All language subtitles for Verdades.Secretas.S01E27.1080p.HDTV.x264-LAPUMiA

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Original subtitles

[Gui] Com a minha sogra [Angel] Sogra?

[advogado] Dona Hilda, a senhora não vai perder seu apartamento.

Quem é esse ser alto, esquálido e narigudo?

[Larissa] É o Roy, amigo meu.

[Roy] E aí, gata?

[Larissa] Cê tem alguma coisa?

O Sam tá zerado e eu...

...tô sem nada, tô na pilha. Eu pago.

[Roy] Cê me apresentou na agência. Vou te retribuir o favor.

Queria conhecer a sua mãe, um dia desses.

Pra quê?

Já que nós vamos regularizar a nossa união.

Eu quero que você descubra onde o Anthony vai toda tarde. De qualquer jeito.

[Angel] Eu queria te agradecer por ter pagado a dívida da minha avó.

[Giovanna] Posso saber de que sentimento cê tá falando?

[Pia] Cês não perceberam o risco que vocês estão correndo?

[Giovanna] E daí? Cê tá se achando pior mãe que ela?

[Pia] Não, mas ela pode querer ter um filho com seu pai. Isso pode ser muito ruim pra gente.

Eu tenho dois grandes amores na minha vida...

[Carol] Um é a Arletinha e o outro é você

[Rogério] Divorciados?

[Viviane] Pra mim a Carolina nunca prestou.

[Viviane] Cê tem que ser mais ambicioso.

Vou me casar.

Eu quero encontrar os dois juntos.

Na cama.

[Fanny] Eu quero trucidar o Anthony! E depenar a galinha da Giovanna!

[Fanny] Me dá o endereço do flat.

[Visky] Absoluta...Respira fundo, acalma e pensa.

[Visky] Cê vai sair daqui igual uma maluca, sem plano? Pode acabar fazendo papel de ridícula.

Eu cansei. Eu cansei de fazer plano, de pensar, de me acalmar! Tá entendendo?

Escuta meu plano.

Cê acha que você vai chegar, entrar no apê e dar o flagra no Anthony? Flat tem segurança.

Eu arranho a cara do segurança que ousar encostar em mim!

E se um deles resolver revidar, te der um sopapo? Sai tudo do lugar.

[Visky] Além de velha, cê sai zarolha e vai presa.

Cê é delicada igual um hipopótamo, né, Visky?

Se quer que eu te chame de princesinha, eu chamo. Mas pra eu mentir, vai ter que aumentar meu salário.

Vai!

Fala, víbora de língua bifurcada.

Custou duas notinhas de cem descobrir o número do apê do Anthony.

[Visky] Aliás, me reembolse, porque com duas de cem eu pago o jantar pra um bofe.

[Fanny] Continua.

[Visky] Você aluga um apê no mesmo andar do Anthony.

[Visky] Arma um esquema...

[Visky] ...e quando descobrir que os dois estão lá juntos, entra e faz teu escândalo.

[Fanny] Como eu vou entrar no apê?

[Fanny] Você sabe as palavras mágicas?

[Visky] Cinco notinhas de cem, e a faxineira finge que deixou a chave dele cair no chão.

Alugo o apê hoje.

[Visky] Calma, Absoluta. Calma.

[Visky] O rapaz da recepção virou uma amiga,

e disse que vai ligar quando desocupar um apê no andar do Anthony. Tem que esperar.

E como que eu olho pra cara dele até lá?

Como sempre olha. É o teu homem. Cê tem que lutar por ele.

[Visky] Quanto mais velha, pior a luta.

[Visky] A vida já não é fácil.

E a idade torna o amor ainda mais difícil.

O Anthony sempre me aprontou.

Mas voltar com a Giovanna...

Eu vou acabar perdendo meu contrato com o Alex.

Cê tem certeza que é ela?

Usando o mesmo perfume que eu.

Isso é coisa do Anthony.

Ele sabe que eu cheiro ele quando ele chega em casa.

[Visky] Eu te ajudo a armar um esquema pro dia do escândalo.

[Visky] Você diz que vai viajar e vai pro flat.

[Visky] Aí fala pra ele passar aqui.

[Visky] Quando ele sair daqui, eu te ligo e aviso.

Eu não sei nem o que seria de mim sem você.

Absoluta...

Não me emociona, senão vai borrar toda a minha maquiagem.

Cê pintou o olho?

Só passei uma sombrinha, pra aliviar as olheiras.

Vai lavar essa cara.

Cê sabe que aqui não é boate de drag queen.

[Everaldo] Casar?

Mas cê vai casar assim...

...de repente?

É. Eu sei que cê tá chocado,

Pra mim também custa acreditar.

Mas aconteceu assim, de repente. Foi...

