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Espero que estejam todos bem.
- Onde est�o os feridos? - No calabou�o.
Gra�as a Deus que vieram. Alvejaram-no na perna
e bateu com a cabe�a. - N�o te devia ter deixado ir.
Teria vindo na mesma.
O irm�o dela tentou escapar, e com ajuda interna.
O Larbi n�o fez nada.
Pensava que transportava um morto.
N�o consigo... N�o consigo ver.
- N�o vejo. - Olha para aqui.
O meu irm�o?
- O traumatismo causou perda de vis�o. - Vai ficar cego?
Tira o uniforme...
... j�.
Lamento o que aconteceu.
Seria uma honra
receb�-la em minha casa.
Esta cor fica-lhe bem.
Desculpe.
- Tenho de ir. - Desculpe se a aborreci.
Estou noiva. Vou casar.
- Ele � um sortudo. - Adeus, Larbi.
Este � o Abdala, o meu primo.
� uma das enfermeiras do hospital.
O que aconteceu?
- Se fizer barulho, � pior. - Pilar?
Deixei cair coisas. N�o entre, doutor.
Medicamentos, estojos de primeiros socorros...
A morfina durar� dois ou tr�s dias, no m�ximo.
Posso?
A Pilar viu o teu primo.
O Abdala?
P�es a espanhola acima de n�s.
Pilar, contar-lhe
seria admitir que nada acontecer� entre n�s.
E n�o vai acontecer.
J� me viram. Est�o a responder.
Esperem!
Esperem! N�o o levem.
Um m�dico, r�pido, por favor!
Os rifenhos deixaram-no a morrer �s portas da cidade.
- Raquel, preciso de falar contigo. - O que foi?
� sobre a Pilar. N�s namor�mos.
Toda a gente sabe, certo? Todos menos eu.
Raquel, deita-te. Socorro!
Como posso dizer
que n�o estiveste envolvido no roubo se entras aqui como um ladr�o?
Duquesa?
Se n�o for tratada a tempo, pode morrer numa quest�o de semanas.
� tudo especula��o.
Agrediu o Comandante Silva, que tinha acabado de ser admitido?
O Comandante Silva � um traidor.
- Quis entregar-nos... - Sil�ncio!
Enviei um telegrama � rainha a pedir que intervenha.
N�o sei se o far�.
... aprovado e deixado em ata
que o acusado � culpado de deser��o e trai��o � p�tria.
Estou?
Um telegrama?
Quando foi enviado?
Alto! Esperem!
� vontade.
Baixem as armas.
Julia, cheg�mos a tempo. O teu irm�o est� a salvo.
UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
O que lhe acontecer� agora?
Ter� de aguardar julgamento.
Deve ser levado para Madrid.
Podes ir com ele, se quiseres.
Claro que quer.
Se lhe tiram o irm�o, n�o tem nada que a prenda aqui.
Na verdade, Duquesa, quero ficar.
Sei que posso ser �til.
�til?
Sim, �til. Como enfermeira.
Cometi muitos erros...
- Sim. - Eu sei.
S� lhe pe�o uma �ltima oportunidade.
� m�nima coisa, ponho-a no calabou�o.
Julia!
Eu ajudo, doutor.
Julia!
Julia, volta para a ambul�ncia. Corre! Meu Deus!
Corre!
Julia!
Anda.
EPIS�DIO 4 "QUERIDA JULIA"
Para o hospital, r�pido!
- Duquesa, est� bem? - Sim. Julia, est�s bem?
Duquesa.
Duquesa!
Carmen!
Carmen.
- Faz press�o. - Sim.
Press�o, Julia.
R�pido!
Coronel, � a duquesa.
O que quer agora?
Foi alvejada.
Como est� ela? Diz-me a verdade.
Luis,
nada fora do normal. N�o tem febre, hemorragias e as tens�es est�o bem.
E o beb�?
J� lhe ouvi o cora��o.
Parece um comboio a chegar a uma esta��o.
Mas precisa de descansar.
O m�ximo poss�vel.
Raquel, como est�s?
Pregaste-nos c� um susto.
Estou bem.
N�o gra�as a ti.
Desculpa.
Se algo vos tivesse acontecido...
... nunca me perdoaria.
Ajuda-me a sentar-me.
N�o d�.
- Fica deitada. - Sim.
Luis?
Ela devia ficar no hospital.
Eu sei.
O que fazemos?
Para onde a levamos?
N�o, Luis, por favor.
N�o quero ser um fardo para ningu�m,
principalmente para a Sra. Pilar ou as meninas.
N�o h� problema, n�o se preocupe.
Pilar, anda comigo, por favor.
- A duquesa. - Que foi?
- Foi alvejada. - Como assim?
Ligaram do quartel.
Est�o a traz�-la de ambul�ncia. Anda!
N�o me deixes, Luis.
Julia!
- Julia? - Para baixo. Vamos!
- Que aconteceu? - Est� a sangrar muito.
Foi uma bala perdida.
Est� a perder muito sangue. Veronica!
Veronica, sala de opera��es!
Aguente, Duquesa. N�o se preocupe.
R�pido!
Julia!
Aos tr�s. Um, dois, tr�s.
Est�s bem?
Enfermeiras?
O que ouvi � verdade?
Anestesia, Veronica.
Temos de parar a hemorragia.
