
Ainda n�o.
Por isso quero que colabore comigo nesse assunto.
E como posso ajud�-lo, Tenente?
Respondendo francamente as minhas perguntas.
Sente-se.
Cigarro?
Pegue.
Agora...
conte-me sobre as pessoas que trabalham no ateli� de modas.
Al�?
Sra. Marlene?
O que aconteceu?
Sim, senhora, logo estarei a�.
Quem mais sabia dos passeios de sua esposa pelo parque?
Bem, os colegas dela do teatro, nosso m�dico
e ultimamente, Lisa.
Eu disse a ela na mesma noite do assassinato de minha esposa.
Eu estava com ela na sala de desenho
um pouco antes de Marlene chegar.
Marlene?
Quanto sabe sobre ela?
Quase nada.
Ela foi casada com um eminente doutor ou ainda �, n�o sei.
O caso � que um dia
seu esposo desapareceu sem deixar rastro.
Julie, me espere aqui.
Marlene.
...e quando eu cheguei
l� estava o cad�ver de Lisa.
Tive medo.
Tirei-o daqui.
E voc� sabe o resto.
Por que deixou o seu apartamento esta noite?
Marlene me ligou
ela precisava de mim na exibi��o, estava doente e queria ver um m�dico.
Marlene outra vez.
Creio que � uma pe�a muito importante neste quebra-cabe�a
n�o acha?
Insinua que...?
� poss�vel.
Venha comigo, vamos at� o ateli� de modas.
Julie, o que aconteceu?
Morte
morte.
N�o!
N�o!
Ela queria me matar
seu rosto era horr�vel!
Cuide dela, vou at� o ateli�.
Sra. Marlene!
N�o tem ningu�m na casa.
N�o � poss�vel, eu a vi ela queria me matar!
Espere, agora me lembro
h� uma sa�da secreta no escrit�rio dela.
Calma, mesmo assim ela n�o conseguir� ir longe.
Professor Favel, me ajude, estou morrendo!
Acalme-se, relaxe.
A doen�a progrediu muito nas �ltimas horas
eu preciso viver!
Claro, querida, claro.
Venha, deite-se.
O seu problema n�o � grave
terei que mat�-la.
� necess�rio.
N�o!
Preparei isto por muito tempo.
Agora voc� est� pronta para meus projetos.
Fui eu quem provocou a doen�a degenerativa que ataca seu rosto.
Est� morrendo, senhora
mas � assim que deve ser
para que ele possa viver.
Vou dizer a ele que deu sua vida para salv�-lo.
Ela est� morta, Laor.
Morta.
Livre-se do corpo.
Esta noite o mundo saber� quem � o Dr. Favel.
Agora vou ligar a corrente
o mundo estar� aos meus p�s!
O policial da �rea o encontrou chorando sobre o cad�ver.
Eu o conhe�o, ele era ajudante do cientista
que morreu na explos�o da madrugada de hoje.
Favel era o seu nome.
Isso me faz pensar que existe uma conex�o
entre a explos�o e a morte de Marlene.
Talvez voc� tenha raz�o.
Marlene morreu como todas as suas v�timas
sem uma gota de sangue no corpo.
Jamais saberemos o verdadeiro motivo de seus crimes.
Marlene provavelmente foi o instrumento de uma mente criminosa.
Ningu�m sabe
somente ela...
e a morte.
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