All language subtitles for That Uncertain Feeling _1941_ Burgess Meredith _ Comedy Classic

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Original subtitles

QUE SABE VOC� DO AMOR?

Os homens t�m sido corretamente chamados de senhores do mundo.

Os homens subjugaram os animais selvagens.

Os homens penetraram profundamente na selva,

e foram capazes de olhar para a lua e os planetas.

Mas ainda h� um lugar na terra onde nenhum homem jamais pisou...

e nem foi permitido vislumbrar.

SALA FEMININA

- Como vai querida? - Foi-se.

- Vem e vai. - Que irritante.

- Acredite, n�o tem import�ncia. - E ainda te deixa t�o nervoso.

S� posso dizer o que o m�dico disse para esquecer, para n�o se preocupar.

Bem, eu me preocuparia.

Doutor Vengard! Eu repito. O Doutor Vengard � um homem para voc�.

N�o vamos entrar nisso de novo. N�o serei psicanalisada.

Ah, agora, Jill. Essa � uma atitude muito de classe m�dia.

- Eu sou uma mulher perfeitamente normal. - Bem, isso soa terrivelmente ma�ante.

Minha querida, voc� n�o deve dizer isso sobre voc�, nem mesmo de brincadeira.

S�rio, Jill, v� ao Dr. Vengard.

Ele certamente fez maravilhas por Molly McLane.

Voc� sabia que ela estava sofrendo de claustrofobia?

Ela n�o podia andar de elevador.

Voc� pode imaginar o que isso significa para uma mulher morando em uma cobertura?

- E o Dr. Vengard a curou? - Ele deve ter curado.

Li outro dia e a coluna do Winchell ela fugiu com um ascensorista.

Ah, Molly McLane?

- Meu nome � Sra. Baker. - Eu sei, a Sra. Stalling me disse.

Por favor, sente-se?

Sra. Baker.

- Seu primeiro nome? - Jill.

Jill Baker.

Avenida Parque, 685.

Avenida Parque, 685.

Sua idade, Sra. Baker?

22.

Sou seu m�dico, Srta. Baker.

- 24. - Obrigado.

Doutor, quero ser franca com voc�.

Tenho certeza absoluta de que n�o h� nada de errado comigo.

Tenho certeza que voc� se sentir� diferente quando sair deste escrit�rio.

Veja, a maioria das pessoas n�o sabe nada sobre si mesmas. Nada.

Sua pr�pria personalidade real como um completo estranho para eles.

Agora, o que estou tentando fazer � apresent�-la ao seu eu interior.

Eu quero que voc� se conhe�a.

- Voc� n�o gostaria de se conhecer? - N�o.

- Voc� v�, eu sou um pouco t�mida. - Tudo bem, qual � o problema?

Bem, � dif�cil mostrar os sintomas no momento porque...

Isso vem e vai!

Vem, e ele vai?

Sim. � t�o lament�vel.

� sempre a mesma coisa sempre que vou a um m�dico.

Quando eu venho ele vai, e quando eu vou ele vem.

Sra. Baker, seja o que vem, seja o que vai,

n�o h� como negar o que a preocupa muito.

Ent�o, por favor, abandone todas as suas inibi��es,

libere seu eu interior e fale livremente.

O que vem e o que vai?

- Solu�os! - Solu�os?

Sim, sempre que fico nervosa ou irritada fico com solu�os.

� bastante desagrad�vel e �s vezes muito desconfort�vel.

Bem, naturalmente � um pouco cedo para fazer qualquer diagn�stico.

Mas aparentemente voc� est� tendo esses solu�os

por causa de uma condi��o nervosa.

Vamos descobrir o que causa essa condi��o.

- Parece plaus�vel - Obrigado.

Voc� se importaria de passar para a pr�xima sala?

Uh-huh. Bem, n�o h� nada incomum em sua inf�ncia.

Vamos examinar sua vida atual.

Vejamo-lo atrav�s de uma lupa.

Examinemos cada detalhe.

Sra. Baker...

- Voc� � casada, n�o �? - Sim.

- Quando voc� se casou? - Quando eu tinha dezenove anos.

- Quanto tempo voc� ficou casado...? - Por seis anos.

- Com o mesmo marido? - Sim.

A-h�!

Doutor, por favor, acredite em mim, n�o h� nada de errado com meu casamento.

Voc� poderia percorrer toda a Park Avenue e n�o encontraria um casal mais feliz.

Bem, sinto muito, mas � meu dever explorar todos os caminhos.

E especialmente a Park Avenue.

- Qual a idade do seu marido? - 35.

Seu neg�cio?

Ele � vice-presidente de uma companhia de seguros.

- Mas por favor deixe meu casamento... - Um pouco muito bem, apenas relaxe.

Falaremos sobre algo totalmente diferente. Voc� teve dores de cabe�a?

- N�o. - Como est� seu apetite?

Bom.

- Como voc� est� dormindo? - Francamente, n�o t�o bem.

- Como seu marido dorme? - Muito bem.

Uh-huh.

Agora, durante uma dessas noites sem dormir, quando voc� se contorcer inquieta,

e voc� olha para a direita o que voc� v�?

Minha penteadeira.

E quando voc� olha para a esquerda o que voc� v�?

- Meu marido. - Dormindo? - Sim.

O que voc� est� tentando fazer? Acabar com meu casamento?

N�o, s� para acordar seu marido.

Bem, obrigado. Isso � tudo por hoje.

Doutor, meu marido n�o tem nada a ver com minha ins�nia.

� que sou supersens�vel a ru�dos, mais ou menos ao menor som.

- Seu marido ronca? - N�o.

Mas devo admitir que ele respira pesadamente.

Ah, ele faz isso.

Acho que n�o h� nada que eu possa fazer sobre isso,

afinal ele tem que respirar.

Isso � pessoal.

Bem, Sra. Baker, receio que a habilidade de seu marido

dormir � um desafio muito grande para voc�.

� mais ou menos como...

- Bem, voc� j� fez dieta? - Sim, uma dieta vegetal.

Bem, como voc� se sentiria se tivesse que lutar com alguns

cenouras cruas e ter algu�m ao lado comendo um grande bife suculento?

- Com batata assada grande? - Sim.

- Meu marido h� duas semanas. - Isso n�o a deixou nervoso?

N�o! Agora que voc� mencionou agora isso. Eu acho que � bastante irritante.

- E n�o muito atencioso? - N�o � n�o.

Afinal, os maridos esperam que suas esposas mantenham suas formas, mas por outro lado...

Eu diria que � uma total falta de coopera��o.

Isso �.

- Jill, querida. - Ol� Margie.

Por que n�o ouvi falar de voc�.

- Como voc� est�, querida? - Tudo bem.

Ele n�o sabia?

Oh Marge, voc� n�o deveria ter me enviado para aquele Dr. Vengard?

- Voc� voltou para ele. - N�o, e n�o vou.

Ele n�o vai acabar com o meu casamento.

N�o h� nada de errado entre Larry e eu.

Foi o que eu disse.

- Como as pessoas falam sobre n�s? - Eles n�o ousariam na minha presen�a.

Eles sabem que voc� e eu somos amigas �ntimas e sempre a defendi.

Eu sei, querida.

Defender? Contra o qu�?

Bem, afinal de contas, Town & Country te chamaram de Felizes Bakers,

isso � meio que procurar briga.

Mas quantos de nossos amigos permaneceram casados por seis anos.

Por que eles n�o deveriam nos chamar de "Felizes Bakers"?

Por que n�o! Seu nome � "Baker", n�o �?

Oi Margie. Tenho estado perfeitamente infeliz nas �ltimas duas semanas.

Estou t�o consciente do casamento.

O que quer que eu olhe, o que quer que eu pense, eu sempre

encontro-me conectando-o com o meu casamento.

Como eu odeio esse Vengard. No entanto, para ser honesta, devo admitir...

O que, querida?

Bem, se uma esposa olha para o marido atrav�s

uma lupa ela � obrigada a ver alguma coisa.

Sim. Eu deveria pensar assim.

Coisas que eu nunca tinha percebido antes, coisas que eu nunca havia notado.

- Por exemplo? - Bem, � apenas uma ilustra��o, mas...

como na outra manh�...

Voc� sabe como � dif�cil para mim adormecer.

Mas, finalmente, quando tenho a sorte de cair...

pontualmente as 08:15 com o que eu acordo? Um gargarejo.

Um gargarejo?

Esse � o toque de corneta do casamento.

Gargarejar � a "alvorada", roncar � "alojamento".

E o que h� no meio?

�s 9 da manh�, ele sai da minha vida.

Oh minha querida, n�o � a verdade.

Oh, eu n�o sei mais qual � a verdade.

Estou completamente confusa... e t�o incerta.

