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Original subtitles

Com licen�a...

Desculpe.

Com licen�a!

Desculpe.

- Ol�! Onde fica a casa de banho? - � s� para clientes.

Est� bem, eu compro qualquer coisa.

Tem de pagar ali.

N�o posso mesmo ir? Estou mesmo aflita.

Cappuccino grande para Skylar?

Obrigado.

Eu acho...

N�o, eu sei.

Estabelecimentos que vendam comida ou bebidas t�m de ter casa de banho p�blica,

quer a pessoa compre ou n�o.

A nossa regra � essa.

Mas as regras da loja n�o podem sobrepor-se � lei.

Por favor, � uma urg�ncia.

Latte de caramelo, Miranda?

Querida?

Ia agora pedir. Queres o habitual?

A minha mulher quer um caf� duplo...

Embora te ande a custar adormecer, n�o �, querida?

Talvez seja melhor um caf� simples. Ontem tiveste a luz acesa at� � meia-noite.

Pois foi...

Ent�o � melhor um ch� de menta com dois pacotes de a��car.

Obrigada, marido.

E o p�o. � noite de tostas mistas.

Agora que ela � cliente, d�-nos a chave da casa de banho?

Obrigado.

Obrigada. Foi muito simp�tico.

Foi um prazer.

Sabe muito de leis de casa de banho.

Era um cap�tulo curto.

Obrigada.

Depois venha beber o seu ch�.

N�o posso deixar a minha mulher.

Est� bem.

Fant�stico.

A gente...

v�-se depois da...

CASA DE BANHO

Halle, conheci agora um tipo.

E n�o sei... houve ali qualquer coisa...

Sei que j� l� vai algum tempo, mas tenho a certeza.

Pagou-me um ch�.

E depois se calhar roubou-me o casaco, mas que fa�o?

N�o sei!

Devia estar a conhecer pessoas e a fazer coisas...

Halle, j� te ligo.

Bolas.

Quente!

Est�s bem?

Estou �tima! Estou mesmo �tima.

Passei as �ltimas seis horas aflita para fazer chichi.

Comecei agora um est�gio

e n�o queria perguntar pela casa de banho,

para n�o parecer fraca e incapaz de resolver problemas.

Que estou a dizer?

Est� bem.

A prop�sito, n�o � fraqueza perguntar pela casa de banho.

Toda a gente pergunta. � muit�ssimo normal.

Sim.

Est� bem.

Ch� de menta. Dois de a��car.

Obrigada.

E obrigada por n�o me roubar o casaco.

Adeus.

Obrigada.

Ou�a!

Voc�...

Vai convidar-me para sair?

Sim.

Sim, vou.

Sou o Ben.

Sou a Bea.

Ent�o, se aranhas gigantes nos atacassem, n�o conseguias proteger-nos.

- N�o, estarias morta. - Deixavas-me morrer?

N�o deixava, mas quereria sobreviver.

Desculpa, tens raz�o. Tens raz�o.

- Eu fui ginasta. - Ginasta?

Sim, durante cinco anos.

Fiquei em 6� lugar na trave.

- Sexto! - Sim.

- Recebi uma faixa. - Impressionante.

Todos recebem faixas.

Deixa arrefecer...

- Viste-me tir�-la do lume. - Porra, est� quente! Meu Deus!

Para ser advogada, tens de perceber de neglig�ncia

e o McDonald's vs o habeas corpus daquela senhora.

Nenhum desses termos foi bem aplicado.

Como sabes? Ainda n�o �s advogada.

Ainda podes escolher uma profiss�o mais nobre.

Como a tua?

Tens raz�o. Deixa-te estar. Hei-de precisar de advogado.

Nem sei se quero ser advogada.

N�o acredito que disse isto em voz alta...

Desculpa, a minha vida anda um desastre.

Mas talvez v� mudar.

Acabaste de me conhecer.

Ou acabo dentro de um mal�o.

Olha em volta! Parece um document�rio reencenado sobre um assassino em s�rie.

Para que � a chave-inglesa gigante?

N�o seria um mal�o. Bastaria um trolley, �s min�scula.

E foi a minha m�e que ma deu.

Disse que por muito partido que algo esteja, h� sempre como o arranjar.

Desculpa, nem sei porque estou a falar da minha m�e.

Est� bem, ent�o fala-me daquilo.

� uma hist�ria comprida.

Sobreviveram todos.

�timo.

Halle! N�o sei... O tipo � fant�stico!

Yo, vamos, Benny. Anda, fofo, vamos chegar tarde.

'T�-se, Pete?

N�o acredito! Cozinhaste?

Trocaste-me pela mi�da e ela ficou c�?

Ele convidou-me para sair, depois convidei-o eu,

depois and�mos por a� a passear e adormecemos a falar.

N�o sei. Vim-me embora antes de ele acordar.

N�o sei porqu�.

Porque o fiz?

Que raio estou a fazer?

Pronto, adoro-te. Adeus. Desculpa ter-te acordado.

Isto � tudo novo para mim! Adeus.

Tens queijo e p�o. Tinhas os ingredientes todos.

Que vais fazer com isso?

Porque pegaste na chave-inglesa gigante?

Falaste-lhe da tua m�e?

N�o falas da tua m�e a ningu�m.

Foda-se, meu, est�s apaixonado!

J� n�o era sem tempo, meu! O meu menino apaixonou-se!

O cara�as! Estava morto por a tirar daqui. A rapariga � um desastre.

� uma vadia.

O �DIO D� MUITO TRABALHO POR AQUI, MAS MAIS, O AMOR.

SEIS MESES DEPOIS

Pete!

- Claudia! - Halle!

Vamos l�...

Benny.

Tudo bem, rainha?

Ben, esta � a Halle, a minha namorada nova.

- Agora dizemos isso? - Sim. � na boa?

Sim, bom... N�o gosto de etiquetas, mas gosto muito de ti.

Gosto muito dela e se ela quiser p�r-me uma etiqueta

pode cos�-la onde quiser.

Isto saiu estranho. N�o estou numa de S&M nem nada disso.

A menos que tu estejas, o que seria fixe. � contigo.

Ela tamb�m gosta de ti.

O que � muito raro.

Olha quem fala!

Que tal o povo hoje?

Ali, calmeir�o.

Bea!

Gostam de dumplings? Comemos uns �timos!

Pete, a minha irm�.

- O Pete, o irm�o da Claudia. - Muito prazer.

E o Ben.

Ben!

Este � o Ben. Crescemos todos juntos.

Ol�.

Sim.

Conhecem-se?

J� nos cruz�mos.

De rasp�o.

Que coincid�ncia!

- Vou buscar uma bebida. - A porta � ali, se quiseres pirar-te.

- Como de costume. - Sim, sou um desastre.

Vamos...

Afastar-nos, sim.

- J� �s advogada? - Porqu�? Precisas de defesa?

N�o, mas queria saber como passaste a �tica sem ignorar as pessoas.

Acho que � o cretino com que ela esteve quando deixou o Jonathan.

N�o acredito.

Ent�o, a Bea � a mi�da do caf� que o deixou pendurado?

Achei-a familiar, mas n�o vejo caras, s� almas.

Ao menos, mostrou-lhe que queria o Jonathan.

- Agora estou noiva. - Boa!

Onde t�m lista? Compro-te uma vassoura.

Mando-te um convite. Ainda vives no Beco do Fuckboy, n� 28?

Lembras-te! Afinal sempre foi importante.

Ser�s sempre o meu pior. A noitada com uma cabra.

Ela chamou-lhe cabra?

- Achas que v�o lutar? - Ou foder?

� uma linha t�nue.

Vamos aguentar esta noite por elas.

Sendo tua irm�, decerto a rela��o n�o vai durar.

Sendo tua amiga, pergunto-me porque est�o juntas.

Ent�o vou beber um copo e brindar a nunca mais te ver.

