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Original subtitles

MOTHER - UMA FOR�A �NICA

Diz ol� � m�e.

Sentido! Sentido! Bater contin�ncia!

Do-joon!

� tu do Mercedes! Grande besta!

Do-joon, est�s bem?

N�o, sangue! Sangue! Est�s a sangrar, Do-joon!

Gaita, m�e! Volta para a loja!

Mas est�s a sangrar!

Ele est� a sangrar.

Eu sabia.

O sangue � teu.

Para o campo de golfe, no Royal Palace Country Club!

Eles foram para l�?

Imbecil, para onde mais iria um Mercedes nesta vila?

Atropelamento e fuga?

Sacanas que atropelam as pessoas e arrancam merecem levar um enxerto.

- Olha! Estou a sangrar! - Pronto, est� bem.

Matr�cula 5362, Mercedes Benz branco.

A matr�cula � 5293, idiota. E era um Mercedes preto.

Pois, um Mercedes preto. Mercedes preto...

- Como podes confundir... - � poss�vel.

No teu caso, sim. O teu c�rebro � especial.

Olha!

Est� ali!

Isso deve ter do�do.

Anda l�, palerma.

J� chega, n�o � preciso uma opera��o.

� m�dica, por acaso?

N�o mexa o dedo. O que est� a fazer?

Est� a dar comigo em maluca. Onde diabo se meteu?

� um campo de golfe.

Exacto, um campo de golfe.

N�o te lembras do que nos trouxe aqui, pois n�o?

Viva! E v�o doze.

O que v� ela em ti? A tua m�e.

A m�e, claro.

Veio o carro e... Pumba!

Sangrei.

- Isto � uma vingan�a. - Certo, viemos vingar-nos.

J� agora, onde est�o os sacanas do Mercedes?

J� deviam ter passado por aqui.

Ena p�! Olha!

O que vais fazer com essas bolas todas?

Vou d�-las a uma rapariga.

- Tens a quem d�-las? - Sim.

J� dormiste com uma mulher?

Imbecil. Tu, com esse palminho de cara...

- Eu j� dormi com uma mulher. - Quem?

A minha m�e.

Onde raio se meteram eles?

Anda!

- J� est�o aqui. - Vingan�a, vingan�a!

- O que est� aquele idiota a fazer? - Est�pidos de merda!

P�ra o carro! Tu a�!

O que est� a fazer?!

Por quem se toma? O que vem a ser isto?

Grandes bestas!

Quem ia ao volante? Seus sacanas criminosos!

Quem ia a conduzir? Eras tu?

O que vem a ser isto? O que vos deu?

Foste tu? Cabr�o!

Quem foi? Eras tu quem ia ao volante?

Desculpe. Este senhor � demasiado importante para estar aqui.

Como dizia, um acordo seria o melhor para todos.

Professores respeitados envolvidos num atropelamento...

E estes dois n�o s�o burl�es, s�o rapazes aqui da zona.

Vamos chegar a acordo, sim?

O atropelamento e a agress�o anulam-se mutuamente.

As amea�as verbais n�o ser�o tidas em conta.

DO-JOON

Reitor Kwon, o carro...

Eles espatifaram-me o retrovisor no parque de estacionamento.

Um Mercedes Benz 280.

Porra, por que foste espatifar o retrovisor?

- Vai custar um bal�rdio. - Pode crer.

Raios... O que me deu para fazer isso?

Sabes quanto custa o espelho, atrasado mental?

Atrasado?

O que est�s a fazer?

Larga-me!

Larga-me!

Quem � que aquele sacana julga que �?

Sentem-se.

- Um retrovisor daqueles custa... - Um bal�rdio.

Mil e quinhentos? Dois mil?

L� vem ela.

Boa tarde, senhor.

V�, come.

Come.

Depois de passar pela esquadra, uma pessoa deve alimentar-se bem.

Porra... Eu sei comer sozinho.

Cozi isto com raiz de deodeok e gugija.

- � bom para a virilidade. - A s�rio? Para a virilidade?

Por que est�s t�o preocupado com isso?

Por causa das mulheres.

Tens namorada?

Tenho, pois. Vou dormir com ela.

Vais dormir com ela? Quem �?

Vou dormir com uma mulher.

Como pudeste fazer aquilo ao Mercedes? O espelho � t�o caro!

Pimba, dei-lhe uma patada!

- Foi vingan�a. - Fizeste bem...

Mas eu n�o tenho dinheiro.

Onde vamos desencant�-lo? Vou p�r-me a escavar quintais?

Para qu� escavar? Pede emprestado ao Jin-tae.

O Jin-tae! Afasta-te dele, aquele rapaz � veneno.

� m� r�s.

Tudo bem.

- Aonde vais? - Vou ter com o Jin-tae.

Acaba de jantar, primeiro.

Ao menos, toma os rem�dios. Tens de tom�-los.

Do-joon, ainda n�o acabaste!

N�o venhas tarde!

N�o venhas tarde...

- N�o d�i, pois n�o? - N�o, n�o te preocupes.

N�o vai doer nada e fica por minha conta.

- Ent�o, podes emprestar-me dinheiro? - Quanto?

Preciso do dinheiro com urg�ncia e pago-te os juros em rem�dios.

- Rem�dios? - Sim, para te ajudar a engravidar.

- Garanto-te que resulta. - H� rem�dios que fazem isso?