Sempre ouvi dizer que o casamento ideal deveria ser um mist�rio.

Seu marido deve permanecer uma esp�cie de estranho para voc�.

Algu�m cujo conhecimento voc� gostaria de renovar todos os dias.

- Voc� sabe o que eu quero dizer? - Sim, querida.

N�o diga nada.

Ol�.

- Ah, Margie. - Ah, Larry.

- Ol�, querida. - Ol�.

- Como vai voc�? - Bem e voc�?

Estou bem.

- Teve um bom dia? - Sim, e voc�?

- Bom. - Alguma coisa nova?

- N�o, com voc�? - Nada. - Bom.

Vejo voc� mais tarde.

Bem, o que ele poderia dizer?

Por que, claro, querida. N�o havia nada que voc� e ele admitiu francamente.

Jill.

Sim, querido.

Os Cooper v�m jantar?

Ainda n�o sei querido. Avisarei assim que eles telefonarem.

Eu gostaria que voc� fizesse porque eles est�o vindo, eu vou ter que me barbear.

Tudo bem, querido, hein...

Agora, n�o quero causar nenhum problema.

Mas fatos frios s�o fatos frios.

Se o Sr. e a Sra. Cooper vierem,

aquela grande e horr�vel Sra. Cooper, ele se barbeia.

E se janta sozinho com a mulher n�o se barbeia!

E se algu�m deve fazer a barba, � a Sra. Cooper.

Passei tr�s horas e meia hoje na casa de Elizabeth Arden,

mas n�o dou valor a uma barba!

Minha querida, esse � o problema com 95% de todos

os casamentos, os maridos n�o se barbeiam.

Os homens n�o percebem que a barba n�o para de crescer �s oito horas.

- Larry? - Sim, querida.

- Eles voltaram. - �timo, fizeram boa viagem?

- Quem? - Os Evans.

Diga que isso me lembra aquele filho da m�e prometeu me ligar assim que voltasse.

Aposto que Connell est� atr�s dele. Sobre sua anuidade.

Os Evans ainda est�o nas Bermudas. Os solu�os est�o de volta.

Brincando comigo, hein?

Que fofo!

Keeks!

Larry. Quando voc� entrou agora h� pouco,

voc� me perguntou se havia alguma novidade.

Oh dizer que h� algo novo e algo muito importante.

Voc� sabe quem vem jantar uma semana a partir de quinta-feira?

O presidente da Universal Mattress e o

Presidente e secret�rio tesoureiro da United Furniture

e alguns outros altos executivos de ambas as empresas.

Oh, minha nossa.

Oh! Eu sei que vai ser uma daquelas noites, mas...

A Universal Mattress e a United Furniture est�o emergindo.

Eles est�o reorganizando todas as suas contas de seguro.

De um homem dif�cil de quebrar como Kafka, Universal Mattress.

Eu fiz um pouco de trabalho de detetive, � um h�ngaro,

na verdade, s�o todos h�ngaros.

Ent�o... vamos dar um toque h�ngaro ao jantar, hein?

- Agora olhe, Larry. - Agora escute, querida...

Eu n�o espero que voc� se comporte como um cigana...

Mas vamos contratar um cozinheiro h�ngaro e fazer para ele um goulash maravilhoso.

Kafka vai adorar!

Eu vou pegar aquela conta de seguro mesmo que tenha que encher

aquele h�ngaro como um de seus pr�prios colch�es.

Ah, e para que ele se sinta realmente em casa.

Nosso gerente da divis�o estrangeira me contratou.

Pouco antes de come�arem a comer, voc� diz...

Eg�szs�ge... Eg�szs�gedre!

Eg�szs�gedre!

Significa "para a sua sa�de" ou algo assim.

Eg�szs�gedre!

� s� uma coisinha, mas voc� sabe como �.

O sucesso nos neg�cios � cinquenta por cento trabalho

duro e cinquenta por cento o charuto certo.

Eg�szs�gedre!

Isso � �timo, querida. Demais.

Apenas um pouco mais alegre. Voc� sabe.

Eg�szs�gedre.

Eg�szs�gedre!

Oh, voc� quer dizer Eg�szs�gedre!

Eg�szs�gedre!

Sim, � isso, � isso! Isso � �timo, querida.

Diga... keeks!

- Larry? - Hum?

- Porque voc� fez isso? - Fiz o que?

- Keeks. - Oh...

- Eu sempre fa�o isso! - Por que?

Bem, por que algu�m faz as coisas.

Mas quando voc� faz isso, o que isso significa?

Existe algum pensamento subjacente?

- N�o. - N�o. Apenas um h�bito, n�o �?

Sim, se voc� quiser cham�-lo assim.

Como co�ar a cabe�a ou acariciar seu cachorro?

Voc� faria isso com outra pessoa.

n�o sei... nunca experimentei...

- Mas voc� faz isso comigo? - Bem, voc� � minha esposa!

E isso lhe d� o direito de me cutucar no est�mago sempre que quiser.

- Querida, voc� n�o se sente bem? - �tima.

Larry, por favor, n�o fa�a mais "keeks" em mim.

E assim o "keeks" saiu de outro casamento.

N�o era o cachorro, era eu!

- Como vai voc�? - Como vai. Sra. Baker.

O m�dico vai se atrasar. Espero que voc� n�o se importe.

Feio, feio.

- Eles n�o s�o feios? - Quem?

Gente... Existe coisa mais feia do que um rosto humano?

Bah!

- Voc� se importa se eu fumar? - De jeito nenhum.

Voc� fuma?

Sim.

Voc� n�o tem um cigarro, hein?

Sim.

Tem algum sem ponteiras?

- N�o, infelizmente n�o. - Lamento.

Tolice!

Mudei de ideia, vou fumar um cigarro.

Obrigado.

- Voc� j� tinha visto esse m�dico antes? - Sim.

- Quanto ele cobrou? - Eu realmente n�o sei, tenho plano.

Voc� n�o precisava.

O Dr. Vengard acabou de telefonar, ficar� detido pelo menos mais meia hora.

Mais meia hora?

Bem, temos duas alternativas...

Podemos ler uma revista ou podemos conversar.

- Este � um lindo dia, n�o �? - Sim.

Bem, isso resolve isso, vamos esquecer.

- Estou te aborrecendo? - N�o, pelo contr�rio!

Deixe-me avis�-la de que digo o que acho que sou um individualista completo.

Oh s�rio?

Sou contra o comunismo, o capitalismo, o fascismo, o nazismo.

Sou contra tudo e contra todos.

Eu odeio meu semelhante e ele me odeia.

- Parece bastante divertido. - Ent�o te diverte?

- Meu palha�o, hein? Pagliacci. - Oh, n�o, eu n�o disse isso.

Tudo bem, n�o se desculpe.

- Esse Vengard, � um bom m�dico? - Tenho certeza lhe far� muito bem.

Por que voc� diz isso? O que h� de errado comigo?

Eu realmente n�o saberia?

Afinal, n�o sou psicanalista.

Mmm-hmm! O que voc� tem?

- Nada. - Por que voc� est� aqui?

Voc� n�o vai ao psico para obturar um dente.

Ent�o, o que h� de errado?

Acho melhor lermos revistas.

Tudo bem.

Tolice!

Odeio incomod�-la de novo...

mas o que � preciso fazer para ser feliz?

Acho que o Dr. Vengard saberia mais sobre isso do que eu.

Mais que voc�? Sra. Baker.

Os Felizes Bakers!

- Eles n�o... - Voc� sabe, Sra. Baker,

esta � a primeira vez na minha vida que conhe�o uma pessoa realmente feliz.

- Parece irrit�-lo. - N�o, isso me deixa curioso.

Muitas vezes me perguntei como seria ser feliz 24 horas por dia.

- Deve ser maravilhoso. - Quando se acostuma.

De manh� voc� � acordada pelo canto de um passarinho.

Antes do caf� da manh�, voc� e o Sr. Baker dan�am um minueto.

Ent�o o caf� da manh� feliz come�a.

Voc� est� feliz, o Sr. Baker est� feliz...

Os ovos est�o felizes. As galinhas que botaram os ovos est�o felizes.

Agora olha aqui, minha presen�a parece te incomodar, ent�o acho que vou embora.

N�o. Sinto muito Sra. Baker, mas se voc� se sentir assim naturalmente, eu irei.

Oh n�o. Receio que voc� precise do m�dico mais do que eu.

Tem certeza, Sra. Baker? Voc� v� que � uma pergunta interessante.

N�s dois estamos aqui pelo mesmo motivo, felicidade.

Um n�o tem o suficiente, o outro tem demais.

Quem precisa mais do m�dico? Isso � interessante, n�o �?

- Sim, mas n�o gosto de discutir isso. - Sim, entendo, Sra. Baker.

