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ESTE DOCUMENT�RIO CONT�M REPRESENTA��ES GR�FICAS
DE CONTROLE COERCITIVO, ABUSO INFANTIL,
AGRESS�O SEXUAL E VIOL�NCIA.
Eu n�o me importo como voc� se comporta l� fora
voc� n�o vai agir assim aqui no acampamento, entendeu?
- Sim, senhor! - Sim, senhor!
Chamam de ind�stria dos adolescentes problem�ticos
mas o problema est� na ind�stria
n�o nos adolescentes.
N�o vamos te levar para um encontro
n�o me importa se voc� acha que somos bonitos.
O que voc� est� olhando?
Eles fazem coisas com os jovens nesses programas
que parecem tortura e s�o tortura.
Mas s�o mecanismos muito poderosos
que fazem os programas continuarem.
Nunca terminam.
A ind�stria dos adolescentes problem�ticos
n�o surgiu do nada.
No in�cio dos anos 70
houve uma explos�o do uso de drogas na Am�rica.
Parecia que os jovens estavam enlouquecendo
e o The The Seed foi a solu��o.
Eles chamavam isso
de modifica��o comportamental extrema.
Foi realmente o primeiro programa
a pegar os m�todos do Synanon e aplic�-los aos jovens
levando-os ainda mais longe.
Se chama The The Seed
e � diferente de tudo que voc� j� viu.
CLEVELAND, OHIO
Quando eu tinha 13 anos, fui enviado ao The Seed.
Eu tinha acabado de ser expulso da escola
por vender cigarros falsos para alguns colegas.
Mas quando a pol�cia me interrogou
por orgulho, eu disse que era maconha de verdade.
Eu faria ou diria qualquer coisa para irritar os adultos
para preocup�-los.
Quando as pessoas olhavam para mim,
diziam que eu era um garoto maluco.
Deve haver algo mentalmente errado com ele.
Na verdade, eu n�o conseguia
falar sobre o que realmente me incomodava.
Eu era muito pr�ximo da minha m�e.
Ela era uma personagem dos anos 70
uma ex-dona de casa que saiu do padr�o
e se tornou uma ativista ambiental.
E eu a admirava.
Mas quando eu era crian�a
a amiga mais pr�xima da minha m�e e o marido dela
jantaram em nossa casa.
Na noite seguinte, foram torturados
e assassinados pelo pr�prio filho.
Minha m�e teve um colapso nervoso
e ela ficava b�bada � noite
e entrava no meu quarto e desmaiava.
Ela estava ficando cada vez mais louca.
Eu definitivamente precisava de uma interven��o
mas a interven��o que recebi foi a errada.
Em vez de ir para a cadeia por violar as leis de narc�ticos
esse jovem foi enviado ao The Seed.
Os tribunais enviavam pessoas para l� o tempo todo.
Os psiquiatras, os funcion�rios da escola,
e havia pessoas do tribunal envolvidas.
Todos diziam que o The Seed era um programa cient�fico
apoiado pelo governo federal.
Fico feliz que nesta administra��o
tenhamos aumentado sete vezes o valor do dinheiro
para lidar com o problema das drogas perigosas.
O The Seed foi financiado com uma bolsa de US$ 230 mil
do Instituto Nacional de Sa�de Mental
Minha m�e teve que assinar formul�rios
de libera��o m�dica de sujeito experimental.
Vamos cantar a m�sica da The Seed!
A semente, a semente � tudo que voc� precisa
Para ficar longe dos viciados, Das p�lulas e da maconha
No meu primeiro dia, me levaram para uma sala.
Tudo parecia uma cena do filme Sob o Dom�nio do Mal
porque era uma sala com cerca de cem pessoas.
E toda a sala se virou para mim.
Todo mundo na sala.
E disseram que iam me dar as boas-vindas ao The Seed.
E todos disseram:
"N�s te amamos, Evan."
Tipo assim!
A maioria de voc�s usa drogas quase todos voc�s,
por aceita��o e press�o dos colegas, certo?
Quando um jovem � colocado sob os cuidados de Barker
sua vida muda drasticamente.
Ele deve permanecer absolutamente em sil�ncio
nos primeiros tr�s dias.
No The Seed, voc� tem que abrir m�o de toda privacidade.
As pessoas me seguravam quando eu urinava.
Elas me observavam quando eu defecava.
Elas me observavam quando eu escovava os dentes.
Elas me diziam como segurar a escova de dentes.
N�o me permitiam nenhuma escolha pessoal.
Voc� est� tentando ensinar as crian�as nas escolas.
Voc� est� tentando ensin�-las na igreja.
Conseguimos fazer isso aqui
por causa da incr�vel press�o dos colegas
que temos a nosso favor.
Nas sess�es de wrap,
que � como chamavam as sess�es de terapia em grupo,
eles colocavam as pessoas novas no centro do c�rculo
e come�avam a atacar essa pessoa.
Ningu�m se importa com voc�.
Quando vai come�ar a crescer? Voc� � uma crian�a pequena.
Voc� � um garoto fraco.
O que est� fazendo aqui
sentado como um beb� sem fazer nada?
E desmoralizavam a pessoa
tentando for��-la a admitir que tinha um problema.
Eu n�o estava realmente feliz.
Nunca tive nada na minha vida.
Ningu�m realmente se importava comigo.
- Voc� quer ser amado? - Sim.
Certo.
Eu te amo. Todo mundo se sente assim.