Brindo a isso, mano.

TODOS MENOS TU

Antes de declarar o matrim�nio,

se algu�m tem algo a opor � uni�o destas maravilhosas pessoas,

diga-o agora ou cale-se para sempre.

- Tenho uma obje��o. - Leo.

- N�o fa�as isso. - Tem de ser, Innie, n�o est� certo.

N�o posso aben�oar esta uni�o

sem que os amigos e a fam�lia se juntem a n�s...

Na Austr�lia!

Vamos casar em Sydney!

EST�O CONVIDADOS! 22 DE DEZEMBRO

(L� � VER�O)

Bem-vindos a bordo. 2K, � frente.

Obrigado, Charlotte.

51E.

- Quanto tempo � o voo? - Dezasseis horas.

51F.

Obrigada.

73F, l� atr�s.

Obrigada.

Ol�.

Vais ao casamento?

Da minha irm�? Sim, vou.

Que loucura estarmos no mesmo avi�o!

N�o h� diariamente milhares de voos para Sydney.

Mas h� alguns.

Qantas, American, Qantas por Dubai...

Voos partilhados...

Foi serendipidade.

- A palavra n�o significa o que pensas. - O teu noivo? � ele?

Sou o Ben. Fui o livre-tr�nsito dela no teu intervalo.

O qu�?

Meu Deus, esqueci-me.

A Claud disse-me que o deixaste.

Escapaste-te no casamento?

�s mesmo crian�ola.

� um voo muito longo. Queres algo da 1� classe?

Biscoito aquecido? M�scara de olhos? Pijama? Os teus �ltimos 10 anos?

N�o, obrigada. Dispenso a creatinina e inseguran�as de pila pequena.

N�o h� aqui nada pequeno.

- Que raio...? - Bom voo.

Lamento imenso.

Vemo-nos l�.

Porque � que tantos se sentem bloqueados?

Porque � que at� os bem-sucedidos

sentem ami�de que falta algo nas suas vidas?

Porque � que tantos passam anos

a pensar melancolicamente nas escolhas que podiam ter feito?

Uma resposta a esse problema:

muitos de n�s t�m vidas que est�o desalinhadas

com os nossos valores e prefer�ncias mais profundas.

Ocupada

Obrigado por ouvirem "O C�rebro Escondido".

"O que a Psicologia Pode Ensinar-nos Sobre Viver as Nossas Vidas Mais Aut�nticas".

Mas que raio...?

Benny!

Pendejo!

- Pete! - Bem, que belo aspeto!

- Obrigado por me vires buscar! - N�o s� a ti.

- Linda Bea! - Pete!

As nossas irm�s v�o casar! Incr�vel!

- Eu sei, estou entusiasmad�ssima! - Vamos l� ent�o.

Obrigado.

Espero que tenham umas f�rias maravilhosas.

Desejo-vos o melhor para o Festival do Outono.

Prontos para a Austr�lia?

Estou morto por que vejam onde estamos. A casa � demais!

Estamos todos na mesma casa?

Sim, � do meu padrasto.

� superimportante manter os convidados juntos.

Podias ter partilhado essa informa��o mais cedo.

Elas pensam que voc�s se odeiam e n�o quiseram provocar o urso.

Cheg�mos, malta!

Vamos!

Nada mau, n�o?

- Tu nem jogas t�nis. - Eu sei, mas d�-me estilo.

Ol�!

Apresento-vos o Klonopin.

Este � o Klonopin.

Rebola. Rebola. Gira, gira.

O �nico membro da fam�lia que � trein�vel.

J� nos vemos!

Tens raz�o, este s�tio � demais!

Eu sei!

Pronto, vamos l� pisar a areia.

- Fizeram as pazes? - Tudo bem.

- Desde que ele n�o se aproxime. - Nem me convides.

Nem assim! Est�s sempre a aparecer.

Abrando sempre para ver os desastres.

Ent�o enterraram o machado, s�o �guas passadas,

adultos a portar-se como adultos.

Mas tivemos um problema de �ltima hora.

T�m de partilhar o quarto.

S� h� uma cama, mas pendur�mos uma cortina no meio e...

Ela est� a brincar.

- A s�rio, Halle? - Tens piada.

N�o posso esperar mais.

Espera por mim!

A Halle � t�o c�mica!

� boa para ti. Faz-te bem alguma espontaneidade.

Ouve, este fim-de-semana vai ser perfeito.

Espero que sim.

Sei que vou ter um milh�o de imprevistos e j� tenho solu��o para tudo,

mas s� quero que o casamento seja lindo,

porque adoro aquela gaja e s� quero casar com a tipa!

- Entendes? - �s t�o rom�ntica...

N�o te zangues, mas a Margaret est� ali.

Porque me zangaria?

Ela vive aqui. Estava 100% � espera de a ver.

Margaret! Olha quem aqui est�!

L� est� ela.

Cem por cento.

Arranca-me esse penso de vez.

- Ben. - Que tal, forasteira?

Esperava que viesses.

Pensei mandar mensagem, mas n�o sabia se ias gostar.

Est�s a brincar?

Nunca mais saio daqui!

Nunca mais!

Como est�o os pais?

Est�o bem. A m�e agora julga-se australiana

e o pai n�o est� nada a apontar tudo o que � diferente aqui...

Tamb�m est�o inquietos com a tua rea��o.

De que falas?

Todos pensaram que serias a primeira a casar.

Em pequena, s� falavas em casar.

Usavas papel higi�nico como vestido de noiva e eu usava-o para fazer de m�mia!

Esquece. Eu j� n�o sou assim.

Agora estou livre, estou desprogramada.

Mas n�o significa que n�o apoie a tua ideia errada de que h� almas g�meas.

Que querida. Vai ser o teu brinde?

Tu e a Cl�udia s�o a exce��o. E estou mesmo feliz por ti. A s�rio.

Est� bem.

Que se passa ali?

� a prima da Claudia. Foi aos Estados Unidos h� uns anos.

Andaram mais ou menos, mas ela acabou e partiu-lhe o cora��o.

N�o acredito, o tipo n�o tem cora��o.

Parece que foi h� s�culos. �ramos beb�s.

Estou mesmo feliz por estares aqui. Podemos reatar como...

talvez n�o beb�s.

Eu adorava.

Beau!

Vem conhecer o meu amigo.

- � o meu parceiro, o Beau. - Ol�, amigo.

Tipo... parceiro de t�nis?

Bom... �s vezes, depois.

Donde se conhecem?

And�mos em tempos, n�o foi?

A s�rio? Que bom.

Este fim-de-semana vai ser para rebentar a barra. Beber at� cair!

Vai ser um estalo.

Tu l� sabes!

- Excelente tipo. - Sim.

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Estudante Direito

Universidade de Direito de Boston

CONFIRMAR ANULA��O

Querida!

- Beatrice! - Pai!

Chegaste! Ol�, amor.

- Ol�, querida. Meu Deus! - Ol�, m�e.

Como est� a futura advogada?

- Fant�stica. - Fant�stico.

Como est� a ser a viagem?

M�gica! Os australianos s�o maravilhosos.

E, n�o me leves a mal, bem giros.

Mas porqu� tomadas t�o estranhas?

Isto � basicamente a Am�rica.

Falam ingl�s, comem comida normal.

T�m uma rela��o complicada com o seu passado.

Como est�s, querida?

Est�s bem?

Estou �tima! A minha mana mais velha vai casar!

Podias ter sido tu.

Ainda podes vir a ser. Um dia.

Tiveste not�cias do Jonathan? Ele ligou-te?

J� c� faltava.

Estamos destro�ados por j� n�o o ter na fam�lia.

Ele esteve em nossa casa todas as noites desde os 11 anos!

T�o querido.

Era praticamente da fam�lia e ia tornar-se da fam�lia.

