All language subtitles for Man.vs.Wild.S03E05 - Patagoni

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Original subtitles

Bear Grylls e sua equipe recebem ajuda em situa��es de risco de vida...

como solicitado pelas regras de seguran�a. Em alguns casos, situa��es

s�o apresentadas para que Bear possa demonstrar as t�cnicas de sobreviv�ncias.

Sempre procure ajuda profissional quando em locais perigosos.

Sou Bear Grylls.

Vou procurar desafios extremos, nos lugares mais perigosos da terra.

Ter algum conhecimento de sobrevivencia

pode ser a diferen�a entre a vida e a morte.

Estou na Patagonia, um dos lugares mais remotos do planeta.

Esta � uma presa do Puma.

Esta terra lendaria,

tem uma das temperaturas mais baixas e ventos fortes do planeta.

Parece que agulhas no meu rosto.

Esta � uma terra deserta coberto por gelo e fogo.

- isso tamb�m � mortal. - Se perder aqui...

O levar� ao limite do que qualquer outro lugar.

Aqui voc� congela.

S� os mais resistentes podem sobreviver nesta vastid�o.

Vou mostrar at� onde ter� que ir neste lugar mais remoto do mundo.

"� prova de tudo"

Aventura nos Andes.

Estou vindo para explorar um dos lugares mais selvagens do planeta Patagonia

Estou indo a um dos lugares mais bonitos da Patagonia.

O Perito Moreno Glacier

Avan�ando 2 metros por dia � uma das �nicas que v�o t�o longe.

10 vezes o tamanho de Manhattan.

Estas imensas geleiras resfriam a Patagonia com ventos indesejav�is.

Este � o �ltimo pa�s no mundo no qual querer�s estar perdido

Vou tentar cruzar esta geleira imensa. E mostrar algumas t�cnicas para sobreviver.

Uma equipe de filmagem me acompanhar�.

E a primeira coisa complicada e se mover sobre isso...

com meu tipo de botas, � como subir uma montanha, num ringe de gelo.

Vejam s� isso.

Tente se mover nas geleiras sem botas de alpinismo, � imposs�vel.

E so tentei subir 6 metros.

Vou ter que achar outro meio se quiser atravesar isso.

Se n�o tiver equipamento adequado o jeito � improvissar.

vou tirar minhas botas...

e as meias...

e vou tentar encaixa-la...

bem aqui.

e o objetivo � as meias me darem mais tra��o...

que destas botas.

N�o sei se ir� funcionar, mas s� tem um jeito de saber.

ok, vamos tentar.

e funcionou, realmente mais abrasivo.

do que o solado liso.

quem imaginaria, um par de meias me daria sustenta��o neste piso liso.

A temperatura pode cair abaixo dos -20 � Celsius.

Mas os ventos fazerm parecer -40� Celsius

N�o vai quer ficar por aqui, tem que continuar.

O que est� acontecendo agora �...

que com estas ondas de gelo e aquelas rachaduras esta fazendo...

com que o senso de dire��o fique deturpado.

Para aumentar o ritmo tirei as meias e coloqueis os garmpos de gelo.

Os 2253 Km� se racham e torcem formando pequenas ondas

Rachaduras mortais est�o por toda parte.

Se n�o posso pular sobre elas eu dou a volta.

� como estar preso num grande cubo de gelo.

Estava querendo ir naquela dire��o.

parece ser um pouco mais plano.

Se conseguir chegar l�, provavelmente me levaria entre os morros.

Mas � muito dif�cil manter a dire��o por aqui.

pois esta cheio de buracos e depress�es.

As rachaduras s�o o grande problema aqui.

Na primavera tudo come�a a derreter formando a Mula.

� um ambiente escuro e congelante.

A geleira � quase um km de profundidade...

Vou descer neste buraco para ver como � este inferno.

Se cair num destes voc� nunca mais voltar�.

Este � um lugar magn�fico.

A qualquer momento pode estar cheio de �guas gelidas.