Um dos slogans do The Seed era "O The Seed te ama."
Mas � realmente uma completa invers�o
de qualquer coisa relacionada ao amor.
Bem-vindo ao clube. Agora voc� � um homem.
- N�s te amamos! - N�s te amamos!
Essa foi minha primeira entrada no di�rio.
Tenho que ter a mente aberta.
Tenho que engolir meu falso orgulho.
Tamb�m n�o posso deixar meu ego sair de controle
para me transformar.
Eles est�o apagando o que est� na mente dos jovens.
E isso era horr�vel.
T�nhamos uma enorme bandeira americana
na parede e em momentos aleat�rios durante o dia
t�nhamos que nos virar para a bandeira e cantar.
Usando t�cnicas do Synanon em n�s
transformaram um programa de tratamento de drogas
em um culto apocal�ptico.
Est�vamos jurando morrer por essa batalha final
pela alma da Am�rica.
O que me assustava
era que se voc� se comportasse muito mal
ou tentasse fugir, era derrubado
e todo o grupo se jogava em cima de voc�.
Primeiro uma pessoa, depois duas, depois tr�s.
Os jovens que eram esmagados nunca mais eram os mesmos.
Eles me colocavam em lutas de boxe perversas
onde eu tentava dar alguns socos
e o cara simplesmente me nocauteava.
Lembro de bater a cabe�a no ch�o
e pensar que a �nica maneira
de escapar era fingir que estava de acordo.
No dia seguinte
lembro que todos na sala olharam para mim.
E eu disse,
"Eu s� quero dizer que concordo com voc�s."
E eles disseram, "N�s te amamos, Edmund."
Essa frase n�o significava nada para mim.
Eu n�o gostava deles nem confiava neles
mas sentia uma sensa��o esmagadora
de calor percorrendo meu corpo.
O SUCESSO DE THE SEED � QUESTIONAVEL
Havia muitos relatos de suic�dios
e colapsos mentais de jovens ap�s passarem pelo The Seed.
Em 1975, o Senado publicou um relat�rio dizendo
que esses programas eram quase id�nticos
� lavagem cerebral norte-coreana.
O Senado n�o poderia ter escrito
um relat�rio mais condenat�rio dizendo que era uma m� ideia
e que todos os recursos deveriam ser cortados.
� uma experi�ncia muito estranha ter suas cren�as
simplesmente sugadas da sua mente
e substitu�das por algo diferente.
Eu me odiava.
Eu dizia para as pessoas que estive em um culto
que fui lavado cerebralmente, mas como explicar isso?
Eu me tornei jornalista.
Trabalhei com crimes e cobri guerras.
Quando comecei a pesquisar o The Seed
percebi que todo mundo que passa por esses programas
acaba se dando mal.
Voc� pode fazer qualquer pessoa se dar mal.
O The Seed foi fechado mas pessoas no poder
t�m um hist�rico terr�vel de promover essas organiza��es.
Um homem chamado Melvin Sembler
que tinha recursos consider�veis
e era um membro firme do Partido Republicano
decidiu iniciar um novo programa
a partir de uma das unidades do The Seed
com o mesmo pessoal, mas com um nome diferente.
Agora era chamado de Straight Incorporated.
O The Seed tinha o DNA do Synanon
e o Straight n�o apenas pegou o DNA do The Seed.
O Straight era o The Seed.
Agora era uma corpora��o privada.
Eles come�aram filiais em todo o pa�s
e isso se tornou uma enorme sensa��o.
50 mil jovens passaram pela Straight Incorporated.
Esse era o programa favorito de Nancy Reagan.
Ela levou a Princesa Diana l�.
Straight foi um dos primeiros lugares
que visitei quando me envolvi com o problema das drogas.
Ao mesmo tempo em que Melvin Sembler
estava construindo o Straight
os Semblers trabalhavam com os Reagans na Casa Branca.
Que promovia essa mensagem antidrogas militante.
Quem te ensinou a fazer essas coisas.
Voc�, eu aprendi vendo voc�!
E essa propaganda era usada para vender a ind�stria
dos adolescentes problem�ticos para pais preocupados.
Este � seu c�rebro com drogas.
Alguma pergunta?
Isso ajudava a atrair clientes
para esses programas
que eram administrados por Melvin Sembler.
� hora, como Nancy disse,
da Am�rica simplesmente dizer n�o �s drogas.
Era um grande conflito de interesse
e continuou com os Bush.
Organiza��es como o Straight
nos d�o mais for�a na guerra contra as drogas.
Direto do cora��o,
Estou realmente livre,
Aprendendo a viver novamente Sendo eu mesmo
H� um clima de p�nico
entre muitos pais.
Outros programas come�aram a surgir
e agora os pais n�o estavam apenas enviando seus filhos
para o Straight.
Eles os enviavam para lugares como Bethel Boys Academy.
Agora diz bem-vindo ao Mississippi.
- Certo, estamos no Mississippi. - Sim, estamos realmente aqui.
N�o volt�vamos a Lucedale h� 25 anos.
Voltar aqui coloca-me instantaneamente de volta.
� como ter 10 anos outra vez.
Sim.
Estou nervoso.
Em 1996, eu tinha 16 anos.
Comecei a fumar maconha,
a beber e coisas do g�nero.
E em vez de me mandarem para o sistema juvenil
iriam mandar-me para a Bethel Boys Academy.
Mas eu n�o quis ir.
Eles fisicamente n�o me conseguiam levar para l�.
