All language subtitles for Tiempos De Guerra - Temporada 1 .HDTV 720p.Cap.110.AC3 5.1 Espa+¦ol Castellano

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Original subtitles

N�o, Pedro!

Este homem, para a tenda de opera��es.

Julia.

� melhor esperares l� fora.

Bisturi.

J� n�o � momento para perguntas.

N�o h� tempo para mais.

Porque esperam tudo de n�s.

Julia, ajuda-me, por favor!

Chegou a hora da verdade.

Est�s bem, Ver�nica?

- N�o tem pulso. - Ajuda-me!

Ele n�o tem pulso! Acabou.

Julia.

- Como est�s? - Ele morreu.

Eu sei.

Ele morreu.

Daniel, n�o recebeste uma carta minha?

Uma carta, para mim? N�o.

Ter�s de lhe dizer o que se passa.

Eu sei, mas era mais f�cil por carta.

- Chamou? - Quero apresentar-te algu�m.

Alejandro Prada, jornalista. Pilar, a minha subdiretora e bra�o direito.

Porque fingiu que n�o me conhecia?

- E a menina? - Perguntei primeiro.

"Querida m�e,

o Pedro vai descansar para sempre no pante�o dos her�is.

O seu nome far� parte da hist�ria desta guerra."

Fogo!

Daniel, na carta, dizia-te que n�o me vou casar contigo.

H� outro homem? � isso?

Podia esperar qualquer coisa, menos isto.

Um �rabe! Podias descer mais baixo?

- Magdalena... - N�o, Larbi.

N�o, por favor.

Est�o a ser rid�culos, parem! Eu disse que basta!

- Magdalena. - Magdalena.

- N�o percebes que � um canalha? - O que te importa?

N�o quero que te envolvas com um canalha por culpa minha.

O Alejandro � um fot�grafo famoso.

Est� a escrever um artigo sobre o trabalho das enfermeiras, a mando da rainha.

A minha vida n�o gira � tua volta h� muito tempo.

Ver�nica, odeio ver-te sofrer sozinha.

Eu tamb�m estou sozinho.

Casas comigo?

Quando � o casamento?

N�o vai haver.

Ele anda a dizer que est� tudo preparado.

Vou ter de ir a Madrid esclarecer as coisas.

Julia?

O que fazes aqui?

Foi no dia em que morreu.

Porque n�o fui com ele para casa?

Pega em gaze e ligaduras, e anda comigo.

Vamos.

Quanto tempo vamos continuar a sentir uma coisa e a dizer outra?

Passo o dia todo com saudades tuas.

Est�s prestes a casar.

Venham, para fora.

N�o lhe toquem!

Somos m�dicos da Cruz Vermelha.

Fidel!

Vais obedecer-me?

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

TEMPOS DE GUERRA

N�o te preocupes, Julia.

- Eles precisam de n�s. - Sil�ncio!

Est�s bem?

Vieram tratar dele,

entendes?

O que lhe aconteceu?

Ferida de bala.

Precisa de um hospital. Aqui, n�o consigo.

- �s m�dico. Cura-o! - M�dicos curam, mas n�o fazem milagres.

Hoje, far�s um.

- Se ele morrer, tu morres. - N�o!

Morrem os dois.

Precisamos de �gua quente.

Julia.

A ferida est� infetada. Tem mau aspeto.

Est� cheio de febre.

O que vamos fazer?

Rezar para que n�o morra.

Agora, respire.

Para mim, desde que ela n�o diga n�o, h� esperan�a.

- Que dizes, Guillermo? - Obrigado por ouvires.

Quem achas? A Ver�nica.

- Claro, quem mais? - N�o respondeu ao pedido de casamento.

- � bom sinal. - N�o dizer nada?

CAP�TULO DEZ "O COMPROMISSO"

- Est� a pensar. - Em como dizer n�o, Guillermo.

Quem pensa em pedi-la em casamento assim, de repente?

Escolheste o pior momento e lugar, Guillermo. A Ver�nica...

... est� de luto. N�o vai pensar em ti.

Talvez lhe tenha dado algo bonito para pensar.

Viste aqueles dois, querido?

Ele n�o para de falar e ela olha-o com aqueles olhos.

Depois, ele convida-a para irem correr o mundo, juntos.

Senhores!

Not�cias frescas do quartel.

A legi�o entrou em Nador. Nador � nossa!

- Viva o ex�rcito espanhol! - Viva!

Os �rabes fugiram.

A guerra vai acabar r�pido.

Vamos festejar, todos!

Isto est� pronto para ser escrito.

Senhora!

J� soube?

Entr�mos em Nador.

TROPAS ESPANHOLAS RECUPERAM NADOR

Conta a todos!

Entr�mos em Nador!

- Reconquist�mos Nador! - Viva!

Finalmente! Boas not�cias!

O que vai acontecer?

Vai contar a todos!

Estas pessoas est�o melhor. E os outros n�o deviam trabalhar?

N�o devias trabalhar. Ainda n�o recuperaste.

- Queres �gua? - N�o.

Ch� com leite? Vou buscar.

N�o, n�o quero nada, Daniel.

Tenho algo para dizer.

Estou a pensar regressar contigo a Madrid.

A s�rio?

Magdalena!

Temos de contar � Susana e � sua fam�lia. Foram t�o bondosos.

E � tua m�e, vai ficar muito contente quando lhe disseres.

Mal pode esperar que a ajudes com os preparativos do casamento.

Espera, Daniel. N�o percebeste.

- Regresso para curar... - Claro. A sa�de, primeiro.

Primeiro, p�e-te bem. Eu trato do casamento.