Se nunca mais vos pedir nada, deixam-me em paz este fim-de-semana?

S� queremos a felicidade das nossas filhas.

Sou muito feliz. Mas n�o quando me fazem isto.

Indicar-te o rumo certo?

Ele � um tipo formid�vel.

Pensa l� nisso. Sim?

Bea! Jantar �s sete e meia, sim?

Sim.

Sim.

Ben, pronto para o jantar?

Sim, j� vou.

- Est� aqui o Ben. - Chegaram finalmente!

Pronto, amorzinho. Pessoal!

- Pai, o discurso. - Sim, certo.

Vai ser curto, porque vieram todos de longe, algo que n�s muito agradecemos.

Aquilo que nos custa, tendo voltado para c�, � estar longe dos filhos.

E de voc�s, a nossa fam�lia alargada.

Estamos radiantes por ter a casa cheia antes do casamento no domingo.

Onde festejaremos a Halle e a Claudia

a lan�arem-se nesta cena louca chamada vida.

E, claro, a Innie e o Leo, a nossa nova fam�lia.

Estamos t�o gratos n�o s� pela incr�vel hospitalidade,

mas tamb�m por terem tido a vossa linda filha.

Como se diz no nosso pa�s:

Abbondanza!

- � nossa! - � nossa!

Agora, amor.

Que cadeiras est�s a adorar? J� pensaste mais em Direito Penal?

O que est� a dar s�o as a��es coletivas.

Que diz o Jonathan? Conhece-te bem, que recomenda?

- M�e. - Est� bem.

Nem me lembro porque te pusemos no porta-bagagens.

- N�o pusemos, ela � que se enfiou l�. - Queria ir ver a "Cinderella" convosco.

- N�s �amos para o Coachella. - Agora sei, mas tinha 9 anos!

Pronto, malta.

A salva serve para limpar as energias negativas.

Vamos parar um momento para acalmar.

N�o estou a olhar para ningu�m em especial.

Mas estou a olhar para ti, Bea.

E para ti, Ben.

A chakra da coroa.

A cobra...

Limpa.

- A doninha... - Certo.

- Vai! - Vai tu, vai!

- "Sinal dos Tempos". - J� sei!

Certo, 4 palavras.

Primeira palavra. O A. de? Se.

Animosidade. �dio. Mentiroso.

- Cinco palavras. - Cala a boca.

A B�blia!

Uma mulher que usa a sua sexualidade para se aproveitar dos outros.

M�e? Concentra-te, sim? Aqui. Aqui.

Isto � jogo de brancos. Andam sempre enganar-se...

T�m tanto tempo livre... Diz a palavra!

- Sonho de Uma Noite de Ver�o. - Dois Novos Rabugentos.

- Ol�. - Ol�.

Est� bem, pronto...

- Tu? - Fuckboy.

Velha Catwoman.

O teu ego.

Muito Barulho Por Nada.

O �ltimo Samurai.

- O que � isto? - Sem adere�os.

- E depois? Ningu�m v�. - Batoteiro! Que choque!

- Diz a que enganou o noivo. - T�nhamos dado um tempo.

Ou se acabou de vez ou � trai��o.

- Seja como for, algu�m mente a algu�m. - Irritei-te mesmo.

- Que � isto? - Um arrufo. Uma discuss�o.

Que tenho na m�o?

- Fogo de artif�cio! - Por Katy Perry.

- N�o � justo. - Tu n�o �s justa.

- D�-me isso. - Que se passa contigo? P�ra!

Que fazes? P�ra!

Meu Deus!

- Meu Deus! - Merda, o que � que...

Halle!

Afasta-te!

- Pai! - Roger!

Eu resolvo.

Essa foi mesmo � gangsta!

Desculpa!

V�o estragar-nos o casamento.

O que importa � estarmos juntos.

� verdade.

Olha, querida, amo-te perdidamente,

mas aqueles parvalh�es v�o estragar-nos o fim-de-semana.

E as recorda��es, que teremos por muito tempo,

est�o prestes a ir pelo cano.

Vai correr bem, amor. Basta ir ali declarar o nosso amor.

Parece-me que a animosidade veio � tona depois de passarem a noite juntos.

- Estou certo? - Costuma ser assim.

Amarrotamos os sentimentos e enfiamo-los bem c� para dentro

para poder gozar a coisa.

Ent�o a solu��o parece simples.

Pomo-los na noite em que se embei�aram.

- Levamo-los a apaixonarem-se? - Ningu�m falou em paix�o, querida.

S� precisamos que saltem para cima um do outro.

APARELHA BEM O ANZOL O PEIXE H� DE MORDER

Sim! V� l�!

Foi bom, n�o? Foi bom! Acertaste bem!

N�o, diz tu. Meu, diz tu.

- Diz tu. - N�o, tu.

- Ela n�o tira os olhos do Ben. - Quem, pai?

A irm� solteira da Halle. A mamalhuda de olhar triste.

Isso n�o se diz! Bolas!

Pois, pois... N�o, foi foleiro.

Pe�o desculpa a quem ouviu.

Que foste s� tu, Pete. Eras o �nico que estava a ouvir.

- Pe�o desculpa. - Pedido aceite e avancemos.

Sabes que ela est� apaixonada pelo Ben desde que se conhecem?

Porque � que n�o lhe disse?

Quando era chavalo e curtia uma mi�da,

ia por detr�s dela, cortava-lhe uma mecha de cabelo

e depois dava-lhe uma palmada no rabo!

- Ent�o...? - N�o tenho jeito para isto. Desculpa.

A Bea teve medo de lhe dizer, mas disse-me que lamenta ter partido naquela manh�.

- Conta-me mais, filho. - Porqu� eu?

Porque tens jeito para isto. Tu consegues.

Para que � o chap�u? Ningu�m v�, � um folhetim radiof�nico.

A Bea quer que lhe digamos que gosta dele para ele a procurar.

Uns cupidos matam com setas, outros, com armadilhas.

- Essa foi boa. Gostei. - Inventei agora.

Ele tem de ir ter com ela, baixar as cuecas e dizer: "Vem ao pap�".

Que est�s a fazer?

Sou doutra gera��o.

- Uma gera��o de merda. Lixou-nos o mundo. - Para minha grande vergonha.

Mas a quest�o �: a Bea gosta do Ben.

Ele sente-se mal por lhe ter chamado "desastre"

e diz que foi o seu fr�gil ego masculino.

Ent�o porque � agressivo com ela?

Porque gosta dela.

E eu sei que ela gosta dele.

Mas nega-o, porque se convenceu de que n�o voltar� a amar.

N�o estou a falar de amor, querida. Falo de pila.

� o Ben!

Tu...

a�.

�timo, tamb�m te enganaram.

O qu�?

Ouviste "por acaso" a Halle e a Claudia a dizer que gosto de ti?

- N�o. - A s�rio?

Foi o Pete e o Roger.

Fant�stico! Uniram-se para isto.

Querem que fiquemos juntos.

- N�o acredito! - Anda c�.

Talvez s� queiram que n�o sejamos parvos e estraguemos o melhor dia da vida delas?

"Sejamos"? N�o me incluas nos parvos.

Tu � que destru�ste a sala.

Podem ajudar-me com uma coisa?

Odeio pedir, mas agradecia muito.

- Claro. - Sim.

O Roger deixou os �culos de sol no veleiro.

Se n�o tivesse a cabe�a presa ao corpo, us�vamo-la no bowling!

Acham que podem ir l� busc�-los a nado?

� o da direita.

- Os dois? - S�o precisas duas pessoas?

N�o me parece.

V�o.

Sim.

Est� tudo metido nisto...

Pois �.

- Sinto-me mal. - Eu tamb�m.

- N�o quero chatear a Halle e a Claudia. - Claro que n�o.

- N�o sabes nadar? - Nado lindamente.

- Porque est�s t�o ofegante? - Estou bem.

