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Bear Grylls e sua equipe recebem ajuda em situa��es de risco de vida...
como solicitado pelas regras de seguran�a. Em alguns casos, situa��es
s�o apresentadas para que Bear possa demonstrar as t�cnicas de sobreviv�ncias.
Sempre procure ajuda profissional quando em locais perigosos.
Sou Bear Grylls.
Vou procurar desafios extremos, nos lugares mais perigosos da terra.
Ter algum conhecimento de sobrevivencia
pode ser a diferen�a entre a vida e a morte.
Estou na Patagonia, um dos lugares mais remotos do planeta.
Esta � uma presa do Puma.
Esta terra lendaria,
tem uma das temperaturas mais baixas e ventos fortes do planeta.
Parece que agulhas no meu rosto.
Esta � uma terra deserta coberto por gelo e fogo.
- isso tamb�m � mortal. - Se perder aqui...
O levar� ao limite do que qualquer outro lugar.
Aqui voc� congela.
S� os mais resistentes podem sobreviver nesta vastid�o.
Vou mostrar at� onde ter� que ir neste lugar mais remoto do mundo.
"� prova de tudo"
Aventura nos Andes.
Estou vindo para explorar um dos lugares mais selvagens do planeta Patagonia
Estou indo a um dos lugares mais bonitos da Patagonia.
O Perito Moreno Glacier
Avan�ando 2 metros por dia � uma das �nicas que v�o t�o longe.
10 vezes o tamanho de Manhattan.
Estas imensas geleiras resfriam a Patagonia com ventos indesejav�is.
Este � o �ltimo pa�s no mundo no qual querer�s estar perdido
Vou tentar cruzar esta geleira imensa. E mostrar algumas t�cnicas para sobreviver.
Uma equipe de filmagem me acompanhar�.
E a primeira coisa complicada e se mover sobre isso...
com meu tipo de botas, � como subir uma montanha, num ringe de gelo.
Vejam s� isso.
Tente se mover nas geleiras sem botas de alpinismo, � imposs�vel.
E so tentei subir 6 metros.
Vou ter que achar outro meio se quiser atravesar isso.
Se n�o tiver equipamento adequado o jeito � improvissar.
vou tirar minhas botas...
e as meias...
e vou tentar encaixa-la...
bem aqui.
e o objetivo � as meias me darem mais tra��o...
que destas botas.
N�o sei se ir� funcionar, mas s� tem um jeito de saber.
ok, vamos tentar.
e funcionou, realmente mais abrasivo.
do que o solado liso.
quem imaginaria, um par de meias me daria sustenta��o neste piso liso.
A temperatura pode cair abaixo dos -20 � Celsius.
Mas os ventos fazerm parecer -40� Celsius
N�o vai quer ficar por aqui, tem que continuar.
O que est� acontecendo agora �...
que com estas ondas de gelo e aquelas rachaduras esta fazendo...
com que o senso de dire��o fique deturpado.
Para aumentar o ritmo tirei as meias e coloqueis os garmpos de gelo.
Os 2253 Km� se racham e torcem formando pequenas ondas
Rachaduras mortais est�o por toda parte.
Se n�o posso pular sobre elas eu dou a volta.
� como estar preso num grande cubo de gelo.
Estava querendo ir naquela dire��o.
parece ser um pouco mais plano.
Se conseguir chegar l�, provavelmente me levaria entre os morros.
Mas � muito dif�cil manter a dire��o por aqui.
pois esta cheio de buracos e depress�es.
As rachaduras s�o o grande problema aqui.
Na primavera tudo come�a a derreter formando a Mula.
� um ambiente escuro e congelante.
A geleira � quase um km de profundidade...
Vou descer neste buraco para ver como � este inferno.
Se cair num destes voc� nunca mais voltar�.
Este � um lugar magn�fico.
A qualquer momento pode estar cheio de �guas gelidas.