Funciona mesmo.

Mal tomei o rem�dio, fiquei gr�vida Do-joon.

O teu filho vai ser t�o bonito como ele.

O Do-joon...

Os olhos dele s�o uma obra de arte. Parecem olhos de gamo.

- Como os meus? - Sim.

S�o iguaizinhos aos teus. S�o lindos.

Enfim, ultimamente, acho-te mais sensual.

- Quero dizer... - Pois, sim. Onde est� o Jin-tae?

Ainda n�o chegou? J� devia ter chegado.

H� horas que dizes isso.

N�o me atormentes, especialmente hoje.

Acabei de chegar da esquadra. Mostra algum respeito.

Jin-tae, onde te meteste? Despacha-te!

Vai-te deitar, m�e!

Vou fazer uma noitada. J� te disse para ires dormir!

Bela tacada!

Acorda.

Acorda!

Trata tu dele.

Ent�o, dormiste bem?

Limpa-me essa baba da cara.

Raios partam o anormal. Vai para o diabo.

Liga � tua m�e e pede-lhe que venha pagar a conta!

- J� estou a ficar maluca... - Do-joon!

J� te disse para usares a escada de servi�o.

- Mina! - Como tens andado?

- Queres beber um copo comigo? - A s�rio?

- V�, meia-volta e andor. - Liga-me.

- Pronto, j� vou. - Cala-te e vai fazer os deveres!

- Essa saia � bonita. - Tu, desaparece daqui.

- As pernas dela est�o mais bonitas. - Tira os olhos dela!

Desaparece daqui!

- Desampara-me a loja, sim? - Espera.

Toma isto, para pagar as bebidas.

� coisa cara.

Ouve l�!

Ouve l�!

Aonde vais?

O que me dizes a tomarmos um copo?

N�o bebes um copo com um gajo?

N�o gostas de homens?

Chegaste t�o tarde...

Como se chamava ela?

- Ah-jung? - Moon Ah-jung.

Liceu Feminino Seorin, segundo ano, turma quatro.

Ligaste para casa dela? H� tutores legais?

Tem uma av�, mas � tant� de todo.

Anda sempre com uma garrafa de vinho na m�o, a dar barraca.

- Ent�o, a mi�da � a respons�vel. - Sim.

Toma conta da av�.

J� agora, h� quanto tempo n�o t�nhamos um caso de homic�dio?

� o primeiro desde que estou aqui.

- J� passou assim tanto tempo? - Sim.

- O local parece estar intacto. - E est�.

- Que cen�rio, n�o �? - Os pol�cias de hoje em dia...

Todos v�em o "CSI" e essas coisas todas na televis�o.

A equipa forense tamb�m � competente.

Choveu h� bocado. Deve ter destru�do muitas provas.

� prov�vel.

A arma do crime deve ser um objecto contundente.

Cr�nio fracturado, sangue a rodos...

O que � isto? N�o chegou na semana passada?

- Meu Deus, que fedor. - Pois...

Parece um cad�ver em decomposi��o.

Meu Deus, se n�o �s cego, olha para isto.

E o aspecto...

As pessoas v�o pensar que veio da China.

E veio, minha senhora.

Ou�a, tenha d� de mim!

- Nem me fale na China. - Os produtos n�o s�o maus.

N�o me diga que continua a praticar acupunctura sem licen�a.

N�o, de modo algum!

O meu marido � funcion�rio p�blico. Sabe o sarilho que arranjaria?

Claro que sei.

Vai ser promovido em breve, tente n�o levantar ondas.

Tem ideia de como foi dif�cil saf�-la, no ano passado?

Cr� que � a �nica a sair prejudicada? Seria a desgra�a da minha fam�lia.

Preste aten��o quando falam consigo.

- M�e! - Do-joon! Do-joon!

Do-joon!

Do-joon!

- M�e! - Baixa-te!

- Cara�as... - Ela corre depressa.

Est�s preso pelo homic�dio de Moon Ah-jung.

Tens o direito ao sil�ncio,

mas duvido que tenhas dinheiro para um advogado.

L� vem ela, mas n�o h� nada que possa fazer.

N�o sabes guiar, imbecil?

Est�s magoado?

Vira a cabe�a. N�o te aleijaste na cabe�a? Vira!

Por que est� ele?

- � um c�o? - Um c�o.

- Um lobo? - Um c�o.

Est� sempre muito calor aqui.

S� h� homens, podes despir-te. As cal�as tamb�m, sim?

- As cal�as? - Despe-as, n�o h� problema.

Isto n�o � tortura, tamb�m vou despir as cal�as.

� agrad�vel.

J� agora, Do-joon... Sabes o que � sepaktakraw?

- Sabes, certo? - N�o.

S� gosto de desportos conhecidos, o coir�o.

Morde isto!

Chega aqui e morde a ma��.

Isso mesmo. Vira-te. O pecado anda de roda.

P�e-te direito. Fecha os olhos.

N�o te mexas, ou magoas-te. Morde com for�a!

Viste? Bem me pareceu.

� este o poder do sepaktakraw.

� um dos movimentos b�sicos.

Se n�o deres respostas claras, "sim" ou "n�o",

mato-te.

Vou ficar de olho em ti.

Do-joon, o que fizeste ontem � noite?

Deita fora a ma��.

- O que fizeste? - Fui beber um copo.

- Aonde? - Ao Manhattan.