Estou t�o feliz.

- Ouve, Daniel. - Sim?

Vou para me curar e falar com a minha m�e.

E n�o para me casar.

Ver�nica!

Ver�nica, espera!

Entr�mos em Nador.

Sim, era o previsto, certo?

Pensaste no que te disse?

De casarmos...

Sei que n�o � o melhor momento e...

... talvez n�o te tenhas decidido, mas posso esperar.

Acho que n�o � urgente...

Mas, se souberes, gostava de saber.

Se precisares de mais tempo,

n�o h� pressa.

Guillermo, lamento, mas...

� melhor perguntar-te outro dia.

Gostava de te dizer outra coisa,

ou de outra maneira, n�o sei.

Ainda n�o me habituei � morte do Pedro.

�s vezes, acho que o vou encontrar no �trio, a fumar com os outros soldados.

Passou pouco tempo.

Mas estou certo de que se...

N�o.

N�o me vou casar contigo.

N�o te quero dar esperan�as.

N�o seria justo.

� como �.

Mas n�o te preocupes.

Tenho experi�ncia.

Passarei mal alguns dias e...

Depois seguirei, para outras coisas.

Guillermo...

Gostaria que continu�ssemos amigos,

se quiseres.

Amigos?

Claro.

Como poderia n�o querer?

Amigos.

Ver�nica?

Viste o Dr. Calder�n?

Preciso que veja esta documenta��o, esta e esta tamb�m.

- N�o o encontro. - Foi ao hospital de campanha.

Ordens do coronel.

Quando partiu?

H� algum tempo.

Foi com a Julia Ballester, numa ambul�ncia.

Porque n�o fui informada?

N�o sei, senhora. Levaram equipamento cir�rgico.

Est� bem.

Obrigada.

- Temos de abrir mais a ferida. - Cuidado!

Este homem � muito importante.

- Mais que tu ou ela. - Eu tenho.

Agora, tenho de trabalhar, por favor.

J� vi esta cara antes.

A bala.

Est� aqui.

Se n�o fosse importante, n�o nos tinham trazido.

Julia?

- Pin�a, Julia. Por favor. - Calem-se!

Pin�a.

- Por favor. - Calem-se!

Tenho a bala. Est� aqui.

A bala saiu, o xeque est� curado.

Ele est� muito mal. Tem de ir para o hospital.

Para o hospital. Mushtashfaa.

Perdeu muito sangue. Tem muita febre.

Se n�o o levarmos ao hospital, ele morre.

Percebes que vai morrer?

Tu, fora! Vamos!

Vamos!

O que est�o a fazer?

O que est�o a fazer? Pronto!

Aonde o levam? Pronto!

Temos de tratar da ferida. Percebem?

- Temos de tratar dela. - Cala-te!

Se acontecer alguma coisa ao xeque, tu morres, e ela tamb�m.

Entre.

Perd�o pelo atraso. Estava a fazer consultas e fiquei retido.

- H� not�cias deles? - N�o.

Nada que saibamos.

Com licen�a.

Queria fazer-lhe a mesma pergunta que fiz ao Dr. Garc�s.

Sabe porque o Dr. Calder�n saiu sem informar ningu�m,

com a enfermeira Julia Ballester?

N�o.

N�o,

n�o sei o que o Dr. Garc�s disse, mas... - Pergunto-lho a si.

H� algo que deva saber e que n�o me contaram?

N�o sei a que se refere, senhora.

Soube que os viram sair com a ambul�ncia e pouco mais.

- N�o lhes aconteceu nada, certo? - Espero que n�o,

mas cada minuto que passa sem not�cias � mau sinal.

Devem estar bem.

- O capit�o sabe o que faz. - Claro.

Ocupe o seu posto, at� ele voltar.

Doutor?

Se quiser ausentar-se, que seja por um bom motivo e avise-me.

Com certeza, senhora.

- S� o suficiente. - Assim?

- Um pouco mais. - Chega?

Mais... N�o importa.

Agora, as rodelas de lim�o que pedi.

- De parte, claro. N�o as ponha... - Claro.

- Claro. - A Magdalena gosta...

Claro.

Muito obrigado. Perfeito.

Posso passar, por favor?

Eu e a Magdalena vamos para Madrid, sabia?

Ele tamb�m mo disse.

Nunca se cala.

Claro que lhe disse que n�o vamos casar.

V�rias vezes.

- Mas � como se n�o me ouvisse. - Ele n�o quer ouvir.

Bem,

teremos a viagem juntos para esclarecer as coisas.

Ent�o, � verdade?

Vais com ele para Madrid?

Pilar, por favor.

O que queres que fa�a?

Tenho de ir para falar com a minha fam�lia e dizer que o casamento est� cancelado,

e tentar que percebam. Pilar, por favor.

Pilar, ouve-me!

Estas coisas n�o se podem fazer por carta.

Eu sei.

Eu sei.

Mesmo assim,

terei de pedir permiss�o � duquesa, claro.

Pilar?

Ser� por pouco tempo. Volto o mais depressa poss�vel.

Talvez nessa altura, sejas tu a j� n�o estar c�.

Por amor de Deus!

- Como posso n�o estar c�? - �ndia e Egito?

- � uma loucura! - � muito ex�tico, n�o �?

N�o, como podia fazer algo assim?

Ent�o, est�s a pensar nisso?

N�o!

�s vezes, penso, � normal. Viajar pelo Egito,

consegues imaginar?

Mas, n�o. Mal conhe�o o Alejandro.

- Sim. - Mal o conhe�o.

Parece simp�tico.

E �...