Que morte terr�vel seria.
e um cara morreu num destes tubos de gelo.
em uma expedi��o ao Himalaia
Ele simplesmente cai dentro e foi diret para a escurid�o e nunca mais foi visto.
e por isso que estes buracos s�o verdadeiros matadores.
Vou tentar subir. Mas este gelo � realmente duro.
A �gua esta escorrendo pelas paredes me deixando congelado.
Minhas botas est�o cheias de �gua gelada.
Tenho que sair agora e devo ser r�pido.
Minhas garras de gelo mal arranham o gelo.
e este gelo � duro que nem rocha.
preciso de um bom agarramento para me levantar.
Se tivesse apenas pelo cabo, seria vanido neste abismo.
Deus!
Estou realmente apanhando aqui.
N�o estou conseguindo me agarrar, nem mesmo com os ganchos de ferro.
o inferno � congelante.
Estou no Perito Moreno Glacier na Patagonia.
estou suando para sair deste buraco.
Um buraco frio e duro de gelo.
� desgastante lento e dolorido.
Minhas m�os est�o congelando, n�o sinto mais meus p�s...
E mal consigo me segurar.
Mas preciso fazer um �ltimo esfor�o para sair daqui.
J� tinha esquecido como � gratificante ter o sol no rosto.
pois l� em baixo naquele buraco, preto e azul...
N�o � um bom lugar para estar.
Sai do buraco, mas roupas molhas por aqui � sinal de morte.
Vou tirar estes ganchos de ferro do meu...
Meus dedos est�o dormentes.
E vou tirar estas roupas molhas.
Voc� fica com hipotermia numa geleira destas, muito r�pido.
Vou tirar tudo, secar, por devolta e continuar.
E espero que haja calor suficiente para que as roupas sequem.
Seu corpo molhado perde calor 3x mais r�pido do que seco.
Se n�o me aquecer pode ser minha morte.
E no momento o que quero � me aquecer.
E voces est�o se perguntando, que diabos ele faz l� pelad�o no meio da Patagonia.
e � a mesma perunta que fa�o a mim mesmo.
� fundamento da sobrevivencia. se ficar molhado tem que le livrar dela...
e seca-la assim que poss�vel.
ok, voc�s v�o me desculpar, mas nos pr�ximos 10 minutos...
Vou dar uma de louco, e me aquecer.
J� esta melhorando.
N�o h� abrigo nem o que comer aqui, apenas tenho que continuar.
Adentrando as geleiras.
Agora estou mais no meio da geleira...
Pode-se ver que aqui � bem mais plano.
Parece uma auto estrada de gelo.
Mas n�o h� paradas nesta estrada.
Sobreviver aqui � dif�cil at� mesmo para o mais bem preparado.
Ei pessoal venham dar uma olhada
se querem ver um sobrevivente.
olhem para este cara.
� chamado: "Ande polo welinki"
E ele � muito raro, so encontrado aqui na Patagonia.
De fato, � a �nica coisa que sobrevive aqui na Patagnia.
� t�o raro que � protegido pelas leis da Argentina.
Mas em situa��es de sobrevivenia, voc� pode com�-lo.
E � perfeitamente adaptado a este ambiente de temperaturas abaixo de zero...
de ventos fortes e muito gelo.
Incr�vel.
e que nome "Ande polo welinki"
Vamos deix�-lo quieto.
Nunca contava com um ambiente t�o in�spito e imperdo�vel.
As temperaturas nas geleiras podem alcan�ar -40 � C.
Mas o terreno retorcido do perito moreno
Faz a navega��o � desafio e tanto.
Galera, chegamos no topo do telhado.
N�o quero voltar e preciso continuar.
E o que posso fazer � circundar a corda ali
com minha corda, e descer.
O manual da sobrevivencia diz, d� a volta no obst�culo.
Mesmo se lhe custar tempo e energia.
Mas irei mais r�pido se fizer rapel neste morro.
E o que estou fazendo � lascando o gelo, para que caiba a minha corda.
o gelo � t�o compacto que pode se estilha�ar.
