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Original subtitles

N�o pareces tu.

Quando falamos, est�s preocupado.

N�o tens dormido.

Diz-me, qual � a diferen�a agora?

N�o sei.

H� algo estranho.

Quer dizer-me o seu nome?

Encontraram-me.

De certeza que eram eles?

Isto n�o � um exerc�cio.

Quero ser mais do que uma complica��o na tua hist�ria.

Agora � diferente, Zoe.

N�o sei em quem podemos confiar.

Diretor-adjunto Harper?

O pr�prio.

Em julho de 1987, um dos seus homens desapareceu perto de Torkham.

Sabe a quem me refiro?

Isto est� enterrado h� 30 anos.

Queria que ficasse l�.

O cen�rio de pesadelo � que o Faraz Hamzad quer voltar a ver-te.

E convenceu algu�m no governo americano a fazer isso acontecer.

A tua filha vai fazer parte disto.

Hamzad foi senhor da guerra no Afeganist�o durante a invas�o sovi�tica.

Ele tinha um homem no seu acampamento que pregava um caga�o a toda a gente.

Chamavam-lhe Baba Ghor Ghori.

Diz-se que o Baba Ghor Ghori era o Dan Chase.

Soube pelos russos que tinham tomado conhecimento

de uma equipa de prospe��o estrangeira.

A equipa encontrou um dep�sito mineral de valor inimagin�vel.

A mina faz do Faraz Hamzad o pr�ximo presidente do Afeganist�o.

Por isso, n�o lhe posso dizer.

O Chase tinha uma rela��o com a sua cliente.

E com a primeira mulher do seu cliente.

Chamava-se Belour Daadfar.

Ele come�a a desconfiar.

Se o abandonar agora,

ele perceber� que n�o � algo que eu fizesse.

Tu ou a Angela?

Come�o a esquecer-me da diferen�a.

Dei-te uma filha.

Se nunca mais se souber da Angela Adams, podemos culp�-la disto.

Onde est� a minha filha?

Sei que ela estava contigo.

- Onde est� agora? - Ela foi levada.

Vamos recuper�-la.

O Faraz Hamzad pode ter o que quiser.

Neste caso, o que ele quer �s tu.

- Mas que merda � esta? - Recua!

Disse-te para n�o deixares o Hamzad vivo. Que voltaria para te assombrar.

Mas deixaste na mesma.

Nunca te contei o que aconteceu naquela noite.

Teria sido t�o f�cil mat�-lo, como te disse que faria.

Mas n�o consegui.

N�o o podia matar � frente da filha.

Quando eras pequena,

imaginei que nada se meteria entre n�s.

Depois, foste levada para um lugar t�o distante.

Decidi recordar-te apenas como um fantasma.

A Parwana chegou.

Seja l� o que isto for, estamos nisto juntos.

O VELHO

Quanto tempo apaguei?

N�o muito.

- Quanto falta para a fronteira? - N�o muito.

Pois.

Gomas?

Estavas a dizer-me algo sobre...

Foi um sonho?

Pastilhas.

- Era o nome... - Da equipa de futebol dela.

- Sim. - Certo.

Disseste que ela nunca se interessou por desporto.

At� que um dia passou a adorar.

Tinha quantos anos?

Nove.

Nove anos.

Achaste estranho?

Ela surpreender-te assim?

- Harold. - O que foi?

Fa�amos um intervalo das hist�rias.

As coisas v�o tornar-se s�rias.

Concentra-te.

As hist�rias s�o importantes.

Quando a voltarmos a ver,

quero dizer-lhe que estamos a tentar entender isto.

Dizer-lhe que estamos a tentar entend�-la por completo.

As facetas dela que nunca imaginar� que iremos entender.

� com as hist�rias que vamos juntar tudo isso.

Vamos descobrir se o teu homem sabe subornar um guarda fronteiri�o.

Ele chama-se Hameed.

N�o � o meu homem.

Concord�mos com o plano.

- N�o fales... - Est� bem.

... como se tivesses ideias melhores.

Bem-vindo ao Afeganist�o.

Sentires que precisas de dar sentido �s coisas � um problema.

Desculpa?

Cruz�mos a fronteira.

Deste lado, quanto mais nos aproximamos dele, menos sentido far�.

Tudo faz sentido, se estivermos dispostos a entender.