- Falta muito? - Tens os olhos fechados?

Est� tudo escuro.

Porque est�s t�o aflito? Tens bons peitorais.

N�o estou aflito. Levanto 134kg. Uma vez, at� 136.

Mas n�o fa�o cardio.

Meu Deus! � s� para impressionar!

N�o � s� para impressionar!

Est�s bem. Desculpa.

Vemo-nos no barco.

Espera.

Espera, espera!

Eu podia ter conseguido, mas...

Na boa. Obrigado.

Porra, n�o acredito!

Querida! Olha quem aqui est�!

- N�o acredito...! - Quem � aquele?

� o meu ex, o Jonathan.

- Ol�, Bea! - Que faz ele aqui?

Os meus extra zelosos pais andam a tentar juntar-nos h� quatro meses.

E trouxeram-no at� c� para o casamento da tua irm�?

Muito astuciosos, n�o brincam em servi�o.

Os meus pais s�o assim. Acham que desperdi�o a vida.

Querida, vamos at� casa para ele se instalar.

At� logo!

Dev�amos alinhar. Espalhar que estamos juntos.

- O qu�? - Resolvia-me aquele problema.

E aquele teu problema.

N�o tenho um problema.

- � �bvio que a desejas. - N�o desejo nada!

Desejas, sim. Vi-te a olh�-la ontem. E sei que ela te deu um desgosto.

Se ela te vir comigo, querer� o que n�o pode ter.

E a�, adeusinho, "Crocodile Jack"!

Fogo, ele � r�pido!

Fazer-lhe ci�mes n�o resulta, isto n�o � o 7� ano.

Acredita, mano. Nestas coisas, estamos todos no 7� ano.

Els j� montaram o cen�rio todo para nos empurrar um para o outro.

Vamos alinhar.

N�o convenceremos ningu�m de que gostamos um do outro.

- Tens raz�o. - Eu sei.

- Ainda penso naquela nossa noite. - Cala-te.

A s�rio.

Isto at� pode ser divertido.

Estamos num casamento a milhares de quil�metros de casa.

Quem sabe o que pode acontecer a coberto desta palha�ada?

Quanto �quela noite em tua casa...

n�o importa como acabou.

N�o deixou de ser incr�vel.

Suficientemente convincente?

Que se foda, vamos a isso.

Podes esperar?

Espera!

Bea! Espera!

Uma luta de esp�ritos

Se quiserem fazer a caminhada, temos de partir agora.

J� estamos atrasados.

N�s vamos.

Amor, as montanhas est�o ali h� mil�nios. Podem esperar mais uns minutos.

Sei que tentas acalmar-me e adoro-te por isso. Obrigada.

Mas estou a arrebanhar gatos e preciso de ajuda e n�o de atitudes zen.

� dos nervos...

Lembras-te do nosso casamento?

S� que eras a noiva mais linda deste verde planeta de Deus.

Resposta certa.

Estamos a vir! Estamos a vir!

- Estamos a vir! - Deves-me uma Coca-Cola!

P�ra!

- Tens uma coisa nos dentes. - Tiras?

Deixa ver...

Est� a resultar.

- Est� aqui, vou tirar. - Onde? Tira, tira!

Um peda�o de pimenta.

- Querida... - Tira!

C� est� ele!

Ol�.

- Jonathan! - Que bom ver-te.

N�o sabia que vinhas.

Os teus pais n�o te disseram.

Certo, quando me convidaram, perguntei logo:

"A Bea sabe? Sen�o vai ser constrangedor."

E est� a ser constrangedor.

- N�o est� nada! - N�o, n�o.

�s da fam�lia. Estranho seria n�o estares aqui.

- Que bom teres vindo! - Estou feliz pelas duas. E parab�ns.

Obrigada.

Boa.

- � bom ver-te! - Tamb�m acho!

Vamos fazer uma caminhada, se quiserem vir, vamos partir agora.

'Bora l�!

Ben?

- Este � o Jonathan. - Ol�.

- Sou o Ben. - Amigo do Pete e da Claudia?

Sim.

E amigo da Bea.

Entre outras coisas...

Muito prazer.

Teremos tempo no carro para fazer o que quer que isso seja.

'Bora! Vamos l�!

- Temos de arranjar um plano. - �s t�o m� nisto.

O qu�?

Vamos fazer isto!

Querida? Desculpa.

Dev�amos ter perguntado, mas t�nhamos de o convidar.

Tudo bem, ainda bem que veio. Adoro-o e a Halle tamb�m.

- A s�rio? - Sim.

�timo. Ent�o passem um bocadinho longe do mundo real

e v� se conseguem reativar, reacender, renascer.

N�o, m�e, n�o.

Esqueci-me de vos dizer, mas estou com o Ben.

Aquele tipo?

O Ben parece o Ken.

Queres vir?

Acho que vou ficar aqui a gritar com os teus pais.

Divirtam-se!

E fingimos que come��mos agora ou j� and�vamos �s escondidas?

J� sei! Encontr�mo-nos em Chipotle e comemos um burrito tipo Dama e Vagabundo!

N�o.

N�o pode ser t�o dif�cil.

Mais do que pensas. Os meus pais n�o acreditam.

- Souberam h� 5 segundos. - Sabem que nunca andaria com um como tu.

S� tiveste um namorado at� hoje!

Nunca lhe chegar�s aos calcanhares.

E, ainda assim, deixaste-o. Porqu�? Parece perfeito para ti.

N�o sabes o que acho perfeito e nunca saber�s.

- Vamos l� planear. - Est� bem.

Enrolamo-nos � frente de toda a gente. Metade julgar-se-� respons�vel.

Isso � demais. Temos de fazer algo mais dissimulado,

para n�o pareceres ser s� um Fuckboy num casamento.

Continuas a chamar-me Fuckboy como se fosse um insulto. Assumo-o.

Basta que sejamos afetuosos.

Sei que � algo que te � estranho.

Eu sei ser afetuoso.

Vou ser t�o afetuoso que at� d�i!

� incr�vel terem convidado o Jonathan.

- Agora tenho de lhe arranjar lugar. - E a Bea?

Ela est� bem, est� na nossa mesa.

N�o, ela j� est� em baixo, a recuperar da separa��o.

E n�o sei o que h� com a faculdade, nunca mais falou disso.

Posso p�-lo com os primos.

Claudia!

Muito bem...

Cara�as!

Vejam l� isto, malta!

Lindo!

- Sim! - � lind�ssimo!

- V�s? Eu disse-te que ia ser bom. - Meu, � mesmo fixe.

- � t�o bonito! - C� estamos!

- Sintam a serenidade. - Espetacular, n�o?

� incr�vel.

Vamos a isso.

� t�o rom�ntico!

Esfrega o nariz no meu pesco�o.

- Est� bem. - For�a.

Bolas, �s baixa.

N�o tens altura para dizer isso.

- Tens c�cegas? - Estou a fingir.

Tipo puto?

Pronto, j� podes parar.

Suplica-me que pare, minha cabrinha.

P�ra!

Deixa-me fazer.

Autoriza��o para p�r a minha m�o na tua n�dega direita.

Autorizado.

- Bruto demais. - Temos de ser convincentes.

Escusas de massajar. Isto n�o � uma l�mpada m�gica.

Agora est�s a brincar ao Bop It!

- Nunca apalpei ostensivamente um rabo. - V�-se, deixa-me tentar.

N�o tens cuecas?

� fato de banho, estou de f�rias.

Est� bem, aten��o � fenda.

- Que tal? - Est� bem.

Mas escusas de te demorar.

Mesmo em cheio!

- Desculpa. - Tira o dedo.

Tenta l� tu.

Enfiar o meu dedo no meu cu? Como � que isso convence...

Ah, no teu...

Credo, parece que foi embalado em v�cuo! Como � que te enfiaste aqui?