Vou desenrolar a corda.
Tenho que me assegurar que � forte o suficiente para n�o se partir.
Se for fino a corda ira cort�-la como queijo.
E o que vou fazer � por as cordas entre as pernas, por cima da cabe�a e estou pronto para ir.
j� estou pendurado.
e para baixo iremos.
o gelo aguentou e estou aqui em baixo.
e a melhor parte �...
que � f�cil de pegar a corda devolta.
Servi�o acabado.
As rochas que estavam sob o gelo come�am a aparecer.
O solo esta literalmente se abrindo para mim.
Mas n�o � um lugar seguro.
Estas cavernas s�o formadas pelos rios.
- Ei pessoal tomem cuidado. - Ela parece aconchegante mas...
podem se tornar aramadilhas.
A geleira esta constantemente so movendo e pode encher de �gua glacial.
ou desmoronar e te esmagar.
E estes tuneis parecem o cora��o das geleiras...
isso parece uma grande arteria suprindo todo este gelo.
A geleira move-se em incr�veis 2 metros por dia.
e o gelo esta em constante press�o.
isso � realmente um lugar desconfort�vel.
e voc�s n�o imaginam quantos milh�es de gelo sob minha cabe�a.
e a qualquer momento posso ser atingido por um desmoronamento.
E a �nica coisa boa desta caverna de gelo.
� que posso encher meu cantil de �gua.
Mas este n�o � um bom local para se estar. Bem na barriga da geleira.
S� vou encher isso e sair daqui r�pido.
Vamos logo.
Certo vamos dar o fora daqui.
E d� pra ver estas partes do gelo, e aqui � a parte mais fr�gil.
Este lugar � realmente bonito.
� o t�pico lugar em que se imagina ser a casa do Super-Homem.
mas tamb�m � mortal
este � um lugar em que fiquei feliz de sair.
Sobrevivi as rachaduras e as cavernas das geleiras.
Agora meu pr�ximo desafio na Patagonia e ir ao limite das minhas for�as.
Estou prestes a saltar no deserto semi-�rido da Patagonia.
� a parte das montanhas em que menos chove.
A estepe recebe menos chuva do que no Novo M�xico.
Os locais dizerm que os ventos s�o t�o severos...
que deixam os homens loucos.
Dizem que esta parte da Patagonia revela quem voc� realmente �.
e � pra l� que vou, pra dentro deste lugar cruel.
Esta area � mais larga que a California.
S�o 486 mil Km� de muitos arbustos nanicos.
� pequeno para comer e n�o serve de prote��o para os ventos que aqui sopram.
Foi um aterrisagem desastrosa mas estou a salvo na superf�cie.
E n�o h� tempo pra gastar.
E a raz�o de ser t�o implac�vel.
� uma combina��o perigosa destes ventos impiedosos
com este sol forte e baixas temperaturas.
E � um dos poucos lugares onde voc� pode ter queimadura do sol,
e hipotermia ao mesmo tempo.
o inverno dura 5 meses na Patagonia,
e mesmo que o sol brilhe no alto da colina, ele n�o vai lhe aquecer.
Os ventos podem alcan�ar os 200 Km/h.
suficiente para destruir casas e te levantar.
Qualquer �gua se evapora devido ao sol e aos ventos.
Tudo � t�o seco, vejam s� isso.
tudo isso.
e a terra.
muito seco.
Ent�o o desafio aqui � encontrar �gua.
Encontrar �gua � quest�o de vida ou morte.
Para sobreviver aqui, ter�s que entender os sinais da terra.
E se olharem para as montanhas parece que elas se fundem.
bem aqui nesta depress�o
E aquela parte preta ali � mais humida
E ali teremos mais chances de achar �gua.
Pequenas nascentes de �gua fresca s�o a salva��o por aqui.
E � definitivamente uma nascente.
Este o�sis da Patagonia � um meio de sobrevivencia do povo local.