Muito bem. E depois?

- Fui para casa dormir. - Pois claro.

Mas, antes disso...

Depois de teres estado a beber no Manhattan,

o que fizeste no caminho para casa?

A senhora do Manhattan disse que parecias um c�o com o cio.

- Como se chama a filha dela? - Mina.

Isso, Mina. Atiraste-te a ela?

- Bem, eu... - Respostas claras!

Dormi em casa, com a minha m�e.

- Muito simples. - Dormes com a tua m�e?

N�o precisas de responder.

Dizes que n�o te lembras de nada, mas toda a gente se lembra de ti.

Um homem viu-te quando estava a dar de comer ao c�o.

Viu-te a seguir a Moon Ah-jung, na direc��o do local do crime.

N�o � assim?

N�o me lembro.

Queres morrer aqui mesmo, vadio?

- Temos muitas ma��s. Abre a boca. - Deixa l� isso.

Sabes, tamb�m encontr�mos algo...

...ao p� do corpo.

Por que n�o puseste uma placa, j� agora?

Tem o teu nome e tudo.

- N�o te rias. - Do-joon, aqui entre n�s...

Por que a mataste?

Confesso que estou muito curioso.

Querias ter rela��es com a Moon Ah-jung, foi isso?

D�-nos um motivo e talvez o juiz seja clemente.

Talvez possamos ajudar-te.

� para o teu bem que ele te pergunta isto.

Do-joon.

Para ser franco, n�o creio que tenhas estofo de assassino.

Nem toda a gente � capaz de matar.

- Nunca foste mau rapaz. - Eu sei ser mau!

Cruzes...

� verdade, qualquer pessoa pode matar.

N�o � preciso nenhuma licen�a.

Enfim, n�o sabes qual foi o motivo...

Mas mataste-a, correcto?

O que interessa � que a mataste. Temos a confiss�o.

Como v�s, este documento cont�m todos os pormenores do caso.

D� uma vista de olhos.

Sabes ler, certo? Queres que o leia para ti?

Eu sei ler.

Tudo bem. Mas n�o o assines sem ler primeiro.

V� se est� tudo bem e assina. L� com aten��o.

Por que o fizeste?! Como foste capaz?

Eles bateram-te?

Os pol�cias bateram-te, n�o foi?

Onde te bateram?

Uma ma��...

Apple. Apple.

Do-joon, nestas alturas, tens de concentrar-te.

Concentra-te, respira fundo.

- Do-joon... - Toda a gente diz que a matei.

Respira como a m�e.

O pecado anda �s voltas...

...e vem dar a mim.

O que est�s para a� a dizer? Assinaste mesmo a confiss�o?

Porqu�? Porqu�?

Mesmo que a tenhas matado, tens de negar.

Se a matei, devo admiti-lo.

- Mataste-a? - Est�s maluca? Claro que n�o.

- Ent�o, por que confessaste, idiota? - N�o me chames idiota!

Je-mun, como pudeste fazer isto, logo tu?

Conhece-lo, sabes que n�o faz mal a uma mosca.

Uma mosca...

Limpe a cara primeiro.

Je-mun...

Trouxe-te um pouco do ginseng que tomavas no liceu.

Dizias que te ajudava a pensar com clareza.

- Toma. - Ou�a.

Logo de manh�, vou investigar o assalto em Juhwang

e aquele puto maluco, o JP, fugiu do hosp�cio no Monte Dogye.

Tenho de ir at� l� e...

Eu sei que est�s muito ocupado, mas...

O que quero dizer �...

Em rela��o ao Do-joon, o caso est� encerrado.

Est� a perceber?

Acabou-se e n�o h� nada a fazer.

Sacana, divertiste-te � grande.

Fui-me embora cedo, meu cretino.

Com licen�a, deixem passar.

Que diabo est�s tu a fazer?

De que � feita esta coisa?

P�e isso al�m.

Vira-o.

Mas que raio est�s a fazer?

Est�s a gozar comigo? Vira l� isso ao contr�rio.

� amigo, n�o lhe toque!

Na verdade, n�o sou da fam�lia, mas somos muito amigos. Senhor!

O que a leva a acreditar que ele est� inocente?

- V� isto aqui, a bola de golfe? - Esse detalhe j� foi divulgado.

"Viola��o de direitos humanos, preso obrigado a morder ma��s"?

Por favor, leia antes de deitar fora.

Leia o folheto com aten��o, depois pode deit�-lo fora.

� o meu �nico filho.

Ser� doida?

O que faz aquela mulher aqui?

- Quem �? - � a m�e do Yoon Do-joon!

Como teve coragem?

Perdeu o ju�zo?

Eu s�...

Queria dar-vos os p�sames, enquanto membro da comunidade.

Veio pedir perd�o pelo crime do seu filho?

Mas isso l� faz sentido?!

Na verdade, n�o foi o meu filho.

Ou�am todos!

Apesar do que todos pensam, t�m de compreender uma coisa!

N�o foi o meu filho!

A mulher � completamente maluca!

Como te atreves a mostrar as fu�as, minha vaca? Atirem-lhe sal!

Queria apenas dizer-vos que o meu filho � inocente. Parem!

- Como assim, inocente? - O Yoon Do-joon � o assassino!

Devolve-nos a nossa Ah-jung! Devolve-nos a Ah-jung!

Vamos conversar civilizadamente.