Eu tô surpreso.

Tô decepcionado.

[Everaldo] Eu... eu sabia que cê estava saindo com alguém.

[Carol] Sabia? [Everaldo] Eu vi você entrando no carro dele outro dia.

[Everaldo] Pelo carrão...

[Everaldo] É um homem rico. [Carol] É.

[Everaldo] Tá se casando por dinheiro? [Carol] Que é isso...

[Everaldo] Pra ter segurança... [Carol] Não, você me conhece...

[Carol] Eu não sou interesseira. [Everaldo] Também não era impulsiva.

[Carol] Me apaixonei.

Desculpa, eu não queria te magoar.

Você é um cara... incrível. Você é um cara... lindo.

[Carol] Você se declarou, mas... Aconteceu. eu encontrei esse homem...

[Everaldo e Carol gaguejam]

[Carol] A gente se apaixonou, entende? [Everaldo] Onde vocês se conheceram?

Na reunião de pais. A filha dele é amiga da minha. Imagina que coincidência.

[Everaldo] Faz pouco tempo. [Carol] Sim, pouquíssimo tempo, tem...

Carolina...

[Everaldo] Cê não tá se precipitando em casar com uma pessoa que você mal conhece?

[Carol] Ele é um homem solitário...

[Carol] Ele tá cansado de ser sozinho.

[Carol] Ele quer ter alguém. Quer ser um bom pai.

[Carol] Cê sabe que a paixão é...

[Carol] ...não dá a vontade da gente perder tempo.

[Everaldo] Esse brilhante é verdadeiro?

[Carol] É.

[Everaldo] Carolina, você... não tá se vendendo?

[Everaldo] Cê não foi conquistada pelo dinheiro dele?

[Carol] Agora cê me magoou. [Everaldo] Não, não, não, desculpa.

[Carol] Não, não.... [Everaldo] Eu só queria ter certeza,

[Everaldo] porque não consigo reconhecer a mulher que eu conheci.

[Carol] Não, não. Eu não quero te deixar aí na mão, tá?

[Carol] Desculpa. Eu tenho que resolver muita coisa do casamento...

A candidata que eu tinha escolhido, quando você apareceu, me ligou.

[Carol] Uhum...

Tá sem emprego ainda.

Aham.

[Everaldo] Eu ligo pra ela. Cê tá liberada. [Carol] Ok.

Eu posso vir fazer meio... [Everaldo] Não...

...meio expediente, se você...

Eu prefiro não...

...não te ver aqui, sabendo que você vai casar com outro.

[Carol] Tá bom.

Carolina, cê não faz ideia do quanto eu gosto de você.

Eu também.

Eu também gosto muito de você.

Mas como amigo.

Eu queria ser mais que um amigo.

Boa sorte, seja feliz.

[Carol] Ok.

[Carol] Eu... eu pensei em...

[Carol] Convidar você pro meu casamento... [Everaldo] Não.

[Everaldo] Eu prefiro não ir.

[Everaldo] Tá doendo, sabe?

Eu espero que você seja feliz, que cê encontre alguém.

[Everaldo] Obrigado. [Carol] Seja feliz como eu.

Vou ser feliz.

Carolina...

Carolina, se um dia você precisar de um amigo...

...um amigo de verdade...

...me procura.

Eu tô aqui.

Conta comigo.

Obrigada.

Ah, você é maravilhoso, maravilhoso...

[Carol] Foi tão difícil falar com o Everaldo.

[Carol] Ele gosta de mim.

[Hilda] Mas vocês ficaram amigos. E amizades não se perdem.

[Carol] Eu sei.

[Carol] Mas ele ficou magoado, mãe.

[Carol] Não queria que fosse assim.

[Carol] A gente não manda no coração da gente, não.

[Carol] O Alex é o homem da minha vida.

[Hilda] E vai te fazer muito feliz.

[Hilda] Essa sua vida vai mudar bastante, minha filha.

[Carol] Ai, mãe, eu sei...

[Carol] Eu tenho medo disso.

[Carol] Ele é um homem muito rico, sabe? É uma riqueza...

[Carol] Uma riqueza que eu não sei como é.

[Carol] É um outro mundo.

[Hilda] Mas você vai aprender a lidar com isso, minha filha.

[Hilda] Escuta: vocês se amam. Vão se ajudar.

[Hilda] Vai dar certo.

[Carol] Ai, às vezes parece que eu tô sonhando.

[Carol] Eu não entendo o que um homem como o Alex viu em mim.

[Hilda] Carolina...

[Hilda] Você é uma mulher maravilhosa.

[Hilda] Você é doce...

[Hilda] ...é companheira...

[Hilda] ...é dedicada, é sincera...