E d� pra ver v�rios animais em volta da �gua.
e vejam s� isso.
a �nica coisa
� que os animais al�m de beber a �gua tamb�m urinam e defecam.
o que vou tentar fazer �, construir uma barragem.
para fazer a �gua fluir
e tentar deixar a parte contaminada longe.
e vejam como j� come�am a correr.
e isso � o que vou beber.
e quando estiver procurando por �gua
se deixar enganar pela sede
e achar que esta aqui � boa para beber.
quando a �gua fresca esta bem aqui.
saindo fresca direto do solo, e mesmo parecendo meio lama�enta
� melhor tomar isso
N�o � boa id�ia, a n�o ser que esteja desesperado.
O numero de feses de animais � indicativo de parasitas e doen�as.
Mas pode salvar sua vida.
mas pelo menos a fonte n�o � contaminada.
e um tanto quanto complicado de se beber
Mas � tudo que ira conseguir.
As distancias aqui s�o imensas.
Tem que continuar na esperan�a de achar comida, �gua e abrigo.
Mas este ambiente arido pode apresentar obst�culos imensos.
Todas estas escarpas s�o basicamente rocha dura.
Com v�rias camadas, e n�o se pode dar a volta.
somente escal�-las.
E esta parte � muito bonita.
e eu adoro escalar
vou ver se consigo subir e ultrapass�-la.
� cerca de 50 metros de altura, e est� cheio de fendas e fissuras.
� o sonho do alpinista, por�m o mais duro.
algumas vezes voc� olha para o penhasco
e pensa que � imposs�vel.
E meu pais me disse que nunca pode dizer que � imposs�vel escalar sem antes tentar.
E quando chega perto � que pode ver o caminho que poder� tomar.
Circundar estas montanhas levaria dias.
Mas se for tentar subir, � assim que se faz.
E tudo que estou usando aqui
s�o minhas m�os contra as rochas, para tentar segurar algo.
E depois fazer o mesmo sem prender muito a circula��o.
E a regra para se escalar �...
Distribuir seu peso, ent�o n�o � s� os dedos...
ou apenas um p�. Mas o equilibrio.
Numa grande escalada como esta, � vital conservar as for�as.
N�o se apresse, e d� cada passo calmamente.
Assuma sua posi��o e ent�o d� o pr�ximo passo.
Este � um passo importante, aqui ou vai ou racha.
e se olhar l� pra baixo, � uma queda e tanto.
vou tentar colocar meu p� aqui.
Que escalada dif�cil.
Mas divertida.
No meu pr�ximo desafio estarei com os Gauchos da Patagonia.
para a ca�a do maior predador da estepe.
Esta � uma presa do puma.
Estamos na trilha de um Puma o predador local.
Os gauchos da Patagonia tem rebanhos de ovelha h� s�culos.
Estes caub�is Argentinos sabem as t�cnicas para sobreviver aqui...
e s�o especialistas em ca�ada e cavagada.
este � o Raul.
Vou perguntar se tem Puma por perto.
e parece que tem uns rastros por aqui.
Perto deste po�o.
Puma s�o maquinas de matar.
Do tamanho dos le�es da montanha.
E podem acabar com v�rias lebres.
Ele n�o v� nenhum por aqui. Mas acha que est� l� em cima.
Puma s�o os grandes problemas daqui,
Todos tem uma estoria sobe ele.
T� bem feio aqui em cima.
Com a chuva e o vento.
Mas n�o parece deter o Raul.
esta determinado a achar o Puma.
Mas nesta altura, estou mais determinado a sair desta chuva.
Mesmo sabendo que esta area � praticamente deserta
O tempo aqui na Patagonia muda r�pidamente.
E n�o demora muito para vermos os primeiros sinais do puma.
Isso � o que acontece com uma presa do Puma.
Isso significa que estamos no caminho certo.
E alguns conselhos que o Raul me disse
� que se for atacado por um Puma, e segundo ele...
Sua melhor chance � blefar.
Ent�o fique de p�, fa�a barulho e mostre que � mais forte do que aparenta.