... e culto.

� verdade que parece culto.

- E muito divertido. - De certeza que � muito divertido.

E inteligente.

- Sim, muito inteligente. - Aqui est� o ch� com leite.

Toma.

Tenho de ir ao porto.

Acabou de chegar um navio a vapor do continente. O �nico em dias.

Vai partir amanh�, por isso...

Desculpem.

N�o ser� f�cil conseguir passagens, mas farei tudo para irmos nele.

Estes dias aqui parecer�o eternos.

O ch� vai ficar frio.

Pilar, preciso de ti.

Sim. Acaba isto.

Ele voltou a cair.

N�s cuidamos dele, obrigado.

Traz �gua.

- O que aconteceu? - Trouxeram-no de Nador.

Est� sempre a tentar levantar-se, mas, com os tremores, n�o consegue caminhar.

N�o tem feridas, s� queimaduras, e vamos dar-lhe alta hoje?

N�o podemos. Eu assinei a alta, mas enganei-me.

Sim, as pernas est�o feridas, mas a sua cabe�a...

V�.

Sentia-se o cheiro a carne queimada a quil�metros.

- Meu Deus, Luis. - Preciso que algu�m comunique com ele.

Podes tentar, por favor? Ainda n�o consegui.

Obrigado, Beatriz.

Cabo Herranz?

N�o sei onde est�, mas n�o � aqui.

Achas que enlouqueceu?

Como todos os outros.

S� loucos podem suportar os horrores desta guerra.

N�o lhe podemos dar alta.

Ainda n�o. Se dermos, que vida teria?

Que diria a fam�lia? Que poderiam fazer?

Ou pior ainda,

se volta para a batalha, como o irm�o da Julia?

N�o.

Os feridos t�m de sair daqui bem. � o nosso dever.

Nunca deixa de me surpreender, capit�o.

Achei que me pediria para ser transferido para uma unidade de combate,

agora que o pode fazer.

H� uns dias, insistia para eu o fazer.

Porque mudou de ideias?

Estou convencido de que posso servir o ex�rcito,

destacado aqui, no quartel.

Foi o que lhe disse.

Mas precisamente hoje,

quando os regimentos todos festejam a entrada em Nador.

� uma vit�ria importante, general.

Garanto que teria gostado de estar l�.

Ent�o?

Chegou a hora de n�s, os que est�o aqui desde antes do desastre,

passarmos � retaguarda.

Autoriza que entre ao servi�o?

Entre.

Hoje mesmo, come�ar�.

- N�o duvide. - Obrigado, general.

Capit�o?

Encontraram uma ambul�ncia a caminho do Gurugu...

... da Cruz Vermelha.

Abandonada e sem vest�gio dos ocupantes.

N�o, s� estou a ver se tem febre.

Se n�o me soltares, n�o posso tratar dele.

� o vosso chefe?

�, n�o �?

O que fazes?

N�o, deixa-me. Ouve-me.

Solta-me. Tenho de tratar dele. Tem muita febre.

Ouve-me. Solta-me!

Ele vai morrer, n�o percebes?

Socorro! Solta-me! Socorro!

Fidel.

O que te fizeram?

- Tem muita febre. - O que te fizeram?

Anda,

tens de tratar dele. Est� com muita febre.

N�o tem febre.

N�o queria estar sozinha com ele.

Acho que sei porque o conhe�o.

� o Abd el-Krim.

O l�der dos rebeldes.

Julia.

- O meu irm�o morreu por culpa dele. - Julia.

Se o matarmos, a guerra acaba.

O nosso dever � ajudar os feridos,

sejam de onde forem.

Pensa nisso. Salvar�amos muitas vidas.

Se o matarmos, matam-nos aos dois.

V�o matar-nos na mesma.

Voc�s os dois, levantem-se! Vamos, levantem-se!

- Para onde nos levam? - Cala-te!

Nunca te devia ter pedido para vires comigo.

A culpa n�o � tua.

Eu quis acompanhar-te.

Mas ningu�m sabe onde estamos.

A ambul�ncia do capit�o Calder�n e de Julia Ballester

foi encontrada abandonada a caminho do Gurugu.

Falaram com o hospital de campanha?

A ambul�ncia pode ter avariado e podem ter ido a p�.

No hospital n�o sabem de nada.

Qual era o objetivo da viagem? Porque iam para o Gurugu?

Mandei o capit�o organizar a mudan�a para o hospital de Nador.

- A rota parecia segura. - H� v�rias patrulhas a vasculhar a �rea.

De momento, n�o h� rasto de nenhum dos tr�s.

S� dois.

Informei-me, e foram sozinhos, sem condutor.

O capit�o ia ao volante.

Porque estava l� a Julia?

Ordenou que o acompanhasse?

� verdade?

- O Fidel est� desaparecido? - Quem permitiu que entrasses?

- � o meu noivo, pai. - Sai j� daqui.

- A Julia estava com ele? - Mandei-te sair.

� um assunto militar, Susana.

Em nenhuma circunst�ncia, ouviste?

Em nenhuma circunst�ncia voltas a entrar assim na sala.

Mesmo sendo minha filha... Precisamente por o seres.

N�o o deves fazer. Entendido?

Sim, pai.

N�o te importas que o Fidel esteja em perigo.

Importa-me muito que qualquer pessoa esteja em perigo.

Qualquer pessoa!

Mas se o Fidel arriscou a vida, foi de livre vontade.

� um soldado.

Escolheu esta carreira.

Sabia a que se expunha.

Somos poucos os que podemos dizer o mesmo nesta guerra.