Traz a Ah-jung de volta � vida!

- Isto � um equ�voco! - Equ�voco, o cara�as!

- Larga-me! - N�o h� c� conversa.

Como tiveste coragem?

Calem-se, minhas bestas!

Que escarc�u � este?! Cabras de merda!

- Como criaste um monstro daqueles? - Aquele filho da m�e!

N�o falem mal do meu filho! N�o vou tolerar isso!

Arranquem a l�ngua a esta vaca!

N�o o odeiem! Eu n�o...

Este restaurante tem o melhor marisco.

- O doutor sabe tudo, n�o �? - � verdade.

Vamos sentar-nos aqui?

Quando vou a um buffet nunca me sento. N�o corram!

Estou sempre a servir-me e a comer.

- Claro, � uma pessoa muito ocupada. - Assim, poupo tempo.

Este � o teu advogado, o Dr. Gong Suk-ho. Cumprimenta-o.

Do-joon, mete as fraldas da camisa para dentro.

Desse lado, tamb�m.

- Fica melhor assim. - Ai fica?

Est� a aguentar-se bem na pris�o?

Sim, a comida � boa.

O arroz com feij�o � melhor do que pensava.

Arroz com feij�o? Isso � comida de presidi�rio.

Do-joon,

o mais importante � que te lembres do que aconteceu naquela noite.

Diz-lhe tudo o que te lembrares, nem que seja s� um detalhe.

Est�s a perceber?

Conta-lhe tudinho, o que viste e ouviste, at� o que cheiraste.

Tens de fazer um esfor�o por te lembrares.

� tudo o que tens de fazer.

- N�o � assim? - Sim.

Sim, faz isso.

Isso � algum exerc�cio?

N�o, chamamos-lhe as Fontes da Perdi��o.

Desde pequeno que fazer isto ajuda-o a lembrar-se das coisas.

- Ent�o, � para a mem�ria? - Sim, exacto.

� um g�nero de... Como se diz? Acupress�o!

- Lembrei-me! - De qu�?

N�o foi obra minha.

N�o fui eu.

Isso mesmo! � claro que n�o a mataste!

N�o, n�o � isso.

N�o fui eu quem partiu o retrovisor!

O Mercedes... Foi o Jin-tae.

Foi o Jin-tae que o partiu.

Eu estatelei-me e ele pimba!

Doutor, deixe-me explicar. � uma longa hist�ria.

Espere.

Recebi uma mensagem urgente do escrit�rio. Tenho de ir.

- Ent�o, e n�s? - Para uma primeira reuni�o, basta.

- Quer que lhe ligue? - Eu entro em contacto.

Quando vai ser isso?

Doutor...

O que foi? Foi-se embora?

Ele n�o gosta de n�s, pois n�o?

� um homem muito ocupado, o advogado mais caro da regi�o.

E n�o lhe disse mais nada? Devia ter dito mais alguma coisa.

Pois devias! Que import�ncia tem o retrovisor?

Mas, ent�o, foi obra do Jin-tae?

Eu sabia...

Aquele sacrista de um raio.

O sacana ainda n�o veio visitar-me.

Do-joon,

naquela noite, n�o foste encontrar-te com ele?

Mas n�o estiveram juntos.

E o Jin-tae sabia das bolas de golfe, n�o sabia?

Boa tarde. Vim falar com o Dr. Gong.

De momento, n�o est�.

O carro dele est� l� fora.

- J� disse que n�o est�. - Ele est� aqui, n�o est�?

- Dr. Gong! Por favor! - Olha quem aqui est�!

Doutor...

- Menina Kim, traga ch� verde. - Queria dizer-lhe...

- Se est� aqui, por que n�o posso... - Prefere caf�?

Vou ser sincero.

Quanto ao seu caso,

estamos a proceder de forma lenta e met�dica.

Tome.

Compreendo a sua impaci�ncia.

Mas o que podemos fazer? Tem de esperar, pacientemente.

Mas � preciso investigar o amigo do Do-joon, o Jin-tae!

Minha senhora...

Deixe-me ser franco consigo.

Em termos monet�rios, se estiv�ssemos em Seul,

os nossos honor�rios n�o cobriam um caso de agress�o,

nem que resultasse apenas em dentes partidos.

Tem de compreender.

Ligou para o Jin-tae.

De momento, n�o estou em casa. Deixe mensagem.

Se est� interessado em equipamento de pesca ou isco.

ligue para o 010-3154-1406.

Filho da m�e.

INVESTIGA��O CIENT�FICA

Sangue...

P�ra.

P�ra, j� disse.

- Deixa-me ver isto, primeiro. - Deixa-me tirar-te isto.

- D�-me uma ajudinha. - Espera um segundo.

Pronto.

J� est�!

Merda! � a parte mais emocionante!

Esparguete.

Tiramis�.

- Tsunami. - Mineral.

- Alarme. - Armadilho.

Onde est� o Je-mun?

- O Detective Nam Je-mun. - O que se passa?

Saia-me da frente.

Carregue aqui.

- N�o � teu, pois n�o? - �, pois!

- Estou bonita? - P�s demasiado batom.

N�o � a filha da dona do Bar Manhattan?

- Que lindo... - � isto que fazem?

Sortudo do cara�as.

Veja bem esta parte.

Ent�o, o taco est� sujo de batom?

Mas tu jogas golfe?