Descreva-me o seu estado.
Ferida aberta e contus�o no abd�men, senhor.
Ferida de bala. Est� a sangrar muito.
A bala saiu?
Sim. Outro ferimento que est� a sangrar.
Eu orientarei a cirurgia.
Com todo o respeito, sou o m�dico-chefe do hospital.
Sou o chefe de sa�de militar.
N�o � altura de o relembrar que sou seu superior.
Prefere esperar l� fora?
Temos de parar a hemorragia e ver se h� danos nos �rg�os.
Esperemos que a trajet�ria da bala tenha sido limpa.
Porque est� a tossir sangue?
Enfermeira,
mais anestesia. Ela vai acordar. - N�o, senhor.
Deixe-me injetar na zona lombar. Adormecer esta parte deve bastar.
- Use o �ter. - N�o!
Pode ser perigoso.
E estas manchas vermelhas?
Ela tem eritema agudo.
Voc� sabia?
Tem um n�dulo no abd�men e outro na perna.
Pode ser sarcoidose ou granulomatose.
Sabe disto desde quando?
H� alguns dias, senhor. Fiz-lhe alguns testes.
Porque n�o me informou?
Mais alguma coisa que deva saber, capit�o?
N�o, senhor.
Doutor, continua a sangrar. Est� a perder muito sangue.
A bala pode ter acertado no ba�o.
Pin�as.
Como est� ela, coronel?
A duquesa est� viva.
Par�mos a hemorragia, mas duvido que sobreviva.
Fiquem com ela.
Vigiem a hemorragia e mantenham os pensos limpos.
Podem entrar.
Soubemos o que aconteceu � duquesa e viemos o mais r�pido poss�vel.
Voltem para casa. Soldados, levem as senhoras a casa.
Tivemos uma manh� complicada.
Eu...
� melhor ficar por aqui.
Veronica, leva-a para o quarto. Ficar� melhor l�.
Susana?
- Ol�, Sra. Lola. - Ol�.
M�e, vai indo. Eu j� vou.
N�o demores, querida.
Ela vai morrer?
Sinceramente, n�o sei.
� uma mulher forte.
Alvejaram-na � porta do quartel?
O que fazias l�?
Fui com a Julia � audi�ncia do irm�o.
Estou a ver.
N�o podia ir mais ningu�m com ela?
Ela n�o conhece ningu�m aqui.
A duquesa estava l�, certo?
Fidel, n�o olhes assim para mim.
N�o te percebo.
Acho que est�s a ser muito ego�sta.
- Ego�sta? - Sim.
Claro que sou ego�sta.
Sabes porqu�? A bala podia atingir-te a ti.
� por isso.
Desculpa.
N�o pe�as.
Pensa porque preferes estar com ela quando preciso de ti.
Quando dorme, n�o parece estar a sofrer.
Tem pulso, certo?
Temos de esperar que acorde.
Como � que isto p�de ter acontecido?
Pessoas s�o alvejadas todos os dias. Pode acontecer a qualquer uma de n�s.
N�o devia ter sido ela.
Mandou-me para a ambul�ncia e ficou a tratar de um soldado.
Podemos parar de falar dela como se n�o estivesse aqui?
Ela vai ficar bem,
v�o ver.
V�o achar que sou tonta,
mas o meu instinto diz-me que ela vai recuperar.
- Totalmente. E mais cedo do que pensamos. - N�s...
Temos de...
... fazer turnos para cuidar dela. Temos de...
... mantar o dreno limpo e certificarmo-nos de que n�o sangra.
Posso ser a primeira. Ou a Magdalena. Come�as tu?
Eu fico com o turno desta noite. Pode ser?
- Claro. Sim. - De certeza?
Pronto.
Pilar, espera.
Diz.
Pedi � duquesa para ser enfermeira com voc�s.
Ela autorizou.
Mesmo antes de...
Claro.
Vai vestir o uniforme.
Julia?
- Vejo que decidiste ficar. - Prometi � duquesa.
Doutor Calderon?
Quero falar consigo.
Agora.
- Senhor. - Entre.
Porque n�o me falou da doen�a da duquesa?
Era seu dever informar-me.
Ela insistiu que mantivesse segredo.
Por amor de Deus,
n�o � um assunto privado.
Ela dirige um hospital.
N�o percebe?
Se a tiv�ssemos tratado a tempo, a situa��o n�o seria t�o grave.
N�o vai recuperar, pois n�o?
Somos ambos m�dicos.
N�o preciso de lhe dizer o que acho.
Enfermeira?
Enfermeira?
- Sim? Tenha calma. - �gua, por favor.
Claro.
Com calma.
Est� melhor?
Julia?
Como sabe o meu nome?
O Andr�s tinha raz�o.
� mais bonita em pessoa do que na fotografia.
Conhecia o Andr�s?
Eu conhe�o-o.
Prenderam-no.
Ele est�...
... vivo?
Est�o a ser...
... mantidos prisioneiros.
Onde?
Perto de Batel.
Vimos sinais.
Temos de os resgatar.
- Sim. Tenha calma, por favor. - Eles t�m...
- Calma. J� volto, est� bem? - Est�o vivos.
Sim, n�o se preocupe.
Coronel?
Um paciente contou-me que h� soldados presos perto de Batel.
Pode esperar l� fora?
S�o do regimento Baz�n.