Que morte terr�vel seria.

e um cara morreu num destes tubos de gelo.

em uma expedi��o ao Himalaia

Ele simplesmente cai dentro e foi diret para a escurid�o e nunca mais foi visto.

e por isso que estes buracos s�o verdadeiros matadores.

Vou tentar subir. Mas este gelo � realmente duro.

A �gua esta escorrendo pelas paredes me deixando congelado.

Minhas botas est�o cheias de �gua gelada.

Tenho que sair agora e devo ser r�pido.

Minhas garras de gelo mal arranham o gelo.

e este gelo � duro que nem rocha.

preciso de um bom agarramento para me levantar.

Se tivesse apenas pelo cabo, seria vanido neste abismo.

Deus!

Estou realmente apanhando aqui.

N�o estou conseguindo me agarrar, nem mesmo com os ganchos de ferro.

o inferno � congelante.

Estou no Perito Moreno Glacier na Patagonia.

estou suando para sair deste buraco.

Um buraco frio e duro de gelo.

� desgastante lento e dolorido.

Minhas m�os est�o congelando, n�o sinto mais meus p�s...

E mal consigo me segurar.

Mas preciso fazer um �ltimo esfor�o para sair daqui.

J� tinha esquecido como � gratificante ter o sol no rosto.

pois l� em baixo naquele buraco, preto e azul...

N�o � um bom lugar para estar.

Sai do buraco, mas roupas molhas por aqui � sinal de morte.

Vou tirar estes ganchos de ferro do meu...

Meus dedos est�o dormentes.

E vou tirar estas roupas molhas.

Voc� fica com hipotermia numa geleira destas, muito r�pido.

Vou tirar tudo, secar, por devolta e continuar.

E espero que haja calor suficiente para que as roupas sequem.

Seu corpo molhado perde calor 3x mais r�pido do que seco.

Se n�o me aquecer pode ser minha morte.

E no momento o que quero � me aquecer.

E voces est�o se perguntando, que diabos ele faz l� pelad�o no meio da Patagonia.

e � a mesma perunta que fa�o a mim mesmo.

� fundamento da sobrevivencia. se ficar molhado tem que le livrar dela...

e seca-la assim que poss�vel.

ok, voc�s v�o me desculpar, mas nos pr�ximos 10 minutos...

Vou dar uma de louco, e me aquecer.

J� esta melhorando.

N�o h� abrigo nem o que comer aqui, apenas tenho que continuar.

Adentrando as geleiras.

Agora estou mais no meio da geleira...

Pode-se ver que aqui � bem mais plano.

Parece uma auto estrada de gelo.

Mas n�o h� paradas nesta estrada.

Sobreviver aqui � dif�cil at� mesmo para o mais bem preparado.

Ei pessoal venham dar uma olhada

se querem ver um sobrevivente.

olhem para este cara.

� chamado: "Ande polo welinki"

E ele � muito raro, so encontrado aqui na Patagonia.

De fato, � a �nica coisa que sobrevive aqui na Patagnia.

� t�o raro que � protegido pelas leis da Argentina.

Mas em situa��es de sobrevivenia, voc� pode com�-lo.

E � perfeitamente adaptado a este ambiente de temperaturas abaixo de zero...

de ventos fortes e muito gelo.

Incr�vel.

e que nome "Ande polo welinki"

Vamos deix�-lo quieto.

Nunca contava com um ambiente t�o in�spito e imperdo�vel.

As temperaturas nas geleiras podem alcan�ar -40 � C.

Mas o terreno retorcido do perito moreno

Faz a navega��o � desafio e tanto.

Galera, chegamos no topo do telhado.

N�o quero voltar e preciso continuar.

E o que posso fazer � circundar a corda ali

com minha corda, e descer.

O manual da sobrevivencia diz, d� a volta no obst�culo.

Mesmo se lhe custar tempo e energia.

Mas irei mais r�pido se fizer rapel neste morro.

E o que estou fazendo � lascando o gelo, para que caiba a minha corda.

o gelo � t�o compacto que pode se estilha�ar.