Aqueles professores deram-mo antes de se irem embora.

Detective?

Temos mesmo de chamar a equipa forense?

Qualquer pessoa v� que isto � batom.

Muito bem, diz-lhes que n�o se incomodem.

Espere! Leve um guarda-chuva!

Espere!

Espere um pouco.

Fui busc�-la � esquadra.

Entre, por favor. O Dr. Gong quer falar consigo.

Seja bem-vinda.

Come��mos sem si.

Tu esperas l� fora.

Sente-se, por favor.

Teve um dia e tanto. O Chefe da Pol�cia contou-me tudo.

Lamento imenso a sua situa��o.

� a primeira vez que o vejo sentado.

� muito espirituosa.

Passa-lhe a bebida.

A senhora lembra-se do Mundial de 2002?

Os Diabos Vermelhos! Guus Hiddink!

Quatro anos passaram num piscar de olhos

e ainda sentia a emo��o de 2002.

De repente, est�vamos em 2006!

O Mundial da Alemanha!

Quatro anos passam em menos de nada.

N�o percebo aonde quer chegar.

V�o condenar o Do-joon a uns meros quatro anos.

Vai ser internado num hospital e n�o ter� de cumprir os 15 anos.

Minha senhora, temos de ser realistas.

Quatro anos num hosp�cio, neste caso, � uma benesse!

M�sica!

M�sica.

Minha senhora, esqueci-me de fazer as apresenta��es.

� minha direita, temos o meu colega de liceu

e director do Hospital Psiqui�trico de Agape,

o Dr. Yoon Jong-gu!

Vamos acord�-lo?

Ao meu lado, encontra-se o meu colega de curso,

o Dr. Park Jong-pyo!

� bem jeitoso.

O que foi? Est�s a protestar?

Uns copitos e fica pifo.

Ou�a, o meu filho...

Do-joon!

Por que chegou t�o tarde?

Esteve a beber, n�o esteve?

J� � t�o tarde... Comeste alguma coisa?

Comer?

Perguntei-te se tinhas comido.

Obrigado pela preocupa��o.

Sinto-me tra�do. Como p�de fazer-me aquilo, sua cabra?!

Jin-tae, o que fiz foi horr�vel.

Esque�a l� isso. D�-me cinco mil como indemniza��o.

Em dinheiro vivo.

Neste momento, n�o tenho muito dinheiro...

Espera. Tenho andado a poupar para saldar a minha d�vida.

Leva isto, por agora.

Muito bem.

Deposite o resto na minha conta. Mando-lhe o n�mero por SMS.

Sabe o que � um SMS?

Espere.

J� agora, em rela��o � rapariga, a Moon Ah-jung...

Sabe alguma coisa sobre ela?

Na verdade, corriam boatos sobre ela.

N�o � bonito dizer estas coisas dos mortos...

Mas boatos s�o boatos.

Ou�a, h� apenas tr�s motivos para matar uma pessoa.

Dinheiro, paix�o e vingan�a.

Tente acompanhar o racioc�nio.

Que dinheiro teria uma pobre mi�da que vivia no monte?

Assim, s� pode ter sido um crime passional ou vingan�a.

H� que come�ar por investigar quem lhe era pr�ximo.

Mas os cabr�es dos pol�cias encontraram a bola

e encerraram o caso. - Exacto.

O Do-joon � o bode expiat�rio perfeito.

Eu n�o teria conduzido a investiga��o dessa maneira.

Desculpa, n�o sabia que tamb�m pensavas assim.

Obviamente. O Do-joon foi tramado, e � grande.

Afinal, sou amigo dele.

Obrigada, Jin-tae.

N�o chore. N�o � o momento para isso.

Basta!

Enfim...

Sabe o que me causa mais estranheza?

O telhado.

O corpo da rapariga foi deixado no telhado.

Normalmente, enterra-se o corpo,

mas, neste caso, levaram-no para o telhado.

O corpo dela ficou em exposi��o, como roupa na corda.

"Vejam todos. Matei esta cabra de merda.

V�em o corpo dela?"

Algo desse g�nero...

Repare.

Deixando o corpo ali. fica � vista de todos.

Este bairro � muito esquisito.

O que quero dizer � que n�o deve confiar em ningu�m.

N�o precisa deles. N�o confie nem sequer em mim.

V� � procura do verdadeiro assassino.

Do-joon, andas a tentar lembrar-te daquela noite, certo?

Se te lembrares de alguma coisa, conta apenas � m�e.

N�o contes a mais ningu�m, percebes?

Ent�o, e o advogado?

Despedi-o.

Foi aqui que imprimiram a foto para o funeral da Ah-jung?

� uma rapariga muito bonita.

- As mo�as bonitas n�o t�m sorte. - N�o se diz que morrem jovens?

Foi por isso que partiu antes do tempo.

A m�e dela morreu nova e o pai fugiu com outra mulher.

A fam�lia dela � uma cambada. A mi�da teve de safar-se sozinha.

- Devia sentir-se muito s�. - De quem est�o a falar?

Dizem que a Ah-jung tinha um namorado.

- Quem era? - O JP Maluco.

O que estava no hosp�cio?

Nem pensar. O JP � um camafeu.

� verdade. A Ah-jung gostava muito de rapazes.

Dizem que nem a sesta dormia sozinha.

� tudo mentira. A alcunha dela era Bolo de Arroz.

