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Original subtitles

O GÂNGSTER

Ei, você. Eu vou te dar um centavo. É, isso é legal. Mas quanto tempo você precisaria trabalhar para

comprar um novo casaco? É. Mais de um ano trabalhando para um novo casaco.

Fora daqui. Fora.

Ei, amigo.

Ele está bêbado.

Fique quieto.

Ei.

Vamos agora. Vamos para casa.

Onde você mora?

Vamos, estou falando com você.

Ah, deixe ele em paz.

- Seu troco. - Tudo bem, pode ficar com ele.

Deixe o carro em um lugar que eu possa vê-lo.

Está bem, chefe.

Vamos falar com Mehatty. O quê você acha?

Olá, Mehatty. Trabalhando, hein? Como estão as coisas?

Precisa encontrar um lugar para ele.

Este homem não tem lar. Não tem casa, não tem dinheiro.

Não tem dinheiro?

Você não pode prender um homem com uma nota de cinquenta no bolso. Eu não te culpo.

Isso pode fazer dele um milionário rapidamente.

Influencie seus cidadãos.

Aposto que você também sabe onde ele mora.

Claro que sei.

Ele mora no Ritz.

Sorte sua que cheguei. Por aqui, velhote.

Bem, agora você vai ter o que fazer, Mehatty.

E o que eu vou fazer?

Bem, encontre um táxi. Leve ele para o Ritz, ou talvez o YMCA. É melhor o Y, porque não quero que os amigos dele no Ritz vejam ele assim.

Claro, ele é um velho amigo meu.

Sim, só um valentão.

- A gente vai chamar um táxi para ele. - Obrigado, mas eu cuido disso.

Táxi.

- Tem um homem doente aqui. Eu quero que você o leve para a cidade. - Já estou com uma senhora aqui dentro.

- O quê está acontecendo aqui? - Tem um homem doente. - Que pena.

Oh, me deixe sair. Me deixe sair. Eu o conheço.

Tony! Tony!

Oh, por Deus. Me Ajude!

Ele vai ficar bem. Não se preocupe.

Ele precisa de um médico. Ele fica assim às vezes.

Sim, mas, mas.

Mas ele vai ficar bem.

- Obrigada, policial. - Tudo bem, senhora.

Viu isso? O Ritz, hein.

Tenho que informá-lo que dois senhores estão aqui para vê-lo, senhor. E tem um telegrama.

Patrão.

Miles perdeu sua segunda carga atravessando o rio.

Ele está fora.

- Cuide disso. - Tudo bem.

Bernie Weber está aqui.

Bernie Weber, hum.

Você tem tempo para vê-lo agora?

O rato de Chicago está aqui?

Você falou que queria vê-lo hoje.

Ele está aqui.

Já faz um tempo, hein.

Vamos lá então.

Olá, Mahlon.

Então é por isso que você deixa uma cidade como Nova York para vir para Chicago.

Eu não seria suficientemente sutil para fazer isso.

Bem, saiba que eu conheço um mestre meu que acharia uma boa ideia.

Ah é, mas ele foi um mestre.

- Sabe? É estranho ver como certas pessoas podem deixar seus amigos para trás, não é? - Especialmente para ir para Chicago.

- Ele ainda está lá? - Não, seus amigos o convenceram a voltar.

- Não me denuncie, Malhon! - Oh, mas este é o rato, não é?

Você está ficando magro, rato. Chicago está consertando seus ossos, não é?

Não me deixe de lado, Malhon. Não faça isso comigo.

- Não te deixar de lado? 5.000 dólares de pagamento. Como vou recuperar isso se eu não desistir de você? - Vou te devolver.

Eu vou te devolver, eu vou...

É? Quando?

Eu fiquei louco para retribuir este favor que você me fez. Mas eu imaginei que ia voltar para Chicago e depois ia te mandar o ouro de volta.

- Oh, é assim que você imaginou? - Sim.

Eu pus minha confiança em você e você fugiu de mim. Me fez esperar. E isto é alguma coisa que nunca ninguém fez comigo, de fugir assim ainda.

Vou te dar os 5.000 de volta. Pelo amor de Deus, Malhon, não me mande embora.

Estou doente. Eu vou morrer se você me mandar rio abaixo.

Já chega.

Oh, mas isso é uma armação! Não me mande embora, por favor. Não faça isso.

- Olá, Bernie. - Olá, Mahlon.