Vou desenrolar a corda.

Tenho que me assegurar que � forte o suficiente para n�o se partir.

Se for fino a corda ira cort�-la como queijo.

E o que vou fazer � por as cordas entre as pernas, por cima da cabe�a e estou pronto para ir.

j� estou pendurado.

e para baixo iremos.

o gelo aguentou e estou aqui em baixo.

e a melhor parte �...

que � f�cil de pegar a corda devolta.

Servi�o acabado.

As rochas que estavam sob o gelo come�am a aparecer.

O solo esta literalmente se abrindo para mim.

Mas n�o � um lugar seguro.

Estas cavernas s�o formadas pelos rios.

- Ei pessoal tomem cuidado. - Ela parece aconchegante mas...

podem se tornar aramadilhas.

A geleira esta constantemente so movendo e pode encher de �gua glacial.

ou desmoronar e te esmagar.

E estes tuneis parecem o cora��o das geleiras...

isso parece uma grande arteria suprindo todo este gelo.

A geleira move-se em incr�veis 2 metros por dia.

e o gelo esta em constante press�o.

isso � realmente um lugar desconfort�vel.

e voc�s n�o imaginam quantos milh�es de gelo sob minha cabe�a.

e a qualquer momento posso ser atingido por um desmoronamento.

E a �nica coisa boa desta caverna de gelo.

� que posso encher meu cantil de �gua.

Mas este n�o � um bom local para se estar. Bem na barriga da geleira.

S� vou encher isso e sair daqui r�pido.

Vamos logo.

Certo vamos dar o fora daqui.

E d� pra ver estas partes do gelo, e aqui � a parte mais fr�gil.

Este lugar � realmente bonito.

� o t�pico lugar em que se imagina ser a casa do Super-Homem.

mas tamb�m � mortal

este � um lugar em que fiquei feliz de sair.

Sobrevivi as rachaduras e as cavernas das geleiras.

Agora meu pr�ximo desafio na Patagonia e ir ao limite das minhas for�as.

Estou prestes a saltar no deserto semi-�rido da Patagonia.

� a parte das montanhas em que menos chove.

A estepe recebe menos chuva do que no Novo M�xico.

Os locais dizerm que os ventos s�o t�o severos...

que deixam os homens loucos.

Dizem que esta parte da Patagonia revela quem voc� realmente �.

e � pra l� que vou, pra dentro deste lugar cruel.

Esta area � mais larga que a California.

S�o 486 mil Km� de muitos arbustos nanicos.

� pequeno para comer e n�o serve de prote��o para os ventos que aqui sopram.

Foi um aterrisagem desastrosa mas estou a salvo na superf�cie.

E n�o h� tempo pra gastar.

E a raz�o de ser t�o implac�vel.

� uma combina��o perigosa destes ventos impiedosos

com este sol forte e baixas temperaturas.

E � um dos poucos lugares onde voc� pode ter queimadura do sol,

e hipotermia ao mesmo tempo.

o inverno dura 5 meses na Patagonia,

e mesmo que o sol brilhe no alto da colina, ele n�o vai lhe aquecer.

Os ventos podem alcan�ar os 200 Km/h.

suficiente para destruir casas e te levantar.

Qualquer �gua se evapora devido ao sol e aos ventos.

Tudo � t�o seco, vejam s� isso.

tudo isso.

e a terra.

muito seco.

Ent�o o desafio aqui � encontrar �gua.

Encontrar �gua � quest�o de vida ou morte.

Para sobreviver aqui, ter�s que entender os sinais da terra.

E se olharem para as montanhas parece que elas se fundem.

bem aqui nesta depress�o

E aquela parte preta ali � mais humida

E ali teremos mais chances de achar �gua.

Pequenas nascentes de �gua fresca s�o a salva��o por aqui.

E � definitivamente uma nascente.

Este o�sis da Patagonia � um meio de sobrevivencia do povo local.