Eu fugia sempre.
Um dia, bateram na nossa porta.
Quando percebi, virei-me e estavam l� cinco pol�cias.
E depois entra um ca�ador de recompensas
algema-me e p�e-me num carro.
Isso � comum na ind�stria dos adolescentes.
As pessoas algemam-nos, levam-nos e transportam-nos.
Ser raptado, quero dizer, j� alguma vez foste raptado?
A primeira vez que vim para c� foi � noite
com o ca�ador de recompensas.
E lembro-me que ele disse:
"Nunca tinha levado crian�as t�o longe para s�tios como este.
Mantenham a cabe�a baixa, fa�am o que eles dizem
e sair�o de l� vivos."
- Isso � uma loucura. - Sim.
Havia uma variedade t�o grande de moleques.
Havia meninos que eram membros de gangues em San Jose
que tinham esfaqueado pessoas.
Havia crian�as de 12 anos por tirar m�s notas na escola.
Os meninos mais novos,
os mais pequenos, choravam e choravam noite ap�s noite.
Partia literalmente o meu cora��o.
Fiquei na Bethel Boys Academy
com o Dave dos 10 aos 13 anos.
Eu n�o era um adolescente problem�tico.
Eu era um menino.
Eu era sempre, sabe, um menino muito hiperativo
com muitas perguntas.
Cresci num lar disfuncional.
A minha m�e levava-nos a conselheiros familiares
mas n�o se centrava nisso.
Era mais sobre como me mudar.
Mas n�o me interessa o que os outros dizem
eu era um bom menino.
E lidava com muita coisa.
T�nhamos um amigo da fam�lia.
Na �poca, pensava que ele era nosso tio.
Era assim que olh�vamos para ele.
E ele era um predador.
E molestou-me sexualmente quando eu tinha nove anos.
E eu n�o sabia como falar sobre isso.
E eu agi assim.
Um dia, eu tinha um ferro de passar
e ameacei me queimar com ele.
A minha m�e e o meu segundo padrasto
seguraram-me e chamaram uma ambul�ncia.
Foi um conselheiro que recomendou
que eu fosse para a Bethel Boys Academy.
Quando cheguei a Bethel, era uma crian�a de 10 anos.
O meu maior choque nesse dia foi entrar no dormit�rio
entrar e olhar � volta.
Estes rapazes s�o grandes, com 15, 16 ou 17 anos.
Me lembro de pensar:
"Eles n�o me v�o deixar aqui."
Lembro-me do meu segundo padrasto dizer:
"Olha, vai ficar aqui.
Fa�a a tua cama. Deite nela."
Eu percebi que estava ferrado.
Lembro-me da primeira vez que vi este caminho.
Era s� estrada de terra batida.
Os pais entraram no carro e foram embora.
E fiquei ali, apenas olhando da varanda.
Eles nunca mais voltam.
Trinta meses aqui, uma loucura.
Eu escondo muito bem, mas estou destru�do por dentro.
O abandono � algo que eu odeio.
Mais do que o abuso que passei.
Isso vai me atormentar at� o dia que eu morrer.
Quando voc� chegava l� como novato
os l�deres faziam da sua vida um inferno.
Flex�es, puni��es,
e eles nos batiam, empurravam.
O objetivo deles era te quebrar e tornar sua vida um inferno.
Fiz minha primeira liga��o para meus pais.
Me meti em muitos problemas
tentando contar a eles o que estava acontecendo.
Herman Fountain disse para mim,
"Garoto, n�s estamos ouvindo toda a conversa."
Ele veio e me deu um tapa na cara.
"At� voc� obedecer e fazer o que mandamos
quando mandamos, e aprender a n�o mentir para seus pais
voc� nunca, nunca, nunca vai sair daqui.
Voc� vai se dar mal!"
Herman Fountain, dono da Bethel Boys Academy,
dizia que se poupar a vara, estraga a crian�a.
N�o pouparam nenhuma vara, posso te garantir.
Eles podem usar essa escritura para justificar o que fazem,
mas se voc� ler as escrituras e conhecer a B�blia de verdade
� uma mensagem de amor, compaix�o e cura.
O Estado n�o me chamou para lidar com crian�as.
Deus me chamou para lidar com crian�as
e o Estado n�o vai me parar.
Esse garoto precisa ser trabalhado.
Quero dizer, � o que a B�blia diz.
� �bvio, se poupar a vara, estraga a crian�a.
Eles citam a B�blia
para justificar os piores tipos de abuso.
A ideia � usar essa for�a para te levar a Jesus
literalmente espancar o pecado de voc�.
� um insulto ao trabalho de Deus,
e �s pessoas de Deus que apoiam esses lares,
nos acusar de causar danos irrepar�veis a crian�as
que n�o fazem acusa��es.
Herman Fountain aprendeu com um dos melhores.
Lester Roloff foi mentor de Herman.
Ele era o av� da ind�stria religiosa
de jovens problem�ticos.
A B�blia diz que quando um homem come�a a beber
ele esquece o Senhor. Ele esquece Deus.
Eles nos for�avam a ouvir seus serm�es.
Ele era, na minha opini�o, um extremista religioso.
Nos anos 1960, Lester Roloff
come�ou a montar uma s�rie de lares para crian�as
tentando ajud�-las, como ele dizia,
a sair das drogas e se acertar com Deus.
Estamos lidando com pecadores e criminosos
n�o estamos cuidando de bons meninos e boas meninas.