Filha,

devias ter tido mais cuidado quando te apaixonaste por um militar.

N�o se pode escolher, pai. Acontece e pronto.

Espero que...

... saibas enfrentar as consequ�ncias.

Eles v�o aparecer, filha. V�o aparecer.

Porque foi com ela? Os dois, sozinhos?

M�e,

n�o te parece estranho?

Eles fugiram juntos.

Fugiram juntos.

Julia?

Est�s a dormir?

N�o consigo dormir.

N�o paro de pensar que o dev�amos ter matado quando tivemos oportunidade.

Mesmo que nos matassem.

Tornei-me m�dico para salvar vidas, Julia.

N�o gosto da viol�ncia.

Achas que eu gosto?

N�o.

Sei que n�o.

Salvar�amos a vida de muitos.

Podemos ter outra oportunidade.

- Se piorar, vir�o procurar-nos. - Achas que sim?

Mas ser� a �ltima coisa que faremos.

Nunca imaginei que passar uma noite contigo...

... seria assim.

Ent�o, vamos morrer?

Se esta fosse a tua �ltima noite...

... se j� nada importasse...

... e pudesses fazer qualquer coisa, que farias?

Qualquer coisa?

Sim.

Qualquer coisa.

Ela vai aparecer.

V�, bebe.

Est�o desaparecidos h� horas.

Provavelmente foram raptados, e isso � ser otimista.

- Vamos procur�-la, n�s os dois, agora. - O que dizes?

Um p� fora da veda��o e prendem-nos.

Ouve-me.

Como sabiam os rebeldes que iam na ambul�ncia?

- Como assim? - Vejamos.

Em teoria, a rota era segura,

mas eles sabiam que iam, n�o sabiam?

Quem lhes disse?

Pelo que sei, a ambul�ncia saiu...

... de forma improvisada.

- Muito poucos sabiam. - Isso simplifica as coisas.

Quem mais sabia?

H� algu�m que pudesse informar os rebeldes?

H� algu�m no hospital que possa ter contado aos �rabes?

Costuma andar por aqui.

N�o gosto de hospitais, raios.

As pessoas que entram, n�o saem, acredita.

Larbi?

Podemos falar consigo?

� r�pido.

Claro.

Em que posso ajudar?

Sabia que a Julia e o capit�o Calder�n est�o desaparecidos?

Sim, contaram-mo.

Lamento.

Falaste com os teus sobre isso?

O qu�?

Falaste com os teus sobre isso?

Pode ter deixado escapar.

Pode ter falado sem inten��o.

N�o.

N�o disse nada.

N�o sabia. Estava aqui, no hospital, a trabalhar.

- N�o acredito. - Molina.

- Calma... - Molina.

Diga o que disser,

n�o vai acreditar em mim.

- Jura-mo, Maom�. - Deixa-o, Molina.

Jura que n�o sabes nada do que falo.

- Juro que n�o sabia nada. - J� est�, vamos.

Anda, vamos.

N�o confies nesta gente.

Molina! O que se passa?

- O que fazes? - Este tipo sabe algo.

- Sai daqui. Sai! - Vais defender este pulha?

Desculpe, Larbi. Est� bem?

N�o sabia que ele ia fazer isso.

N�o estou a mentir.

N�o quero que aconte�a nada de mal,

nem � Julia nem ao capit�o Calder�n.

Eu sei.

Bom dia.

Quase me esqueci de que estamos aqui.

Eu tamb�m.

Ou�a. A minha fam�lia tem muito dinheiro.

Est� a ouvir?

A minha fam�lia tem dinheiro. Podem pedir-lhes um resgate.

Tenho a certeza de que pagam para sairmos daqui.

Pagar�o o que quiserem, sim?

Para sairmos daqui...

Ele est� sozinho?

� agora ou nunca.

Julia.

D�-me.

A porta.

Corre!

Parem, espanh�is!

Parem!

Meu Deus!

N�o disparem!

Tr�-los aqui.

Serve-lhes ch�.

Fala espanhol muito bem.

Estudei em Espanha,

em jovem.

N�o percebo porque nos atacaram, quando �ramos vossos amigos.

Um amigo n�o abusa,

n�o viola, n�o maltrata.

Era isso que os espanh�is faziam.

S�o meus prisioneiros.

Mas vou fazer uma proposta,

a si e � sua esposa. - N�o � meu marido.

Precisamos de m�dicos e enfermeiras.

E voc�s n�o querem morrer.

� um acordo muito justo.

O senhor � o Abd el-Krim.

O que dizem?

- Ficam connosco ou... - Ou o qu�?

V�o matar-nos?

Podiam ter-me matado. Arrepender-se-�o de n�o o terem feito.

Deixem-na em paz!

N�o, o que nos v�o fazer?

� vontade, sargento. O coronel est� c�?

- Sim, capit�o, mas est� ocupado. - N�o me pode ver?

- Capit�o. - Com licen�a.

Se veio procurar not�cias, como eu, n�o h�...

N�o h� not�cias.

N�o sei quantas patrulhas vasculharam o terreno � noite, mas nada.

Eles podem estar escondidos.

Ainda h� esperan�a. Bom dia.

Fuma?

Sim.

Obrigado.

Com esperan�a ou n�o,

s� podemos esperar.

Estou a dar em doida.

Sente o mesmo que eu?

Por certo, n�o para de pensar nisso.

Como assim?

Que eles fugiram,

os dois. O meu noivo e a sua noiva.

Isso explicaria porque foram juntos, porque ningu�m pediu um resgate.

- O que insinua � um desrespeito. - Eu sei, desculpe.