Est� apertado.

� como pegar num passarinho beb�.

Porra!

Eles n�o estavam a ver?

- Tens uma borbulha no rabo? - N�o.

- A s�rio? Sinto algo. - N�o tenho borbulhas.

Mas que raio...?!

Mas que raio...?!

Mas que raio...?!

Mas que raio...?!

Mas que raio...?!

H� mais? Tenho mais?

N�o sei! N�o sei!

V� bem! As aranhas ca�am em pares! Ca�am em pares!

N�o fotografem.

Larguem a c�mara.

N�o vamos tirar-lhe o esp�rito.

- H� mais? Onde est�o? - N�o sei!

Estou a sentir! Sinto-as!

- Acho que vejo qualquer coisa. - V�s o qu�?

N�o, faz parte de ti. Est� tudo bem.

Se eu tinha uma em mim, tu se calhar tamb�m tens!

Est� tudo bem.

H� forma melhor de verificar do que a minha...

Sim.

Porra.

Pronto, pequenino. Retoma a tua viagem.

N�s n�o herdamos a Terra.

As nossas criaturas � que no-la emprestam.

Malta, que perdemos?

Meu Deus!

Porque n�o sei mergulhar?

Porque a pessoa aprende a mergulhar aos 6 anos.

Vais conseguir, querido.

J� tentou focar-se nos dedos dos p�s? A minha m�e ensinou-me o truque.

Imagino um fio do nariz aos dedos dos p�s e mantenha a posi��o.

Pode repetir?

Desta vez, gritarei uma pergunta. Vai ajud�-lo a concentrar-se.

Fa�a-lhe uma pergunta sobre avi�es

ou sobre o assassinato do Arquiduque Franz Ferdinand.

Que companhia criou o Concorde?

... acordo entre a British Airways e o governo franc�s.

Que tal me sa�?

Est� a melhorar.

Talvez a tua m�e possa ensin�-lo a mergulhar.

J� morreu.

Lamento imenso.

Sim, lamento.

Vou repetir, mas desta vez quero uma pergunta de resposta mais curta.

Tive uma ideia melhor.

Eu mergulho, e o senhor alinha-se comigo.

N�o pense.

Cuidado com o ombro dele.

Aleijei-me em Paris, a saltar de um comboio em andamento.

- N�o me deixou ir sozinha � Torre Eiffel. - Tinha de lhe dizer que a amo.

Quando sabemos que ela � a tal, nada mais importa.

Foi incr�vel! Obrigado! Obrigado!

Toma l�.

- Consegui? - Sim.

- Bom trabalho, amor. - O teu pai tem jeito.

Ainda bem que passaram algum tempo com o Ben.

Voc�s est�o mesmo a...?

A conhecer-nos, com muito respeito,

como merece a mulher meiga e inteligente que � a vossa filha.

- Estamos na fase inicial. - J� n�o t�o inicial.

Nem demasiado avan�ada.

Aquele momento m�gico em que dois seres se juntam na viagem louca da vida.

Da� ficar t�o inquieta quando vi o Jonathan.

N�o quero mago�-lo.

At� sugeri escondermos isto por causa dele...

Mas o nosso amor � t�o forte...

E sei o que est�o a pensar.

- Ele � t�o mais velho. - N�o estavam, pois n�o?

Devem achar que tenho uns 27, 28 e pouco...?

- Sim, estamos muito felizes. - Imposs�vel estar mais!

Dantes, tamb�m estavas assim.

N�o estava nada. Aquele tipo � feito de pedra.

- Est�o de m�os dadas. - Funcionou!

Nem acredito que tenham mordido o isco.

Aquela treta era sobre a tua m�e?

- O qu�? - A hist�ria da chave inglesa gigante.

Pensei que fosse s� para engatar vadias de uma s� noite.

Tamb�m ouviste isso.

Olha, eu n�o queria...

Lamento.

E n�o foi para te engatar.

Obrigada por seres simp�tico com o meu pai.

Devias passar-te por �gua.

Est�s cheio do protetor 1 000 000 dele.

- Ol�, meu, � s� um duchinho r�pido. - Est� bem.

A Austr�lia...

Que achas? Est�s a gostar?

� fant�stica.

A Mags est� sempre a falar de ti.

Chama-te mega cha�o.

- A Mags � a Margaret? E "mega cha�o" �... - Bom amigo.

Sabemos que o surf foi bom quando temos areia na racheta.

A� e no ponteiro.

E o ponteiro �...?

O carapucinho.

O ponto preto da banana?

Ent�o, meu? Tu sabes, o papa-formigas!

Mas pronto, gostei de conversar.

At� breve!

Bom dia, amor.

Amiga!

Vai um joguinho?

Vais perder.

Como tens passado?

Bastante bem, e tu?

Acho que tamb�m.

Como vai a faculdade? J� sabes que Direito queres seguir?

Sabes como sou, nunca fui de "seguir"...

Continuas sem saber?

Direita ao terceiro.

� estranho. Eu estar aqui...

Acredita que n�o fui eu que pedi.

Os teus pais enganaram-me, pagaram o voo com milhas.

Que queridos! Tu fazes parte da fam�lia.

Mentiria se dissesse que n�o tenho pensado em ti.

Eu tamb�m.

H� quanto tempo � que tu e aquele Ben...?

� recente.

N�o completamente recente, mas � para o recente.

Parece-me um tipo formid�vel.

- N�o acredito. - E � verdade.

Obrigada por levares isto na desportiva.

N�o s� isto,

mas tamb�m isto.

� mesmo bom ver-te, Bea.

Ainda bem que est�s aqui.

- Agora vamos divertir-nos. - Vamos a isso.

Amigo!

Sou eu.

Queres caf�?

� o melhor do mundo.

Orgulham-se mesmo muito do vosso caf�.

- � o melhor do mundo. - Certo.

Aprecia.

Fogo, � mesmo bom!

Pensei ir correr um bocado mais logo.

Queres vir?

Vou dar uma volta de bicla com a Bea, por isso n�o posso.

Ela est� caidinha por ti, n�o?

Topaste-a?

H� quanto tempo est�s com o Beau?

N�o andamos propriamente.

Ele � simp�tico, mas procuro uma rela��o mais est�vel.

Mais rom�ntica.

Relembra-me l� porque acab�mos.

N�o me lembro bem, mas disseste algo tipo

eu ser "um bronco imaturo borrifado com desodorizante Axe".

Pelo cheiro, j� n�o �s esse tipo.

A Bea tem sorte.

Bea. Abre a porta.

Bea!

Que se passa?

- A Margaret acha que andamos. - Fant�stico.

N�o. Tem � de pensar que curtimos,

n�o que namoramos mesmo, mas que � conjuntural.

Se ela acreditar que namoramos, n�o se mete.

Temos de afinar a nossa rela��o,

para parecer que curtimos, mas que h� uma aberta para ela se meter

e namorarmos n�s.

- Meteste coca? - N�o, � deste caf�, parece droga!

Estou s� a supor.

N�o, sei. Trabalhei na Goldman. Casamento dum s�cio. Tive de alinhar.

- Credo, meu, quem �s tu?! - Sou um gajo a tentar perceber!

Olha o teu quarto! � muito maior. Tens um quadro?!

� t�o vermelho!

Temos de acelerar isto, tem de ser mais espampanante.

- Como? Queres comer-me no corredor? - Isso n�o � espampanante!

Por acaso, at� pode ser.

Hoje � o jantar de ensaio, vamos fingir que me curtes, mas n�o totalmente,

e eu at� te curto, mas tu topas que nunca ser�...

Atina, meu!

Bates-me tanto!

Klonopin, finge que isto � uma raposa que nos deu cabo do jardim.

D� cabo dela! D� cabo dela!

Sim, d� cabo dela! D� cabo dela!

- Est�s a ver? - Deu cabo dela!