Deixaram-no vivo �s portas da cidade para nos dizer que t�m prisioneiros.
Vamos.
De onde apareceste?
O que disseste � enfermeira?
�s um traidor.
Abandonaste-nos a todos.
Est� morto.
N�o pode ser. Estive com ele agora.
N�o. Coronel?
N�o vai fazer nada?
Tem de ir a Batel.
Tem de enviar um destacamento antes que seja tarde.
Acha-se no direito de dizer ao ex�rcito o que tem de fazer?
Batel � controlado pelos rifenhos.
Ir l� � como atravessar o inferno.
Sabe quantos homens ir�amos perder para salvar alguns?
Largaram tudo para salvar o ex�rcito.
N�o pode abandon�-los assim.
N�o s� podemos, menina...
... como devemos.
Infelizmente.
� normal para uma gr�vida.
A tens�o arterial, quero dizer.
� normal que causem problemas.
Principalmente, na primeira gravidez.
O importante �...
... bem...
... n�o ter tido uma hemorragia.
A tens�o arterial.
Estou a ver.
Com licen�a, tenente.
Porque fez isso?
Talvez a tens�o arterial tenha que ver
com a sua ex-namorada aparecer neste hospital
e voc� n�o dizer nada.
Eu...
- Quem lhe contou? - � mentira?
Vai continuar a mentir-me, tenente?
O mais preocupante � n�o ter dito nada.
Porque � importante para si, certo?
Ou�a, eu...
Com todo o respeito, senhor, eu n�o disse nada para evitar isto.
Est�-se a dar import�ncia a algo que n�o tem,
porque entre mim e a Pilar... - Pilar.
N�o tenho nada com essa enfermeira.
Nada.
Desde...
... h� anos.
Como � �bvio. Obviamente.
Certo?
Mas se acontece alguma coisa � minha Raquel,
se ela perde o beb� ou adoece,
n�s voltaremos a falar.
E com falar quero dizer...
Fique com o len�o.
Com licen�a, tenente.
Deve ter sido insufici�ncia card�aca. Estava muito fraco.
Fala com o coronel.
Ele d�-te ouvidos.
- A decis�o n�o � dele. - Por favor.
Queres que enviem mais homens para Batel
e arrisque mais vidas? - N�o, que salvem os prisioneiros.
N�o te tornaste m�dico para isso?
- Para salvar vidas? - N�o � assim t�o simples.
Melilha est� cercada e mal nos conseguimos defender.
Al�m disso,
o nosso lugar � aqui. Somos o pessoal m�dico.
Pensei que me apoiavas.
Claro que te apoio, Julia.
Cada paciente tem uma hist�ria. N�o podemos envolver-nos,
apenas curar as suas feridas.
S� consigo olhar-me ao espelho todas as manh�s
se souber que demos o m�ximo.
Doutor,
a duquesa est� a acordar.
- Como est�? - Acordou com muitas dores.
H� quanto tempo est� assim?
- Foi mesmo agora. - Duquesa?
Consegue ouvir-me?
Consegue ouvir-me? Duquesa?
Tenho frio.
Frio.
N�o se preocupe.
N�o se preocupe.
O que aconteceu?
O que se passa?
Atacaram-nos no quartel, lembra-se?
O quartel...
E...
Voc� foi alvejada.
O coronel Marquez e eu oper�mo-la.
Est� tudo bem.
Coronel.
Coronel.
Estou morta.
N�o, n�o diga isso, duquesa.
Estamos a cuidar de si. N�o lhe vai acontecer nada de mal.
A dor acordou-a. Dev�amos dar-lhe mais morfina.
D�.
- N�o sei se ainda h�. - Vai procurar!
Em algum lado deve haver, n�o?
Pilar?
A duquesa acordou cheia de dores.
Precisa de mais morfina e n�o temos mais frascos.
Aqui, n�o temos. Vou ver no gabinete dela.
Entre.
Com licen�a, senhor.
J� n�o temos morfina.
A duquesa tem alguma de reserva naquele arm�rio.
A chave est� na primeira gaveta.
Como est� ela?
J� acordou? O Dr. Calderon est� com ela?
N�o sei, mas vou informar-me e informo-o de imediato.
Leve a morfina. Use-a de forma eficaz.
� a subdiretora,
correto?
Sim, senhor.
A pasta de Julia Ballester?
Ela n�o tem. Ainda n�o tirou o curso.
Ia come�ar a estudar quando a guerra come�ou.
Ent�o, n�o � enfermeira.
Ainda n�o, senhor.
Se n�o � enfermeira, porque est� aqui?
A duquesa autorizou que ficasse.
Precisamos de toda a ajuda poss�vel e a Julia � muito esfor�ada.
Mas ocupa um posto que n�o deve.
Traga-me as identifica��es de todos os funcion�rios.
O registo de servi�o, a lista dos doentes e feridos
e um invent�rio dos medicamentos.
A partir de agora, dirigirei esta institui��o pessoalmente.
Temos de mudar alguns procedimentos.
Poderemos encontrar morfina noutros hospitais,
podemos troc�-la por outra coisa, quando poss�vel.
Sim, senhor.
Quero que desmonte a sala de opera��es.
O pessoal do Docker vem buscar o material.
Est�o a precisar.
Mas n�s tamb�m precisamos.
N�o seria melhor transferir os feridos para c�?