Bolo de Arroz?

- Comia muitos bolos de arroz? - Tamb�m devia comer bolos de peixe.

N�o se lembram de mais nada, meninos?

Lembro-me de v�-la de costas.

Levava uma mochila. Pernas branquinhas.

Tens a certeza de que ia sozinha? N�o viste mais ningu�m?

N�o viste mais ningu�m entre o bar e aquele s�tio?

V�s aquele gajo?

Vai ter com ele e chama-lhe atrasado.

E depois?

Vai ser uma risota do cara�as.

Tens de experimentar.

- Juras que vai ter piada? - Experimenta l�.

Atrasado!

� atrasado!

Que merda � esta? Fiz figura de urso!

L� vem ele!

Por que fizeste isso? Por que andaste � bulha...

- Mandei-te meditar. - Era o que estava a fazer, bolas!

- V�, fala mais baixo. - N�o percebes nada, m�e.

A m�e n�o percebe nada. O que sei eu?

E se te calasses?

Disseste que devia arrear em quem me insultasse.

- Claro. Se te insultarem... - Arreia-lhes.

- Se te baterem uma vez... - Bate-lhes a dobrar.

E o teu pobre corpinho?

Tens tomado os rem�dios? Eles medicam-te?

Sabes...

- � espantoso. - O qu�?

Depois da tareia, lembrei-me. Recuperei a mem�ria.

Lembraste-te de alguma coisa?

- Lembrei-me de algo importante. - O qu�?

Tentaste matar-me.

Tinha cinco anos.

Deste-me uma bebida energ�tica com insecticida.

Sente-se bem?

- Merda, que vergonha. - O qu�?

Isto est� cheio de gente.

Como foste lembrar-te disso?

� verdade. Tentaste livrar-te de mim.

Como podes dizer isso?

Estava desesperada. la matar-nos aos dois.

Mas obrigaste-me a beber o veneno primeiro.

Cala-te l�!

Tinhas de ir primeiro, para eu poder seguir-te.

Vamos l� para fora.

Estava t�o desesperada.

Tu e eu somos um s�. S� nos temos um ao outro.

Depressa, acudam!

Como podia um mi�do reter aquilo na mem�ria?

Por favor, j� chega.

Deixa-me tratar-te.

H� um meridiano que pode desatar os n�s do teu cora��o

e eliminar todas as recorda��es dolorosas.

Mostra-me a tua coxa. S� eu conhe�o esse ponto.

Vais at� esta sec��o, 13 cm e depois mais nove.

Minha senhora!

Jong-do, bem v�s que ele est� doente.

Por favor, deixa-me ajud�-lo.

Para qu�?

Queres matar-me com agulhas, desta vez?

O que esperas? Leva-o daqui, depressa!

N�o voltes a visitar-me, m�e. N�o te quero ver.

Podes ampliar esta fotografia, de modo a que fique n�tida?

Devia ter usado Gramoxon.

A esta hora, estaria no bem bom, no para�so,

em vez de estar aqui a sofrer.

Mas n�o tive coragem e usei uma marca mais fraca.

Em vez de morrer, passou dois dias com v�mitos e diarreia.

Depois disso, s� lhe dei do bom e do melhor.

Era t�o lindo nesta idade! E continua a ser muito bonito.

Sim, est� um mimo nesta fotografia.

- At� d� vontade de ter um beb�. - Sim.

H�s-de ter, em breve. Tens tomado o rem�dio que te dei?

Claro.

Esta coisa � fant�stica.

Hoje em dia, nada � imposs�vel.

Isto n�o � nada, � uma coisa b�sica.

Uma coisa b�sica...

O resultado est� �ptimo, desapareceu completamente.

- N�o � nada. - Ficaram muito bem.

- Gostas? - Oxal� o espelho fizesse o mesmo.

J� agora,

em quanto ficaria mandar imprimir cerca de 20 fotos do telem�vel?

N�o sei ao certo.

Mas por que queres imprimi-las? N�o v�o ter grande qualidade.

� s� para ficarem como lembran�a.

Gaita.

Tens aqui len�os.

� todos os dias a mesma coisa.

- Por que n�o vais ao m�dico? - � muito caro.

A rapariga que sangrava do nariz era a Ah-jung.

Para que queria as fotos do telem�vel?

As fotografias...

...est�o o m�ximo.

Minha senhora, tem muito arroz e a canaliza��o funciona.

E vejo que tem muito vinho. Tem telem�vel?

Por que pergunta? Quer oferecer-me um?

Melhor ainda, d�-me o dinheiro.

Perguntei porque o fixo est� em baixo.

Sei l�, pergunte � Ah-jung.

A cabra saiu e ainda n�o voltou.

Ena p�, o cagalhoto est� a girar.

Onde posso arranjar um igual?

Fui eu que fiz.

A s�rio?

Gosto dessas coisas, tamb�m quero um.

Esse modelo � muito velho.

Ela tem jeito para estas cenas. Tamb�m faz telem�veis para tarados.

Cala-te!

- Faz boa guita. Adeus! - O que � um telem�vel para tarados?

Quando tiramos fotos com o telem�vel, ele faz um barulhinho.

Olha o passarinho!

Eu tiro o som e ficam c�maras ocultas.

Isso agradar-me-ia ainda mais do que o cagalhoto.

�s um �s. Onde aprendeste estas coisas?