[Carol] Ai, mãe, eu sei...

[Carol] Eu não sei. Eu fico insegura.

[Carol] Hoje foi muita coisa.

[Carol] Hoje eu revi o Rogério, assinei o divórcio...

[Carol] ...eu me despedi do doutor Everaldo...

[Carol] Ai, eu tô exausta.

[Hilda] Ô, meu amor, a vida dá muitas voltas, não é?

[Carol] Hm... [Hilda] Mas olha...

[Hilda] Eu quero te dar um presente de casamento, mas eu não sei o quê...

[Hilda] Ai, você vai ter tudo do bom e do melhor.

[Carol] Olha...

[Carol] Eu tenho uma coisa...

[Carol] ...uma coisinha que eu sempre quis te pedir...

[Carol] ...e nunca tive coragem.

[Hilda] Mas seja o que for, já é sua.

[Carol] Ah é? [Hilda] Me diga o que é.

[Hilda] Você quer o revólver do seu pai de presente?

[Carol] É a coisa que mais me faz lembrar ele.

[Hilda] Mas justo o revólver?

[Carol] Ele me ensinou a atirar.

[Carol] Lembra?

[Hilda] É.

[Carol] Os nossos momentos de pai e filha...

Quando ele me levava pra aprender.

[♪ Há de ventar - Bruno Morais ♪] ♪ Se tem vento lá fora, deixe entrar ♪

♪ Não se esconda ♪

♪ Debaixo da cama também há de ventar ♪

♪ Abra os olhos, movimento involuntário ♪

[disparo] ♪ Só os faça abrir e encarar de uma vez ♪

♪ Há de ventar ♪

Lembra quando eu falava que ia me formar em Direito?

Pra ser delegada?

[ri] O pai ficava orgulhoso de mim.

[Hilda] Ficava, sim.

[Hilda] Você não estudou.

[Hilda] Também ele não estava mais aqui pra ver.

Eu nunca quis me separar das coisas que eram do seu pai.

Mãe, se for difícil pra você, não precisa me dar a arma.

Não, querida, não. Eu passei anos vivendo das lembranças do seu pai,

do que eu vivi com ele.

Eu acho que tá na hora de olhar pra frente.

[Hilda] O meu futuro é a sua felicidade e a da Arletinha.

E o seu promete ser maravilhoso e seguro, minha filha.

Bem, é um presente de casamento estranho, mas se é o que você quer...

...é seu.

[ambas riem]

[Hilda] Mas olha, cuidado.

[Hilda] Porque você sabe que é muito mais perigoso ter uma arma em casa do que não ter.

[Carol] Ah, mãe, não se preocupa com isso. Eu sei.

[Carol] A arma tem que estar sempre descarregada.

[Carol] E está.

[Carol] As balas estão dentro da caixa. [Hilda] eu sei.

E eu confio em você.

[Hilda ri]

[Anthony] Parece que não tá gostando da minha visita. Fica olhando por essa janela.

[Fábia] Que é isso, filho. É que eu convidei um amigo pra comer uma pizza aqui.

[Anthony] Amigo, mãe? Que amigo? Cê só tem amigas.

[Fábia] Eu não sou tão infeliz assim, meu filho. É um amigo novo.

[Anthony] Novo? Quantos anos?

[Fábia] Eu quis dizer um amigo recente.

[campainha] [Fábia] Ah, é ele!

[Fábia] Deve ser ele. Vai embora, agora. Por favor, Anthony.

[Anthony] Cumprimento e vou. [Fábia] Tá bom.

[Anthony] Mãe, mãe, mãe... [Fábia] Que!?

[Anthony] Cuidado pra não ser seduzida, ein?

[Fábia] A essa altura da minha vida, se alguém tentar me seduzir, eu agradeço e colaboro.

[Fábia] Ai! Que é isso?

[Fábia] Olá. [Oswaldo] Boa noite.

[Fábia] Lembra do meu filho, Anthony?

[Oswaldo] Sim, claro. Como vai? [Fábia] É Oswaldo.

[Fábia] Aliás, o Anthony estava de saída, não é, filho?

[Fábia] Até porque o espaço aqui é meio exíguo.

[Fábia] Boa noite, filho.

[Anthony] Boa noite pra vocês. [Oswaldo] Boa noite.

[Anthony] Divirtam-se. [Fábia] Tá ótimo.

[Anthony] Sem exageros, ein? [Fábia ri] Que!?

[Fábia] Ele é muito brincalhão, o Anthony.

[Oswaldo] Eu cheguei cedo?

[Fábia] É...

[Fábia] Pra pizza, sim. Mas pro vinho, não.

[Fábia] Meu filho tem sido muito generoso comigo ultimamente.