Conversei com v�rias mulheres
que foram algemadas por n�o seguirem regras
que foram espancadas com t�buas de madeira ou cintos.
Isso n�o era algo simples como uma palmada.
Era muito mais severo do que isso.
Roloff mobilizou seus apoiadores
para bloquear fisicamente os oficiais do Estado
de inspecionarem seus lares.
Ele retratava isso como
uma viola��o de sua liberdade religiosa.
E se tirassem isso, o que viria a seguir?
� um ciclo que continua acontecendo.
H� uma resist�ncia a qualquer tipo de supervis�o
de uma opera��o religiosa.
Essas pessoas t�m o poder de vida e morte.
Esse poder pode ser intoxicante.
No mundo dos adolescentes problem�ticos
o que voc� tem s�o basicamente sociopatas
que gostam de exercer poder sobre as pessoas
e que inventam maneiras criativas
de torturar as pessoas.
Eu tinha apenas alguns meses na Bethel
quando Herman Fountain trouxe William Knott.
Ele era um ex-fuzileiro naval,
boxeador, levantador de peso
vestido de equipamento de combate da cabe�a aos p�s.
Herman Fountain, ele incentivava tudo isso.
Essa era a parceria.
Voc� cuida dos garotos, eu cuido do neg�cio.
Uma manh�, William Knott entrou.
Ele estava pegando as pessoas das camas
gritando com elas e mandando fazer flex�es.
Ele me pegou e come�ou a me levantar e me derrubar
literalmente me pegando no ar e me jogando
me levantando e me jogando.
Eu era pequeno. N�o tinha m�sculos.
Os garotos estavam fazendo flex�es.
Se n�o faziam r�pido o suficiente
levavam socos e chutes na cara.
Allen lutava do jeito que podia.
Mas como sobreviver nessa situa��o?
Voc� � o lobo ou a ovelha.
E quanto lobo voc� pode ser com dez anos?
Devido a esse homem,
todos os dias eu pensava que ia morrer.
Knott treinou um pitbull.
Ele tinha uma palavra de comando.
Se estiv�ssemos no campo ou qualquer lugar
ele soltava o cachorro em voc�.
Quando voc� ouvia aquela palavra
era melhor correr.
Ele ensinava o c�o a atacar diretamente a virilha.
Se seu trabalho � obter resultados
para ajudar uma crian�a emocional e fisicamente
isso exige muito.
� muito mais f�cil
simplesmente espancar at� a submiss�o.
Com o passar dos anos, s� piorava cada vez mais.
Mais e mais e mais.
Havia um garoto chamado Franco.
Ele foi afogado e ressuscitado na pia
do banheiro porque n�o estava lavando a lou�a
r�pido o suficiente.
Ele acordou com outro garoto
fazendo respira��o boca a boca nele.
Allen foi afogado com �gua.
Eu era atrevido e barulhento.
Ent�o eu era sempre alvo.
Eles me seguraram e um deles colocou o p� no meu peito.
Outro cara me segurava
e eles despejavam baldes de �gua em mim.
Eu n�o conseguia respirar, estava em p�nico.
E literalmente pensei que ia morrer.
O que isso faz com algu�m?
O que isso faz com todos que assistem?
E isso acontecia regularmente na Bethel.
Voc� acordava e n�o sabia se ia ser aquele cara.
E n�o sabia se eles iriam passar dos limites.
Antes de eu chegar na Bethel, eles invadiram a casa.
O Reverendo Herman Fountain descobriu no tribunal
que as crian�as teriam que obedecer � ordem do juiz.
O juiz estava, sem d�vida, errado.
Fountain diz que espera
que a casa seja novamente invadida,
mas continuar� operando ilegalmente a instala��o.
Nesse processo, Herman Fountain agrediu um dos policiais.
Herman Fountain foi preso por dois anos, saiu
e recome�ou seu neg�cio.
Nenhuma verifica��o de antecedentes para impedi-lo.
Eu cheguei seis anos ap�s a invas�o.
Se Herman Fountain nunca tivesse sido autorizado a reabrir
minha vida n�o seria o que � hoje.
Herman Fountain seguiu esse plano
de "somos intoc�veis".
O CPS entrou duas vezes enquanto eu estava na Bethel.
Na primeira vez, contei tudo e mostrei os hematomas e marcas
e eles me deixaram l�.
Lembro de um dia em que um l�der alterado
estava sentado ao meu lado.
Eu disse algo, n�o lembro o que foi.
E levei um soco no olho.
Meu olho ficou muito machucado.
N�s n�o t�nhamos acesso a um telefone.
Mas eles n�o sabiam
que eu estava invadindo o escrit�rio.
Liguei para o 911.
Operadora do 911, qual � a sua emerg�ncia?
E ent�o corri para a porta.
Vi um carro da pol�cia, ent�o corri at� a casa.
E disse "Olha o que eles fizeram comigo.
Voc� precisa me ajudar."
E Herman disse, "Ele tem se comportado mal."
Venha para dentro.
O xerife entrou com Herman,
saiu e disse,
certo, da pr�xima vez n�o seja esperto, garoto.
E me deixou l�.
Mas era tudo o que eu sabia. O CPS fez isso.
Agora o Departamento do Xerife do Condado de George fez isso.
O Estado do Mississippi falhou comigo.
Estamos a cerca de um quil�metro de dist�ncia.
Essa cidade sabia o que estava acontecendo conosco.
Bethel financiava a cidade.