� s� um passatempo e um biscate.

Fizeste isso � coitadinha da Ah-jung?

- Sabes onde est� o telem�vel dela? - Minha senhora...

- Tem algum? - O qu�?

- Um penso higi�nico. - N�o uso isso h� s�culos.

H� uma loja aqui em frente. Pode comprar-me uma embalagem?

Pe�o desculpa.

Por que me apareceu agora? N�o est� na altura.

N�o saias daqui, est� bem?

- Eu sei que o tens, cabra. - N�o tenho nada.

Se o encontrarmos, est�s feita. Porra, vou revistar-te.

Procura na mala.

Se o encontrarmos, arrancamos-te a cabe�a.

Eu sei que o tens. Onde o escondeste?

Juro que n�o tenho.

Eras a �nica amiga dela. Diz-me onde est�!

Somos gajos ocupados, percebes? Responde, ou a coisa fica feia.

N�o sei, suas bestas!

Que fofa.

Sabes, falta harmonia � tua cara.

Um pouco de simetria s� te fazia bem, n�o achas?

Derramar sangue por causa de um telem�vel.

- Onde est� o telem�vel da Ah-jung? - Responde, puta!

Quem anda a estrilhar no meu local de trabalho?

O que fazem aqui?

Perguntei o que faziam aqui! Desapare�am!

- D�-me uma ajuda. - Alto, meus cabr�ezinhos!

- Merda! - Se volto a apanhar-vos, mato-vos!

Ent�o, onde est�s?

Preciso da tua ajuda. Podes vir ter comigo, agora?

Sim, agora.

Quem s�o voc�s, sacaninhas?

- Larga-me. - E tu, quem �s?

Tu, com esse bon� est�pido? �s um cabr�o.

Para que querem o telem�vel da Ah-jung?

Eras um dos namorados dela?

- A Bolo de Arroz... - Bolo de arroz?

N�o sabias? Fodia a malta em troca de arroz.

Comia por cima e por baixo.

Ah-jung, pobrezinha...

Sei que a vida est� dif�cil, mas levas arroz em vez de dinheiro?

Se o Sindicado das Putinhas Colegiais sabe disto, ainda sou expulsa!

Se voltas a aceitar arroz, est�s feita.

- P�ra com isso, p�. - Que se foda!

Eras tu que lhe pagavas em arroz!

O JP � que roubava arroz l� no hosp�cio!

- Vai-te lixar! - � verdade!

A Ah-jung dava-te desprezo e tu n�o a largavas.

Ou�a com aten��o.

Isto est�-me no sangue. Devia ter sido pol�cia.

O telem�vel da Moon Ah-jung.

Se descobrirem as fotografias, muitos gajos sair�o prejudicados.

Aquele telem�vel � uma bomba at�mica.

Ela fotografava-os a todos com o telem�vel para tarados,

os gajos que fodia.

Para a� duas equipas de futebol...

- Tamb�m estavas na equipa? - Como podes dizer isso?

�ramos muito chegados, em termos espirituais.

Na altura, perguntei-lhe...

Ah-jung, fotografaste mesmo aqueles gajos todos?

Claro que sim.

- Tamb�m me fotografaste? - Porqu�? Est�s com medo?

Achas que vou chantagear-te?

Tem d�. Achas que tenho medo de ti?

Estou farta...

De qu�? De pi�a?

Detesto esta treta toda.

Devia livrar-me deste telem�vel.

O telem�vel est� impec�vel.

Apaga as fotografias e pronto.

N�o quero.

Tenho a certeza que o assassino � um dos gajos que ela fotografou.

O idiota do Yoon Do-joon foi bem lixado.

O anormal nunca lhe viu as cuecas e ainda levou com as culpas.

Basta.

- � verdade que dorme com a m�e? - J� te mandei calar.

Dorme s� ou tamb�m a fode?

Que merda � esta? Quem � a senhora?

Espera. N�o te mexas.

Diz-me c�. N�o sabes mesmo mais nada sobre o telem�vel?

Outra vez, n�o...

Deixem-me em paz, por amor de Deus!

Bom...

Lembro-me de ela ter dito algo deste g�nero...

Se trocasse o telem�vel por vinho de arroz,

daria para quantas garrafas?

Agora tamb�m d�s na pinga?

M�e!

M�e, vem visitar-me!

M�e! M�e!

Lembrei-me! Lembrei-me de tudo...

Liguem � minha m�e!

M�e!

Avozinha!

Est� em casa?

Avozinha!

Avozinha!

Foi a Ah-jung que te mandou?

O dinheiro?

S� isso?

Ela n�o mandou mais?

J� agora, onde est� o telem�vel da Ah-jung?

O telem�vel?

J� o troquei por vinho de arroz...

Est� a mentir.

A Ah-jung pediu-me muito que lho levasse.

Aquela vadia maluca est� sempre a desdizer-se.

Olha com aten��o.

N�o, n�o...

Tinha cabelos brancos, era um velho.

J� vi este homem antes.

Ol�!

Est� algu�m em casa?

Quem � a senhora?

Est� a ver-me?

Sente-se.

O que a traz aqui?

Perten�o a uma organiza��o volunt�ria chamada Hyeminwon.

Oferecemos consultas gratuitas a idosos que vivem sozinhos.

Gratuitas?

Tamb�m oferecemos sess�es de acupunctura e outras coisas.