[Fábia] Temos um belo francês. Chateauneuf du Pape.

[Fábia] Abre.

[Alex] Fala, Pia. Tô sem tempo. Carolina tá me esperando pra jantar.

[Alex] Um uísque, por favor.

[Pia] Acho que ela não vai se incomodar se você se atrasar um pouco. Obrigada por vir.

[Alex] Estranhei cê ter ligado. O que é? Problema com as crianças?

[Pia] Bom, primeiro, elas não são mais crianças. Problemas, sempre.

[Pia] A Giovanna é a Giovanna. Não tem limite nenhum.

[Alex] E o Bruno? Arrumou namorada? Tá na hora.

[Pia] Ele é a menor das minhas preocupações.

[Pia] Alex, o Bruno ainda tem muito tempo pra arrumar uma namorada, né?

[Alex] Não concordo. Na idade dele eu tinha um monte. [Pia] Você é você. Ele é ele.

[Pia] Qual o problema, Alex? Cê tem medo que o Bruno seja gay?

[Alex] O Bruno não é gay. Ele é tímido.

[Alex] Mas vou conversar com ele. Vou ajudar.

[Pia] eu acho ótimo você conversar com ele, mas cuidado.

[Pia] É um assunto delicado.

[Pia] Mas eu não vim aqui falar sobre filho.

[Pia] Eu vim falar sobre o seu casamento.

[Alex] Pia, sinceramente...

[Alex] ...eu não imagino o que você possa ter pra falar sobre o meu casamento.

[Alex] Mas já veio sem o personal. Ponto pra você. Pode falar.

[Pia] Cê tá cometendo um grande erro com esse casamento.

[Alex] Erro?

[Gui] Hum, gata... Não vai ficar comigo hoje?

[Angel] Não dá. Preciso conversar com a minha mãe.

[Gui] Fala depois.

[Angel] É sobre o casamento dela. É assunto sério.

[Gui] Tá... tudo bem?

[Angel] Tá sim.

[Angel] Eu já tomei uma decisão.

[Carol] Mas eu não tô entendendo.

[Angel] Ô mãe...

[Angel] Eu pensei bem, e eu quero morar aqui com a vó depois do casamento.

[Carol] Cê quer que eu case, mas cê não quer vir morar comigo.

[Hilda] Por que isso agora?

Vó, vai ser melhor.

Deixa eu ficar aqui com você.

[Hilda] Essa casa é sua, minha neta. Vai ser sempre.

Mas vocês duas são grudadas.

Eu não posso entender o motivo de você não querer morar com a sua mãe.

Minha filha, eu não entendo...

[Carol] ...e eu não aceito. [Angel] Não aceita o quê, mãe?

[Angel] Vai dizer que porque cê tem minha guarda, eu sou obrigada a morar com você.

Não, obrigada, nunca.

[Carol] Mas eu nunca pensei que ia ter que te pedir pra vir morar comigo.

Eu achei que a gente ia morar junta até...

...até você casar.

Pensei que cê me amasse.

Eu te amo, mãe.

Mas isso não tem nada a ver com a gente.

É por causa do Alex.

[Hilda] O que cê tem contra ele?

[Carol] Filha, foi alguma coisa que ele te fez?

Quando a gente chegou naquele jantar de noivado, cê estava com ele no escritório.

Foi alguma coisa que ele te disse?

Não.

Eu só fui lá agradecer ele por pagar as dívidas da vó.

[Angel] Ô mãe...

Eu só quero morar aqui com ela. Não tem drama nisso.

Tem drama, sim, minha filha. Eu não aceito isso, meu amor.

Mãe...

[Carol] Deixa eu te falar uma coisa, Arlete...

Se você não vier morar comigo, eu não me caso mais.

Tá certo?

Eu fico aqui com você.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

♪♪♪

♪ You are my angel ♪

♪♪♪

Virou conselheira matrimonial, Pia?

Sou amiga e sua ex-mulher.

[Pia] Mãe dos seus filhos.

Eu tenho obrigação de te avisar.

Esse casamento é um erro.

É?

Vamos lá...

Então me explica, mas seja bem rapidinha.

Ela é de uma classe social muito diferente da sua.

É? [Pia] É.

E o personal troglodita e você?

Eu não vou casar com ele.

Nunca. A minha situação é muito diferente da sua.

[Pia] Além do mais, você é uma das maiores fortunas deste país.

Alex, essa mulher quer o seu dinheiro.

[Pia] Eu já soube até que cê tá pagando as dívidas da mãe dela.

Merreca. [Pia] Merreca.

Merreca agora, né? Mas cada dia vai ser mais e mais e mais.

A Carolina não é uma mulher interesseira.

[Pia] Meu Deus do céu... Eu não consigo entender o que você viu nela.