Mas n�o me diga que n�o pensou no mesmo.

A Julia e o seu noivo podem correr perigo. S� isso importa.

Tudo o resto n�o tem import�ncia, por isso,

n�o ceda a maus pensamentos... - Maus pensamentos? N�s?

S� quero que estejam bem

e que voltem o mais r�pido poss�vel, para os seus.

Fiquem comigo.

- V�o pagar. - Soltem-na, por favor.

Para o ch�o!

- Deixem-na ir! - Cala-te!

V�o matar-nos.

O xeque diz:

"Uma vida por outra." Mas isso n�o voltar� a acontecer.

Deixaram-nos perto da rota da ambul�ncia.

Se n�o estou errado,

estamos a duas horas de dist�ncia.

Porque nos deixaram fugir?

Acho que o xeque nos poupou porque o salv�mos.

� curioso, n�o �? Ontem, ach�vamos

que ia ser a �ltima... - Fidel, sobre a noite de ontem...

N�o sei o que vamos contar, mas...

Eu sei.

N�o te preocupes, Julia. Acabou.

Ontem, pens�mos que �amos morrer.

Acho que o melhor � esquecermos tudo...

... e continuarmos a nossa vida.

Larbi!

Onde estavas? Andava � tua procura.

Tenho de te dizer algo.

N�o � f�cil, mas n�o quero que saibas por outros.

Vais para Madrid com o teu noivo.

Como sabes?

Espera.

Larbi, tenho de ir.

Mas vou voltar...

... para ti.

Que vida te espera comigo, Magdalena?

Em Madrid, j� tens tudo.

Eu n�o tenho nada.

Achas que isso me importa?

A mim, sim.

Vais para Madrid...

... e n�o voltar�s, Maria Magdalena.

Eu sei disso.

Eu sei disso.

Porque dizes isso?

Ser� melhor para todos, que fiques com os teus.

Quando vais?

Ou�o o que dizes, mas n�o � o que pensas.

Queres que n�o me custe partir, n�o �?

Len��is gastos,

toalhas velhas,

batas gastas de tantas lavagens.

Temos de esticar o or�amento para comprar mais.

- Apontaste tudo? - Sim.

Senhora?

Perd�o, n�o queria interromper.

J� o fez. Que foi?

� o cabo Herranz.

Cancelei a alta, mas soube que precisa da cama para outro paciente.

Apenas sigo as suas ordens como m�dico.

Pilar, isto est� sujo.

- Assinou a alta, n�o foi? - Sim.

Podemos falar, por favor?

Siga-me.

O cabo est� paralisado de medo. N�o lhe podemos dar alta.

Ambos vimos v�rios pacientes

que tentam de tudo para n�o voltarem para a frente.

Passa isto � m�quina.

Ele n�o pode fingir o seu olhar, senhora.

Pe�a transfer�ncia para o continente.

- N�o temos psiquiatria aqui. - Sim, mas s� pe�o algum tempo.

N�o sei bem onde o podem tratar.

O senhor � o m�dico, mas diga-me.

O que faremos, se chegarem feridos e n�o tivermos camas suficientes?

Que precisa de mais tempo?

S� tento cumprir o meu dever o melhor poss�vel.

Doutor, a guerra deixa feridas que duram anos.

Somos apenas a primeira etapa.

Ainda lutas por esse paciente?

Diga o que disser a duquesa, n�o penso abandon�-lo.

Sabes que tem ele? Medo.

Como eu e tu, quando vemos o que nos espera.

No caso dele, � um medo mil vezes pior.

- Desculpa, n�o sei porque te digo isto. - Porque te perguntei.

Vais embora?

N�o vais? Vais.

Vais deixar-nos.

Ouvi dizer que...

... o teu jornalista...

Convidou-me para dar a volta ao mundo.

- Que vais fazer? - Que farias, tu?

N�o sei.

N�o sou tu, Pilar.

N�o sei o que faria no teu lugar. Lamento, n�o te posso ajudar com isso.

Importa-te, que v� ou fique?

- Ela insiste em falar contigo. - N�o conhe�o ningu�m em Melilha.

N�o sei quem pode ser.

A pobrezinha est� � espera h� muito. N�o te encontrava.

Claro, porque estou ocupada. Tenho muito trabalho. Tu, n�o?

Aqui a tens.

N�o acredito.

Ver�nica!

- O que fazes aqui? - Viagem �tima. Obrigada por perguntares.

- Que fazes aqui? - Ia escrever-te,

mas como o correio est� lento, pensei: "Gloria,

� melhor ires tu, e assim chegas antes."

Mas porque n�o me avisaste? Um telegrama, pelo menos?

Estou muito mal, Ver�nica. A sala de costura fechou.

N�o paguei a pens�o e a dona Ursula p�s-me na rua.

N�o tenho onde dormir.

Uma cidade em guerra � melhor que Madrid?

Por causa da guerra, precisam de gente. Assim ganh�mos mais r�pido.

Apareces aqui sem avisar...

- Estou furiosa contigo. - Ela n�o tem onde dormir.

Esta noite, ficas comigo, e amanh� veremos.

Sim.

N�o, partes no primeiro navio.

N�o tenho dinheiro para a passagem.

Ver�nica, s� nos temos uma � outra.

Se a minha irm� n�o me ajuda, quem o far�?

Irm�s?

S�o irm�s?

N�o s�o nada parecidas.

� o que dizem sempre.

Obrigada. Foi um prazer.

Ver�nica, a tua casa � grande? H� espa�o para as duas.

Tem um momento, senhora?

Queria pedir-lhe um favor.