N�o para n�s. Aqui, n�o.

E n�o digo isto por mal,

mas assusta-me quando falas assim.

- Assim como? - Como um pol�cia.

Sim. Deus nos livre.

N�o temos de entender merda nenhuma.

N�o viemos resolver crimes.

Ele tem a Emily h� tr�s semanas.

Demor�mos tr�s semanas a chegar aqui, porra.

O importante � encontr�-la rapidamente e tir�-la daqui.

Diz-me que entendes isso.

Claro que sim.

Merda.

- O teu homem Hameed... - N�o � meu homem.

Ele era o �nico que sabia para onde �amos.

Espera. N�o!

Isso � um problema.

Traficantes de droga, talvez.

Contrabandeiam a partir da fronteira.

Voltando ao nosso problema,

o facto de n�o sabermos para onde vamos.

Vais ter de lhe ligar.

N�o posso.

Ela � o teu contacto.

Ela engendrou o plano.

Se o plano est� na merda, tens de lhe ligar.

Ele n�o te vai poder ajudar.

N�o mates pessoas sem me perguntar primeiro.

Para de presumir que sabes o que penso.

E para de me dizer o que devo pensar.

Cheg�mos at� aqui sem nos matarmos um ao outro.

S� falta mais um pouco.

N�o lixemos tudo agora.

J� o fizemos antes.

H� muito tempo, talvez.

Mas fizemo-lo.

Estivemos na merda, fic�mos juntos, fizemos um trabalho e fizemo-lo bem.

S� temos de nos lembrar.

Tem um destino definido.

Presumo que seja onde nos ir�amos encontrar com o contacto da resist�ncia.

Tu viveste aqui.

Sabes como nos levar at� l�?

� assim que te lembras?

Que corria assim t�o bem?

Fica � sa�da do vale.

Consigo levar-nos at� l�.

O problema � que, sem ele, como encontramos o contacto?

C�us.

Por favor, liga-lhe.

N�o lhe vou ligar.

Diz para virar � esquerda.

Aonde vamos, porra?

Se n�o sabes, diz.

Eu sei para onde vou.

O telefone parece achar que n�o sabes.

Sentes-te melhor?

� assim que me lembro, caso queiras saber.

O qu�?

D�vidas, incertezas, pensar que sabes mais que os outros.

Nunca fui t�o burro como achavas.

- N�o te achava burro. - Nunca fui imprudente, irrespons�vel.

Nunca fui... Sei l�.

O que tinhas tanta certeza de que eu era, mas n�o era.

Se eu fosse um tipo da resist�ncia a querer manter isto em segredo,

f�-lo-ia ali.

N�o vens c� h� d�cadas.

Como sabias que estava a�?

� preciso bastante mais tempo para as coisas mudarem por aqui.

Quem s�o voc�s?

Vim encontrar-me com uma pessoa.

N�o s�o daqui.

N�o deviam ter vindo.

Johnny.

Johnny!

Parem!

O comandante Abdul Nazary enviou-me.

Onde est� o Hameed?

Sofremos uma emboscada na estrada.

Ele est� morto.

Uma mulher foi raptada.

Garantiram-nos que o comandante e os seus homens ajudariam a recuper�-la.

N�o somos soldados a soldo.

A mulher foi raptada pelo Faraz Hamzad.

Soltem-nos.

Afastem-se.

Afastem-se.

N�o voltar�o a incomodar-vos.

Chamo-me Omar.

Temos muito que falar.

Mas temos de ter cuidado. Os talib�s t�m espi�es em todo o lado.

Venham.

A nossa unidade � das �ltimas nesta parte do vale a resistir ao governo.

Somos poucos, mas tamb�m temos espi�es.

Recentemente, houve rumores de que uma agente do FBI

foi raptada pelo Faraz Hamzad.

Todos esperavam uma resposta de Washington.

Resposta que, semanas depois, nunca chegou.

Voc�s s�o a resposta?

� complicado.

Assim parece.

O FBI est� de m�os atadas.

Mas...

Ouve, a amiga que combinou isto garante

uma soma consider�vel para a vossa unidade, se nos ajudarem.

Disseram que causar problemas ao Hamzad n�o seria um problema para voc�s.

- Que tipo de problemas lhe causar� isto? - Problemas devastadores.

Do que precisam?

De transporte para o vale.