[Alex] Não precisa. Quem vai casar com ela sou eu.

Mas isso não vai dar certo.

Por que você não namora a brega, dá um banho de loja, fica amante dela?

Agora, casar? Casar pra quê!?

[Alex] Porque eu quero a companhia dela.

Da família dela. [Pia] Família...

[Pia] Cê tem seu filho e sua filha.

Por que cê acha que vai ser mais feliz com a família dela?

[Alex] Pia, me faz um favor...

Paga a conta.

Tira da pensão que te dou.

[Alex] E trata de ficar amiga da minha mulher.

[Alex] Falando nisso, já deu o endereço do cabelereiro que cê prometeu?

[Pia] Não. [Alex] Então faz isso amanhã.

[Alex] E engole com cara feliz o meu casamento.

[Alex] Porque se eu ficar bravo com você...

[Alex] ...quem tem a perder é você.

[Sam] Ó, consegui um pouquinho do que cê gosta. Tá aqui no banheiro.

[Larissa] Sam, eu tenho uma coisa pra dizer.

[Sam] Diz.

[Sam] Mas antes podia rolar um beijo, um carinho...

[Larissa] Ah, não vai rolar mais nada entre a gente.

[Larissa] Pra mim já deu. Não é amizade, não é compromisso... A gente transa, até se gosta...

[Larissa] Mas eu não significo nada pra você. [Sam] Larissa, eu forneço o que cê gosta, a gente se curte.

[Larissa] Eu vim pra dizer que não quero mais. [Sam] Não, você tá brava porque não conseguiu o que queria,

[Larissa] Cê acha que eu só penso em droga!? [Sam] Não, mas sei que cê não vive sem.

[Larissa ri alto] Olha aqui, ó... Eu paro quando eu quiser.

Ah, para? Então vai ter que parar.

[Sam] Cê tá terminando tudo entre a gente. Não vou te fornecer mais nada.

Eu sabia! Eu sabia, sabia! Isso é chantagem.

Que chantagem, Larissa? Só não curto frescura. Só isso.

Tudo bem. Tô indo. Só vim pra dizer.

[Sam] Tá falando sério, Larissa? Achei que estava me colocando contra a parede

[Sam] só pra eu assumir o nosso lance, não é isso?

Cê não entendeu nada, cara.

[Sam] Larissa, eu não tenho nada pra oferecer além do que a gente usa aqui,

[Sam] mas se você quer compromisso, é compromisso. A gente fecha.

[Sam] A gente faz assim: a gente transa com outras pessoas só pra ganhar nossa grana.

[Larissa] Já deu, Sam. passou da hora de dizer.

[♪ música doce com guitarra ♪]

♪♪♪

E aí, falou tudo?

[Larissa] Falei.

[Larissa] Ficou mal, mas eu...

[Larissa] ...não gosto de ponta solta, não.

[Roy] Fez bem. Fez bem.

[Roy] Também acho melhor assim. Tudo às claras.

♪♪♪

[Roy] Eu quero você, gata.

[Roy] Vem.

[Larissa] Cê sabe que tem os caras do book rosa, né?

[Roy] É diferente, né? Não é amor.

[Larissa] É.

[Larissa] Às vezes eu dou uma cheirada de vez em quando, pra aguentar os caras do book rosa...

[Roy] Tô aqui pra te dar uma força.

[Larissa] Me arruma aquilo que cê usa, ein. Queria experimentar.

[Roy] Crack? [Larissa] É.

[Roy] Não.

[Roy] Tem que saber segurar.

[Roy] E eu te digo: é difícil, bem difícil segurar.

[Roy] Eu prometi pra mim...

[Roy] Eu posso usar. Posso. Mas não te dou, não.

[Roy] Crack não. Fica na branca, que cê já cheira demais.

[Larissa] Cê não confia em mim? [Roy] Crack engana.

[Roy] Que foi? Quer discutir por bobagem?

[Roy] Ó, o que importa é que a gente tá junto de verdade.

[Roy] Não tem mais Sam na parada...

[Roy] Você é minha. Exclusiva.

[Larissa] Fora os clientes.

[Larissa ri]

[Roy] Ai, eu te adoro. Eu te adoro...

[Roy] Prometo que vou te tirar dessa vida. Prometo.

[Darlene] Você quer continuar aqui com sua avó?

[Angel] É. Não sei por que minha mãe tá fazendo terremoto.

[Carol] Porque é um terremoto, minha filha.

[Carol] Eu não vou me separar de você.

Cê não ama o Alex? [Carol] Amo.

[Carol] Mas você é minha filha.

[Carol] Você tem apenas 16 anos.

[Carol] Eu tenho que cuidar de você.