Est�o aqui! Pronto, malta, tudo para os carros!

Despachem-se!

Obrigada.

Malta!

Obrigada.

Viste o tamanho daquele barco?

Belo toque.

Belo vestido.

N�o formam um belo par?

ASSUME O TEU PAPEL COM UM DISFARCE

- Adoro esse vestido. - Obrigada.

- Que desejam beber? - Que costuma beber-se nestes jantares?

Tr�s whiskies e champanhe para a senhora.

- Muito bem. - Boa.

Lembraste-te.

Que n�o aguentas bebidas brancas?

O meu carro ainda cheira.

Ainda me envergonho disso.

Foi uma noite divertida.

Foi um Ver�o divertido.

Mags!

Mags, o comandante diz que podemos pilotar o navio!

Est� bem, vou j�!

- Vamos! - Espera, estou de saltos.

Olha a nossa sorte!

A passear de barco para c� e para l�, sem nenhum motivo real.

E olha para ti, "Polly Pocket".

�s a belle do baile.

Vejam! Aquilo � Tasm�nia?

N�o, querido, �...

Sim, acho que � capaz.

Halle, olha a Tasm�nia!

Pois �!

- Ao menos, foi subtil. - Foi?

Isto lembra o baile de finalistas.

Da primeira ou da segunda vez?

O Jonathan � perfeito.

� como um filho para n�s.

O problema pode ser esse.

Talvez a Bea n�o queira comer o irm�o.

- � a can��o preferida dele. - Sim, "Kiss Me".

Como vai isso? Os teus pais est�o mais calmos?

E tu?

Aqui vou eu.

Vamos a isso.

Tu sabes dan�ar?

Deixa-me conduzir.

Meu Deus!

A Margaret est� a ver?

� dif�cil dizer, com o cabr�o do "Hemsworth".

Tudo para o conv�s superior. Vamos brindar com champanhe!

Anda comigo.

Que vamos fazer?

Dar a estocada final.

- Faz-me a cena do Titanic. - O qu�?

Sirvam-se de champanhe.

Faz-me a cena do Titanic.

N�o, isso � pat�tico.

Exatamente.

As �nicas pessoas que fariam algo t�o pat�tico s�o quem sabe que � pat�tico,

mas est�o a come�ar a gostar uma da outra,

por isso est�o completamente � vontade para ser pat�ticas.

Acredita.

- Meu Deus! - V� l�!

Isto � mesmo cringe.

Dizer cringe tamb�m.

� nossa!

Levanta-me os bra�os.

Eu vi o filme.

Viste?

- Est� bem. - Certo...

Isto nunca resultar�.

� a coisa mais fofa que j� vi.

Est�o a fazer o Titanic?

Est�o a ver?

Sim.

Engoliram?

Custa-me a crer que sim.

� real.

Conseguimos!

Somos bons. Somos mesmo bons para cara�as.

Jonathan, viste a Tasm�nia?

Innie, estou bem.

Est� tudo bem.

Vais dizer aquilo?

�: "Sou o rei do mundo"! �s o rei do mundo.

Jack, estou a voar!

Podemos ficar por aqui.

J� foram, acabou o espet�culo.

Meu Deus!

N�o! Esperem, esperem! Ajudem! Esperem!

Bea!

Bea!

Est�s bem?

Sim.

- Porque saltaste? - Para te salvar.

Mas tu mal sabes nadar.

Nado muito bem, mas em curtas dist�ncias.

- Vamos morrer. - N�o vamos nada.

- Vamos enregelar. - A �gua est� a 32 graus.

Vamos ser comidos por tubar�es.

Porra, vamos ser comidos por tubar�es!

Vai correr tudo bem.

Uma vez, passei dez horas assim, nas Ilhas Caim�o.

- Na Goldman? - Sim.

No bar mitzvah do filho de um s�cio.

Tinha snifado uma linha.

- Meu Deus! - Roger!

- Meu Deus! - Est�o a fazer o Titanic todo.

- Adoro essa dedica��o! - Parem o barco!

- Sam, manda parar o barco. - Eu vou l�.

- Mant�m a calma. - Ele n�o nada bem.

Ben!

Ali!

Tens a certeza?

Sim, anda l�.

Porque n�o viramos o barco?

� pouco profundo, encalhar�amos.

Mas j� notific�mos a Guarda.

Querido!

Est�s bem?

Estou bem.

V�, pronto...

Meu Deus!

- Chega-te para a frente. - P�e-te no meio.

Foi provavelmente o mais...

Se isto n�o conquistar a Margaret...

N�o h� nada mais rom�ntico do que saltar ao mar para me salvar.

O Jonathan n�o saltou.

Os teus pais devem ter reparado.

Nem lhe deste alternativa.

Porque insistes em defend�-lo?

Porque acabaste com ele?

- � complicado. - Nunca �.

Ele enganava-te? Tinha problemas com droga?

Apanhaste-o a medir a pila com a App da r�gua?

Nunca discut�amos.

- Isso n�o � bom? - Era simplesmente confort�vel.

E � um tipo estupendo, portanto, n�o tenho hip�teses, j� tive o melhor.

Nem consegui dizer-lhe que deixei Direito. E n�o fa�o ideia do que vou fazer da vida.

Vamos ser comidos por tubar�es, tinha de dizer a algu�m.

Mais ningu�m sabe?

N�o me pareceu o fim-de-semana certo para largar essa bomba.

- Fizeste-o finalmente. - O qu�?

Naquela noite disseste que n�o querias ser advogada...

Lembras-te disso?

Foi uma noite memor�vel.

At� te pirares, claro.

Porque o fizeste?

Porque me assustaste imenso.

Foi a primeira vez na vida que senti fogo e tive de arrefecer.

Entendo bem o que dizes.

A tua partida magoou-me muito.

Da� ter dito ao Pete aquelas coisas horr�veis sobre ti.

N�o era o que sentia.

Olha para n�s...

Dois gajos perturbados a flutuar no meio do porto.

Se sairmos disto vivos, promete que vamos ver aquilo em terra.

Esta � uma vista do cara�as.

� est�pido, mas quero v�-la com gente.

Aqueles s�tios est�o sempre cheios de gente apaixonada.

Pedidos de casamento, casais em lua-de-mel,

rom�nticos a saltar de comboios em andamento para os ver com a sua amada...

Como o teu pai e a Torre Eiffel?

Ele contou-te?

Quando se ama, nada mais interessa.

Quem me dera sentir isso...

N�o � est�pido.

Eu, tu e a �pera.

Combinado.

Prometo.

Fala a Guarda. N�o se mexam.

Afastem-se da b�ia, por favor.

Que se passa?

Tenho medo de voar!

N�o est�s sempre a voar no teu trabalho?

Tenho uma rotina muito marcada.

M�scara para os olhos, auscultadores.

Crio uma bolha.

Ainda estou por escrever

A minha mente � ileg�vel

N�o sou definida

Isso � a minha can��o da serenidade.

- Como sabes dela? - N�o te preocupes.

A olhar para uma p�gina em branco Diante de ti

Abre a janela suja

E deixa o sol iluminar

As palavras que n�o encontraste

A tentar alcan�ar algo � dist�ncia

T�o perto que quase o provas

Solta as tuas inibi��es

Sente a chuva na tua pele

Ningu�m pode senti-la por ti

S� tu podes deix�-la entrar

Mais ningu�m Mais ningu�m

Pronuncia as palavras dos teus l�bios

Ensopa-te em palavras nunca pronunciadas

Vive a vida de bra�os abertos

� hoje que o teu livro come�a

O resto est� por escrever

Est�s bem?

Cala a boca.

Est� bem.

GUARDA DO PORTO

- Mais uma vez, obrigado. - Afastem-se da �gua, sim?

Queres caf�?

O deles, n�o. Passaria a noite acordada.

Sim.

Obrigada por me salvares.