A minha irm� procura emprego

e pensei... - Tua irm�?

Sim.

Gloria Montellano, para servir a Deus e a si, senhora.

O que sabe fazer, Gloria?

Tudo. Limpo, cozinho, passo a ferro. Trabalho muito e n�o me queixo.

Veja as minhas m�os.

�speras, de trabalhar a vida toda como uma mula.

J� temos pessoas na cozinha.

Obrigada, procuraremos noutro s�tio.

Em Madrid, era modista,

e vejo que t�m lavandaria... - Gloria.

E a cozinheira disse-me que a roupa se amontoa para lavar e costurar.

E eu f�-lo-ia muito bem. Pouparia. N�o deitaria nada fora.

Poupar dinheiro? � m�sica para os meus ouvidos.

Bem-vinda ao hospital da Cruz Vermelha.

N�o se vai arrepender, senhora.

Obrigada.

- Obrigada. - Ver�nica, descola a tua irm�

e leva-a � lavandaria. - Desculpe.

Obrigada!

Passaremos o dia todo juntas, como em pequenas.

Anda, por favor, vamos.

Podem chamar o coronel M�rquez?

Julia? Pilar!

Anda.

Fernanda!

Julia!

Foram raptados?

Era preciso uma enfermeira, em caso de emerg�ncia.

Nunca imaginei que f�ssemos raptados.

O caminho para o hospital de campanha era dos mais seguros.

Pens�vamos que era simples, ir e voltar.

Se aprendemos algo nesta guerra

� que n�o h� lugar seguro e temos de esperar sempre o pior.

Porqu� a Julia?

Bem...

- Porque n�o a Marta ou a Milagros? - Porque n�o?

� boa enfermeira e trabalh�mos juntos no hospital de campanha.

Ofereci-me, quando o doutor disse que precisava de ajuda.

Lamento, senhora.

N�o. Em todo o caso, sou eu que devo pedir desculpa...

... senhora.

Sinceramente, n�o me surpreendeu.

�...

... impulsiva.

Mas o senhor, capit�o...

Cometeram uma irresponsabilidade grave.

Digam-me, quem � o l�der que trataram?

Est�vamos nesta �rea, e era Abd el-Krim. Tenho a certeza.

Est�vamos aqui.

Imposs�vel.

As nossas informa��es situam-no em San Juan de las Minas.

Onde disse que o viu?

Uns quil�metros a este, nesta zona. Era ele, tenho a certeza.

Capit�o?

- Veja as coordenadas, envie uma patrulha. - �s suas ordens.

E como escapou de l�?

Pouparam a nossa vida.

Obrigaram-nos a trat�-lo.

Teve a vida desse bandido nas m�os?

Curou as suas feridas?

Devia prend�-lo pelo que fez.

General...

Tentei mat�-lo,

mas no �ltimo momento... - Preferiu salvar a sua pele.

Isso pesar� na sua consci�ncia para o resto da sua vida.

Cada dia a mais de guerra, cada batalha,

cada uma das nossas baixas...

Lembre-se...

... de que p�de evit�-lo.

Coronel.

- Fica sob o seu comando. - General.

Espero que esteja a dizer a verdade.

Porque lhe mentiria, senhor?

Para evitar dar-me a informa��o da raz�o de estar na ambul�ncia,

a s�s com a enfermeira.

Susana.

Porque n�o entraste? Estava com o teu pai.

Queria falar contigo,

a s�s, sem...

Sem o meu pai, sem ningu�m.

Quero que me olhes nos olhos...

Diz-me que n�o aconteceu nada.

Diz-me que n�o deitaste fora o nosso futuro.

N�o chores.

N�o chores.

Diz-me...

Diz-me que me amas...

Amo-te.

Amo-te.

Ainda bem que estavas com o Fidel.

Contam coisas horr�veis dos sequestros.

Sim, por isso, tent�mos fugir.

Quantos eram? Alvejaram-vos?

Onde passaram a noite?

N�o me digas que aconteceu algo? Algo que n�o se pode contar.

Disseram que tinham fugido juntos, Julia.

Quem o disse?

Julia?

Passou-se alguma coisa?

A Magdalena tem de te contar uma coisa.

O qu�?

Sim.

Vou a Madrid.

- O qu�? - Por pouco tempo. Para me recuperar.

Parto amanh�.

Amanh�? T�o cedo?

Julia?

Quanto mais sei desta guerra e mais penso nela,

mais me lembro do Pedro.

Todos a festejarem a vit�ria de Nador, e eu...

N�o sei que se passa comigo.

Mas h� pouco tempo querias voltar para a frente.

O general pediu-me que fizesse um relat�rio sobre o desastre.

O Minist�rio enviou um general para investigar o que aconteceu.

N�o vou voltar, Julia.

Pedi para ser posicionado aqui, como capit�o, no quartel.

� o que queres, n�o �?

Que esteja contigo.

Claro que sim.

Se aconteceu algo...

... se j� n�o sentisses o mesmo...

... dizias-mo?

Andr�s, h� algo que n�o te contei.

Quando cheguei aqui, n�o sabia o que era uma guerra.

Achei que, em poucos dias, te encontrava, a ti, e ao Pedro.

Mas, de repente, disseram que morreras.

Comecei a sentir-me s�

e perdida.

Refugiei-me no hospital,

o Fidel foi muito bom com o Pedro.

- Ajudou-me muito... - Espera...

E depois descobri que estavas vivo...

- N�o continues. - Quero...

N�o quero saber mais.

Sei o que � uma guerra e perder a esperan�a.

S� preciso de saber se queres estar comigo.

Claro que sim.