Bem, estou muito feliz por ter conhecido voc�. Sinto muito se te ofendi.

- Adeus, Sra. Baker. - Adeus.

- Tolice! - Ah, s� um momento.

- Sim? - Posso lhe fazer uma pergunta?

Certamente. Sim.

O que h� de errado com essa imagem?

- Voc� est� realmente interessada? - Sim.

Sente-se.

Este artista n�o viu mais nada naquela �rvore...

do que a c�mera que fotografou a feliz Sra. Baker.

Apenas a superf�cie, a arte vai muito mais fundo.

Veja, se eu fosse um pintor e tivesse pintado voc�...

N�o sei como ficaria a foto...

n�o se pareceria com aquela fotografia.

- Eu fa�o sentido? - Sim, um pouco de bom senso.

- Como vai? - Obrigado, Ol�via.

- Ol� Sebastian. - Ol�.

A prop�sito, meu nome � Sebastian.

Alexander Sebastian.

Significa alguma coisa para voc�? Seja franca.

- Bem, se voc� insiste, n�o. - Est� tudo bem, tudo bem, por que deveria?

Olhe os quadros.

"N�mero 15. Crian�a com Trombeta."

- N�o � bom. - Tive medo que fosse...

O artista ainda n�o se encontrou.

Quando ele o fizer, encontrar� onde ele est�.

Crian�a Com Trompete?

A crian�a est� bem.

Mas ele errou muito naquele trompete.

N�o foi?

- Isso n�o vai viver. - Espero que n�o.

Tolice!

Isso � quase �timo.

- Quem pintou? - Uma mulher.

Nenhum homem pode ser t�o malicioso.

26. Eleonor Strode.

Retrato de Alexander Sebastian!

N�o adianta negar, sou eu.

Aquela mulher n�o me pintou, ela fez uma aut�psia.

Ela me viu.

Francamente, a coisa toda me parece um quebra-cabe�a.

Um quebra-cabe�a? Est� correto. Bom!

Eu era um enigma para ela, mas ela n�o era um enigma para mim.

E isso � uma vingan�a.

Quando vi esse quadro pela primeira vez, fiquei terrivelmente chateado.

Eu n�o culpo voc�.

- O que essas notas significam? - Sou m�sico, pianista.

Ah, um pianista.

E esse pedestal aqui?

Bem, isso indica grandeza.

Diga-me, por que voc� n�o colocou sua est�tua l�? Existe algum motivo?

H�. Voc� v� aquela pequena linha?

Voc� quer dizer esta linha?

Esse � todo o meu problema.

A linha me manda para o Dr. Vengard.

Bem, voc� tamb�m deve saber que sou inibido, artisticamente.

- Vamos tomar um drink! - Ah, s� um momento.

- E esse rel�gio? - Um rel�gio?

Sim.

- Nunca deveria estar l�. - Por que?

Bem por que...

Isso � um assunto pessoal.

Voc� se arrepende de ter vindo aqui?

N�o, pelo contr�rio.

Tamb�m � fascinante, � um mundo novo.

Eu n�o consigo entender isso.

O que voc� quiser saber sobre mim � s� me perguntar.

Aquele rel�gio marca 12:15...

S�o 12:15 por acidente ou significa alguma coisa?

Significa alguma coisa.

Vamos parar de falar de mim, vamos falar de outra coisa.

Quando � seu pr�ximo concerto?

- Sim, quando eu super�-lo. - Superar o qu�?

Essa pequena linha...

- Oh, voc� quer dizer a inibi��o... - Sim!

- Veja, quando eu toco... - Diga-me...

- S�o 12:15 do meio-dia? - Meia-noite.

- Alguma meia-noite em particular? - Mm-hmm.

Voltando �s minhas inibi��es, quando toco em uma sala de estar...

Perdoe-me. Era hora padr�o do leste?

- Hor�rio de ver�o. - Ver�o?

Sim.

Bem, quando eu toco em uma sala de estar para apenas uma pessoa, a pessoa certa.

Serei perfeitamente franco com voc�, acho que n�o

h� um pianista maior no mundo.

Mas assim que entro em uma sala de concertos, na frente de uma plateia.

N�o, algo se perde. Aqueles rostos olhando para mim.

Que direito eles t�m de olhar para mim?

Que direito eles t�m de me ouvir s� porque pagam dois d�lares.

Alguns casos dois e cinquenta.

Por que eu te incomodo com tudo isso.

Oh, mas estou feliz que voc� fez, � fascinante.

Voc� � um enigma, Sr. Alexander Sebastian!

E n�o tente me resolver, Sra. "Happy" Baker. Vamos.

Havia um cheiro de goulash, na 685 Park Avenue,

quando Universal Mattress e United Furniture

estavam prestes a invadir a casa dos Baker.

Sra. Kafka... Sr. Jamucek.

Sra. Jerash. Sr. Jones.

Jones? Como um local estar� aqui esta noite?

- Este � o advogado do Sr. Baker. - Oh!

Bem, suponho que voc� sempre tenha que ter um advogado h�ngaro.

- Boa noite senhor. - Boa noite.

- Como vai o goulash? - Tudo bem, Sr. Baker.

- Chegou um pacote para mim? - Ainda n�o, senhor.

- Ol�, querida. - Ol� querido.

- Alguma novidade? - N�o.

- Tenha um bom dia? - Maravilhoso.

- Tudo pronto para a grande noite? - Tudo pronto.

- Lembra da sua palavra? - Eg�szs�gedre!

Eg�szs�gedre! � isso. Bom!

O que �?

Seu pacote chegou, senhor. Albert, me entregou.

Ah, tudo bem.

UMA NOITE EM BUDAPESTE

Tolice!

Posso perguntar o que voc� est� fazendo aqui?

Esperando.

Ah, voc� est� esperando.

Diga-me, quando vamos jantar?

- Jantar? - � para isso que fui convidado.

Oh, me desculpe.

Me conta, voc� � da Universal Mattress ou da United Furniture?

Eu n�o estou com nada.

Oh, joga dos dois lados, hein, bem, n�o � uma m� ideia.

Diga, diga-me como voc� se sente sobre o Sr. Kafka.

Indiferente.

Huh, bem, eu posso te dizer, ningu�m vai enganar ele.

Ele � muito inteligente. Eu acho que � muito inteligente que eles tenham se fundido.

Fundir a sua vontade, n�o �?

Olha, voc� quer que eu aproveite esta noite, n�o �?

- Ora sim, certamente. - Estou entrando.

Este vaso me insulta, � feio, vamos guard�-lo.

Claro, claro.

O cliente sempre tem raz�o.

Mais alguma coisa na sala que voc� gostaria de mudar?

Bastante.

Bem, acho que teremos uma noite muito agrad�vel.

Eu vou dizer voc� um pequeno segredo. Temos goulash.

- Goulash? - Sim, goulash.

Ovos mexidos para mim.

Apenas uma sugest�o.

Voc� vai me perdoar, eu n�o me vesti.

Apenas continue a se sentir em casa.

Esses h�ngaros s�o certamente pessoas engra�adas.

- Eles v�m? - Um deles veio.

- Olha querida, n�o � formal? - Por que?

- Bem, ele n�o est�. - Ah, esse � o Sr. Sebastian.

Sebas...

- Com quem ele est�? - Com? Ele � contra tudo!

- Ele � um individualista. - Ele � t�o rico?

Ele n�o est� interessado em dinheiro.

Como voc� sabe?

L� est� o Sebastian. Alexander Sebastian.

Eu te disse outro dia, mas esse � o problema...

Voc� nunca ouve nada do que eu digo que n�o causa impress�o.

Oh, eu me lembro agora, aquele tocador de piano.

Ele n�o � tocador de piano, ele � um pianista.

E logo ele ser� muito importante.

Algum dia voc� pode ficar muito feliz em garantir suas m�os por cem mil d�lares.

Olha querida, estou dando este jantar especialmente para esses h�ngaros.

- Ele poderia pagar um pr�mio? - Eu n�o sei e n�o me importo!

Voc� sabe que �s vezes eu n�o entendo voc�.

Aqui temos uma possibilidade de seguro de $ 500.000 esta noite.

Eu tive todo esse trabalho para conseguir uma noite especial e

h�ngara para o presidente da Universal Mattress.

E voc� convida este tocador de piano. Voc� deveria saber melhor.

M�sicos e Colch�es n�o se misturam.

Olha Larry por seis anos eu tenho seguro de vida,

e estou cansado de ser uma anuidade.

Deus, eu apenas passei uma noite com

Rimsky-Korsakov ou Stravinsky?

Rimsky-Korsakov, Stravinsky? Quem mais est� vindo?