N�o pedi a sua opini�o, menina.
Quando a duquesa recuperar,
vamos transferi-la para Madrid.
Para Madrid?
Sim, se queremos que se salve, � a �nica solu��o.
Informar� a rainha?
Sua Majestade quer o melhor para a duquesa.
� certo que querer� estar com ela neste momento dif�cil.
E n�s?
Voc�s ir�o com ela, claro.
Claro, senhor.
O Marquez quer transferir a duquesa para Madrid
assim que recuperar, e a n�s tamb�m.
O qu�?
N�o pode ser, n�o � justo. H� muito para fazer aqui.
- N�o podem dispensar-nos assim, certo? - Podem.
Agora, � ele que manda.
Para ti, s�o boas not�cias.
Vais ver o Daniel e podes planear o teu casamento.
E tu vais-te ver livre do desavergonhado do Luis.
Bem, o que importa � a duquesa recuperar.
N�o ta tinham roubado?
Sim.
Bem, foi o que pensei. Mas...
Onde estava?
Pilar, por favor.
Vais acord�-la.
O Larbi devolveu-ma.
- O Larbi? - N�o foi ele que roubou.
- N�o foi ele, mas tinha a caixa? - Pilar, por favor, fala baixo.
O que se passa?
Ele devolveu-ma porque quis, e pronto.
N�o tinha de o fazer.
Apenas descobriu que a tinha
e veio devolver-ma.
O Larbi veio c� trazer-ta? Quando?
- Vai ficar c� muito tempo? - Sei l�.
Como se sente?
- Melhor? - Sim.
Sim, acho que sim.
Tenho fome.
Quer que v� buscar alguma coisa?
N�o, n�o se preocupe.
Estou bem.
Muito bem.
Temos de falar.
Mas comia uma omelete.
- Mas eu vou fazer. - N�o, por favor, n�o se levante.
- Eu fa�o. - A s�rio?
Muito obrigada, Pilar.
Trata-me t�o bem.
Com tr�s ovos.
- Tr�s. - Malpassada.
- Sim. - E com fiambre.
Preciso de uma omelete com...
S� podem estar a brincar.
Uma omelete.
Com tr�s ovos, tr�s.
Malpassada.
Cuidado.
Agora tamb�m cozinhas?
� para a tua mulher. Quer uma omelete.
A Raquel? A s�rio?
� bom sinal que tenha recuperado o apetite, certo?
Deixa estar, eu fa�o.
Meteste sal?
- O qu�? - Sal?
Sei l�, Luis. N�o sou boa cozinheira.
Aprendi a cozinhar no quartel.
Bem, sinceramente,
n�o tive escolha.
O primeiro passo � bater bem os ovos, assim,
ao ritmo da marcha.
Esquerda, esquerda, esquerda, direita, esquerda.
Obrigado por cuidares bem dela.
Espero que seja s� um susto.
Desde que n�o pregues mais nenhum...
� verdade. Tens raz�o.
N�o sei o que tinha na cabe�a.
Nada, Luis.
N�o estavas a pensar.
Espera l�, Pilar.
Contei-lhe que estivemos juntos porque tu me obrigaste.
Luis...
Pilar, eu...
Para mim, isto...
Isto n�o � f�cil.
N�o esperava encontrar-te aqui.
Reavivou algumas mem�rias.
A Raquel n�o merece isto.
Por isso, entre n�s...
... n�o vai acontecer nada.
Nunca.
Fico contente...
... por, finalmente, seres sensato.
Susana?
Sabes o que a minha m�e diz?
Um homem que oferece flores j� fez das suas.
Mas sou eu que tenho de pedir desculpa, n�o devia ter-te falado mal.
E...
... n�o tenho raz�es para ter ci�mes, certo?
Como est� a duquesa?
- Continua inconsciente? - N�o, j� acordou,
mas ainda � cedo para sabermos se ficar� bem.
Ent�o, porque est�s t�o s�rio?
� aquela rapariga, a enfermeira,
Julia Ballester.
Est� a passar um mau bocado
com a morte do noivo e os problemas com o irm�o.
Parece que o noivo n�o est� morto, � prisioneiro.
E ela n�o vai descansar
enquanto n�o nos disser a todos o que fazer.
O seu noivo...
Ele � prisioneiro? Sabias disto?
Sim.
Um paciente falou-nos dele e dos outros.
Na verdade, senhor, acho que dev�amos informar o general.
O general foi informado.
E ele...
... vai enviar uma equipa de resgate? Disse alguma coisa?
Ele n�o disse nada e eu n�o perguntei.
N�o passo o tempo a falar com o alto-comando.
Limito-me a cumprir as suas ordens.
Mas ter�o de os resgatar.
� melhor ela aceitar que o noivo n�o vai voltar.
Quanto mais cedo o aceitar, mais cedo segue em frente. Ainda � nova.
Se tiv�ssemos de resgatar todos os prisioneiros,
a come�ar pelo General Navarro...
Bem, por favor, leram
o que saiu no El Telegrama de hoje?
T�m-nos a todos em Monte Arruit.
O que lhes vai acontecer, Vicente?
- Est�o a defend�-lo heroicamente. - Percebo.
As coisas podem estar a mudar.
O Sanjurjo construiu um forte em Sidi Amaran.