[Carol] E se eu tiver que escolher entre você e ele, eu escolho você.

[Hilda] Arlete...

[Hilda] Você está sendo irracional. Tá fazendo sua mãe sofrer.

[Hilda] Cê tá tirando a chance dela de ser feliz, de ter um companheiro.

[Hilda] Minha filha, é muito triste envelhecer sozinha.

Tá, mãe.

Eu não vou atrapalhar tua vida. Esquece tudo.

Eu vou morar com você, mas é por você.

[Angel] E não é de livre e espontânea vontade.

[♪ música lenta com guitarra ♪] [♪ Ainda Penso - Taís Alvarenga ♪]

♪ E o quase tudo que eu dei já se foi ♪

♪ Em tão pouco tempo ♪

♪ Sei que você não pode mais voltar ♪

♪ É que eu ainda penso ♪

♪ E digo que não, mas volto a procurar ♪

♪ Sei que você não pode mais voltar ♪

♪ É que eu ainda penso ♪

♪ E digo que não, mas volto a procurar ♪

[Carol] Não consigo entender o que deu nela.

[Darlene] Sendo sincera. Se ela prefere morar com a avó, deixa ficar aqui.

[Hilda] Mas a Carolina ia sofrer muito.

[Darlene] Mas algum motivo ela deve ter pra não querer ir.

[Carol] Olha, só pode ser ciúme.

[Carol] Quem sabe essa menina não tem o sonho, lá no fundo, de eu voltar com o pai dela?

[Darlene] Bobagem. Ele já tem uma filha, outra mulher, e a Arlete tem noção das coisas.

[Darlene] O motivo deve ser outro. [Hilda] Mas que motivo pode ser esse?

Não é melhor pensar antes de tomar uma decisão?

Deixa ela ficar aqui um tempo, quem sabe...

Quero minha filha comigo.

[telefone toca]

[Darlene] Alô?

[Darlene] Claro.

[Darlene] Claro. Tô indo pra aí imediatamente.

[Hilda] O que foi, Darlene?

[Darlene] O pai do Joel faleceu.

[Darlene] Estava mal. Já estava desenganado.

Sofreu tanto esses últimos dias... A gente já estava esperando.

[Hilda] Meu Deus. Me avisa do enterro, que eu quero muito dar um abraço no Joel.

[Carol] Eu também. Eu também.

[Darlene] Imagina, querida.

Cê tá nos preparativos do casamento...

Eu tenho que ir. O Joel precisa de mim.

[Hilda] Vai, mas olha: vai com calma. [Darlene] Tá. Eu ligo depois. Tchau.

[Carol] Manda um beijo pra ele, tá?

[Hilda] Ai, que coisa chata...

[Carol] Ai, mãe...

[Carol] Que motivo a Arlete pode ter pra não querer morar com a gente, mãe?

[Hilda] Você mesma disse. Ciúme.

[Hilda] Cê vai se casar...

[Hilda] Ela não tá acostumada a ver você com outro homem que não seja o pai dela.

[Hilda] Meu amor, isso passa. Isso passa...

[Hilda] Ela já disse que vai morar com você.

[Carol] Ah, mãe...

[Carol] Mas não é da vontade dela. A gente sente.

[Hilda] Calma.

[Hilda] Calma, calma... [Carol] Ãaah....

[Carol] Vou me arrumar. Vou me trocar, que daqui a pouco o Alex chega aí.

[Hilda] Vai. [Carol] Vou lá.

Calma.

[jazz lento ao fundo]

[Anthony] Ah! É festa?

[Fanny ri] Não.

[Fanny] Festa, não.

[Fanny] Aqui a gente sempre fica na maior roda viva, não tem tempo de namorar.

[Fanny] Né?

[Fanny] Preparei dry martini pra gente. [Anthony] Tanqueray! Ah, cê sabe do que eu gosto.

[Fanny] É... Agora, com a grana do Alex, meu amor...

[Fanny] a gente pode ter do bom e do melhor.

[Fanny] Vamos relaxar...

[Fanny] Cê tá vindo lá da sua mãe?

[Anthony] Estava. Imagina, ela arrumou um paquera agora.

[Fanny ri alto] Na idade dela?

Uau!

Mas eu fico feliz.

Assim cê não vai precisar levar ela ao médico todas as tardes.

Não foi isso o que eu quis dizer.

Já marquei novas consultas.

[Anthony] Tô aproveitando pra ver questões neurológicas.

A tua mãe tá com problemas neurológicos?

[Anthony nega] Hm-hm.

[Anthony] Não, estamos fazendo um check-up completo. Na idade dela, precisa, né?

[Fanny afirma] Hmm.

Se ela tem capacidade de arrumar um paquera, tá melhor que eu.