Bonita gravata, Bernie.

Posso dizer que é uma imitação muito bonita. Mas é só uma imitação.

Escute, é melhor você parar com aquele trabalho do Banco Framond.

Escute, Malhon. Aquilo é meu trabalho. Eu o preparei, é meu trabalho.

Escute-me agora. Faz mais de um ano que seus planos estão correndo por aí.

E eu passei os dados para todos vocês. Mas esse tempo passou e poucas coisas foram feitas.

Eu passei o recado para todos vocês.

Talvez você não tenha me ouvido. Mas estou lhe dizendo agora, você está fora.

Agora vá embora.

Mahlon Keane falando.

Oh, alô, delegado.

O quê? Logo na frente da central da polícia?

Mas você está brincando, delegado.

Sim, mas você sabe que eu estou no ramo das finanças. Eu não sei nada a respeito de carros roubados.

Mas é claro. Se eu souber de alguma coisa. Sim.

Ok, tudo bem, um carro azul? É isso?

Claro, e escute, delegado. Eu sinto muito.

Claro, delegado.

Alguém roubou o carro do delegado. Logo na frente da delegacia.

O quê você acha disso, Squid?

Vá no telefone, Squid, e resolva isso.

O que é que devo dizer a ele?

Diga para ele levar o carro no Brooklin e estacioná-lo perto de um estacionamento, onde algum conhecido possa achá-lo.

- Ei, Squid! - Sim? - Diga a ele para estacionar ao lado de um hidrante.

Sim, um hidrante.

Agora, Gus, você sobe e me ajuda.

A gente vai sair hoje à noite?

Sim, na Quinta Avenida, hoje à noite.

Alô, passe para Slim.

Slim? Esse tal de Slim é simplesmente e naturalmente um grande delegado.

Alô, Slim? Aqui é Squid.

Agora escuta diretinho. Precisa ser devolvido. Placa EDQ.

O quê? Sem álibi, entendeu?

Convite para uma noite no Monte Carlo na Rua 48 Leste com 92 Nordeste em apoio ao ORFAFANATO ST. JAMES Terça-feira, 30 de Maio às 21 horas

- Millie. - Karin Lee, minha querida.

É realmente como em Monte Carlo! Absolutamente!

- Eu creio que você perderá todo seu dinheiro, Jack. - Eu provavelmente vou. Tudo o que eu trouxe é para perder aqui.

Bem, essa é a primeira vez que você tem a chance de perder por uma boa causa. Para os órfãos que você conhece.

Karin, eu não sei o que você faz com esses pobres órfãos.

Bem, temos que importar maridos novos, querida.

Com licença.

Oh, agora eu entendo de onde vem esta organização: Malhon Keane!

- Quem? - Malhon Keane. - Onde? - Ali.

- Então ele é Malhon Keane. - Ele Mesmo.

Se esta festa for um sucesso, deveremos isso a você.

Obrigado. Se fui de alguma ajuda útil, então eu fico satisfeito.

Oh, Senhor Keane, Senhora Chapman e Senhor Oakhurst.

- Prazer. - Prazer.

Você não é realmente Mahlon Keane? Não de verdade?

A maneira que você falou isso me dá realmente vontade de ser ele.

Millie, seus pais estão procurando alguém para jogar pôquer com eles. Talvez você possa convencer o Sr. Malhon a se juntar a eles?

- Você Aceita? - Claro, é um prazer - Venha.

Meu sistema já está funcionando.

- Quanto? - 65 centavos. Obrigado.

- Meu Pai. - Prazer. - Prazer. - A melhor família que eu já tive. -Sente-se, Millie.

- Senhor Keane, você joga pôquer? - Bem, eu vim jogar pôquer.

Senhor Keane, você poderia bancar o jogo. Seria bem melhor para os órfãos.

- Sim. - Tudo bem.

Com licença.

- Quantas fichas você quer? - Me dê duas de cada.

Olhe. Rhoda Philbrooke.

- Olá, Karin. - Com licença.

Rhoda!

Paul Benson. Ele não sabia se podia me deixar entrar ou não.

Eu acho que depois de todos esses anos que ele abriu o orfanato

é a primeira vez que o vejo com quase tudo sob controle.

Eu estou feliz que você veio.

- De verdade, Karin? -Sim. Senti sua falta, Rhoda.

Você é provavelmente a única.

Aquela mulher é Millie Chapman, não é?