Demorou mais de um m�s, mas finalmente
os rebeldes sofreram um castigo severo.
O novo ministro da guerra devia enviar mais refor�os rapidamente.
Ningu�m nos disse que a morte era t�o f�cil.
Que a vida n�o tem valor e nos escapa sem aviso.
Esta guerra est� a ensinar-nos a sermos corajosos.
Foi por isso que viemos para Rife, certo?
Para sermos corajosos.
Por quem estamos dispostos a continuar a lutar?
Devemos-lhes tanto.
N�o podemos abandon�-los. N�o podemos ser c�mplices deste desastre.
N�o digamos que n�o podemos fazer nada.
Podemos sempre fazer mais.
� a �nica forma de nos olharmos ao espelho, de manh�.
N�o podemos abandonar os homens que deram tudo por n�s.
Os prisioneiros dos rebeldes esperam que cumpramos a nossa promessa.
N�s vamos resgatar-vos.
Podem ser poucos, � verdade. Podem n�o importar
ao seu ex�rcito ou ao governo que os enviou para a guerra,
mas cada um deles tem m�e, namorada...
... talvez filhos...
... e todos merecem conhecer o seu destino.
Mais ainda,
merecem ter esperan�a e saber que cada um deles
tem um pa�s que os apoia, que partilha o seu destino e sofrimento.
Quer mesmo que publique isto?
Sim.
Guarde-o, por favor.
Aconte�a o que acontecer, n�o divulgue o meu nome, percebido?
Percebido.
Obrigado.
O que...
O que est�o a fazer na sala de opera��es, Pilar?
Nada, senhora. N�o est�o a fazer nada.
Est�s a mentir-me.
N�o.
Porque lhe mentir�amos?
A dor n�o a vai deixar dormir.
Nem a ningu�m nesta ala.
A morfina s� chega daqui a tr�s dias.
N�o pode ser.
Temos de ir procur�-la.
- Onde? - O Larbi.
Magdalena, se te ajudou a recuperar a caixa,
pode ajudar-nos a recuperar a morfina.
Tens de ir pedir-lhe.
N�o.
Porque n�o?
N�o posso ir sozinha.
Anda comigo.
Por favor.
Est� bem.
Vamos.
� t�o bonito.
� mesmo bonito.
� seu?
- Se n�o se importa, preciso dele. - Claro.
S� estava a experiment�-lo.
Eu...
... vou deitar-me. Sim.
Assim que me levantei,
come�ou um reboli�o aqui dentro.
� horr�vel.
J� agora, a omelete caiu-me...
... muito bem.
Ainda bem.
Se precisar de alguma coisa, chame as meninas.
Acho que est� a exagerar.
N�o tem ar de doente. E estava a experimentar a tua roupa.
- Dev�amos dizer ao Luis para a levar. - N�o.
N�o podemos arriscar que lhe aconte�a algo.
N�o lhe vai acontecer nada.
- Sabes o que acho? - Que n�o confia em mim?
Acho que n�o devia confiar no Luis.
Foste tu que meteste os pontos nos is.
- E estavas certa, o que ele diz... - Ainda gosto dele.
Meu Deus.
Apesar de tudo, apesar...
... do sofrimento que me causou, de ser casado
e de se tornar pai. E sabes o pior?
Ele tamb�m me ama.
- Ent�o, o que vais fazer? - Nada.
- Ele vai ter um filho. - Sim, mas...
N�o!
Desisti do amor h� muito tempo. Vamos.
Por onde �?
Acho que � por ali.
A s�rio, Damaso, n�o � preciso.
Salvou a vida da minha filha
e do meu futuro neto. Merece uma bebida.
Bem, muito obrigado.
Caralho!
Este vinho � dos bons. N�o � o que costuma servir.
Guardo-o para ocasi�es especiais.
Como est�s, Damaso?
H� quanto tempo.
O que fazes aqui? N�o foste para M�laga?
Estou de volta.
Fiquei desempregado e est� dif�cil, se � que me entendes.
Pensei que me receberias melhor.
Tens sorte por n�o teres levado com um barril.
O Damaso sempre foi muito simp�tico.
Como est� a Raquel?
Porque te interessa?
Ela est� bem. Foi s� um susto.
Que tipo de susto.
Deu-lhe uma tontura, mas ela e o beb� est�o bem.
Que beb�?
Qual havia de ser? O que a Raquel vai ter.
Est� gr�vida de quatro ou cinco meses.
Afinal, talvez n�o tenha sido m� ideia voltar.
Se n�o vais consumir, � melhor ires andando
e n�o voltares a aparecer por c�.
Vou fazer os poss�veis, Damaso, mas...
... n�o posso prometer.
Principalmente agora, que sei que vais ser av�.
Este vinho � excelente, Damaso. Muito bom.
Obrigada.
N�o era preciso.
� ch�. � muito bom.
J� provei.
Este n�o, foi outro. Mas foi aqui.
- Quer dizer... - � sua esposa?
N�o.
Irm�?
N�o, a Aisha �...
... a mulher do meu primo.
- N�o sei como voc�s dizem. - Assim. A mulher do meu primo.
Obrigada, Aisha.
- Magdalena? - Ahmed!
Anda c�.
O que � que ele tem?
Tem medo que o leves de volta para o hospital.
Mas ele n�o queria vir embora.
Agora, prefere ficar comigo.