[Anthony] Cê tem a mim.

[Anthony] Hm? [Fanny] Hum...

[Fanny] Muito tempo que ninguém tenta me seduzir.

Isso é porque eu tô sempre do seu lado, Fanny.

Senão não iam te deixar em paz.

[ri] Ai, eu adoro tua sinceridade.

Cê acha que eu...

...que eu tô precisando de um lifting?

[Anthony] Não. Cê tá linda assim.

Não mente demais, que é deselegante, tá?

[Fanny] Já tentei uma vez fazer uma plástica mas...

[Fanny] ...problema com anestesia...

Não sabia disso.

É. Vou tentar de novo, né?

Acho melhor cê não fazer plástica, mesmo.

Repuxar demais fica com cara de mico.

[ri alto]

Ai... Tua gentileza me fascina.

[Anthony] Sinceridade dói?

[Fanny] Não, meu amor. Eu tô acostumada.

Hoje tô me sentindo mais velho que você.

Acho que é por causa da minha mãe.

Da tua mãe?

[Anthony] É.

Às vezes ela me tira todas as forças.

Coisa...

...coisa psicológica.

[Anthony] Desculpa, mas... hoje...

Não vai ter destruição.

Vou tomar um banho e deitar mais cedo. Tudo bem?

Claro, meu amor. Imagina.

Vai descansar.

[Fanny] Eu fico aqui com meu dry martini.

Mãe....

Ainda tenho que fingir que acredito que foi ver a mãe.

[Oswaldo] Você quase não come.

[Oswaldo] Mais bebe do que come!

Vinho faz bem pra saúde.

[Fábia] Ele tem inúmeros benefícios.

Nossa...

Tô me sentindo zonzo, zonzo.

[Fábia ri]

Eu também tô completamente zonzinha.

Acho melhor eu ir pra casa.

[Fábia] Espera, espera, Oswaldo.

[Oswaldo] O quê? [Fábia] Ãh... Oswaldo...

Lembra outro dia, que você me fez um cafuné...

É... Eu lembro, mas...

Agora eu nem sei se vou conseguir.

[Fábia] Não, eu não ia falar de cafuné, não.

Eu acho... eu acho que já disse, não disse?

...disse pra você qual é a pior coisa da gente envelhecer?

[Oswaldo] O quê? Não lembrar das coisas, esquecer tudo.

[Fábia] Não, é que...

Ninguém nunca mais nem toca na gente.

Se uma velha tem dinheiro, ela paga um massagista pra sentir as mãos de alguém no corpo.

No meu caso, falta o dinheiro.

Bom, eu... nem sei o que dizer.

Você não vai querer que eu...? [Fábia ri] Não, não!

[Fábia ri] Que é isso!

Eu só queria... queria mesmo era...

...lembrar, assim...

sentir... como é que é...

...um beijo.

Um beijo?

Na boca.

Ah.... É...

S-sabe, Fábia, eu...

A gente nem tem uma relação...

Que importância tem isso?

Houve um tempo em que eu não precisava pedir, agora peço. Tô pedindo.

Eu só queria lembrar como é... um beijo.

Ó... se é isso, eu...

Vamos tentar lembrar juntos?

V-vamos.

Então-então vamos?

Vamos.

[Fábia] Pronto. Espera...

[Fábia] Espera que eu tô meio zonza. [ambos riem]

[Fábia] V-vai, vai. Espera, calma.

[Fábia] Como é que....

[Fábia] Hm.

[Fábia] Hmmm.. [Oswaldo] Fábia!

[Fábia] Que foi, eu babei? [Oswaldo] Não, não. Desculpe.

[Oswaldo] Você é uma ótima pessoa, e...

[Fábia] Você não é a pessoa que eu sempre sonhei beijar.

[Oswaldo] E realmente...

[Oswaldo] eu preciso ir embora. Boa noite.

[Fábia gagueja] B-boa... já vai?

[Fábia] Vai embora, vai. Vai!

Vai, vai, pode ir embora. Vai embora!

Vai embora!

Que é isso? É só um beijo.

Que importância tem isso?

Ele beija mal.

Aind mais aquele bigode pinicando a gente, aqui, tá tudo coçando.

[ri] Eu também... Devo estar beijando muito,

muito mal.

Eu tô destreinada. [ri]

Ainda por cima, tem esse dente implantado aqui no fundo, que tá meio bambo.

Pior seria se ele tivesse engolido meu dente! [ri alto]

[Giovanna] Cê falou pro meu pai que cê é contra o casamento? [Pia] Eu encontrei com ele e falei.

[Bruno] Aaah, então é por isso que o personal sexer não veio hoje.

[Pia] Ele foi grosseiro como sempre. Ficou bravo, me ameaçou.