- Sim. - Como ela está?

Tantas caras novas.

Você não quer jogar? Você sempre foi muito boa na roleta, Rhoda.

Eu não sei.

- Vem aqui. - Tudo bem.

Escuta só querida, te dou minha palavra. Rhoda Philbrooke.

Rhoda Philbrooke? Aqui? Onde?

Mas que coisa engraçada. Aquela confissão. Quando você pensa em tudo que ela passou.

Quero dizer quando você realmente parar para pensar.

Você quer dizer quando você pensa no que o marido dela passou.

Dois, por favor.

Em um divórcio como esse, acho que a Sra. Philbrooke merecia mais atenção.

Eu fui roubado?

Vocês homens. Como uma mulher pode aguentar a atitude de todos vocês?

Eu aposto 5 dólares.

Quando eu penso que Rhoda foi a sua própria pior inimiga.

Eu aumento sua aposta, Fay.

Ela deixou seu marido e arruinou sua vida. E ela ficou com aquele músico louco.

Você encontra alguma defesa para isso?

Ela pagou por isso. Ouvi falar que ela está arruinada desde que ele a deixou.

Eu acho que ela é a mulher mais interessante que eu já conheci.

Millie está se apoiando nesse novo modelo.

Papai, me pague mais fichas.

Então, vamos pagar ou passar?

Ela ama aquele rapaz. Se divorciar já é ruim. E sair sem um centavo. É o que eu chamo de romântico.

- Jack, traga ela aqui. - Claro.

Eu aposto no vermelho.

Jack!

- Prazer em te ver aqui. - Bom te ver também.

Estamos jogando pôquer ali. Você quer se juntar a nós?

Vocês são todos muito gentis, Jack.

Venha.

- Com licença, Karin. - Claro.

- Você quer jogar? - Agora não, obrigada. Com licença.

- Rhoda, conhece Malhon Keane? - Senhora Philbrooke, prazer. - Senhor Keane.

- Olá, Rhoda. - Olá, Sam.

- Como vai, Margareth? - Muito bem. Obrigada.

Posso chamar você de Rhoda?

Eu quero muito. Eu sempre quis chamá-la assim.

Você é um amor.

Vamos começar.

- O banco tem algum favorito, Senhor Keane? - Nunca se sabe.

- Quantas fichas você quer? - 50 dólares, por favor. É só o que tenho para gastar essa noite.

Me desculpe se eu ganhar todo o seu dinheiro, Sr. Keane. Mas se eu perder, terá outra devedora em suas mãos.

E muito charmosa.

Eu abro com 10 dólares.

Quanto, Senhora Philbrooke?

Não vou querer nenhuma carta.

Bom para você. Enquanto eu não tenho nada para jogar. Até parece um milagre.

Se eu perder tudo, Rhoda, você seria minha boa samaritana?

E você consegue me imaginar como uma?

Facilmente.

Você esqueceu de uma coisa. Uma boa samaritana só pode ajudar alguém com sérios problemas.

Esse serei eu quando sair, Rhoda. Eu terei sérios problemas.

Mas, depois de tudo, uma boa samaritana pagaria um táxi?

Eu aposto 5 dólares.

- Eu aposto mais 5. - Hum, são 10, não são?

Pago para ver.

Mas Rhoda, você quer ver e tinha um par de 10.

Deveria ter aumentado. Tenho um Flush.

- Olhe. - Isso é bom.

- Aqui está. - E aqui.

Nada de bom para mim.

- É você quem abre, Millie. - Quanto?

Vinte.

Mais cinquenta.

Eu aumento aqueles 50.

Hum, isso parece uma mão. Eu preciso de mais reforço.

Vou pegar algumas bebidas.

Cuidado. Aqui.

Alguém mais vai aumentar?

- Oh, meu novo vestido de Paris. - Oh, que pena.

- O quê isso vai me custar? - Só 125 dólares. -Vou ficar.

Eu estou dentro. Rhoda, que jogo maravilhoso. Eu espero que uma de nós ganhe.

Eu quero ver isso.

Full house. Ás e quatro.

Isso me vence.

Hum, eu tinha três reis.

E eu tinha um Flush.

Hum, Rhoda, aquele ás de espadas estava nas minhas cartas.

- Impossível. - Mas estava.

Você provavelmente deve ter confundido com o ás de espadas com o de paus, Senhora Chapman.