Obrigado.
Andas a aprender espanhol?
Sim, senhora.
Eu...
... aprendo...
... es...
... pa...
... nhol...
... na...
... es...
... "cuega".
Escola.
Muito bem, Ahmed. Anda c�.
Muito bem.
Em que posso ajudar?
Precisamos que nos ajude a recuperar a morfina.
A que nos roubaram. Os pacientes precisam.
Mas n�o tive nada que ver com o assalto.
A Pilar sabe...
... que me devolveste a caixa.
E sabe mais alguma coisa? O que lhe contaste sobre mim?
N�o achamos que esteja envolvido no assalto.
Mas como conseguiu recuperar a caixa,
pens�mos que poderia recuperar o resto.
E tu?
Achas que sou inocente, Maria Magdalena?
Claro.
Claro que sim.
�s inocente.
Tenho a certeza.
Se n�o o ach�ssemos, n�o estar�amos aqui.
N�s temos...
- Podemos pagar. - N�o.
Por favor, n�o.
Est�o em minha casa. Vieram pedir-me um favor.
Dinheiro n�o.
N�o.
Ent�o...
... vais ajudar-nos?
Ele n�o disse sim nem n�o.
Vai ajudar-nos.
Tenho a certeza.
Magdalena?
H� algo sobre o Larbi que n�o me contaste?
� ele.
- Quem? - O ladr�o.
- N�o te aproximes. - N�o est�o longe de casa?
Vamos chamar os soldados. Anda.
Est�s a amea�ar-me em minha casa?
Cuidado com a l�ngua, ou ficas sem ela.
- N�o me metes medo. - Larga-me.
�s amiga do meu primo, certo?
O que est�s a fazer, primo? N�o lhe toques.
Se lhe voltas a tocar, mato-te, ouviste?
J� te esqueceste de onde vens? Traidor!
Voltem para o hospital.
� melhor irem agora.
Magdalena, vamos.
Bate-me. V�, bate-me.
R�pido.
Cuidado.
Estou alterada.
N�o digas a ningu�m onde estivemos nem o que aconteceu, sim?
Magdalena?
Chegou uma carta para ti.
Daniel?
� do Daniel?
- N�o a vais abrir? - Mais tarde. Agora...
... vou ver a duquesa.
Estou?
Estou?
Est� a� algu�m?
Coronel Marquez? Sim, � o pr�prio.
Sim. De parte de quem?
O qu�?
Quem?
Sim, senhora.
� uma honra falar consigo, minha senhora.
Diga-me, coronel,
como est� a duquesa?
Quer saber a verdade?
Por favor.
Mal.
Mal.
Eu chefiei a opera��o,
e apesar de termos feito todos os poss�veis,
tinha uma ferida de bala na zona abdominal com progn�stico grave.
Estive agora com ela. Perdeu muito sangue.
Meu Deus.
Que desastre. Pobre duquesa.
Sabia que isto podia acontecer, mas...
Assim que poss�vel,
acho que dev�amos transferi-la para o continente, se concordar.
Claro.
Transfira-a o mais depressa poss�vel
no navio-hospital.
Diga que s�o ordens minhas.
Entretanto, eu assumirei a chefia do hospital,
se me autorizar, senhora?
� muito generoso, coronel. Acha que consegue tomar conta de tudo?
N�o h� outra solu��o. Na verdade, j� comecei a organizar tudo
para supervisionar o que for preciso
e coordenar com as necessidades dos outros hospitais em Melilha.
Confio plenamente em si. Fa�a o que for necess�rio.
Como � �bvio, as outras enfermeiras regressariam com a duquesa.
Fizeram um �timo trabalho,
mas penso que ser� melhor mant�-las em seguran�a
enquanto a guerra continuar.
E, al�m disso, sem a duquesa aqui,
n�o faria sentido que ficassem, certo?
Nem pensar, coronel.
As enfermeiras devem permanecer em Melilha.
N�o podemos prescindir delas.
Largaram tudo para ir para a�. Temos de honrar o seu sacrif�cio.
- Sim, senhora, mas... - Elas permanecer�o a�.
Todas.
Ouviu, coronel?
Sim, senhora.
As enfermeiras ficam.
Como queira.
� a morfina.
O Abdala deu-ma.
Vou conseguir mais.
Tens de ter cuidado.
Est�s preocupada comigo?
Eu tamb�m me preocupo contigo.
Desculpa pela rea��o do meu primo.
�s boa pessoa.
Boa para mim.
Mesmo n�o sendo rifenha.
Perdoa-me.
Porqu�?
N�o fizeste nada de...
N�o o fiz...
... mas queria fazer.
N�o.
N�o sou t�o boa como dizes, Larbi.
N�o posso fazer algo assim.
N�o voltaremos a ver-nos.
Isto...
... tem de acabar, e acaba aqui.
Credo!
Ela ressona a s�rio, n�o �?
Parece um comboio.
Isto dura h� uma hora. N�o aguento mais.
Davam ch� de urtiga � tia Piti e funcionava.
Mas n�o vamos procurar urtigas para fazer ch�, n�o �?
Deita-te comigo, anda.
O meu �nico consolo
� saber que o Luis n�o vai dormir para o resto da vida.
- A cama � t�o estreita. - Tenho saudades da minha cama.
Tinha-me habituado � ideia de voltarmos.