Sim.

� tudo o que me importa.

� tudo.

HISTORIAL M�DICO

Boa tarde, tenente.

Se procura a Pilar, est� no escrit�rio.

� por aquele corredor, ali.

Porque a procura, certo?

E agora vai dizer-me que n�o s�o horas de visita?

Conhe�o a Pilar h�...

muito tempo.

Olhe...

N�o gosto que se metam na minha vida.

E...

... conhe�o pessoas assim.

N�o come nem deixa comer.

N�o se preocupe, s� lhe quero dar um conselho.

- N�o gosto de conselhos. - A Pilar sofreu.

Muito.

Algumas vezes, por culpa minha.

N�o fa�a o mesmo que eu.

E o que n�o devo fazer, exatamente?

N�o seja um covarde.

N�o fa�a promessas que n�o pode cumprir.

Se o fizer, vai safar-se, mas acabar� por lament�-lo.

E ser� demasiado tarde.

Nada mais.

Enfermeira.

�s um idiota! Porque fizeste isso?

Devia ter dito "jornalista"?

J� n�o �s enfermeira?

Est�s a escrever para a concorr�ncia?

Estou a trabalhar. Que queres?

Posso ditar?

"Querida m�e, dois pontos,

o Cairo � lindo,

v�rgula,

o p�r do sol � rom�ntico, e divertimo-nos muito,

o Alejandro e eu, eu e o Alejandro,

o Alejandro e eu." - D�-me isso!

O jornal est� a pressionar-me.

Tenho de ir para o Cairo.

Preferiam que fosse j� amanh�.

O que lhes digo?

Que esperem alguns dias?

Ou...

... uma semana?

N�o te preocupes, Pilar,

... podes ir ter comigo mais tarde.

Assim tens tempo para comprar um chap�u.

E se te disser que n�o vou contigo?

Fingirei que n�o ouvi.

O que se passa, Pilar?

Diz-me.

�s tudo o que podia desejar, Alejandro...

... mas n�o te amo.

- Amas outro, �? - N�o.

N�o fiques chateado.

Vais arrepender-te de me deixar escapar.

Vais receber uma carta por dia

e n�o saber�s onde as meter.

Mereces o melhor.

- Chegaram. - Chegaram.

Bem-vindos! Prepar�mos um brinde para os casais felizes.

- Estou feliz. T�m as passagens? - Partimos depois de amanh�.

Queria agradecer novamente a hospitalidade,

e a si, coronel. - Foi um prazer, ter-te c�.

Coronel, com sua licen�a, gostaria de...

... propor um brinde � Magdalena.

� enfermeira com o maior cora��o da Cruz Vermelha em Melilha.

- Por favor. - E pelos casamentos que vir�o!

- Bem, o nosso... - Que sejamos felizes, os quatro.

� Magdalena e ao Daniel.

Ao Fidel e � Susana.

Olhando nos olhos, para dar boa sorte!

Julia?

Julia?

O que se passa?

N�o consegues dormir?

Achas que, se tentarmos esquecer algo,

acabamos por conseguir?

N�o sei.

Tenho a certeza de que n�o esquecerei nada do que se passou aqui,

desde que viemos para Melilha.

Lembras-te? Quando cheg�mos e isto era um col�gio?

Pass�mos uma semana a limpar.

E, l� fora, ouv�amos os atiradores. Foi um horror.

Quando vi o primeiro ferido,

quase desmaiei.

Espera.

Magdalena, que est�s a fazer?

A n�s.

A n�s.

O que � isto?

Est�o a beber no dormit�rio?

N�o.

Sem mim?

D�-me isso.

A n�s.

� Magdalena, sobretudo.

Vou ter saudades tuas.

Sabem que mais?

S� vou levar a mala pequena.

O resto fica aqui.

- Tenho tudo em casa. - A mala pequena?

A febre dela voltou.

Tens de levar a bra�adeira.

Assim, lembras-te de n�s.

N�o, basta. N�o gosto de despedidas.

Nem abra�os, nem discursos, nem nada.

D�-me vontade de chorar.

O que fazem aqui, t�o cedo?

- Damos-te a despedida que mereces. - E desejamos boa viagem.

Se precisares de uma avalia��o m�dica, tamb�m o podemos fazer.

Obrigada, doutor. Volto r�pido, a s�rio.

Vamos sentir a tua falta. Sabes disso, certo?

Tornaste-te uma mulher, querida.

N�o te esque�as disso.

Magdalena,

tens de fazer mais uma coisa na farm�cia.

O qu�? O Daniel deve estar a chegar.

N�s tratamos das tuas malas. Vai.

- Mas eu... - Vai!

Larbi!

O Ahmed n�o quis vir.

Est� zangado contigo.

N�o quer que v�s embora.

O que te aconteceu?

O que te fizeram?

N�o importa.

Para alguns, serei sempre o �rabe.

V�s, como � melhor que estejas longe de mim?

Adeus, Maria Magdalena.

Adeus, n�o.

Mal ter�s tempo para ter saudades minhas.

Eu volto num instante.

N�o vais voltar.

Claro que vou voltar.

N�o acreditas em mim?

Magdalena,

isto foi como um sonho,

longe da tua casa.

Agora, voltas para Madrid. Ver�s a tua vida de novo.

Vais esquecer-te de mim.

Isso � imposs�vel.

Tenho um presente para ti.

Esta flor...

... nunca murcha.

Deus te aben�oe.

Vai.

Quero muito chegar a casa! Tu, n�o?

Magdalena?

A tua bra�adeira.

Julia...

... se algo te diz para n�o casar, n�o o fa�as.