[Bruno] É claro, né, mãe? O cara tá apaixonado, e cê fala pra ele não casar.

[Pia] É que eu não consigo entender como ele se apaixonou por aquela brega. Não entendo!

[Giovanna] Nem eu. Ficam milhões de coisas girando na minha cabeça. Não me entra esse casamento.

O que cê tá pensando, Giovanna?

Umas coisas.

[Giovanna] Eu vou falar com meu pai.

Ele vai brigar com você.

Eu vou arriscar.

Fazer uma pergunta, olho no olho.

Só eu e ele.

[Alex] Achei que cê ia descer.

[Hilda] Fui eu que pedi pra você subir. Boa noite.

[Alex] Boa noite, dona Hilda. Bom, não tem problema. Eu trouxe aqui.

Essas plantas aqui de um edifício de escritórios que comprei dois andares pra deixar no seu nome,

[Alex] ...mas eu quero que você veja. [Carol] Cê sabe que eu não nada disso.

[Hilda] Alex, você não percebeu que minha filha esteve chorando.

[Alex] Ai, meu amor. Desculpa.

[Alex] Estava empolgada com o presente. Só queria te deixar segura. O que aconteceu?

[Carol] Ai...

[Carol] A minha filha não quer morar com a gente.

Como assim?

"Não quer morar com a gente"?

[Hilda] Ela vai.

Carolina disse que não ia mais se casar, ela cedeu, mas...

Foi um choque.

Mas ela tem que morar com a gente. [Carol] É...

Tem que morar com a gente. Acho que filha, ainda mais filha, tem que morar com a mãe.

Sim, eu acho.

Eu tô tentando entender a reação dela. Não sei se...

...tá com ciúmes, ou...

Ou sei lá, se ela...

[Carol] ...se ela não gosta de você.

Carolina, faz o seguinte...

[Alex] Chama a Arlete aqui.

[Alex] Eu tive uma ideia e você...

Você não vai se incomodar. Eu tenho certeza.

Será, mãe?

Eu gostaria de ouvir essa sua ideia.

[Alex] A senhora vai saber, dona Hilda.

Chama ela aqui.

Eu conto pra vocês três juntas.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

[Angel] O que ele quer comigo, mãe? Tô estudando.

[Carol] Minha filha, que antipatia é essa que cê pegou do Alex?

[Angel] Não é antipatia, mãe. É só que eu tô estudando e não tenho assunto nenhum com ele.

Cê pode fazer um favor pra sua mãe, e ir um instantinho na sala?

[Carol] Diz, amor. Diz a sua ideia.

[Alex] Arlete, eu vou me casar com a sua mãe em breve.

[Angel] Isso não é novidade.

[Hilda] Seja mais delicada, Arlete.

[Alex] Tem problema, não, dona Hilda.

[Alex] A senhora conhece minha filha. Coisas da idade. Enfim...

[Alex] Eu queria realmente ter uma...

[Alex] ...uma longa lua-de-mel com ela.

[Angel] Por mim cês podem viajar o tempo que vocês quiserem. [Alex] Eu não tenho esse tempo, Arlete.

[Alex] Infelizmente, eu não posso me ausentar dos negócios durante tantos dias. Vai ser uma viagem pequena.

[Carol] Nós vamos pra um resort, que é um hotel na beira da praia.

[Carol] Nós vamos no avião dele, mãe.

[Hilda] Você tem avião?

Tenho.

Não é um luxo, dona Hilda. Entenda, é uma necessidade.

[Carol] Como eu disse, vai ser uma viagem de poucos dias, e...

[Alex] Sua mãe e sua avó me disseram que você não tá disposta a morar com a gente depois do casamento.

Preferia morar com a minha avó.

Mas ela teimou.

Eu vou morar com você, sim, mas não é por querer.

Olha só...

Eu sei que eu surgi há muito pouco tempo na vida da tua mãe...

...que a gente resolveu se casar...

[Alex] Eu sei que pra você tudo isso pode parecer muito rápido.

É uma surpresa. Não dá pra negar.

Eu e sua mãe já temos idade suficiente pra saber o que a gente quer.

[Alex] E acho também que você...

[Alex] ...precisa de tempo pra se acostumar com a ideia.

[Alex] Como eu já disse, vai ser uma viagem de poucos dias.

[Alex] Eu acho que ela tem que ir com a gente.

O quê? Cê pirou?

[Alex] Eu tenho certeza que sua mãe não vai se opor.

[Carol] De jeito nenhum. Imagina! Adorei.

[Carol] Não. Não, tá decidido!

[Carol] Viajando juntos, vocês vão ter a oportunidade de se conhecerem melhor.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

♪♪♪

♪ You are my angel ♪

♪♪♪

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