Tens saudades da tua vida antiga?
Tu tens?
Sabes no que pensei hoje?
Em beber orchata em Retiro.
- A bolacha americana no Paseo del Prado. - Ch� e bolos no pal�cio.
- O bacalhau do restaurante Casa Labra. - Para!
Desculpe.
Desculpe.
O Larbi veio c�.
- Trouxe a morfina. - A s�rio?
Temos de conseguir que ele volte para o hospital.
O que lhe fizemos n�o � justo. Tinhas raz�o, ele � boa pessoa.
Sim, mas se ele voltar...
O que tem?
Acho que n�o quero casar com o Daniel.
Porqu�?
N�o sei.
� como se...
... este s�tio me tenha feito perceber certas coisas.
Que coisas?
N�o sei, Pilar.
Sabes que o Daniel sempre foi tudo para mim, mas...
N�o sei. Talvez o amor n�o seja o que pensei.
N�o sei.
N�o sei se o que sinto quando o vejo
� suficiente.
N�o sei, Pilar.
Estou confusa.
Bem...
... n�o nos vamos precipitar.
Hoje foi um dia longo.
Vamos dormir.
Amanh� v�-se.
- Por amor de Deus. - Por favor.
Magdalena?
Magdalena, Pilar?
Que foi? O que aconteceu?
A duquesa est� a acordar.
Trouxe-lhe uma surpresa.
O que fazem aqui?
Com tantos pacientes para cuidar.
Nem sabe o susto que nos pregou, duquesa.
Tem sido horr�vel.
C�MPLICES DOS ASSASSINOS
"Podem ser poucos, � verdade. Podem n�o importar ao seu ex�rcito
ou ao governo que os enviou para a guerra,
Mas cada um deles
tem m�e, namorada, talvez filhos, e todos merecem conhecer o seu destino.
Mais ainda, merecem ter esperan�a e saber que cada um deles
tem um pa�s que os apoia, que partilha o seu destino e sofrimento."
� isto.
Quem escreveu isso?
Deve ser um fan�tico.
Arsenio Gutierrez.
N�o sei quem �.
Pode nem ser de Melilha.
Duvido. V�-se que fala por experi�ncia pr�pria.
Querido?
O que queria o general a esta hora?
Recebeu um telegrama do futuro ministro da guerra.
O artigo causou tumulto em Madrid,
e ordenou que envi�ssemos uma equipa de resgate.
A s�rio?
O governo n�o quer que se diga que se esquece dos seus soldados.
Partir�o hoje.
Fidel, temos de organizar a equipa
e, obviamente, escolher um m�dico
para os acompanhar.
Eu vou, senhor.
Tu?
Est�s louco?
Fidel, como vais tu?
Porque � o meu dever, Manuela.
N�o, n�o �.
O teu dever � permaneceres no hospital, onde �s m�dico-chefe.
O teu dever � ficares comigo.
Que foi?
Parece que pensas em toda a gente menos em mim.
- Eu penso em ti, Susana, acredita. - N�o parece.
Olha, estamos em guerra.
H� gente a abdicar da sua vida por n�s.
Se n�o for eu, enviam outro, e � demasiado arriscado para o permitir.
O que queres provar?
N�o quero provar nada, Susana. � o meu trabalho.
Talvez a perguntar certa seja a quem te queres provar?
Pai, n�o o vais autorizar, certo?
� uma decis�o volunt�ria e nobre.
Devias ficar orgulhosa.
O qu�?
Voc�s s�o loucos.
Os dois. Esta guerra deixou-vos loucos.
- Susana... - N�o, deixa-me em paz.
Tomaste a tua decis�o, certo?
Ent�o, vai.
Certo.
Julia!
Sobe!
R�pido!
T�m a certeza que v�o enviar um destacamento por causa disto?
- Quando? - Querem partir hoje.
J� est�o a preparar tudo.
Este artigo mexeu as coisas.
Este jornalista acaba de salvar muitas vidas.
Gostava de poder agradecer-lhe.
N�o d�. Foi assinado com um pseud�nimo.
N�o devia esconder-se. O que fez foi muito corajoso.
"Podemos sempre fazer mais.
� a �nica forma de nos olharmos ao espelho, de manh�."
Pin�as.
Morfina l�quida.
Morfina.
Linhas.
Sim.
Fenol.
Sim.
- Iodo. - Tem.
Promete-me que vais ter cuidado.
Prometo.
Desculpa por...
... me ter chateado.
Percebo a tua decis�o, Fidel, mas...
... n�o consigo evitar ter medo.
- Porque se algo te acontece... - Susana...
... n�o me vai acontecer nada.
Lamento o que est�s a passar e entendo que deve ser dif�cil.
Mas n�o te preocupes, vou ficar bem.
Sabes porqu�?
Porque sei que vais estar aqui, � minha espera.
E isso � muito importante para mim.
E porque te amo.
Quero ficar contigo.
N�o te despe�as.
Vamos s� dizer...
... "at� j�".
Tamb�m te amo.
O que faz aqui nesse estado? Enlouqueceu?
Estaria, se ficasse na cama e o deixasse fazer o que quer.
O que � isto?
Transferimos uma sala de opera��es para Docker.
Est� a planear desmantelar o meu hospital?
N�o, senhora, s� estou a tentar aproveitar ao m�ximo os nossos recursos.