Os moradores pegavam esses garotos que fugiam
com hematomas por todo o corpo.
Por que voc�s, cidad�os que conhecem esse homem,
ele come no seu restaurante, ele faz compras onde voc� faz,
como voc�s n�o tomam uma posi��o contra esse homem?
Voc� tem um cara que � um pregador
e respons�vel por uma grande renda na cidade
n�o era certo fazer perguntas.
"N�s n�o vamos ouvir o que os garotos dizem
ou qualquer pergunta, vamos confiar em Fountain."
Ele preparou a cidade igual preparou nossos pais.
Esses s�o garotos maus, problem�ticos
e eu estou colocando a palavra de Deus neles.
Estou mudando suas vidas.
Eles provavelmente acham que ele � um santo.
Obviamente h� algo quebrado no sistema,
e n�o � s� a Bethel.
Pessoas dentro dessa ind�stria aprenderam com Fountain.
E t�m feito a mesma coisa por anos e anos
criando esse mundo de riqueza, poder e respeito na comunidade.
� por isso que n�o conseguimos que as autoridades ajam.
Esse lugar ainda faz parte de mim, sabe.
Eu acordo � noite com pesadelos. Acordo de manh� lembrando.
S� de voltar a esses terrenos, ver esse lugar de novo
isso significa muito para muitos caras de v�rias maneiras.
Os garotos est�o sempre na nossa mente.
S�o nossos irm�os.
N�o t�nhamos nada al�m um do outro l� dentro.
Isso foi o que me fez aguentar.
N�s sempre falamos sobre a Reuni�o Bethel.
Para mim, encontrar esses caras
e nos reunir � poderoso.
Tudo que lembro de voc� � pensar:
Este � um garoto que est� sendo deixado aqui.
Eles n�o v�o deixar uma crian�a aqui, certo?
N�s vimos o carro indo embora sem voc�
e n�s ficamos tipo: O que est� acontecendo?
Como uma crian�a descartada, era assim que ia ser.
Nenhum de nossos pais poderia ter sabido.
Mas a realidade era que eles estavam nos mandando
para uma esp�cie de asilo ao contr�rio.
Os abusivos eram os respons�veis.
Alguns de n�s sofreram mais que outros.
Todos conhecemos a hist�ria de Bradley.
Ele era meu colega de cama.
Ele estava aqui.
Eu podia sentir.
Sentia minha cama tremendo
toda vez que esse garoto apanhava.
E eu ficava congelado.
Eles costumavam usar isso como arma.
H� as regras de um programa de Tough Love
mas isso ia muito al�m disso.
Havia a regra da m�fia l� dentro
todos simplesmente atacavam.
Ele foi espancado.
Era como o filme Nascido para Matar.
� assim que Bethel parecia.
Eu queria ter feito algo a respeito.
Sim, senhor!
Queria ter intervindo, mas como fazer isso?
Ou seria eu o pr�ximo.
Fountain tinha uma implic�ncia com Bradley.
Ele implicava com qualquer um
que n�o seguisse sua moral crist� sobre sexualidade
chamando-os de desviados sexuais.
Sim, desviados.
O plano dele era tirar a homossexualidade no soco.
O programa de terapia de convers�o dele
era rezar para afastar a homossexualidade.
Mas imagine com os p�s na lama,
sendo chutado por um cara grande te chamando de gay
te for�ando a segurar uma cerca el�trica.
� um novo n�vel de desmoraliza��o.
Eu apanhei por estar ajudando voc�s depois do trabalho.
Ele me bateu e me jogou no ch�o
me chamando de "merda" o tempo todo.
O panfleto dizia que iam moldar
seu filho em um homem crist�o.
Quando sa� da Bethel com 14 anos,
aos 16, engravidei minha namorada do ensino m�dio.
E ent�o eu simplesmente fugi.
Passei cerca de 11 a 12 anos da minha vida
entrando e saindo da cadeia.
Minha esposa pediu o div�rcio, e pediu a cust�dia.
Nem consigo me obrigar a bater na porta deles
porque n�o quero ser o tipo de pai
que meus pais foram.
Eles sentem sua falta, assim como voc� sente a deles.
N�o � tarde demais, cara. Apenas esteja l�.
Outra coisa que era muito dif�cil de lidar
era como os filhos dele nos tratavam.
Sim.
Ent�o voc� tinha uma menina de oito anos
que entrava l� e te chamava de v�rios palavr�es
insultos raciais ou homof�bicos.
Isso vinha de uma menina pequena
e era isso que ela tinha aprendido.
Imagino que ela deve ter crescido e percebido
que a vida n�o � assim.
ESSA � A PRIMEIRA VEZ QUE ESTHER FOUNTAIN
FALA PUBLICAMENTE SOBRE SEU PAI
E O QUE ELA TESTEMUNHOU EM BETHEL BOYS ACADEMY.
Saber o que � certo e errado demorou muito tempo.
Muito tempo
para eu finalmente poder dizer
o que aconteceu e como aconteceu.
Meu pai tinha a vis�o
de abrir um lugar para crian�as
mas ele batia nos meninos.
N�s pod�amos mandar eles fazerem o que quis�ssemos.
Eles estavam � nossa disposi��o.
Como crian�a, eu n�o sabia de outra coisa.
E ent�o, eu era parte disso.
Nenhuma crian�a de seis ou sete anos
deveria ser colocada nessa posi��o.
Meu pai, ele � um golpista.
Ele consegue manipular as pessoas e sair impune.