Provis�es.

Um par de dias para observar a aldeia, engendrar um plano e avan�ar.

Vinte homens, armas ligeiras, entrar e sair.

Consegues fazer isso?

Uns dias n�o chegam para observar a aldeia.

N�o h� tempo a perder.

N�o conhe�o ningu�m que esteve no complexo dele.

Diz-se que h� uma rede subterr�nea de passagens secretas.

Levar�amos semanas a planear.

Um dia ou dois.

N�s tratamos do resto.

Vais ajudar-nos ou n�o?

Ele j� foi um her�i para os nossos pais.

Para os meus amigos,

o Faraz Hamzad � o monstro que se esconde na ponta obscura do vale.

� melhor evitar os velhos raivosos.

Quando os talib�s assumiram o controlo, os comandantes falaram com ele

e imploraram-lhe que liderasse a luta para manter Panjshir livre,

corresponder �s hist�rias e torn�-las verdadeiras.

Ele recusou.

Porqu�?

Ao que parece,

ele tem neg�cios com o governo.

Neg�cios t�o valiosos

que entregaria Panjshir em vez de arriscar perd�-los.

Que tipo de neg�cios?

Ainda bem que perguntas.

Est�o a ver um dos maiores dep�sitos de l�tio do mundo.

O Dep�sito de Meshbahar.

O Faraz Hamzad encontrou-o.

Ele controla-o.

Tem planos para o explorar.

E tornou-o um amigo inesperado.

O Hamzad n�o � amigo dos talib�s.

Odiava-os quase tanto como odiava os russos na guerra.

Sim.

Quanto dinheiro estar� l� em baixo

para juntar inimigos figadais?

Quanto dinheiro deve estar ali

para ningu�m sequer falar sobre quanto dinheiro est� l�?

Os pormenores do dep�sito s�o segredo de Estado.

Para que precisam do Hamzad?

Porque � que os talib�s n�o se apoderam dele?

Porque o vosso governo sancionou-os.

A eles e a todos os que eles conhecem.

Todos...

... exceto o Faraz Hamzad.

Por motivos que ningu�m consegue explicar,

o nome dele foi mantido fora de todas as listas.

Ele � o intermedi�rio.

� indispens�vel.

E isso torna-o um inimigo muito perigoso.

Os teus amigos t�m medo de o desafiar?

N�o.

S� quero ter a certeza de que n�o t�m antes de continuarmos.

Quero ter a certeza de que percebem o inimigo que enfrentam,

se decidirem prosseguir.

Vamos entrar no territ�rio dele.

E quanto mais nos embrenharmos,

mais a sua presen�a ser� sentida, mais forte ser� a sua influ�ncia.

Mais dif�cil ser� voltar atr�s.

N�o voltamos sem ela.

Essa mulher � importante para voc�s.

Essa mulher � importante para o Hamzad.

A mulher de quem ningu�m parece disposto a falar.

� mesmo complicado.

Estou ansioso por a conhecer.

O que vamos chamar �s nossas pessoas novas?

Estou mais preocupado com o que vamos dizer um ao outro.

Com o que lhe vamos dizer.

N�o lhe vamos dizer nada.

Ela vai aparecer do nada.

Neste s�tio, � esse o sonho, n�o �?

Construir um futuro sem pensar no passado.

Sim.

� isso que ela ter�.

Vamos dar-lhe a oportunidade de fazer isso.

Ela tem medo de mim.

Sim.

Mas cada vez menos diariamente.

Quem lhe vamos dizer que eu sou?

Vais ser o pai dela.

O �nico que ela conhecer�.

Sim.

Sim.

E tens de me prometer algo.

Ela nunca saber� o nome dele.

Nunca saber� nada sobre o Faraz Hamzad.

Prometo.

Ele ir� procur�-la e n�o poder�o deixar que ele a encontre.

Ela correria grande perigo.

N�o deixarei que isso aconte�a.

Prometo.

Estou bem. O que foi?

N�o sei o que lhe est� a acontecer,

mas tamb�m n�o sei como fingir que n�o estarmos preocupados a ajudar�.

Ouve.

O que foi?

Tens de parar outra vez?

Tenho. E tu?

Nem por isso.

Est� bem. Eu espero.

N�o h� motivo para voltar a parar t�o cedo.

Que se foda.

Vamos parar!