Não, eu tinha três figuras, um 7 e o ás de espadas.

Eu sei, mas às vezes o paus parece espadas

e copas com ouros. Confunde até mesmo jogadores experientes.

- Oh, não. - Bem, é fácil descobrir.

Bem, eu não entendo como eu pude me enganar assim.

Sam, me leva para casa.

Rhoda, peço desculpas.

- Vamos tomar uma bebida. - Deixe-me levá-la para casa, Rhoda, por favor?

Não, eu não quero.

- Mas ele quer te levar. - Não, obrigada.

- Mas eu já estou indo. - Senhora Philbrooke.

Sargento. Departamento 3534. Tudo bem. Oh, muito bem.

Ei. Diga também ao chefe para me mandar uma cadeira de rodas, por favor.

É só assim que o rapaz pode andar.

Certo. Tudo bem.

Só um minuto.

- Senhor Keane. - Olá Mehatty, é bom ver você.

Não atire em mim. Você não faria isso.

Mãos ao alto. É um assalto.

Você acha que é uma brincadeira? Vocês policiais estão sempre prontos para se vingar até a morte.

Eu poderia me aproveitar dessa fama.

- Jake Bisset, foi morto semana passada. Deixou esposa e quatro crianças. - Que pena.

Ele era um bom rapaz.

Espero que aproveite. Esses são bons.

Cem dólares? Meu Deus. Jake com certeza pode usar isso.

Você está certo, Mehatty.

- Gostaria que você me pegasse no trânsito alguma vez. - Poderia te liberar, na primeira vez.

Velocidade? Como conseguiu isso?

Não se preocupe. Vou dar esses bilhetes para o Gus.

Assim ele vai se divertir muito na delegacia.

Ele gosta de policiais.

Ei, Squid.

- Como vai? - Bem, tudo bem.

- Tenho aqui 12 dólares, Squid. - Ei, você está trabalhando para o chefe agora?

Não. O que eu faço é receber o que eu mereço.

Eu não preciso disso. Eu tenho 100 dólares.

Isso é o que todos falam.

Eu sei que posso ter tudo que eu quiser. Como, por exemplo, de você, Squid.

Vai ser difícil você conseguir alguma coisa de mim.

É? Tudo bem.

Ei, você não pode ter nada de ninguém. Você é só um policial.

Policiais. Ninguém gosta deles nessa cidade. Não se esqueça disso.

Eu não vou esquecer.

- Eu só estava me perguntando sobre você. - Eu? - Como está sua memória, Squid?

O quê você quer dizer?

Você tem uma boa memória?

Bem, agora é boa.

Bem, isso não é o suficiente.

O quê há sobre minha memória?

Está bem. Você se lembra de ter lido no jornal sobre um velho mendigo

que foi assassinado alguns meses atrás?

- Você se lembra disso, Squid? - Não, não lembro.

Isso tudo foi uma grande mentira. Alguém se aproximou dele, bateu nele com uma garrafa de cerveja.

Os jornais estavam cheios desse assunto naquele momento.

Oh, deve ter acontecido sim. Foi na rua.

Sim, foi isso mesmo.

- Sim. Li isso da garrafa no jornal. - É? Que jornal?

Sabe, eu encontrei o gargalo daquela garrafa e tinha digitais nela.

Bem, mesmo que você tenha encontrado digitais na garrafa

- o quê isso tem a ver comigo? - Eu já vou te dizer.

E quem se importa com um velho mendigo como ele?

E o quê eu vou ganhar se achar o cara que fez isso? Estou certo?

Não falei nada. Ainda.

Mas porquê você quer me contar isso, então?

Só queria saber o quão boa era sua memória. Só isso.

Algum dia vou te fazer uma pergunta.

Se sua memória for boa sobre o que eu quero saber, a minha será ruim sobre aquela garrafa de cerveja.

Se a sua memória for ruim, a minha será boa.

- Muito boa. - Está bem.

- E o que vai acontecer? - Depois vou encontrar aquela garrafa de cerveja.

E alguém vai direto para a prisão.

No mínimo vinte anos por lá.

Esse é o seu trabalho. Tem um bom carro.

Seria uma pena perder um bom emprego como esse.

E ficar apodrecendo numa prisão.

Eu tenho a faca e o queijo na mão. Até mais, Squid.

Até mais, Mehatty.

- Vá para o Apartamento Hailway, na Rua 158. - Certo.