No ano passado um homem que pescava num rio foi morto por um Puma.
e parece que estamos ficando perto demais do Puma.
ele disse que isso foi uma presa do Puma.
Aqui a cabe�a de um animal parecido com o Lama.
e aqui foi o local onde ele se alimentou.
Ele disse que aqui � o t�pico lugar onde o Puma gosta...
tem uma boa vista, fica na sombra, fora da chuva
e � o lugar que o Puma usa
ele acha que o Puma n�o est� longe.
Raul realmente esta sentindo algo.
debaixo das rochas podemos sentir o poder do Puma.
um bezerro s� pela metade.
Olhe para o nariz dele, � ali que ele ataca, e olhe a marca da garra.
Enfia a garra e rasga a pele.
e ainda comeu todos os org�os macios.
e esta � sem d�vida uma presa do Puma.
ele est� preocupado pois este ataque foi recente...
e tem muito osso em volta.
N�o � um lugar recomendado para ficar.
Raul n�o deixar� nenhuma parte da carne ser desperdi�ada.
Ir� tirar a pele e aproveitar a carne.
e em 20 segundos ele j� tirou a pele
Perguntei se d� pra comer a carne crua, direto da carca�a.
em poucas palavras ele disse: sim!
Que peda�o gigante, T� dif�cil de engolir esta.
Meu Deus!
Ele n�o quer um peda�o, que maravilha.
Ele disse que � melhor cozida.
muito obrigado!
Vamos levar a carca�a e sair desta colina.
Vi de perto o que o Puma pode fazer.
Na pr�xima estarei numa noite fria, na estepe.
E j� sei que hoje a noite vai fazer muito frio.
Estou cruzando a estepe da Patagonia.
No s�culo 19 era criado rebanho de ovelhas.
Mas devido a poucos alimentos n�o existe povoados por aqui.
Pessoas geralmente gostam de superficies planas.
Mas a distancia fica deturpada.
E o que eu aprendi na Patagonia, por experi�ncia pr�pria.
� que tens que multiplicar a distancia, pois aqui � tudo muito longe,
e conseguem ver o lago, parece estar de 5 a 10 minutos de caminhada.
Mas acredite, � uma caminhada de 45 minutos.
E tem uma est�ria de 3 rapazes.
que descobriram qu�o duro esta terra pode ser.
Eles morrem de sede, e estavam a metros de um c�rrego.
E a noite nublada indicam que terei uma noite de -26 �C.
E sei que hoje a noite ser� fria.
ent�o minha prioridade � conseguir um abrigo do vento...
e coletar algumas lenhas para o fogueira...
para que possa me manter quente.
se for acampar, a regra �, fa�a antes de anoitecer.
esta � o maior obstaculo que achei.
e � um bom local para um abrigo, bem protegido do vento.
tenho bastante madeira, e o bom desta rocha.
esta cheio de barba de velho.
E � excelente para come�ar fogo.
Isso tem sempre por aqui, e � usado h� s�culos para fazer fogo.
Os "conquistadores" tamb�m usavam para fazer fogo.
e funciona muito bem.
quando estava procurando por lenha, percebi v�rias trilhas de animais.
- e especialmente as Lebres. - Se conseguir fazer armadilhas...
Com minhas cordas do p�ra-quedas. Terei uma chance de pegar comida.
E o que devo fazer � um n� simples de um lado
o que te dar� um la�o pequeno
e passamos a outra ponto dentro do la�o
e quando faz press�o ele se amarra sozinho.
Ok, tenho um bocado de armadilhas.
E vou esfregar um pouco desta vegeta��o na minha m�o.
e provavelmente isso ira esconder um pouco do meu cheiro para as lebres.
e tudo que ir�o cheirar � mato e nao humano.
Tentar capturar algo � sempre um neg�cio delicado.
Leve tempo, paci�ncia e quase sempre voc� acaba com fome.
Vou tentar aumentar as minhas chances colocando quantas eu puder.