Outra vez?

Podes crer.

Foi este o parceiro que escolheste?

Foi.

Deve haver uma boa raz�o, mas...

... ele n�o se enquadra.

Pelo menos, n�o como tu.

E como me enquadro?

N�o tenho a certeza, mas enquadras-te.

- Posso fazer uma pergunta? - O qu�?

Sabes coisas sobre o Hamzad.

Acho que estiveste no complexo dele.

Est�o ligados de alguma forma.

N�o est�o?

Entre as muitas hist�rias inacredit�veis que ouvi sobre ele,

est� a de um americano que lutou secretamente por ele contra os russos.

Um terror, disposto a cometer brutalidades em nome do seu senhor.

T�o ligados que se dizia que um monstro podia ser impelido a agir

com um mero pensamento do Hamzad.

At� tinham um nome para ele.

Chamavam-lhe

Baba Ghor Ghori.

� verdade?

�s o monstro?

� uma boa hist�ria.

Mas n�o passa disso.

Uma boa hist�ria.

N�o h� nada mais perigoso, n�o achas?

Ouviram aquilo?

Sim.

Patrulhas talib�.

Com o Hamzad como aliado, est�o cada vez mais ousados.

O acampamento n�o � longe. Eu levo-vos ao comandante.

Tens de lhe ligar.

J�.

Sim.

- Harold? - Marion, desculpa.

Disse que n�o voltava a ligar, mas temos um problema.

Contact�mos o homem do Abdul Nazary, como combinado.

Ele levou-nos ao acampamento, mas algu�m chegou primeiro.

H� sobreviventes?

N�o.

Est�s bem?

Sim, estou bem.

E o Johnny?

Ainda est� contigo?

Estamos ambos bem, mas temos de encontrar outra forma de avan�ar.

O que mais podes fazer para ajudar?

- D�-me algum tempo. - N�o temos tempo.

� como se estivesses na Lua, Harold.

Preciso de tempo para arranjar uma alternativa.

Harold?

Estou apenas

a tentar entender at� que ponto devo preocupar-me

com quem arranjou esta alternativa.

At� h� poucos dias, n�o ouvia a tua voz h� 30 anos.

Pedes-me que te ajude a fazer o imposs�vel.

Ofere�o-te ajuda de livre vontade.

Se o teu primeiro instinto quando as coisas se complicam

� que estou a tentar manipular-te e prejudicar-te,

sinceramente, por que raio me ligaste?

Queres que tente encontrar outra fonte de ajuda?

Quero.

Ent�o, f�-lo-ei.

Entretanto, recomendo que pe�as ao Ali para te ajudar a encontrar um esconderijo.

Quem � o Ali?

O Ali � o homem do comandante Abdul Nazary.

O homem que foi ter convosco.

Suponho que ainda estejam com ele.

Quem � ela?

Desculpa?

Raptaram uma agente do FBI.

O governo dos EUA devia mover c�us e terra para a salvar.

Onde est�o eles?

T�m as m�os atadas porque ela � complicada.

Isto acontece no dia em que vieram resgat�-la.

N�o me pe�as para acreditar que uma coisa n�o tem que ver com a outra.

Que uma coisa n�o causou a outra.

Essa mulher complicada parece ser a raz�o pela qual os meus irm�os est�o mortos.

O que me est�s a esconder?

Quem � a mulher por quem os meus irm�os morreram?

Quem � ela?

Quem �s tu?

Os talib�s t�m muitos espi�es,

mas eu gostava de ser mais do que um entre muitos.

O Faraz Hamzad est� a p�r em risco toda a sua influ�ncia

e ningu�m parece saber porqu�.

Eu gostaria de saber porqu�.

Conta-me.

Algumas hist�rias s�o verdadeiras.

Alguns monstros s�o reais.

Que s�tio � este?

Era onde a Abbey vinha.

Onde se podia esconder, desaparecer.

Usei-o uma ou duas vezes l� para o fim.

Enterrei algumas coisas.

Para. Eu fa�o isso.

Anda.

Levanta-te.

H� um estojo de primeiros socorros ali.

O que encontr�mos ali atr�s?

Servi�os secretos dos talib�s.

Devia ter topado.

- Est�pido. - N�o.

N�o � a primeira vez que irritas algu�m a ponto de seres esfaqueado.