Foi divertido.

- Est�pido, mas divertido. - N�o h� melhor divers�o.

N�o, est� quente!

Meu Deus!

Quando aprendes?

Queres que sopre?

Ainda est� quente?

J� fingimos muito bem.

J� n�o sei o que � real.

Tudo o que fa�o me parece um erro.

Ben? Bea? Voc�s est�o bem?

Ben, Bea? Est�o aqui?

V� na cozinha.

Bea?

Beatrice!

Beatrice!

Querido, que � aquilo? � uma impress�o de uma m�o?

N�o sei.

Os Homens Foram Sempre Traidores

V� l�, beldade!

Temos tarefas! Vamos l�!

- Pronto? Temos cenas de noivo para fazer. - Meu, vou j�.

Espero que te tenhas esfregado, sabe-se l� o que h� no porto.

- Tomei duche ontem � noite. - Dois duches em oito horas?

For�a, Rei! Limpa-te!

Feliz dia do casamento! Est�s entusiasmada?

Sim, estou imenso, por casar com a Claudia.

Mas tamb�m vou dar uma festa em que todos parecem ter um papel

e n�o estava nada nessa e s� me apetece fugir com ela.

Anda c�.

O que importa � que tu e a Claudia v�o passar o resto da vida juntas.

Adoro-te.

E eu a ti.

Bea?

- Ainda podes ir buscar o bolo, certo? - Sim, senhora.

Fant�stico. A Margaret tamb�m vai, pelo sim, pelo n�o.

A Margaret...

Est� bem. Diz, amor.

Quem vai ser, a Margaret ou a Bea?

N�o me fa�as isso. Somos gajas a falar.

Eu percebo. � dif�cil.

A Magpie � a mi�da dos teus sonhos.

� segura, bela e sabe apagar um fogo com a roupa.

J� a Beeswax...

� esperta, divertida, �gil

e tem um rabo duro como rocha.

- Pete. - O que �?

N�o objetifiquei a Margaret, seria impr�prio, � minha prima.

- Tamb�m � impr�prio com a Bea. - � mais profundo do que pensei.

Sydney!

Ele est� apaixonado!

- P�ra com isso, meu! - O qu�?

Eu sei o que est�s a fazer, o que estiveram a fazer.

Lan�aram o isco e n�s alinh�mos, mas foi a fingir.

Foi o meu padrasto. O gajo n�o sabe fingir.

- Nem tu, mano. - Essa foi foleira.

- Tem mesmo de ser a Bea. - N�o sei mesmo, meu.

Ela n�o sabe o que quer.

Est� solteira pela primeira vez na vida.

Abandonou os estudos, o noivo dela est� aqui.

P�ra l� com essa cena � branco...

A s�rio! Sempre que algo se torna s�rio, foges.

Dizes que �s um Fuckboy, arranjas uma desculpa e segues.

� a Bea. Saltaste do barco por ela.

Est� perfeito. Elas v�o adorar! Muito obrigada.

- Vou p�r numa caixa. - Obrigada.

N�o entendo esta pompa toda.

Se gostas de algu�m, beija-o e pronto.

Usei um vestido de noiva no Halloween cinco anos seguidos.

- N�o acredito! - Eu sei, � pat�tico.

Mas agora concordo contigo. Isto n�o � para mim.

Isso com o Ben n�o � s�rio?

O qu�?

N�o, n�o, � s�...

A conjuntura uniu-nos.

Quando vos vi no porto, parecia mais que isso.

� s�...

conjuntural.

- Isso � uma cena americana? - Nem sei.

Ent�o n�o te importas que tente aproximar-me dele?

Sinto que talvez tenha sido um erro acabar com ele.

Se n�o for na boa, diz-me. A s�rio.

Eu sei que ele gosta de ti.

Como achas que devo avan�ar?

Espero at� depois do casamento?

- N�o sei. - Voc�s j� foram para a cama?

- Beatrice! - Deixaste a faculdade?

- Vais destruir tudo o que alcan�aste? - Ainda podes reinscrever-te?

Acabaste com o Jonathan e tudo descambou.

Drogas-te? � que se sim, j� percebo.

Quem disse que deixei Direito? Foi o Ben?

- Deixaste o curso? - O qu�?

- Quando ias dizer? - � para te vingares?

Desculpa se sempre quisemos que fosses bem-sucedida. Somos pais horr�veis.

- M�e, isto n�o � sobre voc�s. - �, sim.

�, sim, e n�o deixaremos que desperdices a vida por andares confusa.

H� sempre qualquer coisa, chama-se vida.

N�o acredito! Contaste-lhes que deixei Direito?

- N�o! - Disse ao Pete e ele contou-nos.

- Merda. - Disse o qu�?

- Disse ao Pete, mas n�o foi isso. - Disseste-me o qu�?

Eles acabariam por saber.

- N�o te cabia decidir! - N�o disse por mal.

- N�o interessa como descobrimos. - O qu�?

Ela deixou Direito.

Sim, eu sabia.

- �s um merdas. - Cometi um erro, lamento.

� natural estares sozinho. Ningu�m confia em ti.

- E qual � a tua raz�o? - Tipos como tu.

Vai-te convencendo disso...

Vai � merda.

N�o fa�am isso agora. Dei cabo de tudo, a culpa � minha.

Vamos dar um mergulho? Acalmar antes do casamento?

Boa ideia. E talvez uns copos?

Meninas, lamento imenso, mas o vosso plano n�o resultou.

N�s n�o estamos juntos. Estivemos sempre a fingir.

- Sabias? - De que falam elas?

Podemos t�-los levado a ter uma rela��o,

para que a paz imperasse na terra.

Mentiste-nos? Que verdade nos tens dito, ultimamente?

Tamb�m me mentiste? Voc�s n�o est�o juntos?

Nunca estaria com algu�m assim.

- Sim, porque eu � que fiz merda. - Fizeste merda, sim.

- Fiz merda? - Fizeste.

- Fiz merda? - Fizeste!

- N�o! - Klonopin!

C�o feio, Klonopin!

Quero dizer, �s lindo, mataste aquilo, mas para a pr�xima avalia melhor.

Lamento imenso.

Bea...

Acho que isto do bolo se resolve.

Vai ficar �timo.

- Est� bom? - Est�s perfeita.

Tem calma. N�o te enerves.

N�o est� nada tudo bem. N�o est� tudo bem, ouviste?

S� lhes pedimos que viessem festejar connosco e eles est�o a estragar tudo.

Passei o fim-de-semana t�o tensa,

e tu andas mais ralada com a Bea do que comigo.

E tu s� pensas na planifica��o. Vais casar comigo ou com o itiner�rio?

Se � isso que tu sentes, para qu� fazer isto?

N�o sei.

Diz-me tu.

Temos de fingir mais uma �ltima coisa.

Estou t�o feliz por ti.

- Est�s lind�ssima. - Obrigada.

Claudia. Halle.

Somos uns cretinos. Lamentamos imenso.

Sou uma irm� horr�vel e ele � um amigo horr�vel.

� o vosso grande dia.

N�o vamos estragar nada. Prometemos.

Mas s� para que saibam, caso fa�am merda hoje,

a minha coisa emprestada � uma naifa.

E est� reluzente e novinha.

O amor � inebriante.

Envolve-nos,

provoca-nos

e faz-nos sentir que podemos caminhar no ar.

� como este vento.

Est�-nos nos ossos, no h�lito, em cada batida do nosso cora��o.

N�o se pode procur�-lo, n�o se pode descrev�-lo,

e n�o se pode escapar-lhe.

Halle.

Amo-te tanto.

E n�o o digo o suficiente.

�s o yin do meu yang.

A manteiga de amendoim da minha geleia. E amar-te-ei para sempre.

Claudia.

Amo-te com tanto do meu cora��o

que nada sobra para protestar.

Isso � muito bom.