� esse poder mental estranho.
Mas meu pai sempre teve seus favoritos
e eles sempre eram permitidos em nossa casa.
Lembro dos meninos levantando minha saia
porque t�nhamos que usar saias, n�o pod�amos usar cal�as.
Meu pai tinha controle total sobre as mulheres.
Ele encontra mulheres que pode controlar.
Eu e minha irm� t�nhamos dois quartos.
Os caras olhavam pela nossa janela
depois que sa�amos do banho.
Uma noite, eu estava dormindo
um garoto entrou no meu quarto pela janela.
Ele estava usando uma m�scara.
Quando acordei...
Eu estava com medo.
Ele estava me tocando.
Eu simplesmente fiquei l�.
Ele disse para mim n�o contar a ningu�m.
Ent�o, pensei que se contasse a algu�m, ia morrer
que esse garoto ia me matar.
Ele disse para eu voltar a dormir.
O dormit�rio ficava perto da nossa casa.
E eu vi pela minha janela
quando ele desceu e correu para o dormit�rio.
No dia seguinte, fui e contei � minha m�e.
E ela disse, "Precisamos fazer algo sobre isso."
Nada aconteceu.
Os meninos e o lar de garotos,
esse neg�cio, era mais importante para o meu pai
do que a nossa fam�lia.
Sempre foi e sempre ser�.
Voc� sabe, isso d�i.
Ele era nosso pai
mas n�o era uma boa pessoa.
Eu sei quem ele �, e se eu fosse defend�-lo
eu seria igual a ele.
Porque no final das contas, � o neg�cio dele.
Ele ganha dinheiro com isso.
Ele n�o teria nada se n�o fosse por isso.
Tem tanto dinheiro nisso
que as pessoas est�o dispostas a olhar para o outro lado.
Voc� tem uma instala��o
que abre em uma �rea rural menor.
E muitas vezes algumas
das pessoas mais influentes da comunidade,
sejam da pol�tica ou da igreja, tamb�m est�o envolvidos
ou conectados com o programa em si.
Esses programas est�o recebendo
enormes quantias de dinheiro dos pais
e essa riqueza est� sendo usada para expandir a economia local.
Parte do treinamento
� para esses pastores trabalharem juntos
passando os jovens de um para o outro para lucrar.
Quando um jovem n�o aguenta um programa
eles podem ir de um campo militar extremo
para um acampamento b�blico.
Todos os programas t�m uma coisa em comum:
Podem ganhar dinheiro com cada jovem que est� l�.
Depois da chamada para o 911,
percebi que estava por conta pr�pria.
Eu disse, "Voc� vai me matar?
�timo."
Era assim que eu via as coisas, �timo.
E ent�o eu n�o ligava, era um risco.
Ou voc� vai me matar ou eu vou para casa.
Essas eram as op��es.
Eu n�o pensei em outra.
Eles me expulsaram, mas eu n�o fui para casa.
Dos 13 aos 15 anos,
frequentei a escola interna Agape em Stockton, Missouri.
Acredito que Herman Fountain recomendou isso aos meus pais.
Ele era, acho, pregador na Agape
trocando alguns alunos.
Foi a pior sensa��o da minha vida
ir para Agape depois de Bethel.
De novo, l� estava eu.
Vou tentar e ver o que acontece.
E foi o que fiz por dois anos e meio.
A maioria das pessoas que me conhece da Agape
diz que sou um lutador.
Eu estava com raiva.
Cada ano que passava nesses lugares
me deixava mais cruel.
20 ANOS AP�S SER LIBERADO DA AGAPE
ALLEN SE REUNIU COM O ANTIGO ESTUDANTE
E MEMBRO J�NIOR JAMES GRIIFFEY.
� surreal passar por tudo isso de novo.
Voc� j� pensou que, como adultos,
voc�s se encontrariam?
N�o, voc� me assustou para caramba
quando entrou em contato comigo.
Para ser justo, voc� n�o gostava de mim.
Eu n�o gostava de voc�.
Eu era um aluno antes de ir para a escola.
Depois virei funcion�rio e muitos alunos me odiavam
pois meu trabalho era garantir que seguissem as regras.
L� estava eu, tentando seguir as regras
e ouvir tudo que eles queriam nos ensinar e voc� dizia n�o.
Alguns funcion�rios te provocavam
e voc� n�o reagia bem a isso.
Eu era 100% rebelde na Agape. Eu j� tinha tido o bastante.
Eles adoravam quando voc� desobedecia o sistema
porque era a desculpa deles para te conter
te jogar no ch�o, te bater.
Obedi�ncia f�sica atrav�s de conten��es.
Isso era a marca registrada do Agape.
Voc� pega uma crian�a e a joga no ch�o.
Segura um ombro, gira-a, abra�a-a
coloca o joelho nas costas dela
e a leva ao ch�o.
Cada funcion�rio pega um membro e eles levantam o aluno
e o levam para a sala de conten��o.
� onde eles ficam at� a crian�a se submeter.
Voc� ficava l� tanto tempo que eles revezavam turnos.
Quase como em uma luta de wrestling
quando trocam de pessoa.
- Vamos l�, de volta. - Sim.
Lid�vamos com o sistema de maneiras diferentes.
Eu queria mais do que tudo ser aceito
por essas figuras paternas.
Eles te incentivavam a ficar.
Queremos que fique conosco.
Queremos que voc� fa�a parte da fam�lia Agape.