Eu assisti a um ou dois esfaqueamentos.

Nem sei quantos perdi desde que deixaste de atender as minhas chamadas.

Sim, eu deixei-me disso.

� uma das coisas boas do Vermont.

Aposto que sim.

� ele?

Quando falaste pela �ltima vez com a tua mulher?

N�o sei.

Devias ligar-lhe.

Sim.

E � Marion.

Ela precisa de encontrar ajuda.

N�o h� grupos armados competentes a crescer nas �rvores por estas bandas.

Devias ligar-lhe para ela te tirar daqui.

Perguntava-me quanto tempo � que isso ia demorar.

Tens pessoas em casa que precisam de ti.

Isto � diferente.

Sabes que mais?

Nunca fui t�o fraco como achavas.

Nunca tive tanto medo.

Nunca fui incapaz de acompanhar o teu hero�smo.

Ela est� morta.

A Emily.

Quase de certeza.

J� est� morta h� uns dias.

De que est�s a falar?

Ele deve ter demorado um dia a traz�-la para c�.

Talvez tenha demorado dois dias a ganhar coragem para falar com ela.

Depois, era uma quest�o de tempo

at� ela dizer a coisa errada e ele n�o aguentar mais.

O que te deu?

Porque dizes isso?

Porque ando a fingir...

... que � mentira h� dias.

E parece-me uma tolice continuar a fingir.

Tretas.

Ela foi treinada para isto. N�o vai antagoniz�-lo.

N�o ser� assim. Ela n�o ter� escolha.

Tretas.

N�o sabes do que ela � capaz.

Nem sequer fazes ideia de quem ela �.

Mas sei quem ele �.

E sei como ele se vai sentir quando ouvir algo na voz dela.

Um olhar, a maneira como ela se mexe. Algo.

Vai lembr�-lo da Abbey.

Ou pior,

de mim.

E, quando isso acontecer,

nada a poder� proteger da rea��o dele.

Queres saber como me senti quando ela nos pediu para jogar futebol?

N�o fiquei surpreendido.

Fiquei com medo.

Porque...

... ela pediu com tanta convic��o.

Mostrou tanta coragem.

Fez-me lembrar dele.

E fez-me lembrar de que haveria sempre uma parte dela

que n�o me pertencia.

A parte sobre a qual lhe ment�amos.

A parte que prometi � Abbey fingir que n�o existia.

A parte que acabaria por exigir ser ouvida e vista.

Tens tanto medo de voltar a v�-la,

de ter de explicar que isto n�o � tudo culpa tua,

que n�o sabes o que fazer.

Preferes desistir a enfrentar a situa��o.

N�o estou a desistir.

N�o tenho mais para onde ir.

N�o tenho...

N�o tenho mais nada para fazer. N�o posso partir, mesmo que quisesse.

Mas tu podes.

Tens de partir.

Devias partir.

Harold?

Ol�.

Est�s bem?

Sim, estou bem.

Onde est�s?

Est�s no hotel ou...

Ainda estamos a tratar do assunto.

Podemos ter uma pista sobre a localiza��o da Angela,

mas est� a demorar mais do que contava.

Harold, ligaram-me esta manh�.

Merda. Cheryl, n�o tens de atender.

Diz-lhes para ligarem aos advogados, eles que tratem do assunto.

Era a Marion.

Era a tua ex-mulher.

Ela...

Ela ligou para a�?

Disse que lhe tinhas ligado

e queria deixar-te um n�mero para onde pudesses ligar dia ou noite,

se precisasses dela.

N�o me tinhas dito que ela se tornara t�o perigosa

que esperavas que ela esquecesse o teu nome?

E mant�ns o contacto com ela?

Cheryl, sabes como isto funciona.

�s vezes, tenho de fazer coisas que n�o te posso dizer.

A nossa vida est� a desmoronar-se.

Quando voltaremos a ver-te?

Voltaremos a ver-te?

Porque est�s aqui?

N�o a queres encontrar.

Agora, n�o.

Seria demasiado horr�vel.

N�o me queres encontrar.

N�o...

N�o depois do que me fizeste.

Seria demasiado horr�vel.

Ou talvez

tenhas vindo � procura do horror.

Talvez tenha sido disso que tiveste mais saudades.

Nesse caso,

bem-vindo a casa.

Tradu��o: Nuno Oliveira

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