E d� pra ver v�rios animais em volta da �gua.

e vejam s� isso.

a �nica coisa

� que os animais al�m de beber a �gua tamb�m urinam e defecam.

o que vou tentar fazer �, construir uma barragem.

para fazer a �gua fluir

e tentar deixar a parte contaminada longe.

e vejam como j� come�am a correr.

e isso � o que vou beber.

e quando estiver procurando por �gua

se deixar enganar pela sede

e achar que esta aqui � boa para beber.

quando a �gua fresca esta bem aqui.

saindo fresca direto do solo, e mesmo parecendo meio lama�enta

� melhor tomar isso

N�o � boa id�ia, a n�o ser que esteja desesperado.

O numero de feses de animais � indicativo de parasitas e doen�as.

Mas pode salvar sua vida.

mas pelo menos a fonte n�o � contaminada.

e um tanto quanto complicado de se beber

Mas � tudo que ira conseguir.

As distancias aqui s�o imensas.

Tem que continuar na esperan�a de achar comida, �gua e abrigo.

Mas este ambiente arido pode apresentar obst�culos imensos.

Todas estas escarpas s�o basicamente rocha dura.

Com v�rias camadas, e n�o se pode dar a volta.

somente escal�-las.

E esta parte � muito bonita.

e eu adoro escalar

vou ver se consigo subir e ultrapass�-la.

� cerca de 50 metros de altura, e est� cheio de fendas e fissuras.

� o sonho do alpinista, por�m o mais duro.

algumas vezes voc� olha para o penhasco

e pensa que � imposs�vel.

E meu pais me disse que nunca pode dizer que � imposs�vel escalar sem antes tentar.

E quando chega perto � que pode ver o caminho que poder� tomar.

Circundar estas montanhas levaria dias.

Mas se for tentar subir, � assim que se faz.

E tudo que estou usando aqui

s�o minhas m�os contra as rochas, para tentar segurar algo.

E depois fazer o mesmo sem prender muito a circula��o.

E a regra para se escalar �...

Distribuir seu peso, ent�o n�o � s� os dedos...

ou apenas um p�. Mas o equilibrio.

Numa grande escalada como esta, � vital conservar as for�as.

N�o se apresse, e d� cada passo calmamente.

Assuma sua posi��o e ent�o d� o pr�ximo passo.

Este � um passo importante, aqui ou vai ou racha.

e se olhar l� pra baixo, � uma queda e tanto.

vou tentar colocar meu p� aqui.

Que escalada dif�cil.

Mas divertida.

No meu pr�ximo desafio estarei com os Gauchos da Patagonia.

para a ca�a do maior predador da estepe.

Esta � uma presa do puma.

Estamos na trilha de um Puma o predador local.

Os gauchos da Patagonia tem rebanhos de ovelha h� s�culos.

Estes caub�is Argentinos sabem as t�cnicas para sobreviver aqui...

e s�o especialistas em ca�ada e cavagada.

este � o Raul.

Vou perguntar se tem Puma por perto.

e parece que tem uns rastros por aqui.

Perto deste po�o.

Puma s�o maquinas de matar.

Do tamanho dos le�es da montanha.

E podem acabar com v�rias lebres.

Ele n�o v� nenhum por aqui. Mas acha que est� l� em cima.

Puma s�o os grandes problemas daqui,

Todos tem uma estoria sobe ele.

T� bem feio aqui em cima.

Com a chuva e o vento.

Mas n�o parece deter o Raul.

esta determinado a achar o Puma.

Mas nesta altura, estou mais determinado a sair desta chuva.

Mesmo sabendo que esta area � praticamente deserta

O tempo aqui na Patagonia muda r�pidamente.

E n�o demora muito para vermos os primeiros sinais do puma.

Isso � o que acontece com uma presa do Puma.

Isso significa que estamos no caminho certo.

E alguns conselhos que o Raul me disse

� que se for atacado por um Puma, e segundo ele...

Sua melhor chance � blefar.

Ent�o fique de p�, fa�a barulho e mostre que � mais forte do que aparenta.