J� ouvi falar em voc�s. J� que aqui est�, vamos conversar.

Est� frio.

- Eu conhe�o-a. - Duvido muito.

Talvez n�o.

J� que veio, fique um bocadinho. At� pode dormir aqui, se quiser.

Saiu-me c� um brincalh�o.

- Tem algum problema de sa�de? - Nada em particular.

Mas o meu cora��o j� viu melhores dias.

O seu cora��o?

H� pouco tempo, vi algo que n�o devia ter visto.

Na minha idade, foi um choque.

Percorreu-me o corpo todo.

Ent�o, ainda bem que vim.

H� um meridiano que pode desatar os n�s do cora��o

e eliminar todas as recorda��es dolorosas.

Fica na coxa.

Quer que dispa as cal�as?

S� um minuto, preciso de me preparar.

O que viu, j� agora? Um acidente de via��o?

� curiosa, n�o �?

N�o contei isto a ningu�m.

Conte-me. Garanto-lhe que n�o vai sentir dor.

Lembra-se daquele incidente que abalou a vila?

Foi um caso de homic�dio.

Mataram uma rapariga.

A casa onde tudo aconteceu estava abandonada h� muito.

Por acaso. estava l� nessa noite.

Cuidado, est� quente.

Na verdade, �s vezes, vou para essa casa.

Como est� vazia, � sossegada.

Mas, naquela noite, apareceu a rapariga.

Estava a ser seguida por um homem esquisito.

N�o gostas de homens?

"N�o gostas de homens?"

Olha l�.

- Sabes quem eu sou? - N�o.

Perguntei-te se me conhecias.

- N�o. - Nesse caso...

Odeio homens.

N�o fales assim comigo, seu atrasado.

Merda!

Ouve l�.

O que fazes a� deitada?

Ent�o, magoaste-te?

N�o! Deve ter percebido mal!

- Que bicho lhe mordeu? - S� pode estar enganado.

Dizem que o Do-joon est� inocente e que vai ser libertado.

- V�o reabrir o caso. - A s�rio?

Foi o que a pol�cia disse.

Que disparate! Vi a cara dele com os meus pr�prios olhos.

Tenho a certeza que foi o Yoon Do-joon.

Ele atirou a pedra...

...e come�ou a fazer gestos esquisitos.

Como podem libert�-lo? Apanharam a pessoa certa.

� melhor ligar para a esquadra.

Aqueles palermas...

Onde meti o n�mero?

N�o!

Jamais!

N�o! N�o!

Nunca na vida, seu traste!

N�o vales o lixo das unhas dos p�s do meu filho.

O que hei-de fazer?

O que hei-de fazer?

M�e...

Minha senhora, apanh�mos o verdadeiro assassino.

Lembra-se? Acho que tinha comentado consigo.

Foi o JP, o rapaz que fugiu do hosp�cio.

- Ele estava... Onde era? - No Monte Dogye.

Isso mesmo, foi l� que o apanharam.

Encontraram algumas n�doas de sangue na camisa dele.

Analisaram-no e era da Moon Ah-jung. Portanto, acabou-se.

Uma bola de golfe n�o se compara a uma prova destas.

Por que a matou?

Bom, ele n�o � propriamente normal.

Podia ter-se ficado pela tentativa de viola��o.

Sim.

Mas, segundo ele, foi um acto de amor.

Ele diz que era namorado da Ah-jung.

Quanto �s n�doas de sangue,

ele diz que estavam a fazer amor com muita paix�o

e que ela come�ou a sangrar do nariz.

Caramba, o rapaz � de racioc�nio r�pido.

Mas, diga-me l�. Precisa mesmo de ver o JP?

Tens pais?

Tens m�e?

N�o chore.

Minha senhora...

Sente-se bem?

Yoon Do-joon!

Parab�ns pela tua liberta��o

Parab�ns pela tua liberta��o

Parab�ns por terem provado A tua inoc�ncia

Parab�ns por sa�res da pris�o

Tira-lhe uma fotografia.

Sopra!

Um, dois...

- Parab�ns! - Aqui, tamb�m.

- Quando compraste o carro? - Recebi um dinheirinho.

N�o � fixe? Ando nele todos os dias.

- O bolo est� bom? - Sim.

O que...

N�o soubeste? A casa do homem do ferro-velho ardeu.

Dizem que morreu no inc�ndio.

Come.

Come a raiz de deodeok.

Onde est�o as castanhas? Pus uma data delas.

M�e...

Tenho andado a pensar.

Em qu�?

No maluco do JP.

Por que deixou o corpo dela no telhado, t�o l� em cima?

Para qu� pensar nisso agora?

Pus-me a pensar...

Ser� que era para as pessoas a verem?

Ela estava a sangrar e precisava de ir para o hospital.

Por isso, ele p�-la num s�tio onde dessem logo por ela.

C� para mim, foi isso.

Aten��o!

Os passageiros da excurs�o para pais

devem dirigir-se ao terminal sete.

M�e, comprei-te isto para comeres na viagem.

N�o precisavas de ter comprado tanta coisa.

Podes partilhar com os outros pais. N�o te esque�as disso aqui.

J� me esquecia.

- Toma, m�e. - O qu�?

- Tenho uma coisa para ti. - O que �?

Encontrei-a na casa do homem do ferro-velho.

O que te deu para a deixares � balda?

M�e...

Despache-se!

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