E aqui esta a trilha que ele faz regularmente
Mas � sempre bom fazer algo para que v� direto para a armadilha.
ai ele n�o tem para onde ir, e tem que passar pela armadilha.
e a primeira coisa a fazer � amarrar bem num destes arbustos.
e tudo que preciso � de uns destes para fazer a guia.
e tem que estar um pouco acima do solo e do tamanho de um punho.
e espero que ele passe por esta armadilha e seja pego.
o sol esta caindo e a luz diminuindo.
Mas sei de experi�ncias anteriores que nem sempre terei meu caf� da manh�.
e ficarei h� uns metros no meu acampamento me aquecendo na fogueira.
fico imaginando que lugares magico como este tudo fica mais lento
e a vida fica menos complicada, e pode ver como a vida ganha import�ncia.
E neste momentos sozinhos eu me agarro a minha f�, o que me ajuda...
a segurar as pontas.
Passei a noite numa pedra na Patagonia.
noite passada foi muito frio e agora preciso me aquecer.
E meu pai sempre dizia uma vez por ano passe uma noite sozinho na selva
S� para ver como isso � lindo.
Quero continuar, e ver se peguei uma lebre.
E nesta manh� fria, seria um presente ter uma lebre na minha armadilha.
Mas desta vez parece que a lebre foi mais experta.
N�o tive sorte com esta tamb�m.
e podemos ver rastros dela, e obviamente ela usou esta trilha.
Mas n�o peguei nada.
Parece que n�o terei lebre para o caf�.
Com pouca comida aqui na estepe sobreviver aqui � um desafio.
Eu tenho que seguir.
Estou na estepe, Patagonia.
Onde os ventos castigam e o sol queima.
estou a merc� dos elementos mais duros
Parece que o vento ta me cortando.
At� mesmo este pequeno arbusto � uma dadiva dos Deuses.
descan�arei 2 minutos.
� muito bom sair do vento.
e este � um arbusto gordo.
e � a �nica coisa que cresce e que te dar� prote��o.
E os Gauchos ainda dormem nestes arbustos.
Como um abrigo.
e as flores s�o comest�veis.
e no ver�o este arbusto fica coberto por frutas.
mas por enquanto so tenho esta flor pequenina, que dar� para molhar a boca...
e 1,5 calorias, mas bem saborosa.
Esta estepe � coberta por rios de �guas glaciais.
E para descer voc� pode escolher, ou o caminho lento ou o r�pido.
Eu preferi o meio r�pido
Estes corregos trazem �gua glacial l� de cima da estepe at� aqui embaixo.
Que �gua boa!
Melhor de tudo, a �gua � pura e limpa.
Engra�ado um rio vindo daquela estepe ser considerado uma ben��o.
Se acompanhar este rio, as chances de encontrar comida s�o grandes.
Tenho que seguir o rio e pegar tudo que encontrar.
Acho que estas s�o pequenas "macachinchus" e esta � bem pequena.
e se cavar um pouco conseguir� pegar a raiz dela
E elas s�o mais para o ver�o onde ficam grandes do tamanho de uma batata.
estou indo devagar para n�o perder nada.
N�o parece muito mas ela � cheio de carboidrato.
Tens que ser um cirurgi�o para n�o cortar a raiz dela.
parece ser uma loteria, ou pega uma grande ou uma pequena.
e isso � muito bom.
Parece um tuberculo com um pouco de areia nele.
N�o � um banquete, mas � a comida que podes achar por aqui.
Uma das regras da sobrevivencia � manter a �gua por perto.
Se encontrar um c�rrego e segui-lo, ter�s mais chances de encontrar pessoas.
Patagonia levou me ao limite.
Enfrentei neve, gelo, vento e calor.
Mas me marcou bastante.
Legendas: Tchodz.
Este � o mesmo cen�rio que os �ndios tinham h� milhares de anos.
E tamb�m os exploradores, como Darwin viram
e para mim fica a imagem desta terra que parece n�o mudar muito.
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