No ano passado um homem que pescava num rio foi morto por um Puma.

e parece que estamos ficando perto demais do Puma.

ele disse que isso foi uma presa do Puma.

Aqui a cabe�a de um animal parecido com o Lama.

e aqui foi o local onde ele se alimentou.

Ele disse que aqui � o t�pico lugar onde o Puma gosta...

tem uma boa vista, fica na sombra, fora da chuva

e � o lugar que o Puma usa

ele acha que o Puma n�o est� longe.

Raul realmente esta sentindo algo.

debaixo das rochas podemos sentir o poder do Puma.

um bezerro s� pela metade.

Olhe para o nariz dele, � ali que ele ataca, e olhe a marca da garra.

Enfia a garra e rasga a pele.

e ainda comeu todos os org�os macios.

e esta � sem d�vida uma presa do Puma.

ele est� preocupado pois este ataque foi recente...

e tem muito osso em volta.

N�o � um lugar recomendado para ficar.

Raul n�o deixar� nenhuma parte da carne ser desperdi�ada.

Ir� tirar a pele e aproveitar a carne.

e em 20 segundos ele j� tirou a pele

Perguntei se d� pra comer a carne crua, direto da carca�a.

em poucas palavras ele disse: sim!

Que peda�o gigante, T� dif�cil de engolir esta.

Meu Deus!

Ele n�o quer um peda�o, que maravilha.

Ele disse que � melhor cozida.

muito obrigado!

Vamos levar a carca�a e sair desta colina.

Vi de perto o que o Puma pode fazer.

Na pr�xima estarei numa noite fria, na estepe.

E j� sei que hoje a noite vai fazer muito frio.

Estou cruzando a estepe da Patagonia.

No s�culo 19 era criado rebanho de ovelhas.

Mas devido a poucos alimentos n�o existe povoados por aqui.

Pessoas geralmente gostam de superficies planas.

Mas a distancia fica deturpada.

E o que eu aprendi na Patagonia, por experi�ncia pr�pria.

� que tens que multiplicar a distancia, pois aqui � tudo muito longe,

e conseguem ver o lago, parece estar de 5 a 10 minutos de caminhada.

Mas acredite, � uma caminhada de 45 minutos.

E tem uma est�ria de 3 rapazes.

que descobriram qu�o duro esta terra pode ser.

Eles morrem de sede, e estavam a metros de um c�rrego.

E a noite nublada indicam que terei uma noite de -26 �C.

E sei que hoje a noite ser� fria.

ent�o minha prioridade � conseguir um abrigo do vento...

e coletar algumas lenhas para o fogueira...

para que possa me manter quente.

se for acampar, a regra �, fa�a antes de anoitecer.

esta � o maior obstaculo que achei.

e � um bom local para um abrigo, bem protegido do vento.

tenho bastante madeira, e o bom desta rocha.

esta cheio de barba de velho.

E � excelente para come�ar fogo.

Isso tem sempre por aqui, e � usado h� s�culos para fazer fogo.

Os "conquistadores" tamb�m usavam para fazer fogo.

e funciona muito bem.

quando estava procurando por lenha, percebi v�rias trilhas de animais.

- e especialmente as Lebres. - Se conseguir fazer armadilhas...

Com minhas cordas do p�ra-quedas. Terei uma chance de pegar comida.

E o que devo fazer � um n� simples de um lado

o que te dar� um la�o pequeno

e passamos a outra ponto dentro do la�o

e quando faz press�o ele se amarra sozinho.

Ok, tenho um bocado de armadilhas.

E vou esfregar um pouco desta vegeta��o na minha m�o.

e provavelmente isso ira esconder um pouco do meu cheiro para as lebres.

e tudo que ir�o cheirar � mato e nao humano.

Tentar capturar algo � sempre um neg�cio delicado.

Leve tempo, paci�ncia e quase sempre voc� acaba com fome.

Vou tentar aumentar as minhas chances colocando quantas eu puder.