Voc� passa de uma crian�a com alguns problemas
a algu�m que est� no comando de outras crian�as.
Como eu, supervisionando outros jovens
mas sem poder realmente ajud�-los.
O dano emocional profundo que esse lugar causa.
Porque ningu�m nos ensinava emo��es l�.
Voc� nunca podia ter um dia ruim na Agape.
N�o podia ter na Bethel. N�o era permitido.
Voc� foi treinado.
Ningu�m quer ouvir sobre isso. Voc� tem que ser um homem.
Se voc� fosse a um funcion�rio na Agape e dissesse
que estava tendo pensamentos suicidas
eles tirariam suas roupas
e te colocariam em um roup�o de banho
dizendo que tudo o que voc� precisa � de Jesus
e isso resolveria tudo.
Lembro de entrar no banheiro uma noite e ficar chorando
perguntando a Deus, tipo, por qu�?
Por que, se estou te seguindo e conformando com tudo
que me disseram para fazer
porque ainda tenho esses pensamentos suicidas?
Por que estou deprimido?
Por que voc� n�o tirou isso de mim?
Quando sa� da escola, isso me atingiu totalmente.
A depress�o voltou os pensamentos suicidas voltaram.
Eu realmente tentei morrer.
Estava pronto para acabar com tudo.
Algo me trouxe de volta.
Agape significa amor incondicional,
� o que a palavra significa
� como o amor incondicional de Deus por n�s.
Mas era totalmente falso.
H� um eu de 15 anos
um eu de 14 anos, um eu de 13 anos
no programa agora, sendo espancado, sendo abusado.
Como est�o se safando disso?
A escola interna Agape tem muitas conex�es.
Eles tamb�m t�m delegados do xerife
trabalhando no programa.
N�s apoiamos a casa. Queremos construir a casa.
Queremos apoiar os pais. E queremos estar no mesmo time.
O que for melhor para seu filho.
Eles est�o na folha de pagamento da escola
como os seguran�as noturnos que vigiam as crian�as.
Pense nisso.
� realmente chocante quantas vezes algu�m disse
a uma autoridade o que estava acontecendo.
Instala��es que investigamos em Missouri, por exemplo,
pessoas denunciaram para v�rias ag�ncias
v�rias ag�ncias estaduais
v�rias ag�ncias de aplica��o da lei por 15 anos
e nada realmente mudou.
Quando est�vamos investigando a Agape
crian�as nos disseram que quando conseguiam falar
com uma autoridade do Estado,
o delegado do xerife que trabalhava na Agape estava l�.
Conversei com ex-funcion�rios.
De repente, todos foram obrigados
a assinar um acordo de que n�o falariam sobre nada
o que acontecia na Agape com ningu�m de fora.
Censurando a comunica��o com o mundo exterior.
A Agape ainda est� aberta hoje.
O Bethel Boys Home foi fechado alguns anos
depois de eu ter estado l�.
O dono da Bethel Boys Academy,
Herman Fountain, nunca foi acusado.
William Knott saiu da Bethel
e abriu sua pr�pria institui��o
chamada Restoration Youth Academy.
Ele pegou o que aprendeu com Fountain
e se mudou para o Alabama
algo como 50 quil�metros de dist�ncia.
Mas agora, ele n�o precisava responder a Fountain.
N�o precisava responder a ningu�m. Ele era o chefe.
Seus m�todos s�dicos, suas formas de abuso
ficaram ainda piores.
Mas desta vez, a m�e de um dos meninos
ligou para a pol�cia
e disse que havia algo ruim acontecendo l�
ent�o precisava tirar seu filho de l�.
O chefe de pol�cia no Alabama percebeu sinais de alerta
sobre a Restoration Youth Academy.
Ele se dedicou totalmente.
John Young Jr, William Knott e Alicia Moffet
foram indiciados por um grande j�ri do Condado de Mobile
por 24 acusa��es de abuso agravado.
� a primeira vez que os donos de uma institui��o residencial
para jovens s�o acusados de abuso infantil grave
no Condado de Mobile.
O ex-capit�o da Pol�cia de Prichard
Charles Kennedy, tenta h� anos chamar a aten��o
para o que ele chamou de amea�a s�ria �s crian�as.
Estas cartas que voc� v�, escritas � m�o
foram trazidas para mim pelos meninos.
O suposto abuso aconteceu em uma institui��o crist�
chamada Restoration Youth Academy.
Existem consequ�ncias.
Knott foi alvo de reclama��es de outros adolescentes.
Esse lugar foi invadido e todos foram retirados.
William Knott foi condenado
por 11 acusa��es de abuso infantil agravado.
Ele est� preso hoje porque uma pessoa insistiu
e n�o aceitou um n�o como resposta.
Presumo que seja o Dr. Livingstone.
Como vai, amigo? Bom te ver.
- Vamos entrar. - Vamos ver o seu lar.
Meu nome � Charles Kennedy
sou um capit�o aposentado do Departamento de Pol�cia
da cidade de Prichard, Alabama.
Descobri sobre o Sr. Knott e a Restoration Youth Academy.
Tamb�m soube que ele esteve
associado ao Bethel Boys Academy.
Fui informado de um processo
no Estado do Mississippi contra isso.
Encontramos os processos do Bethel
que responsabilizaram William Knott
pelo que estava acontecendo com os meninos l�.
As acusa��es no Mississippi
resultaram em um processo federal
contra a academia e William Knott.
Em 2006, um juiz emitiu um julgamento
de US$ 900 mil para o garoto
que, segundo a queixa civil, foi v�tima de tortura.