Por que voc� n�o convidou toda a Filarm�nica e

pe�a-lhes que tragam Dean Saylor como comentarista.

Ah tudo bem, tudo bem. Vamos largar tudo.

Voc� n�o quer que ele toque, ele n�o vai tocar.

Tocar? Ei, essa n�o � uma m� ideia.

Talvez ele pudesse animar a festa, hein?

Se o Sr. Sebastian consentir em tocar, o que duvido,

mas se ele consentir, n�o ser� swing h�ngaro.

O que ser�?

Algo que voc� teria que pagar $ 2,50 para ouvir.

- Quer dizer como o Carnegie Hall? - Exatamente.

N�o em minha casa! N�o essa noite!

O que � isso?

Essa � a reprodu��o de uma pintura que vi na galeria de arte.

- Voc� gosta disso? - Eu amo isso.

- Bem, o que � isso? - Voc� n�o pode ver?

Ou�a, pare de brincar comigo. O que �?

- � um retrato. - Um retrato? Sobre o que?

De um homem!

Ou�a, eu sei que sou apenas segurador pobre, ignorante

e simples e n�o sei nada sobre Stravinsky.

Mas estamos casados h� seis anos e eu

acho que fui para voc� um bom marido.

Quando eu te fa�o uma pergunta,

voc� ainda deveria me fazer a cortesia de

responder e n�o ter que tirar sarro de mim.

Voc� sabe quem � esse? O grande Canyon!

- � aqui, Sra. Kafka. - Obrigado.

E � por isso, Sr. Kafka, que somos a �nica empresa para voc�.

Parece muito razo�vel, vamos conversar sobre isso depois do jantar.

Sim, depois do jantar teremos uma boa e longa conversa aqui mesmo, senhor.

Tudo bem. Sra. Baker.

Obrigado, Sr. Kafka.

- Nem Lohengrin? - Especialmente n�o Lohengrin!

Vou te dar tudo de Wagner.

Exceto uma passagem em Trist�o.

Isso � muito bom, mas voc� nunca ouve tocar direito.

Talvez algum dia eu possa ouvi-lo tocar como deve ser tocado.

Talvez.

- Eu n�o como morangos. - Oh, me desculpe.

Est� tudo bem, Sr. Kafka?

Mm-umm, tudo bem.

Eg�szs�gedre.

Eg�szs�gedre.

Eg�szs�gedre?

Eg�szs�gedre?

Muito obrigado, Sra. Baker, voc� faz a gente se sentir em casa.

Isso � o que chamamos de hospitalidade, Sr. Baker.

Eu n�o sabia que ela sabia disso. Eu n�o peguei isso.

- O que isso significa? - Para sua sa�de.

- Ah, isso n�o � legal? - E ela pronunciou t�o bem.

- Eg�szs�gedre! - Eg�szs�gedre!

Como � que voc� deve falar h�ngaro?

Onde voc� nasceu, Hungria?

N�o, eu estudei m�sica em Budapeste.

Budapeste, oh Budapeste!

Eu amo isso, qual � o nome da rua. Amdorusia.

Acabei de receber uma liga��o.

Kafka vai encontrar o pessoal do seguro Hudson amanh�!

- � hoje � noite ou nunca! - Tudo bem legalmente?

Meu escrit�rio est� trabalhando horas extras redigindo os contratos.

Tudo bem, v� logo atr�s deles.

- Bem, aproveite o goulash, Sr. Kafka? - Bom goulash, muito bom goulash!

Se sua empresa for t�o boa quanto sua cozinheira, podemos nos encontrar.

Estou feliz que voc� mencionou isso, agora ou�a os detalhes.

Yaraoshin, Lazlo, venham aqui um minuto Afinal, somos parceiros!

Eu quero que voc� ou�a a proposta do Sr. Baker.

Bem, senhores, aqui est� o centro de tudo.

Todos, por favor, tenho um presente para voc�s.

Sr. Sebastian, quem sabe, um conhecido muito

pianista e ele gentilmente consentiu em tocar para n�s.

Ent�o, se voc� estiver sentado.

- Ele tem que tocar? - N�o se preocupe.

- Sra. Baker? - Sim, Sr. Sebastian.

Sim.

Est� trancado.

Isso � estranho. Onde est� a chave?

Quem trancou o piano? Onde est� a chave?

N�o sei? � uma ideia engra�ada.

Por que algu�m deveria trancar o piano?

O mordomo pode fazer. Por que deveria ser?

Onde est� a chave?

Como estou dizendo, Sr. Kafka, minhas proposi��es s�o muito simples.

Mas soa como...

- Eu quebrei. - N�o se preocupe.

Eu n�o vou.

Agora, Sr. Sebastian, por favor, diga-nos.

O que voc� vai tocar?

Bem, primeiro eu vou tocar...

- Sra. Baker? - Sim, Sr. Sebastian.

Tudo bem.

Come�arei com uma sonata Path�tique de Beethoven.

Uma sonata em 3 movimentos.

E depois, se eu quiser...

Devo interpretar as varia��es de Sullivan, o 2� tema do 1� movimento.

seguidas das minhas pr�prias varia��es...

nas varia��es de Sullivan, o 2� tema do 1� movimento.

Quanto tempo dura uma sonata?

A �nica que j� ouvi durou tr�s charutos!

� uma cat�strofe, � um desastre, Jones estamos afundados!

Alexander, pare com isso!

Por favor, n�o!

N�o! N�o!

Voc� conhece Jones, estou feliz que voc� tenha essa cl�usula

no contrato. Salvou nosso pr�ximo. Outro...

Espere um minuto, eu tenho um pouco de divers�o.

- Como vai? - Como vai, senhor.

- Sobre aquele quadro na vitrine... - Est� muito bom, n�o acha?

- Sem brincadeira, o que � isso? - � o retrato de um homem.

Ooh!

Oh, bem, certamente. O que mais poderia ser?

Com licen�a, senhor, nem todo mundo entende de arte moderna.

Bem, obrigado.

Se voc� estiver interessado, s�o apenas 500 d�lares!

500 d�lares! Deve ser um homem e tanto.

Bem, n�o � o homem. Acontece que ele � um m�sico bastante obscuro.

- M�sico? Que tipo de m�sico? - Um pianista, eu acho.

Por acaso � Alexander Sebastian?

Bem, � quem �. Voc� o reconheceu.

Ele parece ser um amigo seu.

N�o seria divertido t�-lo em sua casa permanentemente?

N�o � muito divertido!

Um cara barato desses...

- Quem? - Ele.

Adeus Jones.

- Ol�, querido. - Ol�.

- � uma boa surpresa, para voc�? - Sim, muito boa.

"Feliz Fazendeiro"? Por que ele est� t�o feliz?

Oh, querido, voc� n�o me inveja um pouco de m�sica, n�o �?

Oh n�o.

- Alguma coisa nova? - Bem, isso n�o � o suficiente?

Sim, muito.

- Teve um bom dia? - �timo.

Voc� parece estar se sentindo melhor ultimamente.

Oh sim. Dormi 10 horas ontem � noite.

E Larry, meus solu�os desapareceram completamente!

- Isso n�o � uma boa not�cia? - Sim, not�cias muito boas.

Voc� ainda vai ao Dr. Vengard?

Oh n�o. N�o preciso mais do doutor Vengard.

Estou t�o ocupada com minha m�sica e visitando galerias de arte

que nem tenho tempo de pensar em nenhum m�dico.

Oh! Isso n�o � maravilhoso?

Voc� sabe? Estou come�ando a ver algo nisso.

Sim, come�a a parecer um homem.

- Porque voc� disse isso? - Bem, na outra noite...

Oh, voc� fez isso a s�rio.

Eu s� estava brincando. Como isso pode ser um homem.

Eu estava nervosa sobre o jantar

e eu disse tudo o que me veio � mente.

Me desculpe, querido...

N�o, n�o. N�o concordo com voc�, parece um homem.

Agora n�o seja teimoso. Voc� n�o pode fazer uma piada?

Bem, o que � isso?

� um prado... Chama-se "Prado e Primavera".

- Na primavera, uh? - Sim.

E essas pequenas notas musicais, o que significam?

Esse � o pastor tocando sua flauta. Os pastores tocam sua flauta, n�o �?

Ah, claro que ele toca.

E o rel�gio �s 12h15?

Oh, eu n�o sei exatamente o que isso significa, mas...

Mas acho que provavelmente � o almo�o.

O pastor come e depois toca sua flauta.

Realmente, querida, voc� fala como se nunca tivesse estado em um prado!

Voc� v�, na arte moderna eles est�o tentando

quebrar as formas convencionais.

Eles est�o tentando fugir do que voc� espera.

� tudo feito por indica��o.

O que voc� est� fazendo?

Oh, apenas colocando um bigode no pastor.