Rhoda. Rhoda. Rhoda.

- Tony. - Rhoda. - Querido.

- Me dê uma bebida. -Não, Tony. - Uma Bebida. - Não.

- Então me dê minhas roupas. - Não, Tony.

- Minhas Roupas. - Pare.

Rhoda, não se preocupe mais comigo.

- É tarde demais. - Calma, querido.

Você não me conhece mais. Você é tola de perder seu tempo comigo.

Se eu tivesse coragem, já teria me matado. Há muito tempo.

Pare, eu não aguento isso.

Oh querido, sempre que você precisou, eu cuidei de você.

- E agora você tem que deixar eu te ajudar. - Não, não.

Oh Tony, eu não aguento te ver assim.

Você vê que eu te amo.

Quando você estiver saudável e forte de novo, se você quiser, eu vou embora.

Mas você deve me deixar te ajudar agora. Você deve.

Oh, porquê foi que eu baguncei tanto as coisas assim?

- Rhoda, pegue uma bebida para mim. - Não, Tony.

- Me dê só uma bebida. - Não, isso vai ser a mesma coisa de novo.

Ligue para 3311. Apenas diga que é Tony Vaughan. Ele saberá.

- Quem é esse, Tony? - Ele é o médico.

Se você o chamar, eu não precisarei beber. Ele já cuidou de mim antes.

Tudo bem, Tony.

Alô, 3311. Você pode vir para o Apartamento Hailway, por favor?

Tony Vaughan. Sim, ele falou que você saberia. Por favor, depressa. Apartamento A.

Sra. Rhoda.

- Quem te deu isso? - Um rapaz no hall.

- Sim? - Eu quero ver você. - Não posso ver ninguém agora. - Eu quero falar com você. - Sobre isso?

Foi o único jeito que eu encontrei depois de ontem à noite. Porque eu queria ver você de novo.

Só um momento.

Senhor Keane, se você entender o que eu vou dizer, vamos poupar tempo.

Eu trapaceei ontem à noite porque precisava de dinheiro. E você me ajudou.

E sou grata por isso. Mas é tudo.

Se ficou claro para você, agora você pode ir.

- Eu não vim aqui para seus agradecimentos. - Não há outra coisa para lhe dar.

Mas eu acho que tenho algumas coisas para lhe dar.

Uma mulher que trapaceia por dinheiro pode não querer outra coisa.

- Por favor... - Bem, o quê mais então?

- Quando eu vi seu comportamento ontem à noite. - Como você foi cúmplice. Eu presumo que um homem como você tenha cúmplices, Sr. Keane.

Já chega. Eu merecia isso. Mas vamos esquecer quem eu sou.

Eu vim aqui porque passei o dia pensando em você.

Você sabe quem eu sou, sabe como vivo. Conheci muitas mulheres nas mesas de jogo,

mas nunca encontrei nenhuma igual a você.

- Ontem à noite quando você pegou aquela carta... - Quando eu trapaceei.

Há sim. Você percebeu que eu estava me fazendo de boba. E coloquei a carta de lado.

- Não. Pensei que você tinha algo a mais do que qualquer outra mulher na sala. - Oh, por favor.

E, por favor, me deixe terminar.

E se você não tiver sentido a mesma coisa, você pode me mandar embora.

Você não precisava me dizer que trapaceou porque precisava de dinheiro.

Não precisa dizer que foi a primeira vez que trapaceou. Vamos esquecer tudo isso.

Eu tenho dinheiro e isso não significa nada para mim. Eu posso te ajudar.

E não tem nenhuma ligação com isso. Eu não quero nada de você. Entenda isso.

- Você ligou por Tony Vaughan? - Sim.

Olá, Senhor Keane. Se eu soubesse que você estaria aqui, teria trazido algo especial.

Então é para isso que você precisava de dinheiro.

- Engraçado eu não ter pensado nisso. - O quê você quer dizer? Quem é você?

- Você não sabe? - Não, eu nunca a vi antes. Mas ela ligou por Tony Vaughan e eu atendi.

- Quem é você? - O quê é isso? Uma brincadeira?

Eu ganho a vida com cerveja, uísque e gim.

- Eddy, me dê isso. - Tony! Tony! - Me dê isso! Me dê!

- Oh, deixe-me sozinho com ele. - Não faça isso, Tony. Por favor.

- Oh! - Tony, você está machucado?