O Bethel Boys Home e os dormit�rios
que existiam nessa propriedade n�o existem mais.
Mas as pessoas que vivem nessa comunidade
ainda lembram da institui��o controversa
e de seu instrutor chefe.
Aqui temos 43 p�ginas
com crimes monstruosos
cometidos por essas pessoas contra esses meninos.
Eu cheguei na metade e disse para minha secret�ria
que precisava ir para casa.
N�o consigo ler mais isso.
PRIVA��O DE COMIDA. CHUTANDO-O E CORTANDO-O.
NEGOU TRATAMENTO M�DICO.
Desculpe.
O FEZ SEGURAR UMA CERCA EL�TRICA.
� uma hist�ria de horror.
Depois de ler isso,
soube que deveria ser o mesmo em Alabama
e que precisava fazer algo.
No Bethel,
nunca julgaram William Knott por acusa��es criminais.
O que conseguiram foi um processo.
Ent�o continuou indefinidamente.
A Restoration Youth Academy
fez a mesma coisa no Estado do Alabama.
Leia alguma das coisas que aconteciam l�.
Cadetes estavam sendo chutados, estrangulados, esbofeteados
e socados enquanto permaneciam em posi��o de sentido.
Na maioria das vezes, um cadete n�o fazia nada.
Um cadete foi empurrado por outro cadete
por um lance de tr�s escadas.
Ele correu at� um instrutor e foi jogado no ch�o
e estrangulado at� n�o conseguir respirar
com o rosto empurrado na terra.
Para n�s, Kennedy � um her�i.
Ele colocou os meninos em seguran�a
e depois pediu a cria��o do Projeto de Lei 440
o melhor projeto e qualquer Estado do pa�s
para proteger crian�as.
E foi isso que ele fez,
afastou esses lugares do Alabama.
Agradecemos muito pelo que voc� fez.
Ver sua emo��o e todo o sacrif�cio
nos deu coragem para continuar quando quer�amos desistir
pois voc�, algu�m de fora,
nos dizia para continuar lutando.
Eu precisava estar na linha de frente
tentando fazer o que eu tinha que fazer para cuidar disso.
A ind�stria de bilh�es de d�lares por ano
tem grandes interesses.
A realidade � que � uma batalha de Davi contra Golias.
S�o 25 anos para mim,
mas todos precisam prestar aten��o.
Isso n�o acabou, nem est� perto de acabar.
Por fora, n�o parece haver nenhum problema
na Lakeland Girls Academy.
Mas ex-alunas dizem que l� dentro
por tr�s das portas fechadas
a vida � como um campo de treinamento
que usa t�cnicas severas para fazer as garotas obedecerem.
Eu tinha 17 anos quando
fui para a Lakeland Girls Academy na Fl�rida.
A viagem inteira, minha m�e dizia
que eu seria levada para um lugar mais seguro
que eu estaria segura de mim mesma.
Quando cheguei, passei muito tempo chorando.
Minha colega de quarto, Naomi
escreveu uma carta em um guardanapo
dizendo que tudo ficaria bem e que ser�amos grandes amigas.
Sempre sorrindo para mim.
Ela sempre cuidava dos outros,
mesmo passando por dificuldades.
Naomi n�o era do tipo que reclamava.
Era muito estoica na forma como se apresentava.
Mas, quando falava comigo,
sempre dizia que n�o aguentava mais.
Quando voc� passava por um problema
sempre diziam para falar com Deus ou apenas orar.
Problemas m�dicos, era apenas orar.
No mundo deles, ter um m�dico ou tomar medica��o significava
que voc� n�o estava confiando verdadeiramente em Deus.
Ela come�ou a desmoronar
e veio at� mim chorando dizendo,
"Eles n�o v�o me ajudar, sempre dizem para orar.
� o Esp�rito Santo."
Ol�, eu estou em Lakeland Girls Academy
uma das garotas n�o est� dando sinais de vida.
Ela est� doente, n�o foi para escola hoje.
Ela est� doente, deitada na cama.
Precisamos de uma ambul�ncia.
Todos ficamos chocados.
O diretor entrou e simplesmente disse,
"Ela est� morta."
Por d�cadas, crian�as em institui��es
t�m sido privadas de direitos humanos b�sicos
contra abusos generalizados, neglig�ncia e mortes evit�veis.
A morte de Naomi � um exemplo doloroso.
Por muito tempo, nosso governo permitiu
que essa ind�stria enganosa operasse nas sombras
sem qualquer transpar�ncia ou responsabilidade reais.
MELVIN SEMBLER NEGOU FAZER DOA��ES POL�TICAS
PARA INFLUENCIAR LEGISLA��O ESPEC�FICA.
N�O � ILEGAL CONTRIBUIR PARA POL�TICOS QUE REGULAM
UMA IND�STRIA NA QUAL SE TRABALHA.
AS SEGUINTES PESSOAS, INSTITUI��ES
OU SEUS REPRESENTANTES N�O RESPONDERAM OU RECUSARAM
OS PEDIDOS DE COMENT�RIO:
DAN AND HOLLY WILLIAMS, LAKELAND GIRLS
ACADEMY TEEN CHALLENGE, SOUTHEAST REGIONAL
EM JANEIRO DE 2023,
A AGAPE FECHOU DEFINITIVAMENTE SUAS PORTAS
DEVIDO A DIFICULDADES FINANCEIRAS.
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