Derrubar aquele cara direto no piano.

Mas isso seria a pior coisa que voc� poderia fazer.

Voc� apenas vai se lamentar disso.

N�o fa�a um m�rtir por isso.

Voc� tem que olhar para isso do �ngulo de uma mulher.

Espere um minuto.

Senhorita Aikens. Voc� poderia entrar, por favor?

Senhorita Aikens, queremos o ponto de vista

de uma mulher em uma determinada situa��o.

Agora, o Sr. Baker tem um amigo e est� com problemas.

- Quem, Sr. Baker? - N�o, amigo.

Oh. Sr. Baker.

Agora, o Sr. Baker n�o tem nada a ver isso.

Vamos ligar para o amigo, Sr. Brown.

- Agora, o Sr. Brown tem uma esposa. - Senhora Brown.

Exatamente. O Sr. e a Sra. Brown est�o casados h�...

Quanto tempo?

Bem, ent�o 6 anos... Eles moram em Toledo.

6 anos em Toledo! Isso � ruim.

Tudo bem ent�o, digamos em Nova York!

Agora o Sr. Brown est� preocupado com seu casamento.

As coisas n�o est�o indo t�o bem quanto antes.

- Que tipo de homem � esse Sr. Brown? - Muito legal.

- Voc� n�o diria isso. - Sim, muito bom.

- Ele � atraente? - Muito atrativo.

- Voc� n�o acha? - Sim.

E ainda assim ela est� reclamando?

Bem, ela est� se afastando dele.

Sim, e ele quer que as coisas voltem ao normal.

- Quem n�o quer? - Sim.

Agora, senhorita Aikens.

Como mulher, estou perguntando qual � a abordagem correta?

Bem, devo dizer que um casaco de vison resolveria.

- Ela tem um casaco de vison. - Ent�o do que ela est� reclamando?

Obrigado, senhorita Aikens. Isso � tudo.

Bem, senhores, voc�s queriam obter o ponto de vista de uma mulher.

Um momento.

Agora, olhe aqui. A Sra. Brown est� interessada em outro homem.

- Oh! O Sr. Brown sabe? - Sim.

- Ele tem alguma prova? - Muitas.

- Ele tem alguma testemunha? - N�o.

- Ent�o ele afundou. - Obrigado. Sra. Aikens.

Bem, desculpe, Sr. Baker, mas se n�o houver

qualquer testemunha, ela vai negar.

Se voc� quer o �ngulo da mulher.

Senhorita Aikens, estamos completamente satisfeitos.

Bem, infelizmente n�o sou a pessoa certa para lhe dar qualquer conselho.

Eu provavelmente tenho muita simpatia pelo Sr. Brown.

e n�o paci�ncia suficiente com a Sra. Brown.

Recebemos casos assim todos os dias.

A esposa est� entediada. O casamento � apenas um h�bito.

Mas por outro lado ela aceita

tudo o que o marido lhe d�.

Acho que ela deveria ser expulsa.

Pare�o antiquada?

Agora deixe voc� saber, senhorita Aikens.

Bem, de qualquer maneira, acho que o Sr. Brown � um cara muito legal.

Sempre pensei assim.

- Que mulher! - Sim!

Ela certamente tinha alguns �ngulos interessantes.

- Eu n�o os notei. - Bom.

Agora, Larry, voc� ainda ama sua esposa, n�o �?

- Sim! - Bem?

Onde voc� est� indo daqui?

Tenho um jantar marcado com o velho CK Higgins em seu clube.

Como posso vender seguro com isso em mente, � um grande neg�cio...

Agora escute. Esque�a Higgins, esque�a o seguro, v� para casa.

S� h� uma coisa que voc� tem para vender: voc� mesmo!

O cliente mais importante que voc� j� teve na vida est� esperando por voc�.

E o nome � Sra. Baker.

Agora, voc� � o melhor vendedor do mercado.

N�o h� nada de errado com o seu casamento.

Voc� s� precisa revend�-lo de vez em quando.

- N�o t�o f�cil. - Bem, quem disse que era.

Foi f�cil vender seguros Hayling no sul da Calif�rnia?

Basta encontrar a vis�o certa. Uma nova.

Salvando um casamento com uma nova vis�o?

Uma nova vis�o.

N�o � uma m� ideia,

mas qual � a nova vis�o?

Isso � o que eu gostaria de saber. O que �? O que �?

Vendendo um casamento com nova vis�o...

Surpresa agrad�vel...

Ol� meu g�nio...

Quem voc� vai ser esta noite?

Venha te contar um pouco de cad�ncia.

Voc� � Mozart, brincalh�o, terno?

Ou voc� � o trovejante Beethoven,

forte, ardente, inflex�vel?

Vamos querida, diga a sua pequena Caden...

Ta-da! Adivinhe quem est� aqui!

Adivinha quem est� aqui! Adivinhe quem est� aqui!

� Wotan, o Deus dos Deuses!

Descendo para...

- Alguma coisa s�ria - N�o, ela s� desmaiou.

Oh, bem, as mulheres sempre desmaiam.

Algum motivo em particular?

N�o, n�o. Ela apenas pensou que eu era um g�nio...

Ent�o ela descobriu que eu n�o era, foi demais para ela.

Por favor sinta-se em casa,

Eu volto j�. Eu quero pegar alguns sais.

Agora, olhe, Baker. Vamos ser diretos.

Haver� uma discuss�o muito acalorada. N�s vamos nos insultar.

N�o pode ser evitado.

Voc� vai me acusar de algo que eu vou negar,

e voc� n�o vai acreditar.

Portanto, antes que essa batalha comece, vamos esclarecer uma coisa.

Eu n�o vou lutar.

Minhas m�os s�o meu �nico sustento e n�o vou arrisc�-las em seu queixo.

Aqui Mozart, acorde sua cad�ncia.

- O que aconteceu? - Bem, eu...

Voc�?

- Sabe o que eu pensei? - Olha, eu acho que...

Al�?

Ol�, Jones, ainda estou vendendo.

Voc� est� certo, precisava de uma abordagem totalmente nova.

Acho que tenho uma nova.

- Baker, n�o confio em voc�. - Ah, vamos, fume um charuto.

Ou voc� tem algo em mente que o charuto fede.

Oh, n�o, � o mesmo charuto que dou aos meus clientes.

Quantos anos voc� tem, Sebastian?

N�o t�o velho quanto voc�.

Mm-hmm, bem no auge da vida, hein?

Voc� est� bem de sa�de?

Bom o suficiente ainda melhor depois que eu jantei.

- Mas eu n�o vou lutar. - N�o n�o n�o. Eu n�o quero lutar.

Mas voc� pode encontrar um marido em algum momento,

que n�o tenha respeito pela boa m�sica.

Onde voc� estaria ent�o?

Vamos, Sebastian.

Eu vou fazer algo por voc�, quer voc� goste ou n�o.

Eu vou segurar suas m�os.

Isso lhe dar� total liberdade de a��o.

Vai me dar cinco por cento e n�s dois seremos felizes.

Eu n�o vou lutar!

N�o eu sei. Eu entendo.

Voc� � um isolacionista.

Isole-se a�.

Voc� sabe que a melhor parte disso tudo � que n�s...

Sente-se.

Podemos escrever este seguro de m�o como uma sub-cl�usula do seu seguro de vida.

Seguro de vida? O que eu quero com seguro de vida?

Estou indenizando dependentes e parentes.

Parentes? Tolice!

Eu vou te dizer, voc� pode deixar para minha esposa.

Ela pode comprar um lindo broche.

em forma de piano, com teclas de diamante...

e ent�o, toda vez que ela usar, ela pensar� no pobre e querido Sebastian.

Acredite em mim, se algu�m deve garantir sua vida � voc�.

E neste momento!

- Agora ent�o... Onde voc� nasceu? - Eu n�o vou lutar!

Voc� ama minha esposa, n�o �?

Amar sua esposa, Baker?

Ent�o � isso que voc� est� querendo dizer?

Agora eu entendo a coisa toda.

Oh, realmente, Baker, voc� deveria ter vergonha de si mesmo.

Um grande corretor de seguros como voc�.

Lida com tanto sucesso com a natureza humana.

Voc� deveria saber melhor do que isso.

Claro que achei muito atraente, muito charmosa, ela gosta de m�sica.

- Essa coisa carregada? - Sim!

Oh, olha Baker, tire isso da cabe�a.

Eu n�o amo sua esposa!

Bem, vai ser um grande dia no c�u musical!

Eu posso ver Beethoven chamando Mozart:

Ei Mozart, tire a poeira do piano olha quem vem a�, o pequeno g�nio.

- Isso n�o � engra�ado! - Isso tamb�m n�o � engra�ado!