- É o único jeito quando eles estão assim. - É o seu jeito. - O único jeito.

- Oh, Tony, você está machucado? - Ele não está. - Deixe-nos em paz.

- Sou eu, Tony querido. - Ele significa tanto assim para você? - Não é da sua conta.

- Mas eu posso fazer algo. - Você poderia ir embora?

- Eu quero que você vá embora. - Não, você precisa de ajuda.

Você gostando ou não, dessa vez você vai fazer o que eu disser.

Saia daqui.

E não quero nunca mais ficar sabendo que você está vendendo alguma coisa para ele de novo.

Alô, Doutor Doane. Sim, pode chamá-lo. Aqui é Malhon Keane.

Alô, Doutor. Malhon Keane falando.

Você pode vir para o Apartamento Hailway, Rua 158, Apartamento A?

28 de Agosto de 1929 Exmo. Mahlon Keane, Roslyn, Long Island, Nova York. Caro Senhor Keane: Estou feliz em lhe comunicar que seu amigo Anthony Vaughan está bem de novo.

Eu passei em sua casa em Long Island para vê-lo ontem. Pena eu não ter lhe visto. Cordialmente, W.H. Doane

- Isso foi maravilhoso. - Foi mesmo? - E agora vamos para casa.

- E você acha que eu posso? - Vamos logo.

O quê deu em você?

- Oh, isso é uma coisa que eu não tinha feito há tanto tempo. - Nem tanto tempo.

Eu não trocaria por nada essa semana maravilhosa que tive aqui.

E agora, se não falei antes. Obrigada por tudo que fez pelo Tony.

Você falou sim. Cada vez que olhei para você, eu vi isso nos seus olhos.

Isso é o irlandês em você.

Ouça. Essa música tocando. Esse é o velho Tony.

Vamos.

Isso é maravilhoso, Tony.

Chefe. Squid voltou da cidade com o correio.

- Ele trouxe alguns telegramas também. - Tudo bem. Me dê licença por um momento.

- Tony. - Sim?

- Me deixe olhar para você. - Sabe essas cordas que você trouxe? Estão todas quebradas.

- Tony, vou chorar. - Por quê?

Não pergunte porque, não pergunte nunca à uma mulher porque ela quer chorar.

Só deixe ela chorar.

Nova York, NY, 4 Ago de 1929 Mahlon Keane Roslyn Long Island, NY Tia Rosie plantou geranium hoje. Pare. O floricultor está atarefado

colocando janelas em todas as casas quentes da cidade. Pare. Por favor, avise. BAXTER

O chefe tem algumas notícias para você aqui.

Tony, escute isso.

O Senhor Malhon Keane conseguiu um concerto de violino para você. E terá muita publicidade.

Ele quer saber como se escreve seu nome.

Ele soletra V-A-U-G-H-E-N, ou V-A-U-G-H-A-N?

Assinado Lady.

- Tony. - Isso não é maravilhoso? - Assim como Malhon.

Bernie Weber é classificado como trabalho T-115. O delegado está furioso e quer vê-lo fora da cidade ainda esta tarde. Mande instruções.

- O quê você sabe? - A gente vai voltar para a cidade amanhã.

- Certo. - Squid, prepare tudo. - Sim.

E Gus, a partir de agora não quero ver Bernie Weber por aí, em canto nenhum.

Certo.

- Tony, você precisa fazer esse concerto. - Claro que ele vai. Está tudo acertado.

Tony, o quê você diz?

- Brilhante. Vou lhe dar satisfação por seu dinheiro. - Eu sei que você vai.

Oh, Malhon, não posso lhe dizer como... como eu...

Keane, quero lhe agradecer de novo.

Depois do concerto, vou embora... sozinho.

Quando eu escuto Tony tocar desse jeito, eu acredito que ele não precisa mais de mim.

- Eu acho que perdi meu emprego. - E o quê você vai fazer?

Isso e aquilo. Estamos sempre cuidando de alguma maneira.

- Eu gostaria que você me deixasse ajudá-la. - Você não sabe o quanto essa oferta é tentadora.

- Você aceita? - Não. Vou embora. - Mas você precisa de alguém para tomar conta de você.

- Que tal casar comigo? - Por favor...

Mas Rhoda, você gosta um pouquinho de mim?

Eu gosto de você e você pode fazer da minha vida uma coisa fácil e simples.

Mas estou cansada.