Deixe-se de tretas e diga de uma vez.
O seu objetivo � aproveitar o meu estado
para destruir tudo o que fiz em Melilha.
Devia ter-me deixado morrer, coronel.
No outro dia, lembrou-me do meu juramento de Hip�crates, lembra-se?
Esse juramento estraga-me sempre os planos.
Quando se sentir melhor,
ser� transferida para o continente. - N�o.
Essa bala n�o me matou.
N�o vai conseguir tirar-me daqui.
N�o estou a falar da sua ferida, mas sim da sua doen�a.
O Dr. Calderon contou-lhe.
Era uma quest�o de tempo at� todos descobrirmos.
At� quando pensava continuar a mentir?
At� a encontrarmos morta?
N�o pode dirigir este hospital nessas condi��es.
A rainha autorizou a sua transfer�ncia.
Falou com a rainha?
Foi irrespons�vel da sua parte vir para Melilha na sua condi��o.
Sabia que estava doente e escondeu-o
para ningu�m a impedir.
N�o � contagioso, coronel.
O Dr. Calderon ofereceu-se para encontrar o tratamento adequado,
e quando recuperar as for�as, irei confiar-lhe...
Ele partir� hoje em miss�o.
Ter� de prescindir dele.
Na sua aus�ncia, irei dirigir o hospital.
Incluindo a sua transfer�ncia.
Se precisar de mim como m�dico,
sabe onde me encontrar.
- Quando parte a expedi��o? - Dentro de algumas horas.
Esses cobardes n�o merecem que se arrisquem vidas para os salvar.
Esses malditos pol�ticos
e jornalistas n�o sabem o que � estar sob ataque daqueles selvagens,
� espera que te matem.
Este � o Tenente Pereda.
Eu...
Porqu�, comandante?
� o culpado de tudo.
Voc� n�o esteve l�, Somarriba. Tenho as minhas raz�es.
Quando chegarmos l�, podem j� o ter matado.
Espero que sim.
Somarriba?
Lembra-se que o salvei?
Claro.
Nunca irei esquecer.
J� sabe o que tem de fazer.
Vamos, senhores. Sotelo, temos tudo?
Sim, capit�o.
Est� na hora, Fidel.
Faz-nos um favor, sim? N�o te fa�as de her�i. J� te conhecemos.
Fazem-me um favor a mim?
Diz.
Mantenham isto em ordem. Quando voltar, comemoramos.
Claro.
A s�rio, Fidel...
... deixa as medalhas para os soldados. - N�o se preocupem.
Voltem ao trabalho.
Fidel?
J� vais?
� a equipa de resgate. Vamos partir agora.
Foste tu que escreveste o artigo, certo?
Bem, n�o o escrevi. Foste tu que o disseste.
S� as pus no papel.
Volta, est� bem?
Prometo que vou tentar.
E trarei o Andr�s comigo.
Obrigada.
Vamos, senhores.
Querida Julia,
meu amor,
sei que nunca receber�s esta carta.
N�o vou sair daqui vivo.
Espero que o meu amor por ti te ajude a seguir em frente.
Assim como o teu me manteve vivo at� agora.
Amo-te. Nunca duvides disso.
Pensei sempre em ti.
S� por isso, a minha vida j� valeu a pena.
Est�o a disparar.
L� para fora, prisioneiros! R�pido!
- L� para fora! - Que est�o a fazer?
V�o matar-nos!
V�o matar-nos.
V�o executar-nos.
N�o v�s!
N�o v�s!
N�o!
N�o!
S�o os nossos.
- S�o os nossos, vieram resgatar-nos. - Tenente, vamos morrer aqui.
N�o me falhes agora. Aguent�mos at� agora, n�o podemos desistir.
Continuem.
V�, levanta-te.
N�o, mortos n�o servem para nada. V�o matar-nos a todos.
Leva o tenente.
Levo o tenente?
O tenente n�o.
Calma.
N�o disparem. Somos espanh�is.
- N�o disparem! - Cessar-fogo!
Vamos! Avancem!
Tenente Pereda?
Andr�s Pereda?
Sim, senhor.
N�o paro de pensar que o Fidel escreveu aquilo para me ajudar.
Se algo lhe acontece, nunca me perdoarei.
Foi o Fidel que escreveu o artigo?
Se continuarmos a ver-nos, sabemos que mais cedo ou mais tarde...
E sabes que estou noiva.
Querido Daniel,
escrevo-te porque estou com d�vidas.
Est� a escrever ao noivo para cancelar o noivado.
Sabes o que isso significa?
Vai ser estigmatizada para sempre.
Tens de a impedir.
Que fazes aqui?
Quero saber com quem se parece o beb�.
D�s-me 200 pesetas,
ou algu�m ficar� a saber a verdade.
Acho que a Raquel esconde algo.
Vieste dizer-me que a Raquel anda a roubar dinheiro?
Pilar, n�o sei o que pensar.
- N�o sejas injusto comigo. - N�o me provoques.
Tens o dinheiro?
- Como sei que n�o pedir�s mais? - Se n�o mo deres...
... acabam aqui os teus problemas.
Soldado!
Temos de levar este homem para o hospital. Est� a ter um ataque.
Se n�o o levarmos, pode morrer.
Legendas: Joana Miranda
:: Ressincroniza��o ferneiva ::
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