Eu amo minha esposa. Eu a amo h� seis anos.

H� seis anos estamos juntos.

E a� vem um cara como voc� e quebra tudo,

s� porque voc� n�o tem mais nada para fazer.

Eu n�o vou me safar disso.

Amo minha esposa honesta e sinceramente...

e voc� veio at� mim e me contou sobre isso.

Bem, isso teria sido uma dessas coisas.

Eu n�o sou antiquado. Voc�s dois sentiram que voc�s seriam

mais felizes sem mim o que posso ter feito.

Arrumar minha mala. Eu n�o teria que fazer isso.

Voc� sabe, Baker...

Eu n�o posso ter me preocupado l� por um minuto.

Quando voc� sacou aquele rev�lver, pensei:

"Ele � um cidad�o convencional, n�o faz sentido

dizer a verdade para um homem assim".

Mas agora vejo o verdadeiro Baker. Moderno, em dia.

Baker, a Vou abrir para voc�.

Claro que eu amo sua esposa!

- Tem certeza? - Positivo!

- Bem, eu n�o vou ter que atirar em voc�. - Acho que n�o ser� necess�rio.

Bem, temos uma situa��o limpa em nossas m�os.

Voc� ama minha esposa, minha esposa ama voc�.

Bem...

Oh sim ela ama. J� vi com meus pr�prios olhos.

S� me resta uma coisa a fazer...

Al�? Ol� Jones. Ainda estou vendendo.

- Eu revidei? - N�o - �timo.

- N�o deveria ter feito isso. - Eu sei, me desculpe.

N�o deveria ter feito isso.

Voltei ao antigo Baker, provavelmente n�o farei isso de novo.

Eu n�o vou lutar!

Ol�, aqui � Laurence Baker. Quero reservar um quarto para esta noite.

Eu j� vou. Obrigado.

Baker.

Voc� est� realmente se mudando?

Bem, sim, certamente. Acho que devo deixar o apartamento dela.

Voc� acha?

Oh, sim, mostre-me justo, voc� n�o acha?

Sim, acho que essa parece ser a melhor abordagem.

Fico feliz que voc� pense assim.

N�o, n�o, n�o. N�o quero que haja amargura.

Estou em posi��o de dar seguran�a a ela.

Para cuidar do futuro dela.

Mas porque n�o? Ela merece, voc� n�o acha?

Sim, sim, sim, eu acho.

Afinal, ela me deu os melhores anos de sua vida...

Sim, levarei algumas lembran�as maravilhosas comigo.

Ela � uma garota legal, n�o �?

Sim. Sim. Muito legal.

- Bem. ela tem seus defeitos. - Bem, quem n�o?

Isso � verdade. Isso � verdade.

Ela � um pouco, Sebastian, se alguma vez estiver

em um desses maus humores tudo que voc� tem que fazer...

Oh n�o. Talvez seja melhor eu n�o lhe contar.

Venha agora. N�o aja como garotinho, o que � isso?

- Oh, tenho uma pessoal, tudo bem. - Vamos, vamos, o que �?

Bem, se ela ficar de mau humor,

e voc� quer tir�-la dessa.

S� h� uma maneira de fazer isso.

O que � isso?

- Apenas Keeks nela. - Keeks nela?

- Como voc� faz isso? - Apenas...

Keek!

- Ela gosta disso? - � louca sobre isso.

Obrigado Baker.

Keeks!

Agora, sobre a causa do div�rcio...

De acordo com a lei do Estado de Nova York,

uma das partes deve ter um correspondente.

Oh, deve haver alguma maneira menos embara�osa.

N�o em Nova York.

N�o precisa fazer isso. Vou chamar os correspondentes.

Oh, n�o, eu n�o gostaria de coloc�-lo nessa posi��o.

Muito, tudo bem.

- Mas por que voc� deveria assumir a culpa. - Tudo bem, � r�pido e indolor.

- Muito bem, Baker. - Obrigado Sebastian.

Isso deixa o acordo de propriedade.

O seguinte acordo foi alcan�ado entre Laurence Baker

doravante denominado como a parte da primeira parte,

e Jill Baker, doravante referida como a parte da segunda parte.

Fica entendido que a parte primeira parte transfere o t�tulo

do apartamento na Park Avenue para a parte da segunda parte.

- E os m�veis? - Sim, o que tem?

Bem, eu n�o entendi.

Oh sim. Eu quero tudo transferido.

A parte da segunda parte.

N�o podemos retomar isso mais tarde?

N�o, vamos resolver tudo agora voc� tem direito a isso.

- Agora, olhe... - Ele s� est� tentando ser justo.

- Voc� � muito generoso! - N�o, isso � justo.

Isso � tudo.

- Bem. Se h� algo que voc� quer... - N�o, n�o. Eu n�o preciso de nada.

- O que eu faria com isso? - Mas Larry.

Ele mora em um hotel. Onde ele iria coloc�-lo?

- Ele n�o ter� que pagar dep�sito. - Isso mesmo.

Bem, � melhor eu mudar isso.

- Qual � o nome? - Jones.

Eu n�o confio nele!

Bem, aqui estamos.

- Baker versus Baker. - Parece horr�vel, n�o �?

Tudo o que � legal soa.

Oh, sobre este correspondente?

- Sim? - Quem vai ser?

- N�o sei. - Algu�m em mente.

Mmm, eu tenho v�rias perspectivas promissoras.

- Voc� tem? - Mm-hmm.

Ou�a, querida, podemos esclarecer tudo em cerca de quatro semanas.

- Parece muito bom. - Uh-huh.

- Diga-me, n�o � Mary Logan? - Mary Logan � uma correspondente.

Eu fa�o melhor do que isso.

Depois que tudo estiver resolvido, acho que vou fazer uma viagem para a Am�rica do Sul.

� um das minhas amigas?

N�o, voc� sabe que nunca me importei muito com suas amigas.

Algu�m que eu conhe�a?

Querida, isso � um div�rcio, n�o 20 perguntas!

Eu s� estou curiosa.

Ah, n�o se preocupe, voc� pode contar comigo...

N�o vou desonrar o nome da fam�lia.

Larry, voc� realmente quer esse div�rcio?

- Por que, deveria fazer, n�o �? - Bem...

N�o me diga que voc� n�o quer. Eu seria uma grande decep��o.

Afinal, voc� est� seriamente apaixonada por Sebastian.

Caso contr�rio, voc� n�o estaria... aqui.

Voc� deve encontrar uma pessoa que fez tudo isso apenas para preencher o seu dia.

Sempre acreditei que voc� � sincera. Eu ainda acredito.

Eu gostaria de levar essa mem�ria comigo.

Desculpa se te magoei...

Voc� n�o poderia evitar.

N�o se preocupe. N�o haver� amargura.

Engra�ado n�o �? Por seis anos voc� foi meu marido.

Agora a outra parte da primeira parte.

Eu costumava ser sua Jill. E agora sou aqui e depois referido.

Bem, est� tudo resolvido. Qual � o problema?

- O que voc� fez? - Apenas mencionei alguns detalhes...

N�o confio em voc�, Baker.

Querida, n�o h� com o que se preocupar. � um acordo muito claro.

Alexander, por favor, estou t�o nervosa, voc� n�o consegue entender.

Claro, todos n�s temos nossos pequenos humores.

Keeks!

Agora vamos ler isto novamente. "O seguinte acordo...

� necess�rio, a menos que possamos concordar com o correspondente.

- N�o � da sua conta. - Querida �...

Fique quieto! � da minha conta!

Voc� n�o vai me fazer motivo de chacota

toda a cidade com uma garota, uma garota que eu nem conhe�o.

Oh n�o, voc� n�o ter� esse triunfo, Sr. Baker. Adeus!

- Keeks. - N�o fa�a isso, Baker.

Jill! Jill! Jill!

E isso, meu caro Sr. Jones, � o que � conhecido como

protegendo seu investimento original. Vamos tomar uma bebida.

- Acho que voc� suavizou isso. - Suavizei? Destruiu ela.

Ela vai voltar e comer na minha m�o.

E o que vou fazer com a Sra. Jill Baker,

doravante referida como Jill "cordeirinha" Baker.

Se voc� quiser comprar um bom piano chefe Jones, voc� pode t�-lo.

Vou ficar dif�cil. Vou ser o c�o raivoso da Park Avenue.

Salve Baker!

Sr. Jones?

Sim, Sra. Baker.

Sobre este correspondente, o que a lei exige?

- Bem, ela... - Sabe, caso eu tenha o correspondente.

Ah, bem, voc� tem que ficar sozinha com ele no seu apartamento.

- E ele sem casaco. - Eu vejo.

- Alexander? - Sim, querida.

Voc� est� disposto a tirar o casaco para mim?

Qualquer coisa que voc� disser, querida.