Queria poder dizer sim.

Está tudo bem?

Na verdade, acho que não.

- Ola. Está frio lá fora? - Não. É uma noite maravilhosa.

Tony. o que é que você estava tocando antes?

- Schubert. - Não, depois disso.

- Oh, isso? - Sim, isso é algo novo? - Sim. - Preciso de coisas novas. Vou para uma turnê.

Uma turnê?

Quando você decidiu ir?

Algum tempo atrás.

- Foi de repente? - Bem, preciso ter meu público de volta.

Claro Tony. Seu público.

Tony...

Malhon acabou de me pedir em casamento.

Porquê não? Se você o ama.

- Oh Tony! Será que eu posso fazê-lo feliz? - Você pode fazer qualquer homem feliz.

Dê-me um beijo de boa noite.

Boa noite.

O quê há de errado?

- Posso ajudar? - Cuide de mim.

Rhoda. Rhoda.

MALHON KEANE, FIGURA ESPETACULAR NA VIDA NOTURNA DE NOVA YORK, E SENHORA RHODA PHILBROOKE, DIVORCIADA DE DAN PHILBROOKE

ESPORTIVO MILIONÁRIO, VÃO CASAR A BORDO DO BARCO FRANCÊS "PARIS" POUCO DEPOIS DA SAÍDA DO BARCO À MEIA-NOITE.

ANTES DE NAVEGAR ELES VÃO ASSISTIR AO RECITAL DE ANTHONY VAUGHAN NO VICTORIA HALL, PATROCINADO POR SENHOR KEANE.

- Muito bom gosto, Senhor Keane. - Espere para ela ver isso.

- Veja a incrustação, requintada, e a curva inchada. - A pedra é bonita também.

Bonita. É a mais bela pedra que eu já vi em um anel, Senhor Keane.

Entre!

- Oh Rhoda, entre. - Vou ficar só um momento.

- Bom dia. - Oh! Tenha um bom dia! - Obrigado!

Espera um pouco, Squid. Aquele táxi cinza.

- Quem está nele? - Bernie Weber.

Melhor ir devagar. Pegaremos ele num outro dia.

- Pense! Tem gente demais nessa rua. - Esqueça.

- Nós iremos pelo outro lado. - Devagar.

Tudo certo. Acelere agora.

Malhon, será que você poderia adiar a saída do barco de meia-noite para, bem... 1 hora?

Consiga esse milagre.

Eu temo que a gente perca o fim da apresentação de Tony se não...

Querida, eu só preciso cortar uma ou duas âncoras. Só isso.

A propósito, você não se importa se eu não for logo no concerto?

Tenho coisas para resolver. Eu quero tudo limpo, nada para nos incomodar,

uma vez que a gente estará à bordo hoje à noite.

Sim, Malhon, mas quando você acha que chegaremos no concerto?

Oh, só quero dizer que eu vou me atrasar um pouco. Mas você estará lá no começo, é claro.

- Por quê não leva o Tony? - Acho que não. - Oh, não? Você não quer dizer adeus ao Tony?

- Eu entendo... - Prefiro que não, Malhon.

- Ele vai estar tão nervoso. - Você vai ser exatamente o remédio que ele precisa.

Tony Vaughan, por favor.

Sim? Estou bem.

Espero que sim. Vou dar o melhor de mim.

Bem, vou pegar ela então, no caminho.

Muito bem então. E a gente se vê mais tarde. Até logo.

E agora, tenho aqui...

Entre. Bem, esse meu quarto tem tanta privacidade quanto a Estátua da Liberdade.

Orquídeas.

Tudo bem. Vamos abrir.

- Estas eram para a noite, mas... - Que doce. Oh, que pena.

- Elas são tão bonitas. Pena que isso caiu. - Espero que elas combinem com o seu vestido.

- Com licença, preciso ver Gus por um minuto. - Tudo bem, Malhon.

- Bem, a gente encontrou Bernie Weber no caminho. - Agora? - Sim. Em um táxi.

- Sorte que eu estava carregando essas flores. - Ele tentou te pegar? - Não.

Ele não chegou a ver a gente. Nem o motorista viu nada. Ele continuou guiando o carro.

- Não foi, Squid? - Eu não estava olhando. - O quê você quer dizer com "não estava olhando"?

- Bem, eu estava dirigindo, não estava? - Oh, esse cara...