Inventei agora.

Klonopin.

Declaro-vos casadas!

Olha! C� est� ela.

Ol�, pais!

Aquilo � a Tasm�nia?

Como est�s, querida?

Desculpem ter mentido sobre a faculdade. N�o queria voltar a desiludir-vos.

- Se tivesses dito, talvez pud�ssemos... - Tentar demover-me?

N�o, pod�amos ter-te apoiado.

Eu sei que a ideia vos assusta.

Mas tamb�m me assusta e...

Tenho de perceber o que quero sozinha.

Eu sei que de vez em quando podemos parecer um bocado...

- Controladores? - N�o.

- Prepotentes? - N�o.

- Doidos varridos? - Sim, � isso.

Mas � s� por te amarmos tanto.

Adoro-te.

- � nossa! - � nossa!

- Temos de usar isto agora. - Eu sei.

Ol�, tia. Importas-te que to roube?

Claro que n�o, leva-o.

- Importas-te? - Divirtam-se.

Ol�.

O Beau?

Bazou.

Disse que viu uma onda que n�o podia moralmente ignorar.

Lamento.

Nunca foi realmente nada.

E tu e a Bea...

Ela disse que era conjuntural.

Ela disse isso?

Sim.

Est�s bem?

Sabemos que o fim-de-semana tem sido duro.

N�o sei.

E estes �ltimos dias fizeram-me perceber que sinto muito a tua falta.

Vai dar uma volta. Para desanuviar.

- Sim, n�s vamos contigo. - N�o, n�o vamos.

Adoro-te, mas este � o nosso casamento e...

- T�m a certeza? - Sim.

Se calhar, vou ver gente...

Mas n�o...

esta gente.

Obrigada.

Adeus.

Ben...

Queria isto h� tanto tempo.

Mas acho que me agarrei a uma mem�ria.

E al�m disso...

Lamento.

Lamento muito.

- Nunca vi a Bea assim. - A s�rio?

Tu disseste que h� uma t�nue linha entre o amor e o �dio.

N�o fui a primeira a diz�-lo, mas sim.

Parece loucura, mas mesmo quando estavam a desatinar,

nunca vi a Bea t�o feliz.

Nem o Ben.

Ol�, padrasto. Podemos falar?

Sim, mas depressa, filho. Prometi � minha senhora dan�ar.

Mas n�o digas � tua m�e.

�s t�o esperto!

Sabes quem mais � esperto? O Ben.

Sabes quem seria perfeita para o Ben?

Aquela mi�da calada que tem sempre um ar secretista.

- Sabes que se chama Bea. - Era para contextualizar.

Podem parar?

Parem.

Como vai isso? Como est�s, Ben?

- E voc�s tamb�m. - O qu�?

Chega de falar alto para eu ouvir. Parem com isso.

- N�o sab�amos que estavas ali. - A s�rio, n�o sab�amos.

N�s sab�amos. Quer�amos que ele ouvisse.

E arras�mos.

Que se passa convosco?

Passaram o fim-de-semana a mentir-me e a manipular-me.

J� nem sei o que � real!

Amigo, sei que est�s confuso, mas aquilo que disse do amor � verdade.

� demasiado precioso para ser desperdi�ado.

- N�o a vi, ela est�...? - Foi dar uma volta.

Quando te viu a beijar a Margaret.

O qu�?

N�o a beijei, foi ela que me beijou!

Eu recuei, n�o quero a Margaret.

P�ra com isso.

Seu idiota lindo!

Corre. N�o esperes pelo amor, luta por ele!

E esquece a diferen�a de idades.

Tenho 29.

Querido, ningu�m tem 29.

- Sabem aonde foi? - Disse que queria passear e ver gente.

Foi o que ela disse? Ver gente.

Acho que foi um eufemismo para dizer "chorar sozinha".

N�o, n�o foi.

Acho que sei onde pode estar.

Ent�o vai busc�-la, homem!

Revira a cidade, quarteir�o a quarteir�o!

- Primeiro N-S, depois, E-O! - Sei exatamente onde est�.

Isso facilita tudo.

Tenho � de encontrar um comboio em andamento.

Que se passa aqui?

- Isso � caf�? - Sim.

Est� bem.

Chamem a Guarda do Porto!

Ben! Meu Deus!

Do nariz aos dedos dos p�s.

- C�us! - Est�s doido?

Preciso de um favor.

N�o sou escrita

Porque n�o recolhem as pessoas de barco?

Vai l� sacar a mi�da.

Obrigado.

Com licen�a!

Com licen�a!

N�o beijei a Margaret. Ela � que me beijou. Parece treta, mas � verdade.

N�o encontrei um comboio em andamento.

Desculpa, foi o melhor que consegui.

Est�s doido?

Sim, porque conhecemo-nos h� dois anos e n�o tenho estado sempre contigo.

Isso � um sinal de loucura.

Odiei-te. N�o te dei alternativa.

Eu n�o te odiei nada.

Mesmo tendo-me chamado cabra.

Disse que parecias uma cabra.

N�o, fui uma cabra.

A forma como geri aquilo, a primeira noite...

Como agi ontem � noite.

Sim, n�o foi espetacular.

Porque te foste embora?

Julguei que te ias arrepender.

E n�o aguentei a ideia de perder mais algu�m que...

amava mesmo.

A noite passada foi a �nica coisa que n�o lamentei em muito tempo.

Adoro a forma como discutimos.

Adoro que sejas esperta.

Adoro a forma estranha como enfias as m�os nas minhas cal�as.

E adoro que saibas o que n�o queres.

E se n�o for eu,

se n�o for perfeito para ti, se n�o for aquele que...

Eu percebo.

Mas isso seria mesmo uma grande merda.

E ent�o, vais beijar-me agora?

Sim, vou.

Foi muita corrida para quem n�o faz cardio.

Sim, estou a morrer, preciso de ar.

Ainda estou por escrever

A minha mente � ileg�vel

N�o sou definida

Ainda agora comecei

Tenho a caneta na m�o

N�o planifiquei o final

A olhar para uma p�gina em branco Diante de ti

Abre a janela suja

E deixa o sol iluminar As palavras que n�o encontraste

Como sabem a minha can��o da serenidade? Como � que eles sabem?

T�o perto que quase podes prov�-lo

Solta as tuas inibi��es

Sente a chuva na tua pele

Ningu�m pode senti-la por ti

S� tu podes deix�-la entrar

Mais ningu�m Mais ningu�m

Pronuncia as palavras dos teus l�bios

Ensopa-te em palavras nunca pronunciadas

Vive a vida de bra�os abertos

� hoje que o teu livro come�a

O resto est� por escrever

MUITO BARULHO POR NADA

Quebro a tradi��o

�s vezes as minhas tentativas

Ultrapassam os limites Sim

Fomos condicionados

Para n�o cometer erros

Mas n�o sei viver assim

A olhar para a p�gina em branco � tua frente

Abre a janela suja

Deixa que o sol ilumine As palavras que n�o encontras

A tentar alcan�ar algo � dist�ncia

T�o perto que quase o provas

Por favor, deixa-me em paz.

Sente a chuva na tua pele

Ningu�m pode senti-la por ti

Mais ningu�m Mais ningu�m

Pronuncia as palavras dos teus l�bios

Ensopa-te em palavras nunca pronunciadas

Vive a vida de bra�os abertos

� hoje que o teu livro come�a

O resto est� por escrever

Lamento que quase tenham cancelado o casamento por nossa causa.

- O qu�? - O qu�?

Vi-vos a discutir.

Simul�mos a discuss�o para se sentirem mal e fazerem as pazes.

Vais casar comigo ou com o teu precioso itiner�rio?

Se � assim que pensas, nem sei porque fazemos isto.

Muito obrigada.

Marionetas.

Fomos marionetas.

Sim.

Tradu��o das legendas: Sara David Lopes

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