E aqui esta a trilha que ele faz regularmente

Mas � sempre bom fazer algo para que v� direto para a armadilha.

ai ele n�o tem para onde ir, e tem que passar pela armadilha.

e a primeira coisa a fazer � amarrar bem num destes arbustos.

e tudo que preciso � de uns destes para fazer a guia.

e tem que estar um pouco acima do solo e do tamanho de um punho.

e espero que ele passe por esta armadilha e seja pego.

o sol esta caindo e a luz diminuindo.

Mas sei de experi�ncias anteriores que nem sempre terei meu caf� da manh�.

e ficarei h� uns metros no meu acampamento me aquecendo na fogueira.

fico imaginando que lugares magico como este tudo fica mais lento

e a vida fica menos complicada, e pode ver como a vida ganha import�ncia.

E neste momentos sozinhos eu me agarro a minha f�, o que me ajuda...

a segurar as pontas.

Passei a noite numa pedra na Patagonia.

noite passada foi muito frio e agora preciso me aquecer.

E meu pai sempre dizia uma vez por ano passe uma noite sozinho na selva

S� para ver como isso � lindo.

Quero continuar, e ver se peguei uma lebre.

E nesta manh� fria, seria um presente ter uma lebre na minha armadilha.

Mas desta vez parece que a lebre foi mais experta.

N�o tive sorte com esta tamb�m.

e podemos ver rastros dela, e obviamente ela usou esta trilha.

Mas n�o peguei nada.

Parece que n�o terei lebre para o caf�.

Com pouca comida aqui na estepe sobreviver aqui � um desafio.

Eu tenho que seguir.

Estou na estepe, Patagonia.

Onde os ventos castigam e o sol queima.

estou a merc� dos elementos mais duros

Parece que o vento ta me cortando.

At� mesmo este pequeno arbusto � uma dadiva dos Deuses.

descan�arei 2 minutos.

� muito bom sair do vento.

e este � um arbusto gordo.

e � a �nica coisa que cresce e que te dar� prote��o.

E os Gauchos ainda dormem nestes arbustos.

Como um abrigo.

e as flores s�o comest�veis.

e no ver�o este arbusto fica coberto por frutas.

mas por enquanto so tenho esta flor pequenina, que dar� para molhar a boca...

e 1,5 calorias, mas bem saborosa.

Esta estepe � coberta por rios de �guas glaciais.

E para descer voc� pode escolher, ou o caminho lento ou o r�pido.

Eu preferi o meio r�pido

Estes corregos trazem �gua glacial l� de cima da estepe at� aqui embaixo.

Que �gua boa!

Melhor de tudo, a �gua � pura e limpa.

Engra�ado um rio vindo daquela estepe ser considerado uma ben��o.

Se acompanhar este rio, as chances de encontrar comida s�o grandes.

Tenho que seguir o rio e pegar tudo que encontrar.

Acho que estas s�o pequenas "macachinchus" e esta � bem pequena.

e se cavar um pouco conseguir� pegar a raiz dela

E elas s�o mais para o ver�o onde ficam grandes do tamanho de uma batata.

estou indo devagar para n�o perder nada.

N�o parece muito mas ela � cheio de carboidrato.

Tens que ser um cirurgi�o para n�o cortar a raiz dela.

parece ser uma loteria, ou pega uma grande ou uma pequena.

e isso � muito bom.

Parece um tuberculo com um pouco de areia nele.

N�o � um banquete, mas � a comida que podes achar por aqui.

Uma das regras da sobrevivencia � manter a �gua por perto.

Se encontrar um c�rrego e segui-lo, ter�s mais chances de encontrar pessoas.

Patagonia levou me ao limite.

Enfrentei neve, gelo, vento e calor.

Mas me marcou bastante.

Legendas: Tchodz.

Este � o mesmo cen�rio que os �ndios tinham h� milhares de anos.

E tamb�m os exploradores, como Darwin viram

e para mim fica a imagem desta terra que parece n�o mudar muito.

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