- Certo, certo. - Sabe, foi até engraçado. A maneira que Bernie deslizou no assento... - Pare com isso! - Claro, chefe.

Mas porquê você não esperou?

- Bernie Weber não importava mais. - Mas você mandou fazer isso, não foi? Como eu ia saber?

- Te falei para parar. -Sim, você me falou! - Gus, você tem certeza que Bernie está... - Sim, ele não vai mais incomodar.

- Está bem. - Malhon, está tudo bem. Fizemos um trabalho limpo. Não foi, Squid?

- Squid estava lá tambem. - Claro que Squid estava. Ele estava dirigindo. - Mas eu não... - Não o quê?

O quê você quer dizer com "você não"? Você estava lá, não estava?

Você está tentando encontrar um álibi? Você estava presente comigo. Entende?

Sim, mas eu estava dirigindo!

Tudo bem! Já chega! Saiam daqui.

- Mais um adeus agora. - Não foram tantos. - Vamos começar do zero agora. - Tudo do zero.

- Só você e eu agora. - Boa menina.

- Gordon, você não quer ir para cima e testar o piano? - Certo. Te chamarei quando for a hora. - Faça isso.

- Quando você vai para o barco? - Às 23 horas, eu acho.

Deixe-me ver. Muito bonito.

- Seu desejo? - Não, de Malhon. Tony, você está me machucando. - Não! Não me deixe, não!

Desculpe. Eu não pensei.

Só não consegui me segurar.

Rhoda, não vou te incomodar nunca mais.

- Tony! - Querida! Querida!

- Você me ama e você ia me deixar ir embora te amando? - O quê foi que eu fiz?

Mas isso não importa agora.

- Mas e Malhon? O quê fazer com ele? - Que tal nós?

Isso o machucaria. Você não conhece Malhon. Isso o machucaria desesperadamente. Não posso contar para ele.

- Mas você ainda pode. - Eu vou falar com ele. - Não. Eu falarei.

- Tony, está na hora de ir. - Certo.

Tony... Tony...

Tony, você voltará para mim? - Quando eu terminar. Ouça-me tocando!

Alô. Departamento 3434. Certo. Certo.

Não, eu não vi nenhuma criança de cinco anos acompanhada de uma enfermeira. Não.

Quando? Bernie Weber? Bernie Weber! Certo, claro. Sim, sim.

- Como vai, motorista? - Estou bem.

- Alguém vai embora? - O Chefe. - Interior? - Não, Europa.

Há sim. Sexta-Feira à noite. Hoje à noite.

Parece que todo mundo vai embora. O chefe que vai para a Europa, Bernie Weber que se foi.

- Alguém o baleou. - Quem? Bernie Weber? - Sim, hoje à tarde.

- O quê você sabe? - Essa é a pergunta, Squid, "o quê você sabe?"

Ei, Squid, como está sua memória hoje à noite?

Há, pare com isso. Você não pensa que eu sei alguma coisa a respeito disso, não é?

Você lembra? Um dia eu falei que ia fazer uma pergunta sobre alguma coisa que eu quero saber.

- Agora é a hora. - Eu não sei nada sobre isso, Mehatty. Juro que não sei. - Tudo bem.

Se é assim que você quer, está bem.

Cara, estou lhe dizendo.

Se você sabe alguma coisa sobre o assassino de Weber e se Keane sair neste iate e for embora...

tem uma grande cela na cadeia na qual ninguém ocupa há muito tempo.

Há, você está errado. Eu não sei nada sobre isso. Então me ajuda.

Até logo, Squid. Te vejo na igreja.

Mehatty. Escute.

Senhor e Senhora Malhon Keane.

Malhon...

Você vai se acostumar a isso. Eu estava justamente repetindo isso várias vezes enquanto eu vinha.

Sra. Malhon Keane.

Escuta, Malhon. Eu tenho alguma coisa que devo te contar.

Guarde isso para quando estivermos no barco até todos no barco nos chamarem por nosso novo nome: Keane.

- Senhor Keane, posso ver você um minuto? - Claro. Como vai, Mehatty? Você se importa, querida? - Não.

- Estarei logo com você. - Tudo bem.

- Bem, o quê aconteceu? - Estamos investigando sobre o assassinato de Bernie Weber. - É? E em que posso ajudar?

Parados!

É. Mas o quê aconteceu? Você acabou atirando no Sr. Keane.

Mahlon! Mahlon!

FIM

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