- Oh n�o! N�o! N�o! - Oh sim.

- Quer dizer que realmente quer fazer isso. - Eu quero.

Voc� quer me comprometer com aquele cara?

Ah-ha! Voc� parece esquecer Baker. Que ela est� apaixonada por esse cara.

Keeks!

Seu bruto! Alexander! Alexander!

Alexander! Encantador.

Encantador?

- Chamando isso de "encantador". - Vamos l� querido. A� est� voc�.

Voc� vai ficar bem. Sente aqui.

Faz seis anos que estou casada com um bruto e n�o sabia.

Um div�rcio, sim, essa � a �nica solu��o!

Tudo bem! Por que voc� n�o vai para Reno?

- Sim, Reno. - Eu n�o quero ir para o oeste.

- Oh, querido, como voc� est�? - Inabal�vel.

Voc� estabeleceria resid�ncia na Pensilv�nia?

Pensilv�nia � perto da Filad�lfia, n�o �?

- Na vizinhan�a, sim. - Isso n�o � ruim.

Eles t�m uma boa orquestra, f�cil de se comunicar com Nova York.

Muito bem, digamos Pensilv�nia?

Tudo bem, Pensilv�nia, China. Em qualquer lugar, vamos acabar com isso.

Certo, vamos procurar na Pensilv�nia.

- Pensilv�nia, Pen... - Ali.

� isso!

"Encantador"!

Voc� vai se divorciar, nem que seja a �ltima coisa que eu fa�a.

Se��o 10...

C�njuge inocente pode obter o div�rcio desde que

o outro c�njuge ter� que por meio cruel e

tratamento b�rbaro tornado a vida intoler�vel

e onerosa para o c�njuge inocente.

Parece promissor.

N�o deve ser dif�cil para voc� ser b�rbaro.

N�o, minha esposa inocente.

- O que eu tenho que fazer? - Bem, vamos chamar uma testemunha.

Vejamos... Minha secret�ria.

- E primeiro voc� para iniciar um qu�rum. - Com prazer!

E a� eu diria... Talvez voc� d� um tapa na cara...

Tapa a cara dela! Oh n�o...

Ent�o, voc� pode bater em um homem, mas n�o ousa bater em uma mulher?

- Que covarde � voc�. - Tudo bem, eu farei isso.

Muito bem. Vamos ensaiar tudo.

Agora, aqui est� o plano...

Senhorita Aikens, pode entrar, por favor?

Imediatamente, Sr. Jones.

Agora, lembre-se. Come�o a ditar uma carta.

Assim que eu estalar os dedos, voc� come�a a discuss�o.

E quando disser...

Seu vendedor ambulante de seguros de segunda categoria.

- Quando eu bato em voc�. - Agora, Baker.

- N�o deixe isso parar. - Senhorita Aikens!

- Estou indo, Sr. Jones. - Sente-se, por favor.

anote isso, para Walter Kay Dovenmuller, Capitol City

Bank and Trust Company, Columbus Ohio.

"Meu caro Sr. Dovenmuller..." Agora, deixe-me ver...

- Ent�o, voc� n�o vai me dizer? - Ora, eu n�o estava l�.

- Minha m�e te viu! - Sua m�e me d� uma dor de cabe�a.

Como voc� ousa dizer isso sobre minha amada m�e?

Sua amada m�e... Eca!

- Ent�o, voc� n�o vai me dizer? - Ora, eu n�o estava l�.

Minha m�e viu voc�!

Sua m�e me d� uma dor de cabe�a.

Como voc� ousa dizer isso sobre minha amada m�e?

- Sua m�e amada, eca! - Quem � voc� para dizer eca da minha m�e?

Sua m�e? Sabe o que ela me lembra...

Ei! Ei! Pare! Pare!

S� um minuto. Senhorita Aikens.

- Eu n�o disse para voc� sair? - Sim, pelo amor de Deus, Srta. Aikens?

Sente-se.

Agora leia isso de volta para mim!

Sr. Walter Kay Dovenmuller, Banco de Capitol City

e Trust Company Columbus Ohio.

Meu caro Sr. Dovenmuller.

- Ent�o voc� n�o gosta da minha m�e? - N�o, e n�o gosto de toda a sua fam�lia!

- Ah, voc� n�o gosta? - N�o!

Eu n�o gosto do seu pai. Eu n�o gosto do seu irm�o.

e sabe o que sua m�e me lembra?

De voc�! Isso lhe dar� uma ideia aproximada quando pensar em sua m�e.

Seu vendedor de seguros barato de segunda categoria.

Seu vendedor de seguros barato de segunda categoria.

Vamos.

Ela chamou voc� de vendedor ambulante de seguros de segunda categoria.

Sim.

Agora olha cara, toda a nossa felicidade est� em jogo. Um bom tapa.

Sim! Tome outro conhaque!

Agora d� tudo.

Leia de volta para mim!

Walter Kay Dovenmuller, Banco de Capitol City

e Trust Company Columbus Ohio.

- Meu caro Dovenmuller... - Sim, meu querido, como ele � sim.

Tudo o que eu disse sobre sua m�e ainda vale.

- E em dobro. - Ah, �?

Sim.

E ainda digo que voc� � um vendedor ambulante de seguros de segunda categoria.

Oh, ent�o eu sou um vendedor ambulante de seguros de segunda categoria, sou?

Sim voc� �.

Diga isso de novo.

Voc� � um vendedor ambulante de seguros barato de segunda categoria.

Tolice!

Vamos, Baker. Controle-se. Voc� pode fazer isso, cara legal como voc�.

Leia de volta para mim!

Walter Kay Dovenmuller, Banco de Capitol City

e Trust Company, Columbus Ohio.

- Meu querido Dovenmuller... - Meu querido Dovenmuller.

Voc� viu isso, senhorita Aikens? Um marido batendo em sua esposa!

- Sim voc� viu? - Sra. Baker.

Lamento muito que isso aconte�a em meu escrit�rio.

- Eu tamb�m. - Imagine s�, marido batendo na mulher.

Ele teve que ficar b�bado para fazer isso.

- Adeus, Sr. Jones. - Adeus, Sr. Baker.

- E o Walter K. Dovenmuller? - Diga a ele que estou fora!

Obrigado, senhor.

Entre.

- Ah, Albert. - Bom dia, senhor.

Espero que me perdoe por incomod�-lo no domingo.

- De jeito nenhum. - Dormiu tarde, senhor?

Sim. Eu tive uma s�rie de madrugadas.

Acho que n�o sou t�o jovem quanto costumava ser.

Oh. Acho que est� muito em forma, senhor.

Ah, obrigado, Albert. Como tudo est� indo?

Oh, n�o muito bem, senhor.

Vim perguntar se em seus planos futuros voc� teria alguma utilidade para mim.

- Voc� deixou a Sra. Baker? - Sim senhor. Eu precisei.

Por conta daquele... cavalheiro musical.

Na verdade, todos n�s sa�mos, exceto Emma.

Ent�o ela, felizmente, � bastante surda.

- Como est� a Sra. Baker? - Charmosa como sempre, senhor.

Feliz, suponho.

Voc� vai me perdoar por dizer isso. Acho que ela mostra muita coragem.

- Ol�. - Ol�.

Onde est� a Sra. Baker?

- Judy! - Como vai, querida?

Fiquei t�o emocionada quando voc� me ligou.

Por que? Velhas amigas como n�s. Sente-se, Margie.

- Como voc� est�, querida. - Oh eu estou bem.

Voc� est� indo para a Filad�lfia?

- Oh, voc� conheceu Alexander? - Sim, mas n�o quis me incomodar.

- Ele est� ensaiando para seu novo show. - Eu entendo.

- Isso te incomoda? - N�o, n�o, n�o. Eu amo m�sica.

- Sim, estou indo para Filad�lfia. - E voc� est� feliz?

Ah, sim, muito.

Porque ainda estou um pouco desnorteada, � tudo t�o novo.

- Acho que � tudo muito emocionante. - Sim, muito emocionante.

Sendo transferida do mundo dos neg�cios para o mundo da arte.

Nada al�m de Bach e Tchaikovsky.

Isso � Bach! Eu espero que saiba.

- Tem certeza que n�o te incomoda? - Ah, n�o, n�o, n�o. Eu amo isso.

Voc� n�o precisa ter vergonha.

Nem todo mundo gosta de Bach. Ent�o, se voc� quer que ele pare.

N�o, querida. Eu n�o pensaria nisso tudo. Parece t�o rom�ntico.

Sim. Muito rom�ntico.

A prop�sito, voc� viu Larry?

Sim. Sim. Eu o vi ontem � noite em Monte Carlo.

- Larry em Monte Carlo? - Sim.

Imagine!

Um momento.