N�o te sintas obrigada.

Capit�o, chamei-o porque suponho que queira estar informado.

Como sabe, envi�mos uma patrulha � procura do Abd el-Krim, onde nos disse

que tinham estado raptados. - Encontraram-no?

Foram assassinados.

Encontr�mos os corpos, abandonados no caminho.

De que unidade s�o?

- Conhecemos algum? - � dif�cil sab�-lo.

Cortaram-lhes a cabe�a.

Um a um.

Consegui-lhe um lugar numa cl�nica em Barcelona.

S�o pioneiros no estudo da fadiga de combate.

N�o � barata, mas arranjarei fundos.

Ele ficar� bem, l�.

Salvaste-lhe a vida.

� o que fazemos aqui, todos os dias.

Sim, � uma coisa maravilhosa.

Ontem, cruzei-me aqui com o jornalista.

Vinha � tua procura. N�o sei se te encontrou.

A viagem pelo mundo continua de p�?

N�o posso ir, Luis.

Porque n�o?

Porque...

... porque tudo o que quero est� neste hospital.

Tudo.

O que fazem aqui? Estamos a celebrar.

E esta m�sica?

De onde vem? Do bar ou do casino?

De todo o lado, Fernanda. A cidade est� a festejar.

Vamos, h� muito para celebrar.

Perd�o.

Sou o Dr. Sanesteban. Guillermo Sanesteban. � nova aqui?

Gloria Montellano, ao servi�o de Deus e ao seu.

Montellano? Que coincid�ncia. Tem um apelido igual ao de uma enfermeira.

Temos o mesmo apelido porque somos irm�s.

Ver�nica, que susto.

Como assim, irm�s? Irm�s a s�rio?

Sim, eu sei, n�o somos parecidas. Ela � bonita e simp�tica, e eu, n�o.

Eu n�o disse isso.

N�o, fiquei surpreso porque n�o sabia que tinhas uma irm�.

N�o s�o muito parecidas.

� verdade. Sem ofensa, uma morena, uma loira, raparigas de Madrid...

- Querias algo? - O qu�? Sim, nada.

Vamos festejar a vit�ria de Nador na sala dos professores. N�o podem faltar.

Se quiserem vir, claro.

Encantado, Gloria, foi um prazer.

Igualmente.

- Estava de sa�da. - Sim.

Se pedirem toalhas de mesa, roupa de cama,

len��is ou toalhas, apontas aqui. Tens de registar...

O m�dico � engra�ado, n�o? J� agora, sabes se � casado?

- N�o... - Tem namorada?

N�o, n�o tem namorada.

Que estranho. Parece encantador.

Hoje, encontrar um homem assim, m�dico, e de bom car�cter...

Gloria, por favor, podes continuar?

Ela est� cheia da alegria da primavera.

Onde est� a agulha?

Senhores. Um momento de aten��o.

Senhores. Um momento de aten��o.

O ex�rcito acaba de escrever uma p�gina gloriosa na hist�ria do nosso pa�s.

A reconquista de Nador ser� o princ�pio do fim da guerra.

Aos nossos soldados!

- Aos nossos soldados! - E a Magdalena!

Que chegue bem a casa

e que se lembre tanto de n�s como n�s dela.

- A Magdalena! - A Magdalena!

Diverte-te, Fernanda. Come alguma coisa.

N�o bebam tudo!

Para a semana, podemos ter de festejar outra vit�ria.

E depois outra.

- Anime-se, capit�o. Mais vinho? - N�o.

Com licen�a, capit�o.

Conheces a rapariga nova? � incr�vel, � irm� da Ver�nica.

Muito simp�tica.

Ri muito mais.

- Cala-te, ela vem a�. - Dr. Sanesteban, n�o �?

Guillermo, por favor.

Porque � que n�o est� a dan�ar?

- Tenho dois p�s esquerdos... - Leve-me a dan�ar.

- O qu�? Eu? N�o, eu... - Eu ensino-o.

- A s�rio, eu n�o sei... - V�, o doutor quer. Assim.

Queres brindar comigo?

Temos algo a que brindar?

O que se passa? Est� tudo bem?

Porque n�o o matei, Julia? Porqu�?

Porque sou um covarde.

- N�o �s um covarde. - Sou, sim.

- N�o. �s um bom homem. - N�o sou um bom homem, Julia.

Mataram os soldados que foram procurar o Abd el-Krim.

Todos, um a um, por culpa minha.

N�o, n�o foi culpa tua.

Mesmo que o tiv�ssemos matado, esta guerra ia continuar.

Est�s a ouvir-me? A culpa n�o � tua.

N�o dev�amos fazer isto.

Eu sei.

Queres que v� embora?

N�o.

Temos de nos ver fora daqui,

na rua, no mercado.

� um lugar seguro.

Quanto tempo acham que podem manter segredo?

Isto pode ser um golpe duro

para o futuro do hospital. Est�o a p�r tudo em risco.

Tu � que n�o sabes o que se passa na tua casa.

- O que disseste? - Vigia mais a tua enfermeira.

Repete isso.

Se n�o assinares, o meu pai perde o bar.

Raquel, prefiro ser honesto.

� assim que proteges a tua fam�lia?

Isto tamb�m tem um pre�o. Preciso de saber se aquele beb� � meu.

Quero amar o meu marido.

� t�o dif�cil de perceber, m�e?

H� algum problema?

Sim, h�.

Acho que h� algo que devias saber.

Protejam-se!

Afastem-se das janelas.

Saiam!

Legendas: Lu�s Perat

:: Ressincroniza��o ferneiva ::

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