- Por favor me perdoe. - Claro.

Sobre o que estamos falando?

Ent�o, voc� n�o gosta da minha m�sica, hein?

- Alexander... - S� fa�o muito barulho.

Tudo bem.

Tolice!

- N�o � original? - Ah, muito!

- Espero que n�o se importe. - De jeito nenhum.

Eu adoraria deix�-lo com raiva, ele se transforma em um grande urso pardo!

Deve ser fascinante!

Jill.

O urso!

O que �?

Jill, n�o haver� mais m�sica hoje!

- N�o? - E n�o me conven�a.

E n�o me cale!

Na verdade, n�o haver� mais

Sebastian aqui hoje, pelo menos n�o para o almo�o.

e o jantar � muito incerto.

- Bem, � assim que voc� se sente sobre isso. - Isso �.

Jill, eu posso ser muito imposs�vel! Adeus!

Que divertido. Eu realmente espero que o pobre Larry se divirta tanto quanto eu.

Bem, quando o vi no Monte Carlo...

Oh sim. Suponho que tenha sido mais uma daquelas noites chatas de neg�cios.

- Foi algo grande? - N�o, eu diria que ela era do seu tamanho.

- Oh, mas ela � atraente? - N�o, n�o pensei.

Mas George e Freddie achavam que ela era fant�stica.

Voc� conhece George e Freddie. Mas o que voc� se importa?

Isso mesmo. O que me importa? Larry tem direito a se divertir um pouco.

Esse � o tipo de vida que ele gosta.

Al�?

Ol�, Sally querida!

Eu me sinto muito bem, considerando, e quanto a voc�?

Isso mesmo.

N�o. Tenho certeza que voc� a levou quando partimos para o Montecarlo.

Espere um minuto.

Ol�? Sim, est�!

Certo. Adeus.

Ol�.

Voc� vai me expulsar?

Jill, voc� n�o deveria subir aqui.

- � bastante embara�oso. - Bom, estou s� de passagem...

- Mas afinal, Sebastian se preocupa... - N�o � sobre isso...

Mas eu sim! Uma menina noiva para se casar...

venha para um apartamento de solteiro. E sem aviso pr�vio...

Um momento.

- Bem? - Parece que estou me intrometendo.

Olha, Jill, sobre o que voc� quer me ver?

- Algu�m aqui? - O que voc� quer Jill?

- Bem, eu estava passando... - Oh, bem no 31� andar?

Bem, voc� disse que queria algum tipo de lembran�a e...

Estou a caminho do ch� da Cynthia Knox e tive que passar por l�, ent�o...

Peguei algumas coisas.

Algumas fotos nossas tiradas juntas.

- Voc� pode estar interessado. - Obrigado.

- Voc� n�o est� olhando para elas? - Oh sim!

Essa � a primeira vez que nos encontramos, quando voc� est� sentado no meu colo,

casamento, lua de mel. Isso � muito simp�tico. Obrigado.

Algo mais?

Ouvi dizer que voc� estava no Monte Carlo ontem � noite?

Com sono, n�?

Sim.

- D� lembran�as a Cynthia Knox. - Quem?

Voc� estava a caminho do ch� de Cynthia Knox?

Ah, sim, sim!

Eu gosto do seu apartamento, Larry. � ador�vel.

Charmoso, sim. Muito, muito charmoso.

De t�o bom gosto... Lindo.

T�o aconchegante. Lindas cortinas!

Uma vista t�o bonita!

Sim, que vista bonita...

Me desculpe, isso foi bastante tolo.

Por favor me perdoe.

Larry, eu fiz uma grande confus�o com as coisas.

Oh, tudo acaba da melhor maneira.

- Voc� n�o pode querer dizer isso, Larry. - Eu posso e eu fa�o.

Larry, por favor, n�o me deixe ir para a Filad�lfia!

Por favor, n�o.

Oh, a senhora mudou de ideia!

Ela fica um pouco cansada do casamento e sai assim mesmo.

O que ela se importa em fazer o marido de tolo.

O quanto ela o machuca.

E ela fica um pouco cansada de m�sica de piano e ela volta e diz

sempre apenas uma pequena chama minha,

ent�o, por favor, fale com a velha propriedade.

Voc� destr�i uma vida inteira e depois pensa que pode

mont�-la novamente e uma tarde.

Oh n�o. N�o � t�o f�cil!

Eu n�o esperava que fosse f�cil.

Para dizer o que penso de voc�, ser� preciso mais do que apenas uma tarde.

- Que tal jantar? - Jantar?

N�o poder�amos simplesmente jantar juntos esta noite?

Desculpe. tenho compromisso para o jantar.

- Aquela garota... - Sim, aquela garota, n�o gosto do seu tom.

Desculpe.

Primeiro voc� est� tentando bagun�ar minha vida agora

voc� quer estragar o domingo daquela garota.

Sally n�o tem todos os dias de folga, voc� sabe, Sally trabalha duro.

Ah, ela trabalha.

O que h� de errado com isso?

Nada.

Ela n�o tem tudo jogado no colo dela, como voc�.

Ela n�o tem tempo para ir a galerias de arte malucas, brincar

com m�sicos de segunda categoria e ir a psicanalistas.

Ela n�o tem marido para pagar por seus complexos.

Sally � uma �tima garota. Muito melhor do que o seu Sr. Sebastian.

Ela tamb�m n�o usa suas camisas.

- Ela pegou? - Ah, pule..

Aqui... Voc� prometeu me amar e obedecer...

E aqui...

- Essa � a primeira vez que nos encontramos. - Essa � uma foto horr�vel minha!

Mas voc� era uma boa garota. N�o te aborrecia com o meus seguros ent�o.

Voc� ouviu tudo o que voc� queria saber tudo sobre mim e meu trabalho.

- Voc� queria ajudar. - Ah, Larry.

E aqui...

Voc� se lembra do que voc� me disse?

Adoraria repetir, Larry, se me der uma chance...

- S� para esquecer de novo... - N�o, Larry, nunca mais!

Juro. N�o adianta fingir.

Estou derrotada.

Puxa!

Sempre me lembro daquela �rvore em frente � janela do nosso hotel.

E o engra�ado velho gar�om italiano.

- N�o estava l�! - Oh sim.

N�o, ele n�o estava.

- Aqui! - Isso mesmo! esse � o Frontport.

- Nosso primeiro caf� da manh�. - Sim.

Oh Larry, n�o poder�amos realmente jantar juntos?

- N�o essa noite! - Por que n�o?

- Sally. - Deixe-me falar com ela.

- Oh n�o. - De mulher para mulher, ela vai entender.

- N�o, n�o. - Por favor, Larry.

Bem...

Voc� n�o merece, mas vou ver o que posso fazer.

Obrigado, querido.

Voc� fica bem aqui!

Isso ser� muito dif�cil!

Sally Aikens? Aikens?

Essa garota!

Keeks!

Como vai, senhorita Aikens?

Ol�, Sra. Baker.

� bom te ver...

O Sr. Baker teria adorado v�-lo, mas infelizmente ele est� ocupado.

Oh, ele me pediu para lhe dar sua bolsa.

Oh sim. Eu esqueci.

Eu estava fazendo algum trabalho de secret�ria para o Sr. Baker.

Ah, as secret�rias trabalham no s�bado � noite?

- Oh bem, eu sou um not�rio p�blico. - Oh, eu vejo.

- E voc� nos trouxe o selo? - Oh sim.

Uma foca (selo) treinada. Adeus senhorita Aikens.

Adeus. Isso � muito gentil.

Doce. Doce.

Parece imposs�vel.

� muito mais s�rio do que eu pensava.

Essa garota est� realmente apaixonada por mim!

- Ela me adora. - Eu n�o a culpo.

Ela diz que n�o pode viver sem mim. Bem, eu acredito nela!

E eu tamb�m. � compreens�vel.

Voc� � muito maravilhoso!

Oh, sim, sim, voc� �.

- Que tal jantar? - Mas voc� sabe que n�o posso.

E depois do jantar?

Voc� quer v�-la fora de si?

- Ah, n�o, n�o. - Bem, a� est� voc�.

Voc� est� certo, � imposs�vel...

Foi uma pena, Jill. Tudo poderia ter sido t�o maravilhoso.

N�o h� raz�o para n�o termos sido realmente felizes.

Sim, mas agora � tarde demais. Parece o fim!

Adeus, Larry! E boa sorte!

Boa sorte...

Vou falar com ela de novo.

Sra. Baker em casa?

- Sim. - Deixa para l�.

Adivinhe quem voltou?

� Wotan, o Deus dos Deuses, voltando � Terra!

Um pouco mais suave, por favor!

Tolice!

E os solu�os nunca mais voltaram.

Legendas: Kilo

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